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Morre o escritor e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira

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O escritor e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira Foto: ORLANDO KISSNER /AE

Aos 81 anos, Moniz lançou mais de 20 obras e morava na Alemanha

Morreu na tarde de ontem, 10, o escritor e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira hoje. O autor morava na Alemanha onde lançou clássicos como Formação do Império Americano, A Segunda Guerra Fria e A desordem mundial.

Em novembro desse ano ainda lançou  as edições revistas e ampliadas de O ano vermelho – A Revolução Russa e seus reflexos no Brasil e Lênin – Vida e obra.

O professor estava internado desde o último domingo no hospital. A causa da morte e informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas pela família.

Moniz era honoris causa da Unibrasil e da UFBA e em 2006, a União Brasileira dos Escritores (UBE) elegeu-o, por aclamação, Intelectual do Ano de 2005, conferindo-lhe o Troféu Juca Pato, por sua obra Formação do império americano. Em 2014 e 2015 foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura.

FONTE: Estadão

39 COMMENTS

  1. Ja li sim, me deu nojo de tanto anti-ocidentalismo e anti-americanismo nao sei pq morava na Alemanha, deveria e ter ido morado na Russia. Nao tenho respeito por pessoas anti-ocidentais, pra mim nao passam de inimigos.

  2. Inclusive ele teve participação na criacao daquela aberracao megalomaníaca do livro branco de defesa de 2009, afirmava com toda certeza que os americanos estão nos cercando, inclusive criando bases imaginarias americanas nas redondezas e distorcendo fatos, sujeitos como esse f… completamente com a producao intelectual de um pais, nao me espante de ter tanto “exxxpecialista” de política internacional falando que a 4 frota americana foi reacreada para agredir o Brasil e isso vindo de possoas diplomadas, isso que me irrita. Nao estou reclamando do post, ja que a pessoas que reclamam dos posts do forte que nao condizem com sua visao de mundo, so estou dando minha opinião sobre o que acho do sujeito e sua influência, eu sei que o forte como um veiculo de credibilidade sempre postas essas notícias de varias ideologias ou opiniões.

  3. Augusto 12 de novembro de 2017 at 7:02

    Moniz bandeira foi um estudioso e intelectual, já você um belo exemplo de ignorancia…

  4. Luiz Alberto Moniz Bandeira, um grande brasileiro. Descanse em Paz, gigante literario. Imortalizou seu nome, o Noam Chomsky do Brasil. Por falar a verdade, é e será eternamente odiado aqui no Blog.

  5. A questão principal é que a obra continuará viva…
    .
    Encontrou um prolífico campo na ‘academia’ brasileira e no pobre mercado literário nacional, o antiamericanismo, com pintadas de anticapitalismo e defesa dos ‘justiceiros sociais’ mundo afora. Terá para sempre uma legião de defensores e seguidores nestas terras.

  6. Sr. João Moita por favor não compare o SR. Bandeira(descanse em paz) com Noam Chomsky. Estudei o linguista Chomsky e suas teorias linguísticas são um fiasco. Sr. Luiz Alberto foi um grande pensador(professor) e apreciarei e muito ler algumas das obras desse escritor. Grande abraço.

  7. Não podemos é rotular quem quer que seja. Um professor deve se manter imparcial e moderador em todos os casos pois este ensina , induz o pensamento e raciocínios aos seus alunos. Estes. formam suas ideias e as pratica. Com o tempo podem rejeitá-las, refazê-las, ignorá-las, tanto faz. da mesma maneira um professor tem à obrigação de se adequar à realidade em que vive e se aperfeiçoar cada vez mais. Acredito que muitos no site podem detestá-lo, porém nem todos. Detesto Chomsky isto com certeza. prefiro o Estruturalismo(fica para outro comentário) Grande abraço.

  8. Detesto o Chomsky e o falecido. O cara simplesmente verena o Vladimir Putin, coloca a culpa de tudo de ruim na AL e no mundo nos EUA e ainda em 2014 depois da eleicao da Dilma e dos protestos em massa contra ela, ele afirmava que os EUA estavam desistabilizando o Brasil, o cara fala sem provas nenhuma que as revoluções ucranianas de 2004 e essa mais recente nao foram revoluções dignas mas sim orquestradas pela CIA atraves de ONGs financiadas pela mesma, o cara afirma que foi a CIA que destabilizou o dominio sovietico no leste europeu e que antes da CIA fazer isso tudo corria bem. Um cara desses nao podem se levar a serio.

  9. Sr. Augusto tem suas razões para detestar o professor…Não tenho uma posição mais definida a respeito. Procurarei por mais informações sobre o Sr. Moniz Bandeira. Agora, Chomsky, totalmente detestável. Não acertou em nada sobre o que declarava nem na linguística acertou. Odiava estudá-lo .Preciso esquecer estes tempos de estudante, era deplorável ouvir pataquadas sobre Chomsky e seus seguidores na Universidade. E isto foi nos anos oitenta. Creio que mudou alguma coisa, ou não? Abraços.

  10. Cabe lembrar que 28 anos atrás, em 1989 na própria Alemanha, o dia 10 novembro foi o primeiro dia em que o país, ainda dividido, acordou sem o vergonhoso muro construído pelo socialismo. Acabava ali a fraude do paraíso comunista além da cortina.

    A “ciência” de Moniz Bandeira também era uma fraude. Seus escritos nunca diferiram, em conteúdo, de um “textão” infantilóide qualquer que encontramos às toneladas no Facebook. Apenas ganhavam cacoetes acadêmicos na forma – sofrível, também…, que eram suficientes para serem festejados pelos coleguinhas socialistas de Moniz como “obra intelectual”. A igrejinha dessa turma, guiada por ideologia de mais e ciência de menos, meteu a produção acadêmica brasileira, e de certa forma o país, no mato em que está hoje.

    Moniz Bandeira era um monotema, forjado em seus preconceitos e infantilidades mentais, que por falta de coragem ou caráter nunca foram cotejados com a realidade pelo dito “intelectual” – aí, seria ciência. Mas “forçar a barra” para reduzir tudo a um dualismo de opressor e oprimido, ou dominação e dependência, é apenas asneira. Não é trabalho científico.

    Quando caiu o muro de Berlim, a esquerda consciente há muito já tinha entendido que a experiência de uma sociedade dirigida por supostos intelectuais que “viram a luz” era um ensaio para a tragédia. O falecido era da turma brazuca que não entendia isso, e recusou-se a entender depois, também. A morte é sempre triste para os próximos e, por isso, lamentável. Mas não transforma as bobagens escritas em obra de arte.

  11. Sr. Marcelo- SP. não possuía tais informações. Obrigado. O dualismo pseudo- intelectual de opressor versus oprimido sempre me deu náuseas. Tudo muda. acredito na evolução do ser humano e em mudanças que possam fazer mudar de opinião. Infelizmente vejo que nada mudou , principalmente nos contextos tacanhos mastigados incessantemente ao longo dos anos nas Universidades brasileira. Realmente estamos atrasados70 ou mais anos. Abraços e não comentarei mais este assunto, pois meu interesse é Defesa. Já estou um bom tempo longe dos centros acadêmicos. pelo visto nada mudou só piorou, infelizmente. Abraços a todos.

  12. Certamente, foi o mais qualificado analista das relações entre Brasil e EUA. Uma grande perda para o Brasil e para o mundo pois era um historiador muito respeitado em todo o planeta. Infelizmente, parece que o oficialato brasileiro não leu as suas obras que alertaram para os constantes obstáculos que os EUA colocavam (e colocam) no caminho do Brasil para que nosso país não venha alcançar seus “altos destinos”, com dizia Juscelino. Caso tivessem lido, jamais admitiriam manobras militares estadunidenses na Amazônia brasileira como ocorreu recentemente.

  13. O problema é que nos comentários desse blog impera a ignorância e o desrespeito. Se fosse um crítico de direita mereceria todo o respeito e honras, fosse quem fosse. Se é intelectual de esquerda soltam as feras. As pessoas acima tem dificuldade em aceitar o contraditório, a oposição, a diferença… é sintomático do nosso momento.

    Ahhh e certamente nunca leram esse os outros autores a quem criticam.

    Só tendo dó

  14. Olá Rodrigo, talvez você encontre uma explicação neste artigo de psicologia “Bright Minds and Dark Attitudes: Lower Cognitive Ability Predicts Greater Prejudice Through Right-Wing Ideology and Low
    Intergroup Contact” de Hodson e Busseri (Brock Univesity no Canadá).

  15. Caro Rodrigo, os departamentos de humanas nas universidades públicas brasileiras são os grandes depósitos dos medíocres que procuram a segurança ociosa que o mercado não dá. Óbvio que há suas exceções! Mas a média é sofrível. E a regrinha para prosperar neste momento mundinho é dizer amém às igrejinhas socialistas. Basta decorar meia dúzia de mantras contra o capitalismo e sair enchendo linguiça em papers, variantes do mesmo tema. Você tem escolhe uma época e uma determinada atividade e sai vomitando como o capitalismo (ou os EUA) é malvado e como os pobrezinhos (ou o Brasil) são explorados. Depois, no próximo paper, você muda de século e sai atrás de outras linguiças para, no final, dizer a mesma coisa com outras palavras. Ou seja, a conclusão é prévia, e basta torturar os fatos. Fazendo assim, em pouco tempo você ganha a alcunha de intelectual dos coleguinhas e o título de “especialista” da Falha de São Paulo. Você pode até escrever asneiras, como os lombrosianos do pseudo-estudo de psicologia citado por Camargoer. É só colocar um título universitário do lado, e vai ter um monte de tonto ajoelhando-se perante você.

    Infelizmente, a educação ruim no Brasil faz com que as pessoas achem que “escola” é a panacéia. Ai, quando se ouve os termos “universidade” e “professor”, acabou! É incontestável! Por isso, essa turma consegue eternizar a mediocridade, o que reforça o ciclo vicioso mantendo a educação no país na draga em que está.

    Quando o brasileiro souber diferenciar bom professor de mau professor, pode haver um começo de melhora. Aí, é limpar as universidades dos que vivem de ideologia e não de ciência.

  16. camargoer 12 de novembro de 2017 at 21:46

    Tem um outro que escreve que ser esquerdista é ter problema mental também. Estou no trabalho e não vou caçar bibliografia agora. Bota ai no Google que você acha.

    Mas é simples saber quem tem razão..

    Vocês penam para justificar qualquer coisa ruim que tenha na esquerda, ignorando o sofrimento que ela causa as populações que vivem sob tal regime somente só para manter o regime.

    O nome disto é apatia..

    E apatia é a condição básica da psicopatia*

    *distúrbio mental grave em que o enfermo apresenta comportamentos antissociais e amorais sem demonstração de arrependimento ou remorso, incapacidade para amar e se relacionar com outras pessoas com laços afetivos profundos, egocentrismo extremo e incapacidade de aprender com a experiência.

    Quer mais esquerdista que isto ? Vem o erro e não aceitam como algo errado.

    Ficam distorcendo, distorcendo, mascarando e arrumando teorias para endossar aquilo que passa por vossas cabeças a despeito de todo o sofrimento que causa a terceiros.

  17. Uma pena. Li, analisei e selecionei vários trechos de suas obras por dever de pesquisador, justamente por ter entre meus temas de pesquisa as relações EUA, Brasil e Argentina. Ele pesquisava a fundo em fo tes primárias de vários países, e produziu algumas obras de muito fôlego, apesar de se repetir volta e meia.
    .
    Apesar de discordar totalmente com várias interpretações de documentos que ele pesquisou (e muitas vezes prsquisei os mesmos, mas entendendo-os num viés totalmente contrário), e também achar que ele, vez por outra, teorizava e especulava alguns absurdos pra cobrir lacunas na documentação (e aí estava seu maior defeito a meu ver), as qualidades de Moniz Bandeira como pesquisador se sobressaem.
    .
    No geral, pesquisou muito em fontes primárias muitas vezes inéditas e revelou diversos fatos históricos despercebidos. Apesar de discordar e muito de várias de suas conclusões, me entristece essa crítica rasteira ao falecido. É preciso sempre ler, com o devido respeito, as obras de quem você não concorda. O mundo é muito chato quando se vive apenas cercado de quem só tem a mesma opinião, seja ela insuportavelmente esquerdista ou direitista.
    .
    Para falar mal, é preciso primeiro ler bem.

  18. Nunao, eu gosto de ler tanto coisaa da direita,centro ou esquerda mas coisas coerentes, nao invencionices sem sentido. Se fosse um intelectual de direita seja conservador ou liberal que fale abobrinhas minha indignação seria a mesma. No mais eu tenho uma “richa” com pessoas que sao anti-ocidentais e vangloriam regimes como a China,Russia, Irã como exemplos ou injusticados e oprimidos.

  19. Eu não conheço a Obra de Moniz Bandeira em sua integralidade mas discordo dos textos de sua autoria que li. Ele lamentavelmente apela para o velho maniqueísmo dos “EUA malvados que fazem de tudo para impedir o Brasil de se desenvolver” sem se ater para o fato de que muito do nosso fracasso, especialmente na ciência e na tecnologia, se deve muito mais à nossa proverbial incompetência e capacidade de desperdiçar boas oportunidades.

    No mais ele andava relativamente esquecido até 2003 quando a turma dos barbudinhos, liderada por Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães e tendo a retaguarda do malfadado MAG no Palácio do Planalto, tomou o Itamaraty e deslanchou a funesta diplomacia dos atabaques que caracterizou o lulopetismo. E terminaram por usar a obra de Moniz Bandeira como suporte intelectual para as suas aventuras tão quixotescas quanto patéticas ao nos aproximar da escória do mundo (ex: acordo nuclear fajuto de Teerã) e insistir em um tal multilateralismo que não existe no mundo real (ex: a falida rodada Doha).

  20. É lastimável a desinformação de alguns dos comentaristas, que vêm o mundo como um FLAxFLU.

    Gostar ou não da cultura ocidental não é parâmetro para a análise da realidade.

    O que interessa É COMO SE ESTRUTURAM as relações financeiras e comerciais no mundo.

    E se o Brasil ganha ou perde NESSA ESTRUTURAÇÃO, acompanhando o “ocidente”.

    A opinião do falecido analista é compartilhada por altos oficiais, ao menos dos oficiais daqueles tempos em que não se admitia presença de tropas estrangeiras no Brasil.

    VEJAM:

    “Mercenários da Blackwater atuam na Amazônia e nas plataformas da Halliburton”, denuncia general Nery

    Nem mesmo o governo fantoche do Afeganistão aceita mais conviver com a Blackwater – empresa de mercenários com sede em Moyock na Carolina do Norte, Estados Unidos. Hamid Karzai acaba de tomar a decisão de proibir a atuação da empresa em seu território (leia matéria na página 6).

    No Brasil, o general-de-brigada da reserva, Durval Antunes de Andrade Nery, denunciou a presença da Blackwater em reservas na Amazônia e em plataformas de petróleo na costa do país.

    O general, que é coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra, afirmou que “membros fortemente armados da Blackwater já atuam em reservas indígenas brasileiras contando com bases fluviais bem equipadas”.

    Em matéria publicada pelo jornal carioca “O Dia”, o general Nery revelou a existência de agentes da Blackwater em 15 plataformas de petróleo administradas pela Halliburton na costa brasileira. “Faço um desafio: vamos pegar um barco e tentar subir numa plataforma. Garanto que vamos encontrar os homens da Halliburton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir”, advertiu o general.

    O militar confirmou como é a relação da Halliburton com a Agência Nacional de Petróleo: “Esta empresa (Halliburton) está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque. A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho). Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil”. A Blackwater recentemente criou uma nova empresa, a Xe Services and US Training Center. Ela mudou de nome para continuar fazendo todo o serviço “sujo” que os militares não podem fazer. Um exemplo de sua ação no Iraque foi a preparação de atentados para provocar a violência entre xiitas e sunitas.

    A Halliburton teve como presidente Dick Cheney, ex-vice de George Bush, e se tornou notória pela rapinagem que promove no Iraque e pelos escândalos com dinheiro público nos EUA.

    Sobre a Amazônia, Nery reproduziu ao jornal o relato feito por um militar da ativa na região: “Um coronel que comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha, em um barco inflável com quatro homens, em um igarapé, quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: ‘Tem mais um cara ali’. Eram cinco homens armados. O tenente advertiu: ‘coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.’ Retraíram.

    Nery perguntou ao coronel o que ele tinha feito: “Ele disse: ‘general, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’ Falei: ‘Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: ‘É. Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça”.

    “O coronel contou que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira. De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbio, no meio na selva. ‘Na sua área?’, perguntei. ‘É’, respondeu. Ele contou que abordou o homem: ‘Quem é você?”. Como resposta ouviu: ‘Sou oficial das forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte’”.

    FONTE: http://www.horadopovo.com.br/2010/outubro/2904-08-10-2010/P3/pag3h.htm

  21. É lamentável o nível de desinformação de determinados comentaristas aqui, notadamente de viés esquerdista (tinha de ser) a acusar os outros de fazer aquilo que eles mesmos fazem ou mesmo, ver o mundo em preto e branco. Usam como fonte um pasquim de internet datado de um sujeito que talvez nem seja general fazendo acusações infundadas. Mas o cidadão se entrega ao reproduzir um “relato” de alguém que podem nem ser militar denunciando o “entreguismo” de FHC.

  22. Clovis quando se fala em mundo ou cultura ocidental as relações mercadologicas ja estam incluidas. A cultura é um forte pilar se nao o principal para o/a relações entre paises, é so olhar que paises com sistemas parecidos e culturas compartilhadas são nas 90% aliados ou parceiros. No contesto da America Latina so os marginalizados dos boliviarianos ( que sao marginalizados por sua propria culpa) que nao tratam os EUA ou a UE como principais parceiros em tudo economia, segurança e modernização da sociedade. Isso é um fato. Quanto a presença de forcas PRIVADAS de segurança em plataformas petrolíferas nao esta ali para fazer as empresas se negarem a prestar contas ao governo brasileiro mas sim para proteger os ativos das empresas contra piratas, se fosse olhar qualquer outra empresa que opere no litoral brasileiro seja nacional ou estrangeira (americana,chinesa ou europeia) tera segurança privada, até porque so a MB apesar te toda dedicação e treinamento nao consegue dar conta de tudo ao mesmo tempo. Sobre a Amazônia, o general brasileiro comandade da parte brasileira da amazonlog, falou que é telria da conspiração a ameaça americana a Amazônia, saiu até na folha.
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/11/1933633-temor-pela-presenca-de-militares-dos-eua-na-amazonia-e-teoria-da-conspiracao-diz-general.shtml

  23. Analisar a realidade, e RELATÁ-LA assim como é , é uma coisa. Partir de uma convicção, e buscar nas pesquisas “fatos” que corroborem essa convicção é que arrebenta com tudo.

  24. HMS Tireless, eis aqui a sua resposta.
    O que fez a esquerda pelo Brasil? Bom, vejamos o que fez a maravilhosa direita. Será que acham que essa miséria e violência descomunal do Brasil ocaso apareceu de um minuto pro outro? Não, amigos. Salve um minúsculo período de democracia nos anos 50 a 64, o país foi governado por um bando de ladrões fardados, que chegaram ao poder ao cometer traição a pátria com um golpe de estado, apoiados, pagos e entusiasmados pelos Estados Unidos. Apoiados por uma força tarefa da US Navy, que zarpou a todo vapor para Rio De Janeiro. Esses mesmos traidores estavam conscientes, be totalmente de acordo, com o fato que cessation força tarefa abriria fogo contra o Rio De Janeiro, caso o golpe encontrasse muita resistência. Patriotas mesmo, não? Nada disso é secreto mais, é só pesquisar, está tudo ao ar livre. Mas tudo bem, o fizeram para “salvar” a pátria, não? Então vejamos, suas grandes contribuições a pátria…
    Ladrões milionários, muitos dos quais hoje moram com toda mordomia em Miami, Paris, Roma, New York. Ladrões que tinham a mentalidade do “eu primeiro”, e a pátria que se esculhambe. Décadas de roubar e entupir o país de dívidas impagáveis com o FMI deu no que deu. Aqui no blog conversamos muito sobre as FFAAS, e o seu pobre estado. Outro bom exemplo está aí. Décadas nas mãos da ditadura militar, e era de se esperar que o Brasil hoje tivesse forças armadas modernas, ao nível de qualquer desafio internacional. Mas o que aconteceu? Os comunistas estavam no poder? Muito pelo contrário. Militares estavam no timão. Outras maravilhas da ditadura foram tortura, prisão e execução sumária, fuzilamentos, desaparecimentos e outras peripécias.
    Ao fim, deixaram o Brasil em uma situação tão caótica, em um estado de colapso, que muitos brasileiros não tiveram outra opção a não ser abandonar o país. Eu era menino em 1988, quando os ladrões fardados finalmente deixaram o poder, porquê aceitaram o fato que o Brasil já não tinha nada mais a oferecer financeiramente, já não tinha mais nada que roubar. Nunca esquecerei o colapso econômico estilo Weimar Republic que testemunhei, quando o país passou por Cruzeiro, Novo Cruzeiro, Cruzado, Novo Cruzado, até finalmente chegar ao Real que atualmente se usa. Me lembro muito bem meu pai, um comerciante que trabalhava duro sete dias por semana, desesperado por ter perdido absolutamente tudo graças às diversas desvalorizações e manipulações da moeda, em suas diversas denominações.
    Mas a culpa? Ora, da esquerda, claro…

  25. único comentário com crítica descente, sem babar de hidrofobia, é o do Nunão.

    Para quem conhece as obras, consegue identificar o disse. A especulação faz parte, mas não é demérito. Pelo fôlego que ainda mantinha é impressionante como produzia. Em que pese as falhas, mais acertava do que errava, haja vista o enorme compêndio de fontes que buscava. Certamente você se nutriu delas. Concordar ou discordar do que lê não é obrigação. Porém, críticas baseadas do “eu ouvi dizer” ou nos “textos que li”, é demais. Os jovens aqui devem se acostumar com o contraditório sem tomar isso como ofensa e vociferar afirmações sem a devida leitura.

  26. “Em que pese as falhas, mais acertava do que errava, haja vista o enorme compêndio de fontes que buscava. Certamente você se nutriu delas.”
    .
    Certamente, João Vicente. Fui pesquisar em muitas das fontes / arquivos que Moniz Bandeira pesquisou. E também onde pesquisaram Gerson Moura, Frank McCann, Stanley Hilton, Monica Hirst, entre outros.
    .
    É indispensável usar como guia inicial os que pesquisaram antes de nós, checar suas fontes, reanalisar, reinterpretar no conjunto com outras. E daí também passamos para outras fontes e arquivos inéditos ou ignorados pelos predecessores. Nas relações EUA-Brasil-Argentina, Moniz Bandeira é referência obrigatória, concorde-se ou não com a interpretação dos fatos que ele defendeu a vida toda (e é preciso fazer isso, sempre que possível, no âmbito da história, e não da ideologia política, em que pese as imbricações de ambos). Eu concordo com várias das interpretações dos fatos pesquisados por Moniz Bandeira, mas discordo de muitas outras, e arregalo os olhos com alguns saltos interpretativos – embora isso esteja longe de ser exclusividade dele. Mas, principalmente, respeito o trabalho de um pesquisador de fôlego. Uma pena sua partida.

  27. Do NOBEL de economia Joseph Stiglitz para os comentaristas americanófilos, via The Guardian, UK:

    Business The Observer
    IMF’s four steps to damnation
    How crises, failures, and suffering finally drove a Presidential adviser to the wrong side of the barricades
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    Gregory Palast
    Sunday 29 April 2001 17.56 BST First published on Sunday 29 April 2001 17.56 BST

    It was like a scene out of Le Carré: the brilliant agent comes in from the cold and, in hours of debriefing, empties his memory of horrors committed in the name of an ideology gone rotten.

    But this was a far bigger catch than some used-up Cold War spy. The former apparatchik was Joseph Stiglitz, ex-chief economist of the World Bank. The new world economic order was his theory come to life.

    He was in Washington for the big confab of the World Bank and International Monetary Fund. But instead of chairing meetings of ministers and central bankers, he was outside the police cordons. The World Bank fired Stiglitz two years ago. He was not allowed a quiet retirement: he was excommunicated purely for expressing mild dissent from globalisation World Bank-style.

    Here in Washington we conducted exclusive interviews with Stiglitz, for The Observer and Newsnight, about the inside workings of the IMF, the World Bank, and the bank’s 51% owner, the US Treasury.

    And here, from sources unnamable (not Stiglitz), we obtained a cache of documents marked, ‘confidential’ and ‘restricted’.

    Stiglitz helped translate one, a ‘country assistance strategy’. There’s an assistance strategy for every poorer nation, designed, says the World Bank, after careful in-country investigation.

    But according to insider Stiglitz, the Bank’s ‘investigation’ involves little more than close inspection of five-star hotels. It concludes with a meeting with a begging finance minister, who is handed a ‘restructuring agreement’ pre-drafted for ‘voluntary’ signature.

    Each nation’s economy is analysed, says Stiglitz, then the Bank hands every minister the same four-step programme.

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    Step One is privatisation. Stiglitz said that rather than objecting to the sell-offs of state industries, some politicians – using the World Bank’s demands to silence local critics – happily flogged their electricity and water companies. ‘You could see their eyes widen’ at the possibility of commissions for shaving a few billion off the sale price.

    And the US government knew it, charges Stiglitz, at least in the case of the biggest privatisation of all, the 1995 Russian sell-off. ‘The US Treasury view was: “This was great, as we wanted Yeltsin re-elected. We DON’T CARE if it’s a corrupt election.” ‘

    Stiglitz cannot simply be dismissed as a conspiracy nutter. The man was inside the game – a member of Bill Clinton’s cabinet, chairman of the President’s council of economic advisers.

    Most sick-making for Stiglitz is that the US-backed oligarchs stripped Russia’s industrial assets, with the effect that national output was cut nearly in half.

    After privatisation, Step Two is capital market liberalisation. In theory this allows investment capital to flow in and out. Unfortunately, as in Indonesia and Brazil, the money often simply flows out.

    Stiglitz calls this the ‘hot money’ cycle. Cash comes in for speculation in real estate and currency, then flees at the first whiff of trouble. A nation’s reserves can drain in days.

    And when that happens, to seduce speculators into returning a nation’s own capital funds, the IMF demands these nations raise interest rates to 30%, 50% and 80%.

    ‘The result was predictable,’ said Stiglitz. Higher interest rates demolish property values, savage industrial production and drain national treasuries.

    At this point, according to Stiglitz, the IMF drags the gasping nation to Step Three: market-based pricing – a fancy term for raising prices on food, water and cooking gas. This leads, predictably, to Step-Three-and-a-Half: what Stiglitz calls ‘the IMF riot’.

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    The IMF riot is painfully predictable. When a nation is, ‘down and out, [the IMF] squeezes the last drop of blood out of them. They turn up the heat until, finally, the whole cauldron blows up,’ – as when the IMF eliminated food and fuel subsidies for the poor in Indonesia in 1998. Indonesia exploded into riots.

    There are other examples – the Bolivian riots over water prices last year and, this February, the riots in Ecuador over the rise in cooking gas prices imposed by the World Bank. You’d almost believe the riot was expected.

    And it is. What Stiglitz did not know is that Newsnight obtained several documents from inside the World Bank. In one, last year’s Interim Country Assistance Strategy for Ecuador, the Bank several times suggests – with cold accuracy – that the plans could be expected to spark ‘social unrest’.

    That’s not surprising. The secret report notes that the plan to make the US dollar Ecuador’s currency has pushed 51% of the population below the poverty line.

    The IMF riots (and by riots I mean peaceful demonstrations dispersed by bullets, tanks and tear gas) cause new flights of capital and government bankruptcies This economic arson has its bright side – for foreigners, who can then pick off remaining assets at fire sale prices.

    A pattern emerges. There are lots of losers but the clear winners seem to be the western banks and US Treasury.

    Now we arrive at Step Four: free trade. This is free trade by the rules of the World Trade Organisation and the World Bank, which Stiglitz likens to the Opium Wars. ‘That too was about “opening markets”,’ he said. As in the nineteenth century, Europeans and Americans today are kicking down barriers to sales in Asia, Latin American and Africa while barricading our own markets against the Third World ‘s agriculture.

    In the Opium Wars, the West used military blockades. Today, the World Bank can order a financial blockade, which is just as effective and sometimes just as deadly.

    Stiglitz has two concerns about the IMF/World Bank plans. First, he says, because the plans are devised in secrecy and driven by an absolutist ideology, never open for discourse or dissent, they ‘undermine democracy’. Second, they don’t work. Under the guiding hand of IMF structural ‘assistance’ Africa’s income dropped by 23%.

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    Did any nation avoid this fate? Yes, said Stiglitz, Botswana. Their trick? ‘They told the IMF to go packing.’

    Stiglitz proposes radical land reform: an attack on the 50% crop rents charged by the propertied oligarchies worldwide.

    Why didn’t the World Bank and IMF follow his advice?

    ‘If you challenge [land ownership], that would be a change in the power of the elites. That’s not high on their agenda.’

    Ultimately, what drove him to put his job on the line was the failure of the banks and US Treasury to change course when confronted with the crises, failures, and suffering perpetrated by their four-step monetarist mambo.

    ‘It’s a little like the Middle Ages,’ says the economist, ‘When the patient died they would say well, we stopped the bloodletting too soon, he still had a little blood in him.’

    Maybe it’s time to remove the bloodsuckers.

    gregory.palast@observer.co.uk

  28. Nunao
    13 de novembro de 2017 at 13:56

    Boa, Fernando! Torcia o nariz para o Moniz Bandeira, mas não dá para terceirizar crítica. Eu coloco ele no mesmo patamar do Olavo de Carvalho: meio pirado, mas com momentos de extrema lucidez.

  29. “Joao Moita Jr 13 de novembro de 2017 at 18:11
    O que fez a esquerda pelo Brasil? Bom, vejamos o que fez a maravilhosa direita. Será que acham que essa miséria e violência descomunal do Brasil ocaso apareceu de um minuto pro outro? Não, amigos. Salve um minúsculo período de democracia nos anos 50 a 64, o país foi governado por um bando de ladrões fardados, que chegaram ao poder ao cometer traição a pátria com um golpe de estado, apoiados, pagos e entusiasmados pelos Estados Unidos”.
    .
    Pois é, e olha que hoje tem muito brasileiro com saudades dos tempos dos “ladrões fardados”, eu me lembro, era criança ainda, mas podia andar na rua de madrugada, pegar ônibus, ficar na parada se ser assaltado, não tinha vagabundo armado de fuzil mandando nos bairros e favelas. Só quem se incomodava eram os maconheirinhos da esquerda, que vez ou outra tomavam umas bolachas dos milicos.
    Me admira muito você falar mal dos militares, deveria lavar a boca. A esquerda que dominou o Brasil nas últimas décadas deixou uma herança maldita, um país quebrado e políticos de todos os partidos e direções unidos pela corrupção.
    Pena que até os militares foram invadidos por elementos da esquerda, falando bobagens como dominação estrangeira, bases americanas escondidas e outras sandices.

    Não se trata de esquerda ou direita, mas sim de vergonha na cara. Fale mal da direita, fale mal da esquerda. Mas não minta dizendo que os militares foram ladrões, principalmente da categoria dos políticos que temos hoje.

    O que os militares tiveram de ruim foi só a mira, porque muito vagabundo ladrão que hoje é político e até foram presidentes, mereciam ter levado uma bala de fuzil lá nos anos 60, teriam nos livrado de muitos problemas. Principalmente aqueles que assaltavam bancos e sequestravam estrangeiros para comprar armas, esses mereciam fuzilamento.

  30. Joao Moita Jr 13 de novembro de 2017 at 18:11

    Minha pergunta continua sem resposta! Eu lhe perguntei o que a esquerda fez pelo Brasil e não o que a ditadura militar, que era caricatamente de direita mas era tão estatizante e obtusa em economia como qualquer esquerda, fez durante seu período de desmandos. Contudo é fácil saber o motivo da sua tergiversação, que certamente se deve à hipocrisia do maior do líder esquerdista brasileiro (ou seria chefe de quadrilha) que se confraterniza com plutocratas mas quando se trata de enganar os burros coloca um chapéu de sertanejo nordestino, se enfia em um ônibus (com ar-condicionado frise-se) e faz “caravana da esperança”. Ou talvez se deve ao fato do partido (ou seria Organização criminosa) de esquerda que governou o Brasil durante 13 anos ter institucionalizado a corrupção como bem asseverou Joesley “Friboi”. Ou então quando fingiu distribuir renda dando migalhas como o Bolsa-família ao mesmo tempo em que concedia mamatas no BNDES aos assim chamados “campeões nacionais”. E como esquecer o caos no setor elétrico provocado pela MP 579?

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