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Rand: unidades blindadas estacionadas no exterior são mais efetivas na dissuasão

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As tropas terrestres norte-americanas baseadas no exterior com blindados e artilharia são melhores na prevenção de conflitos do que soldados de infantaria leve, segundo um estudo que examinou mais de 70 anos de missões militares para determinar o que melhor impede os adversários.

Em seu relatório “Understanding the Deterrent Impact of U.S. Overseas Deployments” (em tradução literal – “Entendendo o impacto dissuasivo das tropas dos EUA estacionadas no exterior”) o grupo de pesquisa Rand Corp. também descobriu que, quando as forças armadas lançam forças em direção a uma zona de combate, é raro a luta começar.

“Apesar desses riscos, o registro histórico sugere que poucas crises aumentam quando os Estados Unidos enviam forças para a região em crise. Esses efeitos são particularmente fortes para as forças terrestres, onde nenhuma crise foi escalada para um grande confronto ou guerra, e para as forças aéreas, onde apenas uma crise escalou”, afirma o relatório.

A evidência mais clara para alcançar a dissuasão estava ligada a “forças terrestres pesadas”, que incluíam unidades blindadas e aquelas com capacidade de defesa aérea.

“Os efeitos desses dois tipos de forças foram quase sempre positivos, estatisticamente significativos e robustos a várias especificações de modelos”, afirmou o relatório.

Havia menos evidências para mostrar que forças móveis de rotação impedissem conflitos com a mesma eficácia. Uma possível razão é que elas “representam um grau menor de comprometimento de alto nível ou de longo prazo dos EUA ou possivelmente porque é mais difícil medir seus efeitos”, afirmou o relatório.

Forças terrestres leves, que incluem unidades aéreas e operações especiais estacionadas dentro das fronteiras do país aliado ou parceiro a ser defendido, podem ser contraproducentes à dissuasão, disse Rand.

Essas unidades estavam “associadas a uma maior probabilidade de disputas militarizadas, incluindo as de menor e maior intensidade, embora não incluíssem a guerra”, afirmou o relatório.

O relatório do Rand também enfatizou que são necessárias mais análises para entender por que esse poderia ser o caso, mas uma possibilidade é que as forças leves representem “uma capacidade mais rápida de envio que provoca os adversários americanos sem representar capacidade suficiente para impedir”.

A análise também mostrou “pouca ou nenhuma evidência do impacto dissuasivo das forças aéreas e navais”, afirmou o relatório.

“Como as forças aéreas e navais podem ser facilmente enviadas para os Teatros de Operações, a presença delas representa um sinal mais fraco de comprometimento”, disse Rand. “Da mesma forma, a vulnerabilidade das forças terrestres quando estacionadas no exterior também representa um forte sinal de resolução.”

O relatório Rand foi publicado num momento onde o Pentágono está analisando se os comandos no exterior têm recursos para lidar com a principal prioridade das forças armadas em conter a China e a Rússia, mesmo que milhares de soldados permaneçam em alerta no Oriente Médio em meio às tensões com o Irã.

Por décadas, o valor de basear um grande número de tropas no exterior tem sido uma fonte de intenso debate entre analistas de segurança, formuladores de políticas e alguns legisladores, que questionam os custos de manutenção de grandes bases no exterior.

Nos círculos militares a discussão se concentra em saber se é melhor confiar em um modelo rotacional que mova um grande número de tropas dos EUA para lá e para cá no exterior, ou apoiar bases permanentes.

Outros analistas afirmam que as capacidades de ataque a longo prazo são suficientes para deter os agressores.

FONTE: Stars&Stripes (tradução e adaptaçaõ do Forças Terrestres a partir do original em inglês)

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João Moro
João Moro
7 meses atrás

Interessante. Um pesquisa muito valiosa para determinar estratégias.

Caio
Caio
7 meses atrás

Em resumo os tanques ainda impõem respeito nos adversários, afinal de contas dezenas de toneladas de metal partindo pra cima, tem que ter peito para encarar.

Renato Carvalho
Reply to  Caio
7 meses atrás

Tem que ter peito e alguns RPGs

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
7 meses atrás

E o Brasil nada de trocar seus CCs velhos por algo novo. Poderíamos embarcar em um projeto já em andamento como o Ariete 2, ou o Leopard 3.

Felipe Morais
Felipe Morais
Reply to  Defensor da liberdade
7 meses atrás

Na minha opinião é um desperdício embarcar em projeto de CC novo. No Brasil, não há necessidade de um grande efetivo de blindados. Não é um mercado com demanda não suprida por modelos já existentes. Para mim, o ideal, seria substituir o efetivo de Leos por algo mais moderno, mas de segunda mão, como os aríetes italianos ou Leopards 2 que, eventualmente, sejam substituídos pelo Leo 3. E manter uma ou duas centenas dos nossos Leopards menos velhos na reserva. É o suficiente. Melhor que investir num CC novo, é investir na defesa antiérea de média altura e na modernização… Read more »

JuggerBR
JuggerBR
7 meses atrás

Uma unidade especial como a SAS ou os SEALS tem condições de fazer ataques muito mais graves, executando missões estratégicas através de infiltração de longo curso dentro de território hostil. Tanques fazem destruição, mas avisam de longe que estão chegando…
Sem falar de misseis e bombardeiros estratégicos que atacam ‘silenciosamente’ milhares de quilômetros dentro de qualquer fronteira.
Temeria mais saber que tem um submarino nuclear americano por perto do que uma base de tanques…

Agnelo
Agnelo
Reply to  JuggerBR
7 meses atrás

Prezado
É justamente isso Q o trabalho diz.
OpEsp e tropas Leves (eles entendem como aerotransportadas)”dão a entender” hostilidade, pois podem atuar em black Ops com reforço rápido.
Forças pesadas tem capacidade melhor de dissuasão, pois não dão isso a entender, mas são uma borduna muito mais forte pra impedir más intenções.
Cabe lembrar q, por mais q OpEsp possam fazer estragos estrategicos, um rolo compressor moendo as defesas em caso de guerra é mais “assustador”.
Há lugar pra tudo.
Sds

Augusto L
Augusto L
Reply to  Agnelo
7 meses atrás

Há um relatório da rand que submarinos são opções desestabilizadoras ja que o adversário não os vê.

Inclusive fala que a melhor arma são os porta aviões e bombardeios pq são alvos grandes e passam a mensagem de dissuasão.

No mais o texto é específico uma brigada blindada fixa em outros países passa a mensagem de comprometimento, ja as leves não, já que elas podem chegar rápido, com baixo custo e baixa escalada mas o oposto tbm pode acontecer.

Salim
Salim
Reply to  JuggerBR
7 meses atrás

A tropa armada pesadamente em sua fronteira mexe fortemente no emocional nas tropas adversária e na população civil fazendo pressão nos governantes para negociar a paz. Uma esquadra com porta aviões e força robusta tambem, porem em menor escala. Vide fronteira Coreias, o nr gigantesco de artilharia do norte inviabiliza ataque do sul pois mesmo com ataque maciço do sul acarretaria em milhares de baixas civis pressionando governo a aturar bravatas e posição hostil do norte.

Carvalho
Carvalho
7 meses atrás

A RAND Corporation ficou famosa no episódio “Pentagon papers”
Um analista da RAND vazou para o NYT o relatório interno que destrinchava toda a política de intensificação do envolvimento militar dos EUA no Vietnã….de Truman a Nixon.
Lembrando que Kissinger bateu ponto lá….

Entusiasta Militar
Entusiasta Militar
7 meses atrás

Eu gostaria muito que o exercito Brasileiro compra-se uns 300 carros de combate Challenger ou o M1 Abrams, mas, pensando na realidade do Brasil, talvez a utilização de um Tanque Médio como o CV90 por exemplo seria mais adequado.

Bardini
Bardini
Reply to  Entusiasta Militar
7 meses atrás

300 Challenger?
O que vocês fumam antes de escrever essas coisas?

Ronaldo
Ronaldo
Reply to  Bardini
7 meses atrás

Kkkkkkkk

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Bardini
7 meses atrás

Isso me fez lembrar desse texto Bardini: “A MATEMÁTICA DA COISA Não é incomum vermos sugestões ou pedidos de que o Exército Brasileiro deveria comprar algumas centenas ou até milhares de unidades de equipamento A ou B, seja por simpatizar com país de origem ou simplesmente por achar bonito. O problema é que aquisições no meio militar dependem de fatores econômicos, logísticos, doutrinários e até políticos. Por exemplo: Recentemente vi em um blog um sujeito opinar que o Exército deveria adquirir 1.000 carros de combate M1A1 Abrams dos estoques do US Army. De fato o M1A1 é um blindado formidável… Read more »

Mário SAE
Mário SAE
Reply to  Bardini
7 meses atrás

Bardini, ele falava em Dodge Challenger, o bom e velho Dojão.

tomcat4.0
tomcat4.0
Reply to  Entusiasta Militar
7 meses atrás

Já hove gente dizendo que o general mor do EB curtiu a notícia(quando visitou o exército espanhol ano passado) de que a Espanha em breve vai encostar centenas de M-60 A 3 (os quais possuem itens que os nossos não possuem), o que poderia virar uma padronização de nossos MBT’s no futuro(lhes dando uma modernizada é claro).
Particularmente prefiro que jamais ocorra isso e que o grupo “nova couraça” junto com empresas locais deem um grau do bom nos Leo 1A5 BR já adquirindo expertise pra fabricar um MBT nacional.

Agnelo
Agnelo
Reply to  tomcat4.0
7 meses atrás

Prezado
Se a política externo e as relações internacionais não mudarem muito, jamais ocorrerá.
Sds

Jonathan Pôrto
Jonathan Pôrto
7 meses atrás

Diplomacia forte pró ativa e demonstração de força não impediu Putin anexar a Criméia nem o Aiatolá Ali Khamenei de atacar bases dos EUA, Coreia do Nortr realizar testes nuvleares e de míssil sobrevoando o espaço aéreo Japonês, aliado dos EUA ou a China de reivindicar mar territorial de aliados dos EUA !! Essa política da PAZ a qualquer preço estilo Neville Chamberlein só nos deixou com ” energia acumulada” pra uma guerra pior !!

Anderson Fernandes
Anderson Fernandes
7 meses atrás

Nossos teóricos da guerra, os nossos generais que dão IA2 pra soldado se virar são estrategistas natos…. movem todas a unidades blindadas para a fronteira com a Argentina, quando a ameaça hoje é na fronteira com Venezuela e Guiana Francesa…

José
José
Reply to  Anderson Fernandes
7 meses atrás

Anderson Fernandes
Correto o que comentou, e ainda acrescento o grande número de meios aéreos que acho que estão desperdiçados lá.

Marcelo
Marcelo
Reply to  José
7 meses atrás

quem será o general sete estrelas que comanda está desordem unida?

Emerson Gabriel
Emerson Gabriel
Reply to  Anderson Fernandes
7 meses atrás

Anderson, tem outra questão também que vejo poucos falarem; metade do efetivo militar do Brasil está no Sudeste, principalmente no RJ que tem efetivo maior que o de SP. A região norte que ocupa mais da metade do território nacional não tem nem 10% do efetivo.

Mosczynski
Mosczynski
Reply to  Emerson Gabriel
7 meses atrás

Assim como em outras áreas do nosso governo, temos mais chefes que índios e chefe não vai se meter em buraco, quer ficar mesmo no RJ e SP.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Emerson Gabriel
7 meses atrás

É nesta região que está DCTA AVIBRAS INPE AMAN ANGRA 123, cincotron AVEX Itaguai, supercomputador de Petropolis, Helibras Iveco sete lagoas , AFA USP CETEX ESG IME AMRJ IMBEL. Centro de controle do SATGEO. Usiminas CSN. Esqueci de alguma coisa?

Felipe Morais
Felipe Morais
Reply to  Anderson Fernandes
7 meses atrás

Senhores, nossa maior “ameaça” passou do sul para o norte há menos de uma década. Na parte final do século XIX, nossa maior ameaça foram os paraguaios. No século XX, especialmente na segunda metade, nossa maior ameaça eram os argentinos. Hoje, a situação mudou. Não que tenhamos uma ameaça batendo à porta. Mas, pelo que temos acompanhado, o norte passa a ser o centro demandante das atenções das nossas FA’s. Temos o fator Amazônia, que é um complicador logístico enorme para nossas F’As, mas é um dificultador maior ainda para eventuais atacantes. Mas o foco são dois. Venezuela, especialmente na… Read more »

Agnelo
Agnelo
Reply to  Anderson Fernandes
7 meses atrás

Só q o jogo não é xadrez…. é sinuca…

Cidadão
Cidadão
7 meses atrás

O EB precisa saber disso…