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Governo turco pede autorização ao Parlamento para ataques na Síria e no Iraque

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ClippingO governo turco solicitará até esta terça-feira a autorização do Parlamento para realizar ataques militares na Síria e no Iraque, o que permitiria ao país aderir à coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, anunciou o presidente do Congresso, Cemi Ciçek. Nesta segunda-feira, os extremistas do Estado Islâmico avançaram em direção à fronteira entre a Síria e a Turquia e chegaram a cinco quilômetros da cidade curda de Ain al Arab, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) .

— Pelo menos 16 foguetes caíram no centro, pela primeira vez, deixando um morto e vários feridos — disse Abdel Rahman, chefe do OSDH, organização que se baseia em informações de uma ampla rede de fontes civis, médicas e militares. — É o bombardeio mais violento nesta cidade.

Ain al Arab, também conhecida como Kobani, é a terceira maior cidade curda da Síria e sofreu uma evacuação em massa na semana passada, quando 160.000 pessoas se viram obrigadas a fugir para a Turquia. O avanço do EI ocorre apesar dos ataques liderados pelos Estados Unidos na região e em outros lugares na Síria contra as posições do grupo extremista.

No domingo, aviões americanos de guerra atingiram quatro campos de petróleo sírios controlados pelos extremistas, perto da cidade de Raqqa, reduto do EI. O Pentágono declarou que os ataques foram “bem-sucedidos”, embora o OSDH afirmou que civis tinham sido atingidos. As províncias de Aleppo, Raqqa, Hassakeh e Deir al-Zour também foram atingidas pelos ataques noturnos. O governo americano iniciou uma campanha de ataques aéreos contra posições do grupo extremista no Iraque em agosto, mas desde 23 de setembro também atinge a Síria. A França se uniu às operações no Iraque, enquanto a coalizão internacional liderada por Washington conta na Síria com o apoio de aviões da Jordânia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou no domingo que o país não pode ficar fora da coalizão internacional contra o EI. A posição da Turquia durante os últimos meses havia decepcionado o Ocidente, mas a recente viagem de Erdogan aos Estados Unidos parece ter mudado sua opinião.

FONTE: O Globo

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Carlos Soares
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Carlos Soares

Será que acertarão os dois ?

Coitado dos Curdos.

O Zeki vai dizer que foi “fogo amigo”.

Mas se acertarem “a mão”, sejam bem vindos.

Renato.B
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Renato.B

O PKK dos turcos continua sendo considerado uma organização terrorista pelos EUA e agora vira parte da luta contra o ISIS. E o mesmo Irã que financia o Hezbollah também está lutando contra os Jihadistas. E no final todos, inclusive os EUA estão indiretamente ajudando o carniceiro do Assad.

É… o oriente médio é um lugar complexo, não tem como ser simplista para analisar a região.