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Bombeiros do Rio seguem acampados na Assembleia Legislativa do Estado

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Após prisão de 439 integrantes, categoria continua a protestar por melhores salários

Após um protesto que tomou o Quartel Central na Praça da República, centro do Rio, que terminou com 439 presos na manhã do último sábado, os bombeiros voltaram às ruas em manifestação por melhores salários e, na noite deste domingo, bloquearam a Ponte Rio-Niterói, principal ligação entre a capital fluminense e o município vizinho, por cerca de 15 minutos, de acordo acordo com a concessionária CCR, administradora da via.

Segundo a empresa, cerca de 70 manifestantes saíram de três ônibus e ficaram no vão central, sendo logo reprimidos por funcionários e policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) quando tentavam afixar faixas e cartazes letreiros da ponte usados normalmente para sinalizar condições de trânsito.

O grupo de bombeiros era proveniente dos municípios de Araruama, Búzios, Cabo Frio, Rio das Ostras, localizados na região dos Lagos.

A reportagem do iG entrou em contato com Cabo Gomes, preso no sábado e levado para Jurujuba, na região metropolitana, que informou que os manifestantes que pararam a ponte nesta noite voltavam de visita aos detidos pela invasão do quartel.

O militar também denuncia maus tratos na detenção e reclama que o grupo ficou por mais de 18 horas sem comida desde o momento da invasão do quartel por membros do batalhão de choque da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Tivemos que fazer um S.O.S. humano usando todos os nossos companheiros agachados em um grande campo de futebol, pois estávamos sem alimentação, sem água e autorização para utilizar sequer um banheiro. Somos trabalhadores, militares e exigimos respeito dos nossos governantes”, declara, concluindo que recebe cerca de R$ 950 o que configuraria, em suas palavras, “o menor salário de bombeiro do Brasil”.

Na capital, mais bombeiros promovem desde o início da manhã um acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Estado. Eles prometem ficar aquartelados e dizem sair apenas em casos de extrema urgência.

Neste domingo, o governador do Estado, Sérgio Cabral, divulgou nota reiterando sua desaprovação à forma como a categoria se manifestou na tentativa de elevar o piso salarial de R$ 950 para R$ 2 mil. No sábado, Cabral havia chamado os detidos de “vândalos e irresponsáveis”.

Na nota emitida neste domingo, o governador novamente qualifica como irresponsabilidade as atitudes dos bombeiros, ressaltando que os manifestantes levaram “marretas e crianças” para o mesmo local. E diz ainda que são 17 mil bombeiros no Estado “que honram a sua farda jamais levariam crianças como escudos humanos inocentes a um ato contra a ordem pública como este, iniciado com uma invasão do quartel central”.

FONTE: iG* Com reportagem de Vinícius de Oliveira, iG São Paulo

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