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Brasileiros que foram à Segunda Guerra Mundial revivem os 73 anos de história no Museu do Expedicionário

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Curitiba (PR) – O Museu do Expedicionário, Unidade da 5ª Região Militar (5ª RM), foi palco, no dia 21 de fevereiro, quarta-feira, de uma solenidade que objetivou relembrar os feitos da Tomada de Monte Castello – o fato histórico mais importante da atuação brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. A solenidade contou com a participação de Pracinhas que atuaram em solo italiano durante esse enorme conflito de magnitude global.

Relembrar a atuação do Brasil e a conquista da Força Expedicionária Brasileira (FEB), decisiva para o encerramento desse enorme conflito, é motivo de orgulho e comemoração. Cerca de 20 Pracinhas que estiveram na Guerra residem no estado do Paraná, sendo uma dezena deles em Curitiba.

A FEB estava constituída de uma Divisão de Infantaria Expedicionária, composta por Comando e Estado-Maior, três Regimentos de Infantaria, um Esquadrão de Reconhecimento, um Batalhão de Engenharia, uma Artilharia Divisionária, um Batalhão de Saúde e Tropas Divisionárias, com cerca de 25 mil homens. Todo esse contingente passou a integrar o IV Corpo de Exército norte-americano, subordinado ao V Exército Aliado, que tinha como missão manter o máximo das forças inimigas empenhadas ao sul da Itália.

Em 21 de fevereiro de 1945, a 1a Divisão de Infantaria Expedicionária lançou-se ao ataque a Monte Castello e, às 17:30, a Bandeira Brasileira tremulava altiva em Castello. A FEB sofreu, naquele dia, 112 baixas.

Com o lema “A cobra está fumando”, em alusão ao ditado popular que era “mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra”, a campanha durou, no total, sete meses e 19 dias.

O Museu do Expedicionário

O Museu é considerado um dos maiores acervos sobre a participação do Brasil na Guerra, com cerca de 25 mil itens, dentre armas, munição, equipamentos, uniformes, bandeiras, documentos, fotos e publicações da época. Na Praça do Expedicionário, onde está localizado, estão expostos um blindado, um avião Thunderbolt e outros equipamentos de guerra utilizados no conflito mundial. É um dos espaços culturais mais importantes do estado do Paraná, representando o 2º lugar em número de visitantes, com cerca de 2.500 por mês.

Você sabia?

Segundo o livro “1942: O Brasil e sua Guerra Quase Desconhecida”, de João Barone, o termo “Pracinha” surgiu da expressão “sentar praça”, que significa se alistar nas Forças Armadas. O apelido era atribuído aos soldados rasos, detentores da patente mais baixa da hierarquia militar.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

28 COMMENTS

  1. Tem algum tempo q eu acompanho à trilogia e devo deixar meus parabéns aos autores do portal. Sempre munidos de boas informações e com um público composto por elementos ativos e bem informados. No mais gostaria de deixar minha admiração pelos combatentes brasileiros na segunda guerra, sem dúvida homens que deveriam receber muito mais atenção desse país.
    Grande abraço à todos.

  2. Tive o prazer de ler, há alguns meses, o livro “1942: O Brasil e sua Guerra Quase Desconhecida”, de João Barone, e posso dizer com convicção que é um ótimo estudo histórico, além de um livro interessantíssimo para entusiastas e curiosos em geral. Não vou chover no molhado para repetir o quanto a FEB é esquecida no Brasil, mas só podemos reverter esse quadro com conhecimento. Parabéns aos heróis da FEB, que por incrível que pareça (dada a cultura brasileira) jamais serão esquecidos.

  3. Essa cerimônia acontece todos os anos em Curitiba.

    O “Museu do Expedicionário” é um espetáculo.
    Visita obrigatória para quem vem à capital paranaense e gosta das Forças Armadas e de temas militares.

  4. Engraçado, meu pai não foi pra guerra, ele estava no exército e trabalhava como protético. Fez muitas dentaduras pros soldados brasileiros que foram pra Itália.
    Pois bem ele me explicou que o termo pracinha era originada da gíria “boa praça” gente boa, um cara legal. Era assim que o povo chamava os soldados, de forma carinhosa, no diminutivo, pracinha. 🙂

    Mas o que me deixou decepcionado foi isso:
    “É um dos espaços culturais mais importantes do estado do Paraná, representando o 2º lugar em número de visitantes, com cerca de 2.500 por mês.”
    2.500 pessoas por mês? E é o segundo? Meu Deus o que o povo esta fazendo? Quando eu era pequeno na cidade de Salvador/BA minha escola levava os alunos (da 1ª à 4ª série) em museus e exposições todos os anos.
    Nenhuma escola deve visitar este museu então. Uma pena.

  5. CignusRJ 22 de Fevereiro de 2018 at 22:08
    Engraçado, meu pai não foi pra guerra, ele estava no exército e trabalhava como protético. Fez muitas dentaduras pros soldados brasileiros que foram pra Itália.
    ………..
    Muito bom! Parabéns!

  6. Todo respeito ao trabalho de Barone, pois é um cara que tem reconhecimento da importância da FEB e fez uma boa pesquisa. Além disso, é importante que pessoas q tem fama como ele produzam trabalhos assim, servindo de um atrativo pelo tema. Contudo, existem obras realmente espetaculares sobre a FEB, como “Barbudos, sujos e fatigados” e “Irmãos de armas”, ambos de Cesar C Maximiano (o segundo livro foi baseado no diário do tenente José Gonçalves, que era comandante do 1Plt da 1 Cia do 6RI).

  7. Eu moro em Curitiba e já fui lá duas vezes.
    Além do p-47,que foi o avião do brigadeiro Fortunato,tem um tanque stuart e um torpedo,que não lembro o tipo.
    O p-47 foi pintado com o prefixo A-4 que foi pilotado por Alberto M. Torres que foi top açores com 100 missões durante a guerra.
    Aos veteranos,nossa eterna dívida,pois seu sacrifício está presente nos valores que hoje temos nas nossas vidas.

  8. Um bravo a todos os guerreiros da FEB!

    Poderiam fazer reportagens sobre os outros museus da FEB pelo país. O de Belo Horizonte, por exemplo, luta contra dificuldades para manter-se. Grana para essas coisas, o governo não dá…

  9. CWB
    Tem ainda um obus que fica na praça. Também visitei o Museu – é espetacular e um dos melhores que já conheci pela organização e acervo. Quanto a visitação – sou da opinião que as escolas deveriam fazer visitas regulares, pois a história viva está ali. Outro detalhe, vc pode topar com um membro da FEB.

    SDs

  10. Agora me deu uma certa curiosidade, morei 18 anos em Curitiba na Rua Ubaldino do Amaral onde se situa este museu, a 300 metros de distancia e nunca o visitei, minha mãe ainda mora lá.
    Uma vez quis levar meu filho quando tinha uns 9 anos, mas ele preferiu ir ao McDonald’s.
    Interessante é que do lado de fora tem uma placa com o nome dos paranaenses que lutaram na guerra, antes tinha os que lutaram dos dois lados, depois tiraram o nome dos que lutaram pela Alemanha, um erro grave ao meu ver, pois todos eram paranaenses vítimas desta guerra, só que lutaram em lados diferentes.

  11. Boa tarde
    Sou professor, mas não de história, lembrem-se 99% dos professores de história são vermelhos radicais, stalinistas, Foucaulnianos, Freiristas, etc.
    Abominam toda a história real do Brasil, adotando a visão Marxista, só falam das minorias, etc.
    Enquanto não varrermos essa linha de pensamento nunca teremos a valorização do país como é. Muito menos a valorização das forças armadas.
    Tendo dito isso, eles odeiam até o pavilhão nacional e o hino brasileiro. Quanto mais levar ao museu que exalta e mostra a realidade que eles negam.
    Muito triste tudo isso.

  12. Ha mais de setenta anos brasileiros sairam de um Brasil fascista para lutar contra o fascismo na Europa( claro com um empurraozinho americano), e voltaram para democratizar o pais, realmente este momento Historico e propricio a reflexoes, so que nao , por que conhecimento e coisa que se parece odiar nessa terra.

  13. Paulo B 23 de Fevereiro de 2018 at 16:39
    Nem tanto também, geralmente os professores mais vermelhos são os formados na era FHC, Lula etc…mas mesmo assim não é tanto também. Tem professores de história, geralmente os mais antigos, muito bons. O mesmo vale para o campo de geografia e sociologia, mas no caso da sociologia eu percebo o oposto: os antigos são bem mais vermelhos e os atuais sociólogos já tem uma certa repulsa por “”ideologias””.
    Tempo atrás eu assisti umas aulas de geografia (para um concurso público), fiquei assustado com a militância em sala de aula, o professor dizia ABERTAMENTE que os EUA querem roubar pre-sal, que
    Dilma sofreu golpe, que norte-americanos não prestam, que os brancos no Brasil são nazistas, que rico tem raiva dos negros e pobres, que empresário não presta (por isso as coisas são caras), falava que previdência não tem rombo, que o congresso deve ser fechado etc…coisas ASSUSTADORAS. Eu liguei para a empresa responsável pelo CURSO e expliquei a situação (falei que professor deve dar aula de geografia e não de economia, sociologia, história, ciências políticas, de orçamento público etc…falei que as aulas tinham um objetivo previsto e não doutrinação), disseram que tomariam as providencias, infelizmente o professor continua lá dando aula.
    Mas eu realmente fiquei assustado com as falas do professor, eu sou adulto, agora imaginem um jovem de 16 anos ouvindo o professor dizer: brancos no Brasil não prestam (sendo que o professor era branco).
    É interessante que eu tenho pena desses professores, a esmagadora maioria não tem noção que estão repetindo mentiras, estão sendo usados e nem percebem, não usam o ambiente escolar para PESQUISA, mas sim para reproduzir “”informação”” totalmente pronta de livros do “”ESTADO””.

  14. Ivan BC
    Talvez seja essa tua realidade, respeito.
    A que vivo é bem vermelha, infelizmente.
    Só para ter ideia do nível:
    Essa semana, um professor de história velho, com seus quase 60. Um professor de sociologia de 30 anos. O mais velho posta no Facebook: todo eleitor do Bolsonaro é analfabeto, homofóbico, etc. O mais novo o apoiou.
    Conversei com o mais novo, pois sou mais chegado, com o outro, deixei quieto.
    Só um episódio do drama na educação.

  15. Ivan BC 23 de Fevereiro de 2018 at 17:29
    “Nem tanto também, geralmente os professores mais vermelhos são os formados na era FHC, Lula etc…”
    Meu caro vc está totalmente enganado, a coisa vem de muito longe, estudei em escola particular nos anos 80 e já estava entupido de professores que inclusive iam de camiseta do PT. Como eu sempre fui interessado por História e Política ( c/ P maiúsculo mesmo, não essa politicagem que temos por aqui ) comecei a ser prejudicado ao rebater as ‘verdades’ que propalavam e então tive que me aquietar p/ não ser reprovado – aliás não cheguei a fazer uma recuperação sequer em toda a minha fase escolar ( não era e nem sou gênio, mas tinha vergonha na cara e sabia valorizar o sacrifício dos meus pais em pagar a escola, e depois que a coisa apertou ainda mais fui p/ a Escola Técnica pública ).

  16. É, nao tem jeito…quantos de vcs estudaram numa faculdade de história mesmo? Quantos de vcs fizeram uma pós graduação nesta ciência? Não, nao precisa responder, eu já sei…”para que? elas estão dominadas pelos esquerdistas seguidores de Gramsci – Marx – Paulo Freire! Tá na cara! E eu posso provar lendo aqui meu ‘História do mundo sem as partes chatas'”!

    A Nova História Militar permitiu que os estudos sobre a FEB tivessem um renascimento. As novas abordagens ampliaram as pesquisas ao considerar fontes que eram desconhecidas ou pouco exploradas, como a História Oral, o uso de músicas da época e imagens. Além disso, os arquivos norte-americanos passaram também a entrar no roteiro dos pesquisadores e novos trabalhos surgiram esmiuçando o acordo Brasil-EUA no período.
    .
    Infelizmente a maioria das sedes das associações enfrentam grande dificuldade em se manter.
    A morte progressiva da maioria dos veteranos fez com que muitas associações da ANVFEB buscassem parcerias e permitissem sócios de fora do seleto grupo de pracinhas, porém a maior parte ainda encontra-se com grandes problemas, nao só no quesito financeiro-administrativo como na preservação dos seus acervos. Algumas outras buscaram parcerias com OMs para garantir sua sobrevivência.

  17. Luciano 23 de Fevereiro de 2018 at 21:08
    Xará, mas que lógica é essa? Quer dizer que p/ se afirmar que um juiz é tendencioso é preciso também ser árbitro de futebol? Todos os isentos percebem a ideologia marcante desses cursos, vide o lançamento na UNB do curso sobre o “golpe de 2016” ou como são seus centros acadêmicos, além de qualquer um que frequenta o campus, mesmo de outros cursos conhecem até onde eles vão p/ ‘soltar uma fumaça’. Além disso temos o produto final ensinando, ou melhor, doutrinando os jovens pelas escolas do Brasil a fora. E p/ seu conhecimento tenho parente formada em História e que sofreu muito por essa lavagem cerebral imposta que vai desde endeusamento de Che, Fidel, Marx, etc até a forma totalmente deturpada que se referem ao ‘socialista e libertador’ Solano Lopes que na realidade foi um ditador e ‘socializou’ as terras do Paraguai entre ele e sua família.

  18. Fiz apenas uma análise da minha experiência e aquilo que eu vejo, mas o que vocês dizem tem a mesma validade e o mesmo peso que a minha análise. É bom ter a visão de vocês…principalmente partido das experiências de vocês. Abraço!

  19. Quando morei em Curitiba eu fui nesse museu.
    Duas vezes na verdade, uma eu fui em um sábado pela manhã e ele estava fechado, então só observei o que estava exposto na área externa.
    Algum tempo depois, fui novamente (e telefonei antes para confirmar o horário) e levei meus filhos e meu sobrinho. Todos eles saíram de lá boquiabertos.
    Tem fardas de diversos exércitos que lutaram na guerra, não apenas brasileiros e a mesma coisa com armas.

    Vale muito a pena conhecer.

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