sábado, outubro 23, 2021

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Planalto desbloqueia verbas para reduzir tensão na caserna

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Para diminuir a tensão na caserna, o Palácio do Planalto descontingenciou cerca de R$ 2,2 bilhões dos R$ 4 bilhões cortados no início do ano, quando foi anunciada tesourada de R$ 50 bilhões do Orçamento de todo o governo.

A liberação, segundo informou o ministro da Defesa, Celso Amorim, a um grupo de militares, foi considerada generosa e até acima da expectativa. O descontingenciamento permitiu a manutenção, pelo menos, de investimentos em programas estratégicos, como o do submarino nuclear.

Desde a posse do ex-ministro Nelson Jobim, em julho de 2007, os militares vêm comemorando o aumento do orçamento das três Forças. Embalado pela Estratégia Nacional de Defesa, de 2007 para 2011, as despesas de investimento e custeio das Forças Armadas cresceram 140%, ante a variação da inflação em torno de 30%, no mesmo período. Ainda assim, as Forças enfrentam graves problemas de operacionalidade, com o sucateamento dos equipamentos.

Em 2007, o projeto de lei orçamentária previa R$ 5 bilhões para investimento e custeio nas três Forças. Em 2008 pulou para R$ 7,77 bilhões; em 2009 foi a R$ 10,05 bilhões; em 2010. a R$ 12 bilhões, e deve alcançar R$ 12,9 bilhões este ano. Para 2012 o projeto de lei orçamentária pede R$ 14,4 bilhões.

Se for computado só o valor dos recursos destinados a investimentos, a Aeronáutica deverá ter recebido, ao fim deste ano, R$ 4,7 bilhões; a Marinha, R$ 4,47 bilhões, e o Exército, R$ 3,73 bilhões. Para reaparelhamento e adequação dos meios na Marinha a previsão é de que sejam destinados, ao fim de 2011, R$ 2,7 bilhões. Programas considerados prioritários estão sendo poupados dos cortes e contingenciamentos.

FONTE: Estadão

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Grifo
Grifo
9 anos atrás

Embalado pela Estratégia Nacional de Defesa, de 2007 para 2011, as despesas de investimento e custeio das Forças Armadas cresceram 140%, ante a variação da inflação em torno de 30%, no mesmo período. Ainda assim, as Forças enfrentam graves problemas de operacionalidade, com o sucateamento dos equipamentos.

Senhores, não existe surpresa nenhuma aqui. O que aconteceu foi que o dinheiro liberado pelo governo, ao invés de ser utilizado para melhorar a operacionalidade das nossas F.F.A.A., foi usado para fazer a alegria dos franceses.

Vader
9 anos atrás

Migalhas das mesas dos cães que nos governam.

Mas cada povo tem o governo que merece.

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