segunda-feira, agosto 2, 2021

Saab RBS 70NG

Reportagem da Globo onze anos após a Revolução de 1964

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Esse vídeo de apenas 11 minutos que mostra como estava a situação política no Brasil antes do Regime Militar. Observem como estava o caos que hoje nem a TV nem os jornais mostram.

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edurval
edurval
7 anos atrás

A TV Globo como sempre ao lado Governo. Esse vídeo é apenas propaganda governamental utilizada para justificar a continuação de um governo ilegal, visto que nenhum presidente militar foi eleito diretamente pelo povo. Aos que sentirem-se ofendidos pelas minhas palavras lembro lhes que o certo sempre será o certo, por mais difícil mais duro e mais insensato que possa parecer o certo nunca será o errado. Democracia – A palavra democracia tem origem no grego demokratía que é composta por demos (que significa povo) e kratos (que significa poder). Neste sistema político, o poder é exercido pelo povo através do… Read more »

Blackhawk
Blackhawk
7 anos atrás

Exatamente, edurval.
Já tinham tentado rasgar a constituição em 1961. Em 1964, de fato o fizeram.
Justamente aqueles responsáveis pela seu zelo…

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Mesmo assim, na época impediram por algumas décadas quem atualmente ocupa o poder fizesse naqueles tempos, o que fazem hoje. E naquele tempo talvez o fizessem com mais êxito do que agora pois alguma coisa restou de instituições que ainda fazem algum contraponto. E hoje é mais fácil se posicionar contra o ocorrido mas, e na época? Boa parte da população, do clero, do empresariado apoiou o golpe por pura certeza de que lucrariam com isso? Os valores são importantes mas, mais importante é sua consolidação, por exemplo, porque seria um presidente ilegal quando eleito indiretamente se, nos EUA o… Read more »

M@K
M@K
7 anos atrás

Concordo com o Antônio.
Só para reflexão… se não houvesse ocorrido a ditadura militar, como estaria o Brasil hoje, melhor ou pior???

edurval
edurval
7 anos atrás

Antonio M 1 de abril de 2014 at 12:39 “E hoje é mais fácil se posicionar contra o ocorrido mas, e na época? Boa parte da população, do clero, do empresariado apoiou o golpe por pura certeza de que lucrariam com isso?” E você ainda tem alguma ilusão que não? No Brasil sempre houve alguém se beneficiando das tetas do Governo, acha mesmo que esses acima listados estariam preocupados com o bem estar da nação ou com o próprio bem estar? “Os valores são importantes mas, mais importante é sua consolidação, por exemplo, porque seria um presidente ilegal quando eleito… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Direito e Moral são coisas diferentes embora recomendado que andem juntas.

O governo eleito indiretamente podia ser imoral, mas não era ilegal, pois de acordo com as regras legais vigentes.

Os maiores responsáveis pelo governo não ter sido entregue aos civis logo foram os subversivos de esquerda. Se tivessem ficado quietos, o respaldo para continuidade do regime teria desaparecido, como de fato desapareceu logo que cessaram os movimentos de guerrilha.

Como continuaram ativos e querendo implementar uma ditadura de esquerda, respaldaram a continuidade do regime de exceção.

Democracia indireta também é democracia.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli,

Quando Mourão Filho resolveu marchar em direção ao Rio, sua conduta era legal?

A eleição de Castello Branco foi legal?

Depois que se toma o poder a força e usa-se a força para se manter no poder, chamar o direito criado de “legal” faz perder a principal finalidade da distinção legal/ilegal.

Aí até um AI-5 é legal.

E eu até concordo que a democracia pode ser indireta, com é nos EUA, mas as eleições, em especial as presidenciais, durante o regime limitar não podem ser chamadas de eleições democráticas, seja direta ou indireta.

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael. repito, não confunda legalidade com moralidade. A marcha do general foi ilegal, a eleição indireta que se seguiu pelo abandono de cargo de Jango não. Não houve uso de força para se manter. Eleição nunca é uso de força. Usar força é fazer a antítese de eleição. Sim, sob o ponto de vista legal até o AI5 é justificável. Por isso mais uma vez ressalto que legalidade não é moralidade e nem ética. Os termos devem ser usados com precisão. E te pergunto, eleições onde o governo compra o voto com a máquina e financiado por empreiteiras que depois… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Reforçando o que o Colombeli diz, por isso que também se chamava regime de exceção. Concordo que deveriam ter permanecido menos tempo e como havia dito ocorreram erros e acertos mas julgar agora, é muito mais fácil ainda, de fato se os tais “movimentos democráticos armados” não tivessem existido, não haveria justificativa para permanecerem por mais tempo. Também não tenho dúvidas de setores que queriam subsídios, privilégios mas boa parte que apoiou o início, no meio já se opunha devido aos erros citados e não foram 100% dos apoiadores a se dar bem. Se assim fosse por exemplo a Engesa… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, não estava confundindo legalidade e moralidade ou querendo fazer algum questionamento sobre direito natural e direito positivo. Até porque Hitler, Saddam e Kim Jong Il eram legalmente eleitos e produziam normas “legais”. Quis apenas questioná-lo sobre condutas claramente ilegais conforme o Direito então em vigor. A marcha do general o senhor confirmou o que eu disse. Sobre a eleição do Castello, qual norma deu poderes para a Junta Militar baixar o AI-1 e determinar que ocorressem eleições indiretas? Baixar o AI-1 foi uma decisão legitimida pela força. Ninguém elegeu a Junta, muito menos lhe deu poderes para tal. Não… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael, bem se vê que nunca acompanhou um processo da justiça eleitoral. Não estou falando em comprar por bolsa e cotas (que também é compra velada), estou falando em compra compra mesmo, com dinheiro, como mercadoria. Eu fui juiz eleitoral e te dito que a compra de votos é sistemática, de cima a baixo. Os partidos chegam a saber casa por casa quais são os votos que estão disponíveis. Isso não era assim a alguns anos. Com as restrições à propaganda eleitoral, o dinheiro que ia pra panfletagem, camisetas e outros meios agora proibidos é usado em compra direta. Os… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Antonio M

“se os tais “movimentos democráticos armados” não tivessem existido, não haveria justificativa para permanecerem por mais tempo.”

Será? Ou os militares e seus apoiadores apareceriam com um novo Plano Cohen ou um atentado a la Rio Centro para justificar sua permanência no poder?

Sinceramente, creio que se ocorressem eleições em 1965, JK ganharia e faria um governo parecido com o seu anterior e, poderia, combater os guerrilheiros comunistas, com uso da força, mas sem abrir mão da democracia (eleições livres).

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, . Na cidade que o senhor atuou todos os votos eram comprados? A maioria? Só os dos pobres? Bom, não duvido da compra pontual de votos (sempre com certa incerteza, pois a pessoa pode vender o voto e não votar no comprador). A menos que você diga que nas comarcas que você atuou o eleitor vota com o candidato do lado ou entrega o título para ele votar no lugar. Eu fui mesário e nunca presenciei algo como isso. Em verdade, muito mais do que compras de votos, pesam mais as abstenções, votos nulos e brancos. Como as eleições… Read more »

Control
Control
7 anos atrás

Srs Há muita desinformação sobre a década de 60. Uma das falsidades maiores que os jornais de hoje estão apresentando é que Jango contava com apoio da população. Por conhecimento próprio e não de falsos jornalistas, isto não é verdade. Jango foi eleito Vice Presidente com 36% do eleitorado enquanto Jânio obtinha 48% na votação para Presidente. Na época, a eleição do vice era independente da eleição do presidente. Grande parte de seus votos foi por fidelidade ao PTB de Getulio Vargas (havia na época fidelidade partidária dos eleitores). Ele só assumiu, após a renúncia do Jânio, após uma mudança… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Control, Numa disputa política a primeira coisa a sumir é a verdade. Concordo com muito do que você escreveu. A esquerda não era democrática. Os miltares também não. Aliás, havia um contexto não democrático. Por isso não gosto da comissão da “meia-verdade”. Quanto ao apoio ao golpe, o fato da OAB, CNBB e outros grupos o apoiarem tornam o golpe “aristocrático”, mas, não democrático. Esse é um ponto. Esses dias, vi uma pesquisa do Ibope em que a maior parte da população apoiava Jango. Não sei sei é verdade, mas é um tanto crível, se levarmos em conta que ele… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael, não me chame de senhor que não sou muito velho apesar de ter visto ARENA e MDB e lembrar da abertura das Olimpíadas de 80. A compra de votos hoje é uma realidade em todas as comarcas e seções eleitorais do Brasil. Especialmente, mas não exclusivamente, nas eleições municipais compra é escancarada e na minha impressão chega a mais de 20% dos votos com folga. Isso não é impressão so de onde atuei. Antes trabalhei cinco anos no MP, e tinha contato com a mesma sujeira. Com quer que se falasse era a mesma coisa em todos os Municípios.… Read more »

Rafael M. F.
Rafael M. F.
7 anos atrás

O que vou escrever, simplesmente reproduzo do primeiro livro da série “As Ilusões Armadas” – “A Ditadura Envergonhada” do Elio Gaspari. Creio que já tenham lido: – Jango tentou um golpe de estado em outubro de 63, tentando decretar um estado de sítio, e essa manobra foi repelida pela esquerda; – Jango era visto com desconfiança tanto pela direita quanto pela esquerda; – Francisco Julião, em 1963, enviou 12 militantes para treinamento em Havana. Julião já havia estado em Havana em 1961; – Prestes era abertamente contra a opção armada da esquerda, certamente escorado pela experiência desastrosa de 1935, e… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, Obrigado pela explicação sobre a venda de votos. Segundo o que narraste, ela é um pouco maior do que eu imaginei. Porém, eu ainda não “assino embaixo” do caráter decisivo em uma eleição. Eu trabalhei como mesário em 6 eleições e, na minha sessão eleitoral, sempre achei interessante o quanto não existe de fidelidade partidária, tampouco pessoal. Tanto que nas 3 eleições que participei, ganharam candidatos de partidos diferentes, inclusive PT e PSDB. Talvez, essa compra de votos seja importante apenas para manter certos vereadores no poder e em cidades pequenas. Quanto maior o número de votos necessários para… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Rafael Oliveira 1 de abril de 2014 at 19:25 # Sim acredito, senão teriam feito alguma coisa para se manter no poder por mais tempo, indefinidamente e de qualquer forma haviam traçado um cronograma se não perfeito, ao menos foi cumprido. E JK até poderia se eleger mas dificilmente seria melhor do que o primeiro, vide FHC? Se é que o primeiro foi tão bom como alguns dizem e as consequências disso seria mais insatisfação de um modo geral, e poderia levar novamente a um quadro como o de Jango? E bem lembrado o pouco responsabilizado Jânio Quadros, que foi… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

E Maluf nunca foi queridinho da ditadura militar não. Podia ser queridinho em seu partido. No auge do governo João Figueiredo até mesmo à época do colégio eleitoral onde disputaria com Tancredo Neves, Maluf queria Figueiredo no seu palanque, do qual o presidente fugia como o diabo da cruz. E ninguém afirmou em incorruptíveis ou coisa assim, falou-se de erros e acertos mas, me decepciona a roubalheira nos governos civis e atos que não ficam nada atrás do que aconteceu na ditaduras: As mortes de PC Farias, Celso Daniel, Toninho do PT, a “república de Ribeirãoo Preto”, mensalão, da guarida… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Antonio M, Não me sinto confortável no papel de advogado do PT. Estou apenas tentando defender a democracia e o estado de direito, o que são coisas bem diferentes e que o PT e outros partidos atuais, muitas vezes, atacaram. Concordo que todos esses casos elencados são deploráveis. Sobre o caso Francenildo, relativizando, eu prefiro que consultem o meu extrato bancário do que me coloquem no pau-de-arara. Todos os envolvidos perderam seu cargos e foram acusados pelo MPF. Francenildo ganhou R$ 500 mil em 1ª Instância. Pode não ser o ideal, mas está longe de dizer que não houve punição.… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Maluf sempre foi uma raposa política e duvido se era exatamente querido por alguém, era sim competente, pragmático, não no sentido honesto, para conseguir o que queria. Como houve punição no caso do Francenildo se os mandantes dos crimes continuam na boa? Francenildo não foi para o pau de arara mas Celso Daniel foi e seu partido solenemente aceitou os resultados das investigações sem indagar absolutamente nada. E recebeu indenização com dinheiro público. Punição de verdade não houve. E o hoje com todo tipo de informação disponível que circula, como circula é muito mais fácil se posicionar em relação à… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

O querido não quer dizer exatamente “amor”. Os motivos para escolherem ele para cargos importantes podem ser vários, inclusive, corrupção. Os casos Francenildo e Celso Daniel apresentam a problemática das provas para condenar o mandante ou, ao menos, o chefe da quadrilha. Por mais que exista uma boa probabilidade de Pallocci ter mandado quebrar o sigilo ou que ele, sabendo da quebra, nada tenha feito, isso não é suficiente para condená-lo. Li o editorial da Folha e realmente ele é bom, apesar de eu não concordar integralmente com ele. Poderia ter enfrentado alguns aspectos econômicos e sociais do período, mas,… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Sim é fato que Maluf poderia ser escolhido pela facilidade em lidar com corrupção, então não deixa de ser mérito desses militares que o repudiavam e repudiam até hoje mas, que ainda é acatado em alianças com os partidos desses mesmos que agora são aposentados e indenizados por perseguição política pelo regime desses mesmos militares. Em outro fato correlato à atualidade, não é apenas uma testemunha que viu Figueiredo pessoalmente em uma conversa com João Havelange rejeitar a realização de uma copa do mundo, a de 1986, pois achou o preço da realização um absurdo, que o país não tinha… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Não sou a favor da Copa pela simples razão de que o dinheiro público não deve ter essa finalidade. Porém, cabem ressalvas. A União apenas emprestou dinheiro, via BNDES, para a construção de estádios e gastou em algumas obras relacionadas à Copa e que tem certa utilidade (bem menos do que prometeu, diga-se de passagem). Quem gastou efetivamente com estádios foram Estados, Municípios e clubes. E, se analisarmos com frieza os números dentro dos orçamentos, os gastos não são tão exorbitantes assim para quebrar o país ou mesmo Estados e Municípios. Existem muitos outros gastos e políticas do Estado que… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

E são mais lições, de onde não se aprendeu muita coisa.

Mas os custos de uma copa de 50, 30 anos e hoje são muito diferentes e para cima. A de 1986 em dinheiro atual seria de R$3,2 bilhões. Duvido que a de 1950 tenha chegado perto disso. A “copa de Lulla” é estimada em 28 bilhões, passa longe de ser fichinha mesmo em termos comparativos.

Blackhawk
Blackhawk
7 anos atrás

Colombelli, o poder constituído em consequência do golpe é ILEGAL sim!
As “eleições indiretas” que tu citastes foram feitas após os militares tomarem o poder, cassarem todos os deputados “subversivos” (leia-se os que não concordaram com os golpistas) e pressionarem o restante (maioria udenista) para aprovarem o que quisessem.
Só lembrando que eleições indiretas legais só existem com a vacância do presidente nos últimos dois anos de cargo. Não foi o caso, o presidente foi deposto ILEGALMENTE pelos militares.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Eu usei a palavra fichinha comparando com o que a Petrobrás andou gastando com Pasadena, Comperj e Abreu Lima. E se levarmos em conta que a previsão de receita do Orçamento da União para 2014 é de R$ 2,488 trilhões é mais fichinha ainda. Nós gastaremos em refinanciamento da dívida pública R$ 654,7 bilhões. Isso realmente é um problema mais grave do que a Copa. Fora que o dinheiro gasto com a Copa não é todo de 2014, pois há gastos nos orçamentos de 2013, 2012, etc. Claro que a Copa de 1950 foi muito mais barata. Além da inflação,… Read more »

Vader
7 anos atrás

Na há ilegalidade do ponto de vista formal quando a norma decorre de norma fundamental decorrente de ato revolucionário (quebra da ordem constitucional). Como eram os famigerados Atos Institucionais.

Estudem Direito Constitucional senhores. O Colombelli está correto.

Sds.

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Gastos improdutivos, inconsequentes de 1 em 1bi, de 10 em 10, de 28bi em 28 bi etc. vai-se ao brejo de qualquer jeito. Se não investidos como se deve, a conta vem amarga mesmo. E mesmo com esse orçamento há tanta sanha pelo aumento de impostos seguidos de tantos cortes em tantas áreas que se puderem aprovam CPMF e o que puderam para tungar nossos bolsos. Reforma que é bom nada. PIB de 1950 não pesquisei mas nunca soube que a realização daquela copa tenha pesado tanto como essa possa pesar, mesmo com a evolução do PIB. E realmente, em… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Conheço Hans Kelsen e não tratei a questão da legalidade sob o ponto de vista formal.

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael, de fato eu também me choquei com a compra de votos. Em 2004 havia me falado um estagiário que trabalhava comigo na promotoria e cujo pai fora candidato a prefeito que nunca havia visto tanta sujeira como em uma eleição. Eu redargui que era exagero. Porém, depois de alguns anos, tive de dar a mão a palmatória. É decepcionante, e como disse, não é so nas eleições miúdas de vereadores de interior. Nos subúrbios das grandes cidades é idêntico. A diferença é que nas eleições pequenas o voto vale mais. O processo é o mesmo, quase institucionalizado, em todas… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, Que a maioria dos brasileiros é corrupta (e até mesmo, criminosa) eu não tenho dúvida. Só não imaginava que vender votos fosse tão comum. Só acho interessante eu e meus parentes mais próximos nunca termos sido assediados para vendermos nossos votos. Sobre o Congresso, a CPMF, o PT queria porque queria mantê-la e “apesar de não ser um grande programa”, era uma fonte importante de recursos. Em relação ao Lulinha, os R$ 5 milhões que a Oi “investiu” na empresa dele foi feito “às claras”. Tem também a questão do empréstimo do apartamento. Se há mais dinheiro, eu não… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael, sabe porque vocês nunca foram assediados? Por que os caras sabem bem quem podem e não podem abordar. Como eu disse, os capitães de bairro sabem casa por casa quem está a venda na eleição. Isso não é exagero meu, isso me foi dito por eles mesmos. E pior, quando perguntei se eles não achavam baixo e medíocre isso, respondem: se tu não fizer, o outro lado faz. O lulinha o investimento so veio a publico porque alguem furou, pois estaria no sigilo fiscal dele e da empresa investidora. Qual o motivo deste investimento? Ai que está o recôndito.… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, Sobre a Copa, só lembro que dos R$ 27 bilhões, nem tudo são estádios e estruturas relacionadas à Copa. Parte do dinheiro foi usado em infraestutura (muito menos do que eles falaram que iriam fazer) e, de certa forma, a Copa estimulou a concessão dos principais aeroportos do país, o que eu vejo como um reflexo positivo de algo negativo. Obviamente, repito, isso não impede que eu seja contra a Copa por ser um gasto torpe. Sobre o caso do Médici, a história da adoção só veio a público (imprensa, opinião pública), após a questão ser judicializada pela própria… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

Rafael, la nos idos de 1994, quando estive na escola militar, se ouvia muita coisa sobre as operações no Araguaia inclusive algumas ainda decorrentes de pessoas que conheciam os envolvidos diretamente. O EB mandou pra lá a melhor tropa de que dispunha, inclusive paraquedistas profissionais, mas cometeu um grave erro. Foram como militares, de forma ostensiva. Sempre chegavam atrasados, e a população local encobria os guerrilheiros. Eles sabiam de cada movimento da tropa. Houve muitas baixas e pouco sucesso, pois a tropa enviada tinha bom treinamento, mas a doutrina empregada era inadequada. A tropa foi retirada por um tempo. Em… Read more »

Control
Control
7 anos atrás

Srs Jovem Rafael Quanto ao Golpe: De princípio, golpe algum é democrático. O que aconteceu em 1964 foi a crônica do desastre anunciado que começou a infiltração dos comunistas nos sindicatos e a relação que o PTB do Jango estabeleceu com eles. Porém, o golpe, de fato não foi militar, mas sim gerado entre os civis que recorreram aos militares para sua execução. Atribuir apenas aos militares é faltar com a verdade. Quanto a popularidade do Jango: Sou um bocado velho para lhe dizer que o Jango conseguia ter unanimidade: era desconsiderado por todos, inclusive por seus, teoricamente, correligionários, aí… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli,

Grato pela análise mais a apronfundada da Guerrilha do Araguaia. Aliás, tratando-se de um site “técnico” da área militar, mereceria um post especial o combate à guerrilha do Araguaia.

Aliás, certa vez você me explicou as vantagens do militar não poder usar barba. Está aí mais uma delas. Quando querem disfarçar um militar, é só deixar a barba e os cabelos crescerem.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Caro Control, O Ibope é de 1942. Se a pesquisa divulgada agora é falsa ou não, eu não sei. Mas, ela poderia ter sido feita à época sim. Sobre o golpe ser civil e militar, eu concordo que os militares contavam com um bom apoio de determinados setores, principalmente empresariais. Mas, não sei mensurar quem mandava em quem. Só sei, o que eu já disse anteriormente: certos grupos sempre se deram bem, independentemente de quem estivesse governando o país e eles teriam muito a perder com as reformas de base. Com o comunismo, todos perderiam. Sobre o FGTS, se a… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Rafael, Ninguém falou em não haver corrupção mas por exemplo, Lula na campanha para 2002 prometeu enfaticamente a auditoria nas privatizações que nunca foram feitas. Será que de fato provariam alguma coisa como tanto alardeavam ou passariam por constrangimentos devido ao discurso apenas leviano e bravateiro? Corrupção no período da ditadura sim, mas, será que sumiram todas as evidências ou se fossem procurar de fato não seria aos níveis de hoje? O foco somente em testemunhas de tortura mas, por que não da corrupção? E se há alguma coisa de bom com relação a instituições é por que ainda resitem,… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Antonio M, Não ser corrupto deveria ser mero requisito do candidato e não plataforma de campanha. Isso só mostra o quanto a corrupção está arraigada na população. Fora que a principal estratégia do PT em campanha é atacar o que o PSDB fez. Mesmo que depois ele fizesse muitas das coisas que criticou. Não sei dizer se houve corrupção nas privatizações. Aqueles telefonemas grampeados são muito suspeitos. Enfim, ninguém deve confiar no PT ou em partido algum. Eles tem que estar sob constante vigília. E eu não tenho duvida que políticos (e mesmo servidores públicos e juízes), tendem a querer… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Certo Rafael, mas o regime o fez pelos motivos discutidos e o fez temporariamente. Por isso, regime de exceção e com apoio popular. Repito, por que trata-se com tanta irrelevância tal apoio popular? Se podem votar, não podem simplesmente apoiar? E como fazer para combater quem cometeria das mesmas arbitrariedades para chegar ao poder? Usando de uma comparação atual, como se faz para remunerar, motivar que um soldado combata o terrorismo que é baseado no fundamentalismo religioso cujo pagamento, prêmio é o paraíso, junto ao seu profeta e mais 72 virgens?!? Seria tão diferente dos radicais da época? E ninguém… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

O apoio popular não foi “medido” por eleições. Dizer que a CNBB, a OAB, o empresariado e a imprensa apoiavam e que teve uma Marcha da Família popular não significa que a maioria da população apoiava. Acreditar que a maioria da população apoiava é mera especulação. Se o apoio popular fosse uma coisa certa, teriam feito eleições até para dar legitimidade. Por isso eu já escrevi que dá para dizer que foi um golpe aristocrático, mas, não, democrático. O que me causa estranheza é essa tentativa de dizer que o golpe foi democrático, com apoio popular. Quantos militares, ao longo… Read more »

Colombelli
Colombelli
7 anos atrás

So um parênteses. O FHC tem muitos defeitos e foi em muitas coisas fraco em seu governo. Mas certamente é melhor ouvir uma palestra de um doutor poliglota do que de um cachaceiro que teve 30 anos para estudar e nada fez e nem falar português certo consegue. O nível é bem outro. Não dá para parificar. O concurso público tornou-se obrigatório em 1988, sendo que todos os servidores de então conseguiram estabilidade. Mas a exigência é burlada, pois as contratações de CC não ocorrem so para de chefia, assessoramento e direção, como preconiza o artigo 39, inciso V, da… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

E ninguém é a favor da ditadura, nem mesmo os militares, e a favor sim de que os perdedores não não reescrevam a história. Se fosse a comissão da (meia) verdade algo sério e justo, os dois lados teriam que cortar na carne e não como querem os vencidos, reescrever tudo a seu favor. E o que foi feito no STF foi mesmo antiquado e favorece o meliante. Poderia um militar que sofre um processo, um IM, dar baixa para não ser condenado pela justiça militar? Mas um político pode “deixar de ser político” para se livrar de condenações mais… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Colombelli, Para mim, o apoio popular ao golpe foi o mesmo dado à Independência e á Proclamação da República. Praticamente nulo. O povo só assistiu aos eventos, pois não tinha condições de raciocinar a respeito (e nem vou entrar no mérito de ter liberdade e força para tomar o lado contrário a esses movimentos). Aliás, minha defesa da democracia é muito mais “moral” do que prática. Na prática, grande parte do povo prefere viajar a votar. Muitos, como você expôs, vendem os votos. Outros tantos não tem condições intelectuais de avaliar os candidatos. E muitos candidatos não têm condições intelectuais… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

Rafael Oliveira 4 de abril de 2014 at 10:08 # o lance do STF é pura manobra, infelizmente. Pode até ser condenado mas, entre condenação e ser preso vai uma distância muito longa. No Brasil a justiça de primeira instância é tratada como “sub-justiça”. E cabendo todo tipo de recurso, facilmente encontrará novamente brechas para “começar tudo de novo”. Basta um bom advogado e esses caras tem. Por que até o PT “estranhamente” concordou com tal manobra? Pois tem até OEA na jogada já, e os mensaleiros deles podem ter toda uma revisão de suas penas etc etc por causa… Read more »

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

E houve a votação no STF que votou contra! E poderiam ter votado a favor !!! Simplesmente não quiseram e ajudaram o meliante !!!

Imagine se isso se transforma em jurisprudência se já não é ?! E beneficiando qualquer criminoso ?!

Joaquim Barbosa não se decepcionou?

Sempre perdemos a chance de tornar o país mais sério.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

OEA não tem competência para mudar qualquer decisão da Justiça Brasileira. É mais uma questão (i)moral e para tentar arrancar alguma indenização depois, do Estado Brasileiro.

E sim, incontáveis recursos são um dos grandes problemas da Justiça, criminal e civil, principalmente, e Azeredo pode ficar solto (apesar de eu duvidar muito que demore 15 anos para ele ser julgado e ocorrer o trânsito em julgado). Aliás, como, aparentemente, ele cometeu menos crimes do que o Dirceu e Genoíno, é bem mais fácil ele pegar uma pena bem menor, em regime aberto ou semi-aberto, se é que será condenado.

Antonio M
Antonio M
7 anos atrás

O importante é ganhar tempo. http://www.conjur.com.br/2013-abr-18/reus-mensalao-podem-ir-oea-brasil-acatar-decisao “…A possibilidade de réus condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, recorrerem a órgãos de julgamento internacionais da Organização dos Estados Americanos existe e pode levar a interessantes discussões, em âmbito internacional, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal que condenou 25 réus. Ao entregar seu voto revisado para a publicação do acórdão, que deverá ser feita nesta sexta-feira (19/4), o ministro Celso de Mello diz que é possível que o processo chegue à Corte Interamericana de Direitos Humanos e que o Brasil terá de acatar a decisão, seja qual for. …”… Read more »

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