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Brasileiro despreza latinidade, mas quer liderança regional

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Uma pesquisa inédita de opinião pública confirmou o que a história e o senso comum já sugeriam: o brasileiro despreza a América Latina, mas ao mesmo tempo se vê como líder nato da região.

Apenas 4% dos brasileiros se definem como latino-americanos, ante uma média de 43% em outros seis países latinos (Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru).

E mais: quem mora no Brasil avalia que o país seria o melhor representante da América Latina no Conselho de Segurança da ONU, mas não quer livre trânsito de latinos por suas fronteiras nem priorizar a região na política externa.

Os resultados estão na edição 2014/2015 do projeto The Americas and the World: Public Opinion and Foreign Policy (As Américas e o Mundo: Opinião Pública e Política Externa), coordenado pelo Centro de Investigação e Docência em Economia (Cide) do México, em colaboração com universidades da região.

No Brasil, o responsável pela iniciativa é o Instituto de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo), que aplicou 1.881 questionários no país.

Em uma das questões, os entrevistados deveriam apontar os gentílicos e expressões com os quais mais se identificavam. A principal resposta foi “brasileiro” (79%), seguida por “cidadão do mundo” (13%), “latino-americano” (4%) e “sul-americano” (1%).

O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados.

Argentinos, chilenos, colombianos, equatorianos e peruanos indicaram “latino-americano”, “sul-americano” e “cidadão do mundo”. E a segunda e terceira opção dos mexicanos depois de “latino-americano” foram, respectivamente, “cidadão do mundo” e “norte-americano”.

O estudo também fez a seguinte questão aos participantes: em qual região do mundo seu país deve prestar mais atenção?

Na mesma linha do item sobre identidade, o Brasil foi o único na pesquisa a não priorizar a América Latina. Na opinião dos entrevistados, o foco da política externa deve ser a África (24%), depois América Latina (16%), seguida de perto por Europa (13%) e América do Norte (9,5%).

Nos outros países a opção pela América Latina predominou, com percentuais de 57% (Argentina) a 30% (Chile e Peru).

Autoidentificação ambivalente
Para os autores da pesquisa, os resultados comprovam, com dados de opinião pública, o que historiadores e cientistas sociais já apontavam: a autoidentificação do brasileiro é tênue e ambivalente, marcada pela percepção de pertencer a uma nação diferente dos vizinhos, seja pela experiência colonial, língua ou processo de independência distinto.

“A primeira explicação é a colonização. América Latina sempre se associou à colonização espanhola, e isso já gera uma divisão com o passado português do Brasil”, afirma o argentino Fernando Mourón, pesquisador do Centro de Estudo das Negociações Internacionais da USP e participante do estudo regional.

“Depois temos os processos de independência na região. Na América espanhola houve guerras contra a Coroa e o reforço de uma identidade cultural única, enquanto no Brasil o próprio regente português declarou a independência.”

A economia por muito tempo fechada aos vizinhos, a geografia continental que dificulta conexões físicas e o histórico diplomático também ajudam a explicar o “isolamento” brasileiro, avalia Mourón.

Sobre esse último ponto, em artigo ainda inédito sobre os resultados do estudo, Mourón e os colegas da USP Janina Onuki e Francisco Urdinez lembram que até o final da Guerra Fria diplomatas brasileiros acreditavam que a melhor estratégia para aprimorar a inserção internacional do país era manter distância de questões regionais.

“Uma das consequências foi que, até a metade dos anos 1980, as elites brasileiras e a população em geral viram a América Latina não como construção maior de identidade coletiva, mas apenas como a paisagem geográfica imediata em torno do país”, escrevem os autores.

Liderança contraditória
Ao analisar os dados da amostra, que é representativa de toda a população dos países analisados, os pesquisadores concluem que os brasileiros enxergam seu país como líder regional, mas em geral resistem a possíveis implicações de assumir tal posição.

Questionados sobre qual país deveria assumir uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU caso o órgão abrisse uma vaga para a América Latina, por exemplo, a maioria dos brasileiros (66%) indicou o próprio país.

O Brasil também foi a primeira opção dos entrevistados nos demais países do estudo, exceto as outras duas maiores economias, Argentina e México, onde os moradores também “elegeram” seus próprios países, com 60% e 54%, respectivamente.

Por outro lado, a maioria dos brasileiros (54%) discorda do livre movimento de pessoas na região sem controles fronteiriços. A maior fatia dos entrevistados também se opõe ao trabalho de sul-americanos no país sem visto (66%) e rejeita (65%) a possibilidade de intervenção brasileira em uma possível crise militar regional.

Quando o assunto é a “liderança pela carteira”, ou seja, a ajuda financeira a países menos desenvolvidos da região, 65% dos entrevistados no Brasil disseram concordar com essa possibilidade.

Mas o índice do Brasil nesse item foi o menor de todos os países, e ademais os pesquisadores alertam que os altos índices nas respostas podem estar relacionados à tendência – identificada nos estudos de opinião pública – de participantes a responder perguntas de fundo moral baseados no que pensam ser algo social e politicamente correto.

Problemas na vizinhança
A partir do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), a ênfase da diplomacia brasileira na integração regional, como foco na América do Sul, expõe o reconhecimento tácito da dificuldade do país em exercer influência em todo o “continente” latino, avaliam Mourón e os pesquisadores do Instituto de Relações Internacionais da USP.

Mas em geral, quando o assunto é opinião pública no Brasil, a América Latina é vista mais como preocupação e problema do que benefício, conclui o estudo.

Percepção que, afirma Mourón, acaba tendo respaldo na realidade, diante da série de percalços que o país enfrentou na última década com os vizinhos, como o episódio da nacionalização dos ativos da Petrobras na Bolívia, a expulsão da Odebrecht do Equador, as barreiras de comércio entre Brasil e Argentina e a frustrada sociedade com a Venezuela na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

FONTE: Terra/BBC

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Carlos Campos
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Carlos Campos

Acho até bom, o Brasil deve se restringir à fazer negócios e extrema situação fazer uma intervenção militar. Eles trazem drogas e armas para dentro do país, financiam e apoiam grupos políticos canalhas no Brasil e em seus países, fazem vista grossa ao narcotráfico. Os únicos países que merecem respeito são Chile e Colômbia

Rafael
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Rafael

O Brasil é como o Reino Unido na América Latina.

Hernani Galvão
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Acho que nem estes dois que citou Carlos. Já chega de ideologias populistas conduzindo nossa política de relações exteriores. Devemos ser pragmáticos e formar alianças militares e econômicas de acordo com os interesses de desenvolvimento (se é que ainda há alguém que se interesse no desenvolvimento do país e não do próprio enriquecimento). Hoje gostando ou não, os países que possibilitam este alinhamento ainda são os EUA, Japão e Europa Ocidental – restringindo para três, no máximo quatro países (Reino Unido, Alemanha, França, talvez Holanda, Itália ou Suécia, dependendo dos interesses em jogo no tocante ao desenvolvimento econômico e tecnológico).… Read more »

Sesmer
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Sesmer

O Brasil é um dos países mais isolados do mundo, o engraçado é que os brasileiros creem que todo mundo se importa com esse país aqui, não rapaziada, ninguém se importa, pensamos que o mundo gira a nossa volta, não, não gira. Vamos fazer por onde, e deveríamos valorizar mais a região.

seiya
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seiya

totalmente a favor de expulsar a porcaria latino-americano, não servem pra nada, tem muito preconceito contra brasileiros.

Osni Valfredo Wagner
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Osni Valfredo Wagner

Si, creio que nosotros teniemos una difirencia muy grande y la questión es que San Pablo es lo cancer capitalista en la Latino America.

Alan
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Alan

nós nem falamos a lingua deles

Lc
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Osni Wagner,

“es lo cancer capitalista”

Pelo seu discurso já se depreende quem és.
Seja feliz em sua latrino américa esquerdista, só cuide para não acabar o papel higiênico e ter que lavar o culo no córrego.

edcarlos
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edcarlos

Estou ciente que sou latino americano, no entanto, tenho certeza que não pertenço a esse grupo. Acredito que não há nada na America latina que possa nos beneficiar, nem mesmo esse MERCOSUL fajuto mantido sempre desfavorável aos interesses do Brasil.

Saudações!

Delfim
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Delfim

Nossos vizinhos tb não nos acham latino-americanos, e sim macaquitos.

Carlos
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Carlos

O povo aqui está radical de mais. O Brasil não pode ignorar a América latina , especialmente o nosso cantinho del sul, isto é taticamente , um erro. O que o país deve ter e uma postura séria , firme e objetiva. São centenas de milhões de potências consumidores, que podem até ajudar a nossa cambalida indústria, inclusive de defesa, o nosso mal ,é não tetmos uma visão realmente de mercado, pois jamais estaríamos cogitando virar as costas para o resto do continente, claro que essa postura deveria partir das elites econômicas e políticas, mas , como o “raciocínio” comum… Read more »

Carlos Campos
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Carlos Campos

Osni Wagner
cáncer capitalista? no existe . El capitalismo es la solución a todos los males

Doug Schuindt
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Doug Schuindt

A despeito do nosso governo semi-bolivariano, não me considero nenhum pouco semelhante a esses cucarachos que nos cercam.

sergio r ferreira
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sergio r ferreira

A ” maior miséria que existe é a ignorância”. Não existe amizade entre países e sim interesses. Não adianta ter uma política voltada para o passado ou populismo e isso a América latina ainda não se livrou Economia forte requer mão de obra especializada ,inteligente e determinada a se expandir. Acordos bilaterais são necessários para trocar tecnologia e aperfeiçoar conhecimentos. Indústria bélica forte serve para fornecer meios à capacitação civil. O Mercosul foi criado para intercâmbio comercial e mais nada. Infelizmente só serve para expansão ideológica atrasada. Sobre ter uma cadeira de Segurança na ONU, minha opinião é ter uma… Read more »

carlos alberto soares
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carlos alberto soares

Osni Valfredo Wagner 21 de dezembro de 2015 at 18:14
¿Por qué no te callas?

Gil
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Gil

Tá de sacanagem comparar o Brasil com U.K? mais bem somos a Africa da America do Sul, uma nação que pensa que é potencia mais tem ainda hoje o IDH menor que o de Cuba, Argentina, Uruguai e Chile por citar alguns nomes, e temos mais analfabetos que qualquer um deles, roçando um 70% de população analfabeta virtual, e eles é que são a latrina. Ademais de ser uma nação de analfabetos e ignorantes temos o prazer de ser o pais mais violento do mundo, e ainda hoje vivemos de exportar commodities. Militarmente somos outra insignificancia, até o Chile que… Read more »

dieter91360
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dieter91360

Brasil United Kingdom??? Hahaha!!! Essa foi boa mesmo. Sinto muito amigos, mas não podemos tapar o sol com a peneira. Somos Latinos sim, e dai? Falamos um idioma latino, nos encontramos na América Latina, e nossa história está repleta de golpes, corrupção desenfreiada, violência extrema, pobreza horrivel, e agora a completa favelização e corrida para a esquerda extrema, etc e etc. Aqui no exterior de vez em quando leio o Estado de São Paulo, e sempre fico com o coração partido. O Brasil mudou muito, sim. Piorou, e continua piorando, rapidamente, diariamente. Tirando parte do Sul do Brasil, é um… Read more »

Gil
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Gil

x 2 Carlos O mercado latino Americano é muito importante, muita gente não sabe que foi graças ao problematico Mercosur que as empresas do Brasil começaram a se internacionalizar, tampouco sabem que a Argentina que vai muito mal até faz pouco era nosso maior comprador de manufatura, pra Europa vendemos basicamente produtos primarios. Não entendem que somente não avançamos mais por culpa da nossa propria falta de competitividade, em vez de investir realmente em infra estruturas logisticas para diminuir o custo Brasil, nos dedicamos a manter a nossa tradição mais secular, ser corruptos, se o Brasil tivesse a corrupção do… Read more »

Marcos Gilbert
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Marcos Gilbert

O que falta é um programa politico-financeiro bem claro a respeito das metas que o Brasil pretende alcançar em um período 25 a 30 anos (Um plano de governo benfeito e claro visando o Brasil e não políticos e suas ideologias) aí mostramos isso aos vizinho estáveis da nossa região e convidamos a embarcar nessa. Quem aceitar será praceiro privilegiado já os que ficarem de fora se quiserem participar no futuro terão que provar.

Abraços

Renato B.
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Renato B.

É um erro estratégico sério o brasileiro ignorar a América Latina. São nossos consumidores de produtos industriais. Além de uma grande fonte de aprendizado, os chilenos são legais e conheci uma galera da Colômbia gente boa. A argentina para mim é um mistério, como um povo tão culto conseguiu se enfiar numa armadilha populista e ser assombrado por um caudilho por mais de 50 anos?

Se tem um mercado onde podemos nos dar bem é o latino. E baixar a bola e fazer negócio é tudo o que precisamos no momento.

Rafael
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Rafael

Gil e Dieter , nunca disse que o Brasil fosse o UK, mas que ele era o UK da América latina, assim como aqui que não nos vemos como latinos os britânicos não os vêem como europeus, ee Gil o Brasil só não ampliou o mercado com a UEpqrcausa desse câncer do Mercosul que obrigava agente a fazer acordo em conjunto com a argentina que bloqueava as ações

Rafael
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Rafael

Renato B só vendemos insumos indústrias para AL pq a me.. do nosso governo faz uma política externa de m… já perdemos várias oportunidades de fechar acordos com países de fora mas por causa da santa argentina fomos brecados , essa mesma argentina que quase nos trocou pelos chineses no qual o Itamaraty teve que fazer o samba do criolo doido para isso não acontecer sendo que a clausura de mercado comum do Mercosul serviria pra isso para nos proteger . o Brasil deve é procurar parceiros comerciais em todos os lugares e não a AL não é prioridade ,… Read more »

DaGuerra
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DaGuerra

Lógico. Afinal somos o único País nas Américas que fala Português, não Espanhol. Embora alguns não queiram admitir, temos diferenças culturais e históricas quanto aos “hermanos”, daí sentir mais aproximação com Angola, Guiné ou Moçambique, com a Europa e devido a Internacionalização com EUA. Pelo seu gigantismo o Brasil é naturalmente líder na região, percepção essa que só nossos (des)governantes não entendem.

Carlos Campos
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Carlos Campos

como eu disse só temos que vender e vender, a Argentina para sua economia falida não implodir de vez reduziu suas importações, eu ainda lembro do prejuízo que eles causaram a vários empresários no brasil com o “embargo”, não nos deixam fazer acordos com UE e EUA mas querem abrir as pernas para os Chineses

Daniel Teixeira
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Daniel Teixeira

Prezados amigos, Primeiro, penso que para darmos nossa opinião acerca de tal assunto, devemos fazer o dever de casa e melhorar nosso uso da língua pátria. Num país onde 38% dos universitários (pesquisa velha quando PROUNI era incipiente) são analfabetos funcionais, penso que os pontos de vista deveriam ser revistos buscando um pouco mais de conhecimento. Segundo, querendo ou não somos latino americanos. Temos ascendência latina na língua, na cultura, no Direito, na gastronomia, enfim, até nos trejeitos. Para o bem e para o mau, descendentes de ibéricos. Ponto. Se alguns se acham mais brasileiros que latino americanos, ora pois,… Read more »

Delfim
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Delfim

Não somos nem unificados como nação, como vamos nos ver como sul, ou latino, americanos ?

Isto é cantilena esquerdista. Se formos unidos seremos fortes, e a liderança sul-americana será uma consequência natural.

carlos
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carlos

ate parece nossos vizinhos nos odeiam ja cansei d ver peruanos e colombianos chorando na internet de que “roubamos” territórios deles paraguaios argentinos idem, aposto meu rim que caso o Brasil entrasse numa guerra civil e não pudesse cuidar das fronteiras rapidamente esses nossos “amigos” anexaria partes do nosso territorio

caio
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caio

O Brasil deveria ser o lider de fato da América do Sul, coisa que ainda não é possivel, devido a problemas políticos internos.

Leonardo Crestani
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Na boa, somos sim o líder sulamericano e vou mais longe, lider latino americano, mesmo com essa bandalheira em brasília, nosso PIB é quase a metade do PIB latino americano. Precisamos melhorar muito ainda nossa educação, nosso sistema de saúde, nossa segurança etc etc, mas Brasil é Brasil e resto é resto cucarachas!!!!

Flávio
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Flávio

Concordo com o Daniel Teixeira.
Talvez fosse bom a pesquisa perguntar antes se o entrevistado sabia o que é ser latinoamericano.
Nóssa população fica “se achando”, mas em termos de educação nossos vizinhos estão bem melhor do que nós.

Leonardo Crestani
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Discordo Flávio, tirando algumas regiões da Argentina e do Chile que tem uma qualidade de educação melhor que a nossa, o restante como Paraguai, Equador, Venezuela e outros estão bem longe da media brasileira, se fomos considerar por regiões do Brasil, concordo sim que temos regiões em que a qualidade da educação é péssima, mas em outras como a minha, a educação é de boa qualidade.

João Candido Martins junior
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João Candido Martins junior

Discordo de muitos comentarios pois somos um país nacional de norte a sul de leste a oeste até os indios se reconhecem como Brasileiros somos latinos americanos pois Português é uma lingua latina e estamos inseridos no continente Sul Americano portanto Sul americanos e do yapoque ao chui todos falamos o Português bem Brasileiro .

M. Silva
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M. Silva

Os “latino-americanos” consideram apenas os países de língua espanhola como “hermanos”. Eles têm certo distanciamento, estranheza e até hostilidade e desconfiança contra nós. Essa rejeição é recíproca. Não dá pra sermos misturados ou confundidos com eles. A aparente cordialidade só ocorre no nível turístico. Nossas personalidades e culturas são muito diferentes, apesar de certas semelhanças (graças ao bom Deus!): eles são geralmente agressivos, impulsivos, selvagens (isso muitos de nós também o são), de inteligência curta e pouco flexíveis (exceção para os países de melhor nível educacional), simpatizantes de ideologias bastardas (os mais burros daqui também), etc. Também não acho que… Read more »

soldadoanonimo
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soldadoanonimo

O Brasil é um líder natural, temos uma economia maior, população maior, área territorial maior e abundância de recursos.Mas pelos séculos de má gestão e liderança nós damos um passo para frente e três para trás.Só a título de comparação a Coréia do Sul era um país mais atrasado que o Brasil na década de 50 e hoje está entre os países mais desenvolvidos do mundo.Se as nossas lideranças se preocupassem em desenvolver o país e fortalecer as nossas forças armadas a América do Sul seria o nosso quintal.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Gostei de seu comentário, Daniel Teixeira. Acredito que é por ai.
Até mais!!! 😉

Antonio Carlos
Visitante
Antonio Carlos

Tolo quem acha que nosso processo de independência foi pacífico e “dado” de presente por D. Pedro. Tivemos guerras contra Portugal nas “províncias do norte”, que preferiam ficar fiéis a Portugal por uma série de vantagens econômicas. O almirante Cochrane teve papel vital no cerco das capitais resistentes, forçando-as à rendição ou o bombardeamento.

Reparem que nunca estudamos o período de 1580 a 1640, quando o Brasil foi colônia espanhola. Nossos livros de história emudecem a respeito, mas tivemos muitas influências culturais dos castelhanos, neste período, e que teimamos em ignorar.

Antonio Palhares
Visitante
Antonio Palhares

Gostei do Daniel Teixeira. Tem muito besteirol por metro quadrado no estudo/pesquisa e isto da apenas uma pequena noção do que realmente é o contexto.Quanto a ser macaquito ou não, eu que moro e trabalho em São paulo e gosto muito daqui, não me sinto nada incomodado com isto. Acho que o mercado vizinho é importante para nossa industria. O que este pais precisa é de boa educação, o que vai contribuir para um número menor de analfabetos funcionais. Tudo ainda é base achometro. Temos que parar com este negocio de meu partido politico é menos ou mais ladrão que… Read more »

moises
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O problema dessa questão da América Latina no Brasil é o modo como ainda sofremos com uma visão simplística que nos vem sendo doutrinada a muitas décadas nas escolas brasileiras, essa fracassada visão comunista de latinidade (a la Macunaíma, plug and play) que hoje compõe a opinião popular de política externa apesar de sua identidade continuar sendo rejeitada pelo senso popular e apesar de suas políticas continuarem a colecionar fracassos político-econômicos regionais. Nos tratar como latino-americanos com a mesma unidade que tem os outros países sul-americanos é a primeira conclusão problemática injetada no brasileiro. Não somos iguais, não somos tão… Read more »

Trollbuster
Visitante
Trollbuster

O brasileiro quer ser Lider Regional ? Das muitas coisas imbecis que o PT iniciou no Brasil uma delas é esta, fruto da megalomania do idiota anterior. O Brasil, não precisa ser líder. Precisa ser parceiro quando é interessante e não para fazer assistência social. Liderança é algo que surge naturalmente, quando o menor reconhece o seu papel e espera que o maior tome a iniciativa. Quando a iniciativa que o maior toma é diferente da que o menor acha que ele tem de tomar, ai começa a choradeira chamando o maior de imperialista. Vou exemplificar pelo exemplo do obtuso… Read more »

Jefferson Ferreira da Silva
Visitante

A questão não é só geográfica. O termo latino-americano abrange um amplo leque em que o Brasil tem pouquíssimas semelhanças com os demais países. A não ser no quesito miséria e governos populistas que são pares com os demais, de resto tudo é diferente. Quem teve oportunidade de ir nos países vizinhos nota isso, não só pelo fato da língua, mas a cultura, gastronomia, os costumes, as pessoas que tem o mesmo traços nesses países, o que é bem diferente aqui no Brasil. Isso também ajuda a se distanciar quando tenta enquadrar o Brasil nesse grupo. E se o Brasil… Read more »

Rafael Rodrigues
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O Brasil não tem nada de latino. Pra começar a maior barreira é a cultura e a língua; que as 2 que os brasileiros se importam em aprender é o Português e o Inglês, ambos de origem européia e se questionam ao aprender o Espanhol. Então enquanto a mente brasileira for assim, o que os governantes podem fazer?

helio
Visitante
helio

Meu caro Rafael, o português se originou do latim e o latim teve origem no Lácio, próxima a Roma, Itália, região européia. O mesmo latim é matriz do espanhol. Portanto, como dizia o famoso poeta português, se a minha pátria é a minha língua, temos muito em comum com os vizinhos, visto que a mãe das duas línguas é a mesma. O resto é detalhe, como o Maradona usar só a esquerda e o Pelé ser ambidestro. A grande dificuldade do nosso país é que governos, nesses 500 anos, pouco fizeram pela educação (escola, estímulo à leitura) e, como consequência,… Read more »

Alex
Visitante
Alex

De certa maneira o brasileiro da classe média é um vira lata de si mesmo.

Alex
Visitante
Alex

“O Brasil não tem nada de latino”

Como??

junior
Visitante
junior

“O Brasil foi o único entre os sete países da pesquisa em que o adjetivo pátrio ficou entre as três principais opções dos entrevistados.” Isso é bom mostra que existe nacionalismo no Brasil. Vira latas são esse pessoal de esquerda que se puderem entregam o Brasil para a China e rússia, ou até mesmo deixariam um país vizinho ditar ordens aqui na tal ‘pátria grande’, a Argentina vinha fazendo isso abrindo cada vez mais para a China e só levaram fumo a venezuela então até cuba manda lá. Quanto ao livre trânsito na fronteira para países da América latina aqui… Read more »

Delfim
Visitante
Delfim

Nós somos latinos aos olhos dos EUA, mas por mim, neste assunto, a opinião americana é lixo.
O que interessa é como nossos vizinhos nos enxergam, e o episódio da refinaria e dos repasses da hidrelétrica que construímos sozinhos bem mostram o que podemos esperar deles.

Mustafah
Visitante
Mustafah

Moro num país de língua espanhola que faz fronteira com o Brasil a 2 anos, o que posse falar, o faço pela minha experiência pessoal de lidar no meu dia-a-dia com nossos vizinhos e pelas minhas andanças pelos países da região, Bolívia, Perú, Argentina e Paraguai. Não somos bem vistos ou queridos por nossa vizinhança, o brasileiro é visto como fonte de dinheiro, seja pelo turismo, seja pelos investimentos privados na agricultura, comércio e industria, nossa vizinhança nos vê com um misto de desconfiança e inveja, desconfiança por ver no brasileiro, não em nosso governo, famoso pela sua covardia, por… Read more »

Anderson Andrighi
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Anderson Andrighi

Eu já sabia que o forte.jor.br era um reduto de conservadores, mas de conservadores estúpidos eu fiquei surpreso. Não se trata de ser de esquerda ou de direita. A diplomacia de qualquer país, mesmo com seus diversos contornos ideológicos, não é pautada apenas nesses critérios. A aproximação do Brasil com a América do Sul começou com mais intensidade num governo de direita, o governo Collor. Até a expansão do MERCOSUL atingir seu ápice relativo em 1998 no governo FHC. A alavancada comercial do Brasil começa mo governo Lula, 2004-5 com a diversificação de parceiros. Sabe o que propiciou o crescimento… Read more »

igor sacht
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igor sacht

Por que os Brasileiros deveriam se importar com as Repúblicas das Bananas, pelo que eu sei a única Republica das Bananas que e líder da América Latina é o México.

As Repúblicas das Bananas são praticamente a mesma coisa fala Espanhol são subdesenvolvidos, selvagens, assaltantes, ladrões de carro e smartphones.

o Brasil deveria se aproximar mais da Europa, da Asia e dos EUA, afinal qual é o objetivo desenvolver o Brasil ou não!

Paulo
Visitante
Paulo

Devemos nos isolar sim do mundo. procurar nos desenvolver com nossos próprios recursos materiais e humanos, abrir para imigração de grandes talentos como faz os EUA. Quanto aos latinos nos gostamos deles na mesma medida que eles gostam de nós. Creio que os brasileiros se dão melhor com os paraguaios.