quinta-feira, outubro 28, 2021

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A implosão dos governadores

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

vinheta-clipping-forte11. O processo de centralização, fragilizando a Federação, acentuou-se com Lula. A condição de outsider de Dilma deu um alento aos governadores que viram suas participações crescerem. Mas as manifestações de junho acuaram os governadores, seja pela queda geral de popularidade, seja por não saberem como reagir a um ano da campanha de 2014.

2. A função política que exerciam junto ao congresso, coordenando suas bancadas, desapareceu. Os temas que vieram à tona -reforma política, voto aberto, aplicação dos royalties do pré-sal…- não os tiveram como interlocutores. Ninguém ouviu ou leu a opinião deles. Permanecem mudos, ou quase.

3. Voltam-se para dentro de seus estados, buscando dar curso a decisões que possam melhorar os seus prestígios, em grande medida municipalizando os seus mandatos. Saíram das fotos. E nem falar…, das ruas.

4. Paradoxalmente -apesar da forte queda de popularidade- Dilma procurou assumir a ‘paternidade’ de medidas que respondessem a demandas populares potenciais, como a falta de médicos, a extensão do financiamento da casa própria ao mobiliário… E transferir ao congresso e aos governadores parte de seu desgaste. Reforma política por plebiscito é exemplo disso.

5. Dessa forma, a outsider -no início do mandato- passou a ter protagonismo político e os governadores -por se sentirem acuados- acentuaram esse processo de desfederalização, por inércia e omissão. Esse foi um desdobramento não pedido nem imaginado pelas manifestações: o reforço da centralização e o desmonte politico da Federação.

6. Há exceções, poucas: São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Ivan
Ivan
8 anos atrás

Em uma busca rápida na internet encontramos algumas definições de federação, como esta: “Uma federação é um Estado composto por determinado número de regiões com governo próprio (chamados de “Estados”) e unidas sob um governo federal. Numa federação, ao contrário do que acontece num Estado unitário, o direito de autogoverno de cada região autónoma está consignado constitucionalmente e não pode ser revogado por uma decisão unilateral do governo central.” No entanto para existir autogoverno e autonomia é necessário ter uma arrecadação própria, ou, em português clássico, dinheiro. É aí que a autodeterminação estadual vai pelo ralo. (Sem falar dos municípios…)… Read more »

Vader
8 anos atrás

O Brasil não é uma federação desde a Constituição de 1988. Aliás, federação de verdade o Brasil perdeu a chance de ser desde 1932, quando os paulistas perderam a guerra para as forças do facínora Vargas. Numa federação os entes federados detém AUTONOMIA (não confundir com soberania, que pertencer à União Federal). No Brasil Estados e Municípios mequetrefes, fundados por propósitos politiqueiros, sem a menor condição de se manterem por si próprios, não tem sequer autonomia financeira, vale dizer: vivem de pedir esmola à federação. O Brasil é uma mentira até no nome: República “Federativa” do Brasil. O fato é… Read more »

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