Hoje, um carro moderno tem pelo menos 3 mil semicondutores. E esse número pode dobrar – ou triplicar – até o fim da década

A falta de semicondutores – ou seja, de chips – no mercado mundial deve reduzir em 250 mil unidades a produção brasileira de veículos em 2022. A estimativa é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), entidade que reúne os produtores tanto de automóveis, leves e pesados, como de máquinas usadas nos setores agrícola e de construção.

A Anfavea projeta para este ano a fabricação de 2,14 milhões de veículos de todos os tipos. Esse total representa um crescimento de 1% em relação a 2021, quando saíram das linhas de montagem 2,12 milhões de unidades. Caso não existisse a barreira dos chips, contudo, a produção atingiria cerca de 2,4 milhões neste ano.

Ainda assim, o problema atual é menor do que o observado no ano anterior. Em 2021, a entidade estimou que 370 mil veículos deixaram de ser fabricados, principalmente por conta da ausência de desses componentes no mercado. “Esse é um grande desafio para a nossa indústria”, diz Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea. “Hoje, a situação está melhor, mas esse problema ainda representa um limitador para a produção.”

E essa realidade é global. Nos dias correntes, um carro moderno pode ter mais de 3 mil chips, dispostos em diversos sistemas. Eles estão presentes, por exemplo, nos freios, nos computadores de bordo e nos mecanismos de controle de tração. E isso não é nada perto dos modelos mais turbinados. Um superesportivo como o Porsche Taycan já tem mais de 8 mil desses dispositivos. E tal número pode dobrar – ou triplicar – até o fim da década.

Desde 2021, cerca de 13 milhões de veículos deixaram de ser produzidos em todo o mundo por falta de semicondutores. É o que aponta um estudo da consultoria Auto Forecast Solutions (AFS), com sede nos Estados Unidos, que monitora semanalmente mais de 400 fábricas espalhadas por diversos países.

Não é por acaso que, segundo informações da agência Reuters, equipes recém-criadas na General Motors, Volkswagen e Ford passaram a negociar diretamente com fabricantes de chips o fornecimento dessas peças. Montadoras como a Nissan estão formando estoques maiores desses produtos. Fornecedores, como Robert Bosch e Denso, investem na produção de semicondutores. A GM e a Stellantis (que reúne Fiat Chrysler mais o PSA Group) querem trabalhar com designers de chips para projetar esses componentes.

O buraco no fornecimento de semicondutores tem várias fontes. Ele começou na pandemia. A covid-19 desestruturou cadeias globais de produção, fazendo com que unidades fabris fechassem, ou mesmo, não conseguissem obter matérias primas para a produção de diversos materiais e componentes, como os chips.

Quando os fabricantes de veículos quiseram voltar às compras, encontraram outra dificuldade. Parte do estoque de semicondutores já havia sido destinada, por exemplo, à indústria de computadores que experimentou um forte aumento de demanda no mesmo período. Por fim, a guerra na Ucrânia só complicou esse cenário. Estados Unidos e China também travam uma luta ferrenha por conta da produção de semicondutores.

Com isso, a hipótese de solução para a falta de chips no mercado já foi empurrada para 2023, ou mesmo, para o início de 2024. Um levantamento da Anfavea aponta que existem 19 novas fábricas de semicondutores em construção no mundo. Algo que representa um alento. O problema é que, em alguns casos, elas vão demorar mais de um ano para entrar em operação.

FONTE: metropoles.com

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Alfredo
Alfredo
1 mês atrás

Falta de Chips e, provavelmente, diminuição da demanda.
Os carros estão caríssimos.
Os mais básicos estão na casa de R$ 80 mil.
Dentro em breve chegarão a 100 mil.

João Adaime
João Adaime
Reply to  Alfredo
1 mês atrás

Caro Alfredo Uma pequena comparação: Chevrolet Camaro 2SS nos EUA com mesmos opcionais do Brasil – US$ 43.190 Índice Big Mac EUA – 10.824 lanches Chevrolet Camaro 2SS no Brasil – R$ 328.990 Índice Big Mac Brasil – 19.466 lanches Sem falar que a renda per capita dos norte-americanos é um pouco maior do que a nossa: US$63 mil contra US$7 mil. Como nem o governo e nem as montadoras aceitam baixar seus impostos e preços, a solução é voltar aos antigos “pé de boi”, aquelas versões despojadas das décadas de 1960 e 1970. Quem sabe assim surgem carros menos… Read more »

Alfredo
Alfredo
Reply to  João Adaime
1 mês atrás

Perfeito. Só acrescentaria um fato. A enorme desigualdade de renda no Brasil em relação aos EUA que também já tem uma grande desigualdade de renda que é crescente. Desta forma, temos milhões e milhões de pessoas com renda de até um salário mínimo no Brasil que têm dificuldades até para andar de trem. Com essa desigualdade, encontramos uma pequena parcela da população com grande poder de compra e que são capazes de comprar carros por 100, 110, 150 mil reais. Ou seja, para um País de quase 220 milhões de habitantes, as vendas ficam em um patamar menor que outros… Read more »

Alfredo
Alfredo
Reply to  Alfredo
1 mês atrás

‘…relativamente pequeno e RICO, as montadoras deitam e rolam.’

Agressor's
Agressor's
Reply to  João Adaime
1 mês atrás

“Reportagem nos EUA considera que carros brasileiros são “mortais” Reportagem produzida pela Associated Press e publicada pelo jornal The New York Times em sua versão online avalia que os automóveis feitos no Brasil “são mortais”. A matéria afirma que os carros produzidos no país são feitos com “soldas mais fracas, poucos itens de segurança e materiais de qualidade bem inferior aos dos fabricados nos Estados Unidos e na Europa Fonte: Exame” brazileru tem de andar com carros ilegais que não podem trafegar nos eua e europa por serem considerados carros que matam por falta de segurança…aí o banana quando pensa… Read more »

WSilva
WSilva
Reply to  Agressor's
1 mês atrás

Jamais vou esquecer da cena dum tio meu pagando quase 40k num gol pelado zero ao invés de comprar um usado completo, mais potente e mais barato.

Andava por aí com peito estufado dizendo ”só compro carro zero”.

Camargoer.
Camargoer.
Reply to  João Adaime
1 mês atrás

Caro João. Há uma diferença entre preço e custo. O custo é a soma de tudo o que é gasto para produzir o produto, inclusive impostos. Preço é o que o consumidor concorda em pagar. No Brasil, em razão da desigualdade social, apenas uma pequena parcela da população com elevada renda está inserida no mercado de carros novos. Como a renda desta população é alta, o preço cobrado é alto. Pode-se zerar os impostos e o preço final será o mesmo. Nenhuma empresa irá vender por $10 aquilo que ela consegue vender por $20, mesmo que o custo seja de… Read more »

Atirador 33
Atirador 33
Reply to  Alfredo
1 mês atrás

Meu sonho de consumo é uma Rural Willys 1968 4×4, totalmente orgânica, a única tecnologia existente foi a aplicada na montagem do chassis e da carroceria para aguentar o peso do trabalho rural. Chips, ela nunca viu um em mais de 60 anos, e rodam até os dias de hoje.
Abs

Alfredo
Alfredo
Reply to  Atirador 33
1 mês atrás

Também gostaria de ter uma.
Mas prepare o bolso.
Ela gosta de gasolina.
Tem um moça, chamada J. Norbiato que tem um site no Youtube e é apaixonada por carros antigos .
Ela comprou uma no interior do Paraná.
A Rural fez cerca de 4 km/l e pegando estrada.

100nick-Elã
100nick-Elã
Reply to  Atirador 33
1 mês atrás

Essa bebe que nem bêbado que só vive em bar. No caso, ao invés de estar no bar, ela estará no posto.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Alfredo
1 mês atrás

Faz tempo que os brazilerus são roubados/explorados pelas grandes empresas multinacionais estrangeiras…o papo furado é sempre os impostos, mas na realidade a margem praticada aqui é a maior do mundo(Lucro braziu)… Saiu na revista Forbes(eua) uma pergunta para um dos diretores da Toyota qual o motivo dos carros do braziu serem tão caros?…Resposta: Simples, os brazileiros aceitam o preço e pagam…as coisas são caras porque as pessoas compram…Temos que tirar essa diferença no braziu, os europeus, japoneses e estadunidenses não aceitam preços altos e não pagam é difícil vender para eles… Conclusão…Paguem preços altos por carros como o Civic e… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Agressor's
João Adaime
João Adaime
Reply to  Agressor's
1 mês atrás

Caro Agressor’s
Na mentalidade do brasileiro, o que vale é se dá pra pagar o valor da prestação e não o valor total ao fim dos 500 (quinhentos, sendo irônico) meses do financiamento.
E não podemos culpá-los. Apenas estão seguindo o que sempre ensinou o professor Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, de que dívida não se paga, se rola.
Abraço

Pedro Calmon
Pedro Calmon
Reply to  Agressor's
1 mês atrás

Fabricar e vender carro no Brasil eh tao lucrativo, mas tao lucrativo, que a Ford fez as malas e foi embora.

Agressor's
Agressor's
Reply to  Pedro Calmon
1 mês atrás

A Verdade Não Contada Sobre a Saída Da Ford do Brasil:

https://www.youtube.com/watch?v=f5z_HRzxe5U&t=6s

Camargoer.
Camargoer.
1 mês atrás

Olá Colegas. O advento do 5G e da internet das coisas é outro fator que deve ser considerado. Praticamente, qualquer dispositivo elétrico-eletrônico poderá estar conectado a um sistema de informação. Além dos processadores, também é preciso microchips de interface responsáveis pela coleta de informação e de microchips de comunicação sem-fio. Quando maior o nível de automação, maior é a demanda por microchips, alguns mais simples e outros mais sofisticados. Além destes, também já é possível integrar sensores químicos para acompanhamento em tempo real de umidade, presença de gases, microorganismos e outras moléculas, permitindo coisas sensacionais como acionamento de irrigação inteligente… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camargoer.
1 mês atrás

Trabalhei, até ano passado, com as linhas de geladeira e máquinas de lavar da Samsung. Só as “tops de linhas” da marca. Acabou a época em que você podia levar essas máquinas em qualquer zé da esquina pra reparo. Cada uma dessas máquinas é de uma complexidade enorme, e os técnicos que fazem o reparo precisam de meses de treinamento e equipamentos caríssimos pro reparo, graça a “internet das coisas”, como você disse.
Fico imaginando a complexidade de carros autônonos da Tesla…

Camargoer.
Camargoer.
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Olá Wilber. Provavelmente, o futuro será a aquisição de um serviço, não do bem. O veículo será propriedade de uma empresa que prestará o serviço, fornecendo um veículo para uso. Isso simplificará a logística de manutenção e até de descarte do produto. com amplo reaproveitamento de peças e componentes. Em algum momento, as empresas de telecomunicações que oferecem tv a cabo também oferecerão a própria televisão no pacote. Eu sinceramente tenho uma dúvida sobre o sucesso do carro autônomo. Quem tem um carro é porque gosta de dirigir, caso contrário usaria Uber, Õnibus, metro ou trem. Por outro lado, acho… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Camargoer.
1 mês atrás

Aqui no Brasil, tirar carteira se torna cada vez mais caro, e lí uma reportagem ( não lembro aonde ) que as novas gerações da Europa e EUA tem cada vez menos interesse em comprar carros. Então, acredito que carros autônomos entrariam no pacote de “adquirir serviços, e não o bem em sí” que você disse.

Camargoer.
Camargoer.
Reply to  Willber Rodrigues
1 mês atrás

Olá W. A necessidade de veículo individual é inversamente proporcional á oferta de transporte público de qualidade. No Japão, a maior parte da população não tem carro particular, mesmo que tenha habilitação, fazendo muito uso de carros alugados. No Brasil, o transporte de ônibus intermunicipal é muito bom. O problema é o transporte municipal ou metropolitano. Nos EUA, o transporte público é ruim também.

João Adaime
João Adaime
Reply to  Camargoer.
1 mês atrás

Prezado Camargoer Nos Estados Unidos a maioria dos carros são “adquiridos” por leasing. Na verdade são alugados por um tempo predeterminado. O prazo mais comum é de 24 meses. Depois desse período o carro é devolvido e o usuário faz novo leasing, por mais 24 meses e assim por diante. Claro que ele pode pagar o valor residual e ficar com o veículo, mas para que se pode ter um zero a cada dois ou três anos? Quem não gostaria de ter uma Mercedes CLA 250 0Km por apenas US$ 327 por mês? O valor da parcela do leasing nos EUA é… Read more »

Camargoer.
Camargoer.
Reply to  João Adaime
1 mês atrás

Olá João. De fato. No Japão, o crédito imobiliário também tem juros baixos e as prestações são inferiores ao de um aluguel, contudo a avaliação de risco é rigorosa que nos EUA. A crise de 2008 foi o resultado do afrouxamento das avaliações de risco para hipoteca (que é um empréstimo no qual o imóvel é colocado como garantia). Aliás, na Europa, EUA e Japão, os juros são baixos. Eu não sei dizer a razão dos (poucos) bancos brasileiros cobrarem juros tao altos. Capitalismo é feito sobre o crédito. As pessoas se perguntam qual a razão de existirem poucos empreendedores… Read more »

Carlos Crispim
Carlos Crispim
1 mês atrás

Pra isso serviria a CEITEC, a inútil estatal de produção de chips criada pelo LULA, também conhecida pelo nome de “estatal do Boi”, pois só chegou a produzir um chip para aplicar em gado. Mas os bilhões que sairam do BNDES foram gastos em folha salarial, plano de cargos, viagens…tudo que o brasileiro que gosta de uma estatal aprecia. Igualmente temos a inútil da IMBEL, mas o pessoal acredita que essas estatais inúteis prestam pra alguma coisa, são monopolistas, só querem garantir a boquinha dos funcionários e empregos para os militares, votaram em peso no LULA, com medo da privatização,… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Alexandre Galante
Henrique
Henrique
Reply to  Carlos Crispim
1 mês atrás

sim.. a gente precisa de chip do BOI/gado nos carros kkkkkkk… em toda a vida da CEITEC quantos chips de 10-60nm ela fez? aé ZERO pq ela só faz o antigão de 600nm, e ainda faz mais caro que qualquer outra empresa privada

é mais barato pega orçamento da CEITEC e compra tudo em maquina de lavar louça e depenar as placas logica… vai ser menos dinheiro jogado fora e vai te um chip decente

tsung
tsung
Reply to  Carlos Crispim
1 mês atrás

CEITEC não sei quantos bvrr0s abrigam com diplomas concluidos nos exterior que é de enfeite , mal treinados e mal capacidados

Nilo
Nilo
1 mês atrás

Temos em MG a Unitec Semicondutores, empresa na qual o BNDES tem participação, precisa de parcerias e começar a produzir.

fewoz
fewoz
Reply to  Nilo
1 mês atrás

Desconhecia esta empresa, obrigado.

Nilo
Nilo
Reply to  fewoz
1 mês atrás
Kommander
Kommander
1 mês atrás

Bla bla bla, baboseira esse papo de que a produção diminuiu pq falta chips, estão faltando sim! Mas em compensação, as montadoras estão metendo a mão e cobrando um preço absurdo nos carros, e como consequência a procura baixou bastante, porque ninguém é louco de pagar 100 mil numa carroça vendida no Brasil, ou são…

Henrique
Henrique
Reply to  Kommander
1 mês atrás

porque ninguém é louco de pagar 100 mil numa carroça vendida no Brasil, 

bem vindo a inflação kkkkkkkkkkk quem diria que o Estado regularia a falta de chip promovendo a sociedade a não ter carros kkkk

Detalhe que não é só inflação a população tb não quer ter carro pq tirar carteira virou um inferno burocrático e uma máfia

Obrigado Estado por nos proteger da falta de chips kkkkkkkkkkkkkkk

Underground
Underground
Reply to  Kommander
1 mês atrás

Fosse assim a Ford não teria ido embora.
Os preços subiram porque nossa moeda desvalorizou e os custos subiram.

Camargoer.
Camargoer.
Reply to  Underground
1 mês atrás

Caro. A Ford se reposicionou no mercado, focando em veículos de maior valor. O mercado brasileiro tem uma característica diferente, cuja maior parte dos veículos são de menor porte e menor valor, mais parecido como mercado europeu e asiático.

Batista
Batista
Reply to  Kommander
1 mês atrás

Trabalho em uma montadora e este ano passado vi todos os pátios, jardins o heliponto e inclusive corredores(!) dos galpões entupidos de veículos já vendidos mas que não podiam ser entregues porque não tinham os chips, a produção precisou ser interrompida porque não tinha onde enfiar mais carro, se cogitou até enviar os carros pras concessionárias estocarem e depois instalar os chips.

Foxtrot
Foxtrot
1 mês atrás

Pois é, agora me digam que semi condutores não são estratégicos.
O CEITEC só não foi para frente devido a falta de visão dos governos sub sequentes a criação deste centro, militares e falta de políticas de incentivos e obrigações legais as multi estrangeiras no país.
Ainda há tempo e esperança.
Acho que agora é o melhor momento para o Brasil entrar neste seleto e importantíssimo grupo, de forma séria e correta (com empresas de capital nacional e nada de “espelhos” de empresas estrangeiras no país).

Underground
Underground
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

A CEITEC sempre esteve lá, não fez porque é uma empresa estatal, que SEMPRE vai precisar que “alguém” banque os seus custos, seus investimentos, que “alguém providencie que alguém compre.
Empresa estatal é um bebê que nunca vai crescer.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Underground
1 mês atrás

Putz mesma balela de quem sempre quiz e foi a favor de fechar ela.
Mas pela última vez vou desenhar para vocês.
CEITEC não é empresa, é centro de P&D.
Não cabe a ele vender Chips, e sim desenvolver tecnologias para possíveis empresas nacionais VENDEREM Chips.
Algo como o ITA vez com a Embraer no início.
Jesus vão estudar !

Henrique
Henrique
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Melhor opção é fechar a CEITEC e dar incentivos fiscais e de legislação para empresas estrangerias e nacionais PRIVADAS se desenvolverem no Brasil Faz uma “Zona Econômica do Chip” (de preferencia apenas no papel… não me obriga empresa ir for fim do mundo) onde a empresa, enquanto ela tiver a fabricação de chips no território nacional, ela terá um regime tributário diferente e é isenta de cumprir certas leis.. tipo CLT, por exemplo (indústria de semicondutor e chips ja pagam bem por uma mão de obra especializada… quem é inteligente pra trabalhar nisso ai sabe muito bem se entender com… Read more »

tsung
tsung
Reply to  Henrique
1 mês atrás

é o que samsung ofereceu na mão do PR bolsonaro , mas com todo certeza isso vai ser impedido graças aos molusco e seus capazos

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Henrique
1 mês atrás

Tá bom” Paulo Guedes”.
É o sonho de vocês né ?

Nemo
Nemo
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

A CEITEC chegou tarde sem recursos, sem patentes. Tinha 250 empregados, contando com advogados e aspones. Nunca produziu nada que justificasse. O governo tentou vender e apareceram ZERO propostas. Nem de graça apareceu alguém. Já foi tarde.

Neural
Neural
Reply to  Nemo
1 mês atrás

Intel começou numa faculdade.. Tudo é questão de tempo, Ceitec precisa de ajuda do estado até começar a andar sozinha. Bom é plantar soja e visitar quartel né?

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Nemo
1 mês atrás

Nunca produziu nada ?
Você entende de semi condutores ?
Qual é a escala de grandeza do melhor micro chip hoje produzido no mundo ?
O CEITEC estava produzindo um de 3 manômetros ?
Pesquisa e quem sabe aprende alguma coisa antes de escrever tanta asneira.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Correção nanômetros

Mensageiro
Mensageiro
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Dou risada. Falam muita baboseira sobre a empresa, ao menos acessa o site dela ou o Wikipedia. Ignorancia tem saco.

Last edited 1 mês atrás by Mensageiro
Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Mensageiro
1 mês atrás

Realmente falam muita baboseira.
Primeiro que ela não é empresa e sim centro de P&D.
E realmente estudar faz bem para todos, e nem isso eles são capazes de fazer.
Geração do cabresto !

Lucena
1 mês atrás

O chip é a alma dos negócios hightec, não tem como ter um chip como o componente essencial no projeto seja lá que seja este projeto, desde veículos, comunicação e até novos meios de obtenção de energia limpa e de escala…. coisa que atualmente são as pedras angulares dos países ocidentais. . Quem comandar o mercado dos chips, algo estratégico, com certeza terá a premissa na cadeia produtiva em especial… a da alta tecnologia, fundamental para o mudo atual. . A ironia de tudo isso, é e justamente o Oriente que sai na frente do Ocidente, tendo as duas Chinas… Read more »

M.@.K
M.@.K
1 mês atrás

O lado bom dessa história é que meu Peugeot 2014 valorizou uns 25%… se eu conseguir a façanha de vender ele pelo preço que comprei, não saio tanto no prejuízo. (brincadeirinha… Peugeot é muito bom).

MFB
MFB
Reply to  M.@.K
1 mês atrás

Vai ser bom também quando você vender e precisar comprar outro. Afinal, só o seu carro valorizou, correto? …

Adriano Madureira
Adriano Madureira
1 mês atrás

O problema é que encheram os carros com muitas frescuras tecnológicas, itens que até seus donos nem usam muito… E é cada novidade tecnológica agregada ao carro que faz o preço subir. Ano passado saiu uma matéria falando sobre isso,Uma pesquisa da J.D. Powers mostrou que muitos consumidores não usam ou nem sabem usar muitas delas. A pesquisa foi realizada nos EUA, onde os consumidores estão trocando carros com cerca de 10 anos por modelos novos. Os itens mais usados pelos motoristas são os que auxiliam na direção, como câmeras 360°, retrovisores digitais e condução com um pedal (em carros… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Não é contrário à hegemonia das finanças (cuja ideologia é proteger o investidor e não o consumidor) colapsar a produção em massa de ítens “essenciais”. Muitas empresas que oficialmente produzem veículos já garantem lucros consideráveis investindo no mercado financeiro, conforme R. Kurz relatou. A soma de ativos financeiros em todos os mercados do mundo equivale a cinco vezes o PIB mundial, o que representa a ameaça de extinção do sistema produtor de mercadorias para as massas (evidentemente a produção de artigos de luxo ou exclusivos para as elites e nouveau riches não vai deixar de existir). O plano geral do… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Em complemento de uma frase: ‘(…)massas urbanizadas embebidas num setor de serviços mastodôntico e precarizado, agora virtualmente (…)’.

Omg
Omg
1 mês atrás

A culpa é do chip. O fato e estarem cobrando 80 mil num golzinho 1.0 pelado não tem nada a ver com isso.

Omg
Omg
Reply to  Omg
1 mês atrás

*de estarem

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Omg
1 mês atrás

A culpa é da desigualdade que se amplia nessa época de arremate da mudança de pele do capitalismo. Não é que o carro esteja caro, é o poder aquisitivo dos trabalhadores que está sendo esmagado – sem por quê, acrescento, já que o circuito criador de riqueza fictícia não precisaria destruir o rendimento do setor produtivo, que não lhe ameaça, mas o faz movido pela vetusta compulsão de criar escassez e penúria mesmo que elas não o tornem mais rico.

LUIZ
LUIZ
Reply to  Omg
1 mês atrás

A tecnologia que encarece o produto e se torna absoletos em pouco tempo. Dispositivos que não tem conserto e sim a troca por outro.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Nem todo mundo tem carro, mas quase todo mundo tem smartfone, hoje um dispositivo indispensável na paz e na guerra. Na China onde o sistema de registro social hukou (criado em 1958, que estabelecia dois tipos de ‘registro de cidadania’, a rural e a urbana, cada uma com diferentes direitos e deveres) criou, naqueles anos de urbanização acelerada dos 1980/90 em diante, imigrantes vindos do campo sem direitos nas cidades, chineses de segunda categoria. Mas mesmo estas duas categorias de pessoas, eivadas por uma aguda desigualdade de acesso a bens e serviços, têm curiosamente a mesma quantidade de acesso e… Read more »