domingo, julho 25, 2021

Saab RBS 70NG

A desintegração da Síria

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

900px-Flag_of_Syria.svg

(Paulo Sérgio Pinheiro, presidente da comissão independente internacional de investigação da ONU sobre a República Árabe da Síria – Folha de SP, 29) 1. Estima-se que 9,3 milhões de sírios têm necessidade de assistência humanitária urgente, com 4,25 milhões de deslocados internamente e 2,8 milhões de refugiados em países vizinhos. A expressiva maioria são mulheres e crianças. A infraestrutura básica do país foi destroçada. Escolas foram reduzidas a escombros ou ocupadas pelas forças armadas. Hospitais foram invadidos. Bairros residenciais estão destruídos. Alimentos, água e eletricidade foram cortados para infligir sofrimento a populações civis. A guerra teve um impacto devastador sobre a economia do país.

2. A Síria está a ponto de se tornar um “Estado falido, com senhores da guerra por toda parte”, e o conflito não ficará restrito às fronteiras do país. A guerra na Síria atingiu um ponto de inflexão que ameaça toda a região. O governo sírio e os grupos armados na oposição têm levado a violência ao paroxismo. Todos desrespeitam flagrantemente as regras dos direitos humanos. Uma impunidade generalizada campeia.

3. Combatentes e cidadãos são torturados até a morte dentro de centros de detenção, homens são decapitados e alguns crucificados em praça pública, mulheres vivem com o estigma do abuso sexual e as crianças são recrutadas pelas forças de combate.

4. A ameaça de uma guerra regional no Oriente Médio está cada vez mais próxima. O conflito armado que se alastra no Iraque terá repercussão devastadora na Síria e em outros países limítrofes. O aspecto mais alarmante tem sido o aumento da ameaça sectária, consequência direta da dominação de grupos extremistas como o Estado Islâmico no Iraque e no Levante, o EIIL. Seus combatentes radicais atacam não somente as comunidades sunitas que não se submetem a seu controle, mas também minorias como os xiitas, alauítas, cristãos, armênios, drusos e curdos, todos considerados apóstatas ou infiéis que devem ser abatidos.

5. Não há solução militar para o conflito. Desde o início, a única via sempre foi e continua sendo uma negociação diplomática, política, que inclua todos os países com influência na região, desde o Irã até a Arábia Saudita.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

- Advertisement -

1 COMMENT

Subscribe
Notify of
guest
1 Comentário
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Reinaldo Deprera
Reinaldo Deprera
7 anos atrás

A Síria é um caso de esquizofrenia governamental. A dinastia Al-Assad tomou partido em questões geopolíticas no passado e errou feio. Agora não consegue se aproximar do ocidente. Tá entre a cruz e a espada, sendo extorquida pela Rússia até o gomo 11.

Sem Bashar, o terrorismo naquela região vai voltar com força total.
Como acho que será difícil o governo do Irã ser varrido do mapa a médio prazo, penso que o ele precisa arranjar um jeito de se acertar com a Arábia Saudita e alinhar-se com o ocidente. Tudo isso, sem que o governo russo perceba.

Save Ferris!

Últimas Notícias

1ª Brigada de Infantaria de Selva é certificada como Força de Prontidão

BOA VISTA (RR) – No dia 23 de julho de 2021, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva –...
- Advertisement -
- Advertisement -