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Intervenção federal no Rio de Janeiro

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Por 2º Ten R/2 Art Sérgio Pinto Monteiro

Desde a assinatura do decreto presidencial que determina a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, proliferam na mídia e nas redes sociais os mais variados comentários e artigos. Alguns merecedores de atenção, outros contaminados ideologicamente, muitos deles irreais, fantasiosos e até ridículos. Sempre que o tema é segurança pública, voltam à TV os especialistas, vários deles sérios e competentes, outros nem tanto.

Questiona-se o real objetivo da medida. Teria sido uma providência embasada no dever constitucional do Estado de prover a segurança dos cidadãos? Ou, apenas, um artifício político para desviar as atenções do fracasso do governo federal no tema da reforma previdenciária? Ou, quem sabe, uma jogada meramente eleitoreira visando à melhoria da baixa popularidade do Presidente da República?

Qualquer que tenha sido o verdadeiro motivo, a intervenção na gestão da segurança do Estado do Rio de Janeiro é uma realidade. A priori, parece-nos que a situação caótica do Estado justificaria, plenamente, uma medida de intervenção federal que afastasse o atual governador. Entretanto, optou o Presidente por uma discutível medida setorizada, produzindo efeitos somente na gestão da segurança pública. Objetivamente, a medida era necessária e a decisão talvez tenha sido retardada em demasia.

Ninguém duvida de que os últimos governos estaduais do Rio vêm perdendo a luta contra a bandidagem. As causas são conhecidas: má gestão pública, incompetência administrativa, corrupção desenfreada, judiciário leniente, legislativo cooptado pelo crime, contaminação policial etc. Vale lembrar que o início do processo de desintegração da segurança pública no Estado remonta ao ano de 1983, quando o governador Leonel Brizola proibiu os efetivos policiais de subirem os morros.

O atual cenário da segurança pública no Rio revela-se insuportável: criminalidade fora de controle; órgãos policiais infiltrados, desmotivados e despreparados, incapazes, portanto, de reverter a situação; governo estadual assumindo a sua inoperância e incapacidade de comando; população acuada e vitimada diuturnamente; vastas áreas do território estadual sob total controle dos criminosos.

As Forças Armadas (FA) – instituições nacionais que detém o maior índice de confiabilidade da população -, por decisão do Presidente da República, (constitucionalmente, o seu comandante supremo), receberam a missão de assumir a gestão da segurança pública no Rio, na pessoa do Comandante Militar do Leste, General de Exército Walter Souza Braga Netto, nomeado interventor.

Terá sucesso a intervenção federal? As forças envolvidas conseguirão reverter essa lamentável situação? Os tão esperados resultados positivos dependerão de múltiplos fatores. Preliminarmente, é necessário frisar que o decreto em tela determina, apenas, uma intervenção federal na gestãoda segurança pública. Não se trata, portanto, de uma intervenção militar. Ou seja, o governo da República está intervindo num Estado da federação, em setor específico, designando como interventor um oficial-general da ativa do Exército, comandante militar da área abrangida pelo decreto. Como se observa, num primeiro momento, não há no documento a determinação expressa de atuação direta do Exército – ou das FA – no combate à criminalidade. Efetivamente, o decreto dispõe que o comando da segurança pública será exercido pelo general interventor, que desempenhará seu cargo tipificado como de natureza militar, cumulativamente com o de Comandante Militar do Leste.

Portanto, há que se aguardarem as definições e as diretrizes que complementarão o decreto, sem o que será impossível avaliar o nível de emprego e engajamento das Forças Armadas em futuras operações contra o banditismo. Note-se que as FA, pelo decreto presidencial de 28 de julho de 2017, já estão acionadas no Rio em missões de Garantia da Lei e da Ordem. Tais ações continuam em pleno desenvolvimento, sendo que as forças federais têm atuado, basicamente, em apoio às operações policiais. Ou seja, até aqui, as tropas, em geral, têm sido coadjuvantes. Uma importante questão a esclarecer é se os militares continuarão apenas apoiando as polícias ou se, em face dos decretos de GLO e de intervenção, ambos em vigor, serão protagonistas e, via de consequência, empregados na primeira linha de combate e repressão à criminalidade.

Muitos alegam que as FA não estariam preparadas para essas missões. Ledo engano. Embora sua principal destinação constitucional seja a defesa da Pátria, de há muito que os nossos militares vêm se preparando para as ações subsidiárias de GLO. O melhor exemplo disso veio do Haiti. Desde 2004, cerca de 37 mil militares brasileiros participaram das operações no país caribenho, sendo 30.579 do Exército, 6.014 da Marinha e 357 da Aeronáutica. Foram 13 anos de excelente atuação dos nossos soldados, reconhecida internacionalmente. Na primeira fase das ações, o Brasil liderou as operações da ONU contra o crime organizado no Haiti, enfrentando o banditismo nas favelas mais violentas da capital (Bel Air, Cité Militaire e Cité Soleil)A missão foi cumprida com total eficácia, fazendo com que os criminosos se entregassem ou fossem abatidos.

Os militares brasileiros, hoje no comando da segurança pública no Rio de Janeiro, estão plenamente aptos a reverter esse trágico cenário em que aqui vivemos. Mas, para atingir plenamente esse objetivo, as forças atuantes – militares e policiais – necessitarão de diversas medidas de suporte, entre elas: unidade de comando; total segurança jurídica para as ações e efetivos envolvidos; recursos financeiros e meios operacionais adequados; comprometimento dos demais setores da administração pública (federal, estadual e municipal) no apoio às atividades de enfrentamento da criminalidade; liberdade de ação no planejamento e na execução das operações; integração entre os órgãos operacionais e de inteligência das organizações militares e policiais; apoio da sociedade, expresso pela mídia e pelas redes sociais, em que a população reconheça o trabalho desenvolvido pelas forças e demonstre compreensão por eventuais limitações ou transtornos ocasionados pelas operações.

Embora as pesquisas revelem alto índice de aprovação popular à intervenção no Rio de Janeiro, grande parte da mídia navega na contramão do desejo da sociedade e já começa a apontar suas baterias contra ela. São os idiotas do politicamente correto a anunciarem violações dos direitos humanos e das garantias individuais nas futuras operações de combate ao crime. Conhecemos muito bem esses arautos de ideologias jurássicas. Falarão em paz, desfilarão na zona sul do Rio em passeatas pela vida. Dirão que a batalha contra os criminosos será direcionada somente contra pobres e negros das comunidades. Cobrarão resultados estatísticos da diminuição da criminalidade, mesmo antes das primeiras operações. Exaltarão a necessidade do uso da “inteligência” – tema em que são analfabetos – com prevalência sobre as demais operações. Farão enorme barulho quando da morte de algum inocente. Mas, omitir-se-ão, vergonhosamente, como o fazem hoje, quanto às vítimas da bandidagem, civis inocentes, militares e policiais.

Por último, cabe-nos breve comentário sobre a estrutura da criminalidade no Estado do Rio. O crime organizado atua como uma verdadeira empresa. A receita financeira deriva, principalmente, de três fontes: comércio de drogas, armas e munições; roubo e furto de cargas e, mais recentemente, ataques a bancos e caixas eletrônicos. Com grande potencial financeiro, a “empresa” infiltrou-se no poder público, contaminando e aliciando efetivos policiais, políticos, legisladores, empresários, membros do judiciário etc.

Outro aspecto da complexa situação no Rio é o crime desorganizado. Trata-se do criminoso que age isoladamente, ou em pequenos bandos, não necessariamente vinculado às “empresas”. São eles os responsáveis pela maioria dos delitos praticados, a todo o momento, contra os cidadãos fluminenses, principalmente nas vias públicas. Esse tipo de bandido, pela rapidez e dispersão das suas ações, é de difícil embate, exigindo numerosa presença policial nas ruas, além de grande mobilidade dos efetivos.

Resta-nos proclamar a nossa confiança nas ações das Forças Armadas e das forças policiais. Os resultados positivos não serão facilmente alcançados, muito menos com a rapidez desejável. O que se espera, em curto prazo, é a reversão do incremento da criminalidade e a retomada dos territórios ocupados pelo crime, melhorando a sensação de segurança do cidadão fluminense. Somente com o saneamento da gestão da segurança pública no Rio e o adequado e intenso combate ao crime, o Rio de Janeiro resgatará a sua condição de Cidade Maravilhosa.

*O autor é professor, oficial da reserva do Exército, membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e da Academia Brasileira de Defesa, presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB e fundador do Conselho Nacional de Oficiais da Reserva do Exército – CNOR. O artigo não representa, necessariamente, o pensamento das entidades mencionadas.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

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Os editores são contra ou a favor da intervenção no RJ?

Ivan BC
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Ivan BC

Muito bom! Sucesso a todos!

Doug385
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Doug385

Desperdício de boas tropas e material.

Daniel Ferreira
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Daniel Ferreira

Bom artigo.
Derrapou apenas no parágrafo em que chamou de idiotas as pessoas contrárias à intervenção e que fazem passeatas pela paz, pois acabou conferindo um viés ideológico a esse trecho, contrariando a proposta geral do artigo. Se não tivesse escrito esse parágrafo, não prejudicaria em nada o texto e o deixaria à prova de críticas.
Mas no Brasil de hoje todo mundo precisa alfinetar quem pensa diferente. Como se provocações fossem fazer os outros mudarem de ideia.
Mas, como destacado no início, é um artigo coerente e racional.

Ozawa
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Ozawa

A intervenção no Rio de Janeiro deveria ser total, com um interventor militar na Segurança Pública e um interventor civil comandando todas as demais áreas, pois não obstante haver um governo de direito, não há, a toda desastrosa evidência, um governo estadual de fato constituído. O descontrole da segurança pública é reflexo do descontrole pleno em todas as demais funções públicas – como já disse extensamente em post anterior – e em escala devastadora. Enfatizo que a intervenção geral não prejudica o imperativo envolvimento das Forças Armadas onde couber pois, do contrário, não haveria condições, no mínimo morais, para seu… Read more »

Augusto L
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Augusto L

Meu maior medo é as forcas armadas ficarem atadas com as lei e virarem refém que nem aconteceu com as policias, e os diritu zumano ja estão criticando levando a questao na OEA, se as forcas armadas fracassarem Deus nos livre disso acontecer, teremos a maior organização do estado brasileiro ainda com prestigio sendo desmoralizada, seria um caos !

Ozawa
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Ozawa

Recentes noticiários dão conta da intenção do Ministro Extraordinário da Segurança Pública em institucionalizar a Força Nacional de Segurança, com atraso desde a sua origem, frise-se, mas justiça seja feita, sem perdão desse trocadilho ministerial, Jugmann ao menos patrocina com mais ênfase o óbvio. A Força Nacional de Segurança Pública, até aqui um arremedo de gendarmeria, oxalá seja uma espécie de Polícia Federal ostensiva (uniformizada) a serviço, a soldo, exclusivo e permanente, da União, e assim, somente assim, poder-se-á discutir o emprego opcional das Forças Armadas em eventuais regiões cinzentas entre a Segurança Nacional e a Segurança Pública, desde que… Read more »

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

Alexandre Galante 28 de Fevereiro de 2018 at 20:59 => Exato Galante! Mas já li entrevistas de Delegado da PF dizendo que o SISFRON é um engodo. Inacreditável isso. Nem deve saber que o SISFRON não envolve só as FFAAs e sim diversos orgãos do estado brasileiro como FUNAI, Min.Agricultura, IAGRO, Min.da Fazenda, Min.do Meio Ambiente e muitos outros. Ozawa 28 de Fevereiro de 2018 at 21:38 =>Perfeito. Eu digo que essa intervenção somente na segurança pública do estado do RJ é somente mais uma jabuticaba brasileira. O estado do RJ está corrompido até a raiz e em todos os… Read more »

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

É o mau necessário,pelos noticiários que vejo,esta indo bem, sem pressa pois vão ficar até dezembro e neste meio tempo os traficantes vão ter que sair da moita,pois os mesmo precisam agilizar os seus negócios,gostei das apreensões de armas não foi pouca não.Os traficantes agora tem que preocupar com o exercito,a policia militar,policia civil enfim,essa bandidagem é desunida,por isto eu acho que não são tão organizados assim.Esses especialistas que saem na mídia são fodoês por que o governo não os convidou esses srs para fazer parte da equipe.

Ivan BC
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Ivan BC

Ronaldo de souza gonçalves 28 de Fevereiro de 2018 at 23:30
Falando em mídia, viu o vídeo dos “atores” da Globo atacando a intervenção e atacando as instituições do Estado, em especial as FA?
O videomais absurdo que eu já vi na vida, procurem aí na internet, coisa de louco. Se esse país tivesse 10% de ordem esses atores estariam na cadeia em resposta as acusações infundadas.
Vivem de dinheiro do Estado, para fazer “teatro” na Globo, mas se pagam de “justiceiros” em prol dos oprimidos. Essa Globo financiando e apoiando o Lula vão afundar juntos.

Aldo Ghisolfi
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As FFAA, se não tiverem ampla e total liberdade de ação vão passar vegonha no TO em que foram inseridas.

Penso que somente os FNs e os PQDs é que deveriam estar na rua.

Rodrigo
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Rodrigo

Off Topic: temer confirmou ontem que o MD vai ter um ministro civil, depois das críticas do FHC. General Luna só tá lá pagando de palhaço na minha opinião. Infelizmente alegria dura pouco

carvalho2008
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carvalho2008

Isto somente ira funcionar se as operações de sniper forem liberadas para garantir a subida e avanço de tropa, tal como foi no Haiti.
.
Dai eu queria ver traficante ostentando fuzil na rua.
.
resultado, todos se desfariam de seus fuzis e passariam a operar com armas de bolso.
.
Isto por si so já seria um progresso quase imediato.

_RR_
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_RR_

carvalho2008 ( 1 de Março de 2018 at 8:02 );

Concordo.

O sniper é o adversário mais temível que se pode conceber, isto é, do ponto de vista dos traficantes.

Mas é improvável que liberem… Podem alegar riscos de danos colaterais ( erro do sniper e/ou risco de munição perdida ) ou uso excessivo de força…

Fila
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Fila

Peço licença para colocar o link do Roda Viva que discutiu esse assunto nessa semana, achei MUITO bom o programa, em que pese um (apenas um) especialista de araque.
https://www.youtube.com/watch?v=BWeZMrpcjkE&t=2s

M.Silva
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M.Silva

Crime organizado = narco-guerrilha e narco-terrorismo; eufemismo politicamente correto usado pela imprensa e pelo governo para não justificar decretação de Estado de Sítio/Defesa/Emergência e tomada de medidas mais fortes e eficazes contra a violência do cangaço de asfalto. Crime “desorganizado” = não existe. Mesmo um grupinho de ladrões de celular possuem o mínimo de organização. Crimes passionais ou de ocasião talvez se enquadrem nessa definição (acontecem sem organização prévia, só por entusiasmo ou pelo calor do momento). ————————————– _RR_ 1 de Março de 2018 at 8:17 carvalho2008 ( 1 de Março de 2018 at 8:02 ); Concordo! Uns caçadores poderiam… Read more »

_RR_
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_RR_

M.Silva ( 1 de Março de 2018 at 9:10 ); O sniper tem um fator dissuasório imenso… Só a consciência por parte do adversário da presença destes elementos em campo já é perturbadora. Não faltam exemplos de como eles podem ser terríveis; e não pelo estrago material que causam, mas pela devastação psicológica imensa que acarretam. Poucas coisas podem ser mais aterrorizantes que a possibilidade de levar um tiro por parte de um adversário que pode ver até a correntinha pendurada no pescoço de sua vítima sem que esta possa vê-lo em frente… São de fato os mais temidos (… Read more »

Chico Novato
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Chico Novato

Mais importante do que a intervenção seria a criação de uma corregedoria nacional de polícia.

Poderia ser uma divisão da Polícia Federal, que já possui o aparato e expertise investigativa.
O primeiro passo nesse sentido já foi dado, crimes praticados por milícias passarão a ser investigados pela PF

Santiago
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Santiago

General Mourão vai para a reserva em cerimônia e solta o verbo. Diz que o General Braga Netto, interventor do RJ, está como um “cachorro acuado”. https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/02/28/e-uma-intervencao-meia-sola-diz-general-hamilton-de-mourao-sobre-o-rio.htm

Ozawa
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Ozawa

Mais do mesmo e outra conclusão … O descontrole policial do Rio de Janeiro, quiçá nacional, tem avaliação óbvia: 1) uma liderança política corrupta e incompetente; 2) um Poder Judiciário e Ministério Público Estaduais coniventes e complacentes com os desmandos políticos locais há anos, a soldo de subsídios e vantagens remuneratórias aprovadas com rapidez no Legislativo e não vetados pelo Executivo; 3) um corpo policial débil e apático porquanto sua cúpula é criminosa, especialmente a militar; e 4) uma população indolente e pândega que repete os mesmos erros eleitorais há décadas. Então, às vésperas das eleições majoritárias de 2018, nunca… Read more »

pangloss
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pangloss

Ozawa 1 de Março de 2018 at 11:08 (…) 4) uma população indolente e pândega que repete os mesmos erros eleitorais há décadas. Então, às vésperas das eleições majoritárias de 2018, nunca é demais reiterar que a mesma população que faz passeatas inúteis pedindo paz ou cai sambando pelas ruas já caóticas deixando um rastro de sujidades e imoralidades, é eleitoralmente co-responsável pela tragédia urbana que acomete indistintamente a população do Rio. Por fim, uma sociedade que precisa de heróis para se salvar não é digna de ser salva … ——————————————————————————————————— Endosso integralmente o comentário. Ia escrever sobre isso, mas… Read more »

Rafael_PP
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Rafael_PP

Gostaria de fazer uma aposta com o redator deste ‘artigo’: em dezembro de 2018 a brava e valorosa força militar se retirará após ser declarado o fim da Intervenção, se o Congresso não caçá-la antes, e no decorrer de 2019 veremos a volta constante das estatísticas alarmantes na segurança pública deste Estado. . Como as Forças Armadas brasileiras são formadas exclusivamente pelos únicos funcionários públicos que são indiscutivelmente probos, competentes e incorruptíveis deste país, poderão afirmar que cumpriram sua missão e só não fizeram mais pelas limitações impostas por leis e pelos ‘civis’, vulgo “paisanal”. Apresentarão toneladas de drogas apreendidas,… Read more »

Zeabelardo
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Zeabelardo

pangloss 1 de Março de 2018 at 11:20 Ozawa 1 de Março de 2018 at 11:08 Concordando e acrescentando. As poucas medidas tomadas no sentido de resolver o problema foram rejeitadas pela própria população. Cariocas gostam de bandido (pichadores, aviões, pivetes, contrabandistas, cafetões…) e não vê ligação entre eles e as quadrilhas. Aqui perto de casa tem uma praça (bairro de classe média alta) com dois moleques que vendem maconha. Se a PM prende, logo vem morador defender o tadinho. O advogado já vai junto pra delegacia e de graça. O traficante do morro agradece a proteção extra. Rafael_PP 1… Read more »

Zeabelardo
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Zeabelardo

Esqueci dos bicheiros (e caça niqueis) patronos de metade das escolas de samba e que atuam em cada esquina. Uma sociedade tão tolerante com o crime e que acha que não sofrerá as consequências. Chega a ser uma piada.

Kornet
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Kornet

Sniper,kkk vcs tão de sacanagem,leram as regras de engajamento. Dar tiro de advertência,atirar pra não matar nas pernas,usar calibres de baixa potência e de preferência usar armas não letais. OAB,Defensoria pública,artistas e Ongs dos direitos humanos e os esquerdoPaTas de sempre questionando que voltamos ao tempo da DM pq estão tirando fotos de moradores,as crianças estão amendontradas com os militares fortemente armados,traficante pode,que vão exterminar jovens negros e muito blà,blà. Imaginem usar snipers,coitado dos caras iriam querer que fossem julgados em Haia,rs. Até hj os defensores dos vitimados do capitalismo,os”oprimidos das zelites”,os jovens trabalhadores,antigamente eram pedreiros,pintor,lavador de carro,agora são motoristas… Read more »

pangloss
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pangloss

Zeabelardo 1 de Março de 2018 at 12:39 (…) Uma sociedade tão tolerante com o crime e que acha que não sofrerá as consequências. Chega a ser uma piada. ————————————- Corretíssimo. Quando os camelôs começaram a se disseminar, no início dos anos 80, a “solução” brizolista foi criar um camelódromo, no Centro do Rio de Janeiro. Criada essa aberração, o problema permaneceu nas demais áreas da capital – o que era de uma obviedade acaciana. Nos anos 90, no segundo governo (?) Brizola, o seu vice-governador, Nilo Batista, assumiu o governo (?) quando o titular foi aventurar-se à candidatura ao… Read more »

Billy
Visitante
Billy

Drones armados e Snipers. Quero ver bandido/terrorista botar o nariz pra fora da janela para aterrorizar a população. Elles é que têm ficar na defensiva. Daí a tropa cercando as áreas dominadas pelo narco-terroristmo só precisariam esquadrinhar casa por casa e prender todo e qualquer suspeito para triagem. A bandidagem precisa ser atritada. Do contrário não passará de mais do mesmo.

Rodrigo Tavares
Visitante
Rodrigo Tavares

Interversão pra inglês ver, as leis ´porcas do código penal “continuam as mesmas…..

Em resumo, o país é uma fabrica de bandidos, aqui aonde presidiário faz 4, 5, 6….10 filhos

60 anos atrás o Rio era lindo, sem favelas nos morros……….mas não quiseram controlar natalidade de quem não tinha condições de criar filhos, mas tinha 10 filhos por cabeça.

Ai está o resultado!!!

João Adaime
Visitante
João Adaime

Prezado Rafael_PP
O que o amigo escreveu, pode ser que aconteça, pode ser que não. Teremos de esperar.
Mas sua última frase é tão certa quanto sabemos que um dia todos morreremos.
Quem sobreviver, terá um mercado com bem menos concorrência. E mesmo que não sobreviva ninguém, sempre alguém de fora virá “tentar a vida no Rio”.
Enquanto houver mercado consumidor, sempre haverá fornecedores.

Walfrido Strobel
Visitante

O Sniper causa poucos efeitos colaterais, muito mais perigoso é um Soldado despreparado dando rajada sem saber no que está atirando.
Nos anos 80 em Canoas um Soldado da Aéronautica viu um ladrão pulando o muro da vila e mandou parar, como o ladrão correu ele deu uma rajada de HK 5.56 e atingiu 3 casas, por sorte foi de madrugada e não feriu ninguem…..e errou o ladrão.
Claro que não seria usado um Sniper com uma .50 , munição anti-material, o ideal é uma 7.62 que é uma munição anti-pessoal de bons resultados.
Munição 7.62 ao lado da .50.: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTmASp_jtPjFvWRv46JlxXGmmFan5Cu9CB6OdfQP9meb4j7xEq0EZt1_ZOL

Walfrido Strobel
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Olhem o exagero que é um sniper com uma .50, esta é a PT-Pindad SPR-03 .50 BMG fabricada na Indonésia. Exagerada para uso urbano.
. https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ-V_0vMfo_ICGZpYEpQ8RTEMA4s812iKVqmhUficgnosVqZUlymWvdHBwd

carvalho2008
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carvalho2008

Sniper é o jeito mais seguro ate para a população. . Tiro de precisa. . Não existe bala perdida. . Minimiza tiroteio . Este debate deveria ser aberto francamente a população. . Alguem que ostente uma arma de uso exclusivo do exercito em franca oposição tem de ser considerado alvo que arrisca a vida de civis e soldados no cumprimento do dever. . A simples empunhadura do criminoso deste tipo de equipamento em local aberto, expõe sua decisão de resistencia e confronto. . A sociedade deve debater e tenho certeza seria favoravel. . O tiro é de precisão, basta estabelecer… Read more »

carvalho2008
Visitante
carvalho2008

ops…esclarecer….

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

Essa mídia Brasileira quando toma uma posição,fica irredutível.Se o Governador pediu ajuda, é disse que a segurança está fora de controle,e porque a coisa já estava a muito tempo fora.A intervenção não é contra pobre ou contra negros é a favor da sociedade como um todo.Todo cidadão deve portar documentos pessoais,pode se pedido o documento para averiguação, é o Policial ou pessoal do exército pode fazer a verificação usando até foto de celular sim.Os traficantes passam a imagem que são gente boa,gente da comunidade,arrumam um coisa aqui é ai,para ter um suporte para seus negócios.Não se iludam eles querem mandar… Read more »