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Arábia Saudita, que apoia governo do Iêmen no exílio, lança ofensiva para capturar Hodeida

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Centenas de pessoas fogem de suas casas à medida em que a guerra civil no Iêmen se acentua. Agora são ameaçadas pela fome, já que o principal ponto de entrada de comida no país é alvo de uma acirrada batalha

Dezenas de milhares de iemenitas estão fugindo de seus povoados à medida que os combates se aproximam de uma cidade estratégica no Mar Vermelho, ampliando uma crise humanitária que já é considerada a mais grave do mundo.

O que começou com poucas pessoas fugindo da guerra civil no Iemen em dezembro, tem se aprofundado. Centenas abandonam as suas casas a cada dia. Os campos de refugiados tem se espalhado pelo Sul do país, multiplicando a pressão sobre as agências humanitárias ocidentais. Os hospitais lutam para fazer frente ao crescente número de feridos, às doenças e à fome.

A crise ganhou maior gravidade na quarta-feira quando uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que apoia o governo do Iêmen no exílio, lançou uma ofensiva para capturar Hodeida, um porto vital controlado por rebeldes Houthis.

As Nações Unidas alertaram que a ocupação da cidade de 600 mil habitantes pode ser catastrófica. Mais de três quartos da comida importada pelo Iêmen é importada pelo porto de Hodeida, que também é essencial para a entrada de combustível, remédios e outros produtos essenciais.

“É o salva-vidas do país”, disse Lise Grande, a principal funcionária da área humanitária da ONU no Iêmen. “Se se perde esse porto, teremos uma catástrofe em nossas mãos.” Ela estima que mais de 250 mil pessoas podem morrer vítimas da violência, fome e doenças se houver um cerco prolongado da cidade.

Forcas leais ao governo do Iêmen cercam área ao sul da cidade de Hodeida
Forcas leais ao governo do Iêmen cercam área ao sul da cidade de Hodeida

ONU tenta evitar o pior

A ONU tenta impedir o ataque da coalizão liderada pelos árabes, que recebe apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos. Mas as forças da coalizão, particularmente as dos Emirados Árabes Unidos, estão determinadas a continuar com a ofensiva. À medida que ela se torna iminente, as Nações Unidas e agências humanitárias tem retirado seu pessoa de Hodeida.

“Se a rota for bloqueada, o resultado será mais fome, mais pessoas sem cuidados básicos de saúde e mais famílias enterrando os seus membros”, disse Muhsin Siddiquey, o diretor iemenita da ONG Oxfam.

As Nações Unidas estimam que a ofensiva pode expulsar mais de 200 mil pessoas de suas casas, além das que já fugiram dos confrontos armados dos últimos meses perto da cidade sitiada.

Para os aldeães obrigados a fugir, chegar a uma área segura significa atravessar as linhas de frente onde se desenrolam as batalhas, evitar os ataques aéreos e de projeteis, e atravessam campos e estradas repletas de minas terrestres. “Tudo o que trouxemos foram alguns cobertores e a roupa do corpo”, disse Jabra Sayed, mãe de quarto crianças.

Muitos refugiados tem ido em direção às maiores cidades, lotando ainda mais hospitais e clínicas. “Não temos recursos suficientes”, disse Muhsin Mushid, o administrador de um dos maiores hospitais do Sul do país. “Isto tem sido um pesado fardo para nós.”

Na quinta, os Estados Unidos rejeitaram um pedido dos Emirados Árabes para o fornecimento de serviços de inteligência, reconhecimento aéreo e ajuda em operações para retirada de minas à ofensiva lançada contra o porto iemenita.

A negativa veio justo no momento em que as Nações Unidas fazem um esforço de última hora para evitar a tentativa de retomada do porto. Entretanto, segundo o enviado especial das Nações Unidas, Martin Griffths, a movimentação tem tido pouco progresso.

Combatentes tribais leais ao governo do Iêmen junto a um tanque em al-Faza, perto de Hodeida, no Iêmen, em 1º de junho.
Combatentes tribais leais ao governo do Iêmen junto a um tanque em al-Faza, perto de Hodeida, no Iêmen, em 1º de junho.

FONTE: Washington Post

NOTA DO FORTE: O Iêmen está envolvido em um conflito armado entre o governo liderado pelo presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Hadi e o movimento Houthi no norte do país desde 2015. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, composta principalmente por países árabes, vem realizando ataques aéreos contra os houthis a pedido de Hadi desde março de 2015. Os EUA apoiaram os sauditas reabastecendo aeronaves sauditas e dos Emirados Árabes Unidos e fornecendo assistência para realizar ataques aéreos e compartilham informações de inteligência.

Os houthis se constituíram como grupo político nos anos 1990, após a unificação do Iêmen (antes dividido em Iêmen do Norte e Iêmen do Sul). Antes da unificação, o Iêmen do Norte, de população majoritariamente zaidita, era uma república nacionalista árabe instalada nos anos 1960, após um golpe militar e uma longa guerra civil que pôs fim ao teocrático Reino do Iêmen, expulsando os imãs zaiditas, que haviam governado o território desde o final do século IX (ca. 897). Em 1990, quando ocorre a unificação do país, o presidente do antigo Iêmen do Norte, Ali Abdullah Saleh, é eleito presidente da nova República do Iêmen. Saleh se manteve no cargo até 2012, quando foi destituído, na esteira de revoltas populares ocorridas durante a chamada Primavera Árabe – com apoio dos houthis, violentamente combatidos por seu governo.

Mais recentemente, porém, Saleh acabou por se aliar aos houthis, quando o Iêmen foi levado a nova guerra civil, quando os insurgentes capturaram a capital iemenita, Sana’a, obrigando o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi a sair do país.

69 COMMENTS

  1. Lamentável o que vem ocorrendo no Yemen, cabendo lembrar que os Houthis são armados e apoiados pelo Irã, comprovando cabalmente mais uma vez que o regime persa atua para desestabilizar o Oriente Médio e implantar o seu projeto político visto que também estão por trás do Hezbollah, grupo terrorista baseado no Líbano que trava uma guerra assimétrica e de desgaste com Israel.

    De igual forma é bom lembrar a presença de milícias iranianas e do Hezbollah na Síria onde embora tenham ingressado no país com a justificativa de auxiliar o regime de Assad na guerra civil que assola o país árabe na verdade usaram o território do país árabe para ameaçar o Estado Judeu em uma série de ações que culminaram nos eventos do dia 10/05, quando após um ataque da Força Quds contra as colinas de Golan as IDFs desfecharam fulminante e devastador ataque em território sírio que praticamente dizimou as estruturas iranianas ali situadas. Além de uma cabal derrota militar Teerã também amargou inequívoca derrota política visto que suas mentiras foram expostas.

    Aliás é interessante que as ações iranianas estão alinhando países árabes, especialmente as monarquias do Golfo, à Israel no combate à ameaça comum.

    • Ué, mas as revoltas da Primavera Árabe não era contra ditaduras sanguinárias como a da Síria, Líbia, Egito, Tunísia e demais? Quer dizer que algumas revoltas são válidas, outras não?! Qual é a coerência nesta argumentação?!?!

      Ah tá, ditadura aliada a alguns países ocidentais, ok, mas ditadura contrárias ao ocidente não pode?!?!

      Ditadura é ditadura, ponto, o resto é papo furado para relativizar as coisas.

      • Qual o resultado da assim denominada “primavera árabe” Wellington? Apenas e tão somente caos, terrorismo, emigração forçada e outras coisas ruins.

        Qual o resultado da “revolta” iemenita, fomentada pelo Irã? Uma catástrofe humanitária sem precedentes

        • Igual a fomentada pelos EUA e Arábia Saudita na Síria?!?! Ou a que deixaram surgir o ISIS?!?! O que seria “catástrofe humanitária” na tua opinião?!?!

          Isto é seletividade de pensamento.

          Menos, bem menos!!!

        • Quem fomenta revoltas é o Ocidente, a CIA, a imprensa. Vide Ucrânia, Primavera Árabe, revoluções coloridas, etc. Esse é o modos operandi ocidental. A ajuda do Irã ao Yemen foi reativa, em face dos acontecimentos e por perceber que se as intrigas fomentas pelo Ocidente derem certo, o Irã é que seria a bola da vez. Depois da Síria e do Yemen, o Irã seria o prêmio maior. E depois do Irã, quem sabe, China e Rússia.

          • “Imprensa” fomentando revoltas cemzinho? É o tipo de argumento primitivo que ditadores caricatos que Nicolás Maduro e os aiatolás iranianos, inimigos que são da democracia e estado de direito, se utilizam para investir contra os direitos e garantias individuais.

            Quanto à “mão que balança o berço” iraniana no Iêmen não tem nada de reativa mas sim de ativa mesmo, dentro do projeto geopolítico iraniano de investir contra Arábia Saudita e Israel no intuito de obter a hegemonia no OM. Basta ver a incrível semelhança de métodos e objetivos com a presença do Hezbollah no Sul do Líbano. Entretanto as ações iranianas já estão incomodando outros atores de peso além dos EUA, Arábia Saudita e Israel. Vide os russos, que já declararam mais de uma vez em tempos recentíssimos que querem os prepostos de Teerã fora da Síria.

            O próximo….

      • Ótima a sua retórica, o querido amigo lá que defende ditadura pró-EUA-OCIDENTE, na mesma hora já virou seus canhões para outro usuário.

        DItadura é ditadura, independentemente da bandeira e do extremismo (direito, esquerda, religioso….).

        Abraço.

    • A ditadura saudita e sua corja agridem um país, mas a culpa é do Iran. Sugiro que envie um currículo para a a Casa Branca, pode ganhar um cargo de porta voz.

      • O Irã fomentou uma rebelião no Iêmen para ter um cavalo de Tróia junto à fronteira saudita desempenhando o mesmo papel desestabilizador que o Hezbolah executa junto à fronteira com Israel.Tudo isso de acordo com o nefasto projeto geopolítico de Teerã, por sinal já está incomodando os russos, que os querem fora da Síria.

        Agora, se você não consegue enxergar isso fica complicado…

        • A revolta no Yemen surgiu na época da Primavera Árabe onde várias ditaduras estavam sofrendo pressões interna com revoltas, porque, agora, é o Irã o culpado pelo que esta acontecendo no país se vários países foram desestabilizados pelo ocidente?

          Acho que quem não esta enxergando o que esta acontecendo é você.

          E sua indignação é muito seletiva…

          • Você está equivocado, não queira misturar os eventos de 2012 com os que vem ocorrendo desde 2015. E esses mais recentes, ligados à rebelião houthi, estão sendo comentados pelo regime iraniano, desejoso de colocar um foco de instabilidade na fronteira da Arábia Saudita tal como o Hezbolah faz na fronteira de Israel.

            A pessoa pode até ser parcial mas precisa se ater a realidade dos fatos, que é clara em mostrar o papel do Irã na desestabilização do Oriente Médio.

          • PauloR 17 de junho de 2018 at 15:56

            Comentario perfeito Paulo.
            Alguns comentaristas sao totalmente tendenciosos. Usam dois pesos e duas medidas. Para eles as Ditaduras apoiadas pelo Ocidente sao validas.

            Igual vc disse… indignacao seletiva.

          • Perceba que o ditador derrubado foi Saleh o mesmo que depois de cair se juntou a um grupo que ele combatia violentamente

            “Em 1990, quando ocorre a unificação do país, o presidente do antigo Iêmen do Norte, Ali Abdullah Saleh, é eleito presidente da nova República do Iêmen. Saleh se manteve no cargo até 2012, quando foi destituído, na esteira de revoltas populares ocorridas durante a chamada Primavera Árabe – com apoio dos houthis, violentamente combatidos por seu governo.

            Mais recentemente, porém, Saleh acabou por se aliar aos houthis, quando o Iêmen foi levado a nova guerra civil, quando os insurgentes capturaram a capital iemenita, Sana’a, obrigando o presidente Abdrabbuh Mansur Hadi a sair do país.”

            Sim, é confuso pois porque dois inimigos jurados se uniram contra um governo de transição?

          • MGNVS, qual o problema de uma pessoa defender um lado? absolutamente nenhum desde que, como novamente reitero, esteja falando a verdade. Aliás, o problema é querer impor aqui uma imparcialidade de fancaria, que não resiste à realidade dos fatos e muito menos a meia dúzia de palavras afinal além de poluir o espaço ainda configura censura prévia.

        • Tireless
          Nao ha problema nenhum defender um lado.
          Todos nós sabemos do seu ponto de vista.

          O problema é vc achar q so o seu ponto de vista é o certo e todos os outros errados.

          Qndo eu falo de imparcialidade eu me refiro a capacidade de um comentarista respeitar uma opiniao contraria sem querer impor o seu proprio ponto de vista sobre a argumentacao dos outros.

          Da mesma forma q vc, eu tbm reitero o meu ponto de vista: nenhuma Ditadura presta, seja ela Iraniana, Saudita ou Houthi, e independente de qual pais os apoie, seja ele EUA ou Russia.

    • Engraçado…
      Mesmo quando os comentarios nao citam Iran, Russia ou China o assunto sempre é desviado para esses países.

      Igual outro forista escreveu, percebe-se que alguns outros comentaristas do site sao extremamente tendenciosos usando dois pesos e duas medidas nas colocacoes q fazem.

      Por ser PRÓ-ocidente entao a Ditadura Saudita pode fazer oq quiser, ate mesmo invadir outro país. Mas o Iran e a Russia nao podem estar na Syria mesmo sendo convidados pelo presidente do país.

      Ahhhhh… mas o Assad é um ditador sanguinario.
      Mas e a Ditadura Saudita?
      A Ditadura Saudita pode, ela é aliada do ocidente.

      Ditadura é Ditadura! Nenhuma presta.
      Nem a Ditadura Saudita presta, nem a Yemenita, nem Persa, nem Syria, nem Brasileira, nem Argentina, nem Chilena, nem Cubana, nem Venezuelana… nenhuma Ditadura presta.

      Mas alguns comentaristas aqui usam dois pesos, duas medidas.

      Por isso alguns comentarios ser tornam totalmente tendenciosos e sem credibilidade alguma.

  2. Independente do número de mortos e da tragédia que causar, este confronto vai ter que ser resolvido para destruir a força dos rebeldes Houthis e retomarem o controle do país.

  3. Eu já considero a hipótese desta guerra civil se arrastar ainda por vários anos, o Irã que se tornou um dos maiores players no Oriente Médio(pós-queda de Saddam) não irão deixar de apoiar os rebeldes e farão de tudo para desestabilizar a região que fica ali do lado da Arábia Saudita, a mesma motivação que levam os sauditas a derrubarem Bashar, os iranianos compartilham do mesmo modo pela queda da casa de Saud.

  4. Pelo que entendi, apesar do equipamento de primeira o desempenho dos árabes tem sido ruim e os Houthis tem apoio da maior parte do que restou do exército do Yemen, chegando até a atacar o território saudita, inclusive a capital, Riad.

    • O exército do Iêmen com a coalização dos países árabes liderados pela Arábia Saudita já retomaram o controle do aeroporto de Hodeida(destruindo-o), mas o porto é o principal ativo que os sauditas junto com a coalizão tem como seu principal objetivo, pelos motivos citados na matéria. Pelo que eu pude encontrar na internet, ao redor do porto e outros ativos estratégicos, os Houthis colocaram diversas minas e bombas para não haver espaço de ação pelo exército do Iêmen e a coalização, sendo que momentos antes verifiquei que o Ministério de Defesa Francês disse que irá estudar uma possibilidade de usarem suas forças especiais para realizar uma operação de varredura de mina para fornecer acesso ao porto de Hodeida quando a coalizão encerrar suas operações militares.

      • O título “exército do Yemen” é algo um tanto contestado por lá.

        Os Houthis fizeram improvisos eficazes com mísseis: a defesa antiaérea e as baterias de costa cobraram seu preço em aviões e navios da coalizão. Usaram até velhos mísseis alterados para ataques dentro do território saudita. Porém, como uma força híbrida entre guerrilha e exército acho que não conseguem segurar terreno devido à assimetria de forças.

  5. Só uma dúvida porque os houthis se aliaria a Saleh?
    Há deveria intervir (pelo menos conquistar a cidade pois garantiria o suprimento de insumos a população, já que acho difícil os árabes fazer os suprimentos chegue a população).

  6. Pois é Flávio Henrique

    2° Navio do EAU que faz parte da coalizão, importante:

    A Nau não era provida de CIWS, fato.

    Tudo indica que eram mísseis Iranis de pouca tecnologia.

    Tudo indica que Forças Iranis podem estar envolvidas.

    Fico pensando no A 140 sem CIWS.

    Ambos navios do EAU não tinham CIWS.

    Peixe fácil.

    Mas demonstra também a fragilidade dos militares dos EAU e da SA, coalizão bem fraquinha essa.

  7. Os refugiados é o de menos, basta mandar para o maior campo de refugiados do mundo: Alemanha. Povoa com árabes, transfere problemas sociais e ainda ajudar a desestabilizar socialmente , politicamente e economicamente. Expande o poder da Arábia saudita no Iemen e ainda expande o braço na Europa.
    …………….
    Na minha opinião os ataques vão continuar, a Arábia Saudita não está preocupada com externalidades negativas, apenas poder, o mesmo vale para Irã que financia essa guerra civil.
    Abraço!

  8. Pensem em um exército fraco, desorganizado, com um desempenho exatamente do mesmo nível da seleção que está na copa do mundo. Esta é a Arábia Saudita. Levando uma surra de criadores de camelo houthis com suas AK-47 enferrujadas. Uma vergonha para todo o Oriente médio. O ideal seria a Arábia Saudita utilizar seus fantoches do ISIS. Só não sei por que ainda não deslocou seus cães de guerra para lá.

    • Oi? ISIS? Fantoches de quem? Alô! Isso foi uma piada né? A Arábia Saudita tem seus defeitos, mas controlar o ISIS já é forçação de barra.

    • A ex-URSS super poderosa e organizada tomou uma surra de homens de pijamas montando mulas no Afeganistão.
      O OM é uma caixa de surpresas.

      • URSS= aproximadamente 67.000 mil baixas
        Mujahidins= mais de 1 milhão de baixas.

        Seria o mesmo que dizer que os EUA também tomaram uma surra no Vietnam só por que se retiraram da guerra, embora tenham massacrado mais de 1 milhão de vietnamitas. De Alexandre, passando pelos mongóis e o império britânico até os EUA atualmente, ninguém consegue dominar os barbudinhos criadores de cabra e papoula do Afeganistão.

        • A questão não é essa.
          Vietnã e Afeganistão americano são situações diferentes.
          O Vietnã lutou com um exército com forte apoio em homens e materiais chineses e russo.
          O cerco ao Talibã no Afeganistão afrouxou por causa da invasão do Iraque, o q foi muito contestado por oficiais americanos q atuavam do Afeganistão. E hj, o Talibã não está com governo.
          A ex-URSS não conseguiu vencer a guerrilha afegã, desistindo da guerra. A guerrilha afegã não teve nem 1% do apoio q o Vietnã teve dos chineses e russos.

  9. Nunca se consegue estabilizar a região por conta que há grupos que ainda pensam de modo tribal, não se constituindo assim em um povo e uma nação.

  10. Essas ditaduras arábes são uma vergonha militar. No passado receberam uma enorme quantidade de armas sovieticas e levaram várias surras de Israel. Hoje em dia tem alguns dos maiores orçamentos militares do mundo (o saudita é o terceiro maior do mundo) e levam uma surra de milicias tribais.

    • A história de que os Houthis são uma tribo de barbudinhos armados de AK-47 não sobrevive aos fatos, basta ver que possuem mísseis antinavio do porte do Exocet/Harpoon, armas relativamente complexas de operar. Como se vê ou foram treinados peos iranianos ou temos prepostos do regime de Teerã junto com eles.

      • Eles estão fazendo uns improvisos eficazes, depenaram mísseis de velhos navios chineses, transformaram SA-2 em mísseis terra-terra. Valia um estudo de caso.

        • “As the Yemeni civil war escalated in the period from September 2014 to March 2015, as much as two-thirds of Yemen’s armed forces defected to the Houthi side. The defectors included the crews of three Chinese-made Type 021 missile boats armed with C.801 anti-ship missiles.”

          Fonte: War is Boring, por Tom Cooper

  11. Ave Maria. Mãe do céu. Misericórdia Senhor. Term dó. Só tomando uma.
    Todo mundo sabe quem recruta, treina, paga e mantem .Terroristas assassinos, cortadores de cabeças e destruidores de patrimônio da humanidade para fazerem guerra de encomenda e derrubarem o governo de um país soberano

  12. Só tem um jeito na minha opinião: Acabar com o Irã. Será uma benção para a Humanidade exterminar esse povo maligno, porém, quem ficará no poder, já que eles não aceitam democracia? Esse é o problema, esses povos só vivem sob a chibata de ditadores, ou religiosos ou de realezas, não querem saber de democracia, não sei se isso é certo ou errado, não estou julgando, mas é um problema real a ser considerado pelas grande potências.

    • Quem te disse que a democracia é ideal para um povo? O Irã tem eleição livre. Tentar impor democracia a força também é ditadura. Nenhum país é obrigado a ter democracia, isso é modelo dominação dos Estados Unidos e UE.

      • Nada mais falso que afirmar que existem eleições livres no Irã. Candidaturas de reformistas são sumariamente vetadas e como vimos em 2009 eleições presidenciais são escandalosamente fraudadas para atender aos interesses do Clero criminoso e corrupto.

        • Tireless
          Tem eleicoes livres na Arabia Saudita?
          Vc condena o extremismo iraniano mas se cala frente ao extremismo saudita?
          Osama Bin Laden era de qual país mesmo?

          Me diga… voce se acha imparcial?

          Tanto o regime iraniano quanto o regime saudita escravizam seus povos.

          Mas aqui so condenam o Iran pq afinal de contas a Familia Saudita apoia o Ocidente, entao eles tem carta branca para agir nao é?

          Nenhum regime ditatorial extremista presta.
          Nao importa se ele tem apoio do ocidente ou nao…. é ditadura e pronto.

          • Pois é Saddam caiu por que ousou não mais negociar petróleo com doletas. Antes disso ninguém no ocidente via Saddam como ditador. Depois o Iraque virou eixo do mal, e Saddam passou a ser visto como demônio pelos seus antigos parceiros do ocidente e foi derrubado.

          • O fato é que não tem santo nessa história e talvez seja por isso que o ocidente dá tão pouca cobertura a essa história.

            Porém, os Saud são donos da Arábia Saudita e até os Aitaolás conseguem manter um verniz democrático mais convincente que os sauditas.

          • MGNVS, eu não estou aqui fazendo nenhum juízo de valor acerca das eleições sauditas mas sim refutando a alegação do comentarista segundo a qual as eleições no Irã seriam “livres”,algo que sabemos que não são. Assim sua comparação já resta descabida de saída visto não ser o assunto que estava tratando.

            Você cita o extremismo saudita na forma de Osama Bin Laden mas fica a pergunta: Ao desencadear os atentados de 11/09 ele agiu sozinho, visto ter herdado uma fortuna da sua família que era suficiente para levar adiante a empreitada, ou a mando do governo saudita? Teorias conspiratórias e os discursos raivosos de Ahmadinejad não valem. Por outro lado há o comprovado envolvimento de Ahmad Vahidi, integrante da administração pública iraniana e que exerceu o cargo de ministro da defesa durante o governo do já citado presidente iraniano, no atentado contra a AMIA em Buenos Aires em 1994. Aliás, por conta disso ele não pode sair do país pois está na lista de capturas da Interpol….

            No que diz respeito aos acontecimentos no Iêmen eu não estou dizendo que o regime saudita é bonzinho ou que tem carta branca para agir por ser aliado do Ocidente. Contudo, é preciso reconhecer que a rebelião Houthi está sendo instrumentalizada pelo Irã para desestabilizar as fronteiras do regime de Riad criando uma situação parecida com a que vemos no Líbano, onde a presença do Hezbollah não apenas desestabiliza a sociedade libanesa como cria um frequente ponto de tensão com Israel, tudo isso dentro do projeto geopolítico de Teerã de ser o regime hegemônico no Oriente Médio, que necessariamente passa pelo enfrentamento dos dois outros atores de peso na região (Arábia Saudita e Israel).

            Por fim eu repito a você o que já disse anteriormente: Ser parcial não retira a credibilidade de ninguém desde que a pessoa esteja compromissada com a verdade. E nada do que afirmei até agora é mentira pois são todos fatos concretos e inequívocos. Agora, o que retira a credibilidade de qualquer comentarista é querer fingir uma imparcialidade que não possui.

          • HMS TIRELESS 18 de junho de 2018 at 9:31

            Tireless… respeito a sua opiniao e seu ponto de vista… mesmo pq parte do q vc escreve esta certo.

            O Regime dos Aiatolas é altamente toxico e nocivo para o povo do Iran… nisso vc tem razao. E mais, esse regime teocratico dos aiatolas jamais podera ter acesso a bombas nucleares pq isso seria impensavel. Nesse caso nao seria so Israel q correria perigo, todos os países ali correriam perigo e ate mesmo proprio povo iraniano correria perigo pelo simples motivo de armas de destruicao em massa estarem nas maos de fanaticos.

            Isso é ser imparcial.

            Ou vc acha q o povo do Iran quer guerra?

            O povo do Iran é tao refem do regime qnto os palestinos sao refens do Hamas e Hezbolah.

            O proprio povo de Israel gostaria de ter paz mas parte do proprio Governo de Israel nao quer isso pq a guerra lhes traz muito mais lucro. Sem contar que ao ser assinada a paz entao o Governo Israelense teria q devolver Golan e Cisjordania e varios assentamentos ilegais. E tem gente dentro do proprio Governo Israelense que nao quer isso de jeito nenhum e isso arrevelia da vontade do povo de Israel.

            Ser imparcial é ter a capacidade de analisar os varios lados de uma questao sem se deixar levar pelas preferencias pessoais ou favoritismos ideologicos.

            E vc perde toda a sua credibilidade pq nao ve os varios lados da questao mas tao somente o lado que so lhe interessa.

            Isso fica explicito pq vc nao faz o mesmo tipo de questionamento em relacao a Dinastia Saudita que é justamente o polo oposto da questao. Os Sauditas escravizam o proprio povo igual o Iran faz e mesmo que vc nao queira ver ou nao aceite, essa é a verdade.

            Qnto a Osama Bin Laden de novo vc usa dois pesos e duas medidas querendo q os outros acreditem em “teorias conspiratorias”, mas a verdade é q Osama foi sim o homem forte dos EUA na guerra dos mujahedin contra a URSS e dpois se voltou contra eles. Isso nao é teoria é fato.

            No mais eu espero q vc nao veja o meu comentario como um ataque pessoal e menos ainda como ofensa. Podemos debater os varios lados de uma questao sem que sejam criados antagonismos mutuos.

    • Falou pouco mas falou besteira. Quer exterminar um povo da face da terra? Já vi este discurso no passado e não deu muito certo.

    • Juvenal Santos 17 de junho de 2018 at 13:48

      Caro Juvenal
      Creio q vc quis dizer eliminar o atual Governo do Iran, a cupula teocratica dos aiatolas. Essa sim é nociva.
      O povo do Iran nao tem nada a ver com isso.
      La o povo persa tbm é refem do Governo Teocratico dos Aiatolas igual o povo turco esta se tornando refem do Erdogan.

      Seguindo o seu ponto de vista entao os EUA e a URSS deveriam ter matado TODOS os alemaes e TODOS os japoneses na 2 Guerra Mundial, ja q vc nao separa o povo de uma naçao de um Governo. E nem todo alemao era nazista e nem todo japones era imperialista.
      Mtas vzs o Governo de um país nao faz oq o povo quer e ate msmo mantem o proprio povo como refem.

      Vc ve oq o Governo Taliban e o Governo Saudita faz com as mulheres? Ve como elas sao tratadas pelo Governo destes países? Sera q a culpa é do povo ou do Governo?

      • Quando o nível do debate passa por essas posições extremas, beirando a esquizofrenia e a ignorância é melhor nem responder senhores. Semelhantes aos xenófobos racistas que nos noventa xingavam o Brasil por culpa da corrupção, do crime, da putaria..etc e faziam afirmações similares ou pregando um olocausto nuclear para eliminar as favelas.

  13. Não consigo ter uma opinião imparcial sobre esta guerra. Tenho um total desprezo pela familia real saudita e pelo apoio que estes recebem dos EUA. Ao meu ver os americanos estão abraçados com o escorpião pois se a Arábia Saudita pudesse já teria exterminado todas as minorias religiosas do Oriente Médio. Creio que esta guerra só será amenizada quando iranianos e sauditas pararem de interferir no Iêmen. Por anos este pobre país foi desestabilizado por potências estrangeiras e isto só serviu para aumentar a contagem de mortos frutos das inúmeras guerras civis sofridas pelo povo iemenita.

  14. A Arábia Saudita tem por missão expandir o islã wahhabita ao redor do mundo e como sabe ser incapaz de fazer isso pela via militar ela usa meios mais sutis como construindo de mesquitas e financiando escolas wahhabistas em outros países, apoiando grupos extremistas sunitas enquanto estes não ameaçam seus interesses e os de seus aliados, perseguindo minorias religiosas em seu território, etc. Os sauditas só possuem uma postura discreta diante do conflito árabe israelense pois não querem arranhar sua imagem com o seu maior aliado, os EUA.

    • Fawcett1925 17 de junho de 2018 at 19:22

      Caro Fawcett…
      O regime saudita é ainda pior do que o iraniano e quem paga é o povo. Tanto o regime saudita quanto o iraniano sao extremistas e nocivos para a populacao de ambos os países.

      Mas tem comentaristas aqui que sao extremamente tendenciosos e fecham os olhos qndo um regime igual o saudita se diz aliado do Ocidente.

      • E tem gente que tem uma postura muito equilibrada e democrática.
        Desde que seja contra os Estados unidos, que têm carregado o piano nas costas.
        Esse pessoal preferia que o mundo tivesse caído nas mãos dos nazistas ou comunistas. Ou talvez de radicais islâmicos.
        Como os EUA sempre têm segurado as pontas, não permitiu que a América latrina tenha virado uma Cuba, esse pessoal tem uma missão de vida falar mal dos americanos.
        Tudo que for contra, defendem. Rússia, China, Coreia do Norte, comunismo, islamismo.
        O importante é desfilar seu veneno contra os EUA.
        Pois não deixaram o comunismo se espalhar pelo mundo. Um regime tão bom…

        • nonato 18 de junho de 2018 at 2:44

          Nonato…
          Existem comentarios tendenciosos dos dois lados.

          Tem comentarista q odeia os EUA so por odiar, nisso eles se igualam aos radicais e extremistas e qualquer tipo de radicalismo ou extremismo é ruim pois se torna fanatismo.

          E tem comentarista pro-EUA que desmerece totalmente os outros países. Se algum material nao vem dos EUA entao nao presta, se critica algo em relacao aos EUA entao é “esquerdopata-comunista”. Se uma ditadura apoia o EUA entao tudo bem, mas se ela é contra entao faz parte do eixo do mal. Esses sofrem da famosa cegueira ideologica.

          Igual eu disse: tem comentarios tendenciosos de ambos os lados.

          E comentarios tendenciosos perdem a credibilidade e so poluem o blog.

          • Perda de credibilidade não tem nada a ver com parcialidade mas sim com a falsa imparcialidade afinal o que define a credibilidade do comentarista não é o seu posicionamento mas sim o apego à realidade dos fatos.

          • Tireless
            A falta de imparcialidade abala sim a credbilidade do comentarista pois ele toma partido de um dos lados sem sequer analisar o contexto geral da questao ao dxar de observar tbm o lado da parte contraria.

            Isso é cegueira ideologica.

            Os EUA sao o maior e mais grandioso país do mundo e a unica superpotencia atual, isso é fato. Mas eles estao longe de serem os moci hos da historia, isso é imparcialidade.

            Eu nao troco a liberdade da democracia americana por nenhum outro regime do mundo, tlvz apenas os paises nórdicos se comparem a eles. Mas nao sou cego pra fingir nao ver q os EUA tbm erram. Nao gosto do regime russo pq o Putin nao é de confianca, mas nao demonizo o povo russo pq eles nao tem nada a ver com isso.

            Nao existe “falsa imparcialidade” pq se vc toma partido de um dos lados entao vc ja esta sendo parcial.

    • Se os “pés descalços criadores de cabras” estão segurando “os sauditas e sua matilha mercenária” é porque estão tendo ajuda de prepostos do regime de Teerã.

  15. Sim o iranianos apoia isso é inegável,mesmo com a incapacidade Saudita, pelo seu arsenal eles venceria.Irã se lixa para o zaidismo Iemita mas vê uma ponta de lança em caso de guerra de grande proporções contra os Sauditas,(já até está dentro do Catar),como faz na Síria e consolidado no Líbano.

    • Pois é! Ocorre que os iranianos estão a arrumar inimigos demais e a sua posição no Oriente Médio está à beira de se tornar insustentável. Depois dos ataques desferidos pelas IDFs em território sírio na noite de 10/05, que destruíram as infraestruturas iranianas no país árabe, Moscou atentou-se que a presença de preposto dos persas no país atraindo ataques israelenses fragiliza a autoridade de Bachar Al Assad. Por esse motivos os russos reiteradamente desde então têm enfatizado a necessidade dos iranianos saírem da Síria. Isso sem falar é claro da proximidade cada vez maior de Riad com Telaviv.

      • Assad quer os iranianos fora,só que agora ele não sabe o que fazer,( opinião minha) Creio eu que Assad até passa posições escondidas dos iranianos para Israel para tentar desencoraja-los,mas parece que não está funcionando. Assad desesperado fez um pacto com eles para sobreviver, paga caro.

      • Eu concordo que os iranianos não estão fazendo isso por serem bonzinhos, nem de longe. Eles apóiam os Houthis porque viram uma oportunidade na revolta deles contra a Casa de Saud. A revolta não foi criada pelos Ayatolás, só é apoiada por eles porque atende seus interesses.

  16. No ponto de vista militar, a tática Persa é bem mais avançada que a dos Árabes,inclusive fez os americanos aceitarem suas milícias dentro do Iraque quando o EI avançou rapidamente sobre o fraco exercito iraquiano,queira ou não no solo eles varreram o Estado Islâmico com apoio aéreo americano e europeu.Isso mostra que apoiados são “osso duro de roer”.

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