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As razões do Plano Marshall

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General George Marshall
General George C. Marshall

Artigo de Daniel Kurtz-Phelan sobre seu livro “The China Mission: George Marshall’s Unfinished War, 1945-1947”. Daniel Kurtz-Phelan é editor executivo da revista Foreign Affairs e foi membro da Equipe de Planejamento de Políticas do Departamento de Estado no governo Obama.

1. Mais do que qualquer outro período da história americana, os anos imediatamente posteriores à Segunda Guerra Mundial representam a época de ouro da política externa. Eles marcam o início da era americana, um período de liderança ousada que nos deu as doutrinas e conquistas que invocamos hoje. Mais do que qualquer outra figura nessa narrativa, George C. Marshall incorpora a concepção do poder americano no seu melhor. Como general do Exército, ele liderou os EUA à vitória na Segunda Guerra Mundial; como secretário de Estado e depois Defesa, ele forjou um modelo de liderança global que fundia força e ambição com generosidade e sabedoria.

2. Entre o serviço heroico de Marshall na Segunda Guerra Mundial e sua diplomacia visionária no alvorecer da Guerra Fria, ele assumiu a missão mais difícil de sua vida. Por 13 meses, do final de 1945 até o início de 1947, ele foi o enviado especial à China, trabalhando para intermediar a paz na guerra civil entre os comunistas de Mao Tsé-Tung e os nacionalistas de Chiang Kai-shek e estabelecer as bases para uma democracia chinesa aliada aos EUA. Quando ele falhou, tanto as consequências quanto as lições moldaram o resto de sua aclamada carreira e décadas de política externa dos EUA.

3. Marshall não queria ir à China. Depois de um período esgotante de seis anos como chefe do Estado-Maior do Exército, que começou no dia em que Hitler invadiu a Polônia, em 1939, ele queria se aposentar. Mas uma guerra civil na China e o risco de uma vitória comunista ameaçaram demolir a visão dos EUA para a ordem mundial do pós-guerra. Então o presidente Harry Truman pediu a Marshall – a quem ele chamou de “o maior militar que este ou qualquer outro país já produziu” – para assumir o que deveria ser uma missão final. O senso de dever de Marshall não permitiria que ele dissesse não.

4. Em questão de semanas, Marshall conseguiu o que até os cínicos chamavam de milagre. Sob sua direção, os nacionalistas e os comunistas concordaram com um cessar-fogo numa guerra civil que durava duas décadas. Quando Marshall visitou a remota sede revolucionária dos comunistas, Mao declarou: “Todo o povo do nosso país deve sentir-se grato e em voz alta dizer ‘longa vida à cooperação entre a China e os Estados Unidos’.”

5. Mas, como sabemos agora, a base preparada por Marshall para uma aliança sino-americana pacífica e democrática não sobreviveria. As discussões passaram do acordo de alto escalão para os detalhes da implementação, e o aparente acordo deu lugar a diferenças irreconciliáveis sobre o futuro da China. Com o crescimento das tensões entre Washington e Moscou, Joseph Stalin passou de apoiar os esforços de Marshall para encorajar Mao a acelerar sua guerra de guerrilha.

6. Marshall lutou por mais 10 meses para evitar um colapso – e o consequente risco de vitória comunista e renovada guerra mundial. Autoridades em Washington o comparavam a Sísifo, tentando de novo e de novo restaurar o progresso. Somente no final de 1946 ele finalmente desistiu. “Agora, será necessário que os próprios chineses façam as coisas pelas quais me empenhei para liderá-los”, concluiu ele.

7. Mas na fase seguinte de sua carreira – observando-o trabalhar na China, Truman decidiu torná-lo secretário de Estado – Marshall lutaria com uma escolha dolorosa: o que fazer enquanto a guerra se alastrava e a vitória de Mao aparecia cada vez mais certa. No entanto, sua missão na China o deixara com pouca esperança de que a ajuda americana pudesse fazer uma diferença decisiva ali e o convencera de que um grande esforço militar para impedir Mao traria enormes riscos, ao mesmo tempo em que utilizaria recursos americanos que eram desesperadamente necessários em outros lugares.

8. A implicação – de que os governantes norte-americanas haviam, a partir de uma combinação de passividade e traição, perdido a China para o Comunismo – desencadeou uma das transformações mais sombrias da vida cívica norte-americana. Para gerações de estrategistas e legisladores da Guerra Fria, a lição foi clara: eles não podiam se deixar vulneráveis às acusações de terem “perdido” um país para o comunismo. O presidente Lyndon Johnson e alguns de seus contemporâneos chamariam o Vietnã de uma oportunidade de buscar o rumo que deveria ter sido buscado na China uma década e meia antes. Mesmo nos anos 80, a analogia se manteria viva, com a “perda” da China invocada como um argumento para intervenção em outros lugares.

9. Mas o próprio Marshall tirou lições diferentes do fracasso, especialmente quando se tratou da luta global da Guerra Fria contra o comunismo apoiado pelos soviéticos que estava apenas começando quando ele assumiu o cargo de secretário de Estado. Embora reconhecesse a necessidade de liderança americana para enfrentar esse desafio, ele também reconheceu os limites do que o poder americano poderia alcançar sozinho. Como ele enfatizou, “A principal parte da solução dos problemas da China é em grande parte uma dos próprios chineses”.

10. Ao enfrentar a perspectiva de colapso na Europa quando a Guerra Fria começou, foram essas lições que Marshall aplicou. Ele viu a necessidade de abordar “fome, pobreza, desespero e caos” como pré-condição para evitar a propagação do comunismo, bem como a necessidade de os parceiros da América tomarem certas medidas antes que a ajuda americana pudesse ser eficaz. Ele enfatizou esses princípios básicos para uma nova unidade do Departamento de Estado, a Equipe de Planejamento de Políticas, tornando-a responsável por encontrar uma maneira de impedir que a devastação na Europa Ocidental abrisse caminho para a dominação soviética. O resultado foi o Plano Marshall – o maior esforço de ajuda externa na história americana e, sem dúvida, a maior conquista da história da política externa americana.

57 COMMENTS

    • 1- Portugal, ao contrário da Espanha, chegou à ceder territórios para os aliados durante a Segunda Guerra Mundial.
      2- Porque o plano de ajuda era para que a Europa, destroçada pela Guerra, pudesse se reerguer de forma à barrar o avanço da ameaça comunista. Os países das Américas não foram destroçados pela Segunda Guerra Mundial, e não havia, naquele momento, qualquer indicação maior de perigo de uma tomada comunista dos países a que você se refere. A própria ameaça de expansão comunista só foi realmente visualizada pelo governo Truman pouco antes de os Soviéticos detonarem sua primeira bomba atômica em 1949.

        • Não, os EUA ajudaram sim, tanto na era JK quanto no regime militar, os grandes investimentos foram feitos com empréstimos americanos.
          E as empresas americanas com o apoio do governo investiram pesado no Brasil, vide as montadoras de carros. Mas a condição era que elas não fossem nacionalizadas.

  1. Economia senhores…simples economia…nada de poderio bélico..e olha que os EUA detinham sozinhos a Bomba da Bombas. Nada adiantaria contra a FOME e confusão social do pós guerra. Esses 2 fatores são muito mais potentes que 100 bombas A.
    Caso os EUA partissem para o confronto com a China. URSS entraria ajudando a China e invadindo o resto da Europa (inclusive o Reino Unido), pois estava totalmente indefesa. Os EUA nada poderiam fazer para deter e o próprio povo desses países se voltariam contra os americanos.
    Era esse o plano de Stalin…repetir a volta dos soldados czaristas para Moscou em 1917
    Os EUA jogaram com maestria o jogo do poder, antes, durante e depois da grande guerra e merecem cada centavo que ganharam com isso. Nós só temos de agradecer e uns cuspir no prato que HOJE comem. NOSSO MODO DE VIDA!

  2. Kkkkkk…’Ele viu a necessidade de abordar “FOME, POBREZA, DESESPERO e CAOS” como pré-condição para evitar a propagação do comunismo…’

    Se são esses os fatores que ‘evitam’ o comunismo, então o pobre Marshall era um D. Quixote do séc. XX, lutando contra moinhos, pois seu pior inimigo seria o ‘fogo amigo’, o seu próprio lado, especialmente a classe que tem a chave do cofre no sistema capitalista!
    Imagine como o Plano Marshall seria apelidado em alguns grotões…’Bolsa Família versão Europa'(?)…kkkkkk

    • Comunismo e outras formas politicas antagonicas ao capitalismo só existem por que o mesmo é falho e inviável.
      Uma hora a casa cai.

          • Estranho, nunca vi notícias de Cubanos voltando de bote improvisado. hehehehe
            Falando sério, anticatristas (não que faça muita diferença) nunca voltarão para Cuba enquanto não houver uma guinada política. Cuba é uma ditadura quebrada, foi um bom exemplo de uma nova forma de governo, mas como qualquer ditadura, se perdeu para os dirigentes se manterem no poder. É uma pais, que muitos brasileiros vislumbram, mas que poucos realmente querem morar.

          • Antonio,
            Vc deveria contar toda a história. Se não me engano, em torno de 15% da população cubana emigrou para os EUA (algo em torno de 2 milhões).
            Teve picos de mais de 100 mil cubanos fugindo por ano para os EUA. Agora com o fim da regra dos pés secos cubanos, a coisa diminuiu.
            Não sei se Cuba vai aceitar este pessoal de volta, pois se virar regra, Cuba não vai aguentar a carga no sistema de saúde deles.

          • Vá para lá também.

            Voltar como aposentado americano (pelo menos uns US$ 700 mensais por baixo se não receber mais – uns US$ 1500 a 3000) num país onde o salário não passa dos US$ 30 é levar uma vida de rico (pelo menos o aluguel deve ser uma mixaria comparado com os dos EUA).

  3. Pois é pessoal

    Além do Plano Marshall, tambem existe o plano URSAL, que é a união dos Ursinhos Carinhosos Socialistas da America Latina pra combater o Coração Gelado do capitalismo

    mas esse plano é secreto… fica só entre a gente, viu?

    Como reconhecer um ursal: eles tem uma tatuagem na barriga…. mas não se aproximem muito pq sai um raio

    • Meu caro Rafa você perdeu uma enorme oportunidade de ficar calado…..

      E como quem fala o que quer ouve o que não quer, vou lembrá-lo que seu herói, ídolo e divindade além de preso está inelegível…

      • Sempre que um Juiz se utiliza do cargo para fazer política. se estrepa.
        E dessa vez não foi diferente.
        Se sair na rua, leva um escracho. E daí para pior.
        Já o condenado, lidera em todos os cenários a preferência do eleitorado.
        Conforme o avisado, esse enredo era muito fraco e tinha tudo para sair errado.
        E saiu.
        Da próxima vez, chame tanques e soldados. É mais tradicional.

        • Para quem deixou a presidência com mais de 80% de aprovação estar patinando na casa dos 30% é uma prova clara de perda de prestígio. Aliás ele apenas lidera pelo fato de a concorrência estar muito pulverizada, com muitos candidatos. E ao que tudo indica, e apesar do discurso em contrário proferido pela seita, ao levar a farsa da candidatura “triplex” até às últimas consequências tudo o que o presidiário conseguirá será inviabilizar o poste da vez.

          Quanto ao juiz prolator da sentença condenatória, não apenas anda com tranquilidade como ainda por cima é aplaudido. O “escracho” existe apenas na mente lobotomizada dos fiéis bovinos (ou seriam muares?) da seita.

          Por fim, vire o disco! Esse papo de golpe não cola e mostra de forma cabal que quem acredita nele desconhece o “livrinho”

          • Onde que esse canalha cachaceiro tem 30%? Vocês acreditam em tudo o que lêem. É pesquisa do Data Foice e Martelo? As entrevistas do Bolsonaro no Roda Viva e na Goebbellsnews, além do debate da Band, desnudaram essa mídia aberta de esquerda. Não vê quem não quer. Acabei de receber um vídeo mostrando o Fábio Pannunzio dizendo pro Boulos que é fã dele. Nojento. O socialismo tem que ser varrido pro esgoto, que é o seu lugar.

          • “O socialismo tem que ser varrido pro esgoto, que é o seu lugar.”

            mi mi mi mi

            Mamãe mamãe, tem comunista aqui na trilogia mamãe

            tem sim mamãe

            eu to vendo… ta ali !!!!

            rs rs

  4. A URSS só não chegou até o Atlântico por não ter interesse em tal empreendimento.

    A própria presença de países como Polônia, Chekoslováquia e Hungria no Bloco Soviético já era razao de dor de cabeça para a cúpula do Kremlin. A Polônia mesmo tinha carência de grãos e a infraestrutura de países como Romênia e Bulgária eram ridículas. Fora a ameaça da Yuguslávia como outro modelo de comunista, mais aberto ao diálogo com o Ocidente (deu no que deu).

    Fato interessante é que Polônia e Chekoslováquia fora convidados a integrar o Plano Marshall e a URSS teve que cobrir a proposta com 200.000 toneladas de grãos a mais durante 5 anos e a instalação de fábricas de tratores e máquinas pesadas na Polônia, o resultado foi que a Polônia, ao sair do bloco no início dos anos 90 tinha uma industria automobilística bastante produtiva, sendo privatizada pela Euromáfia nos anos posteriores.

    • A URSS só nao chegou até o Atlântico, na minha opinião, por dois motivos:

      1- A URSS estava cansada de guerra: era hora de reconstruir, não guerrear;
      2- O medo da bomba atômica.

      • É 100nick, você fez excelente contraponto à apologia histérica ao comunismo feita pelo Sub! Mas cumpre lembrar também que a divisão em áreas de influência foi feitas pelos aliados antes da guerra terminar e todos, inclusive Stalin,cumpriram a sua parte.

      • Diferente do que muitos pensam, a URSS não tinha fôlego para bater de frente com os aliados na Europa Ocidental, enfrentam exércitos americanos e ingleses bem equipados e treinados seria algo muito diferente em relação a um Wehrmacht em frangalhos.

        Levaram a guerra até onde podiam, Berlin e a Europa Oriental.

        • Quem deixou a Wermacht em frangalhos foi a URSS.
          Com mais de 11 milhões de soldados armados até os dentes, seria fácil para a URSS varrer os aliados do mapa. Aliás, bem que mais fácil que varrer a própria Wermacht, como fizeram.

          • 11 milhões de soldados extenuados, muitos deles lutando desde o início da operação Barbarossa em 1941 e outros que vieram desde Stalingrado no encalço dos alemães até Berlim, e com suprimento perigosamente baixo e as respectivas linhas (de suprimento) longas demais. “Os exércitos marcham sobre seus estômagos” já dizia Napoleão antevendo o desastre que sofreria na Russia,você se esqueceu disso?

            Aliás, cumpre lembrar que o grosso das rações consumidas pelos infantes soviéticos eram as famosas “Spam” fornecidas pelos EUA. Diante desse fato qual a possibilidade dos soviéticos “varrerem os aliados do mapa”?

            Sugiro você estudar mais, e de verdade e com o uso de livros físicos pois a retórica chinfrim da internet e a do DCE valem menos que uma nota de 3 reais.

          • Não creio que os soviéticos tenham sido tão infames assim.
            Pelo contrário. Foram particularmente cruéis com os criminosos nazistas capturados. Ao contrário, seus ídolos americanos foram extremamente condescendentes com os nazistas, alguns chegando a ocupar cargos importantes em diversos setores na América.

          • Como já disse anteriormente você precisa estudar mais para evitar de ficar relinchando aqui meu caro Antonio! Pois bem, quando do Tribunal para os crimes de guerra quem queria executar sumariamente os figurões nazistas eram os britânicos. Nessa questão em particular os soviéticos se alinharam aos EUA na necessidade de quem tivessem um julgamento de acordo com as regras de direito.

            No mais Werner Von Braun ( responsável pelo Saturn V) e Ferdinand Brandner (projetista do NK-12 que até hoje propulsa o Tu-95) embora tenham trabalhado para a máquina de guerra do III Reich não eram nazistas, e como de costume você passa vergonha com militância BOSSAL.

          • Como lutariam contra as forças aliadas dependendo urgentemente de suprimentos fornecidos pelos próprios ?? O grande Exército Vermelho era movido a comida enlatada americana…como iriam substituir isto a curto prazo ?? Seriam 11 milhões de espantalhos , cujas linhas de suprimentos seriam esmagadas pelos bombardeiros americanos e ingleses na sua retaguarda em total impunidade pois a Força Aérea Russa padecia dos mesmos problemas alemães para combater os bombardeiros a grandes altitudes, a aviação russa seria varrida do mapa e ocorreria o mesmo fim que aconteceu com os nazistas….

        • A elite da Wehrmacht lutou no leste. A diferença de material (tanque, soldados e aviões) em relação ao restante dos aliados era enorme, tanto é que a Europa ocidental tinha medo da invasão dos tanques russos. O diferencial era mesmo a BA.

          • Não custa lembrar que a elite do exército japonês, estacionada na Manchúria, também foi varrida do mapa pelo Exército Soviético. Cerca de um milhão de soldados japoneses foram massacrados em cerca de dez dias.

          • Relinchando de novo Antonio? Na Manchuria estavam apenas soldados de segunda linha, numerosos mas pouco preparados! Os melhores soldados japoneses, inclusive os temidos Kenpeitai, foram mortos pelos EUA ao longo das batalhas do Pacífico em ilhas como Guadalcanal, Tarawa e nas Marianas. Isso sem falar na Marinha Japonesa, dizimada pela USN.

            Reitero: Vá estudar história!

          • O grosso da Luftwaffe lutava contra os bombardeiros aliados desde meados de 1943, a nata da Wehrmacht em meados de 1944 estava na Normandia combatendo os aliados, porque vcs acham que a Op.Bagration foi um passeio ?? Claro que havia a paranoia de uma invasão soviética, esta situação beneficiou e muito os americanos e se fixarem na Europa Ocidental…..

    • Como é que é?

      Cuba não recebeu financiamento da URSS???

      Nem Brasil? Nem Argentina? Nem todos os outros países que tiveram que prender ou executar os comunistas por aqui????

      Qual é o Atlântico que vc tá falando?

      O resto nem vou comentar pq é perca de tempo com maluquice.

    • Na vanguarda do atraso meu caro Sub? Por que motivo a indústria automobilística polonesa não deveria ter sido privatizada? Qual o motivo dela permanecer na mão podre do Estado depois do fim do malfadado comunismo?

  5. Caros Colegas. Recomendo o artigo “DE BRETTON WOODS AO PLANO MARSHALL: A
    POLÍTICA EXTERNA NORTE-AMERICANA EM RELAÇÃO À EUROPA (1944-1952)”. É interessante que o Plano Marshall é essencialmente um plano keynesiano. Boa leitura a todos.

  6. Questões e detalhes à parte, Marshall ganhou a paz enquanto Churchill e Roosevelt ganharam a guerra. Os três homens mais importantes do século XX para a sociedade ocidental democrática.

  7. No extremo Oriente foi a criação dos tigres asiáticos o freio tanto pra URSS como para a China, injetando na Coréia do sul, Taiwan, cingapura e Honk kong,( fora anteriormente o Japão) o mesmo valor investido na América latina e África juntas, durante os anos 60.
    Fizeram por lá reforma agrária, para ampliar a produção e a renda.
    Obrigaram investirem em educação.
    Indústria de base e de bens de baixa tecnologia.
    Além de abrir o mercado americano e depois o europeu a estes produtos vindos dos Japão e posteriormente dos tigres.
    Foi uma jogada de mestre.

  8. O Marshall foi literalmente um gênio do planejamento da guerra e diplomacia. A europa ocidental está rica hoje devido a sua visão, ampla e de futuro. A geração de diplomatas profissinais americanos foi “morta” por Bush I/Clinton e enterrada por Bush-II/Obama, onde o pensamento de tratorar os inimigos precede a negociação. Que nos resta a diplomacia Trump!!!! Que pode afastar aliados históricos dos EUA.

  9. O plano Marshall não era só um plano de cunho geopolítico, a economia global dependia fortemente dele, sem uma Europa rica, a economia mundial ficaria em frangalhos.
    E antes do plano Marshall ja havia ajuda financeira, só que não tão unificada. Alias a ajuda americana foi um grande empecilho para os soviéticos apoiarem varios golpes de tentativas de golpe na Europa, inclusive teve uma famoso na França, onde o proprio presidente frances, um socialista, teve que declarar lei marcial e colocar o exercito na rua, por isso, que em 68, na famosa greve q teve, o De Gaulle fugiu de Paris de avião temdndo estar rolando um golpe.

  10. A URSS investiu por aqui. Investiu especificamente em Cuba. E aquilo se tornou mais um fardo para eles. Tiverem de sustentar a Ilha por anos.
    Tanto europeus como os japoneses conseguiram se reerguer porque tinham uma cultura de trabalho profundamente enraizada e eram altamente industrializados, não a toa que os grandes contenedores foram EUA, Inglaterra, França, Rússia, Alemanha, Itália e Japão.
    Um grande exemplo de investimento, crescimento e distribuição de riqueza foi sem dúvida a Coréia do Sul.
    O Brasil poderia e deveria ser um dos grandes países, porém…

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