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O nazismo era um movimento de esquerda ou de direita?

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Camilla Costa
Da BBC Brasil em São Paulo

“Cara, cai na real! Ser de esquerda é ser a favor de milhares de mortes causadas pelo comunismo e nazismo no mundo. Reflita!”, diz uma mensagem de janeiro no Twitter. “O socialismo/comunismo é uma ideologia de esquerda irmã do nazismo”, diz outra do final de abril. Outro participante da rede social pergunta: “Quantas pessoas será que estão em grupos de libertários no Facebook discutindo se nazismo é esquerda ou direita neste exato momento?”.

A discussão sobre se o movimento nazista alemão – cujo governo matou milhões de pessoas e levou à Segunda Guerra Mundial – teria as mesmas origens do marxismo ferve nas redes sociais há alguns meses, com a crescente polarização do debate político no Brasil.

Mas historiadores entrevistados pela BBC Brasil esclarecem o que dizem ser uma “confusão de conceitos” que alimenta a discussão – e explicam que o movimento se apresentava como uma “terceira via”.

“Tanto o nazismo alemão quanto o fascismo italiano surgem após a Primeira Guerra Mundial, contra o socialismo marxista – que tinha sido vitorioso na Rússia na revolução de outubro de 1917 -, mas também contra o capitalismo liberal que existia na época. É por isso que existe essa confusão”, afirma Denise Rollemberg, professora de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Não era que o nazismo fosse à esquerda, mas tinha um ponto de vista crítico em relação ao capitalismo que era comum à crítica que o socialismo marxista fazia também. O que o nazismo falava é que eles queriam fazer um tipo de socialismo, mas que fosse nacionalista, para a Alemanha. Sem a perspectiva de unir revoluções no mundo inteiro, que o marxismo tinha.”

O projeto do movimento nazista, segundo Rollemberg, previa uma “revolução social para os alemães”, diferentemente do projeto dos partidos de direita da época, “que vinham de uma cultura política do século 19, de exclusão completa e falta de diálogo com as massas”.

Mesmo assim, ela diz, seria complicado classificá-lo no espectro político atual. “Eles rejeitavam o que era a direita tradicional da época e também a esquerda que estava se estabelecendo. Eles procuravam se mostrar como um terceiro caminho”, afirma.

Nacionalismo

A ideia de uma “revolução social para a Alemanha” deu origem ao Partido Nacional-Socialista alemão, em 1919. O “socialista” no nome é um dos principais argumentos usados nos debates de internet que falam no nazismo como um movimento de esquerda, mas historiadores discordam.

“Me parece que isso é uma grande ignorância da História e de como as coisas aconteceram”, disse à BBC Brasil Izidoro Blikstein, professor de Linguística e Semiótica da USP e especialista em análise do discurso nazista e totalitário.

“O que é fundamental aí é o termo ‘nacional’, não o termo ‘socialista’. Essa é a linha de força fundamental do nazismo – a defesa daquilo que é nacional e ‘próprio dos alemães’. Aí entra a chamada teoria do arianismo”, explica.

De acordo com Blikstein, os teóricos do nazismo procuraram uma fundamentação teórica e filosófica para defender a ideia de que eles eram descendentes diretos dos “árias”, que seriam uma espécie de tribo europeia original.

“Estudiosos na Europa tinham o ‘sonho da raça pura’ nessa época. Quanto mais próximos da tribo ariana, mais pura seria a raça. E esses teóricos acreditavam que o grupo germânico era o mais próximo. Daí surgiu a tese de que, para serem felizes, tinham que defender a raça ariana, para ficar longe de subversões e decadência. (Alegavam que) a raça pura poderia salvar a humanidade.”

A ideia de uma defesa do povo germânico ganhou popularidade em um momento de perda de territórios, profunda recessão e forte inflação após a Primeira Guerra Mundial – e tornou-se o centro do movimento nazista.

“Era preciso recuperar a moral do pobre coitado, que não tinha dinheiro e era ‘massacrado pelos capitalistas'”, explica Blikstein. Nesse contexto, afirma, o nazismo vendia a ideia de “reeguer o orgulho da nação ariana. O pressuposto disso seria eliminar os não arianos. E essa teoria foi aplicada até as últimas consequências”.

‘Marxistas e capitalistas’

Mesmo propagando a ideia de que o nazismo planejava uma revolução social na Alemanha – o que incluía, por exemplo, maior intervenção do Estado na economia -, o partido fazia questão de deixar clara sua oposição ao marxismo.

“Os comícios hitleristas eram profundamente antimarxistas”, disse à BBC Brasil a antropóloga Adriana Dias, da Unicamp, que é estudiosa de movimentos neonazistas.

“O nazismo e o fascismo diziam que não existia a luta de classes – como defendia o socialismo – e, sim, uma luta a favor dos limites linguísticos e raciais. As escolas nacional-socialistas que se espalharam pela Alemanha ensinavam aos jovens que os judeus eram os criadores do marxismo e que, além de antimarxistas, deveriam ser antissemitas.”

Os judeus, aliás, tornaram-se o ponto focal da perseguição nazista porque representavam tanto o socialismo como o capitalismo liberal, mesmo que isso possa parecer antagônico nos dias de hoje.

“Havia uma simbologia do judeu como representante, por um lado, do socialismo revolucionário – porque Marx vinha de uma família judia convertida ao protestantismo, assim como muitos bolcheviques”, diz a historiadora Denise Rollemberg.

“Por outro lado, os judeus eram associados ao capitalismo financeiro porque os judeus assimilados (que assumiram as culturas de outros países, para além da nação religiosa) que viviam na Europa tinham uma tradição de empréstimos de dinheiro e de negócios.”

‘Precisão científica’

A “precisão científica” do extermínio de judeus na Alemanha nazista também dificulta as comparações com a perseguição política no regime socialista soviético, na opinião de Izidoro Blikstein.

“Há muitos genocídios pelo mundo, mas nenhum igual ao nazismo, porque este era plenamente apoiado por falsa teoria científica e linguística e levada até as últimas consequências. A União Soviética também tinha campos de trabalhos forçados, mas não existia uma doutrina para justificar isso”, afirma.

“Mas há traços comuns entre o nazismo o regime (soviético) de Stálin. A propaganda, por exemplo, e o fato de que ambos eram regimes totalitários, que controlavam e legislavam sobre a vida pública e também privada do cidadão”, admite.

Além dos judeus, o regime nazista também perseguiu democratas liberais, socialistas, ciganos, testemunhas de Jeová e homossexuais – algo que, hoje, contribui para que o nazismo seja classificado como extrema-direita, e o aproxima de grupos que pregam contra a comunidade LGBT, contra imigrantes e contra muçulmanos, por exemplo.

“Todo esse projeto de repressão, censura, campos de concentração e extermínio nazista era direcionado a quem estava fora do que eles chamavam de ‘comunidade popular’, o povo alemão. Mas alemães que eram democratas liberais e socialistas também eram excluídos por serem contrários ao projeto nazista e colocarem em risco essa comunidade popular”, explica Denise Rollemberg.

No entanto, para Blikstein, a ideia de raça é tão central ao nazismo que, assim como não se pode usar o projeto de revolução social para classificá-lo como “esquerda”, também é difícil defini-lo como a “direita” que conhecemos hoje.

“Dizer apenas que Hitler era um político de direita é apequenar o nazismo. Foi mais do que direita ou esquerda. Foi uma doutrina arquitetada para defender uma raça, embora esse conceito seja discutível e pouco científico”, diz.

‘Crise de referências’

Uma recapitulação do projeto e do regime nazista, de acordo com os especialistas no assunto, aumenta a confusão: deveria haver igualdade social e distribuição de renda, mas imigrantes, judeus, opositores políticos e até filhos “não talentosos” de alemães seriam excluídos dela por serem “menos puros”; o Estado prometia interferir mais na economia para benefício dos cidadãos, mas empresas privadas tiveram os maiores lucros com a máquina de extermínio e de guerra nazista; o movimento dizia defender os trabalhadores, mas sindicatos trabalhistas foram extintos, assim como o direito de greve; o socialismo marxista era considerado ruim, mas o liberalismo também.

Como seria possível defender todas estas ideias ao mesmo tempo?

“Quando o partido foi constituído, ele tinha uma vertente mais à esquerda e uma mais à direita. No início, tinha um discurso bastante antiburguês. Mas ao assumir o poder na Alemanha, o grupo à direita foi fazendo mais alianças com a burguesia e expulsando o grupo à esquerda”, diz a historiadora da UFF.

“Além disso, o nazismo nasce no meio de uma crise de referências muito grande após a Primeira Guerra. Muitos passaram de um lado para outro. Os valores muitas vezes vão se embaralhar, e esses conceitos de direita e esquerda atuais não resolvem bem o problema.”

Entre historiadores, a tentativa de traçar paralelos entre o nazismo e o fascismo europeus e o regime stalinista na União Soviética também não é nova, segundo Rollemberg.

“Todos eles eram regimes totalitários, mas o totalitarismo pode estar de qualquer lado. Hoje entendemos que há o totalitarismo de direita, como o nazismo e o fascismo, e o de esquerda, como o da União Soviética.

FONTE: BBC

100 COMMENTS

  1. Evidente que era de direita. Esse nacionalismo alemão em nada tem a ver com esquerda ou socialismo. A propriedade dos meios de produção sempre foi privada e os grandes empresários alemães se beneficiaram muito com o nazismo. Inclusive utilizaram mão de obra escrava durante a guerra. Só no Brasil, com seus ‘intelectuais de internet’, existe essa discussão.
    Mais uma vergonha que passamos perante o mundo.

    • Essa questão é no mundo inteiro.
      Se pesquisar em inglês vai achar varios artigos sobre.
      Pergunte a um republicano o que ele acha sobre o nazismo e talvez a resposta sera a mesma da direita brasileira.
      A propriedade dos meios de produção sempre foi privada e os grandes empresários alemães se beneficiaram muito com o nazismo, só no papel, na realidade eles eram obrigados a atender desmandos do NSDAP e ate se filiar.

    • Eu conheci um governo de esquerda, de um país latino-americano, socialista mesmo, daqueles com direito à carteirinha e estrela vermelha, onde supostamente existia a propriedade privada dos meios de produção e seus grandes empresários beneficiaram-se enormemente.

      • E eu conheço vários Governos de direita onde os empresários beneficiam-se enormemente às custas dos Governos e o povo vive na miséria. Aliás, em um desses países, um candidato à Presidência está propondo substituir a contribuição patronal à Previdência por um imposto sobre movimentação financeira que os trabalhadores paguem. Sem contar a proposta de Imposto de Renda único para todas as classes. Ou seja, ricos e pobres pagando o mesmo. Igualdade. Talvez isso seja o tal do comunismo. Ou nazismo de esquerda.

    • Porque é algo polêmico, tratado muitas vezes de forma superficial, envolto por questões que provocam grande paixão, ligados a maior guerra da história, liderados por alguns dos personagens históricos mais curiosos e parte importante da história militar, o que é relevante num site sobre assuntos militares. Se isso nao bastar, ainda há movimentos políticos que se colocam como herdeiros do nazismo e há partidos que utilizam parte de sua ideologia. (fora a briga de torcidas aqui no Brasil).

  2. “Mesmo assim, ela diz, seria complicado classificá-lo no espectro político atual. “Eles rejeitavam o que era a direita tradicional da época e também a esquerda que estava se estabelecendo. Eles procuravam se mostrar como um terceiro caminho”, afirma (Rollemberg)”.
    .
    Seria o quê então ? Uma forma de capitalismo controlado pelo Estado ? Não precisamos ir muito longe.
    De resto concordo totalmente com Rollemberg : não dá para medir o nazismo com a régua ideológica atual. É ponto fora da curva. Um regime de exceção que não seguiu receitas ideológicas.

  3. Meus comentários não são mais aceitos nas páginas, justamente por isso quero dizer que esse é o meu último comentário na trilogia, espero que esse seja publicado. Se isso é um fórum e nesse fórum alguns comentários não são divulgados, então isso não é um fórum democrático. Abraço!

    • É A esquerda PAUTANDO.
      Não gosto dos bolsominions vociferando sobre “movimento Globalista”, mas sou obrigado a dar o braço a torcer em virtude dessas exaustivas “reportagens/pareceres de intelectuais e censura. NÃO! O nazismo não era de “direita nem de esquerda” e, se fosse para escolher, há claros atos MUITO parecidos com a esquerdalha…ok!?

  4. A conclusão “Hoje entendemos que há o totalitarismo de direita, como o nazismo e o fascismo, e o de esquerda, como o da União Soviética.” resume bem o tema.

  5. Alemanha nazista de Hitler, URSS de Stalin e China comunista de Mao Tsé-Tung todos tem um ponto em comum. Deveriam ser modelos e experiências mais profundamente estudados e ensinados, desde o ensino médio, para que os erros cometidos não se repetissem e para identificarmos os menores sinais desses sistemas nos políticos e partidos dos dias de hoje, para os rejeitarmos antes que….Venezuelas Bolivarianas existam.

  6. O Partido Democrata durante a Guerra Civil era sulista e escravagista, o Norte era republicano e abolicionista.
    Mais de 100 anos depois Obama foi eleito pelos democratas.
    Conceitos político-ideológicos são mutáveis em tempo e espaço.

    • A ideológia dos republicanos continua praticamente a mesma, liberalismo clássico.
      As minorias que veem o liberalismo clássico como racista, por isso foram pra esquerda e com isso se esquecem que foi esse ideal que os salvou.

        • Contra paises que praticam contra eles, mas eles são o que representa o liberalismo clássico.
          Os democratas representam o liberalismo moderno, que faz a crítica ao clássico.

          • Não existe isso de liberalismo clássico praticar protecionismo, não importa a situação.

            Incrível como você deturpa os fatos ao seu bel prazer para que eles encaixem na sua própria ótica.

          • É claro que existe, o Britânicos no sec 19, que tinham uma economia totalmente lazze faire, adotavam impostos como medidas retalatorias, isso quando não adotavam politica das canhoneiras que era a principal.
            No mas o liberalismo clássico não é só “free trade”, mais sim o culto a liberdade individual, à não interferência do governo em assuntos privados, sociais, religiosos ou comerciais, ou seja, praticamente o que o GOP prega.

          • Conservadorismo é a definição norte americana da decada de 30 para aqueles que acreditavam na velha política lazze faire.
            Liberais são os que acreditam em novas ideias.
            Ou seja, o termo conservador não quer dizer que eles não são liberais, eles são liberais clássicos, o partido republicano é o partido novo aqui do brasil, em termos de ideias.

  7. “Todos eles eram regimes totalitários, mas o totalitarismo pode estar de qualquer lado. Hoje entendemos que há o totalitarismo de direita, como o nazismo e o fascismo, e o de esquerda, como o da União Soviética.” E assim termina o texto. Simples.

  8. O texto é contraditório entre sua argumentação e desfecho. Afirma, nos argumentos, que o nazismo e o fascismo não podem ser de direita, porque controlam o capital. E no final, diz que é uma ditadura de direita.
    Confesso que não entendi.

  9. “Cara cai na real! Ser de esquerda é ser a favor de milhares de mortes causadas pelo comunismo e nazismo no mundo. Reflita!”, diz uma mensagem de janeiro no Twitter.

    Antes fossem milhares de mortes… O erro aí é de pelo menos 4 ou 5 ordens de grandeza. O comunismo matou de dezenas a centenas de milhões de pessoas. Tentar mudar esse número é falsificação histórica e uma estratégia suja pra fazer essa ideologia parecer menos assassina. O nazismo foi um inferno, mas o comunismo o faz parecer brincadeira de criança. Leiam “O Livro Negro do Comunismo”. Nada perdoa ser a favor dessa ideologia genocida, e ponto final.

  10. Acredito que o Nazismo de Hitler, Comunismo de Marx e o Fascismo de Mussolini, tenham sido uma tentativa de se criar uma nova fórmula para um novo modelo de Imperialismo popular e ditatorial para à época poder substituir os Impérios colonialistas existentes no Mundo naquele momento! Totalmente equivocados e mentirosos, quando na verdade os interesses eram apenas monopolizar o poder por tiranos, nada democráticos!
    De qualquer sorte e por mais que se tente confundir ideologias tendenciando para esquerda ou direita, em verdade não tinham nada haver um com o outro, mas sim concorriam entre si, possuindo dinâmica e gênese própria, totalmente diferente do Capitalismo democrático até hoje dos EUA.
    Esse tema está muito aceso neste momento pois estão tentando confundir as cabeças dos nossos eleitores menos cultos (Analfabetos funcionais), associando o Nazismo/ Fascismo, há um certo presidenciável líder nas pesquisas para o pleito deste ano para denegri-lo. Já recebi vários posts nesse sentido nas redes sociais.

  11. Querem saber se é de esquerda ou direita ?
    Comparem a atual direita e esquerda que temos no Brasil e no mundo com o nazismo e voces terão a resposta.

  12. Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães….precisa dizer algo mais ? a esquerda sempre acusando os outros do que eles são velha tatica…e o que aconteceu em 17 de setembro de 1939 ?

  13. Bem,
    Não era de direita e nem de esquerda.
    Me desculpem os amigos do movimento a esquerda e do movimento a direita.
    O Nazismo era uma terceira via, que na síntese trazia propostas tanto socialistas, bem como democráticas e totalitárias, tudo isso num mesmo sistema. Chama-lo de regime totalitário, também é errado, inadequado, pois onde fica o socialismo Stalinista???
    Chama-lo de Regime Populista, também não é correto!
    Nazismo e Fascismo, foram uma terceira via.

  14. Hélio 5 de outubro de 2017 at 23:39
    O autor ainda usa o espantalho do integralismo para tentar tirar o foco do inegável viés de esquerda do fascismo. Oras, o integralismo nunca foi versão fascista de coisa nenhuma, alias, o integralismo sequer é um movimento brasileiro, é europeu, a diferença entre o integralismo europeu e o brasileiro é a estética adotada por plinio salgado. a mesma utilizada por getúlio vargas. Por acaso voces sabiam que os desfiles de carnaval foram inspirados nos desfiles fascistas? Getúlio, o pai dos pobres e amando pela esquerda até hoje, que é defensora de suas políticas até hoje, era admirador do fascismo.

    Agora, de onde o autor tirou que Werner Sombart e Oswald Spengler eram de direita? Alias, de onde o autor tirou que os movimentos ~anti-capitalistas de direita~ eram de direita? Não existe sequer justificativa pra isso, o autor determina esse ~direitismo~de forma totalmente arbitrária para facilitar o seu argumento, esse ~direitismo~ é um mero espantalho. O mais engraçado é o autor dizendo que esses não eram socialistas porque ~não defendiam a abolição da propriedade privada~ NEM MARX DEFENDIA ISSO, a abolição da propriedade privada aconteceria só no comunismo e no anarquismo. O socialismo prega é a SOCIALIZAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO, o que é muito diferente do fim da propriedade privada. Socialização dos meios de produção é tomar as fábricas, fim da propriedade privada é tomar os bens pessoais. E ainda o autor vem me citar a ANARCOCAPITALISTA escola austríaca para dizer que existem anti-capitalistas de direita? Oras, a escola austríaca defende a escravidão por dívida e a venda de crianças e chama de comunista quem se opõem a isso. olha, pra quem diz se opor ao radicalismo de direita esse autor gosta muito de usar radicais como muleta hein?

    Agora, esse é a parte mais engraçada do texto. Então a auto-afirmação do nazismo e do fascismo como de esquerda é plágio? KKKKKKKKKKKKKKKK oras, na já citada entrevista de hitler ao the guardian ele diz que os marxistas plagiaram o termo “socialismo” para enganar os trabalhadores. Como se resolve isso? Num tribunal arbitral? O Senhor Alexandre Galante tem alguma sugestão?
    Essa fala do comunista Hobsbawm é tão lunática que nem um lunático acreditaria

    “O historiador Eric Hobsbawm explica que os fascistas invocavam valores tradicionais, apesar de não serem tradicionalistas. A retórica ultradireitista era de retorno a um passado tradicional, que supostamente seria melhor que aquele presente.”

    Afinal, ele ao menos sabe o que é tradicionalismo? E quais valores tradicionais são esses que sequer foram citados? Dizer que quer tornar o país grande como fora no passado é defender valores tradicionais? ONDE? Hitler e Mussolini diziam que queriam fazer a Alemanha e a Itália tão poderosas quanto eram os Impérios Germânico e Romano, agora, como isso pode ser entendido como tradicionalismo? Eles eram ferrenhos opositores da monarquia, Mussolini tentava derrubar o Rei Emanuel III de todo jeito.

    Agora, essa ~oposição ao feminismo~ foi demais, toda a esquerda era contra a ~libertação das mulheres~ assim como toda a esquerda fuzilava gays, era racista etc… O valor das pessoas era medido pelo quanto podiam produzir, as mulheres podiam produzir filhos e esse era o papel delas. Sempre foi assim, a igualdade de gênero só passou a ser pauta de esquerda nos anos 60 com simone beauvoir que politizou a questão e transformou em uma ~guerra de sexos~ para contextualizar na luta de classes para o marxismo, como ela mesmo diz em sua obra.

  15. Hélio 5 de outubro de 2017 at 23:54
    Os tópicos ~fascismo no poder~ e ~fascismo e união soviética~ nem merecem resposta, mais parete um panfleto petista, totalmente vazio de conteúdo.

    O autor, que aqui se mostra fervorosamente comunista, e me admira que o Galante ache isso tão sensacional, vem me dizer que o fascismo é de direita porque ~foi financiado pelos bancos~ quando Lenin foi financiado por milionários desde o primeiro dia da guerra civil russa, Mao foi financiado por milionários durante toda a revolução chinesa, O LULA ENTÃO… Dizer um negócio desses é assinar atestado de burrice. Nobre naturalismo X histórica o próprio autor se auto-refuta e não consegue sustentar a própria falácia. Vem falar em política ~anti-comunista~ como prova de que o fascismo não pode ser de esquerda quando a esquerda foi responsável pelo maior massacre de comunistas da história. Comunista sempre mata comunista e Stalin é a maior prova disso, se reprimir a facção rival é direitismo, não existe esquerda no mundo. Esse argumento é completamente estúpido.

  16. Hélio 6 de outubro de 2017 at 0:14
    o tópico do “nacional-socialismo” é o mais refutado de todos.

    O autor, vendo que não tem meios para refutar a verdade além de acusar o nazismo de plágio, vem dizer, COMO SEMPRE FAZEM, que se você não é marxista você não pode ser de esquerda. Ora po+++, Foucault era ferrenho anti-marxista, vocês sabem quem foi Michel Foucault? bakunin idem, a própria ideologia anarquista é anti-marxista. A social-democracia não é marxista, o populismo petista não é marxista. Essa do ~ai, se não é marxismo não é esquerda~ é patético, um argumento infantil. Além da conversa fiada de ~ai, a luta de classes é negada~ (qualquer um que já estudou minimamente o fascismo vê que não), ~ai, o imperialismo~ (A URSS deveria ser um império bastante reacionário hein?) ~ai, o nacionalismo~ (Fidel Castrol, Stalin, Tito, Mao, Hugo Chávez, todos homens de direita).

    Mas o último parágrafo é demais pra minha cabeça.

    “Na Alemanha, surgiu a pregação de que o “organismo” Estado precisava de “espaço vital” que só poderia ser encontrada fora de seu território: Áustria, Dantzig, Polônia e Ucrânia foram os alvos do Estado nazista. É uma teoria que justifica o imperialismo.”

    Poxa, ainda bem que esses países foram libertos pelo comunismo né?

    A conclusão por si só é patética, típica do pombo enxadrista.

    O autor admite que tanto o fascismo quanto o nazismo são revolucionários (ele diz que defendem o conservadorismo) mas diz que na verdade se mostraram reacionários (tipo a revolução reacionária que o Vietnã fez no Camboja quando derrubou o Khmer Vermelho.

    Vem dizer que a desconstrução da narrativa da esquerda ~não suporta um uma análise histórica básica~ quando esse já começa o texto dispensando a própria análise e só usa comunistas como referência, e esquece do batalhão de historiadores e de registros da época que provam que fascismo e nazismo são socialistas. E ainda fecha dizendo que as instituições democráticas devem ser preservadas, sim, o comunista quer preservar as instituições democráticas, esse comunista é um reacionário? Não, é o conceito de democracia do comunista que é diferente.

  17. A verdade que era um movimento sincretico.
    Os levados pela ideologia cega é que falam qu é era de esquerda, assim como aqueles historiadores comunistas de Cambridge eram nas decadas de 30 a 50 em classificar como esquerda.
    Eu nao estou inventando, está ate na wiki em inglês.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Nazism
    O que ver me contestar, me xingar ou mesmo me descalificar é bom apresentar provas, como eu fiz.

  18. Eu recomendo a todos leituras dos trabalhos de Tatiana Poggi, também professora da UFF, especialista em regimes autoritários de cunho fascista. Já tive aulas com a Denise, e ela é um saco dando aula, mas é uma ótima pesquisadora. Belo trabalho de divulgação e parabéns ao site.

    • Ela não é militante do PSOL? Se você colocar o nome dela no google, verá que ela é muito ligada ao partido, inclusive assinando manifesto em apoio a campanha do boulos nessa mesma campanha de 2018. Isso reflete muito bem a isenção desse pessoal que pensa que tem autoridade para falar do assunto. É impressionante como todo apoiador dessa narrativa é militante de extrema esquerda.

      • Talvez seja o fato da direita normalmente não se interessar por pesquisar esses assuntos ou não ter capacidade argumentativa o suficiente para mostrar seus pontos. Grande parte da academia de história é formado por historiadores que seguem a linha marxista de pesquisa, isso é um dos motivos pelo qual a maioria é de esquerda. Fora isso, a Poggi é descendente de descendência italiana, com uma família altamente apoiadora de Mussolini, o que motiva ela a pesquisar sobre isso. Agora, se você acha que existirá algum trabalho de história limpa da visão do historiador que o faz, sinto muito, não vai encontrar, pois não existe história sem ponto de vista. Agora, se seu ponto de vista foi aceito ou não, se tem embasamento para isso ou é puro achismo ou não, dependerá unicamente de você, nada mais.
        By the way: eu sei o porquê a direita quer sempre jogar o nazifascismo para a esquerda. Isso acontece porque a direita não se quer ver associada com esse movimento, pois deslegitima seu ponto de vista. Enquanto isso, a esquerda não nega que houve aberrações como o Stalin, o qual tem uma linha de pensamento semelhante, e faz pesquisa e críticas sobre ele, ao invés de tentar jogar a culpa no colo do seu inimigo. Percebe-se uma clara covardia pela direita a maior parte do tempo, o que é irônico, já que são aqueles que, teoricamente, prezam pela honra, família e blá blá blá, mas na hora H, arregam.

  19. É lamentável que tenhamos caído na esparrela com finalidade de propagar a santidade imaculada da palavra ‘esquerda’ e a pecaminosa sujidade da palavra ‘direita’ pela associação com o totalitarismo hitleriano. Fomos retratados, e com apoio entusiástico de compatriotas, como ignorantes absolutos, mesmo com os esclarecimentos sobre as pegadinhas do assunto. Da próxima vez, não falar da corda mesmo fora da casa do enforcado será mandatório – aliás como melhor não poderia querer o espirito totalitário contemporâneo.

  20. “Cara, cai na real! Ser de esquerda é ser a favor de milhares de mortes causadas pelo comunismo e nazismo no mundo. Reflita!”.

    Ser de direita é ser a favor dos 15 milhões de negros africanos mortos no ex-Congo Belga pelo rei Leopoldo II, o genocida capitalista?

    Esse é o Twitter (e as redes de maneira geral) …. onde os argumentos são as coisas mais estapafúrdias do Sistema Solar. Como diz o Ciro Gomes, a democracia é ótima mas a liberdade de expressão tem um cuuuusto….

    • 1. Não existe prova alguma de que o rei Leopoldo cometeu um genocídio no Congo, o que existe é o discurso anti-colonial que diz que antes dele o Congo tinha um número de habitantes e depois dele o Congo tinha um número menor, segundo eles, chegaram a esse numero com o senso da época. É o mesmo argumento usado para dizer que o Brasil cometeu um genocídio no Paraguai, o que hoje todos sabemos que era uma mentira criada pelos republicanos e alimentada pelos nacionalistas paraguaios.

      2. Mesmo que isso tivesse acontecido, onde o capitalismo entra nisso? O comunismo é inerentemente genocida, Marx mesmo dizia que para o comunismo acontecer se deveria eliminar civilizações inteiras.

  21. O ridículo não é a BBC fazer uma porcaria dessa, é até esperado, ridículo mesmo é a trilogia repetir feito papagaio essa conversa fiada de que nazismo era de direita. Deem uma lida nisso ai e saiam dessa, só analfabetos funcionais ainda acreditam nessa balela.
    Na Alemanha nazista, disse Mises.
    “Os proprietários dos meios de produção eram chamados de dirigentes comerciais, ou ‘Betriebsführer’. O governo dizia a estes supostos empreendedores o que produzir, como produzir, em quais quantidades e a que preços. O governo também determinava de quem eles deveriam comprar, a quais preços e a quem poderiam vender. O governo decretava os salários que deveriam ser pagos para cada trabalhador. E determinava também para quem e sob quais condições o capitalista deveria investir seus fundos.
    As transações de mercado não eram genuínas; eram apenas um fingimento, uma simulação.
    E, dado que todos os preços, salários e taxas de juros eram estipulados pelas autoridades, eram preços, salários e juros apenas na aparência. Com efeito, eram termos meramente quantitativos em meio a um ordenamento autoritário que determinava a renda, o consumo e o padrão de vida de cada indivíduo. Era a autoridade, e não os consumidores, quem comandava a produção.
    O comitê central de gerenciamento da produção era supremo. Todos os cidadãos se transformaram em meros funcionários públicos. Isso nada mais é do que um arranjo socialista camuflado sob uma aparência externa de capitalismo. Alguns termos que remetiam a uma economia capitalista foram mantidos, mas seu significado era totalmente diferente daquele de uma genuína economia de mercado.”
    https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
    https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2797
    https://sumateologica.files.wordpress.com/2009/09/o-livro-negro-do-comunismo-crimes-terror-e-repressao.pdf

    • Leu Mises e não entendeu nada. Ele afirmar que a economia nazista era planificada não significa que o regime era de esquerda. A ditadura militar no Brasil também quis planificar a economia, controlou preços, estatizou um monte, era de esquerda?

      • A ditadura nunca quis planificar, ela estatizou setores “estratégicos”, o que é diferente de planificar.
        Vc esta falando o que não sabe

        • “A ditadura nunca quis planificar, ela estatizou setores “estratégicos”, o que é diferente de planificar.”

          Assim como Hitler. A economia da alemanha nazista só se tornou plenamente planificada durante o final da Segunda Guerra, por conta do esforço de guerra. Até então era a mesma baboseira nacionalista de estatizar setores estratégicos que os generais da ditadura fizeram.

          Vamos ver quem não sabe do que está falando aqui: os militares estatizaram tudo que puderam, fecharam o mercado interno pro exterior, controlaram câmbio, juros, etc. Eram de esquerda? Responde.

          • Almeida. O que Misses apregoava é impraticável. Impossível para qualquer País levar a sério tanta baboseira. Esse assunto é mera curiosidade acadêmica nas Faculdades de Economia. Estudada em apenas meio semestre. Se tanto. Virou modinha no Brasil levada adiante por uns poucos filhinhos de papai sem nenhuma experiência de vida. Releve por favor.

        • Pelo visto, o gênio acima não leu os textos nos links que coloquei.
          Principalmente do Mises Brasil!
          Imagina o livro negro do comunismo, acho que nunca ouviu nem falar. De Mises só a capa dos livros e mal. Depois fui eu que nunca li nada.

        • “Quando a ditadura tentou planificar a economia? Eu acho é que você nunca leu mises, isso sim.”

          Ah claro, porque agora Mises fez tratado sobre a economia brasileira durante a ditadura militar rsrsrs

          Mises virou Jesus, tem texto sagrado pra tudo!

  22. Só analfabetos funcionais ainda acham que o nazismo era de direita.
    “Na Alemanha nazista”, disse Mises,

    Os proprietários dos meios de produção eram chamados de dirigentes comerciais, ou ‘Betriebsführer’. O governo dizia a estes supostos empreendedores o que produzir, como produzir, em quais quantidades e a que preços. O governo também determinava de quem eles deveriam comprar, a quais preços e a quem poderiam vender. O governo decretava os salários que deveriam ser pagos para cada trabalhador. E determinava também para quem e sob quais condições o capitalista deveria investir seus fundos.

    As transações de mercado não eram genuínas; eram apenas um fingimento, uma simulação.

    E, dado que todos os preços, salários e taxas de juros eram estipulados pelas autoridades, eram preços, salários e juros apenas na aparência. Com efeito, eram termos meramente quantitativos em meio a um ordenamento autoritário que determinava a renda, o consumo e o padrão de vida de cada indivíduo. Era a autoridade, e não os consumidores, quem comandava a produção.

    O comitê central de gerenciamento da produção era supremo. Todos os cidadãos se transformaram em meros funcionários públicos. Isso nada mais é do que um arranjo socialista camuflado sob uma aparência externa de capitalismo. Alguns termos que remetiam a uma economia capitalista foram mantidos, mas seu significado era totalmente diferente daquele de uma genuína economia de mercado.

  23. O trecho mais correto de todo o texto é este;

    “Além disso, o nazismo nasce no meio de uma crise de referências muito grande após a Primeira Guerra. Muitos passaram de um lado para outro. Os valores muitas vezes vão se embaralhar, e esses conceitos de direita e esquerda atuais não resolvem bem o problema.”

    Tentar definir o nazismo como um movimento de esquerda ou direita é apequenar a questão imensamente complexa: é simplificar o que é, provavelmente, a questão mais importante das ciências sociais da segunda parte do século passado.

    A verdadeira questão é como o nazismo obteve a adesão da população alemã, que estava entre as mais bem educadas daquela época. Há um historiador alemão chamado Gotz Aly, professor da Universidade de Viena (que foi fundada antes de o Brasil ser descoberto) que escreveu um livro dos mais interessantes chamado “Hitler’s Beneficiaries: Plunder, Racial War, and the Nazi Welfare State” que pode ser encontrado na Amazon.
    Neste livro ele afirma que o sistema de bem estar social da Alemanha (“Nationalsozialistische Volkswohlfahrt”) concedia benefícios sociais a mais de 24% da população (17 milhões de beneficiário para 70 milhões de pessoas: para comparar, em termos percentuais, havia mais alemães recebendo benefício sociais do que brasileiros recebendo bolsa família) e que a adesão da população ao nazismo não era tanto uma questão ideológica. Era mais uma questão de bem estar econômico.

  24. Quer dizer que para a ixpecialista da USP, nacionalismo é exclusivo de direita? Se for assim a coréia do norte é de direita, a Venezuela é de direita e por aí vai.

    • pois é, eles pregam a tal “pátria educadora, o petróleo é nosso” e tantas outras baboseiras nacionalistas, é a velha tática da es.quer.da negar tudo e acusar seus adversários daquilo que são.

      • Acho engraçado como os que mais querem distanciar o nazis.mo do socia.lsmo são justamente o pessoal que são notavelmente socialistas, não são neutros de jeito nenhum.

  25. fato, é só fazer a comparação de agendas políticas entre na.zis.mo e co.mu.ni.smo que chegaremos a conclusão que são IGUAIS, só se diferenciavam que um pregava a “luta de classe” e a outra a hegemonia racial nacionalista, no resto, o Estado como autoridade máxima eram idênticos.

    Vc vê nos tempos atuais milhares de vídeos na internet desse pessoal de es.quer.da indo para as vias de fato contra quem discorda de seus ideais, em universidades públicas, depredam patrimônios históricos em seus protestos, distorcem registros históricos do nosso país querendo reescrever a história, assim como fazia o na.zis.mo, será que tudo isso é apenas mera semelhança ?

    Na minha opinião não há dúvida, na.zis.mo e co.mu.nis.mo são regimes totalitários de es.quer.da separados por apenas uma ou duas pautas diferentes, mas o modus operandi é IDÊNTICOS!!

    • “Só se diferenciavam que um pregava a “luta de classe” e a outra a hegemonia racial nacionalista(…)”.

      Uma ou duas pautas só um pouquinho diferentes, não é mesmo?

      • mas vc só está se apegando nas duas, e o restante Almeida ? o autoritarismo, a segregação, o estatismo, nacionalismo exacerbado, o expansionismo, as falsas promessas, e etc… a lista é muito longa

        • Segregação, estatismo, nacionalismo exacerbado, populismo, desarmamento da população civil, são todos sintomas de regimes totalitários, mas não somente de esquerda. Putin, Erdogan, Assad, Maduro, Kim Jong-Un e cia praticam tudo a mesma cartilha e são de espectros políticos distintos.

  26. Meus dois cents..

    que se pegar item por item, vai ter muito em comum com o socialismo é fato.

    Porém..

    Se é de esquerda ou de direita tanto faz…

    Então vou dar a minha visão, bem mais mundana, do porque afirmam de pés juntos e com teses altamente prolixas que é um movimento de direita.

    A esmagadora maioria dos historiadores e professores de história são esquerdistas..

    Acredito que isto seja de ponto pacífico também.

    Sabendo disto vocês acham que os nobres docentes iam se colocar ao mesmo lado de Hitler ? Nunca!

  27. nacional-socialismo: o nome já diz tudo, socialista, ou seja, o Estado se metendo nos mais íntimos assuntos pessoais do individuo. Dirigindo a economia. controlando a imprensa, substituindo o papel da família, relativizando a propriedade, matando D’us e escravizando à Pátria aos desígnios do partido único /hegemônico com corrupção, conflitos e fraudes eleitorais e parlamentares. De esquerda por ser revolucionário, violento, terrorista e maquiavélico. Pagão, imoral, corrupto, ditatorial, totalitário e autocrático. Ou seja, tudo que vimos em desgovernos recentes. Cabe a todos os Brasileiros honrados evitarem que nosso País não se transforme numa enorme venezuela.

    • União Democrata Nacional: apoiaram um golpe e se submeteram ao estrangeiro
      República Popular democrática da Coreia: tudo, menos democrática e popular
      República Popular da China: poder na mão do Estado, não do povo
      República Federativa do Brasil: Estados com autonomia muito limitada
      União Democrata Rural: oligarcas com todos os desejos, menos pela democracia

  28. Se o problema é porque tem “socialismo” no nome do partido nazista, o que dizer do PSL que é formado pela palavra “SOCIAL”? Pela lógica eles são esquerdistas então também, né?!

  29. Apesar de o nazismo ser mais próximo da direita, e ter elementos de esquerda. Por isso alguns dizem ser outra via, ou majoritariamente de direita. Talvez o importante é notar como a herança nazista não é aceita por parte da direita moderna que não a adota, explico. Atualmente existem nazistas, neonazista, e estes são de direita em quase 100%, ou seja, parte da direita é nazista, hoje. Outra parte da direita, a maior, sem dúvidas, não é nazista. O mesmo paralelo pode ser feito com a esquerda, e parte dela ser stalinista, e a maioria não. Porém na esquerda que não é stalinista, existe o reconhecimento que o stalisnisno foi de esquerda é foi ruim e não deve ser seguido… Outrossim por parte da direita não nazista, ao inves de admitir o nazismo e seus erros, adotam a tatica de negar e “empurrar” a ideologia nazista para outro campo que não seja o seu. Isso é ruim por dois motivos centrais. Primeiramente, para se afastar de repetir erros é necessário reconhecê-los e assumi-los. Segundo, negar fatos e imputalos a outros é anti-ético e de moral negativa.

  30. Nazismo/fascismo: Regimes totalitários que sufocaram seus povos e os levaram à guerra. O primeiro permitia a propriedade privada e os grandes empresarios lucraram com o regime ( qualquer semelhança com o conluio PT-Empreiteiras-Bancos-Eike Batista não terá sido mera coincidencia)
    Felizmente foram derrotados principalmente pelas democracias liberais de EUA e Inglaterra, com a antiga URSS tendo papel secundário, pois a despeito do enorme sacrificio humano e material, teria sido subjulgada se nao tivesse o apoio material dos EUA.

    Comunismo: Outro regime totalitario, que ao pretender combater a desigualdade social, ao invés da pobreza, concentra as propriedades e os meios de produção nas mãos do Estado. Como este é intrinsecamente ineficiente e corrupto, faltam remédios, vacinas e papel higienico, mas a bomba atomica funciona que é uma beleza!
    Destroçado novamente pelas democracias liberais de EUA e Inglaterra ( Reagan & Thatcher). Só existe como politica na China, Cuba, Coreia do Norte e em curso na Venezuela, Nicarágua e outras bandas miseráveis. Ah! E na cabeça de muitos professores e nos DCE`s de humanas nas Universidades Federais deste pobre Brasil

    Na China, seu modelo economico foi sepultado. A Chinna concentra um numero absurdo de bilionarios, está na ponta da Globalização e é uma das principais extremidades da Global Supply Chain do planeta.

    Enquanto nós…

    • “Felizmente foram derrotados principalmente pelas democracias liberais de EUA e Inglaterra, com a antiga URSS tendo papel secundário, pois a despeito do enorme sacrificio humano e material, teria sido subjulgada se nao tivesse o apoio material dos EUA.”

      Em um cenário extremamente desfavorável, com carências materiais extremas, em termos generalistas nenhum exército nacional durante a Segunda Guerra passou pelo que os soviéticos passaram. As consequências do conflito foram um número de mortos entre militares e civis cuja estimativas mais conservadoras coloca na casa dos 20 milhões, sendo a estimativa mais usada o absurdo número de 27 milhões de pessoas. De acordo com a ONU, atualmente existem 194 países no mundo, e desses, 145 têm uma população menor do que o número de vidas humanas perdidas pela União Soviética no conflito.

      Quando os demais aliados invadiram a costa da Normandia, a União Soviética já estava marchando rumo à Berlim, e esse avanço não tinha a menor condição de ser refreado. Quando a guerra estava em vias de terminar na Europa e os soviéticos chegavam a Berlim, o contingente do Exército Vermelho ultrapassava 2.5 milhão de soldados, seis mil tanques e um número de peças de artilharia que eu desconheço. Depois da tomada da cidade, ainda conseguiram roubar todo o material de estudo dos nazistas sobre a fabricação de armas nucleares. Até os Estados Unidos ponderavam com cuidado a delicada relação com o desconfortável aliado soviético no fim da guerra na Europa, tanto pelo fato da guerra ainda não ter se encerrado no pacífico quanto pelo poderio do Exército Vermelho estacionado no coração da Europa, e com a moral mais alta do que nunca. Não dá pra dizer que esse cenário seria mais favorável aos britânicos para um ataque aos soviéticos.

      É difícil dizer, contudo, que “os comunistas ganharam a guerra” de forma descontextualizada. Se o apoio militar dos aliados ocidentais demorou a chegar, não se pode ignorar o fato de que a luta pela hegemonia no Pacífico entre os Estados Unidos e o Japão ajudasse os soviéticos a focar em seu principal problema – ainda que o Japão não tivesse grandes interesses na União Soviética e preferisse atuar no extremo leste asiático da Manchúria rumo ao sul.

      Outro ponto importante é que o programa de lend-lease dos Estados Unidos foi fundamental para a vitoria russa. O marechal Zhukov em pessoa afirmou que se não fosse este apoio, a União Soviética não teria vencido sozinha a guerra. Entre os anos de 1941 e 1945, a União Soviética recebeu cerca de 21.621 aviões de combate e 12.439 tanques e armas autopropulsadas. Ainda que possa parecer pouco comparado com a produção soviética do mesmo período (136.364 aviões e 99.507 tanques e armas autopropulsadas), esta foi de importância fundamental nos momentos críticos da guerra, especialmente em 1942. Durante toda a maior parte da guerra os jipes e caminhões importados dos aliados foram fundamentais ao Exército Vermelho no que concerne à estratégia e planejamento. Contudo, o apoio dos aliados não se limitou a equipamento militar. Quanto à provisão de alimentos, os Estados Unidos forneceram cerca de 4.4 milhões de toneladas, com a adição de 200.000 toneladas vindas do Reino Unido e do Canadá. Além disso, foram importados 15.4 milhões de pares de botas, aproximadamente 2.000 locomotivas, 11.155 caminhões de frete, mais de 3.7 milhões de pneus, 90 navios de carga, 98 milhões de metros de roupas de algodão e 57 milhões de metros de roupas de lã.

      A guerra era mundial, e por conta disso, nenhum país deveria ter a responsabilidade de encerrá-la sozinho. E, de fato, ninguém o fez. A vitória foi coletiva, fruto de estratégia, investimento financeiro e, principalmente, vidas humanas, para não citar aspectos que não dependiam da vontade ou esforço de ninguém que poderiam tanto ajudar como atrapalhar os esforços aliados, como o inverno russo, as dunas do norte da África ou as montanhas da Itália.

      Mas sempre há aqueles sujeitos prontos a procurar um candidato ao prêmio de “funcionário do mês”, em uma busca pelo principal responsável, numa atomização do mérito. Não concordo com esse tipo de postura, mas ela existe à revelia da minha vontade. Logo, diante dessa situação, só me resta afirmar que, se tivermos que escolher um “principal responsável” pela vitória, não há outra resposta possível que não atribuir aos soviéticos este título. A prevalência soviética e o fato de que foram eles quem suportaram os maiores sacrifícios e as maiores privações, sobrevivendo à Operação Barbarossa – a maior mobilização militar da história da humanidade, com um efetivo de mais de 3 milhões de combatentes entre alemães, finlandeses, italianos, romenos, entre outros – é absolutamente incontestável, e negar esse fato histórico por ódio político é um tremendo desserviço. Mas convenhamos, não era de se esperar algo diferente nesse caso.

      Fontes e leituras complementares:

      I.C.B. Dear and M.R.D. Foot, (org). The Oxford Companion to World War II. New York: Oxford University Press, 1995.

      BEEVOR, Antony. Berlim 1945: a queda. 9ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2011.

      BERKHOFF, Karel C. Motherland in danger: Soviet propaganda during World War II. London: Harvard University Press, 2012.

      MERIDALE, Catherine. Ivan’s War: Life and Death in the Red Army, 1939-1945. New York: Metropolitan Books, 2006.

      • Patton era doido para continuar a guerra, desta vez com os soviéticos.
        Mas os EUA estavam cansados de guerra.
        Mas qdo a URSS detonou sua nuke em 1949 se arrependeram. E no ano seguinte já estariam na Coréia.

        • O Dia D consegui reunir cerca de 150 mil sodados aliados. Paralelo a isso, existiam cerca 1.500.000 de solados soviéticos no Rio Vístula, às portas de Varsóvia. E essa era apenas uma das frentes soviéicas. A desproporção de forças era abissal e os aliados seriam facilmente esmagados.
          Patton era desequilibrado.

      • Vou tentar ser breve para não ficar enfadonho: A URSS a despeito de seu colossal sacrificio humano e material, não venceria a Alemanha sozinha. Já os EUA sim. Não só colocaram os britanicos no colo (que também jamais venceriam os alemães sozinhos), como “de quebra”, aniquilaram o Império do Japão em paralelo. Falaram em milhoes de soldados do Exercito Vermelho, ok! Uma força formidável, mas alguém tem noção do tamanho da USAF e US Navy neste período final da guerra? Como o projeto Manhatam concluído? E finalizando não há ódio politico no comentário, apenas constatação de um fato.

        • “mas alguém tem noção do tamanho da USAF e US Navy neste período final da guerra?”

          Qual o tamanho da USAF e da US Navy no final da guerra? Gostaria muito de saber.

  31. “O que o nazismo falava é que eles queriam fazer um tipo de socialismo, mas que fosse nacionalista, para a Alemanha”

    Ou seja, bugou o cérebro do pessoal pois segundo a pesquisadora, nazista não é nem de direita e nem de esquerda, era o pior dos dois mundos: radical de centro!

    Ou, ambos os lados estão querendo tirar o seu da reta, ou ambos estão certos em dizer que o nazismo não é nem de direita, nem de esquerda, o que colocaria o nazismo no centro, ai caramba… kkkk

  32. “Esquerda” e “Direita” pura convenção.

    Nazistas e Comunistas são antagônicos na essência e similares nas canalhices, só isso.

    E tem gente que ainda vive 1917 como tem gente que pensa viver no assustado Estados Unidos na caça a qualquer comunista na década de 50.

    Bem que essa turma podia ter estudado um pouco de história quando frequentaram os “bancos escolares”, parece que é a rapaziada que descia para encher a cara nos “butecos ao lado da facu” e depois matavam as ultimas aulas.

  33. Vamos definir de uma maneira simplista:

    Não são nem de esquerda e nem de direita, são apenas antagônicos em sua essência e absolutamente iguais em suas canalhices.

    Obs.: trazer esse debate a tona em decorrência do nosso momento politico resume o momento em que vivemos; o Brasil derreteu, acabou, esta dominado na mãos de um bando de canalhas nas cores azul e vermelho.

    Obs.: não tenho como desistir desse Pais, mas se tivesse 19 anos estaria engraxando sapato ou fazendo um bico qualquer em qualquer lugar do mundo, menos vivendo por aqui. O nosso problema não está nas Escolas (Educação) está em nossas Famílias, aqui impera a lei: “Se é para alguma Mãe chorar, que seja a Sua!”

  34. 1 – Esperando a mídia dizer que Hugo Chaves e Maduro eram de direita.
    2 – Esperando alienados dizerem que a mídia está certa e que nenhum brasileiro tem condição intelectual para contradizer.

  35. Pegaram até a saudação nazista e colocaram ao lado de uma do Stálin pra misturar a coisa toda…

    Era melhor colocar logo a imagem dos romanos, já que eles iniciaram a saudação depois copiada por diversos povos… Assim como a águia como símbolo, presente em tudo quanto estandarte.

    Daqui há pouco vão pegar Fidel Castro e Hugo Chaves de farda e postar ao lado do Mourão pra dizer que todos são farinha do mesmo saco…

    Tá virando piada… de mau gosto.

  36. O Nazismo é de direita isto é fato uma elite dominante que dita a regras para a população sem direito a nada em nome da Patría.Mas Stalin que apesar de ser socialista era um sanguinário que fez atrocidades quase comparadas a Hilter.A Democracia mesmo não sendo um sistema ideal e um controlador de excesso tanto de extrema direita como de extrema esquerda.Claro que fica evidente que ela está aprimorando,principalmente através do voto que mesmo manobrado continua sendo um voto livre.

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