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Lembranças do Dia D

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“Chegamos na praia e encontramos pilhas de corpos, era o caos”

Há exatos 67 anos, o americano Walter Ehlers, 90 anos, desembarcava na praia da Normandia, na França, para liderar um pelotão de homens no Dia D, a decisiva batalha dos aliados contra a Alemanha nazista travada no litoral da Normandia, na França. No aniversário do evento, celebrado nesta segunda, Ehlers lembrou do dia em que foi baleado, mas sobreviveu, após ter sua mochila e um retrato da mãe alvejados durante conflito.

“Nós tivemos inúmeras tropas que desembarcaram e muitas pagaram com o sacrifício supremo”, disse Ehlers, em entrevista concedida em sua casa na cidade de Buena Park, no Estado americano da Califórnia. Segundo suas próprias palavras, o veterano não possuía qualquer experiência em batalhas, e teve que realizar inúmeras missões em meio ao fogo cruzado.

“Chegamos na praia e encontramos pilhas de corpos, era o caos”, disse Ehlers. Os alemães, segundo o veterano, conseguiram matar inúmeros soldados americanos, com disparos efetuados para baixo em trincheiras e bunkers de concreto. “Lutamos pela nossa sobrevência”.

Ehlers recebeu a Medalha de Honra e se tornou um dos 3.454 militares beneficiados pela mais alta condecoração militar concedida pelo governo americano. O número de testemunhas do fato cai a cada ano. Dos 16 milhões de soldados americanos que serviram na Segunda Guerra Mundial, apenas 1,7 milhões ainda estão vivos. Pelo menos 37 mil pessoas perderam a vida durante a histórica batalha.

FONTE/FOTO: terra.com.br/Reuters

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Wagner
Wagner
9 anos atrás

Na verdade eles usaram o método soviético da época: empurra um montao de soldados na praia, inevitavelmente, eles vão estabelecer uma cabeça de ponte pela força dos numeros, a munição alemã vai acabar, e quem diria, um general alemão que queria derrubar Hitler não deu a ordem para um Exército panzer atacar na hora certa…

Vader
9 anos atrás

Wagner disse:
7 de junho de 2011 às 9:08

“Na verdade eles usaram o método soviético”

Não existe essa de “método soviético”. Ataque se faz assim, com uma proporção de no mínimo 3 atacantes para cada 1 defensor pelo menos desde a PGM.

Em qualquer exército do mundo.

Wagner
Wagner
9 anos atrás

tem certeza ???

acho que não hein….

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
9 anos atrás

Vader disse:
7 de junho de 2011 às 11:23

O que o Wagner quis dizer é q o comando americano deu uma de soviético ao enviar milhares de soldados para cumprir uma missão quase q suicida, se importando primeiramente, e acredito eu que unicamente, com o resultado…
Os soviéticos eram mestres em fazer isso… Ataques que nao importavam o custo, apenas o resultado…

Vader
9 anos atrás

Wagner disse: 7 de junho de 2011 às 11:26 Tenho. Tenho certeza sim. Academicamente falando o ataque se faz sempre na proporção mínima de 3 X 1 na Infantaria (se não me engano 4 X 1 na Cavalaria). É por isso que, em geral, uma Brigada de Infantaria é composta de 3 Batalhões de Infantaria, um Batalhão de 3 Companhias de Fuzileiros, uma Companhia de 3 Pelotões de Fuzileiros e um Pelotão de 3 Grupos de Combate (repito: em geral. Há exceções para mais e para menos). Via de regra, para se atacar um GC entocado, usa-se NO MÍNIMO um… Read more »

Wagner
Wagner
9 anos atrás

Se vc está dizendo… 🙂

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
9 anos atrás

Vader… não querendo me contrapor aos seus argumentos bem baseados…

Mais acredito que o que o Wagner quis dizer com ataque soviético, é que os americanos lançaram os seus soldados em um ataque quase que suicida !! Caracteristica essa que é dos soviéticos, que não tinham a menor pena de jogar os seus soldados para a morte certa…

Observador
Observador
9 anos atrás

Este senhor assistiu o “Resgate do Soldado Ryan” em 3D.

Mais realista, impossível.

Caros Vader e Wagner:

Faz tempo que li “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, mas pelo que lembro, ele já usava tática semelhante.

vassilizaitsev
vassilizaitsev
9 anos atrás

Vader, Eu até concordo contigo neste quesito da relação de 3X1 entre atacantes e defensores. mas…………. No meu ponto de vista, essa conta era perfeita até a Guerra da Coréia, no máximo Vietnam. No atual estágio avançado que as guerras estão, é praticamente suicídio um dos lados posicionar suas tropas em posições fixas de defesa. Mesmo que esses pontos sejam reforçados ou do tipo Bunker. A Aviação simplesmente não perde nada. Vide a primeira guerra do Golfo, onde Saddan Hussein tinha um exército de + de 400 mil soldados e milhares de CC e blindados………. adiantou de alguma coisa???? Pelo… Read more »

Vader
9 anos atrás

vassilizaitsev disse:
7 de junho de 2011 às 20:08

Vassili, claro que estamos falando de combate entre forças regulares, e de nível tecnológico e poderio bélico semelhantes.

Digamos assim, um Brasil X Argentina (exemplo meramente ilustrativo).

Comparar as FFAAs americanas com as pobres forças iraquianas é sacanagem… 🙂

Abraço.

Vader
9 anos atrás

vassilizaitsev disse:
7 de junho de 2011 às 20:08

Ah sim Vassili, de se notar ainda que a mobilidade (ou não) da linha defensiva não altera significativamente a proporção de 3 X 1. Isso porque a defesa sempre contará com uma posição privilegiada e, ainda que não seja estática (montada sobre blindados e obuses autopropulsados, p. ex.) terá a vantagem do terreno e do tempo de preparação sobre o atacante.

Abs.

Wagner
Wagner
9 anos atrás

Deve-se acrescentar que o iraquiano era particularmente incompetente no manejo de suas armas…

caíam sozinhos com os Migs !