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Guerra Urbana com blindados: o aprendizado no CI General Walter Pires

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FT SU Bld pronta para o cumprimento da missão
FT SU Bld (Força-Tarefa Subunidade Blindada)

Por Roberto Lopes
Especial para o Forças Terrestres

Forças Terrestres reproduz nesta postagem interessante artigo publicado pela coluna eletrônica “Escotilha do Comandante”, do Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires, de Santa Maria (RS).

O texto, intitulado “A FT SU no investimento seletivo em área edificada” (http://www.cibld.eb.mil.br/index.php/periodicos/escotilha-do-comandante/450-escotilha-102), de autoria do capitão de Infantaria Fabiano Dall’Asta Rio, instrutor do Centro, e do tenente coronel Carlos Alexandre Geovanini dos Santos, comandante da OM, nos deixa saber um pouco do entendimento que a Força Terrestre tem da moderna guerra urbana – especialmente no que toca ao emprego de carros de combate e demais viaturas blindadas.

Desde já, o blog se congratula com os autores deste ensaio.

A FT SU no investimento seletivo em área edificada

No ano de 2018, como coroamento do Estágio Tático de Blindados sobre Lagartas e do Estágio Tático do Pelotão de Exploradores, foi realizada uma operação na cidade de Silveira Martins – RS.

Silveira Martins é uma cidade dominada por elevações que permitem seu monitoramento, possui as ruas largas e paralelas, não possui prédios altos, tem uma área de aproximadamente um quilômetro quadrado e uma população amistosa à presença da tropa. Essas características tornam a cidade uma “localidade escolar”, atendendo perfeitamente ao objetivo proposto no estágio.

Acompanhando a tendência mundial, a equipe de instrução se propôs a realizar uma operação alinhada aos conflitos atuais. Com exceção de poucos combates no Oriente Médio, atualmente as cidades não são evacuadas, o que leva a guerra para o meio do povo. Com isso, foi proposto um exercício com ênfase no aspecto humanitário e atendendo fielmente os preceitos do direito internacional dos conflitos armados. Para tanto, a operação deveria ser realizada em uma localidade não evacuada e os objetivos deveriam ser conquistados causando o mínimo de danos colaterais.

Para tanto, foi criada uma situação de exercício, na qual a cidade seria ocupada para o estabelecimento do posto de comando (PC) de uma brigada blindada. Na localidade, havia pequena presença inimiga e uma fábrica de munições em processo de desmobilização. A Força-Tarefa (FT) Unidade Blindada deveria reconhecer a cidade, eliminar as resistências inimigas e manter a localidade até a chegada da companhia de comando da brigada blindada para a montagem do PC.

Desta forma, a operação foi dividida em três fases:

  • 1ª Fase: Reconhecimento;
  • 2ª Fase: Isolamento e investimento;
  • 3ª Fase: Manutenção.
Uma grande operação foi realizada pelo Centro de Instrução de Blindados no município de Silveira Martins-RS
Uma grande operação foi realizada pelo Centro de Instrução de Blindados no município de Silveira Martins-RS

Na primeira fase foi empregado o Pelotão de Exploradores (Pel Exp). O Pel ocupou as elevações que dominam Silveira Martins, estabelecendo postos de observação. Dessas posições, levantaram os dados necessários para as fases seguintes.

Na segunda fase, o isolamento da localidade foi simulado por uma subunidade fictícia e o investimento realizado pela Força-Tarefa Subunidade Blindada (FT SU Bld). Essa última também foi a peça de manobra empregada para a terceira fase. No presente artigo, a partir de agora, será apresentado com maiores detalhes o investimento na localidade.

Para o exercício, foi imposto a realização de um investimento seletivo. Em nossos manuais, pouco se aborda a respeito desse tipo de investimento. Realizando-se uma pesquisa em artigos nacionais e estrangeiros, chegou-se a “uma solução da casa” de como proceder nesse tipo de manobra.

De acordo com a pesquisa realizada, verificou-se que o investimento seletivo é atualmente o mais utilizado no mundo; é indicado para uma localidade não defendida ou fracamente defendida; deve ser preferencialmente utilizado quando a população civil não foi evacuada; quando se deseja imprimir maior velocidade à manobra; e quando se deseja conquistar objetivos específicos no interior da uma área edificada. Ao ser escolhido esse tipo de investimento, deve-se ter em mente que a velocidade deve ser fator preponderante em relação à segurança.

Após a decisão pelo emprego do investimento seletivo, o próximo passo será a marcação do objetivo. Normalmente, uma FT SU Bld tem condições de conquistar apenas um objetivo no interior da localidade. Se for necessária a marcação de mais objetivos, a manobra deve ser faseada, de forma a permitir à SU a conquista de um objetivo por vez e, somente após sua consolidação, partir para o próximo.

Marcado o objetivo, deverão ser designados eixos de progressão, em número de dois para a FT SU Bld. É importante sempre a marcação de dois eixos, tendo em vista a grande probabilidade de um deles ter o movimento interrompido. Além dos eixos, devem-se estabelecer linhas ou pontos de controle a fim de coordenar a ação no objetivo, evitando o fratricídio.

Outras medidas de coordenação e controle devem ser estabelecidas, horários devem ser judiciosamente marcados e pontos de referência devem ser designados no interior da área edificada. Após o rompimento da linha de partida, a ação não deve ser interrompida até a conquista do objetivo, evitando-se paradas desnecessárias, atingindo o objetivo o mais rápido possível.

Para a execução, o comandante (Cmt) da FT SU Bld deve planejar muito bem o emprego de seus meios blindados, aproveitando ao máximo suas potencialidades. Ao Cmt, cabe planejar e coordenar toda a ação, sendo o responsável pela sua sincronização. O início do investimento deve ser simultâneo nos dois eixos, buscando a surpresa e empregando a mobilidade, proteção blindada e ação de choque, características primárias do emprego de blindados.

Estágio Tático de Blindados Sobre Lagartas
Estágio Tático de Blindados Sobre Lagartas

O carro de combate (VBCCC), quando possível, deve liderar o movimento nos eixos de progressão, seguidos de perto pelas viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP) dos fuzileiros blindados, embarcados sempre que possível, tendo em vista aumentar a velocidade de progressão.

Quando for impeditivo o emprego das VBCCC no interior da cidade, essas viaturas devem ocupar pontos na orla da localidade em que possam apoiar o movimento dos fuzileiros utilizando seus optrônicos e tiros precisos se for permitido, conforme verifica-se na figura 1.

Os fuzileiros blindados, sempre que possível, devem atuar embarcados durante o deslocamento nos eixos de progressão, desembarcando somente quando necessário (identificação de arma anticarro, obstáculo intransponível pela VBTP, etc.) ou para a conquista do objetivo.

O apoio de fogo de morteiro ou artilharia, normalmente limita-se ao tiro iluminativo e emprego de fumígenos, além de previsão de concentrações ou barragens nas vias de acesso fora da localidade.

O apoio de engenharia, embora não seja orgânico da FT SU Bld, torna-se essencial para garantir a mobilidade. Dentro das cidades, cada vez mais se verifica a utilização de dispositivos explosivos improvisados (IED), tornando-se uma das maiores ameaças nos conflitos atuais. Além deles, as áreas edificadas são locais em que facilmente se constroem obstáculos para viaturas, tais quais barreiras de entulhos, fossos anticarro, entre outros.

Com relação a logística da SU, os maiores impactos serão na manutenção das viaturas blindadas e transporte de feridos. Os ressuprimentos ocorrerão antes do início do movimento e após a conquista do objetivo, não trazendo impactos para a operação. Assim, os meios logísticos da FT SU Bld inicialmente permanecem embarcados, fora da localidade, e após a conquista dos objetivos e estabelecimento da segurança, esses meios desdobram no interior da localidade, aproveitando-se, quando possível, dos recursos locais.

No exercício realizado na cidade de Silveira Martins, todos esses preceitos abordados foram ensinados e executados pelos estagiários, que atingiram o êxito da missão.

É evidente que estudos mais aprofundados, assim como experimentações doutrinárias devem ser realizadas por tropas adestradas e com uso de meios modernos de simulação para que essa “solução” seja testada e confirmada. No momento, o CI Bld cumpre seu papel mantendo-se atualizado na doutrina de emprego das tropas blindadas, atento ao que vem ocorrendo no conflitos atuais e disposto a colaborar na especialização dos nossos quadros e com a evolução da doutrina militar terrestre.

AÇO, BOINA PRETA, BRASIL!

Fabiano Dall’Asta Rigo – Cap Inf
Instrutor do CI Bld
Carlos Alexandre Geovanini dos Santos – Ten Cel
Comandante do CI Bld

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Bueno
Bueno
1 ano atrás

que caixa preta é esta encima da torre de alguns leopardo?

Grato!

Alex Nogueira
Alex Nogueira
Reply to  Bueno
1 ano atrás

Provavelmente algum designador de alvos IR/Laser? Deve ser algo semelhante ao que está sendo testado/oferecido na modernização do EE-9 Cascavel.

Fabio
Fabio
Reply to  Bueno
1 ano atrás

São todos os sensores óticos do carro. (Telêmetro, IR, etc)

Gabriel
Gabriel
Reply to  Fabio
1 ano atrás

Todos errados! É um DSET da SAAB, bote os “disparadores” de laser na boca dos canhões.

Essas caixas pretas possuem algo semelhante a bombas pirotécnicas, para fazer uma simulação do barulho e fumaça de um disparo.

Se procurar Leopard 2A6 Alemão, verá algo semelhante.

Defensor da Liberdade
Defensor da Liberdade
1 ano atrás

Meu sonho era ver uns Leopard 2a6 ou T90 MS, e uns CV-90 nas nossas fileiras.

DOUGLAS TARGINOO
DOUGLAS TARGINOO
Reply to  Defensor da Liberdade
1 ano atrás

Rapaz, eu particularmente, sempre prefiro os armamentos Russos! São mais bonitos e aparentemente melhores ou iguais aos acidentais.

Felipe Morais
Felipe Morais
Reply to  DOUGLAS TARGINOO
1 ano atrás

Aparentemente pra sua opinião né Douglas? Pq na prática, quando se trata de blindados, o uso real mostrou a inferioridade de CCs russos frente CCs ocidentais. Atualmente, os russos possuem blindados de respeito (t90 e armata), mas daí dizer que estão na frente dos ocidentais, só a mídia estatal russa mesmo. E,pelo visto, há pessoas que caem nas lorotas deles.

Dodo
Dodo
Reply to  Felipe Morais
1 ano atrás

Até onde eu sei,são os m1 abrams e os Leo2 que estão sendo fritados feito churrasco a cada dia nos teatros do Oriente médio. Se não me engano,vi um vídeo uma vez de um t90 sirio resistindo a um impacto direto de um kornet . Em tema de blindados,a superioridade do material russo é incontestável, os caras tem quase 100 anos de experiência nesse tipo de veículo,desde a época dos putilov garfords2na 1 guerra mundial que os russos utilizam de blindados em combate

Agnelo
Agnelo
Reply to  Dodo
1 ano atrás

Então, vc precisa saber mais, companheiro…
Eu também….pq ainda não li sobre os Bld russos desde a 1ª GM….

Gabriel
Gabriel
Reply to  Dodo
1 ano atrás

T-90 virou sucata contra TOW, que tem menor penetração que um Kornet. Um M60-T turco sobreviveu a um Kornet e outro foi detonado. Ogivas Químicas podem falar ou não penetrar 100% de sua capacidade, por isso um Kornet penetra ATÉ 1250 mm após ERA e não PENETRA 1250 mm. As únicas munições que são mais eficazes são cinéticas. Veja o Merkava IV, todos os Kornets disparados na Faixa de Gaza foram interceptados pelo Trophy. T-90 é sim melhor protegido que um M1A1 e un Leoaprd 2A4, mas é inferior á um M1A2 TUSK III/Sep V3 e MUITO inferior a um… Read more »

Rafael M. F.
Rafael M. F.
Reply to  Dodo
1 ano atrás

100 anos? Russos? Os primeiros a criarem uma força blindada sobre lagartas foram os britânicos em 1916. E os franceses que deram a configuração definitiva ao tanque, com o FT-17.

O primeiro tanque russo produzido em escala foi uma cópia do FT-17.

Gonçalo Jr.
Gonçalo Jr.
Reply to  Dodo
1 ano atrás

Vc precisa saber mais mesmo. Há videos de T-72 sendo destruídos por uma simples guarnição com vários modelos ocidentais e soviéticos de mísseis anti-tanques e RPGs além de um combatente destruindo um T-72 com uma simples granada de mão lançada no tubo do canhão.

https://www.youtube.com/watch?v=i3vKrM4Z4SE
https://www.youtube.com/watch?v=-PIXJCh8OuU
https://www.youtube.com/watch?v=1hwnQ72t5R8

Aliás, com a qualidade de mísseis anti-tanques e RPGs hoje em dia dificilmente blindados escapam de, no mínimo, serem imobilizados mesmo com blindagem reativa.

Doug385
Doug385
Reply to  Dodo
1 ano atrás

Certamento o T-90 que você viu resistindo a um impacto direto não foi este aqui: https://defence-blog.com/army/syrian-militants-destroyed-russia-made-t-90-near-of-abu-kamal.html
A arma anti-tanque moderna é o terror de qualquer blindado, seja ele qual for. Não há defesa reativa ou blindagem que resista, chegaram ao limite. A única solução concebível daqui pra frente é a defesa ativa.

ScudB
ScudB
Reply to  Dodo
1 ano atrás

Doug!
Este em particular foi capturado (estava parado devido uma falha técnica na transmissão) e queimado pelos próprios barbudinhos pois não conseguiram dar partida (existe tb a versão que foi destruído pelos russos). De qq modo – falha humana.
OBS : O outro T-90 capturado eles estavam rebocando de canto para outro como propaganda ambulante e foi recapturando poucos meses atras.
Um grande abraço!

Rodrigo LD
Rodrigo LD
1 ano atrás

O texto é de autoria do Cmt do CIBld (ver http://www.cibld.eb.mil.br) que são publicados periodicamente na página do Centro, e não o contrário. Aqui está apenas uma transcrição.

Augusto L
Augusto L
1 ano atrás

Investida seletiva, é o que ? É quando dois CCs param para da fogo de cobertura para os outros 2 progredirem?
Agora, só pra complementar, o EB junto com a FAB deveriam buscar as novas técnicas de CAS que os americanos adotaram para cenários assim.
E se uma operação dessas ocorrer, acho que o uso de FEs, bem o uso de forcas paramilitares( policia, bombeiros e até alguns civis) devem ser empregados.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Um investimento pode ser seletivo ou sistemático.
No sistemático, vai se “varrendo” casa a casa, quarteirão por quarteirão, “lado a lado”, até se conquistar os objetivos.
Demora, é caro e arriscado.
No seletivo, a tropa parte rachando por vias q os comportem até os objetivos desejados. Sem “limpar” nada pelo caminho, só reagindo pelo fogo contra as ameaças.
Perto do objetivo, sim, se “limpa” a área.
O resto da cidade, longe dos objetivos é patrulhado.
Civis podem ser recrutados por FEsp, dependendo da situação.
Outras Forças não se enquadram, pq não é “tiroteio”, é combate de alta intensidade.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Agnelo
1 ano atrás

Ah sim, então não tem nada haver com táticas de CCs, mas como um modo de emprego das forças em geral como um todo. Agora, Agnelo sobre os paramilitares, só comentei, por causa da guerra na Siria-Iraque e até na do Iêmem, onde as forças paramilitares fazem a maior parte do contingente, e como esse treinamento, na minha visão, é praticamente o cenário dessas guerras, eu achei plausível o emprego. Mas agora sabendo o que é investimento seletivo, e vendo as regras de engajamento que o artigo apresenta, eu percebo que esse uso de paramilitares similar aos conflitos atuais do… Read more »

Agnelo
Agnelo
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Esse é o outro lado na moeda.
Ao mesmo tempo q se arrisca muito indo de casa a casa e fica extremamente desgastante, é muito arriscado partir pro seletivo, pelo o q vc falou.
O Cmt deverá fazer uma análise e decidir.
Localidades pequenas podem ser sistemáticas. Grandes, seletivas.
Uma FT Bld ou Mec tem a oportunidade de se proteger melhor.
Normalmente, os carros se deslocam cada um apontando a torre para um lado.
Tem uma situação no Iraque q um Abrans deu uma cassetada com o cano em uma pilastra q tocou o horror no carro.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
1 ano atrás

Para começar os blindados tem que ter defesa ativa, do contrário serão destruídos facilmente já que pode surgir alguém com RPG ou kornet de qualquer canto em um cenário urbano.

Flávio Henrique
Flávio Henrique
Reply to  SmokingSnake 🐍
1 ano atrás

Isso é muito caro para ser em todos os blindados. Um jeito mais eficiente seria implantar em: unidades especializadas em Guerra Urbanas (GU), essas com todos (ou quase todos) blindados com sistemas de defesa ativas, essas unidades teria como objetivo conquista locais urbanos/alvos em locais urbanos; Já a unidade que garantirá o controle da área precisará de nenos meios com tal sistema (pois a unidade de GU já terá eliminado/diminuído a ameaça); E por ultimo as unidades de reconhecimento deverá ter seus blindados com tal sistema tendo em vista que darão mais change de sucesso em repassar informações.

Fabrício Barros
1 ano atrás

Fico a pensar o que deve ter mudado nas táticas de conflito urbano o uso de veículos como o BMPT. Alguém saberia dizer se há textos sobre isso? Obrigado.

Recce
Recce
1 ano atrás

Se o Exército Brasileiro do mundo real fosse efetivamente equipado como consta nos manuais de campanha, estaríamos muito bem.

Exemplo:

Consta no manual IP-7-35 (O Batalhão de Infantaria Leve) que cada BIL deveria possuir:

1 Seção AC com 3 peças do CSR Carl Gustav em cada uma de suas companhias de fuzileiros. Um total de 9 peças por Batalhão.

1 seção AC com 4 peças (posto de tiro/lançador e guarnição) de míssil anticarro de médio a longo alcance.

1 Grupo de Autodefesa Antiaérea, com 3 peças (posto de tiro/
lançador e guarnição) de mísseis antiaéreos.

Recce
Recce
Reply to  Recce
1 ano atrás

Comentário feito no lugar errado, por favor excluir.

Giovani Bento
Giovani Bento
1 ano atrás

Off topic, mas nem tanto como diria o Maurício. Semana passada visitei o 3 RCC e o 13 BIB em Ponta Grossa-PR. No 3 desfiz a impressão que tinha de que o M-60 e o Leopard 1A5 fossem de tamanhos equivalentese e o M-41 fosse bem menor do que realmente é. FiqueIsso impressionado com a altura, inclusive das lagartas, do M-60. No 13, além de conhecer o Museu, tivemos a oportunidade de andar em um M-113 com lagartas de borracha pelas ruas do quartel próximo à garagem dos carros. A enteada de 12 anos, que desde uma visita ao TG… Read more »

Ivan BC
Ivan BC
Reply to  Giovani Bento
1 ano atrás

Kkkk legal a história. Parabéns, Giovani Bento! Eu também pretendo fazer uma visita semelhante.

GIOVAN BENTO
GIOVAN BENTO
Reply to  Ivan BC
1 ano atrás

Se for no 13, tomara que tenha a sorte de ser recepcionado pelo Sd. Slusarz.
Desculpem pelos erros de português. Teclado de celular velho travando.

GIOVANI BENTO
GIOVANI BENTO
Reply to  Ivan BC
1 ano atrás

Se for visitar o 13, tomara que tenha a sorte de ser recepcionado pelo Sd. Slusarz.
Desculpem pelos erros de português. Teclado de celular velho travando.

Camargoer
Camargoer
1 ano atrás

Olá Colombelli. Na área científica também temos este procedimento. Há quem executa a pesquisa e escreve o trabalho, e há quem coordene o trabalho e revise o texto. Estas oportunidades são importantes para explicar algumas coisas. Obrigado.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Camargoer
1 ano atrás

Olá Colombelli. Entendo sua opinião, mas acho que a questão da autoria de um trabalho é mais que escreve-lo. Algumas vezes, foram as conversas diárias do orientador com os alunos que deram a direção da pesquisa. Neste caso, o trabalho intelectual foi fundamental para a execução do trabalho, enquanto que a redação final foi apenas a execução técnica. Em algumas revistas científicas, é necessário descrever (resumidamente) o que cada autor fez no momento, cabendo ao Editor da revista rejeitar o manuscrito se não considerar razoável a justificativa para cada co-autor. É um assunto bem complexo que volta e meia aparece… Read more »

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Camargoer
1 ano atrás

Na FAB não é assim. Cmt não assina nada de ninguém.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Apenas como ilustração hipotética: como se daria o cerco em uma cidade como o Rio de Janeiro, levando em conta um eventual conflito sem que se possa evacuar a população?

DOUGLAS TARGINOO
DOUGLAS TARGINOO
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Acho que nem o exercito sabe, quem dirá os leitores aqui kkkkkkkkkkk

Gonçalo Jr.
Gonçalo Jr.
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Seria como propôs um General do EB em 1990: A marinha patrulhando, fiscalizando, prendendo e combatendo em sua jurisdição, a FAB no ar e em aeroportos fazendo o mesmo e o EB invadindo as favelas junto às forças de segurança do estado.

A PF e PRF atuando em suas respectivas áreas. Isto é, uma intervenção militar mesmo no estado colocando-o em estado de sítio.

Mas aí veio o Brizola…

Dodo
Dodo
Reply to  Gonçalo Jr.
1 ano atrás

Cara vc não entendeu a pergunta, ele não quis saber de combate à crime organizado,a pergunta é sobre o que uma unidade militar faria caso tivesse que conquistar uma grande metrópole sem que a população evacuasse da mesma.
Ps. A sugestão desse general que vc mencionou é EXATAMENTE o que está sendo feito atualmente no Rio

Gonçalo Jr.
Gonçalo Jr.
Reply to  Dodo
1 ano atrás

Dodo 21 de julho de 2018 at 16:05 “Cara vc não entendeu a pergunta, ele não quis saber de combate à crime organizado,a pergunta é sobre o que uma unidade militar faria caso tivesse que conquistar uma grande metrópole sem que a população evacuasse da mesma.” R.: Você é quem não entendeu NADA. Ele nem ao menos fala em “uma unidade militar” e se vc não sabe o que é unidade militar recomendo ler mais um pouco. Só para citar algumas unidades militares do Rio de Janeiro. Explicando pra vc entender o que é unidade militar, cada uma dessas abaixo… Read more »

Delfim
Delfim
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Intervenção total na cidade do Rio de Janeiro – sem evacuar a cidade ? A densidade demográfica média estimada do Rio, é de… 5.500 hab/km². A mesma da Faixa de Gaza. Sabe quantas pessoas morrem a cada intervenção israeli por lá ? Pois é. E na Rocinha a densidade é perto de 50.000 hab/km². Imagina o número de casualidades e o desgaste institucional. . E cada janela pode ter um RPG. Cada bueiro pode ter um IED. Cada barraco no alto do morro pode ter um MANPAD. . Sun Tzu ensinou que cidades populosas deve ser evitadas. Parece que nossos… Read more »

ScudB
ScudB
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Pois é..
RJ , SP , Moscow, NY, etc – não tem como garantidamente(!) tomar as cidades grandes sem perdas catastróficas dos dois lados: termobáricos e HE de um lado , e RPG/TOW/Cornet/M4 – do outro.E mesmo levando os prédios ate o nível do chão os blindados não passam devido os escombros e IED. Somente com um rio de sangue.

Agnelo
Agnelo
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Quando há necessidade de entrar em uma localidade grande assim, utiliza-se o investimento seletivo.
Conquista-se objetivos importantes sem “limpar” casa a casa.
O isolamento se da controlando as principais vias de acesso.
Metrópoles são impossiveis de se controlar totalmente.
Um investimento a uma cidade assim tem de ter objetivo muito claro e definido.
Como a queda de um governo garantido, uma instalação ou entroncamento de estradas vitais.

No campo ou na cidade, não há uma campanha só convencional ou de guerrilha.
Hj, tudo sempre ocorrerá junto, com raras exceções.

Matheus de Oliveira
Matheus de Oliveira
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Sou leigo, mas o mais correto nessa (para a tomada de objetivos, sem importar para a população) hipótese seria uma blitzkrieg, com bombardeios aéreos, artilharia terrestre e naval, eliminar a possível força defensora e então ocupar com os blindados a cidade!

Agnelo
Agnelo
Reply to  Matheus de Oliveira
1 ano atrás

Uma destruição das edificações cria mais abrigos, caminhos desenfiados etc, dificultando para o atacante.

ScudB
ScudB
Reply to  Matheus de Oliveira
1 ano atrás

So bombardear e lançar mísseis não adianta (vide casos da SGM , ou Servia , ou Raqqa, Alepo, etc) Sem infantaria pisar no solo e pagar com sangue Você não vai ocupar nada.. Ou levar ao chão tudinho (junto com civis) , ou roer e mastigar andar por andar , prédio por prédio , quadra por quadra.Neste cenário os blindados sempre ficam em desvantagem sem cobertura mutua. Um pelotão com granadas termobáricas e ATGM vale mais que um regimento de M1 ou T-90.Essa é a realidade de guerra urbana. E isso não vai mudar nos próximos 10-20 anos. Um grande… Read more »

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Pra mim, é o cenário mais provável de combate no nosso TO. . É uma ilusão pensar em Guerra convencional, onde se contornam as regiões urbanas, para levar a luta contra um inimigo para o campo aberto, longe da população… Isso é passado. . O Brasil cresceu. Em qualquer parte do interior, se tem uma vila ou cidadezinha, que pode representar um bolsão de resistência em um conflito, isso pode ser tanto a favor como contra o Brasil! É importante observar isso. Com a disseminação de táticas de insurgência e artefatos como os IEDs, vai ser impossível contornar esses bolsões… Read more »

Delfim
Delfim
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Com uma distribuição demográfica adequada, aumentariam o número de cidades médias até 100.000 habitantes, tornando uma progressão por território brasileiro mais espinhosa.
.
O M113 é um caixão mas tem lagartas, aqui no Rio os narcoguerrilheiros colocam obstáculos que impedem os Mavericks de passar, e possivelmente impediriam os Guaranis também.
.
Há tempos os M113 israelis não chegam a menos de 100 metros da zona quente.
.
Olhem como um TOW transforma um T-72 numa “caixa de palhaço” flamejante. Sem impacto direto.
https://youtu.be/E1VWPOpYbQI

ScudB
ScudB
Reply to  Delfim
1 ano atrás

kkk
Amigo Delfim!
Lembra esse dai? https://www.youtube.com/watch?v=Wffv5NCrrvc
Então , Robert C. Reid da LM pediu desculpas por colocar 40 quilos de explosivo adicional para teste. Seria bom tb perguntar da falida GE (se não me engano Hughes alguma coisa) qual foi uma artimanha neste caso. Não acha interessante a ideia?
Um grande abraço!

ScudB
ScudB
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Au-au…

Zé
1 ano atrás

Para tomar uma cidade vai precisar de muita Infantaria e Engenharia Blindada, CSR, AT4. Apoio de “Tanks”, Helis além de Artilharia e Morteiros. Gostaria de ver a composição da tropa nesse exercício. Ataque linear não está ultrapassado? A tropa não deveria atacar de várias direções dificultando a defesa?

Russian Bear
Russian Bear
1 ano atrás

O Brasil simplesmente não possui NENHUMA capacidade técnica e teórica para enfrentar uma guerra urbana nos moldes da Síria ou de Israel. Os blindados não possuem nenhuma capacidade defensiva, seja proteção ativa ou passiva, ou mesmo nenhum destacamento capaz de identificar baterias de mísseis antitanque ou mesmo IED e minas. Não existe guerra urbana sem equipamento adequado e principalmente uma força intregrada com helicópteros de ataque, drones, apoio aéreo ou mesmo mísseis de cruzeiro. O resto é pura falácia. A Rússia demonstrou grande capacidade na guerra da Síria, utilizando toda sua força integrada, devolvendo ao governo sírio mais de 80%… Read more »

Morais
Morais
1 ano atrás

Uma pergunta de paisano: na primeira foto está representada uma unidade padrão da cavalária blindada do EB? E como ela se chama, esquadrão, pelotão?

Agnelo
Agnelo
Reply to  Morais
1 ano atrás

Aquilo ali é uma Força-Tarefa (fração temporária).
Percebe-se 4 “grupo” bem definidos. 2 com 4 Leo e 2 com 4 M-113.
Mais um Leo ao centro.
Percebe-se q é uma FT equilibrada (mesmo número de Fuz e CC) com base em um Esqd CC, por ter o Carro do Cmt.
O resto é mais Temporário ainda.
As Vtr dos exploradores, q são do Esqd (cavalaria) ou Companhia (infantaria) de Comando e Apoio de um, respectivamente, RCC ou BIB.
E tem os meios relacionados ao Gepard e Vtr de Apoio q nem entrariam em uma fração de manobra assim.
Sds

Morais
Morais
Reply to  Agnelo
1 ano atrás

Obrigado.

Ivan BC
Ivan BC
1 ano atrás

Linda imagem! Parabéns a todos!

Augusto L
Augusto L
1 ano atrás

Interessante é ver a nova estrutura de Squad(Grupo de combate), do USMC.
São 12 homems, 2 fire teams,( esquadra) de 5 homens, sendo um responsável pelos drones da esquadra, mais 2 homens, o comandante do squad(GC) e o responsável pelos drones em nivel de GC.
O uso de drones em nivel de esquadra e GC, vai revolucionar o combate.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Principalmente esse urbano !

Augusto L
Augusto L
1 ano atrás

Só relembrando aos desavisados, que o US Army, tomou Bagdá em assalto em 2003, e foi uma investida seletiva !
Sendo a mais famosa dele as feitas pela forca tarefa blindada da 3° divisão de infantaria, os famosos Thunders Runs.
https://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_Baghdad_(2003).

ScudB
ScudB
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Incompatível.
Deve pegar como exemplos Falujah ou Grozny.
Bagdá é um exemplo da outra historia : investida financeira (comprando “alta escalão” e tirando as guarnições mais aptos da frente).As ruas largas com pouca resistência do exercito vendido e traído faz de Bagdá um péssimo exemplo de assalto do gênero principalmente após Raqqah , Al-Bab, Aleppo , Dumah , etc
Alem disso os americanos estavam se lixando com perdas dos civis no caso de Bagdá : atiravam e bombardeavam a vontade – antes disso e em processo imediato.
Um grande abraço!

Augusto L
Augusto L
Reply to  ScudB
1 ano atrás

As Guardas Republicanas continuaram atuando junto com os Fedayeen e Ansar al-Islam. Mas você tem razão, a CIA conseguindo desmobilizar o exercito iraquiano, junto com a capanha de bombardeio desde de 2002, vale lembrar também a falta de comunicação, a radio iraquiana em Bagdá, informava que eles estavam ganhando, mas isso tudo não desmerece a comparação, aliás mostra taticas que podem ser empregadas. E as batalhas de Fallujah (2°) e a também 2° batalha de Grozny mostram como vencer com poucas baixas. A primeira batalha de Grozny foi um fiasco total com 5000 mil mortos do lado dos russos, enquanto… Read more »

Russian Bear
Russian Bear
Reply to  ScudB
1 ano atrás

Exatamente, a invasão do Iraque foi feita com grande facilidade. Sabemos que o exército iraquiano foi comprado para não oferecer o mínimo de resistência. Tanques abandonados em avenidas e destruídos como se fosse um filme de hollywood. Sabemos muito bem quando uma força realmente está bem organizada e motivada, faz um enorme estrago em qualquer potência do mundo, vide Vietnã e Afeganistão. Onde a maior potência do mundo (USA) não conseguiu conquistar seus objetivos.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Russian Bear
1 ano atrás

Acredito que há necessidade de mais estudo sobre essa Guerra. A situação do Exército iraquiano deve-se muito mais a forma como planejaram, como era conduzido por Saddan e como estavam mais preocupados com o Irã. Não foi passeio, como muitos acham, só q a defesa não estava “convencionalmente” organizada, mas com base em fedayins. Descordo sobre o bombardeio contra população e tiros a esmo. Muito pelo contrário… O Gen Wallace, Cmt do C Ex na Operação, chegou a afirmar o quanto a Art foi desnecessária de se levar, e como é impossível controlar a imprensa. A melhor forma de combater… Read more »

Zé
1 ano atrás

E eu preocupado em ter baixado demais o escalão ao pensar em alocar drones até nivel pelotão. ..USMC já está no nivel esquadra?!

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Obrigado aos comentaristas pelas respostas. Sr. Bardini, muito interessante sua explicação e aos outros comentaristas reitero meu apreço.

Ivan BC
Ivan BC
1 ano atrás

Acho que a forma mais interessante de invadir uma cidade é justamente não invadindo kkkk pelo menos não no primeiro momento; na prática eu tentaria ficar 2-3 meses nos arredores (cerco) de uma cidade, não deixar passar nada, cortar energia, comida e água…a noite lançaria misseis e morteiros para atrapalhar o sono; tentar escutar, através de rádios, a conversa do inimigo. O inimigo tem o privilégio de montar armadilhas, de ficar nas melhores posições, de conhecer o terreno e de ser normalmente o primeiro a atirar. É muito complicado invadir um bairro ou uma cidade, quem já perdeu um minutos… Read more »

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Sr. Ivan BC esta é a tradicional guerra de cerco. Infligir o máximo de dor ao inimigo quer física ou psicologicamente. Restringir ou mesmo negar acesso à água e víveres. Demora mas dá resultado. Li que na II GM os alemães eram especialistas em guerra de cerco e também foram sobrepujados pelos russos em Stalingrado. Em Sebastopol foi uma batalha de artilharia tamanha a destruição que fizeram. Alemães e russos impuseram terror uns aos outros e quem mais sofreu foi a população civil. Obrigado pela explicação. Tinha esquecido dessa estratégia.

Agnelo
Agnelo
1 ano atrás

Normalmente, a média de população Q sai de uma cidade nestas condições é de 20%. Pode chegar a 40. Muito difícil mais Q isso.
Um cerco Q leve a tamanho sofrimento a população existente ali não passa nas Considerações Civis de um planejamento.

Wellington Góes
Wellington Góes
1 ano atrás

Aproveitando o assunto, mas fugindo um pouco dele….. Alguém sabe dizer a quantas anda o interesse do EB em adquirir mais Leo 1A5?! Lembro do interesse dos CC italianos, que ao que parece estariam sendo aposentados por lá, mas não li, vi, ou ouvi, mas nada sobre o assunto.

Camargoer
Camargoer
1 ano atrás

Olá Colegas. Chamou a minha atenção um trecho no início do texto sobre que menciona a “ênfase no aspecto humanitário e atendendo fielmente os preceitos do direito internacional dos conflitos armados”. Há alguns dias, tivemos uma longa discussão sobre este tópico no caso de intervenções no exterior. Talvez isso mostra que a discussão sobre direito internacional ainda precisa ser aprofundada aqui no blog.

Carvalho
Carvalho
1 ano atrás

Importante para entender o exercício:
No texto fala:
“Na localidade, havia pequena presença inimiga e uma fábrica de munições em processo de desmobilização”
Ou seja, a premissa de emprego da FT, e como tal, sua composição e proedimentos, considera uma fraca oposição.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Carvalho
1 ano atrás

Na verdade, uma localidade pode ter menos defensores “por área”, do q uma P Def no terreno.
Ou seja, quem defende, economiza tropa em uma localidade, e quem ataca tem de considerar q o Poder Relativo de Combate do defensor é maios.
Sds

Carvalho
Carvalho
Reply to  Agnelo
1 ano atrás

Sim Agnelo,
Mas vários comentários aludiram a ATGMs na defesa da posição, como indicativo da fraqueza do dispositivo empregado no ataque.
Meu comentário é de que a composição da FT, inclusive com os M-113, considera a premissa de fraca oposição.
É importante reforçar: nenhum Cmdt minimamente preparado se joga em um labirinto urbano sem saber o que vai enfrentar.
Sds

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Reitero meu apreço aos comentaristas que ilustram com clareza o assunto abordado. Muito obrigado.

ScudB
ScudB
1 ano atrás

Mestre Colombelli! Na teoria sim. Mas hoje com painel solar , filtro de membrana de koch e radio digital fica mais difícil garantir esta lógica .Alem disso as células de resistência tem condições sobrepor seu papel de defesa sobre direito dos civis como aconteceu no Aleppo e outras cidades da mesma porte : tomar agua e comida deles , levar carros e geradores , combustível , transceptores , etc Na SGM as idades e fortalezas resistiam mesmo sem agua ,energia ou ate condição mínima de viver.Vide Brest, Minsk ,Leningrad ,.. Veja Raqqah ou Aleppo.As nossas cidades passam semanas e meses… Read more »

Carvalho
Carvalho
Reply to  ScudB
1 ano atrás

Não parece haver muito sentido em imobilizar uma FT blindada para fazer minguar a resistência de uma pequena cidade com fraca defesa. Expõe a tropa a maior risco do que a conquista da posição.
No caso específico da AL, nAo se lutara por território….mas para suprimir força inimiga, seja ela convencional ou insurgente.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Carvalho
1 ano atrás

Nos inúmeros artigos militares que observaram as guerras de Israel na Palestina e Líbano, como também as guerras do Iraque e Afeganistão, e agora a guerra civil na Síria, o uso de tanques no combate urbano se mostrou crucial, porem requer grande investimento em treinamento e tecnologia, mas sem eles é muito improvável fazer uma campanha numa cidade só com infantaria.
Fico pasmo, como tem gente que ainda nega isso, é como os generais da década de 30 que negavam a ascensão do poder aereo, dos blindados como centro de batalha e da guerra movel.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Prezado Se me permite acrescentar, as críticas se baseiam na base do “olha esse ou aquele CC como foi destruído”, mas se esquecem de algo muitíssimo importante… na guerra no solo ocorrem baixas, por melhor q sejam os meios e os homens. Há uma constante adaptação de TTP e meios por conta disso. A forma como os iraquianos tomaram um sacode na 1ª Guerra do Golfo, os levaram a se adaptar, o q gerou muitos prejuízos aos americanos na 2ª Guerra do Golfo. Os russos tomaram um sacode em Grosny no mínimo bizarro, o q os levaram a rever conceitos… Read more »

Hammer
Hammer
1 ano atrás

Esperar 3 meses pra tomar a Vila Cruzeiro ou St Vith?

Agnelo
Agnelo
Reply to  Hammer
1 ano atrás

GLO é outra coisa, inclusive dependendo de como a lei específica para cada operação prevê como as FFAA irão atuar.

Bueno
Bueno
1 ano atrás

obrigado a todos!
Dei uma pesquisada encontrei, faz parte do Simulador Laser BT46 da SAAB , é o lançados dos efeitos pirotécnicos visuais fumaça e sonoro do tiro

Tem uma matéria aqui do forte , e esta foto esta nesta matéria também.
http://www.forte.jor.br/2015/09/30/sistema-da-saab-integra-simulacoes-em-grande-exercicio-do-exercito-brasileiro/

Augusto L
Augusto L
1 ano atrás

A ação de Israel foi em 2005 e não em 2008, e só 5 tanques foram destruidos, o resto voltou a batalhar e a operação Escudo Protetor de 2014 não teve nenhuma baixa de tanques, e em Fallujah em 2004 foi usado Abrams nas ofensivas, sem nenhuma baixa. É caro é, é proibitivo pra alguns é, mas o emprego de uma FT blindado no estado da arte e bem treinada é crucial, ainda mais tendo uma enorma pressão civil para não causar muitas baixas civis, que não tem $$$ vai ter que se contentar ou a ter muitas baixas de… Read more »

Augusto L
Augusto L
Reply to  Augusto L
1 ano atrás

Primeiro que nunca falei sobre emprego maciço de tanques em áreas urbanas, disse sobre o emprego tanques, ou voce enxerga que eu falo que o emprego de tanques em areas urbanas como na guerra convencional, ou faz de propósito para desconsiderar meu argumento com acusações falsas. Agora sobre o Líbano em 06, o artigo da Wikipédia – https://en.m.wikipedia.org/wiki/2006_Lebanon_War. Voce verá, que dos tanques atingidos só 5 foram perdidos, o resto reparado e voltou a funcionar. Mas em 2014, com as lições aprendidas e novas tecnologias, empregaram no ambiente urbano de gaza sem perdas. Acho que Fallujah, nem preciso falar, ja… Read more »

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Apenas para complementar: em Stalingrado houve um cerco e ao mesmo tempo uma hesitação do Marechal Paulus em se retirar. Por um tempo o general se não me engano Hauser ,deu uma abertura de oitenta quilômetros para que Paulus pudesse se retirar com o 6º exército e este marechal não o fez. O Volga estava congelado e as tropas russas apenas esperaram o inverno fazer o serviço, visto ter os alemães terem lançado bombas incendiárias sobre à cidade ( na invasão anterior)e que foi um erro para os próprios alemães. tentaram de tudo para fazer o reabastecimento via aérea pois… Read more »

Agnelo
Agnelo
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Tenho um colega de turma de AMAN, q o pai dele é Sgt do EB da reserva.
Seu avô é um desses 5 mil.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Há erros: pontuação verbo ter no lugar de haver, uso de maiúsculas indevidamente. Desculpe pois sou péssimo digitador e o teclado mais a minha ansiedade atrapalham. Peço desculpas.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Sr. Agnelo. O avô de seu amigo foi um dos felizardos. Um tio italiano(já falecido) conseguiu fugir de um campo de prisioneiros russo. Minha tia(Deus a tenha)sofria e muito com os pesadelos e delírios que este tio possuía. Enfim, passado de sangue e lágrimas. minha opinião pessoal: a história tende a ser repetir de forma mais sutil. e não menos brutal. Stalingrado foi a maior batalha de duas forças totalitárias que até hoje serve de estudo e pesquisa rever acertos e erros de estratégias. Grande abraço.