Home Guerra ao Terror EUA: custo da guerra pós 11/9 excede US$ 1,4 trilhão

EUA: custo da guerra pós 11/9 excede US$ 1,4 trilhão

1282
14
U.S. Marines no Afeganistão

O Departamento de Defesa dos EUA (DoD) gastou mais de US$ 1,46 trilhão em custos diretos relacionados à guerra desde 11 de setembro de 2001, de acordo com a última tabela de preços de guerra do Pentágono obtida pelo Secrecy News.

O relatório do DoD de 74 páginas fornece relatórios detalhados sobre as apropriações e os gastos relacionados com a guerra. Veja “Atualização do custo de guerra em 30 de junho de 2017.”

O total inclui US$ 83 bilhões em gastos secretos, segundo o novo relatório do DoD. Mas não inclui “programas secretos não-DoD”, como os conduzidos pela Agência Central de Inteligência (CIA).

Os “custos relacionados com a guerra” incluem custos de operação militar, apoio a tropas desdobradas e transporte de pessoal e equipamentos. O termo não se estende a custos indiretos, como benefícios de veteranos, cuidados de saúde a longo prazo para pessoal lesionado, reconstrução ou programas de estabilização pós-conflito.

Quando tais custos mais amplos estão incluídos, as despesas totais superaram US$ 1,6 trilhão em 2014, de acordo com o relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS).

A Revolução Americana custou o equivalente a US$ 2,4 bilhões de hoje, de acordo com outra estimativa do CRS, enquanto a Segunda Guerra Mundial custou cerca de US$ 4 trilhões.

Para obter o relatório completo (74 páginas PDF) no site da Federação dos Cientistas Americanos, clique aqui.

FONTE: Secrecy News, emitido em 29 de outubro de 2017

14
Deixe um comentário

avatar
14 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
9 Comment authors
Gilson MouraDelfim SobreiraAugustoScudBAgnelo Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Victor Moraes
Visitante
Victor Moraes

Menos de 200 bilhões por ano? Está uma pechincha!

PRAEFECTUS
Visitante
PRAEFECTUS

Meus caros, a estratégia dos EUA em caso de potencial confronto militar com a Rússia ou a China é inadequada na nova competição de grandes poderes, o Pentágono precisa mudar completamente a abordagem no planejamento militar, pelo menos é o que diz o relatório do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamental do próprio EUA (CSBA). Os especialistas oferecem ao Pentágono uma série de abordagens tradicionais, incluindo forças de dissuasão móveis regionais e o desenvolvimento de um conceito militar para o espaço de informação. Além disso, eles pedem abertamente a criação de sistemas terrestres com capacidades nucleares, que, como advertiu a… Read more »

Rafael_PP
Visitante
Rafael_PP

George W. Bush e Dick Cheney mancharam profundamente a imagem externa norte-americana; desgastaram e comprometeram muitos dos programas das Forças Armadas, ao direcionar recursos para um ralo interminável, e, de quebra, geraram um rombo orçamentário gigantesco.
.
Com essa dupla e sua caterva, nem precisava de Al Qaeda, Saddam, etc.

Victor Moraes
Visitante
Victor Moraes

Estes gastos dos EUA se concentram nos primeiros anos. Muitos litros de gasolina cara para mover os Hummer. Ataque à Afeganistão e Iraque. Mas depois, este valor caiu com o contingenciamento, e hoje deve ser menos de 200 bilhões de dolares por ano, uma vez que em todo Oriente Médio ele usa a estratégia de Inherent Resolve, com apoio de Combined Joint Task Force, que é a união de vários países em combate contra os terroristas, inclusive na Síria, que consiste basicamente em treinar pessoas do local para que eles mesmo resolvam seus problemas. Daí o nome Inherent Resolve. Então,… Read more »

Victor Moraes
Visitante
Victor Moraes

Aliás, há que ser dito eu acho ( uma achismo latente) que esta guerra em relação às outras citadas é a que tem o menor número de baixas por ano e o menor número de baixas em relação ao inimigo. É a guerra mais barata da história Americana, eu acho…

Victor Moraes
Visitante
Victor Moraes

Suicídio? Isto não é bom, mas como dizia Jesus: “se teu olho te faz pecar, arranca ele fora, se tua perna te faz pecar, arranque ela fora. É preferível entrar no céu cego e coxo do que não entrar”. Ou seja, cada um tem o seu pecado, e cada um faz o próprio julgamento de si. É óbvio que não é bom, e é óbvio que são percas inestimáveis. E isto tem sido tratado diariamente, discutido abertamente, e dado canais de ajuda para quem sente depressão. O que mais poderia ser feito? Algum palpite ou apenas a critica? O fato… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

Galante Esse é um dos motivos q se entende q é melhor ter uma força com recrutas e com um efetivo profissional ao mesmo tempo, sendo este último em sua maioria temporário. Assim, com os conflitos longos, vc consegue renovar mais seus homens. Uma pesquisa mostra q um militar tinha 60 de 365 dias em média de combate na segunda guerra. No Iraque e Afeganistão, isso foi pra 243 de 365. Vezes 4 ou mais turnos em 10 anos. Deixa qq um louco… A guerra moderna soma a alta intensidade, a baixa intensidade, as ameaças híbridas, a dimensão cibernética no… Read more »

ScudB
Visitante
ScudB

Amigo Agnelo! Tem algum link dessa pesquisa? Deve ser algo primitivo e duvidoso..E com certeza sobre algum bando dos militares americanos.Pois soldado soviético e alemão (da época ) dificilmente concordaria com essa estatística fajuta.Deve se tratar de algo MUITO especial (no Iraque e Afeganistão) para comparar AQUILO com frente de 2000 km e milhões de pessoas envolvidas. So serveria para os psicólogos americanos justificar seus caches.Pois nenhum desses “yankees coitados” estava 900 dias sitiado ou cada noite bombardeado ou passou meses nas trincheiras sem tomar um banho e/ou receber uma refeição completa.Vamos acreditar em QQ numero ou podemos ponderar!? Um… Read more »

Agnelo
Visitante
Agnelo

ScudB 31 de outubro de 2017 at 0:33 Essa estatística é sobre as FFAA americanas. Está em uma Military Review, ela tem muito conceito. Não tenho dúvida q alemães, soviéticos e japoneses sentiram mais dureza, mas o risco sobre suas próprias terras e família gerava uma motivação bem diferente, do que o americano q combatia por uma afronta distante (não menos ruim, mas foi só Peral Harbour) e ideal. Na matéria, o pesquisador aborda q, os militares americanos enfrentavam grandes combates naqueles 60 dias, permanecendo os outros em deslocamentos, Z Reunião etc. Já no Iraque e Afeganistão, praticamente todos os… Read more »

Augusto
Visitante
Augusto

Deveria ser negado a ajuda a familiares de militares que se matam, se não aguenta ou tem dileminhas morais não entra nas FAS, simples assim ! Mais o mundo hj tá tão boiolado que vão me chamar de nazista pela minha opinião. E Praefectus os EUA não usam a estratégia da Desert storm desde os anos 90. Leia sobre Shock and Awe criado no final dos anos 90 e sobre a estratégia de lutar em dois conflitos ao mesmo tempo nunca existiu no pos-guerra fria, o que existia era no governo Bush pai é Clinton uma estratégia de lutar uma… Read more »

PRAEFECTUS
Visitante
PRAEFECTUS

Augusto, meu caro, de fato não se viu mesmo nenhuma Desert Storm desde o Iraque. E, o que coloco em meu coment, é JUSTAMENTE que os EUA, deva se preparar para ações totalmente diferente desta. Vivemos hoje uma paz relativa, porque há um acentuado conflito global sendo travado neste momento pelas grandes potências, atraves de ações multidimensionais, que necessariamente não envolve aparato militar na acepção da palavra. Evidentemente, que há a componente militar, e o Iraque, Síria, Iémen, Libia e Afeganistão é a parte visivel desta componente. O que ocorre, é que a complexidade aumentou enormemente nos conflitos atuais. E,… Read more »

Delfim Sobreira
Visitante
Delfim Sobreira

Marco Aurélio, o último grande imperador de Roma, vendeu seus bens para pagar o “salarium” dos Legionários.
Ser Império sai caro.
E os EUA não são tão exploradores de outros países assim. O fato de ser uma Democracia com D maiúsculo os impede moralmente, ao contrário de todos os impérios anteriores, inclusive os ingleses, que mataram milhões de indianos de fome para plantar chá em vez de comida.
Como disse o Vader : quem reclama do bico da águia não sofreu com o abraço do urso. E o dragão tá vindo aí.

Gilson Moura
Visitante
Gilson Moura

“Quando tais custos mais amplos estão incluídos, as despesas totais superaram US$ 1,6 trilhão em 2014, de acordo com o relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS).” Sinceramente, não acredito nesse número. O Instituto Watson declarou em 2011 que o custo da guerra apenas do Iraque já tinha custado US$ 1,7 tri, com um adicional de US$240 bi em benefícios para os veteranos de guerras. O estudo de 2011 apontou que o custo combinado das guerras foi de pelo menos 3,7 trilhões de dólares, com base em gastos reais do Tesouro dos EUA e compromissos futuros, como indenizações médicas… Read more »