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Quatro empresas mostram interesse em armar o futuro blindado 8×8 brasileiro

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Conceito_8x8_35mmgun

De acordo com o site noticioso IHS Jane’s 360, pertencente ao prestigiado grupo britânico Jane’s, quatro das mais importantes corporações de armamento do mundo manifestaram, na segunda-feira passada, oficialmente, o seu interesse em disputar a concorrência do Exército brasileiro que escolherá a empresa fornecedora do sistema de armas (principal e secundário) da futura Viatura Blindada de Reconhecimento Média sobre Rodas (VBR-MR) – um projeto supostamente derivado da conhecida família de viaturas Guarani.

A belga CMI Defence, a italiana Oto Melara, a sul-africana Denel Land Systems e a Norinco (China North Industries Corporation) se habilitaram ao fornecimento de um canhão de alta pressão, metralhadoras 7,62mm, lançadores de granadas, sistemas eletro-ópticos e de controle de fogo, bem como a preparação para o encaixe de aparelhos de comunicações e de comando e controle.

VBTP 8x8

O Request for Proposals (RFP) foi emitido pelo Quartel-General do Exército, em Brasília, no mês de novembro de 2014.

A força terrestre brasileira promete ao vencedor do certame adquirir os equipamentos necessários a 14 viaturas: um protótipo e 13 de um lote-piloto. Mas a expectativa é de que ela adquira ao menos 100 torres dotadas dos armamentos que forem selecionados.

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Kojak
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Kojak

Chinês nem pensar.

rsbacchi
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rsbacchi

Qual será a fonte brasileira que informou a Jane’s?

Lyw
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Lyw

Creio que seja mais uma daquelas informações incompletas, depois descobriremos outros fornecedores interessados, afinal de contas ainda faltam fabricantes tradicionais de canhões de 105mm.

A BAE Systems, que adquiriu a Royal Ordnance, fabricante do modelo original L7, fabricado sobre licença em muitas versões em diversos países e copiado por outros;

A General Dynamics fabricante do M68;

A Nexter (Giat) fabricante dos Modèle F1, G1 e CN-105.

Uma dúvida, os argentinos ainda fabricam o FM K.4 Modelo 1L?

Pedro
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Pedro

Olá senhores! Excelente noticia, apesar de ter a expectativa de um canhão de 120 mm, mas se o veiculo mantiver a capacidade anfíbia, inclusive de disparo quando na agua, 105 mm já esta de bom tamanho. Será que o EB pensa numa viatura com morteiro pesado tipo AMOS? Eu admiro muito esse morteiro automático. Eu acredito que a torre será desenvolvida no Brasil, aqui fica um devaneio de entusiasta: Por que não desenvolver uma torre com uma arma de 120 mm automática que possa no futuro ser disponibilizada nos Leo I? Teríamos uma viatura e um MBT com comunidade de… Read more »

eduardo.pereira1
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eduardo.pereira1

Bacana a idéia do Pedro hein.

Lyw
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Lyw

Pedro 12 de março de 2015 at 10:06 Pedro, o requisito de manter a capacidade anfíbia é apenas um opcional (desejável) e não obrigatório. E difícilmente tal capacidade será oferecida devido às limitações de peso para tal capacidade. Sobre o uso de um canhão de 120mm, devido à massa do veículo teria de ser um canhão de baixa pressão, o que reduz a eficiência no combate a veículos de combate relativamente bem blindados e a distâncias superiores a 2km, embora seja uma excelente arma para o apoio de fogo contra infantaria e blindados leves. Acredito que para a função a… Read more »

Lyw
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Lyw

Ah, já ia esquecendo, considero a opção de um morteiro autopropulsado de 120mm muito melhor que um sistema de artilharia autopropulsada de 105mm. É mais barato, mais simples e a munição tem maior poder de fogo, com um alcance, no caso do AMOS, muiti parecido.

Oganza
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Oganza

Pedro, praticamente não dá para rolar essa padronização ai que vc mencionou não… primeiro é a questão do 120 mm como o Lyw explicou e segundo é que a torre de um MBT ela tem que ser naturalmente mais blindada (pesada), o que mexeria completamente com o projeto estrutural do VBR-MR, que já será um derivado do Guarani, que por sua vez já não é essas coisas toda no quesito proteção. Então não, deixa a lambança como está e vamos torcer para que pelo menos o VBR-MR saia e realmente seja 8×8 para suportar pelo menos um 105 mm. Quanto… Read more »

Claudio Moreno
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Claudio Moreno

Oganza e demais Senhores boa tarde!

Perfeito sua colocação e raciocínio. Nos falta doutrina de emprego. Sou forçado ainda a acrescentar que o CFN está um pouco mais avançado que o EB no emprego tático de MBT ( se é que podemos dizer que o SK-105 é um MBT).

Quinze anos eu não digo … mas certamente estamos dando os passos necessário e consistentes para o emprego de uma plataforma única ( modal) (familia de blindados).

Somente nos resta esperar que não faltem recursos, que os já esperados não sejam retidos e que o Brasil sobreviva ao que virá ainda…

CM

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Lyw e demais colegas. Não duvido que a lista seja formada somente por essas empresas. É que as empresas só devem participar de uma concorrência se tiverem a expectativa de ganhar e, talvez, as empresas que você citou consideraram não ter chances na disputa, em especial, em razão do preço. Veja que ocorreu caso similar na seleção da futura viatura blindada 4×4 do EB. As confirmadas acima tem algumas vantagens competitivas: A belga CMI Defence – parceira de longa data do EB, fornecendo canhões. A italiana Oto Melara – parceira da Iveco no fornecimento dos blindados italianos. A sul-africana Denel… Read more »

Pedro
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Pedro

Olá senhores! Lyw muito oportuna sua colocação sobre a questão do peso do veiculo, algo que eu tinha esquecido. Acho imprescindível que todas as versões do Guarani sejam aerotransportadas pelo C 130 / KC 390. Quanto ao canhão de baixa pressão você esta corretíssimo quando ao poder no longo alcance porem continuando com os devaneios da comunidade entre o MBT hoje existem vários misseis disparados por tubo que a meu ver seria a solução de tiro para alcances extremos! Oganza a questão da blindagem é realmente bem relevante, mas eu tenho um ponto de vista (lembrando que sou leigo) que… Read more »

Pedro
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Pedro

Corrigindo veneráveis para vulneráveis.
Não querendo “puxar” saco do EB eu acho que o conceito de unidades mecanizadas (sistema Guarani) muito mais eficiente em quase todos os cenários que unidades blindadas. Eu acho que os “Tanques” (não que mamãe lavava roupa – rs) no mundo assimétrico de hoje tem emprego muito restrito. Portanto podemos esperar um pouco por um CC (se no futuro eles continuarem existindo). Falo isso mesmo sendo uma “viúva” do Osorio!

Lyw
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Lyw

Claudio Moreno 12 de março de 2015 at 12:38

Caro CM, tenho de discordar de ti, acredito que o EB, após o Leopard 1A5, está muito à frente do CFN no que você chama de “emprego tático de MBT”, aliás, o SK105 não pode ser considerado um MBT e nem usado como tal.

rsbacchi
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rsbacchi

Lyw, que eu saiba não existe canhão de 120 mm baixa pressão.

Lyw
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Lyw

Bacchi,

O RUAG 120 mm Compact Tanque Gun, pode ser considerado um canhão de 120mm baixa pressão.

Saudações.

Oganza
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Oganza

Pedro, meu caro, não se iluda não, eletrônica embarcada ajuda, mas nunca irá substituir a boa velha blindagem… é bem verdade que nos atuais cenários da Guerra moderna o Blindado está um passo atrás das novas armas. Em um mundo perfeito, o ideal é ter os dois, mas se for para escolher, fico com a blindagem. O Guarani não tem nenhum nem o outro. Mas a uma questão que as pessoas se enganam é que blindagem não é para salvar o veículo e sim para salvar sua tripulação e CCs como o Mercava e o Abrams já aguentaram disparos diretos… Read more »

rsbacchi
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rsbacchi

Lyw, a pressão dele é 7.100 bars. Não é um canhão de baixa pressão.

O canhão RUAG 120 mm modelo CTG usa a munição do Rheinmetall Rh 44 do Leopard 2.

Além de não conhecer canhão de 120 mm de baixa pressão, não conheço MUNIÇÃO de 120 mm de baixa pressão.

Lyw
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Lyw

Bacchi, obrigado pelas informações, vejo que estava errado no que sabia em termos de definição sobre este canhão.

Entretanto, como uma boa parte da energia do disparo é absorvida pelo sistema de recuo, a potência efectiva deste canhão é bastante menor que a dos seus “irmãos” instalados nos carros de combate principais quando se trata de utilizar munição perfurante cinética.
Já quando se trata de munição de energia quimica, que não depende da velocidade do disparo, essa diferença é pequena, exceptuando-se as questões de alcance e precisão. Isto vale também para o canhão 2a75 de 125mm.

Mauricio R.
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Mauricio R.

OFF TOPIC…

…mas nem tanto!!!

O cara é fã de carteirinha deste projeto:

http://snafu-solomon.blogspot.com.br/2015/03/brazil-moving-forward-with-their-vbr-mr.html

Kojak
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Kojak
Oganza
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Oganza

Mauricio R.

É impressionante como percebemos o mundo de acordo com a nossa realidade… e Solomom o fez nesse no post. 🙂

Ps.: O SNAFU! antes de qualquer coisa, é um blog com uma veia mais “crítica” e de opniões mais digamos “Fortes”.

Grande Abraço.

Oganza
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Oganza

Kojak,

é akilo que falavamos antes… os MBTs acodentais, criados para o cenario da Guerra Fria, estão todos tendo que ser adapitados/atualizados para os novos desafios.

Mas o mais interessante desse seu link é essa união/fusão da Nexter(França) com a KMW(Alemanha). E “se” eles forem executar um projeto de um novo futuro MBT Europeu para entrar em serviço, digamos, 2030… vaiter mais Leopards e Leclercs no mercado para os menos farecidos poderem fazer a sua chepa… rsrsrsrs

Vamos a fera? 🙂

http://www.infodefensa.com/es/2014/07/01/noticia-nexter-inician-negociaciones-crear-grupo-defensa-grande-europa.html

Grande Abraço

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

Mauricio…

Acompanho ha anos o blog do Solomon… e ultimamente ele tem virado fãn do CFN, simplesmente por causa da capacidade deste tomar decisões estratégicas quanto ao equipamento da força, e o USMC não consegue, ao longo dos anos, substituir ou, ao menos, modernizar os AAV…

E o que deixa mais puto é o dreno de recursos que o programa F-35 está fazendo com os outros projetos tão críticos, ou mais, que o reequipamento da ala aérea…

Bosco Jr
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Bosco Jr

Bacchi,
Mas de modo geral canhões de “grosso” calibre dotados de mecanismos de recuo que permitem que ele tenha um curso mais longo de modo a dissipar a força transmitida à base, na intenção de fazer com que ele possa ser usado em veículos mais leves, são, salvo engano, denominados de “baixa pressão”, independente da força que o canhão é capaz de suportar e transmitir ao projétil.
Ou não???

rsbacchi
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rsbacchi

Bosco, não.

Eles são designados como “Canhão de baixa força de recuo” ou seja em inglês “low recoil force gun” abreviado como LRL.

Eu reparei que os canhões e a munição dos canhões de baixa pressão estão tendendo a desaparecer.

Isto eu acredito devido exatamente ao aparecimento dos canhões de baixa força de recuo.

Lembre-se que a menor força de recuo é obtida pelo aumento do curso de recuo e adoção de freios de boca.

Tanto os canhões 105 mm serie L7/M68. como os 120 mm que usam a munição do Rheinmetall Rh 44 tem versões LRL

rsbacchi
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rsbacchi

O Osório utilizou o primeiro exemplar de 120 mm Low Recoil Force Gun. Com efeito, na escolha de canhão 120 mm para o Osório apareceu o problema da alta força de recuo destes canhões, O L11 da ROF (Challenger) tinha uma força de recuo de 62 toneladas para um curso de recuo de 370 mm, e o Rheinmetall Rh 44 (Leopard 2) força de recuo de 61 toneladas para curso de recuo de 340 a 370 mm. Estes valores tornavam impraticável o seu uso no Osório de 42 toneladas. A sorte da ENGESA é que a GIAT tinha projetado o… Read more »

rsbacchi
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rsbacchi

FER = Faible Effort de Recul = Baixa Força de Recuo.

Bosco Jr
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Bosco Jr

Valeu Bacchi,
Muito instrutivo!
Obrigado.

Kojak
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Kojak

Caro Oganza

É Amigo.

O último parágrafo do link que postei menciona essa “união”, seu link já vem detalhando o assunto.

E nós, 10/15 carros. Blz.

Off topic:

Oganza

dá para você pedir para seu cunhado prender o BO ?

Dá uma olhada,

http://www.jerusalemonline.com/news/middle-east/the-arab-world/iran-launches-production-of-cruise-missiles-despite-deal-12242

3ª feira próxima tem o segundo divisor de águas.

Shalom

Bosco Jr
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Bosco Jr

Bacchi,
Então a expressão “baixa pressão” só é adequada quando comparamos “canhões” de mesmo calibre, mas onde há um específico para “calçar” uma munição com uma carga de projeção reduzida, e portanto, com uma velocidade na boca do cano menor.
Por exemplo, o canhão M-230, que calça munição 30 x 113 mm é um canhão de “baixa-pressão” se comparado ao canhão Mk-44, que calça munição 30 x 173 mm.
Assim como o lançador de granadas M-203 que usa cartuchos 40 x 46 mm é de baixa pressão se comparado ao lançador automático de granadas Mk-19 que adota munição 40 x 53 mm.

rsbacchi
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rsbacchi

Pelo que eu entendo a munição 30X113B mm é munição desenvolvida para os canhões aeronáuticos DEFA e ARDEN (canhões revolver) nos quais a velocidade não era tão importante quanto a carga explosiva.

Seu uso em armas terrestres foi posterior e principalmente porque a munição estava disponível.

Mas parece que você tem razão no fato de que a arma que os usa em terra é um canhão de baixa pressão.

Qual seria a pressão desta munição? Eu não sei.

Bosco Jr
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Bosco Jr

A média dos tipos de munição empregada no M230 exerce uma pressão de 300 MPa, com velocidade na boca de 820 m/s para um projétil de 237 g, e no Mk-44 a pressão média das munições é 360 MPa com velocidade de 980 m/s para um projétil com massa média de 423 g.
Mas minha intenção só foi ilustrar a diferença que há entre um canhão “normal” e um de “baixa pressão”.

Bosco Jr
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Bosco Jr

A munição de ambos os canhões é muito diversificada e é difícil uma comparação pura e simples.
Por exemplo, achei valores de 430 MPa para a munição AP-T do Mk-44.
A que me referi anteriormente é da munição AB (air burst).

Kojak
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Kojak

Há pouco tempo mencionei o Centauro num dos tópicos do ForTe sobre esse tema VBR-MR (8 x 8).

Defendi a importação e pronto.

Mudei,

traga em CKD e monte na linha de MG.

Caso queiram alguma evolução, a Oto Melara tá ai.

10/15 unidades iniciais.

Parar com essa mania de tornar “tupiniquim” de fachada coisas que não valem a pena.

Não haverá escala para esse fim.

“Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

Kojak
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Kojak
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rsbacchi

Bosco. o 30X170 mm e o 30X173 mm tem pressão de 420 MPa.

Lyw
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Lyw

Bacchi, excelentes explanações, obrigado.

Uma curiosidade, eu sempre achei que o canhão raiado L11 tivesse um recuo consideravelmente maior que o do L44, pelos dados que informastes (62t e 61t respectivamente) me surpreendi com a diferença quase desconsiderável. Se não te equivocastes o L55 então deve ter um recuo monstruoso!

rsbacchi
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rsbacchi

Lyw, você está fazendo uma confusão entre L usado como índice de projeto pelo exercito britânico (no lugar do M estadunidense e do F francês) e do L como índice de numero de calibres,

Assim o L11 que mencionei era do canhão da ROF (Royal Ordnance Factory) modelo L11 (hoje substituído pelo modelo L33).

Aliás este canhão tem 55 calibres, portanto seria definido como:

Tank gun 120 mm/L55 – ROF model L11.

Obrigado

Lyw
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Lyw

Mais uma vez, obrigado Bacchi!