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Dirigíveis sobre a Amazônia

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Amazônia
O transporte de cargas pelo ar, a bordo de dirigíveis, evitaria as longas e sinuosas viagens pelas hidrovias da Amazônia

 

O Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil julgam que poderiam empregar 26 dirigíveis operados remotamente para o transporte de carga sobre a Amazônia.

A informação constitui o dado mais recente do longo histórico de interesse da força terrestre pelos aeróstatos, termo que designa os veículos de um tipo especial de balão cativo, cujo formato lembra o de um dirigível convencional (imortalizado pela silhueta do famoso Zeppelin alemão).

O Exército estuda documentos produzidos por seus oficiais acerca da utilidade de dirigíveis na Amazônia desde a década de 1970.

Esse meio de transporte sempre pareceu um instrumento muito atraente para que a força terrestre realize sua logística estratégica em áreas de fronteira. Mas há outros aplicativos.

Os aeróstatos também podem ser empregados como plataformas para sensores e antenas integrantes de sistemas de vigilância e/ou monitoramento e/ou telecomunicações – sendo possível que todas essas funções sejam atendidas simultaneamente em função dos equipamentos que estiverem instalados como carga paga (payload).

A principal dúvida que subsiste sobre a eficácia dos voos de dirigíveis na Região Norte do país diz respeito à sua resistência às fortes tempestades – fenômeno meteorológico comuníssimo na Amazônia.

Mas isso não impediu a força terrestre de, nos anos de 1990, criar o “Projeto Dirigível do Exército Brasileiro”.

Airship

Airship – Quando, em 2004, a força terrestre coordenou a criação de uma sociedade de propósito específico (SPE) para o desenvolvimento de dirigíveis, materializada na assinatura de um memorando de entendimento, diferentes empresas foram signatárias do documento, dentre elas a Transportes Bertolini Ltda (TBL).

O projeto evoluiu e, em 1° de junho de 2005, formalizou-se a constituição da Airship do Brasil Indústria Aeronáutica Ltda. (ADB), uma sociedade que contava com a participação inicial de três outros sócios, além da própria TBL.

Instalada inicialmente no município paulista de Barueri, onde o Exército possui o Arsenal de Guerra de São Paulo – uma grande organização militar de apoio logístico –, a empresa, a 5 de outubro de 2010, foi transferida para a cidade de São Carlos, 240 km a nordeste de São Paulo.

Na metade final dos anos de 1990, o Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), entidade sediada em Campinas que pertence ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolveu o chamado Projeto Aurora – nome que, na verdade, representa a sigla Autonomous Unmanned Remote monitoring Robotic Airship (dirigível robotizado monitorado remotamente não-tripulado de deslocamento autônomo) –, de um veículo capaz de transportar até 25 kg de carga.

O projeto foi apresentado pelo CenPRA aos oficiais da 2ª Companhia de Comunicações Blindada do Exército, sediada em Campinas – unidade orgânica da 11ª Brigada de Infantaria Leve.

Voo inaugural – No dia 27 de março de 2015, a Airship do Brasil, inaugurou sua nova sede, na cidade de São Carlos no Estado de São Paulo. A empresa prevê, para 29 de dezembro deste ano, o vôo inaugural do aeróstato ADB-A-150

Nos dias 14 e 15 de outubro do ano passado, a Airship realizou um voo de ensaio com o ADB-A-150 na Chácara das Rosas, município de São Carlos.

O teste foi acompanhado por uma comitiva do Exército que fora incumbida de avaliar a possibilidade de utilização de aeróstatos nos sistemas estratégicos de defesa brasileiros. A visita dos militares serviu também para dar prosseguimento ao processo de credenciamento da ADB como empresa estratégica de defesa (EED), conforme estabelecido pela Lei 12.598/12, de 21 Mar 12.

Os testes realizados na primeira quinzena de outubro de 2014 visaram constatar o comportamento do ADB-A-150 em situações e condições reais, possibilitando, assim, levantar aspectos que podem ser aperfeiçoados – motivo pelo qual está em andamento intenso programa de aumento de confiabilidade e redimensionamento que alguns sistemas do aeróstato.

O aeróstato ADB-A-150 é um equipamento derivado das pesquisas da empresa com um diversificado leque de dirigíveis não tripulados: o ADB-1 (4 metros de comprimento e disponibilidade para dois quilos de carga paga), o ADB-2 (16 m de comprimento e disponibilidade para 20 kg de carga), e o ADB-3-30, um veículo cargueiro que deverá nascer do trabalho de nacionalização do dirigível americano 138S Skybus.

Com 50 m de comprimento e capacidade de carga de 30 toneladas, o Skybus brasileiro será sustentado no ar por 4,5 mil metros cúbicos de gás hélio.

LTA – Nos últimos dez anos a Airship do Brasil tem trabalhado em pesquisas e desenvolvimento de aeronaves mais leves que o ar (lighter than air ou LTA, como são conhecidas internacionalmente).

No aspecto administrativo, a empresa que nasceu com vocação para ser uma prestadora de serviços na área de logística, logo evoluiu para o segmento da indústria aeronáutica.

Complementarmente a esses projetos, a ADB vem trabalhando na montagem e estruturação dos currículos e de cursos a serem ministrados para a formação de recursos humanos tanto para a operação como para a manutenção dos equipamentos por ela produzidos, estando prevista para funcionar em São Carlos, a primeira escola latino-americana formadora de pilotos, tripulações, mecânicos e gestores operacionais de dirigíveis.

Copa do Mundo – A 28 de novembro de 2013, dirigentes da Airship do Brasil reuniram-se, em Brasília, com o então comandante Militar do Planalto (CMP), general Gerson Menandro Garcia (hoje na chefia do setor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa). O objetivo do encontro era apresentar à força terrestre as opções que incrementariam a confiabilidade do sistema de segurança em estruturação, para funcionar durante os jogos da Copa do Mundo que iriam acontecer na capital brasileira.

O comandante Militar do Planalto era, à época, a autoridade do Exército incumbida da missão de coordenação das ações de defesa, segurança e inteligência, visando garantir que a Copa do Mundo de Futebol transcorresse com tranquilidade.

Na reunião de Brasília, um executivo da área de Relações Estratégicas e Institucionais da ADB explanou a ideia de se estabelecer vigilância e enlaces de comunicações com sensores e antenas instalados em aeróstatos fabricados por sua companhia. Além disso, tratou-se da possibilidade de integração desses equipamentos ao sistema já existente no Comando Militar do Planalto – que possuía, em sua sede, a estrutura de um centro de coordenação e controle (C2) bastante avançado.

O general Menandro mostrou-se interessado no plano da ADB. Ele opinou que a tecnologia desenvolvida pela Airship teria excelente efeito dissuasório, demonstrando avançada capacidade do País em termos de C2, mas o assunto, a partir desse encontro, pouco progrediu.

Bourget – Passados pouco mais de 18 meses, o tema dos dirigíveis continua na ordem do dia.

Esta semana, durante a 51ª edição do Salão de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget, na França, Orlando P. Carvalho, vice-presidente executivo da divisão de Aeronáutica da prestigiosa companhia americana Lockheed Martin, anunciou que sua empresa planeja oferecer ao mercado um novo dirigível, com capacidade de transportar até 20 toneladas.

O chamado veículo LMH-1 (Lockheed Martin Híbrido-1), baseado no protótipo Skunk Works P-791, que voou pela primeira vez em 2006, é o resultado de mais de 20 anos da famosa Lockheed Martin no campo da tecnologia dos dirigíveis híbridos.

Trata-se de um veículo dotado de quatro motores diesel de 300 HP, com velocidade de cruzeiro em torno dos 60 nós horários e capacidade de voar por 1.400 milhas (o equivalente a 2.520 km) antes de precisar voltar ao chão. Sua capacidade de carga é de 21 toneladas, ou até 19 passageiros instalados com total conforto.

Tal como acontece com todas as aeronaves híbridas, o LMH-1 é realmente um veículo mais pesado que o ar, com 80% da sua capacidade de decolagem determinada pela flutuabilidade do gás hélio encerrado dentro do dirigível. O mais interessante é que ele não requer postes de amarração ou o esquema de tie-down (pontos para fixá-lo no chão).

Em vez disso, ele usa um sistema de colchão de ar semelhante ao de um hovercraft, permitindo que o veículo manobre no terreno.

Outra novidade: o LMH-1 americano também produz um jato de sucção que o prende de maneira mais eficiente ao solo – um mecanismo utilíssimo durante as fainas de carregar ou descarregar cargas.

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eduardo.pereira1
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eduardo.pereira1

Que bom saber que já se desenvolve aeronaves desta espécie no Brasil.

Sds.

wwolf22
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wwolf22

Eh muito estudo para não por nada em pratica…
Ha quantos anos essa tecnologia ja existe e nos nunca a utilizamos…
infelizmente sera mais um estudo para alguém ganhar dinheiro e nada sair do papel…
Dirigivel NAO TEM SEGREDO !!!!!
eh muito bla bla boa sempre…

rsbacchi
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rsbacchi

Punheta de elefante!!!

Perda de tempo!!!

_RJ_
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_RJ_

Certa vez o governo do RJ contratou um dirigível para vigilância.

O resultado foi o seguinte:
O número de sequestros em área “vigiada” pelo dirigível triplicou durante a operação deste.
Os custos de operação do dirigível, contrariando a lógica, se mostraram o dobro do que seria manter um helicóptero sobrevoando a mesma área.

Depois disso, no RJ, nem se pode mais ouvir falar em dirigível.

Marcos Gilbert
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Marcos Gilbert

Eu imagino que um dirigível só voe com boas condições meteorológicas. Qual será a restrição de voo em relação a velocidade máxima do vento?

Abraços

eparro
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eparro

Qual deverá ser o tamanho de uma “bagaça” destes para poder transportar, por exemplo 23ton de carga?

Bosco Jr
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Bosco Jr

Um dirigível clássico é muito complicado de operar, mas aeronaves híbridas têm grande potencial no futuro. Os maiores problemas dos dirigíveis são a sua restrição em mal tempo e a dificuldade de atracação. Basicamente esses problemas se resolvem com as aeronaves híbridas, como a citada acima. Um helicóptero dificilmente terá um payload de 30 t, e mesmo que tenha um no futuro, não teria o alcance de um dirigível. Ou seja, poder levar 30 t de um ponto a outro, sem precisar de estradas ou de aeroportos, é muito interessante. Uma aeronave híbrida pode pegar uma carga volumosa que dificilmente… Read more »

rsbacchi
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rsbacchi

Eu leio sobre as possibilidades de uso dos dirigíveis em transporte de carga há mais de 50 anos!

O que se fez até hoje de pratico?

Que eu saiba: nada!!!

Se não se fez nada na Europa e nos Estados Unidos, vai se fazer no Brasil?

Efraim José de Souza
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Efraim José de Souza

Nos Estados unidos ja estão fazendo e na europa tambem.https://m.epochtimes.com.br/revolucionario-dirigivel-aeroscraft-torna-se-realidade/

Vader
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Apesar das ponderações dos colegas, se a manutenção de um veículo desses se demonstrar fácil e barata poderia ser uma boa para o transporte de cargas e até mesmo pessoas na amazônia, liberando as aeronaves da FAB e do EB para funções mais nobres, como o transporte de tropas.

Especialmente no que toca a cargas, os veículos poderiam ser remotamente pilotados, o que economizaria em muito na formação de pilotos, etc.

wwolf22
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wwolf22

Aqui no Brasil NADA eh fácil ou BARATO !!!!
ai que ta o problema…

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Eu lembro de uma proposta do Fábio Castro do Sistemas de Armas, sobre o uso desse tipo de aeronave para vigilância naval, interessante num país como o nosso. Se não me engano, já era usado eu estudado por outros países para essa função.

rsbacchi
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rsbacchi

Sim, os “blimps” foram usados tanto na 1ª GM como na 2ª como arma anti submarino.

Alguns anos após a 2ª GM a marinha estadunidense abandonou o seu uso.

Talvez porque a maior velocidade dos submarinos modernos tornava os “blimps” obsoletos.

Em 1945 eu estava em aula, quando vi pela janela um “blimp” voando sobre São Paulo.

rsbacchi
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rsbacchi

In 2005, a short-lived project of the US Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) was Walrus HULA which explored the potential for using airships as long-distance, heavy lift craft. The primary goal of the research program was to determine the feasibility of building an airship capable of carrying 500 short tons (450 t) of payload a distance of 12,000 mi (19,000 km) and land on an unimproved location without the use of external ballast or ground equipment (such as masts). In 2005, two contractors, Lockheed Martin and US Aeros Airships were each awarded approximately $3 million to do feasibility studies… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Sugiro aos colegas pesquisarem um pouco mais sobre uma das empresas financiadoras deste projeto, no caso o grupo Bertolini e digo a vocês, se ela está apostando nisso, com certeza não deve ser para dar tiro n’água. Eu acredito que ainda teremos boas surpresas sobre este projeto.

Aliás, esperem para não muito tempo, boas notícias sobre aquele projeto de hovercraft amazônico, eu soube que existe trabalho avançado para um segundo protótipo maior e com melhores equipamentos e estrutura. É dar tempo ao tempo.

Até mais!!! 😉

rsbacchi
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rsbacchi

Dirigível porta cargas – grande incógnita!!!

Hovercraft – tecnologia ultra manjada desde os anos 50. Primeiro uso em transporte comercial em 1962. Eu atravessei duas vezes o Canal da Macha em hovercraft comercial de grande porte.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Desculpe mestre Bacchi, mas se levarmos sua afirmação como princípio básico para não fazermos, porque estes meios não são novidade, não teria porque, por exemplo, termos montado e insistido com o desenvolvimento de aeronaves no Brasil pela Embraer, ou mesmo querermos que a Agrale continue viva e ofertando soluções próprias para o mercado (civil e militar), bastaria importarmos soluções prontas tão somente.

O senhor tem todo direito de não achar estes equipamentos grandes coisa, já eu penso o contrário.

Até mais!!! 😉

rsbacchi
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rsbacchi

Wellington, você absolutamente não me entendeu. Eu quis dizer que enquanto o hovercraft era um caminho seguro e comprovado, digno de ser seguido, o dirigível transportador de cargas é uma verdadeira utopia. Nenhum deles é algo ridículo. Eu em absoluto acho que eles não sejam grande coisa. Pelo contrario são grande coisa. Tanto são grande coisa, que o hovercraft está aí comercialmente factível, e já se gastou muito dinheiro internacionalmente em pesquisas sobre o dirigível transportador de cargas, sem se chegar a um resultado. Apenas no lado negativo, eu não acredito que este programa de dirigível transportador de cargas seja… Read more »

carvalho2008
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Vou postar um comentário que fiz em outra forum a respeito: :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Acho que tem bons espaços e nichos a ocupar tanto no meio civil quanto militar. A questão é que o conceito tras um ranço de visão considerando a solução falsamente como arcaica. O primeiro que desbravar provavelmente se dará bem mas, terá de pagar o preço do pioneirismo, o que poucos se dispõe. Torço para o projeto da Bertolini ser finalizado com sucesso. Temos uma situação impar no Brasil quando comparado aos demais paises. Temos dimensões continentais, uma legislação ambiental extremamente rigida que praticamente inviabiliza projetos de intergrações… Read more »

carvalho2008
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Mais um estudo relacionado a uma tese de Mestrado da UFRJ sobre o tema:

Especial atenção a pagina 39 sobre o tema de transporte de cargas superpesadas indivisiveis e pag 57 de comparativo de custo de transporte / tonelada , podemos ver que:

Antonov 124 US$ 56,00
Boeing 747 US$ 78,00
Skycat 220 US$ 29,00

carvalho2008
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Peço a moderação excluir da mensagem acima o link anexado pois seguiu errado.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Olá mestre Bacchi, não lhe quis, ou quero, pintar de nada, não tenho esta capacidade, muito menos interesse, mas o senhor há de convir que a forma como o senhor colocou seu comentário, me deu o entendimento de que o senhor concorda com estes projetos. Mas acredito que o senhor não esteja sabendo direito, conforme foi colocado no penúltimo parágrafo. Estes projetos não estão sendo bancados pelas forças armadas, são projetos de cunho civil e financiados com recursos próprios das próprias empresas, no máximo com financiamento da FINEP (no caso do dirigível) que é recurso de pesquisa científica e tecnológica.… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

*não concorda

carvalho2008
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Mestre Wellington, Os Airships são utilizados até o dia hoje em situações pontuais. Os N-class ZPG-2W foram empregados em pontos vitais de vigilancia AEW ASW/ASUW pela US Navy até 1962. Um deles ficou famoso pelo recorde de 264 horas ininterruptas e cobertura de uma distancia de 9.740 millhas. Possuiam velocidade de 128 km/h e um radome de radar AN/APS-70. Os ultimos projetos sobre o tema tem apresentado o conceito de dirigiveis hibridos, na qual combinam a capacidade de sustentação/elevação do gás helio com as regras da aerodinamica de um avião ( efeito Asa ). Isto tem fomentado estas especulações sobre… Read more »

carvalho2008
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Os americanos lançaram recentemente o sistema JLENS

http://rt.com/usa/215403-army-surveillance-blimp-test/

E J
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E J

A tecnologia que mais me chamou atenção foi o aeróstato usado para monitoramento. Isso ia enxergar cada coisa nas fronteiras…

Fábio CDC
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Fábio CDC

Como diria um ex-oficial do EB, colega de um vizinho meu também militar:

– Se Deus quiser, não vai dar certo.