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SIATT realiza lançamento do Míssil Anticarro MSS 1.2 AC

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Míssil Anticarro MSS 1.2 AC
Míssil Anticarro MSS 1.2 AC

Sucesso alcançado neste lançamento contribui para a continuidade das avaliações técnicas e operacionais do produto pelo Exército e Marinha do Brasil

Na manhã de 22 de agosto último, especialistas da SIATT, em conjunto com especialistas do Exército Brasileiro, realizaram lançamento do Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC no CAEX – Centro de Avaliações do Exército, Campo de Provas da Marambaia, Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ.

Foi o primeiro lançamento sob responsabilidade da empresa após a mesma ter assumido o programa em setembro de 2017. O sucesso do lançamento em questão contribui para a avaliação técnica e operacional do lote piloto do produto. Diversos lançamentos, em diferentes condições de emprego, estão previstos para os próximos meses.

Para o Diretor da SIATT, Rogerio Salvador, a atuação SIATT tem proporcionado confiança e segurança ao Exército Brasileiro e à Marinha do Brasil no emprego do MSS 1.2 AC: “Conseguimos preservar a capacidade da indústria nacional para o domínio tecnológico de armamentos desta classe. Esperamos fornecer novo lotes do MSS 1.2 AC às forças armadas nacionais, e forças amigas estrangeiras”.

Sobre o MSS 1.2 AC

O MSS 1.2 AC é um míssil superfície-superfície anticarro de médio alcance,
desenvolvido segundo requisitos do Exército Brasileiro. O sistema é constituído pela Munição (míssil em seu container lançador) e pela Unidade de Tiro. Emprega guiamento do tipo “beam-rider”, no qual o operador é responsável por realizar o apontamento óptico em direção ao alvo. Durante o voo do míssil, a Unidade de Tiro emite um feixe laser invisível codificado, harmonizado com a mira óptica, que provê a referência de guiamento para o míssil.

Além da portabilidade e precisão, este sistema dificulta a utilização de contramedidas: uma vez que o receptor laser está voltado para trás, não há ação que possa ser feita para interferir no guiamento do míssil. O Sistema MSS 1.2 AC engloba ainda um Simulador de Tiro, com alto grau de representatividade de ambientes reais, para adestramento de atiradores sem a necessidade de emprego de mísseis reais, e um Equipamento de Teste para medidas e alinhamento das Unidades de Tiro do sistema.

Sobre a SIATT

A SIATT é uma empresa que fornece sistemas integrados com alto valor tecnológico visando atender os mercados estratégicos do Brasil e internacionais. Com capacidade de integração de sistemas, a SIATT tem como visão ser referência na entrega de soluções para os mercados de Defesa e Aeroespacial.

DIVULGAÇÃO: Performa Comunicação

26 COMMENTS

  1. o Brasil poderia fornecer esse equipamento para a os rebeldes na Síria, afinal, todo mundo tá usando a guerra lá como um formidável campo de prova.

  2. Isso é uma pequena amostra do que o Brasil é capaz de fazer com tranquilidade.
    Infelizmente esse míssil tá uns 15 anos atrasado, mas não por incapacidade intelectual e sim por causa dessa elite entreguista que reina no Brasil há séculos.
    Agora é continuar ao projeto e fazer uma versão de exportação pra concorrer com produtos europeus,chineses, russos e americanos. E também rezar pra não sabotarem nossas empresas de tecnologia como essa.
    O Brasil é gigante.

    • Elite entreguista? KKK.
      Por que seu pessoal não concluiu esse míssil há 5 anos?
      Na verdade, acho esse míssil fácil de fazer.
      Tanto é que já está pronto há uns dez anos mas precisando de testes, etc.
      Ou sabe fazer ou não sabe.
      Não é pagando dez bilhões que o pessoal terá a ideia de como fazer.
      Nem adianta passar 50 anos trabalhando nele se não souber fazer.
      Deveriam terminar logo isso, entregar e vender.
      Poderiam vender para os curdos.
      E para a população venezuelana.
      Temer poderia receber 20 mil venezuelanos e treina-los para voltar com esses mísseis…

  3. Gostaria de saber se esse míssil, é o mesmo da categoria do javelin, americano, que eles la chamam de anti-tanque, aqui chama de anti-carro. O lançador do javelin, pra min é bem menor e mais fácil de manusear, já o lançador do nosso MSS1.2 AC, parece que o compartimento é muito grande e também tem um tripé, ao contrário do javelin,que pode ser lançado do ombro do militar. Fica a dúvida o nosso míssil faz o que o javelin,faz após o lançamento ele faz o ataque por cima do tanque, ou o nosso míssil é inferior.

    • Gilson,
      O Javelin é difícil de classificar, sendo um míssil leve mas com desempenho de médio.
      Em termos gerais um míssil leve é que pode ser transportado pronto para o lançamento (inclusive na posição de disparo) apenar por um indivíduo. Ex: Javelin, Erix, Spike SR, etc.
      O modo como o Javelin consegue essa façanha é usando um seeker IIR que permite ao míssil implementar uma trajetória parabólica, que além de incrementar o alcance aborda o alvo por cima, onde ele é mais frágil.
      Um míssil médio é um míssil que precisa de mais de um infante para transportá-lo, seja montado ou desmontado. O alcance desses mísseis é acima de 2 km, chegando a 8 km.
      Já um míssil pesado é geralmente os veiculares ou levados por helicópteros. Pesando acima de 30 kg.
      Neste contexto o MSS-1.2 é um míssil médio. Quanto ao fato do termo “anti-carro” é porque no brasil “tanque” é chamado de carro de combate. Vale salientar que hoje há muitos mísseis “antitanques” multifuncionais. São bons também contra estruturas, bunkers, veículos leves, pessoal, etc.
      Comparando diretamente o Javelin ao MSS-1.2, o primeiro tem alcance nominal de 2,5 km (4,75 km real) e o MSS-1.2 tem alcance divulgado acima de 3 km.

    • O Brasil tem umas nomenclaturas ridiculas para classificar seus armamentos. Chama destroyer de ” contratorpedeiro” quando poderia usar um outro nome, se quisesse evitar estrangeirismos; chama tanque de guerra de ” carro de combate”, ” viatura blindada sobre rodas” para blindados diversos; chama um navio de ” navio-aeródromo” quando um nome já consagrado e tão prático como porta-aviões é muito melhor.
      É algo para mim muito esquisito.

  4. Siatt foi rapida no gatilho. Pegou o projeto bem evoluido mas foi bem tapida no complemento.
    Aproposito, MSS 1.2 AC alcança até 3,5km é isso mesmo?
    Para um projeto que alcança acima de 5km seria necessariamente inserido em um veiculo ou em uma estrutura rebocada? Porque aparentemente o MSS 1.2 AC tem uma mobilidade e empreego BEM facil.

    • Everton,
      Para um maior alcance seria preciso asas maiores e/ou motor com maior tempo de queima.
      Resulta em um míssil mais pesado e com maior arrasto, o que implica em colocar mais combustível pra levar o peso extra.
      Só como exemplo, mísseis AT com ogivas semelhantes com 5 km de alcance do tipo “trajetória tensa” , seguindo a linha de visão, em geral pesam em torno de 20 a 28 kg. O MSS-1.2 tem cerca de 16 kg (24 kg com o tubo).
      Se for supersônico, o peso dobra para a mesma carga e o mesmo alcance.

  5. Que o exército continue aprimorando esse míssil após a conclusão do projeto. Quem sabe um míssil guido IR utilizando a mesma plataforma de lançamento. Devia voltar o Fog-mpm, tava olhando algumas poucas matérias antigas e fiquei impressionado com o potencial, poderia ser lançado e atacar carros, helicópteros e navios, além de ser possivel lançar por soldados escondidos. Esse ano saiu uma foto da avibras que aparece ele.

  6. Não conhecia essa empresa (SIATT) que herdou o projeto do MSS 1.2 da finada Mectron. Será que ela igualmente assumiu o programa do A-Darter?

  7. Engraçado, o fabricante não especifica contra quais tipos de alvos este míssel é aplicável ou mesmo qual o nível de blindagem ele é capaz de superar. Falta um marketing mais acertivo desta empresa, certo? Um comparativo com equipamentos concorrentes também seria uma boa sacada.

    • Antunes 1980,

      Salvo melhor juízo, a ogiva é uma típica carga oca.

      Pelo diâmetro ( 127mm ) e peso ( pouco mais de 15 kg, com uma warhead que deve ter uns 4 a 5 kg ) deste petardo, é provável que penetre no mínimo uns 450mm de RHA.

      • Multiplica o diâmetro por 3 e por 5, a penetração deve ficar entre esses 2 números.
        Entre 400 a 630mm de RHA.
        Um Carl Gustav moderno penetra 700mm, um RPG com ogiva de rpg-29 penetra 750mm.
        Misseis modernos penetram cerca de 1200mm de rha.

  8. Mestre Bosco,

    Este projeto lembra o conceito do RBS-70….

    Poderia comentar um pouco o paralelo entre os dois?

    Será que um MSS1.2 em um hipotetico block IV, poderia chegar ao desempenho das primeiras versoes do RBS 70?

  9. Me desculpe o Galante, mas muitos comentaristas aqui nesse site são uma piada… Colocam ideologia na frente de tudo ao invés de agirem pela razão do fato. Sempre fazem com que haja politização nos comentarios, se transformaram em verdadeiros cegos políticos e massa de manobra. Eu fico pensando se lá nos EUA ou na Rússia eles ao menos lembram do Brasil na hora de abordar algum assunto. Rsrs

  10. Pessoal, tivemos que fazer uma limpeza nos comentários deste post pela excessiva politização do mesmo.

    Existem leitores de esquerda, de centro e de direita, mas são todos brasileiros.

    Por favor, vamos procurar nos manter no tópico.

    • Mas apagaram um monte que não eram politizados.
      Inclusive tive meu comentario, que falei que no teatro do Brasil, o eb não precisava de um missil anti-carro, que era melhor focar num Carl Gustav à brasileira e o Alac/AT4.
      Isso é comentario político ?
      Entendo que é difícil pra vcs ficarem monitorando, deve ser um saco. As vezes faco um comentário político mas nesse post eu não fiz.

    • Galante, obrigado pela limpeza. Pois nossos colegas abandonaram a matéria e ficaram discutindo os sexo dos anjos. Nós leitores queremos saber se esse equipamento resolve alguma demanda interna, se está no estado da arte, se trará benefícios para nossa defesa.

  11. Se o Exército Brasileiro do mundo real fosse efetivamente equipado como consta nos manuais de campanha, não haveria tanta reclamação.

    Exemplo:

    Consta no manual IP-7-35 (O Batalhão de Infantaria Leve) que cada BIL deveria possuir:

    1 Seção AC com 3 peças do CSR Carl Gustav em cada uma de suas companhias de fuzileiros. Um total de 9 peças por Batalhão.

    1 seção AC com 4 peças (posto de tiro/lançador e guarnição) de míssil anticarro de médio a longo alcance.

    1 Grupo de Autodefesa Antiaérea, com 3 peças (posto de tiro/
    lançador e guarnição) de mísseis antiaéreos.

  12. Jesuiz Gente!
    Baita Arma… Aliais achei o poder destruidor muito elevado. Quando ao tamanho, não vejo problema nenhum…já que é transportável, mas dentro de um outro contexto de batalha e atuação no campo…pelo que observei ..o poder de destruição é enorme.

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