quinta-feira, outubro 28, 2021

Saab RBS 70NG

O paraíso visto das fortalezas

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Forte do Leme

Dez fortes administrados pelo Exército são abertos ao público

ATHOS MOURA

ClippingRio – Construídos a partir do século 16 com o propósito de proteger o Rio de Janeiro de invasões pela Baía de Guanabara, os fortes e as fortalezas da cidade e de Niterói hoje são atrações turísticas. Das fortificações, descortinam-se algumas das mais belas vistas das duas cidades. E a visita serve ainda para conhecer um pouco de História.

Nas primeiras décadas após o descobrimento do Brasil, o Rio de Janeiro foi invadido por forças estrangeiras, principalmente as francesas, que aportavam aqui para roubar pau-brasil e tentar controlar o território. Para evitar que isso acontecesse, os governadores dos estados, que à época eram chamadas de capitanias hereditárias, mandaram construir as fortalezas. Rio de Janeiro e Niterói ganharam cerca de 80 delas para tentar impedir a entrada de navios inimigos na Baía de Guanabara.

Atualmente, o que restou foi apenas histórias, mas que estão disponíveis ao público. Dez fortes administrados pelo Exército são abertos ao público: de Copacabana, Duque de Caxias, Tamandaré, Fortaleza de São João e da Conceição, no Rio; e Fortaleza de Santa Cruz, Forte do Imbuhy, Barão do Rio Branco, de São Luiz e de Gragoatá, em Niterói. Instalados na orla, deles é possível ter visões que ficam marcadas na memória. O problema é que poucos as desfrutam.

A francesa Veronique Enne, de 50 anos, escolheu como primeiro programa na cidade visitar o Forte Duque de Caxias, no Leme. Ela decidiu visitá-lo após ler uma indicação em um guia de viagens. “Esse lugar é maravilhoso. Uma das visões mais lindas que já vi. Daqui vejo a Praia de Copacabana, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor”, destacou.

Mas, apesar da beleza e de a entrada custar R$ 4, o baixo número de visitantes chama a atenção. De acordo com o major Alexandre Jorge dos Santos, gestor do sítio histórico, em junho, um dos mais movimentados, foram 2.106 visitantes, a maioria estrangeiros. Ele faz um trabalho de divulgação para atrair visitantes. “Estamos reformando o espaço para receber cada vez mais visitantes”, explica o major.

Para as crianças, esses locais são ainda mais atrativos. Além das belezas naturais, os pequenos se deslumbram com as construções, e principalmente, com os canhões. Luan da Silva, 11, foi numa excursão de escola ao Forte São João, na Urca. E o que mais gostou foi poder tocar nas armas e se sentir mais íntimo da História que aprendeu na sala de aula. “Dá vontade de aprender cada vez mais”.

Forte do Leme - 1

Último tiro foi em 1955, mas canhões estão ativos

Militares sempre consideraram o entorno da Baía de Guanabara estratégico por causa dos morros que permitem visão panorâmica da região. Depois das invasões de franceses, a partir de 1555, ela ganhou fortes. A cidade do Rio de Janeiro, fundada em 1565, e a de Niterói foram as que mais construíram fortalezas.

O especialista em história militar Adler Homero Fonseca de Castro, explica que Rio foi a cidade mais bem armada do país porque, a partir de 1763, com a elevação do Brasil a vice-reino de Portugal, passou a ser a capital, condição que manteria após a Independência.

Os fortes, com canhões voltados para a Baía e para a orla do Rio e de Niterói, explica Castro, tinham o objetivo de passar a imagem de cidade pronta a repelir invasões. “Os que vinham ao Brasil chegavam pelo porto do Rio. Era importante para o governo colonial passar essa imagem”.

Alguns canhões têm capacidade de atingir alvos a 24 quilômetros. O último disparo foi em 1955, do Duque de Caxias, no Leme, contra o navio Tamandaré, onde estava o presidente Carlos Luz, que participava de tentativa de golpe para impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. A lista dos fortes e informações sobre visitação estão no site do Comando Militar do Leste.

Forte do Leme - 2

FONTE: O Dia

- Advertisement -

2 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
2 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Renato.B
Renato.B
7 anos atrás

Um desses casos perfeitos para se arrendar para a iniciativa privada. Um contrato bem feito preserva os fortes, atende o turismo e ainda rende uns trocados para o Exército.

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
7 anos atrás

Seria uma boa mesmo. Mas o EB prefere “privatizar” para seus membros e os amigos de seus membros.

Algo bem típico do que os políticos brasileiros costumam fazer.

http://oglobo.globo.com/rio/fortes-exercito-cobra-por-uso-de-espacos-por-acesso-praia-em-pelo-menos-dez-unidades-7695815

Últimas Notícias

Forças Armadas da Ucrânia usam drone turco Bayraktar TB2 em Donbass

As Forças Armadas da Ucrânia usaram drones de ataque de média altitude Bayraktar TB2 em Donbass. Os drones de ataque...
- Advertisement -
- Advertisement -