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Tanques pesados chilenos já disparam em movimento com garantia de acerto

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Chile Marder and Leopard 2A4
Um Leopard 2A4 chileno (à direita na foto) em manobras com blindado Marder

 

Os carros de combate Leopard 2A4CHL das brigadas blindadas do Exército chileno estão recebendo um aperfeiçoamento no sistema giroscópico do periscópio da torre, que garante a esses blindados, de 55,15 toneladas, a capacidade de, mesmo estando em movimento, disparar seu canhão Rheinmetall L-44 de 120mm com boa garantia de precisão e acerto.

A modificação, que representou a superação de grave deficiência apresentada pelo tanque, foi alcançada por uma equipe do Laboratório de Optrônica do Centro de Manutenção Industrial da FAMAE (Fábricas y Maestranzas del Ejército) em Talagante, na Região Metropolitana de Santiago, e permitiu à força terrestre uma economia de, aproximadamente, 8 milhões de dólares.

Os giroscópios que estão sendo desativados geravam falhas ao calcular o giro da torre e do canhão que deveriam orientar o funcionamento da arma fornecida pela Rheinmetall.

O novo sistema efetua as medições em combinação com o sistema de controle de tiro EMES15 (Atlas Elektronik), que absorve eventuais perturbações ao procedimento do disparo (solavancos próprios do deslocamento, impactos do fogo inimigo na couraça, alterações drásticas de temperatura, vibrações indesejáveis, etc), e corrije dados eventualmente errôneos.

Por meio desse aperfeiçoamento no periscópio da torre, tornou-se possível disparar com o Leopard 2A4 em movimento, sem que o L-44 – uma peça de alma lisa – perca a estabilidade ou a direção que irão garantir-lhe o disparo proveitoso.

SK105 no estacionamento do AMRJ para o 7-9
Carro Kuerassier dos fuzileiros navais brasileiros, dotado de canhão de 105mm

 

Apenas para efeito de comparação: no tanque leve SK 105 A2 Kuerassier, de 17,5 toneladas, que o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha brasileira recebeu em fevereiro de 2001, o canhão francês 105G1, de 105mm, é estabilizado por dois giroscópios que permitem disparos com a viatura em velocidades de até 30 km/h (43,8% da velocidade que o blindado alcança), sem prejuízo da precisão.

leo_1v10
Leopard 1V

 

Leopard 1V – O segredo da mudança bem sucedida no Leopard chileno foi a adoção de um estratagema engenhoso. Os técnicos da FAMAE recorreram a uma reutilização dos giroscópios dos tanques Leopard 1V em desuso pelo Exército – um giroscópio que é idêntico ao dos carros 2A4, e outro que é diferente.

O Exército do Chile possui uma centena de carros do modelo 1V que se encontram oficialmente na reserva (e já foram até oferecidos ao Exército da Colômbia).

Em uma primeira etapa, os especialistas do Laboratório de Optrônica de Talagante desenharam um circuito de conexão que permite adaptar ao periscópio do Leopard 2A4 o conector do giroscópio do Leopard 1V que não é igual ao do 2A4.

Em um segundo momento, eles substituíram o segundo conector do giroscópio do Leopard 2A4 (similar ao do tanque Leopard 1V) por um conector modernizado – na FAMAE conhecido como “conector de tipo flexível”.

De acordo com a FAMAE, todas as alterações foram validadas com êxito em testes de laboratório e em provas de campo.

A fórmula encontrada permitiu ao comando do Exército chileno evitar a aquisição de um kit de modernização para o sistema giroscópico do periscópio do Leopard 2A4, que custaria cerca de 40.000 dólares para cada tanque.

As brigadas de tanques chilenas possuem 200 carros Leopard 2A4.

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lucho gaticaWellington GóesVaderrsbacchiSoldat Recent comment authors
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Oganza
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Oganza

Outro dia eu falei sobre isso… A decisão do Chile de ser parte do recheio. Dai veio um zé mané qualquer falar da “nossa capacidade industrial” e blá… blá… blá… uma balela completa, que só poderia vir de uma mente com Pensamentos Azeitona… enfim, como sempre, ridículo. Em nossa pesquisa e busca por parceiros, conheci os Laboratório da FAMAE e seus gestores, e não foi só ele… tem muita coisa boa sendo desenvolvida, ou melhor, sendo gestada de maneira pragmática e responsável no Chile, e é de Norte a Sul. Dá gosto de conversar e fazer negócios com as Mentes… Read more »

Vader
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Leopard 2, Marder, SCAR, e vai por aí. As Forças Armadas chilenas fazendo o simples com o que tem.

Mas qual o que! Nós somos “bons demais” pra imitar o que o Chile faz…

E toca reformar M-113, comprar Leopard 1, projetar fuzil de R$ 8.000 a peça (mais caro que um FN-SCAR), etc…

Claudio Moreno
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Claudio Moreno

Oganza
! Mire! Qué relleno esta saliendo el Chile! Fuimos hasta allá para obtener conocimiento para el empleo de los Leopards nuestros.
Muito legal ver o Marder lado a lado com o seu CC. Já aqui vamos de M-113, que nem reforço de blindagem tem…e ainda me expõe o artilheiro em uma .50. Porra! No mínimo a Remax cacete.
CM

Wellington Góes
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Wellington Góes

Obrigado pelos “elogios” Oganza!!! 😉

Kojak
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Kojak

“Oganza 5 de março de 2015 at 20:10 #” Pois é Oganza Eu, Juarez, Vader e Você falamos a muito dos Chi Chi Chi Le Le Le. Quando tu fizestes aquele comentário eu ia colocar um site de uma Empresa Chilena que atua no seguimento de produtos que fabricamos aqui no Brazil. Somos um dos líderes, qualidade Top nível Brazil, pioneiros etc ….. Os caras no Chile nos fazem parecer uma fábrica de fundo de quintal (e para Brazil não somos). Estou a 13 meses afastado por questões de saúde, o CEO e o CFA foram lá, eu avisei. Voltaram… Read more »

wwolf22
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wwolf22

e os Leopard brasileiros ??? possuem o tal giroscópio ?!?!

Oganza
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Oganza

Kojak, “– No estabas cocinando gallo.” Essa expressão do “cozinhar galo” eu aprendi lá rsrsrs e me foi explicado que não é errado “cozinhar o galo”, o problema é que demora muito, dá muito trabalho e nunca fica gostoso… Então onde está o erro? Pra começar vc não deveria ter comprado o galo… a patir dai, todos os problemas são seus… vc se complicou porque quis, pois todos sabem que “cozinhar o galo” dá muito mais trabalho. Vai te alimentar, mas nunca te dará prazer… 🙁 Então eles não cozinhão o galo pq eles não compraram o galo… eles não… Read more »

Kojak
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Kojak

Oganza

Caro amigo,

a expressão é española, conheço.

Congratulações sinceras a sua mana;

foi, fez e aconteceu.

God Save The Queen…

Abraços

Kojak
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Kojak

“wwolf22
6 de março de 2015 at 9:04 #

e os Leopard brasileiros ??? possuem o tal giroscópio ?!?!”

Não sou apto para lhe responder, desculpe-me.

Bosco Jr
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Bosco Jr

Há os canhões que disparam em movimento contra alvos estáticos e há os canhões que disparam em movimento contra alvos em movimento. Os primeiros (que disparam em movimento contra alvos estáticos) precisam ser montados em plataformas giroestabilizadas. Já os canhões que disparam em movimento contra alvos em movimento precisam ter além de uma plataforma giroestabilizada, de um sistema de rastreio por imagem, do tipo auto tracking, onde uma imagem, representando um alvo, é selecionada, e o próprio sistema de processamento a mantém “travada”, independente do movimento do alvo. Associado a isso um telêmetro laser mede a distância e as informações… Read more »

rsbacchi
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rsbacchi

joseboscojr escreveu em 7 de março de 2015 at 11:29 #: “… Já os canhões que disparam em movimento contra alvos em movimento precisam ter além de uma plataforma giroestabilizada, de um sistema de rastreio por imagem, do tipo auto tracking, onde uma imagem, representando um alvo, é selecionada, e o próprio sistema de processamento a mantém “travada”, independente do movimento do alvo. …”. Bosco eu discordo de você. Eu afirmaria em vez de “… precisam ter …”, de que se tivessem um sistema de rastreio por imagem. do tipo auto tracking, o “first hit probability” seria maior. Como mínimo… Read more »

Bosco Jr
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Bosco Jr

Bacchi,

Mas sem o auto tracking como é que mantém o alvo no “enquadramento”? Manualmente?

Soldat
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Soldat

Parabéns ao exercito chileno.

Obs:

Os chilenos tem os melhores Tanks e os melhores são os Alemães hehehe……

rsbacchi
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rsbacchi

Sim, meu caro Bosco, manualmente!

Quando acompanhei os trabalhos de projeto do Osorio, eu me lembro que os vários fornecedores de equipamentos, falavam no auto tracking como algo em desenvolvimento, e que no futuro seriam uma melhoria dos sistemas então empregados.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Interessante notar que quando os chilenos fazem uma gambiarra (adaptação de um sistema de um CC em outro não é um novo engenho), eles são ultra, super, o mega p….. da galáxia. kkkkkkkkkkkk

No dia que estiverem desenvolvendo e produzindo seus próprios meios e/ou sistemas e/ou armamentos inteligentes, ai eu começo acreditar que o Chile é a “grande potência nunca antes vista nesta região” (lembrou um certo barbudo de nove dedos). rsrsrsrs

Volto a dizer, pra eles, tá de bom tamanho. Pra nós o papo é diferente, gostando e concordando ou não.

Até mais!!! 😉

Vader
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O que o Wellington chama de “gambiarra” Israel por exemplo chama de “solução boa e barata”, e cansa de fazer com seu armamento… Vai ver que é por isso que os caras tem algumas das melhores armas do mundo… É por fazer “gambiarras” como estas… O Chile já produz muita coisa que suas Forças consomem, e o resto eles compram do melhor que tem no mundo, sem fricotes nem delírios de PuThânphia… Enquanto isso em Banárnia os gênios de internet do Bravfil-PuThânphia ficam com tremeliques quando alguém aponta um vizinho não-bolivariano que faz a coisa certa e mantém forças armadas… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

Pois então Vader, concordo contigo, especialmente quanto aos especialistas da internet e acrescentaria os leitores de relatório, estes são os mais chatos e prepotentes, pois acreditam que o que está no papel é o espelho da realidade, quando no máximo é apenas uma parte dela. Aliás, como todos sabemos, papel aceita tudo.

Até mais!!! 😉

Wellington Góes
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Wellington Góes

Mas frente ao Brasil, o Chile ainda tem que comer muito feijão com arroz para se igualar a capacidade tecno-industrial militar.

Oganza
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Oganza

Há todos que fazem plantão na Repartição Pública do Mi-3, mais conhecida como Mi Mi Mi, aki vai uma incontestável realidade: – Qualquer modelo de Indústria Bélica minimamente descente tem que inexoravelmente passar por um Modelo de Geração de Conhecimento minimamente eficiente. No Brasil e principalmente na era PuThênfia, ambos estão falidos, principalmente o segundo, que está atolado na Lama do Ego Acadêmico Nacional repleto de “Mestres” e “Doutores” com Mono-Neurônio que o que melhor sabem fazer, quando sabem, é Patrulhar Banca… e só. O problema dos dos Flanelinhas do Mi-3 é que eles fazem parte da fauna protozoária de… Read more »

Wellington Góes
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Wellington Góes

E eu que sou o prolixo. Kkkkkkkkkkk

lucho gatica
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lucho gatica

Wellington, Você conhece muito pouco, vai estudar, se informar melhor e para fala de falar besteira.