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Estágio de Caçador no 58º BI Mtz

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Aragarças (GO) – No dia 3 de agosto, foi realizada a formatura de encerramento do Estágio de Caçador do Comando Militar do Oeste, conduzido pelo 58º Batalhão de Infantaria Motorizado (58º BI Mtz).

Durante duas semanas de muita dedicação, abnegação e superação, os militares concludentes do estágio tiveram a oportunidade de aprender técnicas de caçada, técnicas de tiro em alvo móvel, avaliação de distâncias e realizaram marchas conduzindo todo o material para realização do tiro de caçador.

O especialista Caçador deve estar em condições de permanecer imóvel no terreno por longos períodos de tempo, independente das condições climáticas e do horário, a fim de que sua posição estratégica não seja denunciada e para, no momento exato, atingir seu objetivo, ou seja, eliminar um alvo predeterminado, portanto, exige-se dos voluntários que desejam possuir essa especialização muita técnica, concentração e preparo físico.

O Caçador é considerado um eficiente multiplicador do poder de combate, tendo como principais missões eliminar e neutralizar alvos e destruir meios materiais, utilizando técnicas, táticas e procedimentos especiais, seja em situação de guerra e de não guerra.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

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    • Se fosse para chutar eu imaginaria que esse tipo de operador tem como objetivo abater alvos importantes, então normalmente 1 unico alvo entre vários. Com isso disparar com silenciador não é prioridade depois que o primeiro alvo é abatido, ele normalmente bate em retirada.

      O barulho do disparo, também ajuda a causar pânico, facilitando a fuga.

      MAs imagino que em missões em que seja imperativo ser discreto, eles acabem usando armas suprimidas.

    • Aldo, com munição supersônica não funciona tão bem e a ideia que a distância compensa o ruido. Dependendo dela. quando o som chega, o alvo ja foi atingido e o atirador ja se recolheu. Mas no caso específico o motivo de não usarem é a falta de adaptação de nossas armas pra isso

      • O supressor não elimina o ruído, pela munição supersônica, mas praticamente elimina o flash e diminui muito a poeira, movimentação da vegetação, etc..

        Aqui não se usa pelo que você falou mesmo..

        Para usar o AGLC seria melhor qualquer M700 tático, que além de mais barato já vem com esta previsão do supressor.

        • Rodrigo, efeito de poeira ocorre mais é com o .50. Com 7,62 é bem pouco. Já o clarão de dia é praticamente invisível. Porem em dias nublados é um fator relevante.

  1. Alguém sabe informar mais ou menos quantos desses caçadores (snipers) as Forças Armadas possuem ?? O nível de treinamento de nossos militares caçadores é bom ?? Seriam capazes de causar muitas baixas em um hipotético invasor ?? Os armamentos utilizados são bons ou deixam a desejar ??

    • Cada CMil A forma uma média de uns 20 por ano.
      Sendo q estes podem formar equipes em suas unidades.
      Tem bom treinamento e costumam utilizar, normalmente, o AGLC.
      A função do Caçador não é causar muitas baixas, mas baixas importantes, como Cmt de fração, operadores de armamentos ou meios importantes ou materiais importantes.
      Além disso, são um importante meio de coleta de informações, pois atuam em área normalmente de posse do Adv.
      Não são Caçadores de Operações Especiais. Estes são empregados de outra forma.
      Não sei como está a distribuição mais atual de armamento.
      Os de OpEsp utilizam o de melhor e mais moderno.
      Os da tropa, o AGLC.

      • Aliás, falei com um colega, adjunto de comando da EASA e que fez curso de sniper nos EUA e que disse que o AGLC é muito ruim, resultando de gambiarras.
        Ele usava um Sig Sauer.
        Também o FAL com luneta tem sido usado pelo pessoal nas OM.

        • Na verdade, não é ruim, é Básico demais.
          O q ouvi?
          Nos EUA, o caçador usa armamento pro tiro AP de 1200m. AM pra 2200 m.
          O AGLC é de 800m no máximo.
          Mas não é só a arma. É o sistema: Arma, munição e Luneta.
          Este conjunto propicia boas condições ao Caçador.
          Sds

      • A grande função do caçador no emprego da tropa convencional hoje é, mais do que abater alvos de alta relevância, a de garantir segurança para a progressão da tropa e como indispensável meio de inteligência no terreno, assessorando diretamente o comando, seja de sua unidade seja da operação como um todo – no segundo caso prioritariamente os caçadores de unidades especializadas. As operações nos Complexos do Alemão e da Penha são exemplos interessantíssimos sobre o emprego desses meios no cenário atual, e a Força na Maré principalmente quando se trata de caçadores no âmbito de unidades convencionais.

        A esmagadora maioria dos BIMtz não possuem frações de caçadores específicas durante suas operações comuns. Aqueles militares que porventura possuam o curso estão distribuídos normalmente dentro das Cias de Fuzileiros. Durante as operações na Maré e no Haiti, contudo, esses militares ficam comumente disponíveis para o comando de modo que possam apoiar as operações em nível unidade, cumprindo, mais do que tudo, o papel de coleta e confirmação de informes.

        São, sem dúvida, meios excepcionais para abater alvos de valor estratégico, mas sua função hoje vai muito alem disso, mesmo no âmbito do COpEsp. Nas unidades convencionais isso, na guerra de hoje, praticamente não existe. Abater alvos além da capacidade do armamento convencional e, acima de tudo, fornecer inteligência, garantir a segurança na progressão da tropa e, em cenários excepcionais, proteger pontos-forte.

    • O livro “A República Negra” de Luis Kawaguti fala sobre a experiência do Haiti. Segundo ele os caçadores brasileiros foram muito importantes no processo de pacificação das favelas de lá. Eles guardavam os pontos fortes e tornavam os ataques a esses pontos um jogo perigoso. Estavam autorizados a disparar contra qualquer um portando uma arma que não fosse policial. Funcionava, com a vantagem do baixo risco de danos colaterais. Ao contrário dos Jordanianos que usavam blindados com canhões de 20mm .

      • Em junho ele tinha voltado para o catálogo. Não sei se ainda está.
        O ruim é que para importar, pelo menos com a empresa mais conhecida, tem que trazer 4 armas para diluir os custos de honorários e frete.
        E com a subida do dólar piorou.
        Mas eu ainda penso em trazer o M700 e outros brinquedinhos em 2019, dependendo do nosso contexto político-econômico.
        Delfim, tenho pena de você comprar arma no RJ com o ICMS daí. Imagino a espadada que é AGLC. Não rola uma isenção para PC? rs

        • Realmente o AGLC voltou ao catálogo. Mas desconheço o valor.
          Não tem isenção para “charlies” pq o calibre 7,62×51 só é liberado com CR. Eu compraria o AGLC e o levaria comigo no trabalho na cara dura.
          Desconheço se o AGLC é ruim ou ruim é quem o utiliza. Mas é o que tem no BR em termos de Fz sniper.
          Aqui a CTT40 custa quase 8000,oo, fora a burrocracia e taxas de CR e guias de transporte.

        • Realmente voltou a ser disponível.
          Parece que em MG custa 9.500,00 (!). Desconheço se vem completo, com luneta Leopold 40×10 e bipé Harris. Se for vale a pena. Um M700 sai por mais do dobro, e pelado. Enão, “charlies” não tem nem isenção nem permissão para adquirir arma em 7,62×51. Só com CR.
          Tem gente recebendo em menos de 6 meses, mas parece que tem que pegar LÁ, em Itajubá. Conhecem LÁ ou ALI de mineiro ?
          Tiro policial não ultrapassa 300 metros. Um 5,56 de ferrolho em tais distâncias faria o mesmo serviço com menos recuo e estampido.

          • Com a licença dos senhores.
            Não esqueçam a munição.
            O EB costuma utilizar a Lapua para os caçadores.
            A mun normal não tem as mesmas propriedades da específica para caçador.
            Não sei se influencia no tiro policial.
            Sds

          • Agnelo, eu sou mero CAC e nunca atirei com AGLC e por isso nem falo sobre a qualidade da arma.
            Mas se o EB atira de Lapua, está bem servido de munição. E acredito que faria diferença no tiro policial também (não sei o EB deixa as polícias comprarem Lapua).
            Até munição de 22 faz diferença usar CBC ou uma Federal da vida rsrs.
            A única vantagem da CBC é que dá para colocar a culpa nela quando o tiro vai longe do alvo. A gente até ouve o barulho diferente quando o tiro sai torto rsrsrs.

        • Pois é, não sei se vem com os acessórios, mas acho difícil vir com a Leopold. Se vier, até que não está tão caro (pro padrão de preços BR).
          Numa importação conjunta de 4 armas, o M700 pelado sai mais em conta. Se optar por um Savage, sai pouco mais da metade.
          Imaginava que charlie e mike não teriam qualquer isenção.

    • Prezado
      Em 98, eu era Cadete do 3º ano, e o irmão de um colega de turma era Caçador em uma OM Inf.
      Mas, pelo q sei, não é muito mais tempo do q isso, como conhecemos hj.
      O Atirador de Escol do PelFuz é muito antigo, mas este não é um Caçador, q além do tiro de precisão em alvos importantes, é um excelente meio de busca de dados.
      Sds

      • Muito obrigado Agnelo,

        Eu lembrava do Atirador de Escol dos Pel Fuz e realmente não via muita correspondência com as características e tarefas de um caçador atual. Com sua resposta ficou bastante claro que se tratam de coisas distintas.

        Abraços!

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