segunda-feira, novembro 28, 2022

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100 dias de Guerra na Ucrânia

Destaques

Redação Forças de Defesa
Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Prof. Dr. Ricardo Cabral*

Introdução

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia com o objetivo inicial de conquistar o leste da Ucrânia. A invasão se deu a partir de quatro eixos de progressão e a linha limite, aparentemente, seria a margem leste do rio Dniper. Devido à resistência ucraniana e as suas próprias limitações, os russos tiverem que redimencionar seus objetivos, que neste momento, ao que parece, é conquistar a maior parte do Donbass, notadamente os oblasts de Donetsk, Lughansk, Zaporizhia e Kherson.

A necessidade de consolidar a conquista no Donbass levou a um novo recuo estratégico, dessa vez em Karkhov.

Durante a campanha, aparentemente, “abriram mão” do oblast de Chernivitsi e Sumy (frente norte), Karkhov (frente leste), Odessa (frente Sul), o que não significa que as operações ofensivas nestes oblasts não possam ser retomadas.

O mapa da abertura mostra a área onde os foguetes HIMARS MLRS M30/M31 com alcance de até 70 km podem atingir o território ucraniano a partir da linha de frente. Os foguetes M30/M31 também podem atingir a Snake Island, que fica a 50 km da cidade ucraniana mais próxima. Fonte: https://twitter.com/ukraine_map/status/1532132685342285830/photo/1

As operações militares

As forças armadas russas e das Repúblicas Populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) continuam as operações militares em várias direções na região de Donbass expulsando as Forças Armadas Ucranianas (AFU) de posições defensivas estabeleicidas desde 2014.

A região de Kharkov continua sendo um dos focos da guerra na Ucrânia. Depois que as AFU não conseguiram chegar à fronteira russa, as tropas russas voltaram à ofensiva. Mais recentemente, as aldeias de Fedorovka e Shestakovo ficaram sob controle russo. Como resultado, as forças ucranianas na cidade de Stary Soltov foram cortadas. As tropas russas estão agora bombardeando posições ucranianas em Udy, Slatino, Dergachy, Tsirkuny e Alexandrovka. A AFU está tentando cruzar o rio Seversky Donets perto da vila de Hotomlya para atacar posições russas na margem esquerda do reservatório Pechenezhskoe.

Em Severodonetsk, quse que completamente cercada, o comando da AFU continua implantando unidades dentro da cidade. Pelo menos mais dois batalhões das formações de defesa territorial foram recentemente transferidos para o campo de batalha em 24 de maio. O resultado foi em em 29 de maio, as forças russas lideradas pelo chechenos controlam cerca de 80% da cidade, cerca de 9 mil ucranianos estão presos neste bolsão, informou Ramzan Kadyrov, comandante das forças chechenas e dos milicianos da RPL. O efetivo ucraniano aí era de 17 mil.

Oblasts da Ucrânia. Fonte: https://geology.com/world/ukraine-satellite-image.shtml

A batalha por Lisichansk ainda está próxima, as forças russas estão lentamente cercando a fortaleza ucraniana. Os confrontos foram relatados nos arredores da cidade. Todas as estradas de abastecimento já estavam cortadas. Na periferia sul, as unidades da RPL estão avançando de Toshkovka e se aproximaram da vila de Mirnaya Dolina.

Nestas cidades, os russos estão utilizando muita artilharia (para destruir os prédios) e entram no perímetro usando BMPT Terminator 3 e pelotões de tanques, em uma bordagem bem mais eficiente, do que as utlizadas anteriormente, isso sem falar em bombas termobáricas e mísseis de alta precisão. Novos equipamentos estão sendo implantados como o blindado Terminator 3, os carros de combate T-80 e T-90, o canhão laser Peresvet, novos drones Orion, mísseis hipersônicos Zircon, aviões Su-35 e informações não confirmadas do Su-57 (4 foram entregues à VKS este ano).

O interessante é que além dessas armas mais sofisticadas do arsenal russo, Moscou está implantando um tanque médio da Era Soviética, o velho T-62M (utilizados nos conflitos na Chechênia, Geórgia e a Ossétia do Sul). Outro ponto, até então os russos estavam evitando combater dentro das grandes e médias cidades, parece que estamos em uma nova fase da guerra.

O grupo Sever das Forças Armadas da Ucrânia, que por muitos anos foi responsável pelos ataques a Donetsk e Lugansk, perdeu grande parte dos efetivos das unidades mais aptas para o combate e uma quantidade significativa de equipamentos. As forças ucranianas estão sendo empurradas para o sul e os russos estão assumindo o controle territorial dos oblasts de Luhansk e Donetsk.

Em 24 de maio, uma bandeira russa foi pendurada no prédio da administração de Svetlodarsk. As tropas ucranianas recuaram para o norte. A fim de retardar o avanço inimigo, sapadores ucranianos explodiram pontes, barragens e estão minando estradas. Mesmo assim, tropas russas assumiram o controle da rodovia Lisichansk-Bakhmut, isolando a área fortificada das reservas ucranianas.

A Frente Leste ucraniana no Donbass está desmorando, os contra-ataques da AFU são típicos de um movimento retrógrado a fim de ganhar tempo para preparar novas posições defensivas.

No Sul, apesar da resistência e dos contra-ataques da AFU, as forças russas continuam avançando (lentamente) a partir de Kherson, o objetivo parece ser conquistar completamente o oblast. É provável que o próximo objetivo russo seja Mikolaiev. Em meio às hostilidades, inicia-se o processo de integração da região de Kherson à Federação Russa.

https://www.theguardian.com/world/2022/may/27/russia-cauldron-tactic-may-tipping-donbas-battle-favour
https://www.nationalreview.com/photos/russian-ukraine-war-week-13/#slide-6

O avanço das forças lideradas pela Rússia ameaça o agrupamento AFU implantado na região de Severodonetsk-Lisichank. As principais estradas de abastecimento estão caindo sob controle dos russos e seus aliados.

O Estado-Maior da Ucrânia também relata a retomada dos combates perto de Belogorovka. As Forças Armadas russas acumularam as forças necessárias para cruzar o rio Seversky Donets na área. A perda de Belogorovka pela AFU ameaça o perda definitiva de Severodonetsk, que era a principal posição defensiva ucraniana no Donbass.

Apesar dos revezes, as AFU e as Forças de Defesa Regional continuam lutando para deter o avanço russo. O ponto aqui é saber se são ações de retardamento, em um movimento retrógado, visando estabelecer uma sólida linha defensiva mais à retaguarda (como está acontecendo mais ao norte) ou simplesmente uma retirada diante dos ataques russos. Existe uma diferença muito grande entre retraimento e retirada….

Nesta fase da guerra, as AFU estão deslocando tropas do Donbass e implantado-as no sul onde estão realizando contra-ataques na região de Kherson. Em Mariupol e nos arredores, as AFU estão promovendo ataques de guerrilha e realizando atentados terroristas nos territórios ocupados pelos russos.

https://www.theguardian.com/world/2022/may/27/russia-cauldron-tactic-may-tipping-donbas-battle-favour

Por incrível que pareça, enquanto as AFU estão perdendo suas posições no Donbass, os aliados de Kiev estão com pressa para tirar a colheita ucraniana de grãos do país. Justificando sua política, o Reino Unido está instigando aliados da OTAN, a criar uma coalizão cujo objetivo seria furar o bloqueio naval russo, fornecendo um “corredor de proteção” de Odessa através do Bósforo. No entanto, o plano parece bastante irreal, pois depende em grande parte da posição da Turquia. Erdogan afirmou recentemente a relutância de Ancara em participar diretamente do “show na Ucrânia”. A política equilibrada da Turquia é atualmente o principal obstáculo para o plano britânico que pode levar à Terceira Guerra Mundial.”

O Ocidente está esperando o desfecho da batalha pelo Donbass e as entregas maciças de armas pesadas para a Ucrânia diminuíram visivelmente. Na frente de batalha, as Forças Armadas da Ucrânia têm pouca artilharia e defesa aérea, o que impossibilita a manutenção da situação sem a ajuda urgente dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

A situação é tão crítica que a frente pode entrar em colapso. A impressão é que as Forças Armadas da Ucrânia têm muito pouco equipamento pesado (blindados, artilharia, lançadores de foguetes e drones). Por incrível que pareça…Alemanha, Polônia, Reino Unido e Estados Unidos mais uma vez se comprometeram a entregar mais armamento e munição.

Está claro que é vital para Kiev mostrar pelo menos algum tipo de vitória para a sociedade ucraniana.

Em 2/6 começaram a surgir notícias de concentração de forças russas e de Belarus na fronteira com a Ucrânia. Seria a retomada do avanço em direção a Kiev? Em um movimento de pinças a partir de Chernivitsi e Sumy? A conferir …

Algumas considerações

Lançadores de mísseis antinavio Harpoon adaptados em um caminhão para funcionar com bateria costeira

A entrega de armamentos sofisticados (mísseis Harpoon ou M142) às Forças Armadas Ucranianas não têm mudado o curso da batalha, por quê? A falta de treinamento no uso de sistemas de armas sofisticados tem sido apontada com a maior causa da baixa eficiência, como tem acontecido com a munição Excalibur usada no obuseiro M777, ATGMs, Manpads e drones (que os russos também têm capturado/destruído em grande quantidade).

Os ataques de artilharia e de mísseis, de helicópteros e aviões russos, sem resposta ucraniana, a insistência de Kiev em manter forças em posições precárias ou na iminência de serem cercadas no campo de batalha está minando o moral das AFU e os levado a perder suas melhores e mais experientes unidades.

Notícias de deserções entre as AFU, principalmente de mercenários, voluntários internacionais e membros da Forças de Defesa Territorial da Ucrânia, têm chegado com frequência. Aliás, o fluxo de mercenários se reduziu drasticamente, as baixas diárias de efetivos pelos ucranianos, que tem sido em torno de 100 homens (perspectiva otimista) até 500 (perspectiva mais pessimista). O fluxo de recompletamento tem variado bastante, o que não varia é a instrução de combate insuficiente dos homens enviados para a linha de frente.

Sob o comando do Major-General Dvornikov, a estratégia russa mudou, agora, as Forças Armadas da Federação Russa e seus aliados, estão usando intensamente o reconhecimento com drones e satélites da área alvo. Em um segundo momento, fazem a concentração de tropas em determinados pontos da linha de frente. A infantaria e os blindados só avançam, após intensa preparação de fogos de artilharia e mísseis, contando com cobertura aérea e apoio de fogo aproximado dos helicópteros de ataque, drones e aviação.

Depois de conquistar os objetivos, ou seja, avançam até a linha limite de progressão estabelecida, nova parada para reajuste do dispositivo, recompletamento, ressuprimento e aproximar as reservas e o escalão logístico. Assaltos aeromóveis profundos estão sendo evitados. Os russos também estão usando, de forma mais limitada, os Spetsnaz nas incursões atrás das linhas ucranianas. Bem, ao estilo tradicional russo.

Joe Biden e Lloyd Austin (secretário de Defesa dos EUA) anunciaram um novo pacote de suprimentos militares para a Ucrânia. A Dinamarca entregará em breve um lote de mísseis antinavio Harpoon, enquanto a República Tcheca já forneceu a Kiev tanques, helicópteros de apoio de fogo e sistemas de mísseis.

A Alemanha se comprometeu a fornecer equipamento e munição pesados e de alto tecnologia (o interessante é que segundo a própria imprensa alemão, o país diz que vai fornecer material que não dispõe, a conferir). O chefe da diplomacia da UE, Josep Borrel, afirmou que as reservas militares da UE estavam quase esgotadas devido ao apoio de Kiev em detrimento da sua própria segurança”.

M142 Himars – https://www.defaiya.com/news/Regional%20News/Jordan/2015/03/09/jordan-requests-m31-unitary-guided-gmlrs-rocket-pods

A entrega de sistemas como os lançadores de mísseis M142 Himars para serem empregados em sistemas de foguetes de lançamento múltiplo de longo alcance (MLRS), cujo alcance pode chegar a 500 km e armas guiadas por satélite de alta precisão, como os mísseis M31 GMLRS (Guided Multiple Launch Rocket System) com um alcance de disparo de mais de 60 quilômetros e uma precisão de acerto de 98%, segundo Washington, visam corrigir as deficiências ucranianas neste setor.

Dmitri Medvedev, Serguei Lavrov e Dmitry Peskov já alertaram que se o território russo for atacado com armas norte-americanos haverá retaliação contra os norte-americanos e contras os centros de decisão ucranianos.

Aliás, Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, em entrevista à RT Arabic, disse que o fornecimento de armas à Ucrânia, capazes de realizar ataques no território da Federação Russa seria um passo para uma escalada inaceitável de hostilidades. “O Ocidente pediu a derrota da Rússia no campo de batalha, e para isso é necessário continuar a guerra, bombear armas para os nacionalistas ucranianos, o regime ucraniano, incluindo armas que possam chegar à Federação Russa.

Anatoly Antonov, embaixador russo em Washington, alertou que, se a Ucrânia implantar Himars e MLRS perto das fronteiras russas, as Forças Armadas da FR “tomarão as medidas necessárias para anular as capacidades das Forças Armadas da Ucrânia”. Antonov afirmou que o fornecimento dessas armar seria uma provocação. Ele lembrou que, por meio de canais diplomáticos, a Rússia informou repetidamente aos Estados Unidos “que o fornecimento sem precedentes da Ucrânia com armas aumenta significativamente os riscos de uma escalada do conflito”. “Os americanos estão bem cientes de que suas ações estão atrasando as perspectivas de paz. Os EUA estão se aprofundando cada vez mais na crise na Ucrânia. Isso está repleto de consequências imprevisíveis para a segurança global”, enfatizou Antonov.

Em 28/9, Emmanuel Macron (França) e Olaf Scholz (Alemanha) em uma vídeo conferência com Vladimir Putin exigiram que os russos retomem as conversações de paz, retirem as tropas e da devolvam os territórios ocupados aos ucranianos em troca de…. nada. Não falaram do atendimento de nenhuma das reivindicações russas como por exemplo o recuo da Otan das fronteiras russas, do levantamento das sanções, sequer a suspensão do envio de armas aos ucranianos foi ventilado. Jeito estranho de se negociar…. por outro lado, nenhuma tentativa de retomar as negociações diretas em Moscou e Kiev deu acerto, até o momento.


Mestre e Doutor em História Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em História Comparada (PPGHC) da UFRJ, professor-colaborador e do Programa de Pós-Graduação em História Militar Brasileira (PPGHMB – lato sensu), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/UNIRIO e Editor-chefe do site História Militar em Debate e da Revista Brasileira de História Militar. Website: https://historiamilitaremdebate.com.br

Fontes

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Rayan
Rayan
5 meses atrás

Excelente artigo. Fundamentado, sem medo de ser objetivo, neutro e usando fontes variadas. Grande Parabéns 👏👏👏👏

Andre
Andre
Reply to  Rayan
5 meses atrás

Chamar as ações de resistência contra o invasor de “atentados terroristas” não parece algo muito neutro.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Rayan
5 meses atrás

Esqueceu dos “eixos” no Norte? Li na diagonal e me pareceu.

George
George
5 meses atrás

Esse cara tá atrasado. Muita coisa que ele escreveu já não é mais assim no campo de batalha. O próprio general Dvornikov não está mais no comando. Será que ele não lê o Forças Terrestres
?

Luis Carlos
Luis Carlos
Reply to  George
5 meses atrás

Não fique desesperado.
Ninguém sabe se o General realmente saiu ou não.
Na verdade, isso nem é muito relevante, visto a posição vantajosa que os russos possuem atualmente.

MFB
MFB
5 meses atrás

As fontes… Só faltou o MD russo ali.

Maurício.
Maurício.
Reply to  MFB
5 meses atrás

Faltou também a CNN, BBC, FOX, NYT Newsweek entre outras né?

Antunes 1980
Antunes 1980
5 meses atrás

Parei de ler nesta parte…” A necessidade de consolidar a conquista no Donbass levou a um novo recuo estratégico, dessa vez em Karkhov.“

Para alguns “especialistas” cheios de viés ideológico, derrota é sinônimo de recuo estratégico.

Rússia está sangrando bastante na Ucrânia, basta ver os MILHARES de vídeos de veículos russos sendo atingidos por artilharia, ATGM, lança granadas, armas anti tanques, minas, emboscadas, helicópteros abatidos etc.
Sinceramente não sei até onde a Rússia irá aguentar tantas perdas.

Luis Carlos
Luis Carlos
Reply to  Antunes 1980
5 meses atrás

Deixa ver se eu entendi.
A Ucrânia, então, fez um recuo estratégico de 20% de seu território e entregou 10.000 soldados aos russos como prisioneiros para sobrecarregar as linhas de suprimentos dos inimigos?
Pô Antunes!
Vc teve realmente uma recaída.

Augusto
Augusto
Reply to  Luis Carlos
5 meses atrás

O pessoal daqui fica “P” da vida quando ouve o que não quer ouvir, e patético parece guerra de torcida. Tanto de ambos os lados.

E obvio que os russos estão com a iniciativa (mesmo com todas as suas atrapalhadas), mas o pessoal daqui só quer ouvir o que lhes convém. O texto foi imparcial, simplesmente e o que está acontecendo (provavelmente) na frente de batalha.

Alecs
Alecs
Reply to  Augusto
5 meses atrás

Putinete tentando disfarçar kkkkkkkkkkk

Augusto
Augusto
Reply to  Alecs
5 meses atrás

Falou garoto, e tudo preto e branco para você, principalmente quando vai contra a sua opinião.

Não merece que eu perca meu tempo debatendo com alguém tão limitado.

Luis Carlos
Luis Carlos
5 meses atrás

E os russos anunciaram que os prisioneiros ucranianos estão chegando a 10 mil.
O número vem aumento nas últimas semanas, principalmente após a queda de Krasny Liman.

RDX
RDX
5 meses atrás

“A falta de treinamento no uso de sistemas de armas sofisticados tem sido apontada com a maior causa da baixa eficiência, como tem acontecido com a munição Excalibur usada no obuseiro M777, ATGMs, Manpads e drones (que os russos também têm capturado/destruído em grande quantidade).” Como assim? Opinião completamente desconectada da realidade. É público e notório que as forças ucranianas são extremamente eficientes no emprego de ATGMs, manpads e drones. A declaração sobre o M777 é uma ilação. Não existem estudos disponíveis sobre o desempenho do M777 no campo de batalha, muito menos sobre o emprego da munição Excalibur pelos… Read more »

Guilherme Leite
Guilherme Leite
5 meses atrás

A entrega de mísseis harpoon é MLRS não fez efetivo…. Vão entregar misseis Harpoon e MLRS…

Faltou pensar de forma lógica, nao fez efeito ou não entregaram ainda ?

Quem vê nem pensa que perderam o Nau capitania ou centenas de blindados!

dfa
dfa
5 meses atrás

Não dá para levar este artigo a sério que tenta justificar os fracassos estratégicos russos.

Canhão laser Peresvet, Su-57, fotões laser… rrrrrssssss
Todos os especialistas militares sabem que o lento e penoso avanço russo é garantido única e exclusivamente pela sua superioridade em artilharia.

Agosto está a aproximar-se e com ele as forças Ucranianas que treinavam em outros países vão chegar.
Escrevi no início deste conflito neste fórum e volto a escrever os russos ainda vão sangrar muito…

No final deste conflito Ucrânia terá milhares e milhares de girassóis.

Last edited 5 meses atrás by dfa
Alecs
Alecs
5 meses atrás

Pra mim esse tal de Ricardo Cabral é o Tonho da Lua! Só fonte ridícula ao final. Não passa de um baba ovo do Putinho. Pode ser, perfeitamente, classificado como putinete!

Andre
Andre
5 meses atrás

“realizando atentados terroristas nos territórios ocupados pelos russos”

O prof. Cabral entregando sua torcida.

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