sexta-feira, julho 30, 2021

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Operação Curare

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Em 29 de março, as tropas do Comando de Fronteira – Roraima / 7º Batalhão de Infantaria de Selva e do 1º Batalhão de Infantaria de Selva embarcaram às regiões de Pacaraima e Auaris, respectivamente, iniciando a Operação Curare, em aeronaves C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira.
O exercício consiste em intensificar a presença do Exército nas faixas de fronteiras do Estado. A operação encerra no dia 8 de abril.

A Curare, também tem por objetivo, segundo o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general Carlos Alberto Barcellos, atuar preventivamente e se necessário for, repressivamente para combater os crimes transfronteiriços.
A operação foi planejada no ano passado, pelo Comando Militar da Amazônia e inclui incursões de tropas da 1ª Brigada de Infantaria de Selva nas cidades de Boa Vista, Bonfim, Normandia e Pacaraima.
Ao mesmo tempo, é realizado o adestramento dos pilotos do 4º Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus (AM).

Com greve da PM, Exército desloca soldados para Boa Vista (RR)

Cerca de 400 dos 3.000 soldados do Exército que participavam de uma operação na fronteira com a Venezuela e a Guiana foram deslocados pelo Comando Militar da Amazônia para Boa Vista (RR), onde policiais militares estão aquartelados desde o início da semana por melhores salários.
Os soldados, de acordo com o general Augusto Heleno, estão realizando prevenção a crimes, sobrevoando áreas críticas, como presídios. Heleno afirma que os soldados não estão atuando em ações de segurança pública, pois é necessária uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Este tipo de ação [prevenção de ilícitos transfronteiriços] não chega a constituir uma intervenção, que é uma figura prevista na Constituição com uma série de desdobramentos”, afirma o general.
Uma lei complementar à Constituição Federal determina o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem desde que o governador do Estado as solicite ao Ministério da Justiça.

Heleno afirma que o envio das tropas da Operação Curare (de rotina na fronteira) foi uma iniciativa própria do Exército. “Foi tomada a iniciativa para dar uma sensação de segurança em Boa Vista, que está dentro da faixa de fronteira. É uma ação dentro do contexto de repressão, para que a população se sinta segura”, diz.
Segundo o secretário de Comunicação do governo de Roraima, Rui Figueiredo, o governador José de Anchieta Júnior (PSDB) não foi comunicado sobre o deslocamento dos homens do Exército.

O governador requisitou ao governo federal a presença de soldados da FNS (Força Nacional de Segurança) para ajudar no policiamento. Eles devem começar a atuar nesta quinta-feira (2). Em Roraima, já há cerca de 120 homens da FNS em outra missão.
A greve de policiais militares do Estado já foi considerada ilegal pela Justiça. O movimento foi iniciado na segunda.
Os manifestantes querem um reajuste de cerca de 33%. O governo do Estado ofereceu 14,5%, em duas vezes. O salário inicial de um soldado da PM no Estado, segundo o secretário da Justiça e Cidadania de Roraima, coronel Gerson Chagas, é de R$ 1.973 (bruto).

FONTE
: EB e Folha Online

NOTA do BLOG: A 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª Bda Inf Sl), também conhecida como Brigada Lobo D’Almada, é uma das Brigadas Militares de Área do Brasil. Formada por militares índios oriundos da região e por militares profissionais especialistas em guerra na selva, faz parte da elite do Exército Brasileiro. Sua sede localiza-se em Boa Vista, em Roraima. É administrado pela 12ª Região Militar/Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus. Seu nome histórico faz referência ao coronel engenheiro Manoel da Gama Lobo D’Almada, comandante do Comando Militar do Alto Rio Negro em 1784, ano em que os portugueses chegaram à região.
Até 13 de novembro de 1991, esta brigada era conhecida como a 1ª Brigada de Infantaria Motorizada, então situada em Petrópolis, sendo desativada e realocada em Boa Vista.

Organizações militares subordinadas:

  • Comando 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • Companhia de Comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) – Manaus
    • Comando de Fronteira – Roraima e 7º Batalhão de Infantaria de Selva – Boa Vista
    • 10º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva – Boa Vista
    • 12º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado – Boa Vista
    • 1º Pelotão de Comunicações de Selva – Boa Vista
    • 32º Pelotão de Polícia do Exército – Boa Vista
    • 1ª Base Logística – Boa Vista
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Bonifácio
Bonifácio
12 anos atrás

Aquelas fronteiras nas Guianas são tão artificiais!
O Norte do continente seria mais estável se o Essequibo fosse a fronteira entre o Brasil, a Leste, e a Venezuela, a Oeste.
Mas parece é que o Amazonas se tornará a fronteira entre o Brasil, a Sul, e o território sob tutela internacional, a Norte.
Faltou pouco para o Brasil cumprir o seu destino. Agora falta pouco para cair…

joao terba
joao terba
12 anos atrás

Não se preocupe, o próprio crescimento populacional vai dar resposta a corte,os índios precisam de casa,saúde e alimentos,eles não podem viver sem o homem branco.

RJ
RJ
12 anos atrás

Eles não podem viver sem o homem branco? Ué! mas os índios não viviam durante séculos antes do homem branco chegar aqui, exatamente com os recursos que a natureza ainda dispõe? ops! Tinha esquecido que a cultura indígena brasileira (a original) já não existe mais. Foi substituída pela cultura pedinte e dependente que vemos hoje. E haja camisas do Flamengo e shorts Adidas para toda a tribo, que assiste novela na parabólica, mas está acima de nossas noções de leis e deveres. Neste ponto, os índios dos outros são melhores que os nossos, pois sabem defender sua cultura (de verdade)… Read more »

Jaique Sparro
Jaique Sparro
12 anos atrás

Essas PMs já passaram da hora de serem desmilitarizadas,força auxilia e reserva do EB,só se forem pro inimigo gastar toda a munição ou irem na frente e limparam um campo minado,seria cômico se não fosse trágico.

joao terba
joao terba
12 anos atrás

RJ,minha cologação foi sobre a Raposa do Sol,lá enxiste os índios que trabalham com os fazendeiros,e os outros que querem plantar arroz e criar gado.

J Roberto
J Roberto
12 anos atrás

Coloquem tudo na linha de frente!!!

Denner William Ovidio
12 anos atrás

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