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Brasil leva mais de 30 anos para desenvolver míssil anticarro

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A empresa SIATT (Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico), criada pelos fundadores da Mectron, anunciou recentemente o lançamento bem-sucedido do MSS 1.2 AC, um míssil superfície-superfície anticarro de médio alcance, guiado a laser, desenvolvido segundo requisitos do Exército Brasileiro.

A história do MSS 1.2 tem um longo percurso, mesmo antes de o Exército Brasileiro, em 1986, lançar um programa para produção local de um míssil anticarro.

Em agosto de 1986 o Exército Brasileiro recebia proposta para a fabricação de um míssil anticarro. Foram ofertados os mísseis: TOW (Hughes), Bill (Bofors) e o MAF (Oto Melara – Engesa).

O escolhido foi o MAF (Missile Anti-Carro della Fanteria), em desenvolvimento pela italiana Oto Melara. Foi criada a empresa Engemissil para gerenciar esse programa entre outros e posteriormente com a Órbita.

A Órbita Sistemas Aeroespaciais S.A. era uma sociedade da Embraer (40%), Engesa (40%) e os 20% restantes com a Imbel, Eska, Eskam e Parcon. A empresa tinha 250 funcionários e ficava em São José dos Campos, em um edifício próximo à Embraer.

Com a posterior crise e falência da Engesa em 1993, a Órbita acabou desaparecendo, o que levou a uma paralisia do projeto do míssil anticarro.

Posteriormente o projeto foi retomado e passado para a empresa Mectron – Engenharia, Indústria e Comércio Ltda, de São José dos Campos, que refez totalmente o projeto, e pouco resta do original. Observar nas ilustrações como o formato do lançador foi mudando com o tempo.

Lote piloto

Foi publicado no dia 4.11.2008, no Diário Oficial da União (DOU), o extrato de dispensa de licitação do Exército Brasileiro, através do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), que autorizava a produção do Lote Piloto do Míssil Anticarro MSS 1.2 pela Mectron.

O contrato no valor de R$ 25,6 milhões parecia por fim a uma longa novela de desenvolvimento do primeiro míssil anticarro brasileiro. O desenvolvimento estava concluído desde 2005, mas o Exército ainda não havia encomendado o lote piloto devido às restrições orçamentárias.

Em 2015, a Mectron, que se tornou parte da a Odebrecht Defesa e Tecnologia (ODT), assinou com o CTEx – Centro Tecnológico do Exército Brasileiro um novo contrato que dava continuidade aos ensaios de avaliação do lote-piloto do Sistema de Armas Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC produzido pela empresa e entregue, no decorrer de 2013 e 2014, ao Exército Brasileiro e também ao Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

Esse contrato previa o desenvolvimento de um giroscópio (dispositivo usado para indicar as mudanças de rolamento do míssil) com novos requisitos técnicos, bem como sua fabricação e atualização nos mísseis já entregues a serem usados no processo de avaliação.

Em julho de 2015, foram realizados dois lançamentos bem sucedidos, realizados em 05 de maio e 01 de julho de 2015, no Centro de Avaliações do Exército – CAEx, em Guaratiba/RJ, no processo de avaliação do lote-piloto do Sistema de Armas Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC, entregue em 2013 e 2014 ao Exército Brasileiro pela Mectron.

Equipes técnicas do CTEx – Centro Tecnológico do Exército e da Mectron realizaram os lançamentos e obtiveram dados para, dentre outros aspectos técnicos/operacionais, avaliação dos novos giroscópios desenvolvidos e fabricados em 2015 para atualização dos mísseis.

Ambos lançamentos foram realizados contra alvos fixos posicionados a uma distância de 1.500 metros. Os disparos foram “remotos”, ou seja, sem a presença de um atirador, na medida em que um dos aspectos técnicos que estava em avaliação era a rigidez mecânica do sistema e a confiabilidade dos novos giroscópios.

SIATT

Na manhã de 22 de agosto de 2018, especialistas da SIATT, em conjunto com especialistas do Exército Brasileiro, realizaram lançamento do Míssil Superfície-Superfície Anticarro MSS 1.2 AC no CAEX – Centro de Avaliações do Exército, Campo de Provas da Marambaia, Guaratiba, Rio de Janeiro/RJ.

Foi o primeiro lançamento sob responsabilidade da empresa após a mesma ter assumido o programa em setembro de 2017. O sucesso do lançamento em questão contribui para a avaliação técnica e operacional do lote piloto do produto. Diversos lançamentos, em diferentes condições de emprego, estão previstos para os próximos meses.

Míssil MSS 1.2 AC

Especificações
Peso 34 lb (15,4 kg)
Comprimento 5 ft (1,52 m)
Diâmetro 5 in (127 mm)
Alcance efetivo 2 milhas (3,22 km)
Ogiva Explosivo HMX
Motor Motor de dois estágios
Propelente propelente sólido, base dupla
Velocidade 0,8 Mach.
Sistema de
orientação
Beam rider

88 COMMENTS

    • Em agosto de 2016, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica autorizou a venda da divisão ODT da Odebrecht para a israelense Elbit. O motivo da venda seria a crise financeira na qual o grupo foi lançado pelas investigações de corrupção da Operação Lava Jato. Assim, desde 2017 a ODT bem com a Mectron deixaram de existir.

      • Corrige aí:
        “O motivo da venda foi pq o grupo Odebrecht é ladrão e foram pegos pela lava jato.”

        Não tem essa de que foi a lava jato que lançou eles em crise.

          • Bem lembrado a desgraça que fizeram com empresas estratégicas com essa lava jato.
            Vê lá se os EUA fazem isso com suas empresas ?
            Entreguistas.

          • Petista sendo petista.
            Fazendo contorcionismo intelectual … e moral.
            Aquela empresa nem um site decente tinha. Eu, por diversas vezes, plena era de ouro do Lula, chamava a atenção aqui na Trilogia que essa empresa não ia pra frente com seus projetos e que sequer tinha um site decente. Até míssil era escrito como “míssel”.
            Eu só não falava que tinha treta porque não sou leviano de fazer juízo de valor sobre pessoas sem prova ou sem que seja de conhecimento público. https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/mss-12.jpg

          • Com o perdão da Trilogia, mas há 8 anos eu já fazia críticas à Mectron, antes de saber que o juiz Moro existia.
            Texto meu de 2010 no PlanoBrasil:
            “Claro que acho uma excelente ideia. Mesmo porque se ele for aprovado pelo usuário final, no caso o exército e os fuzileiros, sempre se pode imaginar que virão versões aprimoradas. Pelo menos é o que ocorre no resto do mundo.
            Minha crítica é mais no sentido da desinformação a que somos submetidos. Como somos sujeitos a essa “desinformação” podemos imaginar qualquer coisa. A grande maioria, talvez de modo inocente ou imbuídos de um belo e compreensível sentimento de orgulho patriótico, imagina que tudo vai as mil maravilhas e que somos fabricantes de um supermíssil guiado a laser em “estado da arte”. Outros, como no meu caso, ficam com um pé atrás achando tudo um pouco estranho tendo em vista as poucas informações oficiais que são divulgadas.
            É desanimador ver que sequer o site da Mectron é atualizado há pelo menos 5 anos.
            Como posso acreditar que está tudo às mil maravilhas se uma empresa do setor privado que lida com armamento de alta tecnologia sequer atualiza seu site?
            Lembra quando foi anunciado que o Paquistão havia comprado 100 mísseis MAR-1?
            Nunca mais se falou nisso. Ou seja, pra todos os efeitos vendemos 100 mísseis MAR-1 para os paquistaneses. Vendemos? O míssil foi concluído? O míssil está em linha de produção? O míssil foi entregue? Eles já o estão operando?
            Até agora, pelo que sei, o único míssil que fabricamos após mais de 20 anos de desenvolvimento, assim mesmo em escala reduzida e sem competitividade alguma no mercado internacional, foi o MAA-1. O resto fica por conta da nossa imaginação com uma boa dose de UHP (Ufanismo Histriônico Patriótico) .
            Acho só estranho, mas torço para que estejamos mesmo fazendo parte do restrito clube dos fabricantes de armas guiadas avançadas ou pelo menos “perto de”.
            Isso seria um excelente caminho para atingirmos uma verdadeira soberania dentro do conjunto de nações.
            Vejo alguns países que saíram depois de nós nessa área como a Índia, Turquia, Coréia do Sul, etc, apresentando no mercado uma série de armas com grande potencial de mercado por serem de alto nível tecnológico, compatíveis com o campo de batalha atual. Enquanto isso nós ficamos só no eterno “agora vai” que nunca chega.
            Mesmo nossa parceria com a África do Sul para o desenvolvimento do A-Darter, ninguém toca mais no assunto. Até na Internet não se acha nada de novo sobre o tema. Das duas, uma. Ou está tudo nos conformes ou “mixô”.
            Aí, como não temos informações adicionais fazemos como no filme “Jurassic Park”, e completamos as informações que faltam com uma boa dose de imaginação.
            O resultado pode ser altamente positivo como a maioria dos que aqui comentam ou pode ser um pouco “negativo”, tendo em vista o histórico de nosso país.”

          • A lavajato descortina um gigantesco esquema de corrupção e a corruptora vira “empresa estratégica” enquanto a lavajato é “entreguista”? Essa é a moral dos fiéis da seita do ABC

        • O comentarista “Rui Chapéu”, disse:
          “Corrige aí:
          “O motivo da venda foi pq o grupo Odebrecht é ladrão e foram pegos pela lava jato.”

          Não tem essa de que foi a lava jato que lançou eles em crise”.

          Comete um equívoco factual.
          A venda de subsidiárias não lucrativas por parte da Odebrecht, deu-se em razão da protelação, motivada pela obstrução intencional do MPF, da realização do acordo de leniência entre a União e a Odebrecht. A empresa viu-se sem acesso ao crédito no mercado e foi obrigada a lançar mão dos seus ativos.
          Ver mais uma empresa da nossa Base Industrial de Defesa ter o seu controle não é algo muito agradável, pelo menos para mim…

          Não deixa de ser interessante perceber, em uma nação onde uma classe social, ao menos, se inspira regularmente nos EUA, que na grande nação do norte, quando uma empresa é flagrada em relações criminosas, que um acordo de leniência é formalizado com rapidez, pois sabem a importância que os empreendimentos possuem para o cotidiano econômico da nação e os promotores não colocam a sua vaidade acima do país, ademais, quem comete o crime são aqueles que dirigem a empresa, os executivos.

          • ah cara,
            vá mortadelar em outro lado.

            Falou trocentas palavras e não disse nada com nada. Nada muda que eles são ladrão e foram pegos com a mão na botija.

            Não importa o tanto que vc quer se achar o pseudo intelectual de internet que faz textão que vai mudar isso.

        • Mesmo que não houvesse a Lava Jato, como estes produtos nunca tem encomendas de grande vulto do Brasil e poucos são vendidos para o mercado externo.

          Praticamente impossível uma empresa privada se manter..

          Pelo menos ela fecha, não fica que nem a IMBEL eternamente fazendo produto meia boca.

          • O Brasil não é um país sério,ou melhor dizendo os brasileiros não são sérios.A fama vai longe!
            Algumas empresas e pessoas criativas estão mudando,transferindo as suas atividades para a Alemanha e lá se estabelecendo a fim de fugir dessa pecha,má fama,pois estabelecidas no Brasil eles sofrem as consequências da má fama, não tinham encomendas de clientes do exterior.As mesmas se estabeleceram na Alemanha e,segundo eu li,já haviam sido feitas encomendas de seus produtos por clientes de vários países,ao contrario do que ocorria por estas bandas.
            Temos exemplos da falta de sucesso da engenharia brasileira,um exemplo,afora outros, bem claro é a construção do submarino nuclear que se arrasta por décadas.A classe do sinal trocado,via viés ideológico,se aferra no estatismo e nos males dai decorrentes.São adeptos do estatiza o prejuízo,pois quem precisa de competição e de lucros é burguês.

      • Pois é Galante! Agora você precisa se perguntar qual foi a finalidade de colocar essa notória empreiteira no mercado de defesa. Aliás cumpre lembrar que os então ocupantes do GF, indignados com a recusa da EMBRAER em receber o Vice premier russo, queriam estabelecer com essa empreiteira Uma concorrente à EMBRAER em parceria com os russos. Tudo muito suspeito.

        • Apesar de muitos desconsiderarem as colunas de comentários dos blogs de defesa brasileiros como espaço dotado de credibilidade, por estes serem notórios pela desinformação propagandeada por pessoas que se escudam atrás de personagens vários, algo que aliás pode ser entendido como sintoma de uma doença mental, eu ainda tomo como válido expor-me para responder…\

          Nunca houve por parte do governo federal intenção de promover uma fundação de uma nova empresa aeronáutica, devido a recusa da Embraer em receber a visita de um dignatário da Federação Russa. Isto é um delírio do interlocutor, algo que por si só se revela.

          A Base Industrial de Defesa do Brasil se caracteriza, a exceção da Embraer, por empresa de médio e pequeno porte, que devido a característica intrínseca do mercado de Defesa, trabalham com produtos que demandam longos períodos de pesquisa e desenvolvimento, não possuindo no governo brasileiro e nas suas forças armadas um cliente cativo capaz de adquirir volumes consideráveis, pelo contrário, adquire lotes pequenos e com grande intervalo entre eles. Neste contexto a estratégia de agregar tais empresas à corporações de engenharia, que possuíam acesso privilegiado a fontes de financiamento fazia todo o sentido, era um passo lógico.

          o que não é lógico e não faz sentido e matar todo o setor de engenharia pesada da nação, protelando-se os acordos de leniência, apenas para satisfação da vaidade de alguns…
          Isto aconteceu.

          • A prosa empolada e prolixa tenta inutilmente negar fatos concretos e fazer uma defesa canhestra do desastroso governo derrubado pela via constitucional além de fazer uma indisfarçada apologia à corrupção e à impunidade senão vejamos:

            – A informação de que o GF preparava com os russos e a notória emPreiTeira uma concorrente da EMBRAER pode ser conferida aqui: http://www.defesanet.com.br/br_ru/noticia/25743/Governo-do-PT-preparava-com-russos-e-a-Odebrecht-uma-concorrente-a-EMBRAER/

            – A saída para a base industrial de defesa era um processo de consolidação da mesma através da formação de conglomerados tal como foi feito nos EUA, na Grã-Bretanha e na Europa de uma forma geral ao fim da guerra fria. Por exemplo, a Avibrás poderia ter adquirido a Mectron, uma EMGEPRON privatizada poderia ter adquirido a EISA e outros estaleiros e a própria EMBRAER poderia adquirir outras empresas. E esses conglomerados de defesa teriam maiores condições de competir no mercado especialmente se tivessem financiamento do BNDES ( o tal “acesso privilegiado à fontes de financiamento ” como a lavajato mostrou com clareza).

            – Por fim, a apologia ao Cartel de empreiteiras que se tornou sócio de um projeto criminoso de poder diz muito sobre quem faz isso.

          • A prosa longa, empolada e prolixa esconde uma uma malograda negativa de fatos concretos, uma indisfarçada defesa do governo derrubado pela via constitucional e também uma apologia da corrupção e da impunidade senão vejamos:

            – As tratativas dos então ocupantes do GF com os russos e a notória empreiteira podem ser facilmente descobertas no Google, basta pesquisar!

            – A solução para a base industrial de defesa brasileira passava pela formação de conglomerados de defesa tal como feito nos EUA e Europa ao fim da Guerra Fria em um processo de fusões, aquisições e consolidações. Um exemplo seria a aquisição da Mectron pela Avibrás, com financiamento do BNDES ( a tal “fonte privilegiada de financiamento ” como a lavajato mostrou).

            -Por fim, a defesa do cartel de empreiteiras que tornou-se sócio de um projeto criminoso de poder mostra muito bem a natureza de quem o faz.

  1. Projeto azarado, pegou três empresas que foram a falencia, falta de interesse do exercito, falta de verbas, etc.
    De qualquer forma deve-se deixar claro que embora o conceito basico do missil seja o mesmo, com certeza a tecnologia do projeto foi atualizada ao longo do tempo, não sendo um projeto com a mesma tecnologia de 30 anos atrás.

    • As empresas de defesa vão a falencia porque o próprio governo não compra nada, assim como o Brasil não comprou nenhum Osório, aí fica muito difícil para as empresas terem que viver de exportação por conta própria sem ter ajuda nenhuma do anão diplomático.

      • É mesmo… Vamos esquecer que o Osório era um Frankenstein e que a ENGESA faliu por incompetência própria depois de dar um passo maior que a perna.

        Vamos esquecer que a Mectron faliu porque a Odebrecht foi pega na lava-jato.

        Isso mesmo, a culpa é do Brasil. O Brasil é obrigado a salvar empresa incompetente de falir só porque é brasileira.

        • Mas é fato, por exemplo, até a Indonésia tem mais Astros II do que o Brasil… A Arábia saudita e o Iraque então nem se fala, o que é bem estranho vários países terem mais do que o próprio produtor…

        • Se o produto tiver competitividade no mercado externo o Brasil não precisa “salvar” a empresa. Haja vista o Cascavel, o Astros, o Urutu, o Tucano, o Super Tucano, etc.

          • Mísseis em estado da arte que o MSS-1.2 terá que competir:
            Javelin (IIR – EUA)
            TOW “wireless” (SACLOS/RF – EUA);
            Spike MR (IIR – Israel);
            Spike LR (IIR/fibra ótica – Israel);
            Spike ER (IIR/fibra ótica – Israel);
            Raybolt (IIR – Coréia do Sul);
            OMTAS (IIR/RF – Turquia);
            Kornet (LBR – Rússia);
            HJ8 (SACLOS/fio – China);
            Milan 3 (SACLOS/fio – Europa);
            MAPATS (LBR – Israel);
            Ingwe (LBR – África do Sul);
            HJ12 (IIR – China);
            MMP (IIR/fibra ótica – Europa);
            Konkurs (SACLOS/fio- Rússia).

          • A importância deste projeto assim como outros como o MAA-1, Man sup etc esta numa possível autonomia nacional neste setor e não necessariamente num mercado externo.

            E essa autonomia, pesquisa e desenvolvimento é de extrema importância para o pais, pois alem de capacitação nesta sensível área ainda agrega conhecimento que pode ter outras aplicações, como a modernização de misseis importados por exemplo.

            Felizmente a necessidade de uma capacitação da industria bélica nacional só vai ser sentida se estivermos envolvidos em alguma escaramuça ou guerra, e essa capacitação não se consegue da noite para o dia.

  2. Em um país submisso mais a interesses estrangeiros do os seus próprios, desenvolvimento não faz parte de sua agenda( bem como de nenhum candidato atual).
    O nacinalismo positivo pro aqui perdeu lugar pra esquerdismo e direitismo e o nosso atraso é consequência. Mais do que óbvia.

    • O que os estrangeiros tem a ver com isso? Nós votamos em bandidos, trocamos nossos votos por caçambas de terra, por populismo barato, mas o problema são os outros?
      513 deputados federais, 81 senadores, presidente e vice, secretários e 1 trilhão de pessoas envolvidas em 30 anos não conseguiram fazer a coisa funcionar nesse setor. Os estádios da copa do mundo, SEM licitação ficaram prontos em pouco tempo.
      Por fim, direitismo? Onde e quando? FHC de direita? kkkkk
      Nem os militares eram de direita…vamos acordar!
      Como o SmokingSnake 🐍 1 de setembro de 2018 at 12:41 disse: o problema é que o próprio governo não compra armas desenvolvidas aqui, assim fica impossível estimular e fazer a coisa crescer, xingam os EUA pelo Osório no rolo da Arábia Saudita – AS, mas esquecem que nem nós compramos o blindado, como se a AS fosse o único operador de blindados no mundo.

  3. Se as forças armadas não comprarem, é quando compram compram 36 unidades,ai não dá.Empresa nenhuma aguenta.Veja os casos do Iglas que é russo mas não fez uma compra de centenas e mais centenas.No caso de um produto nacional tem que por a mão no bolso e comprar talvez 1000 unidades,mesmo que seja 200 por ano para compensar o desenvolvimento do projeto,só depois vender para países sul americanos e africanos,assim você terá uma continuidade em produção e venda.

  4. Qualquer produto nacional com boa tecnologia é sempre bem vindo, agora sobre o MSS será que sempre que for usá-lo terá que por todos aqueles equipamentos; (tripé e etc) e pelo tamanho do artefato deve ter um alcance de mais de 4 km, e parabéns para o EB ótima aquisição.

  5. Devemos sempre apoiar não só o desenvolvimento da nossa indústria de defesa assim como o apoio incondicional dos nossos governantes. Um projeto de sucesso depende fundamentalmente disso. É de suma importância a participação dos políticos, tanto na aprovação de projetos relacionados assim como atuar através de parceiras comerciais em todo o território sul-americano. Não vejo como algo impossível vender estes equipamentos para países como paraguai, Uruguai, Chile, equador etc..

  6. Mestre Bosco,

    O modo de operação lembra o RBS-70, poderia o MSS1.2 caso evolua tentar se aproximar das primeiras versões de um RBS-70….? Lembrando que ele tanto pode ser usado para alvos de superifie ou aereo….ja que a iluminação é laser, parace que dependeria apenas do projetil evoluir para puxar curvas e ter alcance…

    • Carvalho,
      Mesmo do jeito que está ele tem alguma função AA, mas alterando-se a ogiva (por exemplo , instalando uma de alta fragmentação em volta da ogiva HEAT) e instalando uma espoleta de proximidade ele poderia ser usado na função AA com mais propriedade, em que pese ser subsônico.
      Se o forem fazer uma versão AA dedicada, supersônica, deveria ser mais afilado (reduzindo o arrasto) e mais comprido de modo a ter uma maior quantidade de propelente de alta velocidade (queima rápida). O diâmetro de 130 mm é interessante para a versão antitanque (ogiva HEAT) mas seria muito para uma versão “CREWPADS” antiaérea. O que ajuda a reduzir o arrasto.
      Tendo velocidade supersônica pode-se reduzir o tamanho das superfícies de controle, o que igualmente reduz o arrasto sem prejuízo da manobrabilidade.
      Sendo AA a ogiva poderia ser menor (parece que é de 4,5 kg e poderia ser reduzida para 3, 2 ou até 1 kg).
      Mantendo o peso de 15 kg (mais ou menos), reduzindo a ogiva para 1,5 kg de alta fragmentação anelar, instalando uma espoleta de proximidade, reduzindo o diâmetro para 100 ou 90 mm, reduzindo as superfícies de controle, aumentando a quantidade de propelente e substituindo-o por um de queima rápida, o que vai exigir um corpo mais alongado e tem-se um ótimo mísseis sup-ar.
      E aí instala uma mira térmica e um pedestal alto com uma cadeirinha. rrss

  7. O Brasil não leva 30 anos para desenvolver um míssil, o desgoverno traidor e 200% vendido que sabota qualquer iniciativa nacional que se dedique a qualquer coisa boa ao país, esse sim é o responsável por todos os males dessa nação, ou será a culpa do brasileiro que só vota errado e ainda se acha no direito de cobrar alguma coisa?

  8. Apesar de todos os adventos, pelo menos eles conseguiram algo bem positivo. Vamos esperar se haverá compradores e se o ESTADO não vai melar tudo como sempre.

  9. Era melhor o EB ter focado na produção de um AT-4 e um Carl Gustav nacional. Ate pq um míssil AT é desnecessário pra nossa realidade e se surgisse uma ameaça era só comprar uns TOWs rapidinho pelo tio sam.

  10. Para registro: enquanto isso, tirando os 120 Carl Gustav, estamos sem defesa AC. Pelotão de misseis fora os Milan e Erix é so no papel

    • Leo,
      O MAA-1A foi adquirido um lote pela FAB. Até onde eu sei para ser usado pelos Super Tucanos.
      O MAA-1B ao que sei não vingou. Nunca foi adquirido por ninguém. Nem pela FAB.
      O MAR-1 teoricamente foi vendido 100 unidades ao Paquistão. Eu particularmente duvido que essa transação tenha sido efetivada.

      • Tá na hora de alguém investigar e ver o que se deu de todos esse projetos, quanto foi gasto do contribuinte, qual futuro existe pra eles e etc…

        E o super tucano que eu sei por aquele estudo que divulgaram era praticamente inútil colocar um aim-9 genérico nele….

      • Dizia-se a época que o Paquistão também tinha interesse no MAA-1B. Mas é uma realidade que tudo em defesa em muito obscuro aqui no Brasil

  11. resumindo todas as discussões, a culpa de não dar certo as coisas no Brasil é o do próprio brasileiro, que não aceita escutar umas verdades, e precisa arranjar um culpado externo para omitir a verdade.

  12. 30 anos…praticamente a duracao do “regime democratico” do pais. Agradeçam aos “contingenciamentos estrategicos” dos governos socialistas que se seguiram. Para mim, a postergaçao foi crime de lesa-patria.

  13. Mesmo com todo esse atraso, uma grande compra seria muito melhor que não ter praticamente nada anti carro. É eficiente e com alcance razoável. Um lote grande desses mísseis e lançadores já serviria para dissuadir qualquer tropa blindada /mecanizada dos nossos vizinhos.

  14. Bem, eu gostei do vídeo, achei o míssil rápido, solta pouca fumaça, e tem uma precisão considerável. Quanto a demora em deselvolvê-lo, é mais uma patuscada brasileira, sempre li em vários lugares que essas empresas são de fachada, criadas para ganhar verba pública, fingir que fazem alguma coisa, construir umas maquetes e depois de anos, quando todos estão milionários, decretam falência, virou um negócio lucrativo. O que dizer então do programa nuclear???? Bilhões e bilhões gastos (mal) com resultado pífios, só no Brasil. Ainda bem que a Lava-jato pegou esses meliantes, quem sabe daqui pra frente eles vão ter medo de fazer de novo a mesma bandidagem e o Brasil vai criar a cultura de fazer as coisas com honestidade, quem sabe…

  15. Estimados qual é a capacidade de penetração que esse míssil tem em milímetros em uma couraça de carro de combate ?? Este míssil poderia ser aero lançado ?? Poderia ser utilizado contra construções fortificadas ?? Quanto custa cada míssil desse e mais a sua plataforma de lançamento ?? O míssil FOG e esse míssil seriam competidores ou poderiam ser adquiridos em conjunto caso exista essa possibilidade ??

    • CRSOV,
      Como regra uma ogiva HEAT tem capacidade de penetração de 4 a 7 vezes o seu diâmetro. Essas diferenças dizem respeito às características individuais de cada ogiva, como por exemplo a quantidade e qualidade do agente explosivo, a massa do cone deformante (geralmente feito de cobre), ao invólucro de aço e inclusive à distância ideal de espoletagem, daí alguns mísseis terem uma sonda.
      Em vista disso podemos dizer que a penetração do MSS-1.2 é na casa de 450 a 850 mm em aço balístico.
      Não há informações que indicam que esse míssil seja efetivo contra bunkers e estruturas. Sua ogiva tem função principal de penetrar em blindagens. Claro que poderia ser utilizado contra estruturas, veículos sem blindagem sua explosão é capaz de gerar fragmentos que afetam pessoal ao redor.
      Hoje os mais avançados mísseis “anti-tanques” são dotados de ogivas multifuncionais, combinando o conceito HEAT com outros “arranjos” e alguns possuem versões específicas para situações diversas (ogiva termobárica, anti-bunker, etc).
      Vale salientar que o MSS-1.2 não é dotado de ogiva dupla em tandem, o que reduz sua eficácia frente às blindagens reativas.
      Quanto ao FOG-MPM teria sido um excelente míssil e de outro segmento (não concorrente) e formaria uma ótima combinação com o MSS-1.2. Mas creio que o FOG-MPM não foi concluído e temo, nunca o será.

    • CR,
      Quanto a ser aerolançado (por helicóptero) , em tese é possível mas seu alcance reduzido impões muitas restrições.
      O MAS-5.1 (lembrado pelo Foxtrot) seria um míssil antitanque pesado, lançado de helicóptero e deveria ter alcance ampliado (+ de 5 km) e provavelmente seria supersônico com orientação laser (semi-ativo ou LBR).
      Não se fala mais dele e provavelmente o projeto foi para as cucuias.

      • Obrigado Bosco pelos esclarecimentos !! Acredito que você não tenha mencionado o custo de cada míssil e a plataforma lançadora por ser uma informação sigilosa da empresa que fabrica o equipamento !! No mais novamente muito obrigado !!

  16. Antes tarde do que nunca!
    Ao menos não abandonaram o projeto em detrimento de algum produto estrangeiro.
    Que venha a versão aero lançada deste míssil.
    Alguém teria informações desta versão aero lançada denominada M.A.S 5.1 (MÍSSIL AR- SOLO)?

  17. Acredito que para redução de custos e tempo de desenvolvimento, seria interessante uma cooperação entre Avibras, SIATT.
    Assim pegariam a estrutura e foguete do MPM Avibras, somado ao sistema de direção e travamento do MSS, gerando assim uma versão Ar Solo dos dois mísseis.
    Pois os dois sistemas estão prontos e operacionais.
    Esse novo míssil terá que ser “dispare e esqueça” evitando assim que a aeronave lançadora fique um tempo parada no local e seja engajada em um possível contra ataque.
    Outras alterações que deverão ser feitas neste novo míssil serão colocar a cabeça de busca na parte frontal, melhorar as superfícies de atuação do MPM, e um sistema automatizado de navegação e controle.
    Daí seria interessante uma parceria com a Denel Sul Africana, para quem sabe nacionalizar o sistema de busca e controle e cabeça de guerra do míssil Mokapa daquela empresa.

  18. Prezados,
    Há tempos não faço mais comentários aqui!

    Vamos voltar a História um pouco… Lá na década de 80 …. A Indústria Bélica brasileira estava a todo vapor com o desenvolvimento de vários projetos, na época no estado da arte, pela Avibras, Cetex, Engesa, Orbita, AMRJ, Bernardini, etc… Aí o então Pres. Figueiredo passou o bastão para os Demoniocrátas (Esquerdistas travestidos de democrátas), que simplesmente destruíram a Indústria Bélica brasileira por simples rancor as FAAs, o Osório por exemplo terminou como finalista junto com o M1 Abrams, na Arábia Saudita além de estar respaldado pelo projeto de reaparelhamento do EB FT90 (Forças Terrestres 90) , que iria adquiri-lo com tanque principal de combate, provavelmente equipando as nossas brigadas blindadas e o Tamoio (Bernardinni) como tanque médio de combate para equipar nosso regimentos de cavalaria blindada nas Bds Cav Mec.
    Se o plano das esquerdas de tomar e destruir o país “democraticamente” tivesse falhado, não estaríamos tão atrasados tecnologicamente e nossas FAAs não estariam tão sucateadas… Mas quem sabe agora tudo mude!!!

  19. Na verdade o EB e muito menos os Fzo. Navais, de a muito tempo encontram dificuldades em adquirir material bélico atualizado “estado da arte” o único período em que as FFAA do Brasil compraram equipamento nacional em alguma quantidade foi no período em que estava no EB nos anos 1980 (ENGESA: cascavel, urutu, AVIBRÁS: Sistema Astros (inicio das aquisições), IMBEL: fuzil FAL e FAP, BERETTA (depois TAURUS) Submetralhadora e pistola; EMBRAER (aquisições da FAB) Bandeirante,T23, T-25, T-27 (Tucano), fora isso o resto do Material Bélico era importado, salvo algumas munições CBC, poderia descreve-las, mas aí vai ficar comprido demais o papo, alguém falou em arma Anti-carro naquela época era Canhão SR 57mm, Canhão SR anti-carro 106 mm, as sessões de comando tinham alguns lança-rojões da II GG, e na propaganda apareciam alguns misseis AC COBRA filoguiados, mas deveria ter pouca coisa porque nas unidades de infantaria onde estive não havia o COBRA, no artilharia era o que tem hoje exceto os light gun. cavalaria e infantaria Blindada os M 113 e nosso MBT era o M-41, portanto a industria nacional fazia algumas modernizações como a BERNARDINI, NOVATRAÇÃO e outras no que se refere a CC e Blindados (Charrua,Ogum), houve alguns protótipos como o CC Tamoio(Bernardini) ( e o mais famoso CC Osório (Engesa), não vou falar da engenharia e comunicações pois não tenho maiores conhecimentos para detalhar o material que eles empregavam a não ser alguns rádios que nós usávamos no dia a dia na tropa, mas não vou entrar em detalhes. Todo esse papo para dizer que infelizmente no Brasil, tirando as exceções as quais falei já naquela época não tínhamos produto nacional em grande escala no EB, ao que parece contínua assim nos dias de hoje. Acho que os governos de quem depende as FFAA, somente aportaram mais recursos se houver algum conflito de monta, mas aí pode ser tarde demais, porque não basta comprar é preciso conhecer o equipamento, treinar e desenvolver doutrina de emprego e isso vai muito tempo para desenvolver e treinar, Deus salve o Brasil e nossa indústria bélica nacional, infelizmente seremos dependentes de material bélico estrangeiro por muito tempo, ainda.

  20. Alguns comentários:

    Míssil anti carro, não serve somente para a sua função principal, também é muito útil para bater pontos forte e outros alvos, incluindo blindados mais leves que carros de combate. Vejam o Milan nas Malvinas, ou o seu uso hoje na Síria.

    A verdade é que mesmo um míssil antigo guiado manualmente como o AT 3 Sagger, pode ser muito últil no teatro sul americano, apesar de obsoleto se ainda estivesse em produção o velho filoguiado Cobra ele poderia ser útil. Lembrar que o nosso vizinho Peru ainda usa o AT 3 Sagger, o 9M14 Malyutka.

    Os números de armas de anti carro do EB, citados por Mf : “127 Gustav, 18 Milan, 12 Eryx”, são de assustar, por serem muito baixos, principalmente para o Carl Gustav uma arma extremamente útil. Vejam não se trata com frisei de atirar somente em carros de combate. Na verdade, retiraram os velhos canhões sem recuo de 106 mm que tinha lá as suas desvantagens e não colocaram nada no lugar.

    Mais falando da produção de mísseis hoje.

    A SIATT esta levando a cabo dois projetos, os outros aparentemente vão ficar na história, entre eles o MAR 1 uma pena, já li a respeito da venda ao Paquistão, mais o que escreveram não tem nenhuma fonte, então não vou reproduzir, tendo em vista que o seu fim assim como o do Piranha são histórias sigilosas. Mais o que parece é que não existem mais. Uma pena pois o MAR 1 era algo extraordinário, um tipo de arma que mesmo tendo dinheiro nem é fácil de importar.

    E a história do Piranha uma verdadeira odisseia, anunciado como o míssil do caça AMX, depois do Super Tucano, aparentemente acabou morrendo sem ter tido uma vida operacional. Com certeza tinha dificuldades de competir com projetos mais modernos na arena ar-ar, mais pensar que os AMX A 1 viveram o seu tempo na FAB com os trilhos das asas vazios, sem ter acesso a uma arma ar-ar e que o Piranha com um booster poderia ter permitido construir um SAM do tipo Chaparral, coisa que até hoje não temos, pois nossos únicos SAM são MANPADS.

    Tudo isto é triste. E difícil de compreender, pois foram concluídos os com o desenvolvimento dos protótipos e até unidades de pré série.

  21. Esse projeto levou 30 anos desde a sua concepção até os dias de hoje. Imagino que devem ter sido realizados vários aportes financeiros ao longo dessas 3 décadas. Alguém tem alguma noção aproximada do total que isso já custou aos cofres públicos?

  22. Caro MAD DOG.
    Engraçado, se não me engano foi no governo dos republicanos (Comunas disfarçados, denominado PT) que as FAA,s nacionais atingiram e adquiriram seus melhores equipamentos (FX2, PROSUB, HX-BR, IA2, GUARANI, SISFRON, REATIVAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA NACIONAL etc.).
    Agora no governo dos comunas (PMDB, Capitalistas despatriados e entreguistas de plantão), as mesmas FAAs estão sofrendo com venda das empresas de defesa nacionais, sepultamento de programas estratégicos em detrimento de soluções estrangeiras, sucateamento, embargo de verbas, entrega da base de Alcantara etc.
    Brasileiro é mesmo complicado, assim como o senhor Mad Dog, li vários depoimentos tristes criticando as empresas nacionais por diversos motivos, algo que não acontece em países como E.U.A e Rússia (dentre muitos outros), onde suas empresas tem apoio do governo e suas instituições para venda de equipamentos por meios “secretos”, entrega de equipamentos a países em conflitos, venda de tecnologia restrita etc.
    Lógico que esses países não estão errados, pois é assim que as coisas são feitas desde que o mundo é mundo.
    Já perceberam que em países da Africa onde há embargo ou bloqueio marítimo percebe-se grande número de armamentos dos países ditos por mim (além de outros países, dentre eles do Brasil), mas não conseguem entregar alimentos e medicamentos???
    Coincidência ???
    Ou apostamos no que é nosso e incentivamos o que realmente é 100% nosso, ou muito em breve teremos uma péssima surpresa quando a água potável do mundo se exaurir !

  23. Caro José Luiz.
    Li que o MAR-01 está esperando encomendas, sendo assim encontra-se pronto e testado.
    Foi em um relatório do MD, no mesmo relatória encontra-se como terminado e esperando encomendas equipamentos nacionais como OLHAR VDN-X1, ALAC, SMKB, FPG-82, REMAX etc..
    Ou seja, o que falta na verdade é interesse das FAA,s em reverter verbas de aquisições para os equipamentos nacionais.
    Pois no contrato Gripen, está previstos e reservado verbas para aquisição de pacote de armas estrangeiro, mas os únicos equipamentos nacionais inscritos neste pacote são o MAR-01 e A-DARTER.
    Sabia que após gastar uma fortuna nos programas SNC-VANT, DPA-VANT, SISNAV etc, o que gerou o Vant Falcão Avibrás, o mesmo foi abandonado porquê a FAB resolveu cancelar as encomendas iniciais do Falcão em detrimento dos Hermes Israelenses ?
    Por essas e outras que defendo que ao invés de ter investido essa fortuna toda no projeto Gripen, deveríamos ter evoluído a estrutura do AMX (já que sua eletrônica, computadores de bordo e aviônicos já foram evoluídos no programa AMX-M), e adquirir umas 100 unidades ou mais deste avião.
    E como não entraremos em guerra tão cedo, até o avião ficar pronto compraríamos umas 36 unidades de algum caça estrangeiro sem esse papo de T.O.T (Gripen, Rafale, SU-35 etc).
    Assim dotaríamos os novos AMX com um pacote de armas nacional.
    Mas quando há verbas sempre buscam a solução estrangeira, como se o santo de casa nunca fizesse milagres.
    Triste!!!

  24. Se o Exército Brasileiro do mundo real fosse efetivamente equipado como consta nos manuais de campanha, não haveria tanta reclamação.

    Exemplo:

    Consta no manual IP-7-35 (O Batalhão de Infantaria Leve) que cada BIL deveria possuir:

    1 Seção AC com 3 peças do CSR Carl Gustav em cada uma de suas companhias de fuzileiros. Um total de 9 peças por Batalhão.

    1 seção AC com 4 peças (posto de tiro/lançador e guarnição) de míssil anticarro de médio a longo alcance.

    1 Grupo de Autodefesa Antiaérea, com 3 peças (posto de tiro/
    lançador e guarnição) de mísseis antiaéreos.

  25. As pessoas que cultivam amizades com estrangeiros conhecem bem a opinião destes sobre os ambientes virtuais onde nós, brasileiros, nos fazemos presente. Temos a fama de sermos agressivos, mentirosos e pouco civilizados.

    As colunas de comentários dos blogs de defesa brasileiros são tidos como o equivalente a um hospício. É fácil perceber o motivo: o número absurdo de trolls que abrigados no espaço o transformam em rinha.

    Há pessoas que registram em alguns espaços mais de 20 nicknames e chegam a travar diálogos com entre os seus personagens! Ora, ora, se isto não é um sintoma de doença mental, o que será?

    É um fato que acordos de leniência são firmados com rapidez nos EUA, para que não haja prejuízo econômico da corporação que por ventura seja alvo de processo judicial, visto que o entendimento pacífico é que a responsabilidade recai sobre aqueles que tinham poder de decisão na corporação, e não cabe ao poder público prejudicar conscientemente empregados, fornecedores e clientes.

    É um fato que no Brasil demorou-se mais de três anos para realização dos acordos de leniência, em função da resistência do MPF, que arvorou para si uma atribuição da AGU.

    É um fato que em razão da protelação dos acordos de leniência as empresas brasileiras de engenharia pesada investigadas pela Operação Lava-Jato, viram-se incapazes de captar financiamento público e privado, desfazendo-se no processo dos seus ativos.

    É um fato que as empresas da Base Industrial de Defesa são empresas médias, ou pequenas, com exceção da Embraer, que sofrem para se manter ativas, dado que os produtos bélicos exigem período longos de pesquisa e desenvolvimento, alto custo para início de produção em escala, sendo que o cliente principal que são as nossas FFAA adquirem lotes pequenos com grande intervalo de tempo entre as aquisições.

    Portanto, a estratégia de agregar grandes empresas de engenharia à nossa Base Industrial de Defesa foi um passo lógico, dado que as exigências de capital para este tipo de indústria são bastante rigorosas. A outra opção seria transformá-las em empresas estatais.

    E o que se viu foi uma total desconsideração para as iniciativas da AGU em firmar acordos de leniência com as empresas investigadas, sendo que esta prerrogativa foi absurdamente encampada pelo MPF. O absurdo está no fato do MPF passar a decidir por algo que não é da sua competência, sendo parte, inclusive.

    Pois bem…
    Você se expõe, pois não sou um troll, sou uma pessoa que aqui está presente de maneira reconhecível, e informa as pessoas com fatos verificáveis em fontes várias, abertas a qualquer pesquisa básica em navegadores de internet…

    E o que se tem em troca?
    Os termos mais tolos possíveis, pautados por ódios ideológicos…
    Enquanto isso a Elbit, a Thales e a Boeing levam o que há de melhor da nossa BID…

    Parabéns.

    PS: eu conheço muita gente nesta seara, militares, engenheiros, pilotos e jornalistas, que simplesmente fogem dos comentários de blogs por não terem paciência para lidar com os trolls que infestam estes espaços. Pois um ignorante, ou um fã-boy ocasional é tolerável, mas aguentar seres que inventam 20 nicks para deram vazão as próprias frustrações, convenhamos, é para quem tem saco de titânio.

  26. Amigos, mesmo triste por ver o quanto demorou o desenvolvimento do projeto, repito o que vi em alguns comentários aqui: antes tarde do que nunca. Trata-se de um produto nacional e em seu desenvolvimento muitas pessoas puderam exercer seus conhecimentos e aprender mais. Com sua produção não será diferente. Lamento que no Brasil as coisas sejam assim, mas alivia um pouco saber que o projeto, apesar de tudo, não morreu.

  27. Caro, Foxtrot.

    O senhor disse: “Engraçado, se não me engano foi no governo dos republicanos (Comunas disfarçados, denominado PT) que as FAAs nacionais atingiram e adquiriram seus melhores equipamentos (FX2, PROSUB, HX-BR, IA2, GUARANI, SISFRON, REATIVAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA NACIONAL etc.).

    Vamos lá:

    – FX 2: Cancelou-se o programa FX1, praticamente já definido a escolha dos novos caças e começou-se tudo do zero acarretando mais de 20 anos de atraso para nova escolha, o que nos deixou sem asas de caça para DA, até a entrada em serviços do Gripen NG (o mesmo escolhido pela FAB no FX1), o progrma FX2 já aparece investigado sobre propinas na escolha dos mesmos. Na década de 80 durante o desenvolvimento do AMX em conjunto com a Itália, já se pensava na substituição de nossos caças, na época já estudava-se o programa FX com o desenvolvimento em conjunto com outra nação, exemplo do Northop F-20, programa esse arquivado.
    Link: https://www.aereo.jor.br/destaques/vida-e-morte-do-programa-f-x/

    – PROSUB: Uma piada que abandonou toda nosso aprendizado em desenvolver nosso Sub nacional, após aquisição, construção e domínio da tecnologia da classe IKL alemã, 04 Tupis e 01 Tikuna, submarinos construído no AMRJ e consagrados e testados em todo mundo, para então começar novamente do zero na aquisição do falido projeto Scorpene francês!!! Foi como trocar IBM para MAC, Android por IOS, tudo perdido não se comunicam!!! Mais uma vez começamos do zero para alguém ” comuna republicano ganhar dindin! Ah sem falar do estaleiro e base de subs que está lá!!! O programa nuclear comprometido por escândalos de corrupção!!
    Atenção a NOTA DO BLOG: https://www.naval.com.br/blog/2009/07/15/a-escolha-do-scorpene-a-opiniao-de-um-profissional/ ;

    – HX-BR: Cada Caracal “fabricado”, ou seja, montado aqui no Brasil pela Helibrás (Montadora subsidiária de Helicópteros da antiga Aerospatiale Francesa), saiu US$ 60 milhões, carinosamente apelidado de “Kombi Voadora”, já cada Chinook saiu por US$ 22,5 milhões, para os EUA.
    Isso pelo segundo maior helicóptero do mundo, que é usado por 16 nações e que já viu pelo menos quatro guerras, transporta 12 toneladas de carga, ou um pelotão de infantaria inteiro, inteiramente armado e equipado…
    https://www.forte.jor.br/2013/06/12/exercito-dos-eua-encomenda-177-helicopteros-chinook-a-boeing/

    – GUARANI: Projeto substituto do projeto Urutu II (CETEX se não me engano), que visava a substituição futura dos atuais Urutus, foi cancelado simplesmente porque a ENGESA não existe mais e não haveria o porque manter o nome Urutu II no projeto, tendo-se que buscar um projeto externo da IVECO, adaptando para nossa realidade e montando aqui no Brasil, pois não existe mais uma industria genuinamente brasileira para o seu desenvolvimento e produção! Sou muito fã do VBTP SR Guarani!

    – IA 2: Desde há década de 80, Imbel, CBC, Tauros, Rossi, já desenvolviam protótipos junto com o CETEX, para futura substituição e nacionalização dos FALs e FAPs, Berettas, metralhadoras e sub-metralhadoras, bem como outras armas leves de uso individual e coletivo, assim como o CETEX desenvolveu e está substituindo toda uma linha de morteiros 120, 81 e 60mm, e os lança rojões descartáveis ALAC.

    – SISFRON: Na década de 80 já havia projeto para fiscalizar e monitorar toda nossa fronteira e região Amazônica por uma Rede de Fibra óptica exclusiva das FAAs, extremamente barata, tecnologia de nosso domínio e praticamente blindada à interferência e ECM… Mais um projeto engavetado e posteriormente ressuscitado!

    – REATIVAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE DEFESA NACIONAL: Sinceramente, o que vemos hoje são pouquíssimas industrias genuinamente nacional como Avibras, Imbel, CBC, etc, mas sim várias subsídiárias de estrangeiras, montando equipamentos adaptados para nós aqui no Brasil: PROSUB, Helibrás, Elbit, entre outras… Cabe lembrar que muita coisa boa foi e está sendo desenvolvida a trancos e barrancos pelo esforço dos centros de tecnologia (CETEX, CTA, ITA, AMRJ, etc) das nossas FAAs, exemplo: radares Saber 60 e 200, morteiros e o próprio míssil em epígrafe na matéria.

    A corja dos governos republicanos (Comunas disfarçados, denominado PT) que o senhor cita e eu completo com PMDB, PSDB, PC do B e todos outros que têm em seus quadros ex guerrilheiros travestidos de heróis revolucionários anti pseuda ditadura (Estado de exceção), nunca se preocuparam com a SEGURANÇA NACIONAL, nossa industria bélica e desenvolvimento tecnológico, somente com os seus bolsos e realmente viram uma excelente oportunidade nesse segmento para ROUBAR e ROUBAR, ainda mais o nosso País. Os fatos estão aí …. um ex presidente presidiário, outro impichatdo, e a maioria dos nossos congressistas desesperados para se reelegerem e não entrar na fila da cadeia!

    … Afinal, a ocasião faz o ladrão, e a ocasião era de reaparelhamento das nossas FAAs… Mas se esqueceram que também a ocasião mostra o ladrão!

    Sempre fui e serei defensor de uma Indústria Bélica Nacional independente e forte, atuante em busca e desenvolvimento constante de tecnologias que ainda não temos, que infelizmente são muitas! Ninguém via investir grana, se matar, etc, para dar de mão beijada para os outros… Funciona assim desde que o mundo é mundo, quando conquistávamos tribos e campos, não saíamos distribuindo essas conquistas para outros povos!!! Em questão de tecnologia militar ou não, é a mesma coisa, a demais, apenas devaneios.

    Ou investimos de verdade em pesquisa em nossas Universidades e Indústria Bélica ou brincamos de investir e compramos projetos que claro não são mais no estado da arte, mas sim no máximo um geração atrás. E ficaremos assim, sem tecnologia até para produzir um simples celular com componentes 100% nacionais, afinal toda tecnologia é oriunda de pesquisas de projetos militares e depois liberados e adaptados para o mundo civil!
    Sucesso a todos!

  28. Existe um post do Poder Aéreo de 2008 que anuncia o Mi-35 como o helicóptero de ataque da FAB…

    O link é este: https://www.aereo.jor.br/2008/09/01/mi-35-ja-e-da-fab/

    Pois… Há por lá inúmeras pérolas…

    Tais como as verdades postadas por uma pessoa que não é reconhecível, falo do comentarista Mad Dog… Diz as besteiras que brotam sa sua mente como verdades inarredáveis.
    Que pena…

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