Home Programa nuclear Empresa russa deve se associar ao programa nuclear brasileiro

Empresa russa deve se associar ao programa nuclear brasileiro

677
7

95296243 (1)
ClippingCom a participação da Rosatom, governo de Vladimir Putin acena com financiamento de até US$ 2 bilhões. O presidente Putin virou o jogo. A russa Rosatom deverá ser parceira do programa nuclear brasileiro – lugar que, até então, parecia destinado à francesa Areva. Segundo uma alta fonte do Ministério de Minas e Energia, Dilma Rousseff e o presidente russo alinhavaram os pontos centrais do acordo no recente encontro que tiveram em Brasília. A palavra de Putin fez a diferença. Ao contrário dos franceses, que, até agora, acenaram apenas com promessas e intenções, ele chegou a Brasília com fatos objetivos, prazos e, sobretudo, cifras, segundo informa o Relatório Reservado. Por meio do Eximbank local, o governo russo apresentou garantias firmes para o financiamento de projetos de geração nuclear no Brasil. De acordo com a mesma fonte, os valores sobre a mesa giram em torno de US$ 2 bilhões.

O RR apurou ainda que, em setembro, uma delegação de engenheiros da Rosatom vai desembarcar no país. Os russos farão visitas técnicas às usinas Angra 1 e 2 e às obras de construção de Angra 3. Está programada também a formação de um grupo de estudos com representantes da Eletronuclear e da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Em dezembro, será a vez de técnicos das duas empresas visitarem instalações da Rosatom no Leste Europeu. Até lá é provável que a estatal russa já tenha aberto um escritório no Brasil.

As negociações com a Rosatom passam pela transferência de tecnologia e pela própria entrada da companhia na operação das três usinas de Angra dos Reis. Por outro lado, o acordo envolve as contrapartidas de praxe, a começar pela venda de equipamentos e serviços de engenharia e a consequente instalação de um cinturão de fornecedores de origem russa no país. A Rosatom pretende também participar da exportação de urânio. O Brasil poderá se aproveitar da ampla rede comercial da companhia, notadamente na Europa, para acessar novos mercados. E o processo de enriquecimento de urânio, uma questão absolutamente nevrálgica, que envolve a própria segurança nacional? Os russos não terão qualquer ingerência sobre a operação, a cargo da Marinha. Melhor assim. Será uma forma de evitar eventuais resistências da área militar, que, por razões óbvias, sempre se mostrou mais simpática a um acordo com a Areva.

Por falar em Areva, os franceses estrão perdendo uma partida que já davam como ganha. Em dezembro do ano passado, em meio a uma série de acordos bilaterais, os governos do Brasil e da França assinaram um convênio de cooperação na área nuclear. No entanto, de lá para cá as tratativas com a Areva praticamente não saíram do lugar. A promessa dos franceses de farto financiamento de um pool de bancos europeus segue no papel. Os estudos técnicos com a Eletronuclear e o INB pouco avançaram. Melhor para os russos, que souberam se aproveitar deste vácuo.

FONTE: Segs

7
Deixe um comentário

avatar
7 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
5 Comment authors
Blind Man's BluffeparroCarlos Alberto SoaresAntonio MSoldat Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Soldat
Visitante
Member
Soldat

oh my god!!!!!!

Amis Not like………

rsrs…….

Antonio M
Visitante
Member
Antonio M

Família a gente não escolhe mas os companheiros sim …..

Carlos Alberto Soares
Visitante
Member
Carlos Alberto Soares

“As negociações com a Rosatom passam pela transferência de tecnologia e pela própria entrada da companhia na operação das três usinas de Angra dos Reis.” Ué, mas os acordos entre os países, Brasil com a Alemanha e USA na época não contemplam ou impedem a entrada de qualquer país nessas usinas ? A 1 = USA A 2/3 = Germany – Hoje nas mãos da França. http://www.eletronuclear.gov.br/aempresa/centralnuclear/angra3.aspx http://www.eletronuclear.gov.br/aempresa/centralnuclear/angra1.aspx Na época, não me lembro bem quem foi ou se ambos, o Gal. Emílio Garrastazu Médici e/ou o Gal. Ernesto Geisel assinaram acordo entre governos sobre esse tema. Aliás alguém se lembra… Read more »

eparro
Visitante
Member
eparro

Resta saber se eles virão para ver só as Angra ou haverá algum interesse no reator da Marinha também?
E US$2 bilhões é tão relevante assim, num projeto de geração de energia por usina nuclear?

Blind Man's Bluff
Visitante
Member
Blind Man's Bluff

Xiii…

Carlos Alberto Soares
Visitante
Member
Carlos Alberto Soares

Ué cadê o link ?

Carlos Alberto Soares
Visitante
Member
Carlos Alberto Soares