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Estados Unidos ameaçam atacar Rússia caso país use novo míssil

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Embaixadora afirma que ataque para proteger ‘países aliados’ ocorrerá se russos colocarem em operação sistema de mísseis balísticos proibido

BRUXELAS – Os Estados Unidos ameaçaram nesta terça-feira, 2, usar a força militar contra a Rússia caso Moscou coloque em funcionamento um novo modelo de míssil com capacidade de carregar ogivas nucleares.

A ameaça foi feita pela embaixadora americana junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Se o sistema ficar operacional, os EUA vão examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países aliados”, disse Kay Bailey Hutchinson.

Ela se referia a um novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela Rússia, o 9M729. O governo americano afirma que a arma fere o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty – INF), de 1987, que baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km.

O míssil anunciado no ano passado por Vladimir Putin viaja a velocidades subsônicas e de forma “inteligente”, desviando de obstáculos e muito próximo do solo, o que o torna difícil de ser detectado por defesas inimigas.

“Eles estão construindo um míssil balístico de médio alcance, violando o acordo INF. É um fato que nós já provamos. Há anos estamos tentando avisar a Rússia que sabemos que eles estão fazendo isso. Mostramos as provas”, afirmou a embaixadora.

A Rússia, que sempre negou que seu míssil viole o acordo de 1987, não fez nenhum comentário sobre a fala da embaixadora. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que a aliança considera que o governo do presidente Putin não deu garantias de que seu novo míssil não tem essa capacidade.

Analistas afirmaram que o endurecimento do discurso dos EUA é uma tentativa de pressionar Moscou a não usar os mísseis, e reaproximar o governo de Donald Trump da Otan, entidade que o presidente americano critica com veemência.

3M14e (no alto) e 9M728
3M14e (no alto) e 9M728

Exercícios Militares da Otan

Ainda na terça-feira, 2, a Otan confirmou que realizará suas maiores manobras militares desde a Guerra Fria no fim de outubro. O Exercício Trident Juncture 18 mobilizará 45 mil soldados e será realizado na Noruega, país que faz fronteira com a Rússia. “Este é um dos nossos maiores exercícios em muitos anos. Incluirá 45 mil participantes de 31 países aliados e sócios, cerca de 150 aviões, 60 navios e mais de 10 mil veículos”, afirmou o secretário-geral da Otan.

A Noruega tem uma fronteira terrestre de 196 km com a Rússia, e a Frota do Norte da Rússia tem sua base principal em Severomorsk, a cerca de 100 km da fronteira com a Noruega.

Desde o início do conflito na Ucrânia e a anexação da Crimeia pelo governo de Moscou, em março de 2014, os aliados da Otan reforçaram sua presença no Leste Europeu, especialmente nos países bálticos, que fazem fronteira com a Rússia.

FONTE: Estadão/AFP, REUTERS e EFE

120 COMMENTS

  1. Vai poxa nenhuma!
    A indústria americana está mais feliz que nunca, já que tem a desculpa perfeita para produzir e vender mais e mais, tanto no mercado interno como no exterior!

    CM

  2. Saiu um esclarecimento depois, onde não se fala em realiza um ataque preemptivo. Foi publicado na Reuters:

    Hutchison later clarified in a tweet that she was not talking about a preemptive strike against Russia. “My point: Russia needs to return to INF Treaty compliance or we will need to match its capabilities to protect US & NATO interests. The current situation, with Russia in blatant violation, is untenable.”

    • Já tinha percebido algumas coisas estranhas no texto mas achava que era erro do Estadão. O que ela falou no twitter é muito mais provável.
      Mas a pergunta fica, como que vão responder?
      -Vão colocar mísseis de cruzeiro nos Burkos na Espanha ?
      -Vão basear uns B-1 no RU com JASSM-ER ?
      -Vão voltar a ter os Tomahawks terrestres ?
      -Não irão fazer nada ?

  3. “Se o sistema ficar operacional, os EUA vão examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países aliados”
    Mesmo esse texto em português, atribuído a fala da Embaixadora, não fala em atacar a Russia. Fica subentendido que os EUA irão examinar uma capacidade de defesa para esse míssil.

    • Wolf,
      Não é questão disso. A questão é que existe um tratado do qual a Rússia não se retirou. em não se retirando mas agindo contra ela procede de forma desleal porque o outra lado está ainda dentro do tratado. Simples assim.
      A Rússia é absolutamente soberana. Assinou porque quis e pode se retirar quando bem quiser. O que não pode é fingir que ainda respeita o tratado sendo que não o faz.
      Os EUA se retiraram do tratado de mísseis antimísseis. A Rússia deveria ter se retirado do tratado INF, obedecendo às regras de “retirada” estabelecidas nele.

      • Bosco os EUA não tem moral para falar em descumprimento de contratos pois em 2003 contra decisão soberana da ONU invadiu o Iraque !! Outra coisa é o fato dos EUA constantemente usarem dois pesos e duas medidas com relação ao Oriente Médio, onde o Iran é obrigado a cumprir determinadas normas no que tange ao TNP e Israel fica impune e nada tem que cumprir com relação ao TNP !! Não sou pró Israel e muito menos pró Iran apenas procuro pautar minhas opiniões pela equidade e justiça não querendo dizer que todas as minhas opiniões são corretas !!

        • CR,
          O mundo não funciona assim como você quer. Não é questão de ter ou não ter moral. A questão é que os EUA denunciou o rompimento unilateral de um tratado entre os EUA e a Rússia. É entre eles. Dois cachorros grandes. Eles que se virem.
          Em relação ao Iraque (vocês não mudam o disco e não conseguem dar um passo pra frente rsrs), qualquer resolução da ONU que sofreu o veto de um dos 5 membros permanentes do CS não pode ser considerada “aprovada”. Então, isso que você disse sobre o Iraque não é verdade (não digo que você está mentido, mas que se equivoca).
          Mesmo sendo aprovada uma resolução, ela está longe de ter poder vinculante, mas é tão somente uma recomendação. Claro, se uma resolução for aprovada quer dizer que os “5” a aprovaram e aí basicamente vincula a nação “alvo” a cumpri-la sob pena de sofrer fortes sanções conjuntas ou mesmo uma ação militar coordenada.
          Só pra clarear sua memória, a URSS/Rússia usou o poder de veto 120 vezes para defender seus interesses, desde que a ONU foi criada; os EUA, 75 vezes; os outros 3 membros juntos , cerca de 50 vezes.
          Um abraço meu amigo.

        • CRSOV
          Comentario perfeito.
          É isso mesmo, dois pesos e duas medidas.

          EUA e aliados podem tudo, países nao alinhados ou os considerados “inimigos” nao podem nada.

          Por mais que eu deteste os malditos Ayatolás do IRAN por eles serem todos radicais e fanaticos, a sua pergunta é pertinente: pq o IRAN nao pode ter tecnologia nuclear, mas Israel tem seus misseis nucleares ha muito tempo e nunca sofreu uma sançao sequer da ONU?

          E Israel tbm ja foi um Estado Terrorista no inicio de sua criacao pois realizou varios atentados contra ingleses e franceses.

          E se os Ayatolas fanaticos do IRAN forem todos presos e a democracia voltar a imperar no estado persa? Qual seria a desculpa americana para manter as sancoes?

          E se o Brasil sair do TNP e resolver fabricar seus proprios misseis nucleares? Qual seria a reacao estadiunidense?

          Resposta: pq EUA querem ser os “xerifes do mundo” onde eles podem tudo e os outros nao podem nada. O Imperio Romano caiu por esse mesmo motivo.

          • MG,
            Vamos falar sobre a reação chinesa e russa caso o Brasil queira desenvolver armas nucleares e vamos deixar de lado dessa vez a reação dos estadunidenses.
            Por exemplo, se eles (China e Rússia) exercerem o poder de veto em defesa do Brasil junto ao Conselho de Segurança, não haverá legitimidade de nenhuma ação unilateral americana.
            Se além de sanções comerciais entre os dois países os EUA ainda quiser utilizar a força contra o Brasil, se a Rússia e a China se comprometer em nos ajudar para barrar os “estadunidenses”, nós conseguiremos.

          • Bosco
            Duvido mto q Russia ou China defendam o Brasil no CS em caso de saida do TNP pois eles nao querm mais ngm fazendo parte do Clube Nuclear.
            Msmo os EUA q se dizem nossos “aliados” nao apoiariam um Brasil com capacidade militar nuclear pq ae sim nosso país seria uma Potencia Regional. O Reino Unido tbm seria contra por causa das Malvinas, ja q a aproximacao entre Brasil e Argentina é grande.

            Ou seja, nem Russia, nem China, nem EUA, nem França, nem RU, nem Israel sao “amigos” do Brasil. Alguns deles podem ter “interesses alinhados” aos do Brasil, mas nenhum deles é “aliado” do Brasil.

            Qnto ao Conselho de Seguranca da ONU, ele nao funciona.
            Os EUA agem do jeito que querem, a Russia age do jeito q quer, a China tbm e por ae vai.

            Israel entao nem se fala, ele nao respeita ngm, nem os EUA. Inclusive o proprio Israel ja foi um Estado Terrorista no inicio de sua criacao, igual os Curdos sao hj.

            Por isso quem tem mais poder faz o que quiser. Quem dera o Brasil tbm fosse um player global para fazer o que quisesse igual os outros citados fazem.

            No mais, nada de anormal no front.
            So mais uma noticia sensacionalista para alimentar a paranoia fo povo norte-americano.

            Lembrando que os reais inimigos do Ocidente e tbm da Russia e China sao os radicais islamicos representados pelos Ayatolas do Iran e nao pelo povo do Iran, pelo Taliban e nao pelo povo afegao, pelo Hamaz e Hezbollah e nao pelos palestinos e por Erdogan e tbm pela Familia Saudita.

          • MG,
            “E se o Brasil sair do TNP e resolver fabricar seus proprios misseis nucleares? Qual seria a reacao estadiunidense? ”

            POis é! Ninguém vai querer um Brasil nuclear, mas vocês insistem só na reação dos “estadunidenses” e desse modo eximem de crítica e responsabilidade os outros que também não querem mas não dão a cara a tapa. Só quem posa de bandido e maldoso são os EUA.
            Aí, uma criança que gosta da Trilogia e acompanha os comentários fica com o sentimento de que só os EUA é ruim e todo mundo é bonzinho.
            *Eu comecei a gostar do assunto com 12 anos.
            Acho que a gente tem responsabilidade de bem informar já que esse é um das funções sociais da Trilogia e nós, tacitamente aceitamos a responsabilidade compartilhada.
            Um abraço.

          • Bosco
            Vc leu meu ultimo comentario?

            La esta escrito: nem “EUA, nem RUSSIA, nem CHINA…. sao aliados do Brasil”

            Vc pegou apenas parte do meu primeiro comentario e “contextualizou” para que ele ficasse de acordo com o seu argumento.

            Amigo Bosco, eu nao sou a favor nem de EUA, nem de Russia, nem China, nem Israel. Eu sou a favor do Brasil investir na sua propria defesa sem depender de outros. Pra mim o acordo com a Suecia foi a melhor coisa por ela ser um país neutro.

            Para nao dizer que eu sou “isentão” igual vc mesmo ja disse antes, entao eu vou dxar bem claro meu ponto de vista sobre quem eu sou contra: sou totalmente contra os Radicais Islamicos de qualquer vertente, tanto sunita qnto xiita; e isso nao quer dizer que eu seja a favor de Israel, ja que Israel tbm ja cometeu varios crimes de guerra por excesso de força mesmo depois de ja ter vencido todos os seus inimigos no OM. Israel tem todo direito de se defender, mas nao de massacrar inocentes igual amigos judeus ja disseram ter visto qndo estavam la e por isso vieram pra o Brasil.

            Sou totalmente a favor da aproximacao com a Suecia nos Grippen e com a Dinamarca nas fragatas por serem paises mais neutros apesar de terem ligacao com a OTAN.

            Sou a favor do Brasil estender sua influencia geopolitica na America do Sul, Cone Sul e Costa da Africa para barrar os interesses chineses, japoneses (pesca), ingleses e franceses na nossa area de atuacao.

            Mas para isso acontecer primeiro o Brasil teria que mandar prender todos os polticos corruptos de todos os partidos existentes e fazer uma reforma total na area partidaria, politica, tributaria, trabalhista, militar, judiciaria e educacional do país.

            Grande Abraco.

      • O que ocorre é que a Rússia não tem $$ para uma grande marinha com mísseis cruize então a solução é os mísseis em terra e em pequenas corvetas.

        Putin não é tolo mas sim um dissimulado, vai construir esses mísseis camuflados em plataformas de Iskander e em corvetas que podem navegar em mar ou em rios.

        Ele está cercado de mísseis cruize em navios da OTAN, não vai sair do tratado mas vai burlar o máximo possível.

        • Somente há 4 navios americanos na Europa, sendo que há sempre um a mais em um dos batttlegroups da OTAN, e desses 4 nem todos vão para as missões com Tomahawks have que sua função primária é a de defesa ABM.
          Mesmo se os EUA mandarem sua frota pra lá, isso só dá uns 250 no máximo, contando 3 Burkos e 2 Ticos.
          Os mísseis de cruzeiro europeus aero lançados são de 500km, os JASSM são de 250km, somente a França tem uns 50 Scalp lançados pelas FREMM que tem o alcance dos Tomahawks, eu não vejo assim a Rússia cercada como vc fala.
          Os números de hoje da Rússia já dão uma pararidade.
          E é por isso que eu ainda não entendi pq a Rússia está investindo em lançadores terrestres ao invés dos aero-lancados, ou lançados por submarinos, que são mais versáteis e não infrigem o tratado.

          • É porque, muito provavelmente, os russos chegaram à brilhante conclusão que podem destruir o mundo diversas vezes com as armas que têm em solo. Desta forma, não há necessidade de se gastar bilhões com a construção e manutenção de aviões, navios e submarinos. Deixam, assim, esses gastos para os americanos que já estão com um deficit público anual de US$ 1,2 trilhão.

          • Em resumo, a Rússia pode manter uma pequena força moderna e letal para pequenos conflitos localizados tipo, Síria, Israel, Geórgia e etc. .
            Agora, para lidar com os EUA e OTAN vai de SARMAT mesmo.
            Dessa forma, os EUA e a OTAN devem pesar bem direitinho o risco de serem varridos por essa nova arma do fim do mundo.
            Isto tudo, a custo relativamente baixo.

          • Vc esquece os Ohio convertidos e as forças dos EUA no Japão e Coreia do Sul.

            Fora que em caso de atrito eles podem sim mobilizar uma grande frota.

            Além do que a Rússia se sente ameaçada pelos sistemas ABM em navios e bases na Polônia, Japão CS por exemplo.

            O que eles querem é ter de volta a capacidade que a URSS tinha em médio alcance, o que para eles no presente momento é importante devido a sua inferioridade perante a OTAN em caças e outros meios, com esses mísseis eles podem atacar bases aéreas e alvos sensíveis na Europa e Japão antes de disparar seus ICBM.

            Esses mísseis junto com os Iskander em terra ou no ar com os Mig 31 são a ponta de lança russa para varrer os alvos próximos, se eles fossem carregar mísseis cruize em seus poucos subs e navios estes ficariam encarregados de atacar alvos em terra e não poderiam se dedicar a combater os navios da OTAN então uma medida óbvia é liberar os poucos meios navais que possui para combater os meios navais da OTAN.

          • Munhoz, a marinha americana só tem 4 Ohios, no máximo 1, pode ser mobilizado e mais uns 2 Los Angeles, isso dá um acréscimo de uns 170 Tomahawks.
            A frota do pacífico é pra lidar com a a China e CN.
            E a US Navy só tem 3 frotas operando, sendo uma delas baseada no Japão, o resto demoraria de 2-3 semanas até 6 meses para ser mobilizado e mesmo assim seria só 7 grupos, porque só seriam 7 porta aviões e nem todos podem ser mandados para Rússia. Plataformas submarinas podem muito bem combater e lançar mísseis, mas como a maioria de substituição russo e convencional e fica em marés fechados, concordo com vc que se possa atrapalhar ou até colocar em risco as embarcações.
            Mas minha questão é que a Rússia já tem uma pararidade com a Otan em mísseis de cruzeiro, se juntarmos os mísseis balísticos táticos e os de cruzeiro há uma clara superioridade numérica russa, há não ser que os EUA desloque forças de outros lugares.

          • Antônio,
            Pra começo de conversa, o Sarmat ainda não está operacional.
            Você por acaso sabe o real potencial nuclear russo e americano ou isso não te interessa? Você sabe que existem tratados que regulam a quantidade de “armas” entre a Rússia e EUA?
            Que poder imenso é esse da Rússia que supera tanto assim o dos EUA? Ambos têm quantidade similar de armas nucleares operacionais e em prontidão e na reserva. Esses tratados existem pra dar equilíbrio de forças entre os dois países e por meio do equilíbrio, reduzir as tensões. Não há o que se falar dessa superioridade russa. Isso demonstra um desconhecimento de sua parte relativo ao mundo real e lhe faz parecer um… (sem ofensas)…. alucinado, que vive num mundo de fantasia.
            Não interessa se a Rússia resolveu ter um míssil de 200 t como o Sarmat capaz de levar 20 MIRVs. Isso não altera a quantidade de armas (ogivas) disponíveis. Só as concentram em menor quantidade de meios de entrega.
            Se os russos querem colocar todos os ovos em uma cesta, direito deles. Os americanos aposentaram o Peacekeeper (MX) que podia levar 12 MIRVs há 15 anos e preferem ter mais mísseis com só uma ogiva (SRV) do que poucos mísseis com muitas ogivas (MIRVs).
            Cada míssil num silo endurecido precisa de uma ogiva nuclear específica pra ser neutralizado. Os silos estão distanciados entre si de modo que uma única ogiva não consiga destruir 2 silos. Os russos ou chineses teriam que gastar 450 ogivas para cada um dos 450 mísseis Minutemans (que só tem uma ogiva).
            Já uma única ogiva nuclear basta para neutralizar um “futuro” Sarmat com 20 ogivas, numa única tacada, numa relação de 1 ogiva americana neutraliza 20 ogivas russas.
            E tem mais, o Sarmat pesa mais de 200 t e é de combustível líquido. Seu nível de prontidão é muito menor que a do Minuteman (35 toneladas) de combustível sólido. O Sarmat só serve para o ataque e não para um contra-ataque. Ou seja, ele não foi feito para ser lançado antes que a primeira onda de mísseis americanos chegue (da detecção do lançamento ao impacto leva-se cerca de 25 minutos).
            Já em submarinos é diferente. Como as ogivas estão ocultas, há uma razão lógica dos SLBMs terem capacidade de levar grande quantidade de MIRVs. O Trident II leva até 14 de uma vez, mas hoje, por força de tratados, há menos ogivas disponíveis e os SSBNs têm restrição na quantidade de ogivas levadas a bordo (novamente, por força de tratados entre os EUA e a Rússia) e não deve ter nenhum Trident com mais de 6 MIRVs.
            Então, não há o que se falar de superioridade de X ou Y em termos nucleares. Há uma paridade. O que há são escolhas diferentes dos meios de entrega. Ambos os lados tem cerca de 2200 armas nucleares e mais umas 5000 em reserva.
            Vale salientar que a reclamação americana é relativo ao míssil ter um alcance que vai contra o tratado INF, ao qual a Rússia aderiu de livre e espontânea vontade e do qual pode ser retirar quando bem lhe aprouver. Os americanos não reclamam se no míssil tem ou não uma ogiva nuclear e sim que tem um alcance acima de 500 km e abaixo de 5500 km.
            Mesmo sendo convencional (e tudo indica que seja) ele vai contra o tratado INF por conta do alcance.

          • Se os russos ou os EUA/OTAN instalarem ogivas nucleares em meios de entrega com alcance menor que 500 km, aí eles estariam indo contra a “Iniciativa nuclear Presidencial”, que é um “tratado”, mais pra um “acordo de cavalheiros”, entre a Rússia e os membros da OTAN.
            Ou seja, entre 0 a 500 km, pode ter míssil laçado de terra, desde que não seja nuclear.
            Entre 500 km e 5500 km, não pode ter míssil lançado de terra de jeito nenhum (nem convencional, nem nuclear)
            Acima de 5500 km, pode tudo.
            *Já o MTCR, limita que países comercializem ou repassem tecnologia relativa a “misseis” com alcance superior a 300 km e com carga acima de 500 kg.

          • O que eu quis enfatizar é que os russos não vão cometer o mesmo erro da URSS. Gastar grande parte do orçamento com armas. O que eles têm é o suficiente para assegurar que ninguém tente algo mais ousado. Enfatizando, isso tudo sem comprometer seu orçamento.
            Deixe para a China a questão mais pesada de projeção econômica e militar em outros continentes, visto que ela tem um mega potencial para isso.

          • Os EUA ficaram por muito tempo com 1054 ICBMs. Haviam 500 Minutemans II com 1 ogiva de 1,2 Mt, 500 Minutemans III com 3 MIRVs de 170 Kt, e 54 Titans com uma ogiva de 9 Mt.
            Aí, os americanos resolveram aposentar os Minuteman II e os Titans e no lugar implantar 50 Peacekeeper (MX), que teriam de 500 a 600 ogivas.
            Após o START I, houve redução das armas nucleares e os americanos desmantelaram os novos MX, ficando só com os mais antigos Minutemans III. E ainda assim se viram obrigados a retirar as ogivas MIRVs e instalaram uma única ogiva (SRV- Single reentry vehicle).
            Eles podiam ter ficado com os 50 MX e mantido 500 ogivas, mas preferiram ficar com mais mísseis (meios de entrega) só com uma ogiva.
            Mesmo que em tese seja mais caro manter 450 ICBMs (aposentaram 50 e agora, parece que mais 50, por força de nova redução imposta pelo START) , os EUA preferem do que ter menos mísseis com mais ogivas.
            Os russos, igualmente têm semelhante quantidade de ogivas lançadas de terra. Independente de usar o Satan, o Sarmat, Topol, etc.
            Ambos, EUA e Rússia, podem alterar a quantidade de meios de entrega, mas não a quantidade de ogivas.
            Tendo isso em vista não há o que se falar do Sarmat ser “fodástico”. Há de se entender o contexto.

          • Bosco
            Somente um adendo ao seu comentário sobre o Samart.

            Os russos não são ingênuos, a razão deles terem desenvolvido o Samart de 200 ton está relacionada ao seu curto tempo de voo, a tragetoria do voo (entre os polos por exemplo) , a sua grande capacidade de carga que poderia incluir varios meios de despistamento e o transporte de ogivas planadoras que possivelmente devem ser mais pesadas .
            São estes os fatores que justificam o Samart , um míssil russo na mesma categoria de um Minuteman lll é o RS 24 que além de ter as mesmas características ainda é móvel o que o torna um alvo ainda mais difícil .

            Até porque é provável que o Samart seja justamente um meio de entrega responsável pela neutralização dos silos de Minuteman lll, além do que se alega que seu CEP é de apenas 35 metros ( o que se alega).

            Particularmente não sou favorável a nenhum dos lados mas assim como os sputiniks puxam muito, vc deveria puxar menos também .

            Abss

          • Munhoz,
            Onde exatamente eu “puxei” para algum lado? O que disse foi que há entre ambos países diferenças de doutrina. Isso é notório e evidente.
            Não há superioridade de nenhuma parte em relação à quantidade de ogivas e o fato do Sarmat servir para levar isso ou aquilo, mais ou penaids, ogivas manobráveis, veículos hipersônicos, etc, não muda o fato dele guardar muitos ovos em uma cesta no caso da “perna” terrestre da “tríade” russa.
            Os americanos têm mais ogivas lançados do mar (SLBMs) e os russos têm menos mísseis que os americanos mas muito mais ogivas lançados de terra (ICBMs).
            Não tô puxando nada pra ninguém. É que se o cara não ficar estupefato pelo poder dos russos e tentar fazer uma análise fria e realista é taxado de fanboy americano.
            Dá no mesmo lançar um Sarmat com 20 ogivas e 100 “penaids” do que lançar 20 Minutemans com 5 “penaids” cada.
            É como eu disse, tem vantagens e desvantagens nas duas abordagens.
            O que tento argumentar é que ambos os países têm a mesma quantidade de ogivas mas variam nos meios e quantidades de veículos de entrega. O que vale são as “ogivas”. São elas que caem sobre as bases, os silos e as cidades inimigas, portanto, não há o que se falar de um ser mais poderoso que o outro por conta dele ter maiores meios de entrega.
            Em nenhum momento desmereci os russos, o que “desmereci” foi o entendimento do Antônio de que ter um meio gigantesco como o Sarmat faz da Rússia mais poderosa que os EUA, o que de forma alguma corresponde com a verdade. Se essa constatação de minha parte for equivocada há de se contra-argumentar. Se não for equivocada, sinto muito se é ofensivo aos mais sensíveis, mas aí não posso fazer nada.

          • Os EUA têm mais meios de entrega em subs porque os Ohio são melhores e mais silenciosos que seus análogos russos além de seus mísseis também serem melhores, então os russos com o fim da URSS e sem meios econômicos para contornar essa desvantagem resolveram investir em ICBM móveis que poderiam ser deslocados em seu vasto território , eles se adaptam como podem e o Samart assim como seus novos subs e mísseis novos como o Bulava servem para contrabalancear o poder dos EUA , foi somente com o Bulava que os russos conseguiram se equiparar aos Trident lll e somente agora seus novos SLBN conseguem se equipara aos Ohio , no fim da URSS em termos de subs somente os Akula eram equivalentes aos Los Angeles , seus SLBN eram inferiores ,

            E aí entramos numa questão ainda mais delicada ; se tem 10 ogivas num Samart , quantas tem em um Ohio ?

            E assim por diante , como vc mesmo disse são doutrinas diferentes, mas uma coisa que realmente ameaça os EUA é os russos não entrarem na mesma competição dos tempos da guerra fria para ver quem constrói o SLBN maior e assim por diante , nesta questão admiro o Putin , pequenas corvetas , investimento maior em subs etc

            Ele está no caminho certo em termos de investimento militar é um Samart por exemplo com ogivas planadores etc pode ser um meio de entrega melhor que um B 2 ou um Trident por exemplo ( dependendo das circunstâncias é claro) .

          • Munhoz,
            Sem dúvida! Tudo na vida funciona assim. Você potencializa suas qualidades e tenta reduz suas fraquezas. Os russos fazem isso e os americanos também.
            Só um adendo para não gerar dúvidas em alguns. Os russos não têm seus mísseis móveis espalhados pelo seu vasto território de forma indiscriminada. Mísseis balísticos nucleares não podem sair por rodovias ou por qualquer estrada de uso comum, por razões óbvias.
            Os mísseis móveis russos estão localizados em bases conhecidas e sabidas e se movem em estradas dentro das bases. Bases estas com grandes dimensões e com pontos de “estacionamento” específicos. Os pontos de estacionamento são distantes uns dos outros de modo a que se um ponto for eventualmente atingido por uma ogiva não consiga neutralizar o veículo lançador.
            Sempre há uma parcela de veículos e mísseis em manutenção em “hangares”, fazendo um rodízio.
            Só como curiosidade (e pelo amor de Deus, não estou desmerecendo o bravo povo russo) , os B-2 e futuramente os B-21 são as armas mais capazes de destruir os ICBMs móveis russos penetrando furtivamente em território russo e usando os radares no modo “abertura sintética” para achar os veículos TEL e destruí-los com bombas nucleares B-61.
            Novamente, pelo amor de Deus e de todos os santos, não estou dizendo que funciona, e sim que é pensado dessa forma pelo “estadunidenses”.
            http://www.ausairpower.net/APA-RVSN-Analysis.html

  4. Na realidade senhores, os Estados Unidos tem uma indústria principalmente de tecnologia invejável. Uê, corram atrás! Se o inimigo produziu uma arma super maravilhosa, produzam uma que desarme ou anule está.
    Ponto e FIM!!
    Meu medo não é uma Guerra Nuclear, acredito que existem protocolos específicos para casos graves que ocorram entre Rússia e Estados Unidos.
    Meu medo é o que vem de cima!!
    E olha, que estão tirando lascas!

  5. Mas pera-lá como diz o caboclo… Os EUA não tem um míssil similar à esse que se chama TOMAWANK? Qual a diferença da Rússia ter o seu?!? O mundo só pode ter armamento que os EUA aprovam? Tão ficando demais essa interferência heim?!?

    • Luiz,
      Os EUA nunca reclamou da Rússia ter Kalibrs lançados de navios e mísseis cruise KH-101 lançados de bombardeiros, com mais de 1500 km de alcance. O que os EUA reclama é dos russos operarem mísseis com mais de 500 km de alcance lançados de terra.
      O teor do tratado INF especifica que nem a Rússia, nem os EUA e nem os países europeus, podem ter mísseis lançados de terra com alcance entre 500 km e 5500 km. Pode ter mísseis com até 500 km de alcance (ex: ATACMS, Iskander) e com mais de 5500 km de alcance (apenas os russos têm ICBMs lançados de terra).
      O tratado INF é específico para mísseis nessa faixa de 500 a 5500 km. Pode ter de qualquer alcance, mas baseado e lançados de unidades navais (navios e submarinos) e de aviões.
      Esse tratado foi assinado no final da década de 80 e foi ele que possibilitou a retirada dos mísseis cruise GLCM Gryphon (2500 km) e dos balísticos Pershing II (1800 km) e Pershing I (750 km) e do lado dos soviéticos, do SS-20 e outros.
      O que os americanos e europeus alegam é que os russos se armaram com mísseis cruise com alcance de 1500 km (ou mais) lançados dos veículos lançadores do Iskander, o que representa um descumprimento do tratado.

  6. Essas últimas duas semanas tiveram comentários totalmente fora de lógica da administração dos EUA. Primeiro foi um subsecretário que em palestra disse que os EUA poderiam fazer um bloqueio naval da Rússia com relação a venda de petróleo. Um comentário imbécil, porque isso não é possível sem iniciar uma guerra de proporções épicas que colocaria a existência dos EUA em risco e segundo que o preço do petróleo bateria fácil 200 dólares o barril. Agora essa mulher faz essa bobagem e ela desmentiu e a própria administração Trump correu e reforçou que era mal entendi. Essa gente está fora da realidade, eles devem pensar que a Rússia é um Irã. Ninguém na Terra tem condições de atacar a Rússia e sair ileso, ninguém! Por fim com relação ao tratado, quem começou a decombrir foi os EUA movem para euroa sistema de defesas que podem lançar (em teoria) patriots. Os EUA garantem que não, mas não deixam os russos inspecionar as armas, não assim documento garantindo isto ou seja, a Rússia é obrigada pura e simplesmente aceitar a palavra dos EUA. O Irã confiou nessa palavra e se ferrou e mesmo a Rússia com a conversa fiada de que a OTAN não se espandiria. Moscou está certo, deve ignorar por completo esse tratado.

    • Qualquer míssil pode ser lançado em forma balística, então se é assim, os S-alguma coisa quebrariam o contrado.
      Sem falar que os PAC-3 tem menos de 500km.
      Somente os SM-3a e b que tem 700km e 2500km de alcance, que ficaram nos navios e não em terra, ou seja, mesmo que vc extrapole o conceito de um míssil de cruzeiro ou balístico, o tratado só fala de mísseis em terra.
      Os EUA hj só tem mísseis d cruzeiro em navios e lançados do ar, coisa que a Rússia tbm tem e ngm reclama.

      • Você está equivocado. Os sistemas de defesa dos EUA no leste europeu podem fazer isso com uma adaptação muito simples. A reclamação russa é essa e estranhamento os EUA não deixam a Rússia chechar e nem querer assinar um documento internacional atestado que só usaram mísseis de defesa nos sistemas.

        • Mesmo que possa, um Patriot não tem mais que 200km de alcance e mesmo que fosse lançado em trajetória balística não chegaria aos 500km que é onde o tratado começa a restringir.
          E os SM-3 são lançados de navios mesmo que possam ser usados como armas de ataque, seria a partir de navios e não em terra, Capiche?

          • Augusto L, você está se esquecendo do AEGIS Ashore instalado na Romênia e o que está prestes a ser instalado na Polônia, ambos ali pertinho da Rússia.

          • Nao foi isso .
            Mk 41 não pode lançar um “machadinho”?Pode.Basta carregar e configurar um software.Ou seja , a partir deste momento todo e qq sistema “defensivo” instalado na Europa viola o tratado. Simples!
            Mas culpado sempre é outro lado..

          • Scud,
            Nunca que os americanos iriam lançar Tomahawks de lançadores fixos. Poder pode, mas é pouquíssimo provável que o faça.
            Essa inclusive é uma das razões apresentadas pelos americanos pra justificar aos russos que os sistemas na Polônia e Romênia são específicos para interceptar mísseis balísticos iranianos.

          • É só o radar.
            Os mísseis estão nos navios.
            Essa é a terceira vez que falo.
            Os SM-3A e SM-3B serão baseados em navios.
            Único míssil terrestres será o SM-6 se alguém comprar por fora, mas isso é só se alguém comprar por fora.

          • Não é só o radar não, amigo.
            As estações do AEGIS ASHORE também têm lançadores VLS Mk.41, capazes de lançar os SM-3. Os russos alegam que também podem lançar Tomahawks (afinal, são os mesmos VLS navais).

          • Não tem! Isso foi abandonado em 2009.
            A cobertura é feita a partir de navios.
            O Obama “resetou” a política com os russos em 2008 e em 2009 criou um novo projeto anti-missil para Europa, um que não tenha mísseis terrestres, apesar da questão ainda ser discutida, o que é real hoje, são os mísseis em navios.

    • Ricardo,
      Você se equivocou. O sistema a que você se refere é o capaz de lançar o SM-3 e não o Patriot. E é referente à possibilidade dos lançadores serem armados com o Tomahawk.
      O problema, como disse para o Scud, é que são lançadores fixos que não se prestam a serem lançadores de mísseis para atacar a Rússia por serem alvos fáceis.
      Quanto à não fiscalização, você tem alguma fonte que corrobore que os russos estão impedidos de fiscalizar? Todo tratado tem cláusulas de controle. Eu desconheço o inteiro teor do tratado e não sei quais são mas acho pouco provável que os russos sejam impedidos de fiscalizar o cumprimento do tratado. Parece que o contrário é que está ocorrendo tendo em vista a “forte suspeita” da OTAN dos russos estão descumprindo o tratado.

      • Não haverá mísseis em terra, o Obama quando assumiu mudou, para somente mísseis em navios.
        O que há na Polônia e na Romênia são radares.
        Até que se mude não há MK-41 em terra, SM-3 somente nos navios.

        • Acho que não Augusto. Haverá sim! Aliás, há! O Obama cancelou um programa mas amplo que previa um míssil maior, o KEI, em favor de uma versão mais avançada do SM-3.
          O KEI tinha potencial de interceptar até ICBMs russos na fase de impulso, mas tiveram seu desenvolvimento cancelado em favor do míssil menos capaz, o SM-3Block IIA/B

          • A opção de colocar mísseis em terras não foi totalmente abandonada, mas não há mísseis em terra.
            Eles estão nos navios.
            Inclusive essa é uma crítica, na qual os mísseis não cobririam todo território europeu.
            Mas é isso.
            O que acontecerá, em terra, será uma integração do sistema anti-balistico da OTAN com os sistemas dos países integrantes, ampliando sua eficácia.
            Agora sobre sistemas terrestres em silos, como falei, não há nada hoje, havia na época do Bush.
            Os SM-3b serão instalados nos navios, juntamente com a versão “a”, até que se mude isso.

          • Se ninguém mudou isso, até agora os mísseis estão para os navios.
            Inclusive na época o Medvedev na época voltou atrás de enviar os Iskander para o Baltico, por causa disso.

  7. Mas a mobilidade e a discrição de um lançador de terra não é muito maior do que a naval e aéreo no combate moderno como era antes.
    É discutível ter uma triadite de mísseis de cruzeiro lançados por ar-terra-mar, só faria sentido se os russos sentissem que seus bombardeiros estivessem em perigo assim como os seus submarinos.

    • Discutível?
      Um lançador terrestre se desloca mais rápido que unidade naval e pode ficar “escondido” por meses ou semanas (que uma unidade naval e aéreo não pode fazer).Nenhum radar , nenhum satélite vai pegar ele (se for devidamente escondido).Facilmente recarregável, reabastecido , reparado um veiculo terrestre representa uma ameaça e atua numa boa distancia de frente e deve ser considerado (como ja era na época) uma força ameaçadora e distrai muuuuita atenção.Alem disso o tempo de reação desta unidade é bem curto se comparar com um avião no solo.
      Vejo toda a questão em números: se a Russia pode “saturar” o campo com algo simples e barato – problemático. Mas se toda a roda é girada em volta do Iskander-K – não tem nem porque gastar tempo discutindo.
      Um grande abraço!

      • Como já disse não tem mais essa descrição.
        Pode ter um pouco mais que uma pista de pouso ou um navio, ainda mais falando de marés fechados como o báltico, mas não é nada absurdo.
        O que decidirá se o alvo é atacado ou não, hoje, é a robustez da defesa aérea.

  8. A reação americana e europeia será novamente se armar com mísseis de médio alcance lançados de terra. O EUA já tem uma bala na agulha que é a capacidade do desempenho do novo PrSM, que irá substituir o ATACMS, ser estendido até o 750 km.
    Uma reação imediata dos europeus pode ser por exemplo a instalação de lançadores terrestres do mísseis SCALP-Naval.
    O que dá pra perceber é que a temporada da corrida atrás do rabo começou. Da última vez, a URSS abriu o bico por conta dos Pershing II e GLCM Gryphon.
    Ou seja, pau que dá em Chico dá em Francisco.

    • Bosco pelo que eu li em outros lugares, no curto prazo os EUA não pretendem se retirar do tratado.
      Estão discutindo que armas poderosas ser deslocadas em crise para fazer um contra ponto, eu aposto nos JASSM-ER e no futuro XR e no ATACMS modernizado.

      De qualquer maneira o exército americano tem planos para mísseis de cruzeiro, mas essa questão de deployment na Europa será discutida com os parceiros europeus, e acho até que os EUA podem apoiar um desenvolvimento de um míssil de cruzeiro terrestres europeu pra não ter que disviar dinheiro pra isso e os europeus vão tentar empurrar o US Army pra resolver a questão. O mesmo de sempre.

  9. Alex II: disse que “cão que ladra não morde”.
    …completo, dizendo que não morde apenas enquanto está ladrando!
    Um ‘recado’ frontal destes é ameaça para todos, que não precisaria ser dito, pois todo o mundo sabe e conhece os tratados dos EEUU e suas obrigações em relação aos seus aliados.

  10. “Caso o país use o novo míssil”

    Espera aí, e onde diabos a Rússia iria jogar esse míssil no atual estado das coisas? Na invasão da Criméia a Rússia não usou nenhuma arma deste nível. Se os russos chegarem a usar, é por quê já estaria em um cenário de guerra total, onde a única regra existente é trucidar o inimigo.

  11. E ainda tem quem acredita nas bravatas americana,Russia amassou a Georgia,americanos miaram,Russia anexou a Crimeia e ainda botou 2 “estados” fantoches dentro da Ucrânia,americanos miaram,Russia rasgou os planos europeus de ser independente do gás,esmagou o gasoduto Nabuco sem pena e de quebra,Assad “fica”,americanos miaram novamente, Kim Jong-un testou bombas até conseguir o que queria Trump miou também,inclusive , Kim Jong-un pode ser o próximo nobel da paz. E ainda acreditam nas bravatas estadunidense?

  12. Conheço duas mulheres com um neurônio so – Dilma e Jen “Piada” Psaki.
    E essa tal Hutchinson parece ter um neurônio a menos.So pode…

  13. Desde rendição da Alemanha e do Japão em 1945, em que EUA e Russia (antiga URSS) vem revezando na liderança geopolítica e na corrida armamentista, tiveram vários teatros secundários para testes de armas e um potência se opondo a outra como na Coreia, Vietnã, Cuba, Guerra do Seis Dias, Yom Kippur, Afeganistão, Líbia, Ucrânia, Síria……….nunca saíram das ameaças, não vai ser agora que vai acontecer algo.

    China e Russia, ou China e Índia tiveram muito mais perto de puxar o gatilho………mesmo não estando em guerra tropas chinesas e russas trocaram escaramuças pela fronteira por anos, algo confirmado pelos dois países décadas depois.

    Povo ainda acredita nessas noticias?

  14. Eu acho interessante que alguns foristas aqui, estão seguros de que não haverá guerra nuclear.

    A questão não é se vai acontecer, mas quando irá acontecer.

    Hoje foi testado aqui nos Estados Unidos um sistema de aviso de emergencia nacional, notificando a todos os celulares no país..

    Há outros indícios de que os EUA estão se preparando para um elevado número de fatalidades na população americana.

      • Augusto L
        Nesse comentario eu sou obrigado a concordar totalmente com voce.
        Se chegar a acontecer uma guerra destas entre Potencias, entao nossa extinçao esta assegurada pois o Inverno Nuclear vai matar todo ser vivo na Terra.

  15. Ué mas os americanos tem a muito tempo o míssil BGM-106 Tomahawk com alcance de até 2.500 km e capacidade de carregar armas nucleares. Pq a choradeira agora?

  16. Não passa de marketing para que possam continuar a tocar a indústria e lobby de armas para frente, a todo vapor. A embaixadora sabe que uma tal ação seria um suicídio em escala planetária, e por isso não foi bem o que ela disse.
    Os sistemas de defesa contra mísseis balísticos sim tem provado alguma eficácia, mas como todos nós militares sabemos tal eficácia é bem menor do mostrado mundo afora.
    O melhor desses sistemas, o Ironia Dome por exemplo, que tem custos astronômicos de aquisição e uso, é anunciado mundo afora que tem uma faixa de acerto de 90%, derrubando e neutralizando até rounds de morteiros. Por causa disso, virou um super sucesso de vendas mundo afora, e até nós aqui mais encima estamos aprendendo a usar.
    Cá entre nós, nós que estamos por dentro das coisas sabemos que para neutralizar um míssel é preciso atingir com precisão milimetral a cabeça da ogiva, o que é praticamento impossível, o que coloca a faixa de acerto lá pelos 10%, no máximo.
    Como dizemos no US Army, “You are trying to shoot a bullet with another bullet.”
    https://thebulletin.org/2014/07/the-evidence-that-shows-iron-dome-is-not-working/

    • Joao Moita,

      Permita cometar algo. Para derrubar um missil em fase terminal, nao seria nescessario um cotato ogiva com ogiva. Bastaria somente uma explosao proxima do alvo, para que o sistema de guiagem seja danificado e a trajetoria do missil atacante seja alterada.

      Se for um ICBM nuclear nao vai fazer diferenca, porque a explosao de uma artefato
      nuclear produziria uma onda expansiva destrutiva de ate 20 milhas, em se tratando de uma ogiva de 5 megatons; mas se for um missil com explosivo convencional, o desvio da trajetoria descendente seria alterada consideravelmente com CEP bem maior do que o esperado.

    • É por isso que se usa mais de um míssil.
      E é por isso que se utiliza um míssil específico para ameaças balísticas.
      No Patriot por exemplo o GEM/T e o míssil do PAC-3 são somente para ameaças balísticas e o GEM/C para convencionais.
      Mas de qualquer forma uma interceptação mesmo que não destrua a ogiva a tira de seu curso, para proteger alvos militares isso serve, agora numa defesa de um centro urbano já é um pouco falho.
      Por isso que em 91, os sucessos de Patriot em Israel erão de 30% e os sauditas 70%

  17. Em tempo, para defender contra um foguete artesanal produzido em um quintal do Hamas em Gaza, que mais poder entrar na categoria de fogos de artifício, tudo bem.
    Mas para defesa campal contra ballistic missiles, ainda mais ICBMs? Sem chance.

  18. O pessoal comenta sem fazer uma mínima análise do assunto e vão logo na garganta. rsrssss
    E o teor da matéria também não ajuda. Pra começar há um erro crasso de entendimento de tecnologia militar que é referente à frase: “o Tratado de Forças Nucleares Intermediárias (Intermediate-Range Nuclear Forces Treaty – INF), de 1987, que baniu todos os mísseis de cruzeiro com alcance entre 500 e 5.500 km”
    Na verdade o Tratado INF “baniu” todos os mísseis (de cruzeiro, semi-balísticos e balísticos) com alcance entre 500 e 5500 km, e não só os “de cruzeiro”.

    • João,
      Foi a maneira que acharam para ambos os países (URSS e EUA) retirarem seus mísseis (Pershing e GLCM dos americanos e principalmente o SS-20 da URSS) cuja existência e expansão estava provocando um aumento das tensões.
      Como não tinha como determinar que só os mísseis “X” ou “Y” fossem retirados, resolveram que toda uma classe de mísseis o fosse. E partiram para uma retirada total e não para uma redução ou limitação. E também foi genérico, relativo a mísseis nucleares ou convencionais.
      Aí, redundou nesse tratado “esquisito”. rssss
      Residualmente há um efeito prático, que é em não havendo mísseis de “curto”, “médio” e alcance intermediário, permite um maior tempo de reação, o que deixariam os países menos tensos.
      As armas nucleares táticas (com menos de 500 km) foram “banidas” pela “Iniciativas Nucleares Presidenciais”, entre os presidentes da URSS e EUA, e as armas de alcance intercontinental foram reguladas pelos tratados SALT, SORT e START.
      Um abraço.

    • Acabar com os ditadores aliados dos EUA também? E olha que eles tem vários parceiros ditadores, tem um pessoal que acha que apenas os ditadores aliados de russos e chineses é que não prestam.
      Alguns criticam a ditadura iraniana, já a ditadura saudita é uma beleza, não conseguem ver que são farinha do mesmo saco, ditadura é ditadura e ponto final.
      Eu concordo com você, devem acabar com ditadores, mas acabar com todos mesmo, e não ficar defendendo ditadura só porque é aliada de “a” ou “b”.

      • Num é, esses países do ocidente são coniventes com ditadores enquanto eles estão nas rédeas de seus caprichos. Ex.: Saddam, Kaddafi, Mubarack.

      • Mauricio
        Saudacoes.
        Assino embaixo.
        Compartilho totalmente do seu ponto de vista.
        Ditadura é Ditadura e ponto.
        Nenhuma Ditadura presta, seja de esquerda ou de direita, seja xiita ou sunita, catolica ou evangelica, arabe ou sionista e outras mais.
        Nenhuma Ditadura presta.
        A Ditadura na Arabya Saudita consegue ser pior que a dos Ayaotolás no IRAN, pq as mulheres sao tratadas como lixo. O mesmo esta acontecendo na Turkya, Erdogan esta destruindo o país, que antes era laico e agora tbm esta se tornando uma Teocracia Radical.

        Mas igual vc disse, tem gente aqui que gosta de fechar os olhos para isso, pois se é “aliado” do Ocidente entao pode.

        Os EUA deveriam acabar com a Ditadura dos Ayatolas do IRAN, da Familia Saudi na Arabya, de Erdogan na Turkya, dos Radicais Sionistas em Israel, de Kim Jon na North Korea, dos Castro em Cuba, de Maduro na Venezuela e em grande parte dos países da Africa.

        Mas sera que os EUA querem isso?

  19. Valeu, Bosco. Realmente são as armas do diabo, mas acredito que mísseis nucleares são os principais responsáveis por a World War III ainda não haver acontecido. Todos os lados estão em Check Mate. Quem apertar o botão estará se auto destruindo.
    Abraço

  20. Eu não acredito que o povo Americano queira a Guerra Nuclear!!
    O que acontece é que quem manda realmente nos EUA é o LOBBY……
    Mas infelizmente iremos virar Marte…snif..snif…snif….

  21. Na verdade para se mostrarem bem na fita com seuspovos eles dão demonstração de poder é a indústria armamentista nunca pará.O Importante é que o Brasil sabe como é feita a bomba é tem centrifugas que em pouco tempo pode reunir material para faze-la isto dá um certo respeito.No campo de misseis o Brasil tem tecnologia para fazer um missel intercontinental(deixe corrida espacial para os que tem dinheiro sobrando) devemos dar prioridade as nossas indústrias pois com capacidade industrial e matéria prima é organização o resto leva pouco tempo.Srs lembre-se da 2* guerra os estados unidos e Rússia atingiram produção recorde principalmente EUA que transformou suas fabricas de automoveis em fabricas de tanque e caminhões.Cumprir tratados é bom para os dois lados mas parece que esses tratados foram criado para frear um pouco mas não para serem cumpridos.

  22. “Se o sistema ficar operacional, os EUA vão examinar a capacidade de anular um míssil que possa atingir algum de nossos países aliados” não estou vendo a parte em que alguém fala em “atacar a Rússia”

  23. Ela ta dando chilique por causa desse míssil aí… imagina então quando ela souber do míssil de cruzeiro stealth de propulsão nuclear que os russos estão testando… esses dias um caiu no mar da Noruega. Nada… ela não vai fazer absolutamente NADA além de latir

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