quarta-feira, outubro 27, 2021

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Solenidade de entrada dos novos cadetes no portão da AMAN. 33 são mulheres – ‘As Pioneiras’

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

414 jovens, oriundos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, entraram hoje solenemente no Portão Monumental da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) para iniciarem mais uma fase da sua formação como oficiais combatentes de carreira do Exército Brasileiro. São 381 homens e 33 mulheres. 3 da Arábia Saudita, 1 do Paraguai, 2 Senegal, 2 Vietnã, 1 Guiana Inglesa e 1 do Timor Leste. 14 da Região Norte, 19 da Nordeste, 18 da Centro-oeste, 227 da Sudeste, 105 da Sul e 31 do DF.

Os alunos da Turma Dona Rosa da Fonseca (Patrono da Família Militar) cursarão, em 2018 o Curso Básico da AMAN e, após esta etapa, continuarão sua formação em uma das armas, quadro ou serviço na Academia.

Esta é a primeira turma mista de Novos Cadetes. 33 mulheres concludentes da Escola Preparatória serão as primeiras cadetes da AMAN. Elas foram admitidas no concurso para a EsPCEx em 2016 e agora chegam nas Agulhas Negras para serem declaradas “Cadetes de Caxias”.

A AMAN preparou-se longamente para a admissão das mulheres. Além das obras estruturais, uma série de medidas administrativas, burocráticas e jurídicas foram tomadas, assim como a capacitação dos militares envolvidos na formação das cadetes.

Elas participarão das mesmas instruções e exercícios militares previstos para o Curso Básico. Os conhecimentos adquiridos pelo oficial combatente de carreira do Exército serão iguais para homens e mulheres, sem qualquer distinção na formação. Ao final do Curso Básico elas optarão pelo Serviço de Intendência ou pelo Quadro de Material Bélico, áreas nas quais atuarão por toda a sua carreira militar.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

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Raul
Raul
3 anos atrás

Estrangeiros na AMAN, que errado.

Certas coisas deveriam ficar apenas ebtre os brasileiros.

Vicente
Vicente
3 anos atrás

Se for pensar igual a você Raul, nós nunca teríamos ido a West Point, dentre outras academias de forças armadas “top na balada”.

Dan01
Dan01
3 anos atrás

Sera que os estrangeiros possuem um ensino diferenciado ou pegam todas as matérias que os brasileiros? mesmo aquelas que tratam especificamente do Brasil? Sei que a West point americana tambem aceita alunos estrangeiros, parece ser bem comum isso em paises amigos

Ozawa
Ozawa
3 anos atrás

Sejam bem vindos(as)! Essa é a culminância de uma idéia que começou em 1989 no saudoso CMRJ. Ali foi o experimento social para o Exército amadurecer e consolidar esse ativismo legítimo.

No tocante ao multiculturalismo, é algo rotineiramente praticado nas melhores Academias, civis ou militares, do mundo. Recentemente oficiais-alunos da FAB foram agraciados com louvor em uma escola de instrutores dos EEUU, outros da MB em curso de piloto de combate tb por lá, sem contar as dezenas de outros que anualmente fazem intercâmbio em West Point ou Anápolis …

Que os(as) cadetes das nações amigas sejam igualmente bem vindos(as).

Marcos
Marcos
3 anos atrás

Perguntei para um conhecido, que foi da primeira turma enviada aos EUA pela Itália para formação de pilotos, como foi a acolhida lá, se houve algum problema decorrente da segunda guerra?
Respondeu: a acolhida foi excelente e, nunca, ninguém tocou no assunto de segunda guerra e sempre foi tratado como um deles fosse.
Então não há qualquer motivo para que, de igual maneira, tenhamos de agir de modo diferente com os aqui vem.

Agnelo Moreira
Agnelo Moreira
3 anos atrás

Os cadetes estrangeiros fazem o mesmo curso.
Dependendo do país, os cadetes brasileiros ajudam em gastos, pois o pagamento de alguns países é muito pequeno ou vem muito atrasado.
Aprendem as mesmas coisas.
Não há mistério ou segredos no q é ensinado até o nível Comando de Companhia, q é o q a AMAN forma.
Sds

Antonio Palhares
Antonio Palhares
3 anos atrás

A tradição da excelência. Para onde vai o melhor da nossa juventude.
E a escumulha da patuléia ignara da esquerda querendo ousar modificar o programa de ensino.

Sérgio Araujo
Sérgio Araujo
3 anos atrás

Esses estrangeiros vão servir as nossas Forças Armadas ou irão voltar pro seus países de origem?

Bruno Rocha
Bruno Rocha
3 anos atrás

Ozawa 17 de Fevereiro de 2018 at 12:51 “Multiculturalismo..” já se entregou tio. Por que o senhor ainda banca o patriota? Então o senhor também acredita que o mundo está “indo pra frente” em direção “ao progresso”? Como se daria esse ápice civilizacional? Provavelmente a centralização do estado, o abolimento de termos “pai” e “mãe” para “parceiro 1” “parceiro 2”, laicismo massivo, criminalização da religião cristã, moeda única mundial, fim dos estados, unificação mundial, casamento homo, zoofilia e pedofilia. É o progresso, no seu melhor estilo. Que eu saiba o ocidente só se tornou uma cultura universal, e o ápice… Read more »

Bruno Rocha
Bruno Rocha
3 anos atrás

E aproveitando senhores, infelizmente o treinamento vai amolecer, pois isso está acontecendo no mundo inteiro. Ou ele amolece ou as falhas delas serão toleradas, o que é mais comum de acontecer, vide nas forças armadas americanas. Não é incomum o desempenho das mulheres ser censurado para evitar discussão pública. Tudo é abafado, elas vão para cargos técnicos ou de organização/manutenção. Eu só acho hilário que as feministas queiram direitos iguais mas não aceitam fazer o equivalente aos homens. Só querem privilégios. Daqui há pouco vai aparecer mulheres postando asneiras, nos chamando de machistas. Ora, então quero ver vocês no BOPE,… Read more »

Ozawa
Ozawa
3 anos atrás

Bruno Oliveira:
1) eu não sou seu tio.
2) pare de se dirigir a mim com ironias pois eu não lhe dei essa permissão. Não lhe conheço nem quero lhe conhecer.
3) faça suas intervenções mas não se refira a mim nesse tom jocoso nem me rotule nunca mais.
4) ponha-se no seu lugar.

Ozawa
Ozawa
3 anos atrás

Digo: Bruno Rocha.

Bruno Rocha
Bruno Rocha
3 anos atrás

Não, ponha-se você em seu lugar. Assuma de vez seu viés de revolucionário, não banque mais o patriota brasileiro que você nunca foi na vida. A máscara já caiu. Felizmente ainda vivo numa cultura que ainda preza pela liberdade individual de opinar, e aproveito antes que seja tarde, pois o mundo está “progredindo”.

Cristiano
Cristiano
3 anos atrás

Sergio Araújo
Eles iram volta para seu país d origem
Como os angolanos chegam aki fazer o curso e depois retornam.
Obs: Eu moro perto da Aman e servi la

Hartmam
Hartmam
3 anos atrás

Poderíamos também fazer intercâmbio com a Escola Militar de Moscou.Seria ótimo.

Paulo José Ferreira de Lima
3 anos atrás

Não seria “SIGS” e sim “CIGS”.

Joli Le Chat
Joli Le Chat
3 anos atrás

Um paraguaio como Cadete de Caxias… Isso combina?

XO
XO
3 anos atrás

Durante minha época de ComCia na EN tínhamos ASP da Namíbia e Paraguai… havia outros namibianos no CIAA também… não sei como está hoje… eles tinham um reforço no Português e um tempo a mais nos testes e provas, devido à dificuldade com a língua… fora isso, rotina e matérias idênticas às dos nossos ASP… o engraçado é que, estando como fiscal de prova, um paraguaio perguntou-me se podia esclarecer uma dúvida sobre questão de Eletromag… só pude ser sincero – “meu filho, quando era ASP eu voava nisso aí, agora como CT é que não posso mesmo te ajudar…… Read more »

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
3 anos atrás

Sucesso “Meninas” e certamente terão.

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
3 anos atrás

Não entendi a oposição de alguns à estrangeiros cursando na AMAN. E a ironia de fazer curso em Moscou? Não teria nada de mais. O intercâmbio militar é algo saudável, assim como o saudita aprende como lutar na floresta tropical, o brasileiro faz o mesmo no deserto, ou até mesmo na Sibéria da Rússia. Experiências sem preço, que de outra forma não seriam possíveis. E o multiculturalismo deve ser aceito, dia a quem doer, pois nessa época de globalização a tendência está aqui para ficar. Bom exemplo disso vejo no US Army, na minha unidade, aonde somos oriundos do Brasil,… Read more »

Sequim
Sequim
3 anos atrás

João Moita Jr., depoimento interessante. Permita -me algumas perguntas :

1. Você serve em que condição no US Army? Estrangeiro ou americano naturalizado?

2. Já esteve em combate (Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria? );

Sequim
Sequim
3 anos atrás

Lendo alguns comentários aqui, dá pra perceber quão xenófobos muitos de nós somos. Vivemos tempos em a verdade, por mais dura e triste que seja, vem à tona.

M.Silva
M.Silva
3 anos atrás

A maioria das nações são xenófobas, principalmente na Ásia. Mas só o ocidente é criticável ( Patrulha do politicamente correto).

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
3 anos atrás

Sequim, quando me alistei era residente legal com Green Card. Depois me fiz cidadão americano para poder continuar fardado. Moro aqui na Califórnia desde 1989, quando cheguei era criança. Participei em dois deployments, mas não posso revelar aonde pela natureza do trabalho. Sou MP, o que no Brasil é Polícia do Exército.

ABS.

Julio Faria
Julio Faria
3 anos atrás

É inacreditável alguém falar contra os estrangeiros fazendo curso no EB, quer dizer que lá fora aceitam os nossos soldados fazendo curso, mas aqui não deveriam aceitar?????? São essas atitudes mesquinhas e xenófobas que apequenam o nosso Brasil, os EUA concedem bolsas de estudo a milhares de estudantes brasileiros, seus livros são adotados em nossas melhores instituições, claro que racismo existe em qualquer lugar do planeta, por causa de uns mentecaptos que se acham melhores, isso existe aqui, lá fora, em todo lugar, mas intercâmbio para estudar é onde o Brasil mais aproveita, conheço militares que fizeram cursos no mundo… Read more »

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
3 anos atrás

Júlio Faria…
Assino embaixo.

M.Silva
M.Silva
3 anos atrás

33 – número maçônico cabalístico, hein?

Recado para os “fratres”, que abundam no EB e no governo?

Missão dada, missão cumprida…tudo jogo de cartas marcadas…

Mim da silva
Mim da silva
3 anos atrás

Ozawa 17 de Fevereiro de 2018 at 12:51 – Muito bem colocado… Nem vale a pena discutir, as vezes a melhor resposta e o silencio… . Bruno Rocha 17 de Fevereiro de 2018 at 18:19 – E de “bom grado” chegar com mais respeito, com os “mais velhos” do forum… E por suas colocacoes, nao faltastes a uma aula de sua “federal” hem…rs . Se oriente rapaz! . Joli Le Chat 18 de Fevereiro de 2018 at 7:56 – Sim Sr Joli, mais que combina: O Paraguai deve sua existencia a Caxias! . Pois apos a guerra, Argentina e Uruguai… Read more »

Sequim
Sequim
3 anos atrás

João Moita Jr, grato pela resposta.

Tiger 777
Tiger 777
3 anos atrás

Ė motivo de orgulho, para nós brasileiros, termos jovens de outros países, procurando a Nossa Aman, para se formar.

Arnaldo Novaes
Arnaldo Novaes
3 anos atrás

Fui instrutor na AMAN e sei do valor desse intercambio, que liga, ainda mais os países,através dos cadetes qu serão futuros chefes militares em seus país, como vivi ao encontrar ex cadete equatoriano na Junta Interamericana de Defesa, onde servi,

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
3 anos atrás

Fui instrutor na AFA. Minha turma tinha vários estrangeiros, que fazem o mesmo curso. Bolívia, Panamá, Equador, Venezuela. Um deles é general da Força Aérea Equatoriana. Consideram-se membros da Turma Falcão até hoje.
A FAB tem um Ten Cel professor de português e de relações internacionais na USAFA. Cadetes norte americanos farão intercâmbio de 6 meses na AFA.
Gen Castro (grande amigo), adido do EB em Washington, foi professor de português em West Point.

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