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Veículos blindados Foxhound do Reino Unido estão quebrando no Afeganistão por causa do calor

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Foxhound no Afeganistão
Foxhound no Afeganistão

Os veículos blindados Foxhound, do Exército Britânico, no Afeganistão, estão quebrando uma vez por semana por causa do superaquecimento, informou o jornal britânico Times.

O risco para os soldados aumenta se eles tiverem que sair do carro, informou o jornal, citando o major Andy Brown, do Royal Electrical and Mechanical Engineers.

“É por isso que usamos equipamentos de proteção individual. Não é uma aposta, é um risco calculado. Como qualquer peça do kit, é preciso se precaver”, disse o oficial.

Segundo Brown, os problemas com os carros não afetaram as operações. No entanto, outra fonte, um sargento de infantaria, disse ao jornal que as tropas tiveram “alguns problemas com eles”.

Engenheiros do Exército foram capazes de resolver alguns dos problemas. Os carros são deixados na sombra quando fora de uso para mantê-los frios.

O brigadeiro Simon Humphrey, comandante das forças britânicas no Afeganistão, classificou os veículos como confiáveis ​​e ressaltou que nunca teve problemas com eles.

Um porta-voz do Exército apontou que os carros “salvaram vidas”, mas não deu detalhes sobre a frequência com que eles quebraram quando estavam em uma missão.

As tropas do Reino Unido no Afeganistão contribuem para uma missão internacional anti-terrorista. O Afeganistão tem sido atormentado por instabilidade e ameaças à segurança há anos.

64 COMMENTS

  1. “Os carros são deixados na sombra quando fora de uso para mantê-los frios.”
    Isso só pode ser brincadeira…matéria paga pelo Talibã.

  2. Já o logus 92 do meu pai já é o contrário, só pega no calor, tem que deixar ele no sol e olha que ele é a gasolina.

    Duvido muito que um carro militar quebre de ficar no calor, se estão quebrando deve ser a má qualidade de algum material especifico

    • cbamaral

      Como assim duvida que um equipamento militar quebre por causa do calor??? Superaquecimento é um problema comum no meio militar e fora dele, até mesmo equipamentos de comunicação feitos exclusivamente para uso em guerras (computadores portáteis, rádios, câmeras, tablets e etc.) sofrem com o superaquecimento. No caso dos veículos a solução é sempre um sistema de refrigeração mais eficiente, não tem outro jeito, a não ser que você esteja disposto a reduzir a potência geral do veículo para diminuir o stress sobre as peças que estão superaquecendo.

      • Além disso, tem que ver também qual é a temperatura da sua cidade (ou do seu pai) e comparar com a temperatura que esses carros militares estão enfrentando naquelas zonas, e sem contar o tipo de terreno e a velocidade que estão exigindo do veículo.

        • ODST 4 de setembro de 2018 at 19:13

          Só uma errata, é logus 94 rsrsrs isso que da ser juvenil quando se trata de carros antigos, de qualquer forma o carro é mais velho que eu ! A região aqui de Rio preto-sp só tem dois climas: Calor infernal (acima de 38°C) e frio congelante (abaixo de 12°C)

          ODST

          Computadores portáteis, rádios, câmeras e tablets, esses eu entendo perfeitamente, existem inúmeros materiais de hardware que são sensíveis ao sobreaquecimento, agora veículos militares devem por obrigação serem mais robustos, até porque já é uma tecnologia antiga, desde o fusca já existem veículos rodando no deserto.

          Se a refrigeração a Ar não é suficiente bota refrigeração líquida pra ajudar, se nem assim está conseguindo dar conta pode se tratar de um erro de projeto, ou alguma peça especifica está derretendo com o calor, se for um caso de erro de projeto joga fora e faz outro melhor, pelo menos não deixa a tripulação na mão.

          • No caso ele tem refrigeração “líquida”.
            Agora, tem que entender que o um dia normal lá chega a 45°C. Sistema de ar-condicionado no país são projetados para operar em dias agradáveis de 50°C.
            O veículo está em condições adversas de operação…
            Acho que deveria quebrar por isso? Não, más não é tão absurdo quanto você acha que é…

    • Curioso, pois na liberação do Kuwait, durante a Guerra do Golfo, aparentemente os M1A1 Abrams não pareciam “muito frágeis para o ambiente”:

      https://en.wikipedia.org/wiki/File:3_AD_Iraq.jpg

      Veja que interessante: estes Abrams foram usados contra os próprios iraquianos! Se os iraquianos reclamaram, isso se deve à incompetência dos próprios em operar equipamentos militares, e não aos equipamentos em si.

      Quanto aos Foxhound: é inadmissível que um veículo vendido ao exército britânico, o qual sabidamente o usaria no Afeganistão, sofra com problemas devido às altas temperaturas. Que os comandantes exijam do fabricante uma solução, pois quem sofrerá com isso são as tropas britânicas que ainda operam na região e que, para mim, já deveriam ter voltado para o Reino Unido há tempos.

      • Porque foi uma campanha relativamente rápida. Os problemas aparecem com o tempo. Lembro que a compra dos T90s pelo Iraque foi noticiada aqui mesmo.

      • Na realidade tem um pouco de tudo : falta de sorte , competência e manutenção adequada. E hoje temos outra foto que prevalece :
        https://ic.pics.livejournal.com/bmpd/38024980/5197939/5197939_original.jpg
        80 dos 140 estão ai. Sucateados..Os relatos dos M1 operando pelos americanos na guerra contra Iraque (perdendo lagartas e com problemas de filtros do ar) também podem ser lembrados.Coisa natural para ambiente de deserto (tudo tem seu limite , né)..
        Um grande abraço!

        • Sem dúvidas ScudB. Não considero os M1A1 Abrams perfeitos ou algo do gênero, mas tive que ressaltar que o Antonio chamá-los de “frágeis” e deixar a entender que os equipamentos russos não passam por dificuldades no deserto é forçar bastante a barra.

          Um ambiente de deserto é extremamente desgastante para qualquer meio que lá opere, seja pelas variações extremas de temperatura, seja pela baixa umidade, seja pelo fato da areia do deserto resultar num inferno para as equipes de manutenção dos veículos. No entanto, os M1A1 Abrams, quando adequadamente operados e com manutenção em dia, são plenamente capazes de combater no deserto, como a própria história já mostrou.

          Acredito que, nesse caso, não se trata de uma questão de “se” o veículo irá apresentar defeitos no deserto, mas sim “quando” e com qual frequência. Porém, a temperatura deveria ser a primeira preocupação de engenharia num projeto de um veículo que irá para o deserto, e, quanto à matéria, o Foxhound quebrar só por esse fator é simplesmente patético.

          Um grande abraço!

          • A reportagem que eu acessei tinha relato de um oficial iraquiano recebendo os T-90s e comentando que os tanques americanos não aguentavam as condições da batalha.

          • A turbina a gás não é adequada para o ambiente de deserto. É mais que natural que um tanque com motor convencional seja mais robusto nessas condições, ainda mais os russos, que são tão conhecidos pela robustez.

          • Meu caro Hélio, os M1 operam muito bem no deserto conforme vimos na operação tempestade de deserto, e ainda por cima destruindo os T-72

      • “HMS TIRELESS 4 de setembro de 2018 at 22:21
        Meu caro Hélio, os M1 operam muito bem no deserto conforme vimos na operação tempestade de deserto, e ainda por cima destruindo os T-72”

        Operam muito bem com a gigantesca rede de suporte em campo dos EUA, assim até meu alfa romeo teria uma boa manutenção. A questão é que ele demanda muito mais trabalho de manutenção que um tanque de motor convencional, não é todo mundo que tem recursos para operar o M1 da maneira que ele exige. O fato de destruir esse ou aquele tanque não vem ao caso, até porque, se os EUA operassem o t72 e o Iraqui o M1, o resultado seria o mesmo, pela diferença entre recursos materiais e tecnológicos entre os exércitos.

    • Frágeis ou sofisticados? Como reza a lenda, os tanques russos são mais brutos enquanto todos os outros ocidentais são mais “tecnológicos”, sabe como é que é, quando não se tem quantidade deve se apelar para a qualidade.

      • E foi exatamente assim que a União Soviética esmagou a então invencível Wermacht.
        É só seguir a receita.
        Armas que funcionam bem em vídeo-games tendem a não decidir as guerras.

  3. Esse veículo, apesar do superaquecimento, tem uma boa proteção contra IEDs. Poderia ser adotado pelas unidades motorizadas do EB, pois é algo próximo do IMV.

  4. Deus nos livre disto, já chegam as gazelas encantadas da Iveco que alguns iluminados de verde querem empurrar de qualquer jeito.
    Continuem, quero ver estas porcarias no TO amazônico com 45 graus no lombo., umidade de 90% cruzando sanga com agua no beiço do motorista.
    Tomara chegarem logo os caminhões de recuperação Oshkosh que o EB adquiriu, vão ter trabalho de sobra rebocando “candangos italianos”.

  5. Imagina manutenir as frescurites desses equipamentos ocidentais modernos em campo? Enquanto isso os T-72 operaram no cerco de DeirEzzor por 3 anos! E ainda perseguiram os barbudinhos depois que o cerco caiu kkkk A manutenção era feita em campo por gambiarreiros analfabetos. Pra trocar uma embreagem do Abrams deve ser um PhD em engenharia mecânica com MBA no MIT e estágio de 5 anos na NASA kkkk

    • Engraçado meu caro Relojoeiro mas o M1A1/2 sempre foi muito bom destruir T-72. E nem vou falar do matador natural de tanques russos, o Merkava…

    • A unica diferença é que o Abrams sempre levou vantagem no campo de batalha contra o T-72. Pergunta para o Saddan… ops… Esse não dá para perguntar.

  6. sub-urbano 4 de setembro de 2018 at 20:02

    Imagina manutenir as frescurites desses equipamentos ocidentais modernos em campo? Enquanto isso os T-72 operaram no cerco de DeirEzzor por 3 anos! E ainda perseguiram os barbudinhos depois que o cerco caiu kkkk A manutenção era feita em campo por gambiarreiros analfabetos. Pra trocar uma embreagem do Abrams deve ser um PhD em engenharia mecânica com MBA no MIT e estágio de 5 anos na NASA kkkk
    Sub urbano, o Abramns não tem embreagem, tem um conversor de toque múltiplos estágios e uma transmissão automática power shift, acoplada a turbina.

  7. Juarez, te fiz esse pergunta em outro tópico. Aproveito que o M1A1 surgiu nas conversas para refazer a pergunta.
    Se possível, quero saber sua atual opinião sobre adotarmos o M1A1 via FMS?

    Um grande abraço!

    • T-72 Killer!
      Mas duvido que viriam sem o downgrade tradicional e assim, seriam como os Abrams iraquianos: Mesma blindagem de um T-72, mas com um propulsor que requer 2x mais manutenção. Alguem sabe o peso dos Abrams iraquianos?

    • Há alguns anos atrás os EUA ofereceram ao Brasil o M1 de primeira produção ainda equipado com o canhão L7 de 105mm e oficiais do EB chegaram a analisar os CCs. Contudo, e mais sensatamente a meu ver, a força optou por comprar os Leo1A5, que a gente há de convir são bem mais adequados às nossas necessidades. Pessoalmente apenas penso que esses veículos deveriam ser modernizados em seus optrônicos (A Elbit, responsável pela eletrônica do Merkava, poderia fazê-lo aqui através da AEL) e também receber reforço de blindagem.

  8. O Iveco lince LMV foi uma ótima compra, veículo operado por vários países, desde países frios (Rússia e Noruega) até deserto (catar, Tunísia), é um veículo moderno, tem boa proteção, preço e feito por uma empresa já instalada no Brasil e parceria.
    Quanto as críticas ao abrams eu acho bobagem, é um excelente blindado, com diferenciais que poucos possuem, operado por países frios e por países quentes sem muitos problemas, se eu não me engano o Egito operou mais de 1000 desses blindados. Mas vale estragar uma “pecinha” do que virar destroços de canhão de 120mm.

    • Amigo Ivan BC!
      O Egito montava(!) seus M1A1 e foram enviados 1105 kits CKD (uns 70 eram SKD ainda) para tal processo.Mas..Hoje o Egito esta se preparando para montagem dos T90S/SK que vai começar em 2019 com ritmo “previsto” de 50 blindados por ano.Por ai..
      Um grande abraço!

      • ScudB, e o que isso tem a ver com o meu comentário? Se agora vão ter T-90 também isso não invalidade o fato deles e vários outros árabes operaram o abrams.

        • Senhores, a questão do M1A1 Abrams que eu levanto é:
          Diante de estarmos nos aproximando do fim da vida útil dos nossos Leopards 1A5.
          Da necessária evolução do calibre, passando do 105mm para o 120mm.
          O que não vai dar tempo de projetar e fábricar um substituto para o nosso principal meio blindado e uma nova família de blindados derivados do veículo substituto.
          E também não dispomos de recursos financeiros pra isso no momento.
          Precisamos achar uma saída, um tampão para ser utilizado nos próximos15 anos, para podermos ganhar tempo. E quando a saúde financeira estiver em condições, implementar um novo carro de combate e sua família blindada.
          Vejo como opções:

          1° A modernização dos vetustos Leopards hora em uso.
          2° A compra de novos lotes do Leopard 1A5 dos estoques de algum exército europeu.
          3° A aquisição de Leopards 2 da versão A4 ou A5 E talvez modernizalos.
          4°Ou através do FMS adquirir os M1A1 a preço de banana.

          A opçãoo do M1A1 Abrams deve ser levado em conta que: É um veículo de manutenção e operação dispendiosa, mas que seria adquirido junto a uma grande quantidade de peças de reposição a um preço envolto num simbólico custu com translado. Que para operar em nosso TO não seria necessário uma modernização de grande envergadura.

          Sera quer no momento o Abrams não é uma opção viável?

          Um grande abraço a todos!

          • Silvio
            Boa noite
            Os Leo 2 A4 precisam de muita modernização para ser nosso MBT substituto. Sem a modernização, é 4 x o Leo 1 A5 modernizado nosso.
            Acredito q teríamos q partir pra um mais moderno.
            Mas é o $????
            Aí, acaba caindo em oportunidade boa, q o FMS pode ajudar.
            Não creio q há mais Leo1 por aí.
            Fato é q 2 Bda Bld da pra manter uma DE na guerra, mas um CEx fica bem prejudicado. Doutrinariamente, já serão identificadas questoes importantes.
            Pelo menos, em termos de dissuasão já é bom.
            Sds

          • Sinceramente vejo crescer as chances de vermos o Abrams M1A1 por estas bandas.Colocaria o EB em ainda maior vantagem no nosso TO.

          • Caro Agnelo, o senhor um oficial que cursou a pouco a ECEME. É um oficial da ativa, e com isso tem contato direto com as constantes atualizações que a Força passa. E muitas das seus colocações neste espaço eu acompanho com respeito e admiração.
            Não sei como anda atualmente a doutrina de preparo e emprego da força. Na época do FT 90 que tem origem no final da década de 80 e da doutrina Delta, de concepção doutrinária dos anos 90 e vigente até pouco tempo, o EB se preparava pra combater em duas frentes ao mesmo tempo, através de um Corpo de Exército formado por duas DE, cada uma atuando em uma frentes diferentes.
            Com a atual doutrina de Operações no Amplo Aspecto, esse pensamento doutrinario do EME e demais membros do QEMA mudou ou contínua?
            Um respeitoso abraço VO!

          • Prezado
            Obrigado pelas palavras.
            Gosto de participar com quem realmente se interessa.
            Eu e Juarez, por exemplo, não concordamos em várias coisas, mas sempre sadiamente.
            O q posso lhe dizer é que as mudanças na conjuntura mundial, de lá pra cá, percebeu cenários futuros diferentes, por motivos óbvios, como o fim da Guerra Fria, passagem pela hegemonia americana e o novo caminho à multipolarização, se posso dizer assim.
            Perceba q o EB tem diminuído a proporção de recrutas e aumentado o Efetivo Profissional, unidades mudaram de local, as RM/DE mudaram bastante etc.
            Nas Bda, q seriam completadas por mobilização, busca-se o máximo de completamento (prejudicado pela crise)
            Esse Amplo Espectro exige uma forma de trabalho menos “quadrada” e mais flexível do q antes.
            As Forças tem de ser mais Conjuntas do q nunca, algo q nem os EUA conseguiu com perfeição na 2ª Guerra do Iraque, mas estava bem alinhado neste sentido.
            Nós tínhamos: a 1ª, 2ª, 3ª e 6ª DE, e a 4ª, 5ª 7ª e 9ª RM/DE.
            Ou seja, se esperava 8 “cabeças” de DE em caso de Guerra.
            Tínhamos 3 Bda Inf Bld e 1 Cav Bld.
            Hj temos 4 DE, talvez mais 1 voltando, e 2 Bda Bld.
            Importante mudança foi o “crescimento” do 1º BFEsp para Cmdo Op Esp.
            Tudo no sentido de gerar capacidades, já q as ameças são muito difusas.
            Mas não abrimos mão de fundamentos doutrinários importantíssimos, q hj o exército americano vê q abriu mão e está correndo atrás novamente, como a centralização da Art em Art Div, por exemplo.
            O Serviço Militar Obrigatório vai mudar “a cara” cada vez mais. Muitos países se arrependeram amargamente de tê-lo extinto. Aqui no ForTe vemos muito comentando sobre isso, como se todo o EB fosse de recrutas, ignorando o Efetivo Profissional, q tem seu lado bom da forma q é e seu lado ruim, assim como se fosse concurso.
            Resumindo, o q posso dizer, é q a “postura” não é mais a mesma, há busca diferente de alianças, há dissuasão diferente, e há uma visão de preparo conjunto. Uma Força pode “cobrir” necessidades das outras e a participação de meios mobilizáveis no planejamento cresceu bastante de forma diferente.
            Um outro exemplo, é o pensamento de que toda a logística seria mobilizada e pintada de verde, trabalhada por reservistas. Hj, já se entende a mudança feita pelos EUA depois da Tempestade do Deserto, com a contratação de recursos e meios, por exemplo.
            Então mudou muito.
            É o q posso dizer-lhe.
            Sds

        • Economia.E politica , amigo Ivan BC!
          Os M1A1 montados no Egito ficaram mais caros que ja prontos adquiridos dos americanos! E enquanto a garantia permite – estão rodando.Mas algumas centenas ja esta no pátio para reforma e manutenção precoce. Quem paga a conta dos egípcios são sauditas.E se eles preferem pagar pelos mais 400 unidades de T-90 – deve ser a política e economia que mandam fazer isso.E bem provável que vão ser operados junto – M1 e T-90. Bom , que vai ser um horror de logística – essa ja é outra historia. E “hipotética” fragilidade tem pouca coisa a ver deste ponto de visão.
          Um grande abraço!

          • Amigo Scud, os egípcios retiveram uma grande quantidade de MBTs russos das séries T-54/55/62. Alguns foram modernizados nos anos 80 mas já são veículos com mais de 40 anos, na verdade quase 50, portanto já a demandar substituição. É aí que entram os T-90.

          • Exato!
            Bem lembrado.Mas ao contrario de 55/62 comprados(!) – os T-90 vão ser montados.Igualmente como aqueles 1100 M1. E mesmo custando mais que os “originais” o processo esta indo.
            Ou seja : politica e economia..

  9. Problema Inglês crônico. A industria automobilística acabou porque a qualidade era pessima e os problemas de projeto recorrentes, incluindo Jaguar, Rover, TVR, Austin, MG… Hoje só tem inglesa a McLaren e algumas fabricas menores.

  10. Aquisição fora dos padrões estabelecidos, privilegiando empresa A ou B em detrimento da qualidade do produto! Lava Jato lá na terra da Rainha! Tem algo de podre no reino da Dinamarca (ops Inglaterra). Sobre os equipa russos, eles são famosos por sua robustez e baixa tecnologia embarcada. Acredito que em determinados cenários, às vezes é melhor ter veículos mais rústicos do que cheio de frescuras que não garantem a operacionalidade ideal.

  11. Senhores, O exército de britânico está constantemente em operações em áreas “quentes” e é nesse tipo de TO que todas as verdades aparecem. Para se manter um equipamento operativo em um TO inóspito deve se contar com panes inesperadas e possíveis falhas dos equipamentos em uso, exigindo uma maior atenção e preparo das tropas logísticas e dos próprios fabricantes. Daí surgirem a as versões melhoradas de inúmeros equipamentos militares “provados em combate”
    No caso do Foxhound não é diferente, apenas estão apresentando problemas em alguns sistemas por conta do atrito operacional. Aí é quando a verdade aparece e posteriormente uma versão melhorada vem a tona. Esse é o grande caminho que a maioria dos equipamentos militares percorrem para poder evoluírem e se tornarem verdadeiramente eficientes e operacionais.
    Fico imaginando um dia, se operarmos o Guarani em um TO “quente” e começarem a aparecer os inevitáveis problemas operacionais, o tipo de comentários que irão aparecer.
    Só se chega a uma evolução de um equipamento, utilizando o mesmo. Aprende o fabricante e aprende a tropa.
    Quero deixar claro que na minha opinião, acho o Guarani um excelente equipamento. Mas assim como nós, só conseguirmos ver as reais necessidades operacionais das tropas e as deficiências dos EE11 Urutu através do emprego operativo em um TO como o Haiti, que não é um “área tão quente” só vamos ter uma verdadeira noção e evolução dos nossos equipamentos quando os mesmos forem empregados em áreas quentes.

    Um grande abraço a todos!

    • Olha, eu penso o mesmo. Mas o Guarani ainda não é “combat proven”. Teríamos muito a aprender em uma operação em uma região quente…
      Mas aí é que pega: Não acredito que temos capacidades de operar em uma região dessas. Temos diversas deficiências e outras “necessidades” para sanar.
      .
      Um caso de estudo extremamente interessante, são as operações que os franceses desempenharam na África.
      Um exemplo: o VBCI hoje, é “combat proven” e vem se mostrando um excepcional blindado.
      https://www.youtube.com/watch?v=GOkvfwZ2_Kc
      .
      Perceba o que foi elencado, ao final da apresentação:
      Mobility: Será que o Guarani atende esse requisito, em uma operação real?
      Survivability: Não é comparável ao VBCI. O Guarani é apenas um bom VBTP, é preciso ter isso em mente. Mas, será que ele tem capacidade de sobreviver em um combate como o que os franceses encararam?
      Reliability: Só o emprego real para dizer…
      Main Weapon: Falta poder de fogo as versões básicas da família. Mas é um VBTP, então é relativo discutir isso…
      O importantíssimo 8×8 está no telhado. Fala-se da versão porta morteiro, mas de concreto, só demoras e mais demoras.
      Fire Control System: Não tem muito o que se falar… Mas seria o campo de provas para as poucas REMAX que se tem.
      BMS: Eu acredito que, esse seria o ponto em que existiria a maior evolução no tocante a um emprego real. Imagine o quanto seria amadurecido em termos de Comando e Controle. Imagine o amadurecimento que o Gerenciador do Campo de Batalha do EB sofreria.
      Você deve conhecer… Mas pra quem quiser ler: http://www.cibld.eb.mil.br/index.php/periodicos/escotilha-do-comandante/437-o-sistema-c%C2%B2-da-viatura-blindada-de-transporte-de-pessoal-mr-6×6-guarani
      .
      Já pensou se um dia alcançamos o patamar dos praticamente 2 mil blindados da família Guarani que pretendiam construir, sem sequer ter colocado um deles em operação em um teatro quente???
      .
      Sobre o 4×4 da matéria… É outro caso interessante para análise. É um blindado caro, que nasceu para e chegou tarde para corrigir um erro tremendo, que custou a vida de 37 combatentes naquela região, pois estavam empregando os Snatch Land Rover lá, naquele lugar que nem é complicado…
      .
      Me faz lembrar de um certo país, que de 4×4, só tem um tal de Marruá e que não tem um 4×4 blindado que preste.

      • Baldini,
        O modelo francês deve ser observado com atenção. Nele poderemos tirar ricos ensinamentos.
        Com relação a C2, temos alguma experiência, graças em grande parte as ações no país caribenho. Mas concordo que precisamos amadurecer. O campo de batalha está em grande evolução, e gerencialo é um grande desafio.
        Sempre falo aqui, que simulador é importante e é imprescindível em um exército moderno.
        Mas as experiências no campo de batalha, sejam elas de baixa, média o de alta intencidade. Não podem deixar de fazer parte por muito tempo da vivência de uma tropa, precisa ela, e seus equipamentos ter essa vivência para serem conciderados ECD.
        Com relação ao Guarani, nós chegamos a um consenso. Acho muito difícil de nós, aquilatarmos a capacidade de sobrevivência e mobilidade do blindado, tendo em vista o mesmo não ter “derramado sangue”

        Quando se cogitou o envio de um batalhão para RDC o choro foi grande.
        Perdemos uma grande oportunidade de adquirirmos conhecimentos e evoluirmos.
        Em grande parte a culpa dessa perda, foi a limitada visão dos nossos políticos.
        Sei que ainda temos muitos jovens com espírito aventureiro e com motivação pra combate dentro da força. Mas um dos problemas é que parte da tropa só quer ir pra uma área quente, depois de cursar a ECEME. Junto com a crise financeira, alguns setores usaram como justificativa que as tropas estão engajadas em operações no combate a crime organizado no Rio de Janeiro.
        Se considerarmos que um batalhão está sendo empregado, enquanto outro treina para subistituilo e outro começa a preparação. Os três batalhão não iriam fazer “falta” nas operações de GLO. E o ganho operacional pra força seria imensurável.

        Um abraço Verde Oliva a todos!

  12. Silvio RC 4 de setembro de 2018 at 22:27
    Juarez, te fiz esse pergunta em outro tópico. Aproveito que o M1A1 surgiu nas conversas para refazer a pergunta.
    Se possível, quero saber sua atual opinião sobre adotarmos o M1A1 via FMS?

    Um grande abraço!

    Silvio, bom dia. Me perdoe, eu não via sua pergunta no outro tópico.
    No meu ponto de vista, e vou fazer uma analisr da ótica da logística e não do emprego, acho sim viável a adoção do M1A1 pelo RB, porque:
    Porque hoje os nossos Léo 2A5 entraram na curva do “homem morto”, pois o gargalos dos itens de manutenção de maior desgaste quase já não se encontra no mercado, o motor e a transferência estão fora de linha a duas décadas.
    Desde itens soles com um induzido de um alternador, um Bendix de motor de partida a itens cativos de motor como componentes do sistema de injeção que vão jogar a disponibilidade lá no limbo. Substituí-lo por Leo 2 A4 por exemplo vai custar uns 3 milhões de euros por unidade , mais o custo de atualizar as celulas, mais o custo de montar uma logística de manutenção, mais linha de suprimentos e mais o custo de formação de doutrina de emprego, e ainda, teriam que garimpar células de diversos lotes construtivos o que acabaria virando um pesadelo logístico. Sabemos que o EB não teria e não terá estes recursos nos próximos dez anos pelo menos.
    Já lá no “atacadão do FMS”, o EB compra as células por um valor irrisório, faz a atualização por valores módicos nos celogs do US Army, e ainda paga no American Express Card do FMS.
    Fazendo uma continha de padaria, uns 220 Leo2 aqui prontificado custaria uns. 800 milhões de euros, a mesquantia de M1A1 custaria talvez 20% disto e tem o fator mais importante:
    Como foi produzido aos milhares, quando precisar de de um item de peça, e só.ligar no 0800 do Tio Sam que e tem preço justo, o preço que contribuinte americano paga.
    Com esta diferença, podemos queimar diesel nas turbinas deles 50 anos que a conta ainda e positiva.

    • Juarez ,mataste a pau!!!rs
      Ver o M1A1 nas cores do EB seria (e espero mesmo que venha a ser)incrível, baita MBT o qual é usado pela nação mais poderosa do mundo e tem possibilidades mil de modernizações/up grades.

  13. Falando em M1 Abrams pergunto ao Juarez, ele roda com diesel, querosene de aviação e gasolina também? Se sim, como é definido qual combustível usar e em que situações?

    E é verdade que ele tem a seu favor ser mais silencioso em razão da turbina e contra ter uma assinatura térmica maior?

  14. Pelo que lembro querosene A (Tipo B não é recomendado) é o “principal” tipo de combustível. Gasolina é permitida durante um curto período (15-20 horas , dependendo da situação).Diesel roda bem e pode ser misturado com querosene.
    Ja em relação de ser silencioso..
    Na vi um M1 de perto. Mas T-80 é bem mais quieto que qq tanque a diesel.Devido a alta frequência de giro da turbina a propagação de som da “assobiada” é menor que qq diesel. Literalmente você olha para um blindado silenciosamente(!) aproximando e , de repente , se depara com barulho insuportável quando o troço se alinha contigo (um cara sensível(?) sai com calça cheia garantidamente 🙂 ).
    OBS : O mestre Colombelli !Me corrija e complete se tiver informações relacionadas com a pergunta do colega.Acho muito legal esse tema.
    Um grande abraço!

  15. Sidney 6 de setembro de 2018 at 15:04
    Falando em M1 Abrams pergunto ao Juarez, ele roda com diesel, querosene de aviação e gasolina também? Se sim, como é definido qual combustível usar e em que situações?

    E é verdade que ele tem a seu favor ser mais silencioso em razão da turbina e contra ter uma assinatura térmica maior?

    Prezado Sidney, sim ele engole de urina de camelo a Qav, evidentemente que vai depender da logística e do TO.
    Aqui, ele usaria B 500, provavelmente.

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