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vinheta-clipping-forte1A Câmara aprovou nesta quinta-feira (14) o Projeto de Decreto Legislativo 571/12, que ratifica um acordo de cooperação em assuntos de defesa entre Brasil e Alemanha. O acordo foi assinado em Berlim, em 8 de novembro de 2010 e está previsto na Mensagem 68/12, enviada à Câmara pelo Poder Executivo.

O texto prevê trocas entre os dois países nas áreas de política de defesa; pesquisa e desenvolvimento militar; apoio logístico e aquisição de produtos e serviços; assessoramento em tecnologia militar; intercâmbio de experiências e conhecimentos em assuntos relacionados à defesa; e educação e treinamento militar, entre outros.

O documento permite que a cooperação entre Brasil e Alemanha seja feita por meio de visitas mútuas a instituições militares e de defesa, e por intercâmbio de delegações e de informações sobre projetos de desenvolvimento relacionados à tecnologia militar e a sistemas de defesa.

A relatora da proposta na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA), afirmou que o governo brasileiro tem procurado expandir a sua rede de acordos de cooperação na área de defesa por causa do aumento das demandas relativas à segurança nacional.

FONTE: Câmara dos Deputados via Resenha do Exército

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espanha_internagrandeoudestaque

vinheta-clipping-forte1As Forças Armadas brasileiras poderão intensificar a cooperação com a Espanha nos setores de desastres naturais e defesa cibernética, entre outros. O tema fez parte da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o colega espanhol Pedro Morenés Eulate, ocorrida hoje em Brasília (DF).

Na reunião, o ministro espanhol revelou interesse numa aproximação com o Brasil e outros países sul-americanos para tratar especificamente do apoio em questões de desastres naturais. Por sugestão de Amorim, prontamente aceita por Morenés, o tema será objeto de cooperação bilateral – que poderá, futuramente, ser estendida aos outros países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Mais adiante, Morenés manifestou interesse, também, no setor de defesa cibernética, considerado como “área de cooperação prioritária”. Celso Amorim citou a experiência do país na criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, já em funcionamento, e concordou em aprofundar a troca de conhecimentos nesse campo.

Durante a reunião, os dois ministros destacaram a crescente aproximação entre suas respectivas indústrias de defesa, inclusive em processos de licitação de interesse mútuo. E reafirmaram a disposição em estender ao setor de defesa a “intensa” relação econômica e política que os países mantêm entre si.

espanha_interna4Após o encontro, Amorim e Morenés assinaram comunicado conjunto onde destacam a cooperação entre os dois países no sentido de assegurar a continuidade e o intercâmbio na área de defesa. Morenés mostrou-se interessado em projetos que o governo brasileiro vem desenvolvendo com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.

“O Brasil decidiu ampliar sua capacidade operacional em defesa” e a Espanha “quer estar ao seu lado”, compartilhar experiências e explorar as possibilidades de cooperação que existem na indústria de defesa e no meio militar, disse o ministro espanhol.

Reunião bilateral

A visita do ministro Morenés é desdobramento do encontro da presidenta Dilma Rousseff com governantes espanhóis, ocorrida em novembro do ano passado em Madri.

Coube ao ministro brasileiro iniciar a exposição com relato de temas que interessam aos dois países. Amorim destacou, por exemplo, o trabalho de revitalização dos aviões P3 Orion e da aquisição das aeronaves C-295 CASA, que no Brasil têm a denominação de C-105 Amazonas.

Na reunião, Amorim e Morenés abordaram também o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper) da Marinha do Brasil, em que há interesse espanhol no fornecimento de embarcações, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) do Exército Brasileiro.

Os dois ministros conversaram ainda sobre a importância de fortalecer o intercâmbio entre militares das respectivas Forças Armadas. Ao final do encontro, Amorim reiterou o convite para que se realizem visitas de alto nível do Ministério da Defesa espanhol ao Brasil. Morenés, por sua vez, informou que estará representado na feira LAAD Security & Defence, que acontece em abril no Rio de Janeiro, pelo Diretor Geral de Armamento e Material de seu país.

Leia aqui a íntegra do comunicado conjunto dos ministros da Defesa do Brasil e da Espanha.

FONTE: Ministério da Defesa

nonamevinheta-clipping-forte1Os coordenadores de Defesa de Área (CDAs) das seis cidades-sede da Copa das Confederações devem apresentar, até o fim de março, a lista de estruturas estratégicas que será submetida ao crivo da presidenta Dilma Rousseff. A medida tem por objetivo definir os principais pontos a serem monitorados pelas Forças Armadas ante possível “ataque” que coloque em risco a realização da competição esportiva promovida pela Fifa.
As diretrizes foram transmitidas ontem (5) durante reunião no Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste (CML), na capital fluminense. Por orientação do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, os oficiais-generais apontarão os locais que deverão ser monitorados. Os militares estarão atentos, por exemplo, a estruturas de telecomunicações, transportes e energia elétrica.
A reunião dos CDAs serviu também para que cada coordenador detalhasse sobre a mobilização do aparato e a montagem dos centros de comando e controle. De acordo com as informações transmitidas, Marinha, Exército e Aeronáutica devem mobilizar cerca de 20 mil militares que estarão na linha de frente dos eventos ou integrando a força de contingenciamento. Os comandantes terão também o instrumento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que pode ser utilizado em caso de necessidade.
“Ao contrário daquilo que ocorreu na Rio+20 [Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável], na Copa das Confederações não teremos a exposição militar nas ruas. Até porque isso é uma determinação da Fifa que terá a vigilância privada nos estádios e a participação da segurança pública estaduais. Cuidaremos apenas da infraestrutura crítica e do combate ao terrorismo e guerra cibernética”, explicou o general De Nardi.

Estruturas estratégicas

O assessor especial para grandes eventos do Ministério da Defesa, general Jamil Megid, explicou que o Ministério de Minas e Energia, por exemplo, já tomou iniciativa de se reunir com as diretorias das concessionárias de energia elétrica que abastecem as cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro(RJ) e Salvador (BA) para transmitir as orientações referentes ao fornecimento de eletricidade. Ficou decidido também que as empresas devem manter seguranças privados no planejamento e somente receberão o suporte do aparato militar caso haja emergência.
De acordo com os relatos apresentados pelos coordenadores, nas sedes de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Salvador há pouco risco de incidente. As cidades do Recife e do Rio de Janeiro deverão merecer atenção especial. A capital pernambucana em função de manifestações de trabalhadores rurais sem terra (MST) e o Rio pelo fato de que ao encerramento da Copa das Confederações entrará no ritmo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
Mesmo assim, os generais Marcelo Flávio Oliveira Aguiar e José Alberto da Costa Abreu, respectivamente coordenadores do Recife e do Rio, estão otimistas sobre a realização dos jogos. “A copa das Confederações será um grande teste para a visita do Papa”, explicou o general Abreu. “No Recife, estaremos prontos para receber as três partidas da Copa das Confederações”, assegurou o general Aguiar.

Calendário da Copa

A partir da lista de locais que devem ser protegidos pelas Forças Armadas, o EMCFA produzirá Exposição de Motivos a ser levada à presidenta Dilma, em meados de abril, para que conceda os instrumentos visando a execução do plano de segurança da Copa das Confederações. Com isso, os coordenadores de área poderão concluir o planejamento para o evento.
Durante a reunião dos CDAs foram repassadas as ações da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para as cidades-sede. O encontro teve exposição sobre combate ao terrorismo e defesa cibernética. O general Marco Antonio Freire, comandante da Brigada de Operações Especiais, sediada em Goiânia (GO), e o general José Carlos dos Santos, chefe do Centro de Defesa Cibernética, explanaram  sobre as participações dos setores no evento.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1Teve início na manhã de ontem (05), no edifício-sede do Ministério da Defesa (MD), a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul. Até a próxima quinta (7), militares das Forças Armadas dos dois países e servidores civis vão trocar experiências sobre as respectivas indústrias de defesa e debater possibilidades de cooperação. As conclusões servirão de base para as próximas reuniões do comitê.

O evento foi aberto pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. Além de dar as boas-vindas à comitiva sul-africana, o ministro ressaltou a importância de se aumentar a cooperação bilateral. Na avaliação de Amorim, Brasil e África do Sul são parceiros de grande potencial. Ambos constituem grandes democracias multiétnicas de influência central em suas regiões, defensoras de uma ordem multipolar, com inclusão dos países emergentes na governança global. Segundo o ministro, esse potencial está comprovado pelo projeto do “A-Darter”, míssil ar-ar de quinta geração desenvolvido conjuntamente entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Aérea Sul-africana. Os novos mísseis, cuja produção terá início ainda em 2013, vão ser utilizados pelas aeronaves F-5M da FAB e por aeronaves Gripen sul-africanas.

Após a abertura do evento, os trabalhos começaram com a apresentação da estrutura do MD e de alguns dos projetos prioritários da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Na ocasião, mapas mostraram a reestruturação das organizações militares pelo país, atendendo à diretriz da Estratégia Nacional de Defesa (END) de “adensar a presença das unidades das Forças nas fronteiras”.

africadosul_interna2Novos batalhões e brigadas em áreas ribeirinhas, aquisição e modernização de equipamentos, além de sistemas de monitoramento, como o de gerenciamento da Amazônia Azul, da Marinha, e o Sisfron, do Exército, foram alguns dos exemplos citados de iniciativas para prover o país de mais capacidades de defesa.

Houve, também, um breve resumo sobre a LAAD Defence and Security – maior feira de defesa e segurança da América Latina, que este ano acontecerá na primeira quinzena de abril, no Rio de Janeiro. Representantes da África do Sul foram convidados para o evento e tiveram sua provável presença valorizada pelo Brasil. Até o momento, ministros de defesa de 14 países já confirmaram participação. A expectativa é de receber até 65 delegações estrangeiras.

Ao fazer sua exposição, a comitiva estrangeira – sob a coordenação do comandante da Força Aérea, tenente-brigadeiro Fabian Msimang – apresentou as bases da estratégia de defesa sul-africana, de garantia de proteção e das capacidades de defesa efetiva do país e sobre como são desenvolvidas as operações conjuntas. Para os sul-africanos, “é fundamental a proteção das vias marítimas, terrestres e aéreas”.

africadosul_interna1Representantes da South African Aerospace Maritime and Defence Industries Association (AMD), única associação reconhecida como entidade comercial da indústria de defesa da África do Sul, falaram sobre a capacidade do país na produção de helicópteros, navios e veículos-aéreos não tripulados (VANTs).

Sobre o assunto, a AMD informou que uma nova geração de VANTs está em andamento. Segundo a associação, os veículos entrarão em teste entre junho e julho deste ano. As aeronaves têm resistência de 16h e são adaptadas com mísseis, diferencial tecnológico da companhia sul-africana.

Presidida pelo chefe de Assuntos Estratégicos do MD, almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa, a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul deverá ser encerrada na manhã de quinta-feira. Ao final do encontro bilateral, será assinada ata com os resultados das discussões travadas ao longo dos três dias.

FONTE: Ministério da Defesa

A CIA agradece

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Ricardo Noblat

vinheta-opiniao-forteDigamos que proceda a desconfiança disseminada pelo governo cubano de que a blogueira Yoani Sánchez é, sim, agente da CIA, a agência de espionagem americana.

Por sinal, estão em cartaz dois filmes, concorrentes ao Oscar, que destacam a eficiência da CIA: “A hora mais escura”,” sobre a captura e morte de Bin Laden, e “Argo” que trata do resgate de um grupo de americanos reféns do regime iraniano.

O que A CIA esperava da passagem de Yoani pelo Brasil? Que ela tivesse oportunidades para falar mal de Cuba, há mais de 50 anos sob o controle dos irmãos Castro (Fidel e Raúl). E que a imprensa, ocupada com os assuntos internos do país, dedi­casse à blogueira um mínimo de atenção. Ela via­jou ao Brasil a convite do jornal “O Estado de S. Paulo” Ali, certamente, teria espaço garantido.

Com o que a CIA não contava? Com a adesão entu­siástica aos seus planos dos partidos brasileiros de esquerda. Por toda a sua vida, a esquerda batalhou para chegar ao poder. E a CIA, e os serviços de espi­onagem que a antecederam, sempre atrapalhou. Tentou chegar pela primeira vez em 1935 ao defla­grar a Intentona Comunista. O movimento fracas­sou em menos de 72 horas. Um vexame.

A renpuncia em 1961 de Jânio Quadros permitiu que o vice João Goulart ascendesse à Presidência da Repú­blica. A esquerda imaginou que, se o manobrasse com apuro, o poder acabaria ao alcance de suas mãos. Os militares derrubaram Goulart e empolga­ram o poder durante 21 anos. Depois se passaram três eleições para que, na quarta, cavalgando o ex- metalúrgico Lula, a esquerda finalmente chegasse lá.

Uma esquerda dócil, que renunciara à maioria dos seus dogmas. A esquerda possível, haja vista que seu principal líder nunca foi de esquerda. Em­bora atraente devido às suas miçangas, o penoso exercício do poder desfigurou a esquerda por com­pleto, a ponto de levá-la a se sentar no banco dos réus. Nem por isso se pensou que pudesse tê-la despojado de inteligência. Foi o que aconteceu.

Faltará ao governo cubano a energia do passa­do? Não me refiro ao “paredón” como instrumento de castigo para os que contrariam os interesses do regime. O “paredón” saiu se moda; Mas, entre ele e uma reles admoestação, deve haver um meio-ter­mo para se punir o desastrado embaixador que pe­diu a ajuda de ativistas políticos tão espertos quan­to ele. Resultado: transformaram a vilegiatura de Yoâni em um baita sucesso de audiência.

Não o debitem, porém, apenas à ignorância das se­ções juvenis de partidos e de organizações que ain­da pregam a implantação do comunismo no país. Por que as direções de partidos como o PT e o PCdoB não desautorizaram os atos de hostilidade dos seus militantes contra a blogueira cubana? Ora, porque estavam de acordo com eles. Sabiam quem os encomendara. Calaram por conveniência.

Nem assim conseguiram esconder suas impressões di­gitais deixadas em cada um dos atos. Yoani foi à Câma­ra falar em uma comissão técnica. Deputados do PT em desespero, convenceram Henrique Alves, presi­dente da Câmara, a convocar sessão extraordinária. Evitariam assim que a TV Câmara transmitisse a expo­sição de Yoani. Realizou-se a sessão. Mas Yoani foi até lá confraternizar com seus algozes. Ou seus cúmplices.

Na semana que passou não teve para ninguém — nem para Dilma, lançada candidata à reeleição, nem para Lula, que a lançou, nem para Aécio, que discursou no Senado. Só deu Yoani. Comovida, a CIA agradece aos seus agentes voluntários.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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Roberto Godoy

vinheta-clipping-forte1O governo brasileiro decidiu pela compra de cinco baterias antiaéreas da Rússia – três do modelo Pantsir S1, de médio alcance, e duas Igla-S, com raio de ação curto. Embora ontem, na reunião da presidente Dilma Rousseff e Dimitri Medvedev, premiê russo, em Brasília, tenha sido assinada uma carta de intenções, o negócio era definido como certo, e o documento, “só uma etapa da liturgia brasileira”, segundo disse um especialista que acompanhou todo o encontro.

O valor do pacote é estimado, na Europa, em US$ 1 bilhão. Cada bateria do sistema Pantsir, é composta por 6 carretas lançadoras, mais veículos de apoio: carro de comando e controle, radar secundário, remuniciadores e unidade meteorológica.

O radar de detecção localiza o alvo – a rigor, 10 deles por minuto – em uma área de 36,5 quilômetros. O tempo de reação é estimado em 20 segundos.

O Ministério da Defesa está negociando três baterias e os suprimentos. Cada disparador é carregado com 12 mísseis 57E6 e leva, ainda, dois canhões de 30 mm de tiro rápido – mais acessórios digitais que permitem localizar e abater alvos no limite entre 15 km e 20 km, a 15 mil metros de altitude. Segundo o principal funcionário brasileiro no processo, o general José Carlos de Nardi, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, “agora começa a discussão que resultará na redução do preço de aquisição”. A análise do contrato deve demorar cerca de três meses a quatro meses. As primeiras entregas, 18 meses após a assinatura definitiva. “Esperamos contar com os sistemas para os Jogos Olímpicos de 2016″, acredita o general De Nardi.

O procedimento é linear. Certos componentes do Pantsir, podem ser substituídos por equivalentes feitos no Brasil. As carretas blindadas, por exemplo, seriam trocadas pelo eficiente 6×6 da Avibrás, de São José dos Campos, que utiliza o tipo no conjunto Astros-2, de foguetes livres. O radar de campo também pode vir a ser trocado pelo Saber M200, de 200 km de raio de ação. Produzido pela OrbSat, subsidiária da Embraer Defesa e Segurança, rastreia até 40 objetivos simultaneamente, priorizando a reação pelo grau de ameaça.

O acerto da segunda parte dessa transação é mais simples. Envolve duas baterias do míssil Igla, versão S/9K38, a mais recente da arma antiaérea leve disparada do ombro de um soldado. As Forças nacionais utilizam modelos de gerações anteriores. O tipo tem alcance de 6 km, é mais pesado que as séries anteriores, usa sensor de localização de alvos de eficiência expandida e é mais resistente à interferência eletrônica de despistamento.

Os acordos preveem a formação de uma joint venture para fabricar o Igla-S no País. A tarefa seria entregue a uma espécie de consórcio formado pelas principais empresas do setor, como a Odebrecht Defesa e Tecnologia, Embraer Defesa e Segurança, Avibrás, Mectron e Logitech.

Distribuição. Cada uma das Forças receberá uma bateria Pantsir. A do Exército ficará sob controle do 11° Grupo de Artilharia Antiaérea. A da Marinha vai para os Fuzileiros Navais, e a Aeronáutica, agrega o seu ao Grupo de Artilharia Antiaérea de Autodefesa.

Toda a operação estará coberta por cláusulas rígidas de transferência de tecnologia. O preço final depende dos componentes que serão escolhidos. A cotação sairá entre maio e junho. Todavia, alguns avanços já foram feitos na reunião expandida da tarde de ontem. No Ministério da Fazenda, com a participação direta do ministro Guido Mantega, foi estabelecido que o pagamento inicial, da ordem de 40% sobre o total apurado, vai sofrer redução. O reservado e influente diretor do serviço russo de cooperação técnico-militar, Alexander Fomin, integrou a comitiva do premiê Medvedev.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Segundo o documento, o ato garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”

 

vinheta-clipping-forte1Em visita a Brasília nesta quarta-feira, o primeiro ministro russo Dmitri Medvedev conseguiu do governo brasileiro a assinatura de um acordo para venda de sistema de defesa antiaéreo. O acordo era tratado com sigilo pelo Brasil e, segundo interlocutores do governo brasileiro, o negócio pode chegar a R$ 2 bilhões.

Os pormenores da negociação foram definidos em encontro entre o premiê e o vice-presidente brasileiro, Michel Temer. O acordo ainda é uma declaração de intenções, que em termos diplomáticos trata-se de um início de negociação. A exemplo das últimas aquisições militares brasileiras, é condição da negociação sobre baterias antiaéreas a transferência de tecnologia.

A declaração de intenções promete “incrementar, a partir de março de 2013, as negociações bilaterais com vistas à possibilidade de preparação de contrato para futuras optenções, por parte do governo do Brasil, de baterias antiaéreas, com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa”.

Segundo o documento, obtido antecipadamente pelo Terra, o ato ainda garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”.

O documento será assinado em instantes pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, José Carlos de Nardi, e do diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico Militar da Rússia, Alexander Fomin.

A visita de Medvedev faz parte da sexta Reunião de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia e acontece dois meses depois da viagem da presidente Dilma Rousseff a Moscou. Na capital russa, em dezembro do ano passado, o governo brasileiro já havia assinado acordo para compra de sete helicópteros da Russian Helicopters.

O Brasil vem desenvolvendo sua indústria de defesa por meio de compra de equipamentos, condicionados a transferência da tecnologia. O País já adquiriu helicópteros e submarinos da França e deve ainda concluir a compra de pelo menos 36 caças, que vem sendo adiada, e já está em fase final de escolha com a disputa entre os modelos Rafale, da francesa Dassault; F-18 Super Hornet, da americana Boeing; e o Gripen NG, da sueca Saab.

Audiência com Dilma Rousseff

A agenda de Medvedev é prioritariamente com o vice-presidente Michel Temer, mas ele foi recebido em audiência mais cedo pela presidente Dilma Rousseff. Segundo relatos da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, eles abordaram assuntos como energia, petróleo, hidrelétricas, energia nuclear e defesa.

Em meio ao pacote logístico para investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, Dilma aproveitou o encontro com o premiê russo para convidar empresas daquele país a participarem dos processos de licitação em infraestrutura.

FONTE: Terra

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2012.03.30.china-africa

Fernando Exman

vinheta-clipping-forte1O governo federal quer aproveitar a viagem que a presidente Dilma Rousseff fará nesta semana à África para tentar reforçar ainda mais a presença das empresas brasileiras na região. O desafio, entretanto, é grande: além do desconhecimento de parte considerável do empresariado sobre as potencialidades do mercado africano, as empresas brasileiras precisam enfrentar a concorrência de outras companhias estrangeiras, principalmente da China. Está em jogo um mercado de aproximadamente 1 bilhão de consumidores, com demanda em alta pelos mais vários tipos de bens e serviços e um crescimento econômico superior à média mundial.

Dilma participará na sexta-feira da cúpula América do Sul – África (ASA), em Malabo, Guiné Equatorial. O tema do encontro é justamente o fortalecimento da cooperação entre países em desenvolvimento. Em seguida, ela desembarcará na Nigéria, parceiro considerado estratégico no continente.

 

“A China tem ganhado participação na África. Mas, em termos de comércio, o crescimento da participação da China na África não é em detrimento da participação brasileira. O Brasil também cresceu seu “market share” em detrimento de outros”, disse a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, destacando que a participação do continente africano nas exportações brasileiras passou de 3,9% para 5% entre 2003 e 2012 e as importações permaneceram em 6% do total no mesmo período.

Na avaliação de autoridades brasileiras, a oferta de linhas de crédito vem tendo um papel estratégico na disputa pelo mercado africano e os ambiciosos programas de financiamento da China têm feito a diferença. Como consequência, um grupo de trabalho coordenado pela Presidência da República discute novas formas de impulsionar o comércio com o continente africano. Um dos aspectos discutidos é o lançamento de mecanismos de financiamento.

Em 2010, registra um estudo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a China substituiu o Banco Mundial (Bird) como principal fonte de financiamento dos países africanos. Entre 2001 e 2010, os empréstimos concedidos à África pelo Exim Bank chinês, instituição voltada ao fomento às exportações e importações do país asiático, foram estimados em US$ 67,2 bilhões. Já os financiamentos do Banco Mundial nesse mesmo período totalizaram US$ 54,7 bilhões.

O próprio Banco Mundial já analisou a questão. No relatório “Construindo pontes: O papel crescente da China como financiadora da infraestrutura da África Subsaariana”, de 2009, o Bird mostrou que o crescimento do comércio entre a China e a África foi acompanhado por uma maior ajuda econômica oferecida pelo país asiático a partir de 2001. Em contrapartida, diversas obras de infraestrutura executadas pelos chineses na África têm como garantia ou são pagas com petróleo, minério de ferro, cromo ou cacau, diz o Bird. Hoje, a China é o principal fornecedor do continente, e encontra na África um destino para os seus produtos de alto valor agregado. O país asiático também se consolida como o maior comprador de produtos africanos, ultrapassando os Estados Unidos.

A China demonstra que pretende manter tal papel. Em agosto de 2012, anota o estudo do Ministério do Desenvolvimento, o país anunciou a concessão de crédito de US$ 20 bilhões em três anos para projetos de infraestrutura, agricultura e desenvolvimento na África.

Num ritmo mais tímido, o Brasil também tem disponibilizado apoio às exportações à região. Entre 2008 e 2012, por exemplo, o valor desembolsado por programas oficiais alcançou US$ 4,8 bilhões.

O Brasil ainda mantém uma série de programas de cooperação técnica com o continente. Cerca de 150 iniciativas em aproximadamente 40 países são mantidas pelo Brasil, segundo o Itamaraty.

Outro sinal da maior aproximação entre o Brasil e a África é o crescimento do total de empresas brasileiras que atuam no comércio bilateral. Enquanto o total de empresas brasileiras exportadoras caiu nos últimos anos, o número de empresas que vendem para a África subiu 39% entre 2003 e 2012, para 3.810. Já as empresas que importam produtos africanos totalizaram 1.739 em 2012, alta de 84%.

O Ministério do Desenvolvimento também prevê uma alta nas exportações de serviços por parte de empresas brasileiras e, consequentemente, uma elevação dos embarques de bens relacionados a esses projetos. Nas contas do ministério, cada US$ 100 milhões em exportações de serviços geram US$ 30 milhões em exportações de equipamentos e outros produtos.

“Esses investimentos brasileiros na África puxam consigo exportações de bens que de outra maneira dificilmente ocorreriam”, afirmou Tatiana Prazeres, destacando ser uma característica da balança comercial Brasil-África a atuação de “trading companies” de propriedade das construtoras brasileiras. “As exportações são feitas por uma empresa, a comercial exportadora, que traz produtos de empresas de menor porte.”

FONTE: Valor Econômico, via resenha do EB

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Retorno na surdina

Chávez anuncia ter voltado a Caracas após dez semanas internado em Cuba, mas não aparece

 

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Janaína Figueiredo

vinheta-clipping-forte1A comparação causou furor entre os internautas venezuelanos ontem: “Chávez é como Papai Noel: se veste de vermelho, chega de noite, ninguém o vê e somente os inocentes acreditam nele”. Por volta das 6h de ontem, o presidente da Venezuela informou por meio de sua conta no Twitter que estava novamente em seu país, após dez semanas de ausência. Não foram divulgadas imagens de sua chegada e as únicas fontes que confirmaram o retorno foram funcionários do governo e membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

“Chegamos novamente à Pátria venezuelana. Obrigado meu Deus! Obrigado Povo amado!! Aqui continuaremos o tratamento”, tuitou o presidente.

Muitos chavistas comemoraram a volta de seu comandante na porta do hospital militar de Caracas, para onde Chávez foi levado, de acordo com o Palácio de Miraflores, e em outros pontos da cidade. Já opositores manifestaram suas suspeitas sobre as informações oficiais nas redes sociais, e dirigentes da Mesa de Unidade Democrática (MUD) exigiram transparência ao governo chavista. Estudantes que passaram quatro dias acorrentados em frente à Embaixada de Cuba em Caracas para protestar contra a suposta ingerência de Havana no governo venezuelano suspenderam a manifestação com o retorno de Chávez.

Rumores ininterruptos

A famosa frase de Bertolt Brecht – “De todas as coisas seguras, a mais segura é a dúvida” – reflete, em grande medida, o clima de ontem na Venezuela. Três dias depois da publicação das primeiras fotos de Chávez no Centro de Investigações Médico-Cirúrgicas de Havana, onde foi internado em 10 de dezembro para submeter-se à quarta cirurgia após o diagnóstico de câncer em junho de 2011, o presidente anunciou sua volta à Venezuela, mas não conseguiu conter os rumores sobre seu estado de saúde e o futuro político do país. Informações extraoficiais divulgadas pela imprensa local indicaram que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) estaria a postos para realizar a cerimônia de posse do quarto mandato do presidente – a data original do juramento era 10 de janeiro passado, mas a corte permitiu que o trâmite fosse adiado. A diretoria do PSUV assegurou que nada acontecerá enquanto o mandatário estiver sob tratamento médico.

- (Chávez) prestará juramento quando estiver bem e são – disse o governador do estado de Anzoátegui e dirigente do PSUV, Aristóbulo Istúriz.

Para Ignácio Ávalos, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), o retorno de Chávez não resolve a crise política local. Segundo Ávalos, “a sensação de desconfiança está instalada”:

- As pessoas se perguntam: para que veio Chávez? Ele está melhor? Vai governar? E até mesmo se continua vivo.

Versões contraditórias sobre a chegada do presidente foram constantes. Uma enfermeira do hospital militar afirmou ter visto o chefe de Estado “chegar caminhando”. Para o jornalista Nelson Bocaranda, que revelou a doença de Chávez, “a enfermeira se enganou de paciente”.

Adversário de Chávez nas eleições de outubro passado, o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, deu as boas-vindas ao presidente e pediu que sua presença ajude o governo a atuar “com sensatez” a partir de agora. A oposição acusa o Palácio de Miraflores de aplicar um “pacotaço” econômico, que incluiu uma nova desvalorização do bolívar e provocou uma aceleração do processo inflacionário.

- Acho que Chávez veio acalmar os ânimos. A situação econômica está cada vez mais complicada – disse o jornalista Hernán Lugo, do “El Nacional”.

Com as mesmas incertezas que existiam quando o presidente estava em Cuba, a oposição continua apostando na convocação de futuras eleições presidenciais, e Maduro, segundo o professor da UCV, “fortalece sua postura de candidato à sucessão de Chávez”. Capriles seria, novamente, o candidato único dos opositores.

- Não se muda de estratégia aos 45 do segundo tempo – afirmou Ávalos.

FONTE: O Globo, via resenha do EB

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C-130 FAB transportando FNS

Reforço chegou em SC por volta das 14h20min desta sexta-feira

 

vinheta-clipping-forte1Os soldados da Força Nacional chegaram em Florianópolis por volta das 14h20 desta sexta-feira na Base Aérea. Às 16h, 25 homens se deslocaram em direção à Academia de Polícia. Cerca de 150 soldados já estão na cidade. O comandante-geral da PM em SC, coronel Nazareno Marcineiro, estará no comando da operação de combate aos atentados em Santa Catarina.

Em coletiva, Nazareno pediu apoio da imprensa em relação à confidencialidade da operação que será desenvolvida.

Ainda de manhã, os soldados publicaram no Twitter uma foto se preparando para a viagem com a frase:

—O bixo (sic) vai pegar—, escreveu um dos participantes do grupo.

Ainda nesta sexta, a secretária Regina Minck, Secretaria Nacional de Segurança Pública, o secretário Estadual de Segurança Pública, César Grubba, e o comandante geral da Polícia Militar, o coronel Nazareno Marcinero, se reuniram à tarde para tratar de como será a operação em Santa Catarina. (ver notícia completa no link abaixo).

FONTE: anoticia.clicrbs.com.br

Cresce risco para jornalistas no Brasil

Relatório do Comitê de Proteção a Jornalistas de 2012 alerta para aumento de assassinatos, impunidade e tendência à censura judicial

 

O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1Ao lado de nações como a Síria, o Irã e o Paquistão, o Brasil entrou, como quarto colocado, na lista dos países onde mais aumentaram os riscos para os jornalistas trabalharem no último ano, de acordo com relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), divulgado ontem em Nova York.

A inclusão do País, segundo o Comitê, ocorreu por causa do número de assassinatos de profissionais, considerado alto – quatro em 2012, depois de registrar três em 2011 -, pelo crescimento da censura judicial e por outro fator preocupante: a falta de punição dos responsáveis e lentidão da Justiça nos processos.

A contagem de baixas fatais no planeta, no ano passado, feita pelo Comitê, chegou a 67 profissionais – o que fez de 2012 “um dos piores anos desde que o CPJ começou a contabilizar as mortes, em 1992″. O número só foi superado pelos 74 assassinatos registrados em 2009. Síria e Somália foram, juntos, os principais responsáveis pelo aumento de 42% de vítimas em relação ao ano anterior. Além deles, o informe de Carlos Lauria, coordenador do Comitê na América Latina, destaca a Rússia por suas leis repressivas, e a Etiópia, onde se recorreu até ao terror para silenciar a imprensa.

A lista não se refere aos piores lugares para a imprensa, mas aos que mais pioraram em relação à situação em que estavam um ano antes. Assim, além de mortes, impunidade e censura, contam fatores como leis mais duras e jornalistas forçados a deixar o país. Além de Síria, Irã, Paquistão e Brasil, a lista se completa com outro latino-americano, o Equador, mais Turquia, Somália, Rússia, Vietnã e Etiópia.

Brasil. No caso do Brasil, o documento define 2012 como um ano marcante: “No Brasil, quatro jornalistas morreram em relação direta com seu trabalho, o que representa o mais alto número do País em mais de uma década”. Além dos quatro profissionais mortos em 2012 e mais três em 2011, o CPJ adverte que “está investigando outros quatro assassinatos nesse período (2012)” para determinar se eles têm ou não relação com sua vida profissional.

O CPJ considera o Brasil “historicamente um dos lugares mais perigosos” para o exercício da imprensa” e reproduz uma avaliação do correspondente da Al-Jazeera em São Paulo, Gabriel Elizondo: “Em pequenas cidades, blogueiros e editores de pequenos jornais e sites que denunciam a corrupção tem sido transformados em alvo”. E o perfil, prossegue Elizondo, “é habitualmente o mesmo: um jornalista de cidade pequena, trabalhando para uma empresa pequena, que é alvo de tiros e morre”.

As estatísticas confirmam a avaliação. Seis dos sete jornalistas mortos desde 2011 haviam publicado reportagens sobre corrupção política ou crime. Com a exceção de um deles, todos trabalhavam no interior do País – e o sistema judicial brasileiro, diz o relatório, teria falhado ao não punir os responsáveis.

Censura. “Censura judicial permanece sendo um problema no Brasil”, adverte o Comitê, porque “empresários, políticos e autoridades públicas entraram com centenas de ações judiciais contra jornalistas críticos que teriam ofendido suas honras”. Ao todo, os órgãos de imprensa receberam 191 ordens da Justiça para tirar material de suas páginas.

O CPJ também afirma que o Brasil “falhou ao não apoiar a liberdade de imprensa no cenário global”. Ele destaca: “Em março de 2012, objeções levantadas pelo Brasil e algumas outras nações prejudicaram um plano da ONU para melhorar a segurança de jornalistas e combater a impunidade. Três meses mais tarde, o Brasil apoiou uma ofensiva do Equador para enfraquecer a Comissão Interamericana de Direitos Humanos”. / GUSTAVO CHACRA, DE NOVA YORK, e GABRIEL MANZANO

FONTE: O Estado de São Paulo

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Sete dias para destravar o Orçamento

PAULO DE TARSO LYRA

ADRIANA CAITANO

 

vinheta-clipping-forte1Passado o retiro de carnaval na base naval de Aratu, na Bahia, a presidente Dilma Rousseff retornará a Brasília com alguns nós a desatar para que o ano de 2013 comece de maneira efetiva. O primeiro desafio será a votação do Orçamento, remarcada pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para a próxima terça-feira, 19 de fevereiro. Além disso, ela deverá deflagrar a reforma ministerial necessária para incorporar o PSD ao governo, acomodar insatisfações no PMDB e reabilitar o PR.

Dilma queria que o Congresso tivesse aprovado o Orçamento em 5 de fevereiro passado. Afinal de contas, foi o segundo adiamento provocado por falta de consenso entre a base aliada e a oposição — no fim de dezembro, a peça orçamentária já havia batido na trave ao ir à votação. Contaminado pela polêmica na apreciação dos vetos presidenciais, a análise foi transferida para 5 de fevereiro, data subsequente à eleição de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Câmara.

Não deu certo. Mais uma vez, a presidente entendeu o adiamento. Segundo conversas com pessoas próximas, ela interpretou a mudança na votação à necessidade de Renan e de Henrique darem uma demonstração de força para seus eleitores, provando que o Legislativo, daqui para frente, “não vai mais se subordinar integralmente aos interesses do Executivo”. Ambos foram eleitos em primeiro turno, fizeram discursos ´para dentro do Congresso´. Era natural que adotassem uma postura corporativista no primeiro dia.

Agora, espera o Planalto, será diferente. “Tudo bem, passou a folia, passou a eleição, temos que começar a trabalhar para que o país volte a crescer”, afirmou ao Correio um interlocutor da presidente. Embora acreditem que, do ponto de vista econômico, a não votação do Orçamento até o momento não chega a ser um desastre — a Medida Provisória liberando R$ 42,8 bilhões para investimentos supre as necessidades imediatas do governo —, nunca é bom governar sem uma peça orçamentária aprovada pelo Congresso.

Além disso, os tempos de rebeldia são curtos, analisam os aliados do Planalto. O Congresso está espremido entre uma presidente com índices astrônomicos de popularidade e um Supremo Tribunal Federal (STF) em estado de graça após o julgamento do mensalão, presidido por um ministro — Joaquim Barbosa — galgado à condição de herói nacional. “Eles (os parlamentares) não vão querer passar a impressão que remam contra a opinião pública”, disse uma pessoa próxima da presidente.

Dilma também está preocupada com os rumos da base aliada. Por precaução, durante a visita feita por Henrique Eduardo Alves — protocolar e formal, sem grandes emoções —, ela perguntou ao peemedebista o que esperar do novo líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha. Ouviu um desanimado Henrique Alves responder: “não sei”. Há muito os antigos aliados não falam a mesma língua. E o deputado potiguar ficou assustado com a celeridade com que o peemedebista fluminense exonerou Francisco Bruzzi, assessor direto da liderança do PMDB, que teria sido flagrado pela Operação Navalha, em 2007, recebendo R$ 20 mil de propina da empreiteira Gautama.

Segundo apurou o Correio, no entanto, Henrique Alves pode ficar tranquilo, mesmo que Eduardo Cunha cometa loucuras na liderança. Não é dele que a presidente Dilma Rousseff vai cobrar a fidelidade do PMDB na Câmara. Os alvos, se o caldo entornar, são o vice-presidente Michel Temer e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O primeiro empenhou a palavra à presidente de que “qualquer líder eleito seria fiel ao Planalto”. E Cabral foi ainda mais específico. “Se eleito, Eduardo Cunha será fiel ao Planalto.”

PR reabilitado

A presidente também ensaiou, na semana passada, uma reaproximação com PR. Recebeu primeiramente o senador Blairo Maggi (MT), que presidirá a Comissão de Agricultura, Meio Ambiente e Fiscalização e sempre foi o nome preferido por Dilma caso o PR retorne à Esplanada. Depois, recebeu o atual presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), e o líder do partido na Câmara, Anthony Garotinho (RJ). Sinalizou que deseja ter o partido mais perto do governo, mas ainda não prometeu nada. “Foi uma conversa muito tranquila. A ideia do partido é esperar a reforma ministerial e ver se ela vai nos colocar em algum ministério. Se sim, o partido vai colher os nomes possíveis que tenham o perfil do ministério que ela escolher”, declarou ao Correio o deputado Lincoln Portela (MG).

O atual titular do Transportes, Paulo Sérgio Passos, sempre foi visto como um “forasteiro pelo PR”, por não ter militância partidária. Dilma, no entanto, gosta dele. Mas Passos tem se sentido desprestigiado nos últimos tempos, esvaziado com a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável por conduzir as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. “Dilma não prometeu nada para ninguém. Eles (Alfredo e Garotinho) vieram aqui porque Maggi foi recebido em uma dia e eles não queriam parecer desprestigiados um ano antes das eleições”, desconversou um aliado da presidente.

“A ideia do partido é esperar a reforma ministerial e ver se ela vai nos colocar em algum ministério. Se sim, o partido vai colher os nomes possíveis que tenham o perfil do ministério que ela escolher”

Lincoln Portela (PR-MG), deputado federal

“Se eleito (líder do PMDB na Câmara), Eduardo Cunha será fiel ao Planalto”

Promessa feita a Dilma Rousseff pelo governador fluminense, Sérgio Cabral

FONTE: Correio Braziliense via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1Uma empresa do Paraná afirma que oficiais do Exército pediram propina para referendar a vitória numa licitação. Segundo reportagem da revista “Veja”, a cobrança de dinheiro foi feita ao Grupo Mascarello, fabricante de ônibus.

Os oficiais exigiram dinheiro em troca da assinatura do contrato para a venda de 65 ônibus ao custo de R$ 17,8 milhões para o Batalhão da Guarda Presidencial. A empresa fez chegar o problema ao senador Roberto Requião (PMDB-PR), que falou com ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Após isso, a licitação foi referendada sem o pagamento de propina e o Exército abriu uma investigação ainda não concluída, segundo a revista.

À Folha, Requião disse recebeu a acusação no fim do ano passado. Segundo ele, um integrante da diretoria da Mascarello falou com ele sobre o assunto e ele repassou o problema a Mercadante.

A assessoria do ministro, por sua vez, afirmou à reportagem que recebeu a suspeita e a comunicou ao Comando do Exército.

“[Após falar com Requião] o ministro [Mercadante] ligou imediatamente ao Comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, relatando o ocorrido”, afirmou.

“Posteriormente, o comandante informou ao ministro que a empresa assinou o contrato sem qualquer dificuldade, dentro das regras da licitação, e que todas as pessoas citadas foram ouvidas. Posteriormente, a presidenta foi comunicada do fato, das providências tomadas e da pronta resposta do comandante do Exército.”

A “Veja” não informa os nomes dos oficiais investigados. A Folha tentou, sem sucesso, ouvir o Exército sobre a suspeita.

A compra dos ônibus para o Batalhão da Guarda Presidencial está inserida num dos projetos do governo do ano passado para aquecer a economia, o chamado PAC Equipamentos.

No total, o governo tinha a intenção de gastar R$ 8,4 bilhões com a compra de equipamentos em vários ministérios.

FONTE: Folha de São Paulo

 

vinheta-clipping-forte11. Com os presidentes da Câmara e do Senado imunes ao desgaste pela imprensa, o PT se prepara para fazer tramitar a lei de controle dos meios de comunicação. Aproveitam os constrangimentos vividos pelos presidentes das respectivas Casas, que estariam dispostos a deixar tramitar o projeto de lei.

2. As próprias feridas do PT, que são atribuídas à cobertura da imprensa no julgamento do mensalão e os desdobramentos que virão com as imagens das prisões dos condenados, têm feito o ex-presidente Lula apontar na direção da imprensa.

3. O presidente do PT tem reiterado, em seus pronunciamentos e entrevistas, que acha que há necessidade de conter o que o PT entende como abusos da imprensa, aprovando com prioridade a lei de controle dos meios de comunicação.

4. Com as presidências anteriores isso era impossível, pois o ex-presidente do Senado tem seus próprios meios de comunicação, diretos ou em rede, e o ex-presidente da Câmara apostava alto em um futuro no andar de cima.

5. Cumpre a oposição parlamentar e parte da própria base do governo, estarem atentas ao menor sinal que o processo vai começar. Na lógica eleitoral, ou o governo consegue tramitar e aprovar nos próximos 14 meses, ou se entra no calendário eleitoral e não haverá quórum ou disposição para isso.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

vinheta-clipping-forte1(Folha de SP, 06)  1. O custo para a organização da Copa de 2014 já atinge R$ 26,5 bilhões. A cifra é R$ 2,7 bilhões maior que o previsto no primeiro balanço orçamentário da União, de janeiro de 2011, e vai aumentar. Para o governo federal, essa conta ainda não está fechada. Questionado o Ministério do Esporte informou que a previsão é que os investimentos para o Mundial alcancem R$ 33 bilhões. Considerado o valor atual -R$ 26,5 bilhões-, o país vai custear 85,5% das obras relacionadas ao evento. O dinheiro vem dos governos federal, estaduais e municipais.

2. O número é baseado na última versão da matriz de responsabilidade, consolidada em dezembro de 2012. O documento cita os gastos com obras de mobilidade urbana, estádios, portos, aeroportos, telecomunicações, segurança e turismo relacionados ao Mundial. Além disso, aponta os responsáveis por arcar com os custos. A cifra foi atualizada com o aumento de preço do Maracanã e com os valores das instalações temporárias no entorno das arenas da Copa das Confederações e do Mundial. Para atender os dois torneios, essas estruturas custarão R$ 900 milhões às sedes.

3. De todo o dinheiro que será desembolsado para realizar a Copa do Mundo, apenas R$ 3,8 bilhões serão bancados pela iniciativa privada. Outros R$ 14,9 bilhões serão financiados pelo governo federal. Os R$ 7,7 bilhões restantes sairão dos Estados e das cidades-sedes.  A maior parte dos investimentos não governamentais será feita em aeroportos -R$ 3,64 bilhões serão aportados em Guarulhos, Campinas, Natal e Brasília.

4. Na construção e reforma de estádios, a disparidade é ainda maior. O investimento direto da iniciativa privada é ínfimo. Em 2008, ano seguinte ao anúncio de que o Brasil sediaria a Copa-2014, o então ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., declarou à Folha que não seria gasto “nenhum centavo de dinheiro público” com estádios do Mundial.

5. Apesar da promessa de que não haveria dinheiro público nos estádios da Copa-2014, as obras nas arenas que receberão o torneio são realizadas com quase 100% de dinheiro governamental:  97,3% são oriundos dos cofres públicos.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

Presidente iraniano afirma que propósito do projeto é defensivo, que não pretende atacar Israel e pede cooperação

 

Membros da Guarda Revolucionária iraniana celebram lançamento de míssil em exercícios militares no Irã

vinheta-clipping-forte1O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse ontem em entrevista à edição impressa do diário egípcio Al-Ahram que seu país já é um Estado nuclear, mas não tem intenções de atacar Israel. O líder persa está no Cairo, onde ontem cumpriu seu segundo dia de agenda oficial. Na esfera diplomática, no entanto, as negociações sobre o programa nuclear iraniano devem ser retomadas no fim do mês.

Na entrevista, Ahmadinejad diz que o mundo precisa lidar com o fato de que o Irã é uma potência nuclear. “Eles querem que o Irã retorne ao que era no passado, mas não terão sucesso. Eles acham que cederemos à pressão, mas essa interpretação é equivocada”, declarou. “Já somos um Estado nuclear e industrial.”

Ao afirmar que não pretende atacar Israel, o presidente iraniano ressaltou que os propósitos do programa são “defensivos”. Segundo Ahmadinejad, a melhor maneira de lidar com um Irã nuclear é a cooperação. Ainda de acordo com o líder persa, caso Israel opte por um ataque aéreo com caças para destruir o projeto atômico iraniano, o país tem um sistema de defesa capaz de responder à altura. “Eles querem atacar o Irã, mas nós não estamos preparando nenhum ataque contra eles, porque o propósito do nosso programa é a defesa”, disse o presidente.

Negociações. Na terça-feira, diplomatas ocidentais disseram ao jornal New York Times que as negociações sobre o programa nuclear iraniano serão retomadas até o fim deste mês. O grupo 5 + 1 (países com assento permanente no Conselho de Segurança e a Alemanha) e representantes do Irã se reunirão em Alma Ata, no Casaquistão .

O chanceler britânico, William Hague, disse que a necessidade de haver progresso nas negociações é “urgente”. “O Irã continua a enriquecer urânio, o que infringe as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, numa escala que não pode ser destinada para fins civis”, criticou Hague.

O acordo sobre a reunião no Casaquistão ocorre meses após a discussão sobre o local e a data da negociação. No ano passado, os EUA propuseram sediar um encontro na Turquia. Em resposta, o governo do Irã sugeriu uma reunião no Cairo. / NYT

FONTE: estadao.com.br

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Caveirões de Israel para polícia do Rio

São oito blindados, além da manutenção da frota por cinco anos

 

vinheta-clipping-forte1Global ShieldRio – O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de ‘caveirões’ das polícias por R$ 6,150 milhões, cerca de 28% do preço inicial de R$ 22 milhões estipulado pelo governo do estado na concorrência. O pregão internacional para a compra de oito novos blindados aconteceu ontem, e a empresa israelense Global Shield ofereceu os carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos.

O ‘desconto olímpico’ de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial.

O resultado da licitação deve ser publicado hoje no Diário Oficial do Estado. Participaram ainda outras três empresas: a sul-africana Paramount, a americana Plazan-Oshkosh e a também israelense Quartzu-Haitehof. A francesa Renault foi desclassificada pois apresentou preço 10% acima do preço inicial.

Os oito novos veículos blindados irão para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

Ao justificar a necessidade da compra, no lançamento da licitação, a Casa Civil do governo estadual argumentou que os eventos que a cidade vai receber aumentaram a demanda por ações de prevenção contra atos de terrorismo e pelas demandas rotineiras.

“As forças de segurança pública fluminense vivenciam, atualmente, uma incompatibilidade entre as necessidades materiais… e as condições de trabalho.Como resultado, o agente faz sem segurança o que gera número de lesionados e feridos mortalmente, por falta das condições”, dizia o edital.

FONTEodia.ig.com.br

Militantes afirmam que ação é represália por intervenção francesa contra combatentes islamitas no Mali

 

Mokhtar Bel Mokhtar dirige la brigada Al Mouthalimin foto AFP

vinheta-clipping-forte1Militantes islâmicos atacaram ontem um campo de exploração de gás na Argélia, sequestrando 41 estrangeiros -incluindo sete americanos. Três, entre eles um britânico e um francês, foram mortos.

A brigada Signatários por Sangue, que se diz afiliada à rede Al Qaeda, afirmou que o atentado foi motivado pela decisão argelina de permitir que a França utilize o seu espaço aéreo para atacar islamitas no Mali.

A França bombardeia militantes no país africano desde sexta-feira, em intervenção chancelada pela ONU e apoiada pela comunidade internacional. Ontem, foram iniciados os combates terrestres.

Islamitas haviam ameaçado a França, afirmando que o Mali seria ao país uma armadilha mais perigosa do que haviam sido, aos americanos, Afeganistão e Iraque.

O ataque foi realizado na região sul da Argélia, próximo ao campo de In Amenas.

De acordo com o Ministério do Interior argelino, “um grupo terrorista, fortemente armado e usando três veículos, lançou um ataque [...] a cerca de 100 quilômetros da fronteira entre a Argélia e a Líbia”.

O campo de In Amenas é operado por grupos que incluem a britânica BP, a norueguesa Statoil e a estatal argelina Sonatrach. Homens armados ocupavam o campo até a conclusão desta edição.

ATENTADO

IDE-Algerie-In-Amenas - franceinfoDe acordo com o governo argelino, o atentado foi iniciado com uma emboscada a um ônibus que transportava funcionários do campo para o aeroporto.

Os terroristas, no entanto, foram repelidos e seguiram dali para as instalações.

O Ministério do Interior da Argélia diz que o grupo envolvido no atentado tem cerca de 20 indivíduos que não vêm do Mali, da Líbia “ou de qualquer outro Estado vizinho”.

A Argélia havia anunciado, anteontem, o fechamento de suas fronteiras com o Mali. No entanto, a divisa de 2.000 quilômetros no deserto é considerada inviável de vigiar.

Entre os sequestrados estão cinco japoneses a serviço a empresa de engenharia JGC Corp, um francês, um austríaco, um irlandês, 13 noruegueses e diversos britânicos. O Departamento de Estado dos EUA confirma que há americanos entre os reféns.

Leon Panetta, secretário de Defesa dos EUA, afirmou a repórteres, durante passagem por Roma, que “por todas as indicações, esse é um ato terrorista” e assegurou que “os EUA irão tomar todos os passos necessários e devidos para lidar com essa situação”.

O Exército da Argélia está na região do campo, de acordo com fontes francesas e argelinas. Islamitas afirmam que estão cercados e que qualquer tentativa de libertar reféns levará a um fim trágico. Os entornos do local, dizem os terroristas, estão minados.

De acordo com um islamita da brigada citado pela mídia da Mauritânia, os trabalhadores argelinos foram libertados pelos militantes. O francês “Le Monde”, porém, diz que 150 funcionários locais estão presos no campo.

As indicações são de que, com o conflito na vizinha Líbia, o grupo terrorista teve acesso a armas pesadas dos arsenais pilhados do ex-ditador Muammar Gaddafi, morto em 2011.

FONTE: folha.com

IMAGENS: Franceinfo/AFP

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