França, Bélgica, Chipre, Estônia e Hungria assinaram, hoje, 19 de junho, um acordo de cooperação estratégica para a aquisição conjunta do sistema de defesa aérea terrestre Mistral 3.

Coordenado pela DGA (Direção-Geral do Armamento – Ministério das Forças Armadas/ França) com o apoio da MBDA, o acordo oferece às nações parceiras acesso a um processo de aquisição aprimorado que atende aos requisitos das forças armadas. Seguindo os passos dos primeiros cinco países, muitas outras nações também manifestaram interesse nessa cooperação.

Eric Béranger, CEO da MBDA, declarou: “Esta cooperação é grande avanço no fortalecimento das capacidades de defesa da União Europeia e de seus estados membros, contribuindo para a soberania e segurança coletivas. Este acordo impulsionará a eficiência e aumentará a resiliência da base industrial de defesa Europeia.”

O Mistral 3, atualmente em serviço no Exército Francês e em muitos outros usuários, é um míssil de defesa aérea que tem um buscador de imagem infravermelha e capacidades avançadas de processamento de imagem. Com taxa de sucesso de mais de 96% e a melhor confiabilidade entre todos os sistemas de defesa aérea terrestre de curto alcance atuais, ele tem a capacidade de engajar alvos com baixas assinaturas térmicas, como drones, mísseis turbojato e embarcações de ataque rápido a longas distâncias.

Sobre a MBDA

A MBDA é um grupo multinacional europeu único, líder mundial na área de sistemas de armas complexos, desempenhando um papel fundamental na manutenção da segurança das nações. Criada com o espírito de cooperação internacional, a MBDA e seus mais de 15 mil colaboradores trabalham juntos para apoiar a soberania nacional da França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido, assim como de seus aliados em todo o mundo. Como aceleradora de inovações, a MBDA é o único grupo Europeu capaz de projetar e produzir armamentos complexos para atender a toda a gama de requisitos operacionais atuais e futuros das três forças armadas (exército, marinha e aeronáutica). A Airbus (37,5%), BAE Systems (37,5%) e Leonardo (25%) são coproprietárias da MBDA.

DIVULGAÇÃO: Rossi Comunicação

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Daniel
Daniel
1 mês atrás

Me admira muito que os países sul americanos não façam parcerias semelhantes. Como todos eles tem baixos orçamentos na defesa, a escolha e a produção em conjunto são a melhor opção.

DanielJR
DanielJR
Reply to  Daniel
1 mês atrás

O maior problema é o dinheiro. Cada país sul americano tem seu próprio cronograma de atrasar pagamentos e refazer calendários de entregas e cancelamentos, sincronizar tudo isso é quase impossível.

Até atrevo a dizer que um fabricante faria um contrato desses com o Brasil sendo o avalista do contrato ou algo assim, e aí a cobrança de terceiros cairia aqui.

Talvez até achar o modelo de míssil tenha algum problema, alguns não querem franceses, outro israelenses, outros russos e chineses. Grandes chances de escolherem um modelo alternativo/exótico.

Groosp
Groosp
Reply to  DanielJR
1 mês atrás

Cada força tem seu próprio cronograma de atraso.