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150 anos da Travessia do Chaco

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Passagem do Chaco, óleo sobre tela de Pedro Américo
Passagem do Chaco, óleo sobre tela de Pedro Américo

No dia 19 de outubro, o Exército Brasileiro realiza as comemorações alusivas aos 150 anos da Travessia do Chaco, com o objetivo de homenagear todos os militares brasileiros que, heroicamente, construíram a Estrada do Chaco, na Campanha da Tríplice Aliança. O evento ocorre no 9º Batalhão de Engenharia de Combate, na guarnição de Aquidauana (MS).

A celebração envolverá os seguintes eventos: lançamento da medalha comemorativa; palestra; encenação ao ar livre e almoço de confraternização.

Histórico:

Durante a Guerra da Tríplice Aliança, Caxias precisava atacar, pela retaguarda, o Exército Paraguaio em suas linhas defensivas do Piquissiri, desbordando a posição de Angustura. Nesse contexto, a melhor opção foi a travessia do Chaco.

Foram quase 11 km de estrada em terreno pantanoso. Missão difícil de executar, mas não impossível para a Engenharia Imperial. Os Paraguaios acreditavam na impossibilidade de deslocamento do Exército pelo Chaco, que se apresentava como um obstáculo natural quase intransponível. O Marquês de Caxias seguiu o conselho de Maquiavel: “É preciso ousar, empreender aquilo que o adversário julga impossível” (Estrada do Chaco, obra do Coronel Pedro Paulo Cantalice Estigarríbia).

Serviço:

150 Anos da Travessia do Chaco

  • Data: 19 de outubro de 2018.
  • Local: 9º Batalhão de Engenharia de Combate, na guarnição de Aquidauana (MS).
  • O evento é aberto à imprensa.
  • Outras informações: Seção de Comunicação Social, telefone (67) 998464066 e email: s5_9becmb@yahoo.com.br.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

64 COMMENTS

  1. O “Duque de Ferro” foi o homem certo na hora certa. Suas experiências nos conflitos anteriores, principalmente na Guerra da Cisplatina, fizeram a diferença.

    Monarquista até a data de sua morte, se ainda estivesse vivo Caxias teria se posicionado contra o GOLPE que o EB promoveu contra a Monarquia e instaurando a maldita República que teve como resultado os mais de 100 anos de estagnação moral, econômica, social e política que sofremos até os dias de hoje.

    • Também sou monarquista desde criança.
      O Império do Brasil foi o mais glorioso período de nossa história.
      Uma pena que o EB tenha essa mácula do 15 de novembro em sua história!

    • Os caras falam da monarquia brasileira como se o país fosse uma Inglaterra ou França dos trópicos.

      Essa família real portuguesa nunca quis evolução de sua colônia, pouco investiram em educação e saúde, trouxeram milhares de escravos, um fardo que o Brasil carrega até hoje.

      • O imperador Dom Pedro ll. Foi um dos mais cultos e brilhantes homens do seu tempo. Teve uma capacidade enorme em manter a unidade do império e não deixá-lo fragmentar-se. Como aconteceu com a América espanhola transformada em dezenas de republiquetas, a maioria digna dos “Aurelianos Buem Dias da vida. O imperador nos deixou um legado extraordinário.

      • Hoje, a república vende o país para chineses, trai a pátria para agentes cubanos, bolivianos, chineses, russos e venezuelanos, escraviza 90% da nação, alia-se ao crime organizado ou de rua, sustenta várias “famílias reais” (a presidência da república custa mais caro do que a casa real inglesa – sem contar os outros políticos), transformou a juventude em zumbis analfabetos funcionais (“educação de qualidade”), enriquece milhares de “barões” (políticos e empreendedores amigos dos políticos – BNDES), destrói a moral e as famílias dos seus “súditos”, desmoraliza suas forças policiais e militares, é sócia importadora de exportadores de drogas e armas, envia “mesadas” para ditaduras socialistas na África e América, endivida o Estado (e o contribuinte, que o sustenta), promove insanidades ideológicas e outras atividades lesa-pátria, faz sociedades com terroristas, cangaceiros de asfalto e narco-guerrilheiros, compra a imprensa, oprime o cidadão de bem, etc.

        Com certeza, a república é melhor (para bandidos, oligarcas safados, banqueiros, Estados estrangeiros, globalistas pilantras, etc) do que a monarquia…

    • Acho que a monarquia é passado. Nunca mais teremos um imperador como Pedro II. E se for para sustentar parasitas que não acrescentam nada, é melhor ficar só com o congresso mesmo.

      • Engano seu amigo. Não sou monarquista, mas tenho que concordar com um amigo português que é monarquista… Ele dizia que sai mais barato sustentar apenas uma família real, do que sustentar vários ex-presidentes, e os políticos com suas mordomias e aposentadorias imorais.

  2. Sobre a Guerra do Paraguai, fica a recomendação de livro: A Retirada da Laguna , do Visconde de Taunay.
    É um relato histórico de um participante do conflito e tem muitas passagens curiosas de como eram as guerras de antigamente (dificuldades logísticas, longas caminhadas, escaramuças queimando o mato e etc).

    • Sugiro também “A guerra maldita”, de Francisco Doratioto. Comparando com a Guerra da Secessão, nos EUA, praticamente contemporânea da Guerra do Paraguai, o conflito sul americano é muito pobre de imagens. Há poucas fotos da época. A Guerra da Secessão foi bem documentada com imagens.

    • “A Retirada da Laguna” também é interessante por descrever o sanhaço que era a transposição de um curso d’água, uma das atividades principiente da arma de Engenharia.

      • Sugiro, Reminiscências da Campanha do Paraguai, do General Dionísio Cerqueira. Um relato simples, verdadeiro e emocionante de quem participou pessoalmente das operações do início ao fim.

  3. “Os Paraguaios acreditavam na impossibilidade de deslocamento do Exército pelo Chaco, que se apresentava como um obstáculo natural quase intransponível.” – Isso me lembra da França que acreditava estar segura pela linha Maginot e pela ‘impossibilidade’ dos blindados alemães atravessarem a região das Ardenas. Nos 2 casos a ‘impossibilidade’ foi derrotada. Também podemos lembrar da ‘impossibilidade’ de se quebrar o código das máquinas Enigma, e por aí vai …

  4. Correção Coronel Rinaldo,

    O título do livro é “Maldita Guerra, nova história da Guerra do Paraguai” e é, de fato, um marco no estudo do tema no Brasil. é referência obrigatórias e tem várias edições.

  5. Eu amo história, e esta é mais uma que mostra o quanto uma guerra não depende somente dos guerreiros e máquinas de combate mas sim de todas as partes, do cozinheiro, engenheiro, médico e do estrategista até chegar ao soldado nas trincheiras.
    Se fossemos ao menos um pouco uma nação patriótica , nós teríamos versões em filmes de nossos feitos militares mas…..

  6. Interessante notar que depois das guerras sul-americanas do século 19, a América do Sul viveu um período de grande estabilidade entre as nações de continente (exceto uma ou outra guerra no século 20). E ao que parece, viverá um novo período de grande instabilidade no século 21, em razão principalmente da falência de alguns estados nacionais (Argentina e principalmente, Venezuela). Tudo isso para entendermos que o passado não garante o futuro. Garante, no máximo, o presente.

  7. O exercito imperial não conhecia o terreno no Paraguai e de certa forma foi pego de surpresa com as dificuldades encontradas, Duque de Caxias foi fundamental para a reorganização do exercito imperial e pioneiro em muitas ações e táticas, foi a 1º vez na America latina que se usou balões (vindo dos EUA) para fazer o reconhecimento aéreo do inimigo eu não sei ao certo em qual faze desta guerra aconteceu mais até trilhos para trem, estrada de ferro foi construída para facilitar a logística do exercito imperial, neste sentido os feitos foram realmente admiráveis e a travessia do chaco foi um deles.

    Mais foi uma guerra de sacríficos e sangrenta principalmente na parte final, mesmo depois da guerra já estar decidida a favor do Brasil (da tríplice Aliança) devido as invasões e matanças que Francisco Solano Lopes Presidente comandante do exercito do Paraguai fez no Brasil, principalmente no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rigo Grande do Sul, D.Pedro II considerava questão de honra capturar Solano Lopes e o caçou até o fim, não poupou esforços para isso, pegando dinheiro emprestado em bancos europeus para isso… e endividando o império; por outro lado Solano Lopes poderia ter se rendido…. ou entrado em um acordo, mais foi se retirando para o interior e colocando mulheres, adolescentes crianças e velhos na sua frente para defender a sua retirada, nesta faze final o comando do exercito imperial passou para o Conde d’Eu (francês casado com isabel princesa herdeira do trono brasileiro) este não teve pena e massacrou o que encontrou pela frente , Nesta guerra morreram 75 mil brasileiros e 300 mil Paraguaios (a população deste pais era estimada na época em 500 mil) por isso se fala que foi um genocídio, a intenção não foi essa mais ao final 60% da População Paraguai desapareceu então alguns consideram que sim.
    A historia explica quase tudo, depois desta guerra D.Pedro II se enfraqueceu e abriu portas para mais tarde acontecer a proclamação da Republica , e o principal General paraguaio na Guerra (eu não me lembro o nome agora) no final veio a mora no Rio de Janeiro e depois voltou ao Paraguai fundou o partido colorado que até hoje domina a politica no Paraguai e se tornou presidente daquele pais,

    Ainda existe muito a descobrir dos acontecimentos daquela época, muito a se pesquisar. e aprender.

    • O dia 24 de junho é celebrado como o Dia da Aviação de Reconhecimento, pois foi nesse dia que o balão foi utilizado. Foi comprado e operado por norte americanos que o haviam utilizado na Guerra da Secessão.
      Apesar de Duque de Caxias ser muito citado, quem ¨carregou o piano¨ foi o Gen Osório (Patrono da Cavalaria), até a chegada de Caxias, que, naquela época, já estava velho e cansado. Conde D´Eu também foi a contragosto, ordenado pelo imperador Pedro II. E o Marquês de Tamandaré (Patrono da Marinha), também não fez muita coisa. Ficou a maior parte do tempo em Buenos Aires bebendo vinho. Quem ¨carregou o piano¨nos rios foi Alte Barroso, herói da Batalha Naval de Riachuelo, data magna da nossa MB.

  8. Historiadores americanos consideram Humaitá tão mortal quanto Vicksburg. Nós mesmos não conhecemos nossa História.
    .
    O fato da Guerra do Paraguay ser ensinada pela esquerda como um “genocídio” faz com que muitos se envergonhem em vez de se orgulharem.
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    Assim como no lado brasileiro, a maior parte das mortes paraguayas se deu por doenças.
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    Acredito que D.Pedro II estava saturado de conflitos anteriores com os vizinhos e resolveu ir até o fim.
    Pode-se discutir, mas nenhum outro vizinho se engraçou conosco.

    • Apesar da bravura de guerreiros como Osório, Deodoro e Caxias que metiam a cara no meio do perigo (fora os anônimos que fizeram o mesmo e não ficaram pra história), o fato dos ‘voluntários da pátria’ serem escravos em lugar dos proprietários, bem como o fato de ter sido um país pequeno contra três outros (sendo o Brasil um gigante), e, ainda, a derrocada do Império na sequência fazem difícil pra mim sentir orgulho dessa guerra.
      O contrário se dá em relação à expulsão dos franceses no sec XVI e Holandeses no sec XVII, mas aí a glória tem que ser dividida com o Lusos.

  9. Guerra do Paraguai é um dos meus assuntos prediletos; Caxias foi fundamental na organização do exército e pelas estratégias adotadas.
    O presidente Mitre pressionava fortemente para a passagem de Humaitá. Somente quando o exército conseguiu um porto acima de Humaitá(Tayi), pode a marinha forçar a passagem. Já imaginaram o que o esquadra faria acima de humaitá sem abastecimento?
    Esta manobra do chaco também foi brilhante: A estrada permitiu que o exército contornasse fortificações, embarcasse nos navios de guerra, e desembarcassem em St. Antonio, que ficava entre Assunção e as tropas paraguaias, ocorrendo então a Dezembrada.

  10. “NFLOES”, também gosto deste assunto, sabia que quem construiu o forte de Humaitá para o para o paraguais anos antes da Gerra foi o Brasil ?? e depois teve que transpor o forte que construiu….

    e Sr. Rinaldo Nery, eu não sabia que foram os próprios americanos que pilotaram os balões de reconhecimento, mais faz todo sentido. mais uma informação que aprendi com seu comentário.

    “Carlos Campos” quanto a Solano Lopes na batalha final foi primeiro atingido com uma lança por um soldado raso brasileiro, consta que só por este ferimento ele já morreria, mais quis continuar lutando e depois recebeu também um tiro que terminou o serviço. Neste dia foi fácil identificar Solano pois era o único “homem gordo” do grupo do exercito paraguaios restante os outros estavam todos magros e mau alimentados.

    E concordo com todos as doenças vitimaram até mais que a guerra em si tanto do lado da tríplice aliança como principalmente do lado paraguaio, por isso pode ter sido um genocídio , mais não fi uma coisa premeditada, foi consequência de uma guerra que D.Pedro II achava que ia ser rápida mais durou 6 anos

  11. Documentos obtidos na Europa provam que Lopez havia adquirido grandes quantidades de armas e munições, além de aprender o sistema militar prussiano. E era um governante de grande carisma, os paraguayos o adoravam, aliás, ainda é considerado herói nacional.
    Seu objetivo era um “Grande Paraguay” com litoral no Atlântico.

  12. Bom dia !
    Dentro desse assunto eu escutei um comentário que nosso governo a alguns anos revisou o acordo de Itaipu,na qual a tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai pelo excedente de energia elétrica que este país não usa ficou maior.
    É verdade isso?

    • Sim, amigo. No governo ( ou seria desgoverno ) do PT, mesmo c/ contrato vigente resolveram que os paraguaios estavam sendo explorados por nós malvados brasileiros e aumentaram os valores a serem pagos, ou seja o cliente chegou p/ fornecedor e disse: vc tá ganhando pouco, tadinho, vou lhe pagar mais. Também foram eles que entregaram de mão beijada refinaria na Bolívia, perdoaram dívidas de países c/ governos corruptos na África entre outros caso. E depois chamam os outros de entreguistas …

      • ” …. 11/05/2011 22h40 – Do G1,

        Dilma Rousseff visitará Paraguai no dia 15 de maio, diz Patriota

        O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (11) o projeto que autoriza o Brasil a triplicar o valor pago ao Paraguai pela energia excedente da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, no rio Paraná, na fronteira entre os dois países.

        O projeto já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado e pela Câmara dos Deputados. Agora, o projeto vai à promulgação.

        A votação da matéria foi adiada pelo menos três vezes. Na última terça (3), o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), suspendeu a votação do projeto por questão regimental, após o senador Itamar Franco (PPS-MG) questionar a urgência da votação, que havia sido solicitada pelos integrantes da Comissão de Relações Exteriores do Senado. Na quinta (5) e na terça (10), a votação também foi adiada.

        Após reunião com o chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, na última semana, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, anunciou que a presidente Dilma Rousseff visitará o Paraguai no dia 15 de maio.

        Acordo
        O acordo, assinado entre o governo brasileiro e o paraguaio em setembro de 2009, muda o Tratado de Itaipu e afirma que o valor pago atualmente de US$ 120 milhões passaria para US$ 360 milhões, considerando valores de 2008.

        O Tratado de Itaipu estabelece que a energia da usina binacional será dividida em partes iguais entre os dois países e permite a cada um dos dois países adquirir, até 2023, a energia não utilizada pelo outro. Como o Paraguai consome apenas 5% da energia gerada, vende o restante de sua parte ao Brasil.

        Pelo texto do acordo, o fator que é usado para multiplicar o valor do megawatt-hora transferido para o Brasil subiria de 5,1 para 15,3. Quando o Brasil começou a pagar ao país vizinho pela energia de Itaipu, em 1985, o fator era de 3,5. Quem paga o valor é a estatal Eletrobrás. “”
        Foi para ajudar o camarada Presidente paraguaio na época, Fernando Lugo.

  13. Eu lembro quando os paraguaios cobraram de volta do El Cristiano, que ficou por aqui mesmo. E também recomendo o Maldita Guerra, deveriam fazer uma versão para o ensino fundamental e médio. Até para compensar o estrago provocado pelo Galeano. O Doratioto é um exemplo de como as ciências humanas também avançam, com um trabalho sério e detalhado.

    Outro livro que eu recomendo é o 1499, um ótimo trabalho de divulgação científica sobre a arqueologia brasileira.

  14. A conclusão que tiro de toda a literatura sobre a guerra do Paraguai é que Solano Lopes, além de ditador era um doido, o Paraguai era sua propriedade, era um monstro que mandava bater na irmã e mãe, além de executar o irmão.
    Jogou pesado numa guerra que não tinha chance de ganhar. Era um covarde, fugindo ao primeiro sinal de perigo(Thompson).
    Tem um episódio que tropas brasileiras encontraram uma grande quantidade de paraguaios mortos com uma placa de “traidores a la patria”.
    Outro aspecto que mostra o monstro que era foi o uso de crianças e velhos para barrar as tropas brasileiros e escapar. Lembro que um adolescente com arma mata tanto quanto um adulto, portanto nada de impingir às tropas brasileiras um grau de crueldade.
    Ele se compara ao Hitler que preferiu ver a Alemanha destruída a se render; deveria ter se rendido após Lomas Valentinas.

  15. Maldita guerra é o melhor na minha opinião.
    Reminiscências da Campanha do Paraguai – Dionísio Cerqueira
    História da guerra do Paraguai- Max Von Versen
    Cartas dos Campos de Batalha do Paraguai – Richard Burton
    História da Guerra entre a Tríplice Aliança e o Paraguai – Tasso Fragoso
    Guerra do Paraguai – George Thompson

  16. Essa guerra tem uma particularidade bem interessante:

    1- Quem armou treinou e financiou o Paraguai foram os Ingleses.

    2- E o Brasil ser armou e pegou dinheiro emprestado dos Âmis; Fora o detalhe que a maioria do armamento usado pelo Brasil na época já tinha sido comprado junto aos Âmis, pois o Brasil parecia que antes da guerra do Paraguai tinha uma rixa com os Ingleses.

    Resumindo na verdade foi uma guerra de procuração e por culpa dos Anglos-Americanos.

  17. O Brasil ter se armado com os americanos foi normal :
    1 – A Guerra Civil estava acabando e havia farta oferta de armamento americano;
    2 – Havia ainda a Questão Christie, que abalou as relações entre BR e UK. Aliás os defensores do “BR genocida a soldo dos ingleses” sempre esquecem da Questão Christie.

  18. Não é preciso apenas coragem para desmistificar a história quando se a escreve e relata baseados em documentos buscados em todos os países envolvidos e sem viés ideológico nenhum tanto de uma lado quanto de outro. Seja qual for, a verdade histórica deve ser sempre contada pois ela não tem só um lado como muitos pregam. O professor Doratioto em seu livro desconstruiu mitos há muito tempo enraizados na história brasileira a respeito dessa guerra e que, infelizmente, ainda há aqueles que insistem em continuar ensinando no nosso falido sistema de ensino achismos ideológicos sem qualquer base histórica verdadeira.

    Recomendo a leitura abaixo da transcrição da entrevista do historiador Francisco Doratioto à Rádio Brasil Atual em julho de 2011.

    https://araoalves.blogspot.com/2011/10/doratioto-francisco-guerra-do-paraguai.html?showComment=1540032932980#c35039001911648652

    • Exato. Como sempre, brasileiro inculto não lê. O livro do Doratioto está disponível nas livrarias pra quem quiser. Preferem acreditar nas suas ideologias. O livro do Diratioto é INCONTESTÁVEL! É uma tese de doutorado, baseado em pesquisa extensa e fartos documentos históricos, fruto de anos de trabalho. Daí vem os leigos “eu acho”.

      • Então Rinaldo. E na entrevista nota-se muito o viés dos entrevistadores tentando insistir em teses antigas e ultrapassadas. A entrevista é escrita e recomendo mesmo a leitura pois ele até desconstrói essas teses com fatos e argumentos.

    • Agradeço pelo link. Lembro de 1 professor e 1 professora de História que tive no Marista 1982/3, foram as primeiras pessoas que conheci que eram do PT, sendo que ele se tornou presidente do sindicato, mas ela era pior, dizia que o Solano Lopes era socialista, que 90% da população era alfabetizada, que houve genocídio, etc. Sempre gostei de História, mas nessa época sofri constrangimento por não poder contestar essas verdades sob pena de não ter minhas provas bem avaliadas.
      Fico pensando, será que o Solano Lopez inventou o ensino telepático a distância? Numa sociedade basicamente rural, como vc conseguiria alfabetizar centenas de milhares de pessoas, não dava p/ concentrar muita gente nas escolas, não haviam meios ( estradas, transporte de massa, etc. ), quantos professores o Paraguai teria que ter na época p/ atender milhares de pequenos grupos de estudantes?

  19. Essa foi a nossa “travessia das Ardenas”… E como de praxe, é um feito muito menos famoso que um feito estrangeiro, ainda mais com um currículo escolar que passa anos ensinando sobre Europa e fazendo chacota da História do Brasil.

    • Me lembrei imediatamente das Ardenas quando li essa matéria, inclusive as citei num comentário do dia 17. A história está cheia de passagens/situações que parecem se repetir.

  20. Não sei de onde tiraram isso de que houve armamento americano em quantidade na época. As carabinas Minié padrão eram belgas e algumas Enfield inglesas, os canhões em sua maioria Withworth ingleses ou no sistema La Hitte francês, navios construídos aqui ou na Inglaterra. De armamento americano houve muito pouco na Guerra do Paraguai.Os balões de observação já citados, alguns fuzis Roberts, meia dúzia de pistolas Volcano, carabinas Spencer ( essas sim excelentes armas na época) e alguns revólveres Colt de primeira geração.

  21. Este é um episódio marcante da nossa história e do continente. Leio e estudo tudo o que posso sobre a Guerra do Paraguai ou Guerra da Triplice Aliança.
    No Rio, o bairro de Botafogo possui várias ruas com nomes relacionados à guerra. Muitos dos nossos heróis surgiram nesse conflito: Greenhalg, Marcílio Dias, Barroso, Tamandaré, Osório, Caxias….. Hoje, nossas crianças não sabem quem floram esses homens (e também não sabem quem foi Oswaldo Cruz, Rui Barbosa, Villa Lobos). É capaz das crianças saberem quem foi Hans Solo mas não saberem quem foi Caxias….
    Eu me ressinto muito de não achar muita coisa fora de círculos militares sobre a guerra.
    No que tange à “matança” ou “genocídio” eu rechaço essa ideia. Foi o Paraguai quem atacou primeiro, foi o Paraguai que, mesmo encurralado, resistiu, e foi Solano Lopez quem se recusou a renunciar e evitar a invasão de seu território. E a próprias história paraguaia relata os expurgos que Solano fazia nas suas fileiras sob o argumento de traição… Foi um ditador, um déspota, não obstante tivesse tomado , ate a guerra, um caminho de desenvolvimento para seu povo.

  22. O Thompson cita no livro embarque de baús para a Europa via mala diplomática.
    Ouro e joias coletadas para ajudar no esforço de guerra foram parar nos cofres do ditador.
    Hitler também não recrutou velhos e adolescentes para combater os russos?
    A história da guerra foi muito deturpada por escritores esquerdistas, sendo o principal a tal Chiavenato, Genocídio Americano, obra vergonhosa e sem fundamentos.
    Depois da guerra a viúva Lynch entrou na justiça brasileira para reaver terras que teriam sido doadas pelo ditador. sabem quem era o advogado brasileiro? Rui Barbosa.

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