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Saab recebe pedido de munição Carl-Gustaf da Estônia

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A Saab recebeu uma encomenda do Centro Estoniano para Investimentos de Defesa em munição para o sistema Carl-Gustaf®. O valor do pedido é de 186 MSEK (aproximadamente US$ 20 milhões) e as entregas serão feitas durante 2018-2019.

O pedido é feito sob um acordo-quadro assinado com a Administração Sueca de Material de Defesa (FMV), onde a Estônia tem a possibilidade de fazer pedidos à Saab.

“Esta é mais uma prova da confiança que nosso cliente deposita no sistema Carl-Gustaf e da capacidade que cria para as forças de defesa”, diz Görgen Johansson, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab Dynamics.

O Carl-Gustaf M4 é a versão mais recente do sistema de armas multi-funções, testado em combate e lançado do ombro, atualmente em campo com várias forças armadas em todo o mundo. Ele oferece aos usuários uma ampla gama de opções de envolvimento e permite que as tropas permaneçam ágeis e eficazes em qualquer cenário. Com base nos recursos já formidáveis ​​do sistema, o M4 oferece um maior grau de precisão, construção mais leve e compatibilidade com inovações futuras.

A Saab atende o mercado global com produtos, serviços e soluções líderes mundiais em defesa militar e segurança civil. A Saab tem operações e funcionários em todos os continentes do mundo. Através de um pensamento inovador, colaborativo e pragmático, a Saab desenvolve, adota e aprimora novas tecnologias para atender às necessidades de mudança dos clientes.

FONTE: Saab

30 COMMENTS

  1. Verdadeiramente uma arma fantástica. Temos pouco mais que 150, da verção M3 no EB. Deveríamos adquirir mais peças. É a arma de apoio das Cias, mas deveria se somar aos AT4 e ALAC e ser arma de apoio dos Pel.
    Na minha opinião deveria mobiliar outras Armas além da Infantaria.

    • Não sei se chega a 150. Mas tens razão. É uma arma essencial e barata. Eu sabia de 120. tira umas 10 que estão nas FE e divide 09 por OM daria pra pouco mais de 10 batalhões.

      Eu poria 06 por OM, duas por subunidade, atuando em seção.

      Nossa demanda é acima de 360 unidades.

      • Eu acho que a nivel de pelotão, no contexto do brasil não é necessário.
        Talvez para uma unidade que esteja em RR, isso seja uma boa idéia, ai até colocarar uns misseis nas secções da companhia, junto aos carl gustav.

      • Se não estou enganado, a sua sugestão de 06 é o número atual de peças que dotam cada OM.
        Na Wikipédia cita o número de 300 na ordem de batalha do EB. Até onde eu sei, tínhamos um total de150. 30 para a FAR e o restante para as demais unidades.
        Cada seção com duas peças, e cada praça sendo guarnecida por três homens: Chefe da peça, atirador e aux do atirador.
        O CFN também utiliza o Carl Gustav e as vezes a Wikipédia faz confusão!
        Grande abraço!

        • Silvio, eu sabia de 120 e deduzi 10 nas FE porque é o quase o numero de DAC existente.

          Maioria das nossas OM está sem arma orgânica AC.

          Augusto, estas armas operam em favor da CIA, não do pel. São do pelotão de apoio que antigamente no meu tempo, tinha 03 armas AC, uma seção de MAG e uma seção de morteiro 81. Ele se somava aos 3 pelotões de fuzileiros e a seção de comando que formam a Cia padrão.

          A atuação em favor de pelotão somente se dá em reforço, apoio direto ou ação de conjunto quando o comando da CIa ( ou esquadrão de fuzileiros na cavalaria) verifica hipótese específica.

          Vou descobrir bem certo o número por OM com um peixe da minha turma.

          • São 3 Peças por Sec AC do Pel Ap das Cia Fuz.
            Unidades como um Btl Inf Pqdt, ou BIL Amv ou um BIS prioritário tem todas as suas Cia Fuz dotadas com ele.
            Outras unidades, tem uma ou duas Cia assim. As Q tem efetivo profissional, por exemplo.
            Unidades menos prioritárias tem seus homens formados nas Q tem, quando necessário.

          • Agnelo, tem minha continência! Fico grato com seus esclarecimentos! Colombelli um “peixe ” da nossa turma aqui do Forte desembocou a missão!
            Um grande abraço a todos

    • Realmente é uma diferença enorme dos exercito de 1°mundo, outro dia tava lendo sobre as mudanças do squad dos marines, nosso GC aqui, e vi que lá nos pelotões de Ap. das Cias deles, são 14 mísseis AC, 8 Javelins e 6 Tows.
      Uma duvida, é como, que é essa distribuição nos niveis abaixo das Cias, aqui no Brasil? É só o Alac e o AT4 ?

  2. Já li que o preço unitário das munições do Carl Gustav lá fora varia de U$$ 500 a U$$ 3.000 dependendo do tipo.

    Numa conta de padaria essa aquisição por parte da Estônia (força pequena mas bem treinada e equipada) pode variar de 6.000 a 40.000 unidades.

    Na reportagem abaixo é dito que o EB paga cerca de R$ 10.000 por tiro desse tipo de munição utilizada no treinamento.

    https://www.youtube.com/watch?v=ONHJjopkgYY

    • Proelio Procusi, a granada HEAT de 84mm tem um alcance útil de 700 m contra blindagem de 400mm. Com um peso de 3,3 kg e uma carga explosiva de 2,4kg. Tem uma velocidade média de 255 ms. E uma guarnição bem adestrados pode efetuar em média o6 TPM.
      A peça em si, tem um peso de aproximadamente 10 kg , somados a munição da um total de 13 kg aproximadamente.
      Um 84 mm tem um desempenho bem inferior a um míssil anticarro moderno.
      Não sei se a informação do preço procede, mas por R$ 10.000 se tem um bom custo benefício se comparado ao custo de mísseis.

        • Bom dia
          Não necessariamente.
          O apoio de fogo existe em todas as frações.
          Exemplo:
          GC_ Tem a Granada de Bocal ou Lança Granadas pro tiro Curvo e o AT-4 e Gr Bocal AC para AC.
          Pel Fuz: Mrt 60 de tiro curvo e AT-4 Def AC
          Cia Fuz: Sec Mrt 81 tiro curvo, Sec AC (3 CSR 84 mm Carl Gustaf) para AC
          Btl Inf: Pel Mrt M (81) ou Mrt Pesado (120 mm se for Mec ou Bld) para tiro Curvo e Pel AC com Misseis AC
          Bda Inf: Art 105 ou 155 para tiro curvo e Cia AC para a Def AC

          Cada Arma AC faz a Def AC de sua fração. Se um CC passar pela Cia, pelo Pel, a Cia Fuz atuara com o CSR nele.
          Quando se atira em um CC, não necessariamente se atira na frente dele, vc pode atirar do lado, atrás, por cima. Depende do quanto ele entrou em sua Posição Defensiva ou como vc, atacando, se deparou com ele.
          Um CC entrar na Posição Defensiva para ser atacado pelo lado, não necessariamente significa que ele está vencendo sua posição.
          Normalmente, vc faz uma Def elástica, permitindo que o inimigo entre em seu dispositivo, de forma desorganizada, pela atuação de obstáculos de engenharia+fogos, e fique em uma “Zona de Matar” e vc o destrua.
          Não é uma emboscada. Isso é outra coisa.
          Mas, vc também pode utilizar meios AC em emboscadas.
          EMboscada é para atuar contra o inimigo onde ele não espera, e vc não mantém aquele terreno.
          Sds

          • muitíssimo obrigado pela explicação! É que lembrei de documentários da segunda guerra, que os americanos tinham que deixar o Tiger passar e acertar ele pela lateral, pois as bazookas não eram efetivas contra a blindagem dianteira. Por isso pensei em “emboscada”. Mas pode ser uma defesa elástica né. Gostei muito mesmo da explicação.

      • Silvio RC, é fato que um CSR 84mm tem alcance, precisão e capacidade de penetração em blindagem inferior a um míssil AC, mas um não exclui o outro. São armas complementares.

        O CSR se presta a apoio de fogo no nível de companhia. Pode ser usado como arma AC ou contra abrigos e pessoal (função que vem ganhando destaque nos últimos tempos).

        Para a função AC, não é preciso ser capaz de penetrar a blindagem frontal da torreta para ser eficaz. Para isso se dispara contra as laterais ou traseira, visando romper as lagartas, avariar o motor e etc. Isso tira qualquer CC de ação, mesmo que temporariamente. E blindado parado é blindado morto.

        Se um tiro de 25 mm na traseira tirou um M1 Abrams de ação durante a invasão do Iraque em 2003, por que uma HEAT 84mm não o faria?

      • Silvio, não deve ser muito mais caro que isso o canhão, pois não tem nada de mais nele. O mais caro que se poderia por nele é uma mira noturna. Cara é a munição, mas ainda assim, é um custo benefício excelente. Cada tiro fica na fixa de 500 até pouco mais de 1000 doláres.

        E so lembrando, uma lagarta estourada imobiliza um CC e neste caso ele é um alvo fácil.

  3. Caro Diogo Prado,
    Portando um CSR 84mm e enfrentar um CC, que em alguns casos tem uma blindagem frontal de 1500mm , e bater de frente com ele, é suicídio.
    Como bem colocou o Agnelo, se permite que o elemento ultrapasse a terra de ninguém e chegue na ADA da Cia. E em seguida procuramos efetuar os disparos contra as partes mais vulneráveis do CC.
    Contra fortificações o Carl Gustav tem um desempenho satisfatório até 1100 m.

  4. Agnelo, pergunto: o Pel Apoio continua tendo uma seção de MAG também agora que foram adotadas nos pelotões peças?

    Se levarmos em conta 09 peças por OM pouco mais de 10 estariam mobiliaras satisfatoriamente quando há quase 60 batalhões de infantaria. Não adquirir esta arma em maior quantidade está sendo um grave erro. Estamos sem defesa AC depois da baixa do M-18 e do M-40

    • O pel apoio então ficou agora com uma seção AC ( onde há) e uma de morteiro 81 então?
      E a Cia Apoio, com abaixa dos M-40, ainda tem o pelotão de MAG além do morteiro pesado?

      A proposito, aproveitando, tenho uma sugestão pra ti levar ao escalão superior, em relação ao Guarani e ao M113.
      Quando atuei no 29 BIB sentíamos uma enorme dificuldade para ingressar no blindado em movimento pela portinhola traseira por conta da falta de apoio. A rigor tinha que se agarrar nas laterais preferencialmente depois de entregar o fuzil a quem estivesse dentro, e tentar se “puxar pra frente” colocando um pé ja dentro do blindado. Inúmeros acidentes ocorreram por conta disso.

      Penso que se fosse soldada uma barra de metal horizontalmente em cima da portinhola ou colocada uma alça de lona dupla, facilitaria gigantescamente o ingresso do combatente em movimento. Não influenciaria na funcionalidade da portinhola ou rampa e sairia barato, melhorando o ingresso e a segurança.

      • Aproveitando a deixa sobre as MAG’s em níveis maiores (além do Pl Fz Mec), onde as .50 ficam nessa organização?

        Para o Plt de Ap de Fogo das Cias, não seria interessante apenas 2 CSR e 1 metralhadora por seção, sendo 2 Seções com 2 CSR e 1 mtr, enquanto haveria 2 viaturas Porta-Morteiro 81 mm e 1 Seção AC com um futuro míssil anticarro (desmontado e montado numa torre)?

        Falo dessa formação em Cia Fz Mec das Brigadas Guarani.

        Sobre a metralhadora do Plt Ap Fg, o que achariam de algo como LWMNG .338?

        O USMC está testando tais metralhadoras em uma função semelhante.

        Grato!

        • a .50 fica na seção de comando da Cia. Nas unidades blindadas e mecanizadas cada blindado acaba tendo uma que pode ser usada em apoio ao GC.

          Penso que o Pel de apoio agora que perdeu a MAG deveria ter uma seção AC com duas peças e uma seção de morteiro a duas peças também. Nas brigadas blindadas e mecanizadas somente a seção AC iria em blindado. Morteiro fica na retaguarda e não precisa blindagem.

          Misseis será só nivel unidade e grande unidade pra cima.

          Ja pensei nesta do calibre .338 na cavalaria, em ao menos uma das duas viaturas de cada seção de exploradores.

          • A Sec AC tem 3 Peças.
            Geralmente, em cada flanco é posicionada uma, pois é de onde normalmente vem os Bld.
            A outra é responsável pela principal via q incide na posição.
            Os Mrt deverão ir em carros, pq ficaria uma fração vulnerável nos deslocamentos e até na contra bateria.

        • Eu pensei em duas viaturas com morteiros justamente por isso, um Guarani PM com Morteiro médio. Creio que dois seja o suficiente para apoiar a Cia Completa.

          Mas continuaria sentindo falta de uma .338 nessa Fz.

          As seções AC poderiam ser trocadas por 2 seções AC com 3 peças (6 homens as operam tranquilamente?), sendo duas seções com CSR e a outra seção com mísseis, mesmo que seja como o Spike SR. Tiro isso de experimentos doutrinários de outros Exércitos, como a US Army na Alemanha.

          Também falo em seções com 6 homens devido ao meu pensamento de equipar o Plt Ap Fg não com Guarani + UT-30, mas sim Guarani com a TORC 30 (passaria a UT-30 para Plt Fz), já que há rumores dessa torre ocupar espaço interno e retirar um ou dois assentos.

          • Prezado
            Não entendo um fuzil assim como bom substituto de um CSR.
            P q?
            O CSR Carl Gustaf não é só AC.
            Ele tem munições iluminativas, fumígena, duplo propósito (q pode ser regulada pra entrar na edificação e só explodir lá dentro), varios tipos de HEAT e até uma (q esqueci o nome) q tem 300 flechas de aço, pra ser utilizada contra tropa.
            É uma flexibilidade muito boa.
            Sds

          • Agnelo, me desculpe, onde está “Fz” quis dizer Plt.

            No caso do .338, estou falando da metralhadora .338 da GD.

  5. Recce 20 de julho de 2018 at 22:33
    Se o Exército Brasileiro do mundo real fosse efetivamente equipado como consta nos manuais de campanha, estaríamos muito bem.

    Exemplo:

    Consta no manual IP-7-35 (O Batalhão de Infantaria Leve) que cada BIL deveria possuir:

    1 Seção AC com 3 peças do CSR Carl Gustav em cada uma de suas companhias de fuzileiros. Um total de 9 peças por Batalhão.

    1 seção AC com 4 peças (posto de tiro/lançador e guarnição) de míssil anticarro de médio a longo alcance.

    1 Grupo de Autodefesa Antiaérea, com 3 peças (posto de tiro/
    lançador e guarnição) de mísseis antiaéreos.

  6. bom dia.
    Tentei identificar o propósito de cada munição, mas não consegui de todas. Alguém pode ajudar?
    ILLUM (iluminação?)
    ADM (antipessoal, mas o que a sigla significa?)
    MT (parece um morteiro. seria para tiro indireto?)

    Obrigado.

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