quinta-feira, outubro 21, 2021

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Cientista político Samuel P. Huntington morre aos 81 anos

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Conhecido pelo conceito de ‘choque de civilizações’, de seu livro de 1996, deu aulas por 58 anos, até 2007

Washington – O professor de ciências políticas Samuel P. Huntington, conhecido pelo conceito de “choque de civilizações”, morreu aos 81 anos em Massachusetts, informou neste sábado, 27, a Universidade de Harvard, onde lecionou por décadas.
Huntington, que publicou em 1996 o livro O Choque de Civilizações e deixou de dar aulas em 2007, após 58 anos de trabalho acadêmico em Harvard, morreu na quarta-feira.
Ele foi autor, co-autor ou editor de 17 livros e mais de 90 artigos acadêmicos em torno de suas áreas principais de pesquisa e ensino: o Governo dos Estados Unidos, a democratização, política militar, estratégia, relações entre civis e militares, política comparativa e desenvolvimento político.
“Há gente no mundo todo que estudou e debateu suas idéias”, disse o economista Henry Rosovsky, amigo e colaborador de Huntington por quase seis décadas.
“Acho que Sam foi, claramente, um dos politólogos mais influentes dos últimos 50 anos”, acrescentou.
Huntington, que se formou aos 18 anos em Yale e aos 23 já estava dando aulas em Harvard, alegou que, depois da Guerra Fria, o conflito violento não se originaria no atrito ideológico entre Estados, e sim nas diferenças religiosas e nas maiores civilizações do mundo.
“O choque de civilizações dominará a política em escala mundial”, escreveu. “As linhas divisórias entre as civilizações serão as frentes de batalhas do futuro”.
O argumento apareceu pela primeira vez em artigo, em 1993, na revista “Foreign Affairs”, e depois Huntington ampliou sua tese no livro, traduzido para 39 idiomas.
A Universidade de Harvard não informou da causa da morte de Huntington, que deixou a esposa, Nancy Arkelyan, com quem foi casado durante 51 anos, e seus filhos Nicholas Phillips e Timothy May.

FONTE: Estadão/EFE

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Raimundo
Raimundo
12 anos atrás

Parabéns à Equipe do Blog das Forças Terrestres por propalar tão Interessante Notícia acerca deste notável estudioso do Mundo Contemporâneo: Bonita Homenagem.

José da Silva
José da Silva
12 anos atrás

Um pensador que eu particularmente admiro. Infelizmente no Brasil é um autor chamado de xenófobo, militarista e de tudo aquilo que os preconceituosos, sem preconceito tupiniquins gostam de rotular aqueles que não pensam de forma mecânica, convencional, burocrática, politicamente correta, bolivariana, ou seja, aqueles que não pensam de forma “muderna”. As pessoas não gostam dele porque ele trata de temas que as pessoas querem ignorar, porque a ignorância é uma forma de fugir desses problemas. Se os comentários dele nos afetam de forma negativa, que pelo menos sirvam para nos abrir os olhos. É bom comparar outras tendências não necessariamente… Read more »

Marine
Marine
12 anos atrás

Ze,

Concordo em tom e grau com vc!! Essa onda liberal ainda vai nos custar muito um dia…

” A Nation that draws too great a divide between its warriors and its scholars will have its thinking done by cowards and its fighting done by fools.”

Semper Fidelis!

Hornet
Hornet
12 anos atrás

É sempre lamentával a morte de alguém, especialmente de um intelectual do porte de Samuel Huntington…

mas como analista do mundo contemporâneo e pensador radical, gostaria de lembrar de um outro intelectual norte americano, tão ou mais importante que Huntington, embora com um posicionamento político bem diferente: o professor Fredric Jameson da Duke University, autor, entre outros livros, de “Pós modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio” (Editora Ática). Um livro que vale a pena ler, ao menos para quem se interessa em entender os “pepinos” do nosso tempo.

abraços a todos

Hornet
Hornet
12 anos atrás

É verdade, Mauro. De acordo. E só pra reforçar: não é o caso (longe disso) do Samuel Huntington, que foi um dos pensadores mais influentes do mundo na segunda metade do século XX, respeitado (e muito) até mesmo por aqueles intelectuais que não compartilhavam de sua visão de mundo. Como disse certa vez o Jameson, a respeito do Huntington, com quem travou belos duelos intelectuais: “a discordância teórica entre nós é salutar e só se faz no campo intelectual” (algo parecido com isso, pois estou citando de cabeça). Briga de cachorro grande, vamos dizer assim….

um grande abraço

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