O presidente Biden e outros líderes do G20 anunciaram no sábado (9/9) um grande projeto de infraestrutura internacional para conectar a Índia, o Oriente Médio e a Europa com ferrovias, companhias marítimas, cabos de dados de alta velocidade e gasodutos de energia.

O projeto, anunciado durante a Cimeira do G20 em Nova Deli, é uma das principais iniciativas que a Casa Branca tem promovido internacionalmente para contrariar a crescente influência de Pequim e criar uma alternativa à visão chinesa do Cinturão e Rota (Belt and Road), da qual o Médio Oriente é uma parte fundamental.

Biden disse que Arábia Saudita, Israel, Emirados Árabes Unidos e Jordânia farão parte da iniciativa, que foi relatada pela primeira vez pela Axios.

O acordo surge num momento em que a administração Biden procura completar o seu esforço diplomático para um mega acordo com a Arábia Saudita que poderia incluir um acordo de normalização entre o reino e Israel.

“É um grande negócio. É realmente um grande negócio. Este projeto contribuirá para tornar o Médio Oriente uma região mais próspera, estável e integrada”, disse Biden.

Biden anunciou o projeto junto com líderes da Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e Comissão Europeia.

Biden disse que o projeto criaria um corredor econômico entre a Índia, o Médio Oriente e a UE.

“Investiremos em ferrovias e linhas marítimas da Índia para a Europa, que serão conectadas através da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e Israel”, disse Biden.

O presidente dos EUA acrescentou que o projeto facilitará o comércio e a exportação, a transferência de energia limpa e fornecerá um serviço de Internet rápido e estável aos países do Médio Oriente.

O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, disse que o reino participará no projeto com um investimento de 20 bilhões de dólares e instou os líderes a iniciarem imediatamente o planeamento e implementação do projeto.

FONTE: Axios

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deadeye
deadeye
10 meses atrás

E o pessoal aqui no blog, achava que os EUA e OTAN não tem capacidade de competir rsrs.

Oplot
Oplot
Reply to  deadeye
10 meses atrás

Com o preço e velocidade dos Chineses, não mesmo.

WSilva
WSilva
10 meses atrás

Uma cópia americanizada do Belt and Road da China.

Carlos
Carlos
Reply to  WSilva
10 meses atrás

Aqui está a estampa bem acentuada de quem é anti EUA e muito pro China. A propósito, já aprendeste a comer arroz e feijão utilizando pauzinhos? Por acaso sabes quem foi Marco Polo? Por acaso sabes o que é o Plano Marshall? Por acaso sabes como são feitos empréstimos a África, para a construção de infraestruturas? Resumindo nada sabes.

WSilva
WSilva
Reply to  Carlos
10 meses atrás

Você misturou tudo meu caro, esse projeto americano atual não tem nada a ver com Plano Marshall, esse aqui é apenas uma forma de competir com o projeto chinês Belt and Road ou você acha que em pleno 2023 os EUA passaram a olhar com carinho para essa turma que eles jogavam bombas na cabeça até alguns meses atrás? rs E sei sim como muitos empréstimos são feitos a África pelo FMI, quem parece não saber são os que repetem a narrativa ”debt trap da China” sendo que a maior parte da divida do continente Africano é justamente com o… Read more »

yuri
yuri
Reply to  WSilva
10 meses atrás

quanto esforço vocês fazem pra ficar endeusando um país que te enquadra por usar cosplay de anime, jesus.
“ah, mas naquele país árabe lá que os americanos tem alguma relação” justifica por acaso? não, né? kkkkkk

WSilva
WSilva
Reply to  yuri
10 meses atrás

Cada país com sua cultura e costumes, aprenda a respeitar.

yuri
yuri
Reply to  WSilva
10 meses atrás

jesus…

Carlos
Carlos
Reply to  WSilva
10 meses atrás

“Uma cópia americanizada do Belt and Road da China” esta frase é tua e os EUA não copiam a nova rota da seda, porque não é nova e já em cabelos brancos, mas são os autores do Plano Marshall e claro, nada sabes sobre os financiamentos chineses em África, e questiona os angolanos sobre as dívidas do país à China porque tu não dizes mas os financiamentos são feitos para a construção de infraestruturas no qual a China avança com o dinheiro, mas os contratos de construção devem ser feitos com empresas chinesas que por sua vez trazem os trabalhadores… Read more »

WSilva
WSilva
Reply to  Carlos
10 meses atrás

Você não leu a máteria amigo? ”O projeto, anunciado durante a Cimeira do G20 em Nova Deli, é uma das principais iniciativas que a Casa Branca tem promovido internacionalmente para contrariar a crescente influência de Pequim e criar uma alternativa à visão chinesa do Cinturão e Rota (Belt and Road), da qual o Médio Oriente é uma parte fundamental.” Ou seja, se não existisse o projeto chinês essa alternativa americana não existiria, eles iam continuar a jogar bombas na cabeça dos povos do Oriente Médio pois é isso que quase sempre fizeram. Aliás, o agora caridoso EUA estão esperando o… Read more »

Carlos
Carlos
Reply to  WSilva
10 meses atrás

Por acaso sabe que a nova rota da seda acaba no porto do Pireu? Todo o resto são cantigas para vender papel. Em 2021 eram 10 bilhões, em 2022 fala-se em sete bilhões, resumindo era dinheiro doado pelos EUA e como o poder no Afeganistão foi tomado pela força pelos Talibãs e estes não cumpriram nada do que se tinham comprometido fizeram os EUA muito bem em congelar esse dinheiro e claro como bom pró chinês tinhas que falar nisso porque os chineses querem receber o dinheiro que adiantaram aos talibãs, mas estes não têm dinheiro, ou seja resumindo foi… Read more »

WSilva
WSilva
Reply to  Carlos
10 meses atrás

”Todo o resto são cantigas para vender papel.” São mais de 140 países membros no mundo todo e mais de 40 somente no continente Africano. ”Afeganistão foi tomado pela força pelos Talibãs” Talibãs que o proprio EUA ajudaram a financiar decadas atrás. rs Não se esqueça que os Talibãs são nativos do Afeganistão, os americanos eram invasores. ”Quanto ao dinheiro emprestado sem ser cobrado recordo que foste tu que falaste nos empréstimos à África feitas pelo FMI.” Eu falei da dívida do continente Africano com o ocidente que é MUITO maior do que a dívida deles com a China. O… Read more »

Carlos
Carlos
Reply to  WSilva
10 meses atrás

Como bom pro chinês que és, descobri um excelente documentário pra ti com o título “Guerra dos Chips” e onde também podes ver que a China mente e alem da propaganda, não tem tecnologia de ponta https://www.rtp.pt/play/p11853/chip-war
Não te esqueças que as autocracias não criam nada de novo, apenas copiam porque as verdades são absolutas e não questionáveis

WSilva
WSilva
Reply to  Carlos
10 meses atrás

Suas fontes são péssimas além disso eu dificilmente assisto documentários, eu leio livros.

Pare de acreditar nessas porcarias ocidentais ou então pelo menos tenha acesso a fonte primária, cruze informações e depois tente chegar a uma conclusão razoável.

Joanderson
Joanderson
10 meses atrás

A rota da seda versão americanizada, competição é sempre bom.
Podia a china e Rússia aproveitar o embalo e fazer com o Brasil o que os EUA fizeram com Japão Coreia do Sul e Taiwan, investir no Brasil a ponto de nos desenvolver e virarmos um contra ponto a influência dos EUA na América do Sul.
A China entra com dinheiro e tecnologia Militar e Civil e a Rússia entra com tecnologia nuclear e também militar.

Orivaldo
Orivaldo
Reply to  Joanderson
10 meses atrás

A Rússia vai investir oq meu filho ?

Jose
Jose
Reply to  Orivaldo
10 meses atrás

“A China entra com dinheiro e tecnologia Militar e Civil e a Rússia entra com tecnologia nuclear e também militar”. Caro Orivaldo você não gostar da China, Rússia ou outro faz parte, agora negar a expertise/know how russa no campo nuclear tira a credibilidade da sua crítica amigo.

yuri
yuri
Reply to  Joanderson
10 meses atrás

“Podia a china e Rússia aproveitar o embalo e fazer com o Brasil o que os EUA fizeram com Japão Coreia do Sul e Taiwan, investir no Brasil a ponto de nos desenvolver e virarmos um contra ponto a influência dos EUA na América do Sul.” e porque será que não fazem isso, né. mas não, “eles sim são bonzinhos, eles nos amam”, disseram kkkkkkk

Vitor
Vitor
10 meses atrás

Quanta embromação…segue o exemplo chinês põe dinheiro e mão na massa e o resultado aparece sem sanções e boicote ao parceiro comercial.

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
10 meses atrás

Mais uma vez a América latina esquecida nesse baile. Depois vem diplomata e general estadunidense reclamando da presença russa e chinesa no subcontinente, bem próximo do território americano, colocando em risco o “american way of life”.

Magaren
Magaren
10 meses atrás

India só ali vendo China x EUA e participando de ambos lados e iniciativas kkkk

Alias até Russia eles mantém relações estreitas.

BraZil
BraZil
10 meses atrás

Bom dia a todos. Puro desespero do Tio Sam…tentando recuperar o tempo perdido a toque de caixa. Se vai funcionar bem ou mal, não sabemos, mas é sinal de desespero…Me lembra aquele cara, que viu a obra do vizinho bem atrasada em relação a sua e deitou para tirar uma soneca, acordou e viu que a obra do vizinho estava mais adiantada que a sua e começou a trabalhar atabalhoadamente, diante da possibilidade de ver a outra concluída antes e ficar mais bonita…