quinta-feira, agosto 5, 2021

Saab RBS 70NG

Exército tem projeto para garantir a segurança da infraestrutura crítica do país

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

Itaipu

Marcelo Rech

vinheta-clipping-forte1O Exército Brasileiro pretende implementar a proteção de instalações, serviços, bens e sistemas que interrompidos total ou parcialmente, podem provocar sérios danos sociais, ambientais, econômicos, políticos e à própria segurança do Estado. Trata-se do PROTEGER que, segundo o Exército, foi pensado para atender as 664 Estruturas Estratégicas Terrestres do país, sendo 222 apenas no setor de energia.

Dos países dos BRICS, o Brasil é o único que ainda não conta com um projeto desta envergadura. No âmbito do PROTEGER, serão contempladas ações de defesa contra agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares.

O projeto será implementado ao longo de 12 anos e custará cerca de R$ 10 bilhões. Para o Exército, este aporte não se compara com os valores das estruturas protegidas.

Para assegurar a defesa e proteção destas infraestruturas, o Exército pretende ampliar a capacitação dos seus efetivos; contribuir com a coordenação interagencial; associar o treinamento de tropas a medidas preventivas; ampliar as capacidades para o Exército atuar no controle de danos e na assistência à população em situações de calamidade; cooperar para a preservação dos serviços essenciais dessas infraestruturas; prover apoio logístico e gerenciamento de crises.

Além disso, pretende-se fortalecer a capacidade de pronta resposta do Brasil na proteção das suas estruturas estratégicas terrestres.

Na avaliação da Força, o PROTEGER também fortalece a Base Industrial de Defesa, o fomento à geração de empregos, à capacitação de pessoal qualificado e à absorção de tecnologias sensíveis.

VANTS

Hidrelétricas, refinarias de petróleo, termoelétricas, usinas nucleares, portos, aeroportos, ferrovias, linhas de transmissão de energia e as telecomunicações, deverão contar com monitoramento e patrulhamento permanentes ou por meio de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTS).

Para tanto, serão realizados treinamentos de ocupação, resgate, controle de danos e nas ações de dissuasão das possíveis ameaças.

Análise da Notícia

A implantação de um sistema de proteção das infraestruturas críticas do país guarda relação direta com a atuação do país na cena internacional, suas ambições de crescimento e desenvolvimento e suas responsabilidades como líder regional emergente.

Historicamente, o Brasil negligenciou a proteção de suas infraestruturas minimizando as ameaças potenciais. Enraizou-se no senso comum dos brasileiros que somos um país de paz, sem inimigos, incapaz de sofrer quaisquer atos hostis. No entanto, país algum projeta-se internacionalmente sem mandar uma mensagem clara àqueles que torcem o nariz para a possível ampliação do clube.

O Brasil quer integrar o clube das grandes potências e, com o perdão da redundância, tem potencial para isso, mas sem a correta leitura a respeito do que se passa, terá poucas possibilidades de êxito.

Se não existe uma ameaça real de um atentado terrorista contra a binacional Itaipu, por exemplo, isso não diminui a importância de um diuturno monitoramento – algo que a empresa realiza por meio de um corpo de elite na área da inteligência – pois, como já vimos no passado recente, a mesma pode ser vítima de sabotagem, o que ocorreu há não muito tempo na hidrelétrica de Tucuruí (PA).

A responsabilidade de sediar grandes eventos que culminarão com as Olimpíadas de 2016, obrigou o Brasil a repensar muita coisa. Uma delas diz respeito a essas infraestruturas estratégicas terrestres.

A simples derrubada de uma linha de transmissão pode inviabilizar a indústria, comprometer serviços essenciais como os realizados por hospitais e impactar negativamente a economia nacional por algumas décadas.

Não há, portanto, margem para capitulações. O Brasil não investe na proteção de Itaipu ou de Furnas por conta da Copa do Mundo, mas em função do seu próprio futuro como Estado.

FONTE: www.inforel.org

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joao.filho
joao.filho
8 anos atrás

Vamos falar a verdade. O Brasil, assim como praticamente toda a sua infraextrutura, sempre esteve desprotegido. Como vao proteger um pais de dimensao continental, com poucos Gepard e Iglas, com F-5 e AMX? Ainda bem que o Brasil esta rodeado de banana republics com armamento pior que o nosso, e o Chile nao faz fronteira alem de ser amigo tradicional.

joao.filho
joao.filho
8 anos atrás

infraextrutura=infraestrutura.

eduardo.pereira1
eduardo.pereira1
8 anos atrás

Taca blindados e artilharia na usina de Itaipu e manda os trouxas dos vizinhos que querem mandar nela entrarem a força se quiserem .

Guilherme Amorim
Guilherme Amorim
8 anos atrás

Boa notícia. Altamente necessário e, com ampliação de recursos humanos e equipamentos de detecção e defesa, estes locais ficarão devidamente protegidos.
Além de usinas de energia, se pode citar polos industriais, de processamento de alimentos, grandes reservas de água, além do pré-sal. (Que me desculpem os comentaristas do Naval, mas não se defende uma riqueza dessas com 3 navios de patrulha armados com um canhão…)

Colombelli
Colombelli
8 anos atrás

Há 13.000 estruturas sensíveis. Mais de 600 estratégicas e aproximadamente 340 críticas. Claro que não seriam ameaçadas todas em um hipotético conlfito, mas pra proteger isso precisaria muito mais estrutura.

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