Reverter o processo de desindustrialização pode aumentar a produtividade, a inovação e a exposição brasileira no mercado internacional

Por Gabriella Collodetti, jornalista do estúdio CB Brands

No início deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) indicou que o Brasil passa por um processo de desindustrialização e perda de competitividade econômica há mais de duas décadas. A declaração feita por José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo do órgão, também chamou atenção para as consequências desse panorama, com impactos desde a geração de empregos qualificados até a inserção do país em âmbito internacional.

Com urgência em resolver esse cenário, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) realizou, no mês de maio, a primeira reunião do comitê executivo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), responsável por debater e elaborar uma nova política industrial para o Brasil. Dois meses depois da sua reestruturação — após sete anos com as atividades pausadas —, o CNDI publicou uma resolução com as diretrizes para a nova política industrial brasileira.

O documento define princípios, missões e objetivos da nova política industrial. Na publicação no Diário Oficial da União (DOU), destacou-se a necessidade da proposta considerando que o crescimento econômico e social do país requer que sua indústria seja forte e competitiva. Além disso, é pontuado que houve um considerável enfraquecimento das políticas de desenvolvimento desde o início da década de 1990, em particular das políticas industriais, de inovação e de exportação; além da predominância do processo de desindustrialização precoce no país.

Na avaliação de Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o fortalecimento do setor é essencial e reverter o processo de desindustrialização, que no Brasil foi precoce e mais agudo do que no resto do mundo, é necessário e urgente. Sem essa iniciativa, o especialista indica que não haverá melhores empregos, salários, transição verde ou desenvolvimento social no país.

“Precisamos dar respostas adequadas aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, pela transformação digital e pela reorganização das cadeias globais de suprimentos, que sofreram com a pandemia e com incertezas relacionadas à guerra na Ucrânia. Não é à toa que as economias mais avançadas vêm implementando programas voltados ao desenvolvimento do setor”, explica.

O empresário ressalta que, ao longo da última década, pelo menos 84 países, que representam mais de 90% da economia mundial, adotaram medidas de apoio às indústrias. Nesse sentido, Andrade defende que o Brasil precisa de uma política industrial moderna, que permita ao país enfrentar desafios trazidos pelas mudanças climáticas, pela transformação digital e pelo novo arranjo das cadeias globais de suprimentos.

Crise na indústria brasileira

O presidente explica que, após 2008, as maiores economias diversificaram a oferta e incluíram novos instrumentos em suas políticas de apoio oficial à produção e às exportações, contemplando fortes subsídios, subvenções e incentivos à transição verde, à digitalização e ao avanço tecnológico de setores e produtos estratégicos, muitos deles considerados essenciais à segurança sanitária, alimentar ou à defesa e segurança nacional.

“As economias com mais destaque têm desenhado estratégias de fomento ao desenvolvimento produtivo e tecnológico que moldam as bases da indústria do Século 21. As preocupações com a digitalização e a descarbonização da economia se materializam na forma de subsídios e incentivos fiscais à indústria e de medidas com viés protecionista, que podem se converter em concorrência desleal ou em novas barreiras ao comércio e aos investimentos. Por isso, é fundamental que o Brasil tenha uma clara e consistente estratégia de desenvolvimento industrial para enfrentar esse complexo cenário global”, contextualiza.

De acordo com a CNI, essas políticas industriais são o conjunto de ações que envolvem setor público e privado para formar uma visão estratégica para o crescimento do segmento industrial de um país. Segundo a entidade, uma política industrial bem desenvolvida gera resultados não apenas no campo da competitividade, mas também na geração de mais postos de trabalho e empregos com melhor remuneração.

Nesse contexto, a atração de investimentos, maior integração internacional, ampliação do acesso das empresas brasileiras e o aumento das exportações são aspectos que podem ser beneficiados quando há o desenvolvimento de políticas públicas integradas. Para isso, estimula-se a implementação de instrumentos de política industrial: linhas de financiamento, compras públicas, encomendas tecnológicas, incentivos fiscais, incentivos de créditos, regulação, incentivo à inovação.

“São as políticas estatais que induzem e direcionam prioridades para o investimento privado, aqui e em todo o mundo. A atração de investimentos, a maior integração internacional, o aumento das exportações e a ampliação do acesso das empresas brasileiras ao mercado externo requerem políticas de apoio, como o adequado financiamento e garantias públicas para operações não cobertas pelo mercado privado, assim como a criação de um ambiente regulatório que estimule o desenvolvimento tecnológico e a inovação”, indica o presidente da CNI.

Plano de Retomada da Indústria

Análises feitas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a ausência de uma política industrial clara, com objetivos e benefícios que transbordam a indústria, é uma das razões para o Brasil ter perdido relevância nas últimas décadas. Neste momento, as principais economias do mundo estão se empenhando em ações de desenvolvimento voltadas à inovação, à sustentabilidade e à competitividade internacional. Para a entidade, responder a esses desafios é uma urgência para a sociedade, o poder público e o setor privado.

Para contribuir com a estruturação das políticas industriais do Brasil, a CNI apresentou, neste ano, o Plano de Retomada da Indústria, compartilhado com o governo brasileiro. A entidade informa que a iniciativa trata-se de um roteiro para o Brasil aproveitar a janela de oportunidades aberta pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e pela disseminação das tecnologias digitais na economia.

Com missões estratégicas transversais, que buscam trazer respostas aos grandes desafios da sociedade, a Confederação apresenta propostas para a reindustrialização do país, em bases modernas e alinhadas com as atuais demandas por sustentabilidade, com políticas orientadas por missões, que complementam os requisitos do desenvolvimento com a busca por soluções aos grandes problemas nacionais que afetam a vida dos brasileiros.

“O Brasil pode ocupar um espaço de destaque na economia global, considerando suas vantagens, como a riqueza natural, a capacidade de produzir alimentos, a estrutura industrial diversificada, o potencial em biocombustíveis e em bioeconomia e a matriz energética limpa. Para isso, é preciso haver uma mudança de mentalidade, afastando completamente a visão estreita e errônea que vincula qualquer política industrial a equívocos cometidos no passado”Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O presidente da CNI reforça que o Brasil deve mobilizar as suas forças – que incluem os valores democráticos, a capacidade de produzir alimentos, a estrutura industrial diversificada, a produção de biocombustíveis, a bioeconomia, os recursos naturais e a matriz energética limpa, entre outras – para colaborar com a construção de um mundo sustentável.

“Também deve atuar para reforçar seu ecossistema de ciência, tecnologia e inovação, contribuindo para galgar posições de alto valor agregado nas cadeias globais de valor. É essencial que o país cresça para reduzir a pobreza e as desigualdades, melhorando a qualidade de vida da população, marca fundamental do verdadeiro desenvolvimento econômico, tecnológico e social que todos desejamos atingir”, complementa.

FONTE: Correio Braziliense

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Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
10 meses atrás

“Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” – autor desconhecido Quantas vezes ainda precisamos tentar a mesma estratégia de protecionismo e subsídios intermináveis para nossa indústria – eternamente nascente – antes de percebermos que essa estratégia não funciona? O que o Brasil precisa é de investimento em educação, ciência e tecnologia, um ambiente institucional e jurídico estáveis e eficientes, um sistema tributário mais simples (com a reforma tributária estamos rumo ao caminho certo nisso, felizmente), melhoria de nossa infraestrutura e redução das barreiras tarifárias. Gastar dinheiro que poderia ser usado com educação e saúde subsidiando setores que não… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

Teve um comentarista anterior que disse que deveríamos fazer reserva de mercado, e que todo equip. eletrônico BR deveria usar chips da CEITEC. O problema é: 1- Os chips da CEITEC estão no nível tecnológico de um Playstation 2 ou 3, totalmente atrasado a gerações. 2- Já tentamos essa de reserva de mercado´´ 2X ( pelo que me lembro ). Spoiler: não funcionou em nenhuma das ocasiões, e com certeza não funcionará na 3ª. Também não adianta injetar grana a torto e a direito sem critérios, em setores aonde claramente não há demanda, como você mesmo disse. A pergunta, antes… Read more »

Sulamericano
Sulamericano
Reply to  Willber Rodrigues
10 meses atrás

Concordo com a ideia de se criar um mercado industrial voltado para o agronegócio. Mas não é só essa a industrialização que vai ter escala para criar empregos suficientes.
Com relação a CEITEC, ela produzia mayoritariamente Chips para o rastreio animal (gado) e para passaportes.
Não é preciso começar produzindo Chips pra supercomputadores. Existe um mercado gigantesco pra tecnología de Chips mais básicas.
Mas é preciso começar por algum.

Tutu
Reply to  Willber Rodrigues
10 meses atrás

O Chip CELL do PS3 era muito mais poderoso que qualquer coisa que a CEITEC já tentou ou teve orçamento para fazer.

ELIAS
ELIAS
Reply to  Willber Rodrigues
10 meses atrás

A CEITEC é a única fábrica de chips da América do Sul, e a falta de parcerias faz com que ela tenha um desempenho deficiente.
O ano passado Sansung uma das lideres nesse segmento cogitou em montar uma fábrica no Brasil.
Num mercado cada vez mais computadorizado devemos estimular a vinda dessa empresa, se não com uma unidade própria uma Joint Venture com a CEITEC.
Não podemos pensar em desenvolvimento industrial sustentável se dependermos de chips de Taiwan ou outro fornecedor internacional.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

reforma tributária tá tornando mais fácil pagar mais imposto, então é trocar um problema por outro.

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Reply to  Carlos Campos
10 meses atrás

Ppara aumentar a carga tributária o governo teria de aprovar outro PL, pois o texto da reforma proíbe explicitamente que se aumente a carga tributária total. O que vai acontecer é um aumento da taxa no setor de serviços, mas ocorrerá uma redução importante para a indústria.

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

P.S. não estou defendendo governo algum nesse último comentário. A reforma tributária é algo que foi indevidamente politizado, quando deveria ter tido amplo apoio no Congresso Federal e dos políticosde todas as vertentes. Vale lembrar inclusive, que, enquanto estava no poder, o governo anterior buscava aprovar essa mesma reforma.

Pragmatismo
Pragmatismo
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

Não buscou aprovar, eis a questão.
A reforma é neutra. Leia!

Pragmatismo
Pragmatismo
Reply to  Carlos Campos
10 meses atrás

Simplifica enormemente o sistema tributário, assim, reduz o custo astronômico com o jurídico e o contábil.
Informe-se.
Não caia em discurso ideologizado.

deadeye
deadeye
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

Coreia do Sul, Japão e até mesmo países como Indonésia ou Turquia mandam abraços.

Nativo
Nativo
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

ESTES pontos que você levantou em especial a educação são os básicos para o desenvolvimento de qualquer país, mas entre nós a educação fica a sabor dos governantes.
Um foca em ciência, outro foca em militarismo e religião, ven outro e foca em excesso de matérias. Assim fica difícil competir no mínimo .

Palpiteiro
Palpiteiro
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

E o pessoal votando a volta da contribuição sindical

João Moita Jr
João Moita Jr
10 meses atrás

Política industrial estruturada? Primeiro precisam inventar isso aí no Brasil.

Pedro
Pedro
Reply to  João Moita Jr
10 meses atrás

Primeiro precisam inventar um país né. Porque isto aqui é uma z.ona.

Underground
Underground
10 meses atrás

Brasil é um país estranho. Não consegue competir com Alemanha, que tem salários elevados, nem com a China com salários baixos, embora os salários chineses na indústria já tenham superados os brasileiros. Ambiente jurídico trabalhista hostil, tributário fiscal complexo e perverso, falta de renda e poupança, inibido consumo e poupança.

Werner
Werner
Reply to  Underground
10 meses atrás

Quanto ao ambiente jurídico trabalhista hostil você sabe que é graças à turma vermelha que chama o empregador ou patrão de inimigo,explorador,neoliberal,capitalista voraz e etc. As audiências da JT e a luta deles contra a reforma trabalhista já diz tudo e as vezes o receio de alguns investimentos np Brasil.

DanielJr
DanielJr
10 meses atrás

Expectativa: redução de burocracias, fomento às novidades, facilitação de importação de maquinário moderno, redução de impostos, construção do mínimo de infraestrutura, fornecimento de energia, transporte e segurança jurídica para contratos. Realidade: aumento de impostos, elevação de barreiras de importação, isolar o consumidor e povo brasileiro de novidades (produtos e serviços) disponíveis mundo afora, para proteger a “indústria nacional”. Resumo: Não compre HP ou DELL, olha que beleza esse multilaser. Você não precisa ter acesso a alfa romeo, mazda, e outras dezenas de marcas e modelos de veículos, a revista 4 rodas está mostrando as vantagens entre gol e celta, lindos.… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  DanielJr
10 meses atrás

“(…) e sim a constante baixa na qualidade dos produtos fabricados aqui no país, ano após ano.”

Principalmente na área alimentícia. Jesus, cada dia que passa tenho mais certeza que eu não tomo café, eu bebo pó de serragem com tinta preta. Não quero nem ver no dia em que tiver uma investigação SÉRIA sobre o que as indústrias alimentícias BR estão fazendo…

Underground
Underground
Reply to  DanielJr
10 meses atrás

Falando em infraestrutura: precisaríamos dobrar o investimento nessa coisa só para cobrir depreciação sem contar reposição fo que já foi perdido e as necessárias ampliações.

deadeye
deadeye
Reply to  DanielJr
10 meses atrás

O fato que o Governo da Coreia do Sul, cobriu os prejuízos da Hyundai por 20 anos, provam o contrário.

DanielJr
DanielJr
Reply to  deadeye
10 meses atrás

A Hyundai é uma empresa séria, não esses engodos que temos aqui, que querem clientela cativa garantida pelo governo para fabricar os mesmos produtos por 50 anos.

Moises
Moises
10 meses atrás

Política Industrial passa por investimento e planejamento do Estado. Com compras governamentais, etc. O PAC, junto com o BNDES tem objetivos com esse sentido. E outra, não dá para construir política pública industrial com “Estado mínimo”, mas sim com um consenso desenvolvimentista.

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Reply to  Moises
10 meses atrás

Estamos há quase um século tentando de novo e de novo esse “consenso desenvolvimentista”. Não deu certo no passado e não dará certo no futuro. Dar subsídios intermináveis e adotar barreiras às importações sendo que não cuidamos de fazer o básico (ambiente institucional, educação, tributação e infraestrutura) é jogar dinheiro do contribuinte na lata do lixo. A eterna redistribuição de renda reversa, do pobre da favela para o empresário rico. Outrossim, salvo algumas alas mais desvairadas da população, ninguém defende “Estado mínimo” no Brasil. Mesmo os grandes economistas liberais brasileiros defendem o Estado de bem-estar social em maior ou menor… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Bruno Vinícius
10 meses atrás

Qualquer versão de estado mínimo ou menos um estado pequeno é impraticável no Brasil, já que é uma país estruturado em um sistema de castas. Os do topo precisam do estado como instrumento de proteção dos próprios privilégios e como barreira intransponível para uma ascensão social, afinal não se pode deixar que o povo torne-se menos dependente do estado.

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Moises
10 meses atrás

Petrobrás é Transpetro já estão se preparando para torrar mais alguns bilhões de Reais para fomentar, pela quarta vez, uma indústria naval.
É desde tipo de planejamento que vc fala?

Heverton Ribeiro
Heverton Ribeiro
10 meses atrás

O Brasil tem um problema grande nas mãos. A maioria das suas indústrias são da década de 70. Dificilmente conseguem competir com as novas indústrias chinesas.

A C
A C
10 meses atrás

Desenvolvimento do Brasil: isso jamais acontecerah. Amigos, desculpem a frase contundente acima. Isso vai de contra aos nossos desejos e mesmo esforcos. Se voce ainda discorda, lhe convido a observar mais uma vez o grafico da materia e observar a tendencia de _________ (voce completa). Politicas de desenvolvimento sao lindas no papel mas ficam presas na burocracia governamental. Hah muita gente com boas intencoes no 3 niveis de governo, muito competentes e capazes mas se cansam de dar soco em ponta de faca, preferindo finalmente se acomodar nas benesses e conforto dos cargos/carreiras. Problemas culturais como corrupcao, altos impostos, falta… Read more »

Jacinto Fernandes
Jacinto Fernandes
10 meses atrás

Para refletirmos: um país que passou por um processo de desindustrialização foram os EUA e vejam como o governo lá está lidando com a questão e os resultados

https://www.businessinsider.in/policy/economy/news/the-us-is-building-factories-at-a-wildly-fast-rate/articleshow/100856680.cms

RPiletti
RPiletti
10 meses atrás

Já escrevi e vou escrever novamente, da minha turma, iniciamos em 120 e saímos em 12 ao final do curso. Enquanto não houver formação profissional neste país a indústria vai seguir de ré…

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
10 meses atrás

Enquanto tivermos um Estado mastodôntico, onde a arrecadação vai quase toda para pagto de Folha Salarial, onde se pagam impostos em cascata , onde a produção é tributada, o salario é tributado, insegurança jurídica onde a maior Corte do país reedita ou muda suas próprias decisões, um Legislativo caro, inchado, cheio de Aspones, nos 3 níveis administrativos, ou seja, trabalhamos para sustentar uma máquina enferrujada, não vai haver Projeto de País que se sustente.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
10 meses atrás

E outra, o planejamento de médio e longo alcance do brasileiro é saber se vai fazer sol no próximo feriado!!

AMX
AMX
10 meses atrás

Todo mundo agora falando na tal descarbonização.
Mais um falso mantra que não levará a nada e é puro engodo.
E não, isso não é um apoio à falta de regras ambientais.