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S-400: China recebe primeiro lote de sistemas de mísseis de defesa aérea

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S-400
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MOSCOU – A China recebeu o primeiro lote de sistemas de mísseis S-400 Triumf, fabricados na Rússia, informou uma fonte diplomática à TASS no dia 26 de julho.

“Na semana passada, um certificado de aceitação foi assinado para o primeiro lote de sistemas S-400 que foram entregues pela Rússia por via marítima em maio de 2018. Os sistemas passaram para a propriedade da China assim que os documentos foram assinados”, disse a fonte.

O Serviço Federal para a Cooperação Técnica Militar da Rússia absteve-se de comentar essas informações.

Reportagens sobre a assinatura do contrato de vendas de sistemas S-400 pela Rússia para a China ocorreram em novembro de 2014. Em novembro de 2015, o assessor do presidente russo para cooperação técnica militar, Vladimir Kozhin, confirmou essas reportagens. A China tornou-se o primeiro comprador estrangeiro desses sistemas e receberá dois lotes.

O S-400 Triumf da Rússia (nome de relatório da OTAN: SA-21 Growler) é o mais recente sistema de mísseis antiaéreos de longo alcance que entrou em serviço em 2007. Foi projetado para destruir aeronaves, mísseis de cruzeiro e balísticos, incluindo mísseis de médio alcance e alvos de superfície.

O sistema pode atingir alvos aerodinâmicos a uma distância de até 400 quilômetros e alvos balísticos táticos voando a uma velocidade de 4,8 km/s a ​​uma distância de até 60 km. Tais alvos incluem mísseis de cruzeiro, aeronaves táticas e estratégicas e ogivas de mísseis balísticos.

Os radares do sistema detectam alvos aéreos a uma distância de até 600 quilômetros (373 milhas). Os mísseis superfície-ar 48N6E3 do sistema podem atingir alvos aerodinâmicos em altitudes de 10 a 27.000 metros e ameaças balísticas em altitudes de 2.000 a 25.000 metros.

FONTE: TASS

96 COMMENTS

    • Bosco,
      Qualquer sistema de defesa aereo moderno abate uma aeronáve voando à 10 mts de altura, desde que o mesmo não esteja protegido pela curvatura da terra ou qualquer outro obstaculo.

  1. Quais as diferenças do S-400 usado pelos russos do modelo de exportação? isto é, há diferenças? Na internet já se fala em S-500, Prometey…

  2. Dentro em breve haverá a cópia chinesa produzida por engenharia reversa que estará disputando mercado com os originais de origem russa.

    Penso que aqui os russos deram um estrondoso tiro no pé

    • Não creio nisso… com os interesses norte americanos e chineses indo em direção ao choque frontal a probabilidade maior é que as forças “vermelhas ” se unam, neste caso não há tiro no pé algum

  3. Enquanto isso no Brasil só de Curto alcance, nem de Médio alcance temos, quem dirá de Longo alcance. País sério se preocupa com suas instalações e seus recursos, país que não é sério entrega suas indústrias e seus recursos e fica desprotegido.

  4. Tamanha falta fazem uma dúzia dessas baterias no Brasil. Defender um país continental na base de canhão e manpads é no mínimo ridículo.

    • João,
      A estratégia militar brasileira é focada estritamente na defesa e equilibrio belico em relação ao potencial militar de nossos visinhos.
      Em relação a eles temos o suficiente.

  5. Realmente não vai ser fácil para qualquer país tentar adentrar o espaço aéreo da China. Mas estava pensando, estes sistemas de altíssima capacidade somente são vendidos para países do antigo G8 ou parceiros estratégicos. Países não alinhados com o sistema global, entre eles Síria, Líbia, Iraque, Cuba, Venezuela ou até mesmo o Brasil , jamais terão acesso a equipamentos deste nível. O mundo é um grande jogo de cartas marcadas, as vendas de sistemas e armamentos são feitos baseados em acordos muito bem costurados. China alinha com Estados Unidos, Rússia com Israel, França com Arábia Saudita, e assim vai. O clube dos bem equipados é para poucos. Os que ousam criar suas soluções caseiras, são massacrados economicamente ou mesmo invadidos. Não é?

    • Ate hoje não existem radar sem ser d baixa frequência que possa detectar um stealth a mais de 40km, excluindo o americano AEGIS, que pode detectar um F-35 a 100km.

      • Vale lembrar que não há sistema antiaéreo que lide com a dupla F-35/Growler.
        Quanto menor o rcs menor precisa ser a interferência, se um Growler ja “esconde” bem uma esquadrilha de cacas com 1-3m^3 de rcs, imagina com um F-35 ou F-22

      • Não se pode afirmar nada, até porque não sabemos das capacidades dos russos em detectar aviões furtivos. A furtividade nunca foi 100% e os radares estão cada vez mais sofisticados. O S-400 está instalado na Síria e lá voaram o F-35 e o F-22. Certamente os russos tiraram um bom proveito.

        • A dados bem reais que mostram que não ! E se você conhecesse bem o conceito stealth saberia, que ele serve para retardar a detecção, permitindo o primeiro ataque furtivo. Nunca existiu 100%, mas o stealth sempre funcionou, em seu propósito.
          Mas acredita quem quer né.
          Hoje ainda há lunáticos que acreditam que a terra é plana e que o aquecimento global é balela, fazer o q !

  6. Ótima compra para os chineses..

    Apesar que por mas que eu seja fá dos armamentos Russos eu ainda fico com minha opinião que somente os Russo em combate consegue usar armamentos Russos!!!!.
    Os outros países não sei o porque só levam surra usando armamentos Russos.
    A verdade que so vou acreditar em armamentos Russos no dia que esses sistemas começarem a abater Caças como:
    F-15, 16 , 16, 22 e 35 infelizmente é unica maneira de se levar a serio os sistemas Russos usados pelos outros países que eles vendem.

    Oh may god I’m talking to an amis.

    • Seu comentário foi pertinente, mas pode ser complementado. Os armamentos russos de primeira linha, por questões óbvias, nunca foram realmente utilizados por outros países (salvo pouquíssimas exceções, como os SAM’s no Vietnã). Em resumo, somente a Rússia utiliza as melhores versões. Enquanto o ocidente, de maneira muito menos restrita, compartilha o melhor dos seus equipamentos. No meu entendimento, jamais iremos ver equipamentos russos de primeira linha, atuando em escala global. Vendas pontuais, e sempre pautadas por acordos com o próprio ocidente. Hollywood ainda terá por muitos anos, cenas com equipamentos russos levando sempre a pior.

    • Armamentos russos foram muitíssimo bem na Guerra do Vietnã.
      Derrubaram milhares de aviões e helicópteros americanos
      Também na Guerra de 1973 foi muito bem usado pelos egípcios.
      Basta que sejam bem manipulados.

          • Antônio,
            Você leu direito o texto que recomendou? Entendeu? Ou você foi só na parte que lhe pareceu relevante e que aparentemente corrobora sua convicção?
            “O diabo está nos detalhes”

          • Eu contei, por alto, e deu de 2.100 a 2.200 aviões perdidos em combate.
            E ainda tem alguma coisa do Vietnã do Sul e Austrália, mas ainda já é demais.
            Agora chega.

          • Antonio,

            Leve em consideração que aproximadamente 1/5 disso foi perdido em acidentes operacionais
            ( no caso da USN, mais de 1/3… ).

            A rigor, para a USAF foram 0,4 perdas por 1000 surtidas. Foi consideravelmente menor que na Guerra da Coréia, por exemplo…

            A maior parte das perdas americanas encontram justificativa em falhas de comando e regras de engajamento das mais absurdas… Por exemplo: uma aeronave americana somente poderia engajar uma posição ou aeronave vietnamita se esta os alvejasse primeiro! Óbvio que isso é uma loucura… Somente mais a frente no conflito isso foi revisto…

            No mais, até mesmo as espoletas das bombas eram escolhidas por políticos em Washington. Sem exagero… Rotas de investida e fuga, onde alijar bombas, tipos de aeronaves, os esquadrões que deveriam realizar as missões, que tipo de munição deveria ser empregada, que tipos de alvos deveriam ser atacados… Tudo era decidido por gente a milhares de quilômetros da frente de combate, sem que estes tivessem um conhecimento exato de todos os pormenores operacionais. O resultado não poderia ser diferente…

            Para se ter uma idéia das bizarrices, quando os primeiros sítios de SA-2 começaram a ser montados, o governo americano ignorou, acreditando que era nada mais que propaganda. Somente foram levar a sério quandos os primeiros aviões começaram a cair para o ‘Dvina’.

            Enfim, essa foi a tônica da Guerra do Vietnam, um conflito altamente politizado e lançado sob bases altamente instáveis.

    • Soldat,

      Uma parte da justificativa pode ser encontrada no fato de que a quase totalidade dos sistemas fornecidos para países amigos pela URSS eram variantes bem “rastaqueras” de tipos de exportação do Pacto de Varsóvia.

      Isso se fez sentir principalmente nos conflitos árabe-israelenses, quando radares que eram facilmente jameados e sistemas ECM menos eficazes cobraram caríssimo das forças aéreas árabes, principalmente de sírios e egipcios. Fora isso, claro, houve um treinamento claramente incorreto em relação ao equipamento de que dispunham…

      Depois da Guerra Fria, especialistas da OTAN tiveram acesso a armas mais modernas dos aliados europeus da URSS. Descobriram consideráveis diferenças, notadamente com relação a sistemas eletrônicos.

        • Augusto L,

          No que tange aos árabes, podemos dizer que eram equipamentos bem “simplificados” sim… E principalmente em se tratando de forças do ar, que é basicamente do que falo…

          Tipos como Su-7, Mig-23MS e Mig-21 da série PF e M eram, para dizer o mínimo, aeronaves de utilização bem restrita em um ambiente de guerra moderna já pelos anos 70; e se constituíam no grosso dessas armas aéreas no auge dos conflitos árabe-israelenses…

          No mais… Devemos também ver em relação a que se está comparando. O T-72M, por exemplo, revelou-se um adversário duro para os carros M-47 na Guerra Irã-Iraque, mas extremamente limitado se comparado a carros de nova geração e mesmo a variantes “europeias” do T-72. Assim, podemos ter uma visão melhor da realidade.

          • _RR_ Não sei se e verdade a algum tempo atrás eu lia um artigo que nele citava que um antigo agente da KGB enviou uma mensagem a Moscou nos anos 70 dizendo que era perca de tempo enviar armas de operação mais complicada aos árabes esse também foi um dos motivos desse período entre os anos 60 e 70 os soviéticos começaram a desenvolver armas mais baratas e menos sofisticadas e distribuir entre a maioria dos seus aliados tanto que esse foi um dos motivos do T-64 nunca ter sido exportado enquanto seu irmão mais pobre o T-72 ter sido exportado aos milhares.

          • Épsilon ( 28 de julho de 2018 at 23:51 );

            Evidente que a necessidade de quantidade reflete em muito o desenvolvimento das armas soviéticas, o que é fundamental para quem detêm um território tão imenso a ser defendido. Mas a criação dessas armas também reflete as próprias doutrinas da URSS.

            No caso das forças do ar soviéticas dos anos 60/70, havia uma doutrina bastante específica, que ditava controle rígido a partir do solo. Acreditava-se então, que não havia uma necessidade específica de sistemas complexos, capazes de prover dados completos para atuação dos pilotos, que seriam então abastecidos a partir do solo com as informações necessárias. Por isso essa profusão de tipos tão simples, se comparados a modelos ocidentais ( onde privilegiou-se a iniciativa do piloto e prover a este a gama de sensores para dar-lhes as informações mínimas necessárias ).

            Óbvio que um sistema assim tem imensas vulnerabilidades, haja visto qualquer interrupção nas comunicações ser fatal aos pilotos. E foi basicamente isso que aconteceu, por exemplo, sobre o Bekaa em 1982.

            Sobre os carros de combate…

            O T-64 foi pensado para as divisões blindadas, que é, mal comparando, algo similar ao que chamamos de Regimentos de Carros de Combate. É a força de solo mais importante na mente soviética. Logo, esses carros seriam a ponta de lança da força blindada do Exército Vermelho. Assim sendo, recebeu diversas inovações, como uma blindagem composta, carregador automático, entre outros… E ocorre que houveram problemas consideráveis no seu desenvolvimento, a começar pelo problemático motor… Logo, é de se supor que o trato com o carro era mais difícil lá pelos anos 70, além de ser uma arma dotada de desenvolvimentos até então exclusivos… E isso, penso eu, pesou mais na exportação desse modelo que uma incapacidade dos árabes em utiliza-lo…

            Já o T-72, que é em realidade um desenvolvimento paralelo ao T-64, mostrou-se um carro bem mais barato e muito mais confiável, sendo concebido como um projeto de “emergência” para dotar as forças mecanizadas soviéticas e do Pacto de Varsóvia. É o mais simples o possível, para garantir fácil operação, que é um reflexo da necessidade de operar com tripulações pouco adestradas.

            De toda a sorte, note que que ambos foram concebidos para uma “doutrina de ataque em massa”. Verifique que ambos os modelos foram ao final dotados de carregadores automáticos, cujo propósito claro é garantir a melhor cadência o possível, saturando a força blindada adversária com seus números e concentração de fogo. E num outro ponto, vem a necessidade soviética de carros que fossem o mais leves o possível, garantindo assim veículos que consumissem menos, pudessem ser transportados com mais facilidade e fossem mais ligeiros; tudo isso para atender as demandas de cobrir grandes distâncias rapidamente, o que foi pensamento fundamental nos desenvolvimentos soviéticos de carros de combate.

            Enfim, a escolha dos soviéticos foi privilegiar poder de fogo e mobilidade, garantindo assim atender as necessidades específicas de si mesmos e do Pacto de Varsóvia.

  7. China em 10 anos vai lançar o S600 melhor, mais preciso, mais rápido, mais barato, e produzido as centenas
    Vão usar de base copia e aprimorar
    Ae meu amigo será uma baita potência mundial
    Abraço

  8. Sessenta e dois anos, só depois de dez anos de encerramento da guerra do Vietnã os Eua admitiram que houve B52 abatido pelos Sam russos.
    Israel teve dois aviões abatidos nas duas guerras do Yom kipur e de 1973.
    O pai da mentira é a própria guerra, mas, existe um museu em Hanoi com pedaços das carcaças dos 947 aviões abatidos.

  9. As armas antiaéreas de procedência soviética sempre foram de desempenho duvidoso, pra não dizer, sofrível.
    No Vietnã, a USAF efetuou 5.250.000 surtidas, perdendo por ação do inimigo 1.737 aeronaves. Ação do inimigo quer dizer: canhões AA, mísseis sup-ar, combate aéreo, bombardeio de bases aéreas, etc. Isso nos cerca de 10 anos.
    E olha que naquela época praticamente o único aviso que um míssil vinha era ver o rastro de fumaça. E a única defesa era manobrar. ECM era palavrão.
    Tirando os aviões especializados em SEAD, para ataque eletrônico e lançamento de mísseis antirradiação, cada avião estava por sua conta e risco. E a atividade SEAD não era a norma.

    • A cada 3000 surtidas se perdia uma aeronave.
      Na SGM , a cada 3000 surtidas, 30 aeronaves eram perdidas.
      A perda de aeronaves na Guerra do Vietnã foi 30 vezes menor que a da SGM.
      Se a tendência se manteve, hoje, a cada 90.000 surtidas se perderá 1 aeronave.

    • Foram tantas surtidas no Vietnã, ataques se resultado prático, um p ena não terem alcançado o resultado esperado, que era destruir a trilha Ho Chi Min e deter o avanço do Vietnã do Norte.

    • Você não esta analisando os dados corretamente, a maioria das surtidas não enfrentou AA, e quando enfrentou houve abates sim, outra coisa quando Israel teve que enfrentar as AA em 73 só conseguiu abrir caminho com os blindados.

      Como disse em comentários anteriores sempre há o veneno e o antidoto nos anos 80 Israel enganou as AA dos Sírios com drones, nos anos 90 os russos forneceram as frequências etc para os EUA furar as AA do Iraque e assim por diante.

      Se fosse do jeito que você diz os EUA e Israel não estariam preocupados com os S 300 da Síria ou do Irã.

      E outra coisa Israel anda pelos 2 lados, vendeu o projeto do J 10 para a China, alem de fornecer vários sistemas para os russos, e na Síria voa com os F 35 em estreita colaboração com os russos, vai ver que é por isso que resolveu comprar o F 15 turbinado ao invés de mais F 35, recomendação direta do amigo Putin meu querido.
      Atualmente quer você aceite ou não (e eu não acho que seja boa coisa em minha opinião pessoal) o Putin manda até no Trump.

      Pode até ser que Israel esteja comprando o F 15 junto com outros produtos da Boeing por acordo comercial, mas eu estou com a pulga atrás da orelha .

    • O numero real (com aliados e “perda total” mesmo com unidade conseguindo chegar a pousar) ‘e beeeem maior. Somente pelo numero dos pilotos falecidos e desaparecidos pode dobrar esse “numero oficial”.Tb era de praxe quando os lideres vietnamitas davam ponto de abate para qq pelotão equipado com … rifles!!! Somente para efeito de propaganda e levantamento do espirito de resistência. Mesmo que na realidade foi um míssil que derrubou o troço.
      Acredito (sempre que a verdade esta no meio) : se os russos dizem 13000 no período entre 64-75 e os yankees – 1700 então deve ser algo tipo 5-7 mil aviões e helis derrubados ou danificados “sem chance de voar”.
      Um detalhe interessante : o numero dos motores que os americanos produziram no período esta completamente(!) incompatível com quantidade das naves produzidas e reparadas.Se tem como verificar e analisar isso tenho uma curiosidade enorme para entender este fato.
      Um grande abraço!

    • So para não esquecer (e nem voltar para assunto) : muitas (praticamente metade) das surtidas estão relacionadas com apoio de fogo nas linhas de frente onde as baterias AA vietnamitas não atuavam.Se computar somente as surtidas dentro da área protegida a estatística muda drasticamente.

  10. Destrinchando para os amigos.
    Relativos somente às aeronaves da USAF “derrubadas” no Vietnã de 1962 a 1973, devido à atividade inimiga:
    Aeronaves derrubadas pela AA: 1.443
    Derrubadas por mísseis sup-ar: 110
    Derrubadas em combate aéreo: 67
    Destruídas nas base: 96
    Outras: 21
    Total: 1.737 aeronaves

    É uma quantidade que parece ser expressiva mas se levarmos em conta que houve 5.250.000 surtidas, temos uma noção mais clara dos fatos.
    *Para abater um total de 110 aeronaves utilizou-se cerca de 7.000 mísseis sup-ar.

    • Bosco,
      Você esqueceu que nem todas as surtidas enfretavam defesa anti-aérea sub-air, aliás, muitos oficiais vietinamitas não empregavam corretamente o sistema, levando inclusive os Russos à dar uma bronca no ditador vietinamita, dizendo: " Seus oficiais estão disperdiçando misseis que são tão caro que custava o preço de um carro zero". Agora, fica pra nóis, você quer que somente uma camada de defesa faça todo o trabalho ??? E ainda Com tecnologia dos anos 60 ?

    • Outra questão levantada por você é a relacão misseis por avião derrubado.
      Bem, vamos lá, o objetivo central da defesa aérea é impedir o ataque e para isso, não importa se o caça foi derrubado ou não. Milhares de surtidas foram tolidas porque os caças tiveram que alijar suas cargas para sobreviver…
      Se um sistema de defesa aérea não derrubou ninguem, mas a sua presença é dissuasoria, tambem esse sistema cumpriu o seu papel.
      Entendeu ?

    • Outra questão levantada por você é a relacão misseis por avião derrubado.
      Bem, vamos lá, o objetivo central da defesa aérea é impedir o ataque e para isso, não importa se o caça foi derrubado ou não. Milhares de surtidas foram tolidas porque os caças tiveram que alijar suas cargas para sobreviver…tiveram que voar baixo pra escapar do sistema e acabaram abatidos pelos de cano…. tambem cumpriu o se papel.
      Se um sistema de defesa aérea não derrubou ninguem, mas a sua presença é dissuasoria, tambem esse sistema cumpriu o seu papel.
      Derrubar um caça é só a cereja em cima do bolo.
      Entendeu ?

      • Perfeito.
        São notórias as imagens de aviões lançando bombas de napalm no meio da floresta ou em um arrozal no meio do nada. Certamente, lá, não deveria ter nenhuma defesa.
        E bem lembrado também, as tentativas frustadas pela defesa que, como vc bem disse, também atestam sua eficiência.
        De qualquer maneira, derrubar mais de 2.000 aviões e mais de 5.000 helicópteros é um feito fantástico.

      • Exatamente uma arma anti-aérea não serve apenas pra abater uma aeronave serve também pra dissuadir um ataque é só fazendo isso já cumpriu sua função.

    • Mestre Bosco, admiro sua paciencia e sua vontade de elucidar os fatos, mas meu amigo quando a bandeira vermelha tremula do outro lado a razão desaparece, continue brindando a todos nós que apreciamos seus conhecimentos e não perca tempo tentando provar que 2
      +2=4 para quem não consegue ver o obvio.

      • Menos caro Junior vamos tentar parar de transformar qualquer discussão em baboseira ideológica que não é o caso, o Bosco apresentou seus argumentos e fatos é os colegas Fox e Antonio apresentaram os seus nenhum deles e dono da razão e verdade cada um está no seu direito de concordar ou não com a opinião do outro, esse negocio de querer taxar quem não concorde com a opinião alheia de comunista, imperialista e afins e ridícula e medíocre.

      • Junior Marchi 28 de julho de 2018 at 9:16

        Admiro os conhecimentos tecnicos do Bosco e ele sempre me respondeu de forma concisa e sem levar a questao p o lado ideologico.

        So que nem sempre concordo com os argumentos do Bosco quando o tema é baseado extritamente na questao ideologica e nem por isso sou “comunista, esquerdopata, e muito menos petista”. Da mesma forma nao concordo com aqueles comentaristas que pregam a hegemonia Russia-China de “material invencivel e superarmas do futuro” so pq querem desmerecer o Ocidente.

        Igual o Epsilon tbm comentou, o ideal seria parar de taxar a pessoa so pq o comentario dela é contrario ou diferente do outro.

        Cada um apresenta argumentos e tbm pontos de vistas pessoais que tem e com certeza vc pode discordar deles a qualquer momento, mas é claro que sem taxar a pessoas igual vc fez.

  11. Antônio,
    A informação que você postou cita que mais de 5000 helicópteros foram “perdidos” mas não especifica quantos o foram por ação inimiga.
    Vale salientar que a grande quantidade de helicópteros do USA derrubados o foi por ação de armas de pequeno porte, principalmente pela onipresente metralhadora DShK (ponto 50).
    Helicópteros eram usados com os jeeps. Avançavam sobre território contestado, não tinham proteção de espécie alguma, fora as metralhadoras laterais. Os helicópteros americanos eram combis com rotores.
    A tática americana de “assalto aéreo” previa esse nível de atrito em relação aos helicópteros e contar esse tipo de perda para enaltecer a “IADS” vietnamita é ingenuidade. Quem deve receber os louros dessa ação são os vietcongues com sandálias feitas de pneu de caminhão.
    As perdas de aeronaves de ataque pela ação inimiga específica de um sistema antiaéreo em território do Norte foram irrisórias e se deram mais nos primeiros anos. Quando a SEAD e os sistemas de ECM foram implementados após 68, as perdas de aeronaves de ataque por ação inimiga foram substancialmente reduzidas, principalmente em relação aos mísseis.
    Ao todo, foram disparados quase 9.058 mísseis para derrubar 150 aeronaves das 4 forças americanas, numa relação de 60 mísseis por aeronave abatida.
    A esmagadora quantidade de aeronaves abatidas pela ação da AAA o foram por tiro de canhão e metralhadora, de dia, com o concurso da mira visual , o que diz pouco acerca da eficiência dos sistemas antiaéreos soviéticos. Ou seja, comparar a suposta letalidade dos canhões e metralhadoras russas usadas pelos vietcongues e pelo VN na Guerra do Vietnã não nos informa nada a cerca da letalidade de sistemas SAM atuais de origem russa já que são tecnologias absolutamente distintas e não correlacionadas. Se há alguma correlação diz respeito ao desempenho dos mísseis SAM, e esses, tiveram desempenho sofrível.

    • Vc tem razão. Aquela listagem não traz a especificação do que foi abatido e o que foi acidente. E nem especifica qual arma que foi usada para a derrubada
      Mas, quero crer (e pode me corrigir se eu estiver errado) que a probabilidade de se perder um helicóptero por acidente é menor que um avião. E, inversamente proporcional, a probabilidade de se abater um helicóptero é maior que um avião pelo seu tipo de uso. Portanto, salvo outro entendimento, a porcentagem de helicópteros abatidos deve ter sido razoavelmente superior a de aviões.

  12. O SZU-23 foi o sistema que mais abateu aeronaves desde a WW2. Juntamente com os Strella, obrigaram as aeronaves a operarem mais alto.

      • Obrigado ScudB
        Agora imaginemos quantos destes conjuntos a China necessitaria para uma proteção adequada.
        Bases aéreas, bases navais, bases nucleares, centro de lançamento de foguetes, pólos industriais, portos, aeroportos e por aí vai.
        Abraço

  13. Bosco
    Saudaçoes.
    Na sua visao tecnica (dxando de lado o fato de ser um material russo)… o S400 cumpre o que diz?
    Qual seria o analogo ocidental do S400?
    O S400 seria viavel para o Brasil?

    • MGN,
      Pela minha visão o equipamento antiaéreo soviético não foi nenhuma maravilha que muitos querem nos fazer crer (e não me refiro a ninguém daqui) mas isso não quer dizer que seja pior do que o equipamento ocidental que nunca foi efetivamente avaliado em combate real, salvo nas Malvinas, numa escala muito menor e que nem serve de comparação.
      Pode até ser que o equipamento soviético seja até mais efetivo que o ocidental.
      Vale salientar que eu tenho uma visão que muitos aqui já sabem que é a de que o atacante tem sempre a vantagem e que no máximo o que um sistema defensivo faz é tentar dissuadir o atacante e se isso não der certo é tentar complicar e encarecer um pouco pra ele, mas assim como Troia, um dia a “muralha” desaba.
      Tendo isso em vista, sim, eu acho que o S-400 cumpre o que os fabricantes divulgam, o que não quer dizer que está num patamar diferente dos outros sistemas antiaéreos. Se não houver uma estratégia de contra-atacar o inimigo com força igual ou superior e enfraquecê-lo na sua capacidade de agir, seja com ou sem o S400, invariavelmente esse lado um dia irá ceder.
      Por isso não acho que o S400 agrega em nada ao Brasil. Sou a favor de que tenhamos uma defesa de baixa e média altitude bem consistente e a defesa de grande altitude deve ficar mesmo por conta só dos caças e aviões radar.
      Também um sistema S400 é muito voltado para a defesa antibalístico e não existe essa ameaça na AL. Estaríamos pagando caro por um equipamento que excede às nossas necessidades.
      Um abraço.

      • Eu também concordo com esse ponto o S-400 seria inviável e desperdício de dinheiro pro TO sul-americano, eu sou bem mais favorável ao sistema Spyder e Barak só depende do preço que não deve ser doce.

        • Epsilon

          Analisando questao dpois ler o seu comentario e o do Bosco realmente fica claro que para o Brasil nos dias atuais este sistema seria desperdicio de dinheiro.
          Dinheiro este que podera ser melhor empregado na aquisiçao de mais Gripens para fortalecimento da defesa aerea, se o Governo Federal nao cortar mais gastos.

      • Bosco,
        Concordo com você.
        Pra cada tipo de tarefa no campo de batalha existe um equipamento especifico, seguindo nessa premissa, o Brasil não tem ameaça que justifique gastar 2,5 bilhôes de dolares em uma unica bateria de S-400 e demais sistemas de defesa de proteção à mesma.
        Sistemas de Curto e média é suficiente.

  14. Bosco
    Saudaçoes novamente e muito obrigado!
    Como sempre seus comentarios tecnicos sao brilhantes e bem assertivos! Excelente a sua analise. Parabens e abraço.

  15. Mestre Bosco
    Considerando ser inviável, ou pelo menos pouco provável, que alguém agrida a China por terra, qual seria a defesa ideal para eles?
    S400 ou um sistema de baixa e média altitude, como você defende para o Brasil? Ou ambos?
    Eu, pessoalmente, acho que ninguém é louco de atacar diretamente China, EUA ou Rússia.
    Abraço

    • João,
      Os EUA não tem sistema AA, salvo um que defende Washington de ataques terroristas ao estilo 11/09. E por que eles não têm? Por estão isolados. Dificilmente uma força aérea conseguiria chegar lá de forma inesperada.
      A China é diferente! Ela está situada numa região altamente complexa e ter um sistema AA de alto nível é essencial e o S-400 é uma escolha lógica, cobrindo as camadas médias e altas.
      Seja quem for que faça guerra com a China por terra ela com certeza não terá uma postura passiva, defensiva. Para a China ter uma defesa AA de qualidade é essencial porque faz parte de uma estratégica geral onde ela irá atacar o inimigo. Na verdade o receio do contra-ataque chinês é muito mais dissuasor de um ataque contra eles do que qualquer sistema AA.
      Não tenho nada contra sistemas antiaéreos, só acho que fiar exclusivamente neles não é uma boa estratégia.
      Para o Brasil não acho adequado um sistema como o S400 tendo em vista a geopolítica local e os cenários possíveis (mísseis perdem o prazo de validade, são caros e só servem para a defesa). Como já disse sou favorável a termos uma defesa de baixa e média altitude consistente e o resto os Gripen irão dar conta do recado.

  16. MGNVS 28 de julho de 2018 at 16:48

    Saudações, colega.

    Discordo de você. Os comentários do Bosco são parciais e ideológicos. E não são assertivos, mas agressivos. Não achei a análise excelente, mas medíocre e cheia de furos.

    Não dou parabéns e nem abraço.

    • 100,
      Não seja assim!! Deixa de ser mal criada e me dá um abraço sim! Ora bolas!!
      Para de ser radical.
      Um abraço e um beijão nessas suas bochechonas gorduchas. rsrsss

      • 100nick

        Saudaçoes!
        No meu ponto de vista o Bosco respondeu bem a minha pergunta e totalmente de acordo com a forma que ela foi feita.

        Vc viu que eu pedi para ele fazer a analise mas nao levar em conta a origem do material ser russa? E ele fez a analise expondo a questao sem entrar no merito ideologico.

        Gosto dos comentarios tecnicos do Bosco e sei que ideologicamente ele segue aqui na Trilogia a Cartilha EUA-Israel, da mesma forma que outros seguem a raiz ideologica Russia/China. Posso nao concordar com a opiniao de ambos qndo entram na parte ideologica seja ela Pro-Ocidente ou Pró-Oriente, mas eu sempre vou respeitar o ponto de vista de cada um. Agora em relacao aos comentarios tecnicos sempre que pedi uma analise concisa de um forista, seja ele pro-ocidente ou pro-oriente eu tbm sempre fui respondido com presteza e educacao.

        Caro 100 e Bosco
        Independente de qual lado vcs defendam, o importante é o quanto o comentario tecnico de vcs agregam. Eu sou so um leitor, qndo vejo algo interessante entao eu pergunto, vcs atenciosamente respondem, eu pesquiso e aprendo mais.

        Obrigado pela colaboracao de vcs.

        .

  17. vamos ver se os S-400 vão ser melhores, pq a versão anterior (S-300) parece que passou vergonha na Síria, EUA e Israel fizeram a festa por lá.

    • Mas a Síria não usa o S-300 (me corrijam se eu estiver errado)por aquelas bandas apenas o S-200 que a da década de 70 o S-300 e um desejo antigo do regime sírio mais os Russos veem empurrando com a barriga por certa pressão de Israel é só venderam sistemas Pantsyr que os Sírios nem usar sabem direito e convenhamos os Sírios não tem uma defesa aérea em camadas capazes de deter os ataques da IAF só tem sistemas de radares obsoletos e operadores incompetentes além da guerra civil de quase uma década ter destruído a maioria do seu poderio bélico hoje e só um pais atirado aos porcos.

        • Não , amigo Bosco!
          Não usa. Foram entregues alguns componentes para efeito de elaborar a versão “adaptada” do sistema mais apos “conversa” com Israel devolveram ate o sinal de pagamento. E ate agora (isso ja faz uns 5 anos) a questão não foi decidida.
          Um grande abraço!

        • Não achei nada à respeito da existência de S-300 na Síria, apenas a pretensão da Rússia de entregá-los aos sírios após os ataques dos EUA e após os na Síria, mas que foi frustrada após Netanyahu visitar Moscou.

        • Bosco,
          A Siria tinha comprado, mas por pressão de Israel qie ameaçou destruir o sistema os Russos não entregaram, mas Israel se comprometeu a não destruir o regime Sirio.
          Os Russos venderam as 6 baterias aos Venezuelalos.

  18. melhor sistema de defesa anti aérea do mundo , não resta dúvida, parabéns aos chineses e que sejam logo instalados nas Spratly

  19. Meu Deus.

    O que os sistemas antiaéreos russos/soviéticos precisam fazer para ganharem um pouco de respeito???

    Defender a Terra de um ataque alienígena?

    Derrubaram Milhares de aeronaves americanas e o pessoal escreve que o desempenho foi sofrível.

    Quanta torcida e paixão envolvida.

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