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Cronologia dos IEDs

A frequência e a fatalidade dos IEDs (bombas artesanais) no Afeganistão, com dados publicados pelo WikiLeaks, que vazou 90.000 documentos secretos sobre a Guerra do Afeganistão. O vídeo é de autoria de ativistas anti-Guerra.

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Insurgentes talebans vestindo uniformes militares americanos atacaram ontem duas bases da Otan (a aliança militar ocidental) na Província afegã de Khost (na fronteira com o Paquistão).

Segundo a Isaf (Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão), pelo menos 21 milicianos foram mortos e cinco foram capturados. Não houve vítimas ou feridos entre militares da Otan.

O ministro do Interior afegão disse, no entanto, que o número de mortos chega a 24. Outro ministro, o da Defesa, declarou que dois soldados afegãos morreram.

Um dos ataques foi contra o acampamento militar Chapman, onde quatro funcionários da CIA (Central Americana de Inteligência) e três seguranças contratados foram mortos em dezembro do ano passado, em um ataque suicida.

As bases atacadas se localizam numa região a cerca de 100 km a sudoeste de Cabul, numa das áreas de maior atividade do Taleban. No último dia 14, um grupo de insurgentes atacou uma base das tropas internacionais na mesma região.

Os ataques foram reivindicados por um porta-voz do Taleban, Zabiulah Muyahid. Recentemente, ocorreram investidas similares de insurgentes contra bases americanas em Bagram, Jalalabad e Candahar.

Segundo a rede britânica BBC, o Taleban está implementando ataques de estilo guerrilha cada vez mais sofisticados contra posições das forças internacionais no Afeganistão e no Paquistão.

FONTE/FOTO: FSP/AFP

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Pelo menos quatro mil soldados americanos deixaram nesta quarta-feira o Iraque em direção ao Kuwait, pondo praticamente fim à missão de combate dos Estados Unidos (Iraq Freedom) menos de duas semanas antes do fim do prazo oficial fixado pelo presidente Barack Obama, como confirmou o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley.

- Nós estamos encerrando a guerra, mas não estamos encerrando nosso trabalho no Iraque – afirmou Crowley ao canal NBC News, que diz que as tropas já cruzaram a fronteira.

Restam 56 mil soldados em território iraquiano, número que será limitado a 50 mil até o próximo dia 31 – quando expira oficialmente o prazo estabelecido pela Casa Branca. As tropas restantes terão a função de apoio e treinamento às forças locais.

Conforme o programado por Obama, as tropas devem deixar gradativamente o Iraque até o fim de 2011, quando se espera que as forças locais sejam capazes de assumir o controle da segurança.

- Nós estamos mantendo a promessa que fizemos. Nossa missão de combate estará acabada no Iraque – afirmou Obama em discurso mais cedo em Ohio. A retirada acontece mais de sete anos após a invasão liderada pelos EUA que derrubou o ditador Saddam Hussein.

Segundo o presidente, até o fim do mês 100 mil tropas terão deixado o Iraque desde o fim de seu mandato.

Até esta quarta-feira, o Departamento de Defesa disse que 4.419 militares americanos morreram desde a invasão do Iraque.

FONTE: O Globo

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Vítima de um IED

Um transporte de tropas 8×8 M1126 Striker do Exército dos EUA atingido por um IED no Afeganistão. O Exército está estudando alterar o projeto do veículo para torná-lo mais resistente a este tipo de ameaça.

FOTO: US Army

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira que a guerra do Iraque se aproxima do final “como prometido e no prazo”, comemorando o que ele chamou de um sucesso de seu governo, que ocorreria em meio ao persistente instabilidade e incerteza no Iraque. Obama citou o progresso para cumprir o prazo final de retirar todas as tropas de combate do Iraque até o final de agosto. Numa lembrança da situação muito instável no Iraque, ataques a bombas e disparos de armas de fogo mataram 12 pessoas nesta segunda-feira.

“A dura verdade é que nós não vimos o final do sacrifício norte-americano no Iraque”, disse Obama aos veteranos, em discurso na convenção nacional dos Veteranos Americanos, que reúne soldados que foram mutilados na guerra. “Não se enganem: nosso comprometimento com o Iraque está mudando, passando de um esforço militar liderado por nossas tropas para um esforço civil conduzido por nossos diplomatas”, afirmou o mandatário.

O anúncio de Obama vem à tona em um momento no qual a situação no Iraque parece voltar a se deteriorar. O governo norte-americano vem prometendo há dois anos um fim responsável para a guerra no Iraque, atualmente em seu sétimo ano. No entanto, julho foi o mês com mais mortes relacionadas ao conflito em mais de dois anos, segundo números oficiais divulgados pelo governo iraquiano no fim de semana. Ao mesmo tempo, o país árabe encontra-se sem um governo efetivo desde as eleições gerais de março, que terminaram sem um vencedor claro. As diferentes facções políticas do país ainda não conseguiram um acordo para a formação de uma coalizão.

Os EUA manterão uma força de 50 mil soldados no Iraque, a qual deverá ter como missão o treinamento das tropas iraquianas. Sob um acordo negociado em 2008 com o governo iraquiano, todas as tropas dos EUA deverão deixar o país do Oriente Médio até o final de 2011. Há cerca de 65 mil militares norte-americanos atualmente no Iraque. Quando Obama assumiu a presidência, em janeiro de 2009, os EUA tinham 140 mil soldados no Iraque. Em 2007, durante a presidência de George W. Bush, os EUA chegaram a ter 167 mil soldados no Iraque.

FONTE: Estadão

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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou ontem que enviou unidades militares aéreas e de infantaria para a fronteira com a Colômbia. Mobilizamos unidades militares, aéreas, de infantaria, mas em silêncio porque não queremos alterar ninguém, a população, disse Chávez em entrevista à televisão estatal VTV, sem dar detalhes sobre os efetivos enviados à zona de fronteira. Na semana passada, a Venezuela rompeu relações com a Colômbia por causa da denúncia feita pelo país vizinho na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a presença de mais de 1.500 guerrilheiros colombianos no território venezuelano.
Chávez reafirmou as críticas ao colega colombiano, Álvaro Uribe, que cede o cargo no dia 7 a seu ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Uribe é capaz de qualquer coisa nestes dias que lhe restam (de governo). Isto se tornou uma ameaça de guerra, mas nós não queremos a guerra, acrescentou Chávez.

Pouco tempo depois do anúncio de Chávez, o governo colombiano comunicou o início das operações hoje de uma base militar encarregada de vigiar o espaço aéreo na fronteira com a Venezuela e combater as guerrilhas das forças armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército de Libertação Nacional (ELN) na região.

A base está situada em Yopal, capital do departamento de Casanare, e será inaugurada pessoalmente pelo presidente Álvaro Uribe, anunciou a Força Aérea Colombiana (FAC). Esta unidade abrange os departamentos de Arauca (fronteira com Venezuela) e Casanare, sobre uma área total de 69.000 km², e contará com aeronaves de transporte, inteligência e combate, incluindo aviões e helicópteros.

A base dará proteção aérea à infraestrutura petroleira nesta região do país.

Lula

Alvo de críticas do líder colombiano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu ignorar Uribe, que, num comunicado divulgado anteontem classificara de deploráveis as declarações do brasileiro sobre o conflito com a Venezuela. Embora tenha dito no Paraguai que sua relação com Uribe é extraordinária, Lula optou por falar diretamente com o presidente eleito, Juan Manuel Santos.

Lula e Santos conversaram por telefone, ontem pela manhã, mas o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, não soube dizer de quem partiu a iniciativa. Para Baumbach, o episódio de anteontem ficou para trás. O presidente acha que o episódio está superado. Ele não comentou e nem comentará (o tom das críticas de Uribe), disse Baumbach, lacônico sobre o diálogo com Santos: O presidente considerou que a conversa foi positiva e que ajudou nesta preparação para uma distensão.

Sou amigo de Uribe, tenho com o presidente uma relação de oito anos extraordinária, da mesma maneira que espero ter nos próximos cinco meses (restante de seu mandato) com Santos, disse Lula em Villa Hayes, 30 quilômetros a noroeste de Assunção.

Ele garantiu que não deixará uma divergência pessoal atrapalhar a relação de um Estado com outro Estado e que, não só irá ao jantar de despedida de Uribe no próximo dia 6, como espera ser convidado para sentar-se à mesma mesa. Lula afirmou ao colega eleito que não irá se intrometer em assuntos internos da Colômbia, deixando a entender que considera que o problema com as Farc não diz respeito ao Brasil. Ele convidou Santos a visitar o Brasil, o que foi aceito. No entanto, ainda não há data agendada.

FONTE/FOTO: Jornal do Comércio, via Notimp/Daily Censored

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Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, ignore a ameaça das Farc, diz nota

O gabinete do presidente colombiano, Alvaro Uribe, emitiu nota criticando os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise com a Venezuela. ” Deploramos que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“É deplorável que Lula, com quem temos as melhores relações, tenha se referido à crise como um caso pessoal e ignore a ameaça que representa a presença de guerrilheiros das Farc na Venezuela”, diz a nota.

“Ainda não vi conflito. Eu vi conflito verbal, que é o que nós ouvimos mais aqui nessa América Latina”, afirmou Lula ontem após se reunir com o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega.

Lula se encontrou no começo da semana com o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, com quem discutiu a crise. Ontem, o presidente indicou que pretende negociar uma distensão entre Colômbia e Venezuela com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que toma posse no próximo dia 7, e Chávez.

A Colômbia acusa a Venezuela de abrigar, com a anuência do governo do presidente Hugo Chávez, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), incluindo vários líderes do grupo. Caracas nega que dê proteção à guerrilha.

FONTE: Estadão

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Um comando taleban atacou nesta quarta-feira o aeroporto e uma base militar da cidade afegã de Jalalabad (leste do país), enquanto a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, sigla em inglês) disse ter repelido a ação e matado vários dos agressores.

Segundo afirmou a Isaf em comunicado, “vários” insurgentes morreram durante o ataque, que começou pela manhã com um grupo equipado com lança-granadas, armas curtas e um carro carregado de explosivos que explodiu às portas do aeroporto.

“Não entraram no perímetro do aeroporto. Vários insurgentes morreram durante o ataque. Dois soldados das tropas conjuntas (afegãs e internacionais) ficaram levemente feridos”, assegurou na nota a organização, que descartou a existência de vítimas civis.

Um porta-voz talibã, Zabiullah Mujahid, afirmou à agência afegã “AIP” que o grupo, composto por dez homens, matou ou causou ferimentos a 152 soldados da Otan e 15 afegãos. Os talebans, porém, costumam exagerar em informações que divulgam sobre baixas.

Seis membros do comando morreram e os outros quatro conseguiram escapar, segundo Mujahid, que garante que os insurgentes conseguiram entrar no aeroporto e destruíram 13 aeronaves.

Dentro do perímetro do aeroporto de Jalalabad, capital da província de Nangarhar e uma das zonas de influência das milícias insurgentes, há uma base das tropas dos EUA desdobradas no Afeganistão que se encarrega da gestão das instalações.

FONTE: UOL Notícias, via Resenha do CCOMSEx

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Um soldado britânico morreu numa explosão no sul do Afeganistão, o que eleva para 56 as baixas sofridas pelas tropas do Reno Unido nesse país no correr do ano, anunciou o ministério da Defesa.

Para as tropas britânicas, esta nova baixa eleva para 301 os soldados que morreram no Afeganistão desde o início da intervenção da coalizão liderada peos Estados Unidos no final de 2001.

Segundo um balanço da AFP a partir da página independente icasualties.org, ao menos 285 soldados estrangeiros morreram no Afeganistão nos seis primeiros meses deste ano – entre eles quase dois terços de americanos (179)-, contra 521 durante 2009.

FONTE: AFP

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