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Washington e Pequim pedem que países assumam um lado. Não vamos escapar da escolha

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Por William Waack

O grande espetáculo geopolítico do século ganhou mais ritmo. O Departamento de Comércio do governo americano acaba de divulgar uma lista de novas tecnologias que terão exportação restringida. Elas incluem inteligência artificial, computação quântica e robotics. A lista de restrições às exportações dessas tecnologias é claramente desenhada para preservar o avanço americano em relação à China.

A divulgação da lista ocorreu poucas horas depois de um áspero duelo de discursos no encontro da cúpula econômica dos países da Ásia e do Pacífico entre o presidente da China (ao qual a imprensa internacional já se refere como imperador) e o vice-presidente americano Mike Pence (Trump esnobou o encontro). A guerra de palavras entre Beijing e Washington tornou mais difícil acreditar numa solução breve para a declarada guerra comercial entre os dois gigantes da economia mundial.

Mais ainda: na guerra de discursos, China e Estados Unidos descreveram-se mutuamente como potências coloniais na Ásia. Pence pediu aos países da região (e outros fora dela) que não aceitem “dívida externa” (uma referência à grande iniciativa estratégica chinesa de projetos de infraestrutura em vários países) que possa “comprometer sua soberania”. E Xi Jinping acusou os EUA (embora não tivesse mencionado o nome) de solapar o sistema de regras internacionais “por motivos egoísticos”.

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, a ascensão da China resulta num confronto geopolítico de proporções inéditas, e tanto o desafiante (a China) como o desafiado (os Estados Unidos) comportam-se totalmente de acordo ao que previam algumas teorias sobre Relações Internacionais: a superpotência americana não pode tolerar o surgimento de uma outra superpotência capaz de dominar sozinha uma parte do mundo. E, inicialmente, dedica-se a uma clássica política de “containment” (comparável à da Guerra Fria com a União Soviética). A China já denuncia esse tipo de “cerco”.

As mesmas teorias supõem que inicialmente a China crescerá de forma harmônica e pacífica, até sentir que sua própria segurança (e crescimento) estão em risco – o ponto já parece ultrapassado. É esse tipo de tensão geopolítica que tem trazido medo nos últimos meses aos mercados internacionais – mais até do que as disputas comerciais travadas em termos de “guerras”. Aqui entra o papel de indivíduos. Xi Jinping, o novo imperador chinês, não deixa de maneira alguma a impressão de ser um dirigente propenso a ceder a pressões externas. Ao contrário: ele parece convencido de que o único objetivo dos Estados Unidos é o de conter a China.

Xi vai se encontrar dentro de alguns dias na cúpula do G20 com Donald Trump, o homem que acredita que conflitos geopolíticos dessa magnitude colossal se resolvem com “amigos” conversando ao redor de um campo de golfe (como ele fez com Xi Jinping na Florida). De fato, a cúpula chinesa aparentemente diferencia entre as instâncias tradicionais de formulação de condutas externas americanas (departamentos de Defesa e Estado), que se engajaram no “containment” como estratégia frente à China, e a figura de Trump.

O problema, porém, ficou claro para as outras potências que lidaram com chineses e americanos nos últimos tempos. Cada vez mais Washington e Beijing pedem aos líderes de outros países que assumam um lado nessa disputa monumental. Mesmo com tantos oceanos nos separando dos EUA e da China, não vamos escapar de ouvir a mesma pergunta: qual o lado?

E aí, Jair, o que a gente vai responder?

Não falta muito para o Brasil assumir lado numa briga de cachorros muito grandes

FONTE: O Estado de S. Paulo

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  1. A escolha deve ser o Brasil, deixem os dois que briguem por nos, é assim que tiraremos vantagem da situação, escolher um lado é jogar a oportunidade no lixo e comprar uma briga que não é nossa. Getúlio já cortejos os dois lados e conseguiu grandes vantagens com isso, claro, não espero quero comparar o Bolsonaro com o Getúlio, mas eu espero que seus assessores, principalmente os militares, não permitam que ele coloque o Brasil na coleira alheia para servir de capacho.

    • Exatamente. O Brasil não precisa e não deve entrar nesta disputa. Até porque, para estas disputas existe a ONU e existe a Corte Internacional de Justiça.
      Nosso interesse, do Brasil é ter relações comerciais amigáveis com os dois países, sempre observando o interesse do Brasil, do nosso desenvolvimento.

      • Devemos cuidar da nossa vida e dos nossos interesses.
        Mesmo porque nunca fomos admitidos no “Clube”.
        Nada de alinhamento incondicional.

    • A China está empenhada com muita força na África e América Latina, seus projetos de infraestrutura, são monumentais e devem requerer financiamento ou cessão de territórios por décadas, tais como a base naval na África e os projetos na Argentina, como a Base Aeronaval na Patagônia e, a oferta de
      um programa semelhante ao FMS americano, reequipar suas forças armadas que estão em péssimas condições, o que foi recebido muito bem pelo Estado Maior militar

  2. @OFF

    O Ministério da Defesa fez uma publicação alusiva a criação do EMCFA (8 anos).

    O que me chamou atenção foi a foto da publicação em que podemos ver o Astros disparando o MTC-300 (versão com as asas retráteis).

    Será que é uma montagem ou foi um disparo real?

    https://scontent.fjpa6-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/46508129_1956862117740145_8602502310553190400_n.jpg?_nc_cat=109&_nc_ht=scontent.fjpa6-1.fna&oh=53ee1d2fa71352ddcd11cbbb231e4697&oe=5CB15EAA

  3. O problema é que a política chinesa para os próximos anos continuará a mesma, enquanto isso, nas próximas eleições dos EUA, um democrata paz e amor pode vencer e mudar diametralmente a política americana para a China.

    • Victor Filipe, e eu torço por seu nome permanecer esse mesmo, não creio que haverá um alinhamento automático do novo governo com China ou EUA. Dependemos de ambos, a China com sua imensa população depende do nosso agronegócio e commodities. Eu acredito que haverá uma mudança radical tanto na diplomacia como no comércio internacional, prestigiando acordos bilaterais em detrimento ao Mercosul e países do hemisfério sul ou alinhados ideologicamente com aqueles.

      • Mesmo porque o Gen. Mourão acabou de declarar que é melhor não mexer em guerra que não se pode ganhar. Citou que o Brasil vai deixar como está a situação da China. O.M., Mercosul e Venezuela.
        Além do mais, essas estultices ‘neopresidenciais’ tipo mudar a Embaixada para Jerusalém, acabar com o Mercosul, se afastar da China e etc. levaria ao País à falência mais rápido do que se espera.

      • Já há um alinhamento do novo governo com os Estados Unidos. Bolsonaro já está até treinando a dar a patinha quando ele encontrar o Trump pessoalmente. Ao invés de buscar um alinhamento internacional que vá de encontro aos interesses do Brasil, esse novo governo trabalha por pura ideologia.

  4. O Brasil deve tomar mas atitudes semelhantes ao EUA, mas será somente referente a América Latina, no contexto geral o Brasil deverá seguir uma posição semelhante a da UE, Índia, Canadá e Austrália.
    Resumindo, não acho que o Brasil ficará neutrao como nós tempos FHC e agora no Temer, mas não será totalmente pro EUA e nem virará a cara para China, mas terá mais cautela do mesmo.

  5. Em termos de geopolítica será o decisão mais importante do governo Bolsonaro no primeiro ano. A escolha feita afetará o Brasil durante todo o mandato.

    Nós também poderemos ficar sujeitos a uma infeliz virada de rumo caso a esquerda volte ao poder daqui a quatro ou oito anos.

    O General Mourão já revelou o pensamento dele que acredito ser similar ao pensamento dos Militares mais importantes do Alto Comando e do General Heleno, Militares que sabemos ter forte influência em Bolsonaro:

    “A posição brasileira tem sido sempre marcada por um certo pragmatismo. A gente tem que buscar nossos objetivos e os países que fortaleçam a conquista desses objetivos. A posição dos EUA é inquestionável. É a potência hegemônica (…). Mas não podemos descuidar dos outros grandes atores da arena internacional. Não podemos nos descuidar do relacionamento com a China.”

    Também muito importante será o Chanceler Ernesto Araújo cujo o pensamento podem ter uma ideia nestes excertos de um artigo que publicou:

    “Uma equivocada interpretação das tradições diplomáticas brasileiras tenta impor-nos, há muitos anos, a visão de que o Brasil é simplesmente um país grande: desistimos de ser um grande país.”

    “Mas alguém decidiu definir a presença do Brasil no mundo por sua adesão aos “regimes internacionais”, por sua obediência à “ordem global baseada em regras”. O Brasil assim concebido quer ser apenas um bom aluno na escola do globalismo. Não quer nem mesmo ser o melhor aluno, pois isso já seria destacar-se demais, já envolveria um componente de vontade e grandeza que repudiamos.”

    “A esquerda globalista quer um bando de nações apáticas e domesticadas, e dentro de cada nação um bando de gente repetindo mecanicamente o jargão dos direitos e da justiça, formando assim um mundo onde nem as pessoas nem os povos sejam capazes de pensar ou agir por conta própria.

    O remédio é voltar a querer grandeza.

    Encha o peito e diga: Brasil Grande e Forte.”

    A visão do Chanceler, em minha opinião baseada na leitura de um estudo seu, é de defesa e alinhamento, aos valores mais caros do Ocidente. Que incluem sim o livre mercado e a democracia, mas vão muito além para a defesa de valores culturais e religiosos que estariam sendo deixados de lado desde os primórdios do século XX.

    O Chanceler vê Donald Trump como o primeiro Presidente dos EUA pós Ronald Reagan, e talvez muita mais que este, que é defensor destes valores.

    A disputa comercial com China seria apenas a disputa mais aparente. A verdadeira disputa é a ameaça que também a China representaria aos valores ocidentais que já são muito ameaçados pelo globalismo e islamismo.

    “A defesa do Ocidente depende não apenas dos meios, mas também da vontade dos seus povos (…). Podemos ter as maiores economias e as armas mais mortíferas da Terra, mas se não tivermos famílias fortes e valores fortes, então seremos fracos e não sobreviveremos.” Donald Trump.

  6. difícil escolha, ser capacho dos americanos ou ser capacho dos chineses eis a escolha.

    De uma coisa eu tenho certeza, que os nossos amigos intelectuais revolucionários que estão nas universidades e redações da imprensa do nosso país, serão sensatos já que pregam o humanismo e odeiam todas as formas de tortura e ditadura, sendo resistência com uma frente democrática nessa luta árdua contra o fascismo, vão apoiar com todas as suas forças na única superpotência democrática e livre que se chama Estados Unidos da América, afinal oq seria desses pobres intelectuais, jornalistas e estudantes revolucionários, sem suas férias de final de ano na Disney.

    • Nas atuais condições, com os EUA precisando cada vez mais de parceiros, acho que o termo “capacho” não se adequa. Essa situação é uma ótima oportunidade para negociarmos acordos bem vantajosos e sermos vistos como parceiros. Do contrário, um dos lados nos lançará nos braços do outro.

      • Eu sei Doug, mas aqui no Brasil nas discussões é assim, se fizermos uma parceria comercial com os ETs tudo vira sinônimo de “capacho, entreguista” rsrs.. meu comentário foi irônico do começo ao fim.

        • Ah sim, com certeza. Mas quando emprestamos via BNDES para os novos “parceiros estratégicos” cucarachos e esses nos passam a mão na bunda e nos dão um calote, nesse caso não somos capachos. É parceria.
          No mais, concordo totalmente contigo.

  7. Amigos,

    Qualquer liderança com um pinco de sensatez, sabe perfeitamente que não faz sentido um alinhamento mais profundo com quem quer que seja em tudo…

    Diferente de americanos, que são aqueles que praticamente mantém a economia chinesa trabalhando, o Brasil não tem capital político, militar e econômico para bater de frente com chineses; e nem pode esperar poder escorar-se em americanos, cuja posição pode sofrer consideráveis alterações em menos de uma década.

    Francamente, não creio que o agora presidente eleito esteja alheio a possibilidade de uma mudança na postura dos EUA frente Rússia e China daqui a alguns anos ( e que pode ser muito para pior ). Tanto quanto também ( e isto está claro ) entende ele que permitir ao País levar-se por uma influência chinesa maior que a atual, não seria desejável. Logo, entendo que sua atitude será manter uma postura de neutralidade, e a aproximação com os EUA será somente no sentido de reequilibrar as relações internacionais.

    Concordo com o Algusto L. O Brasil tenderá a alinhar-se com os EUA no que tange a assuntos referentes AL, mas não penso que tomará uma parte ativa nessa guerra comercial com a China e nem irá aventurar-se fora de sua zona de influência, como as administrações anteriores buscavam fazer.

  8. Escolher lado …. Significa fazer um grande inimigo , a posição mais correta para o Brasil e fingir de cego ,surdo e mudo , e tirar proveito dos dois lados , o Brasil precisa ter a sua filosofia sua meta , não um alinhamento com um ou outro país , como teve no governo passado….

    O governo americano (ou democratas) se preocupam tanto com a Rússia , um pais comparado ao Brasil economicamente , mas fecham os olhos para um dragão que vão consumi los… Chineses não sedem ,a não ser se forem massacrados em uma guerra….Os americanos estão dispostos a levar esta briga para o campo militar.?

  9. É impossível ser “neutro” como alguns inocentemente acreditam que o Brasil fará. Ou se está minimamente do lado dos EUA, ou dos chineses, e já sabemos como os americanos são. Pagaremos para ver como uma ditadura que censura e mata os seus próprios cidadãos irá tratar o resto do mundo?

    O Brasil, gostem ou não, por sua tradição judaico-cristã e colonização portuguesa, está no Ocidente. Aliar-se à China significa perverter o conjunto de valores da sociedade brasileira em prol de um país que procura dominar o resto do mundo. O máximo que o Brasil deve fazer com a China é comércio única e exclusivamente com o objetivo de obter lucros de acordo com seus interesses, e só. Se o Brasil almeja um dia ser grande, deve utilizar os EUA como trampolim em troca de apoio contra os chineses. Está na hora deste país criar culhões e sair de cima do muro como covardemente fez durante décadas.

    • Daglian,

      O que é impossível, entendo eu, é o País assumir responsabilidades que politica e economicamente não poderia arcar de momento… O País simplesmente não tem as condições para isso…

      Aumentar as relações econômicas com o Ocidente seria realmente um passo natural para o Brasil, haja visto o foco dos poucos manufaturados que exportamos estar no Ocidente e não haver perspectiva de crescimento para este seguimento de exportações no Oriente, além do nível de cooperação tecnológica ser consideravelmente maior com aqueles que orbitam os EUA.

      Ocorre que…

      Primeiro, se o propósito afinal for um alinhamento maior, que englobe a esfera política e militar… Bem… Economicamente, é perfeitamente viável ao Brasil tornar-se para os EUA algo minimamente próximo do que é a China para eles. Mas isso depende, acima de tudo, de alterações dramáticas na nossa legislação, que precedam a constituição de um verdadeiro livre mercado, para somente então proceder a uma real abertura econômica; e tudo acompanhado de um crescimento militar e social vigoroso, que coloque o Brasil minimamente como potência regional indiscutível. Somente aí estaríamos prontos para tomar posição definitiva.

      Perceba, portanto, que um alinhamento firme pró EUA, caso tomado por objetivo final ( o que nada me leva a crer que seja, apesar da retórica pró Ocidente ), não seria algo para ocorrer nesta administração. Tratar-se-ia de um processo longo, que dependeria da construção de bases econômicas, sociais, políticas e militares extremamente fortes, e que haveria de ser concluído por um eventual sucessor de Bolsonaro, daqui a pelo menos uma década…

      Aliás, mesmo um reequilíbrio das relações comerciais do Brasil para com as potências globais ( como acredito que será no final das contas, buscando preservar considerável autonomia do Brasil no processo ) dependeria de alterações assim, num processo que, se iniciado em 2019, levaria pelo menos todo o próximo mandato para começar a ter resultados concretos.

      Logo, independente de qual seja o objetivo da futura administração, o momento pede por uma postura mais controlada… E há cartas a serem jogadas… Muitos acreditam que não seria possível negociar com chineses. Pois eu digo que seria sim perfeitamente viável, e o seria justamente pela pressão americana do outro lado ( que de momento é muito intensa ). Afinal, nenhum bom vendedor quer perder o freguês… Enfim…

      Só devemos lutar as batalhas que podemos ganhar… E tudo tem seu tempo…

      Resumindo o que penso: antes de tomar qualquer posição, ao lado de quem quer que seja, o Brasil precisa ter encaminhado, em plena execução, um projeto de nação; coisa que ainda não tem… Talvez tenhamos isso na atual administração, mas torno a dizer que é algo que levará anos para se fazer sentir e permitir avançar.

  10. bom se for uma “nova guerra fria” já sabemos que vai dar em nada, e a China ao contrário da URSS não vai quebrar pq é comunista só no nome, pode tropeçar, ter recessão, mas não vai quebrar, os EUA já tiveram recessão, já ficaram em depressão, mas estão aí até hj, o Brasil deve sugar os 2 lados o máximo que puder, isso mesmo, sem alinhamento claro. li num Blog Americano sobre os desdobramentos de uma guerra SinoAmericana sem levar ao uso de armas nucleares, os 2 lados iam sair arrasados, junto da Economia Mundial, ambos iam perder o protagonismo de agora iam ficar lambendo as feridas por décadas, a Europa já foi o centro do Mundo mas de tanto os Europeus se matarem, os EUA superou eles.

  11. Dessa vez os USA enfrentam alguém maior que eles. Vou apostar no desafiante. Sobre o “Mito” ele é o primeiro Presidente da historia do Brasil que, antes de tomar posse, tem medo de um Impeachment. Ele disse anteontem: “Se me tirarem o Brasil cai junto” kkk

    • O único problema é que a China compra quase 1/3 de todas as exportações brasileiras.
      E a maioria dos produtos principais como soja, minério de ferro, carnes e etc. não tem nenhuma utilidade para os EUA. Até pelo contrário. Os EUA são concorrentes do Brasil em vários desses produtos. Portanto, a chance de o Brasil se afastar da China é ZERO.
      Além disso, a maior parte dos produtos industrializados exportados vão para o MERCOSUL e duvido muito que os industriais brasileiros apoiem qualquer medida restritiva nesse acordo.

      • São produtos industrializados de baixo valor, e a rigidez do MERCOSUL impede o Brasil de entrar nas cadeias globais, produtos semi-manufaturados brasileiros no exterior são quase inexistente por causa disso. O Mercosul da estabilidade no curto prazo mas é um desastre no longo, somente adia a crise.
        Além do mas quase 80% dos nossos produtos industrializados de alto valor exportados vão para os EUA, pena que não temos muitos deles para exportação, culpa somente nossa.

        • O único problema é que o Brasil só produz isso: produtos de baixo valor agregado. E para isso, existem uma série de países que produzem melhor e mais barato do que nós.
          Sem o Mercosul, a indústria nacional teria seríssimos problemas de forma imediata, simplesmente não tendo onde colocar suas exportações. A principal vítima seria a indústria automobilística.
          Esse Ministro maluco querendo liberar as importações sem contrapartidas, contrapartidas que todos estão implantando, acabará com o resto da indústria nacional. Totalmente fora da realidade. Aguardemos.

          • Antonio,

            O que se está buscando é justamente fomentar o mercado interno com redução de impostos e de burocracia. Essa receita funciona já no médio prazo, muito embora seja mais complexa de ser implantada.

            O fato do MERCOSUL não ser prioridade não significa que não lhe será dada atenção. Aliás, o próprio Bolsonaro já disparou que deseja rever os conceitos desse acordo econômico, visando sua flexibilização, transformando-o em algo similar a uma área de livre comércio.

            Evidente que a abertura acompanha o desenvolvimento de um livre mercado, e não o oposto. Quer dizer, a medida em que empresas forem surgindo e/ou se adaptando, vai se desenvolvendo uma abertura que permita a empresas de fora entrarem em condições de igualdade ( e aparentemente o componente econômico do Presidente Eleito entende isso )… Os chineses, embora tenham seguido uma receita um pouco diferente ( com mais de dirigismo estatal em áreas essenciais e punho mais firme sobre o empresariado local ), fizeram basicamente isso… Deu certo, como vimos…

  12. Achei que o pessoal não entendeu corretamente o texto, é mais ou menos isso:
    Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Na escala tratada nós não temos a menos chance de mandar!
    A situação toda é muito ruim, nós mal estamos conseguindo sair da crise e teremos que escolher um “lado”. E acredite, Trump não vai barganhar com o país que é “um dos mais difíceis do mundo para empresas americanas”, ele vai impor.

  13. Bem, se continuar deste jeito: https://www.naval.com.br/blog/2018/11/23/guerra-do-atum-barco-brasileiro-e-atacado-por-embarcacao-chinesa-em-alto-mar/ nem vai precisar de muito para o BR ficar ainda mais do lado dos EUA (os que sonham com um alinhamento anti-EUA, na minha opinião, viajam na maionese jogando fora todo o histórico da nossas FAs nos últimos 100 anos). E o problema no lado dos EUA, especialmente após a queda da URSS, é o de uma certa prepotência ou “já ganhou” em relação a China e Rússia…

    A política dos EUA durante muito tempo foi fazer amizade com a China pra conter a Rússia, Trump na campanha, percebeu bem que o jogo agora havia mudado e que o negócio agora seria o contrário: fazer amizade com a Rússia para conter a China. Mas aí quando tomou posse, o “Deep State” seguiu o velho plano, especialmente na arraigada ala anti-Russa, deixando claro que qualquer proximidade com os Russos seria “traição”, e como o desafeto com a China já estava feito, agora estão mal tanto com a Rússia como com a China…

  14. Estou nem aí. Já aconteceu o que eu queria que é o Bolsonaro, Presidente.Seu ministério,melhor impossível.Só ficar quietinho e deixar eles para lá.

  15. A exemplo de Getúlio Vargas, como lembrou o br, devemos adiar escolher um lado o máximo possível e conseguir vantagens de ambos. Mas duvido que no final, escolhamos um outro que não seja os EUA.

  16. Se o Brasil continuar em cima do muro, vai continuar perdendo o bonde.

    Se o o Brasil se alinhar à China, vai dar um tiro na cabeça. A China é uma economia predatorial, que está fazendo outros países de reféns de dívida externa.

    O Brasil pode acabar sendo atrapado pelo tentáculo chinês, e acabar sendo transformado em uma eterna economia de comodities.

    A estratégia da China é comprar países, sabotar suas economias e gerar bancarrotas.

    Os EUA tem o poder de implodir a economia chinesa, mas as corporações estão superfaturando através da mão de obra farta e barata.

    Uma sinergia entre Brasil e EUA (diplomacia, comércio, militar) poderia salvar o Brasil de se tornar uma colonia do imperio chinês.

      • Salve Roberto,

        Com os americanos o Brasil pode negociar, já com os chineses não existe a menor posibilidade.
        Um exemplo: EU não considero os Super Hornets nem como colares e nem como miçangas.

        Outro exemplo: a presença de brasileiros estudando ou fazendo pós graduações em universidades americanas.

        Somos duas nações compatíveis. Já a China só mesmo na patelaria.

    • Golpe??? Apenas troque o nome do Lulla ou da Dilma pelo nome FHC. Pense que o FHC fez tudo o que a Dilma e o Lulla fizeram… seria Golpe???

      • Qual foi parte do telefonema gravado onde o Senador Jucá diz que ‘está tudo combinado com os militares e será com o Supremo e tudo’ que vc não entendeu?.

        • Claro, ignoras que a anta da Dilma que pavimentou seu impeachment jogando sua popularidade no lixo , cometeu crime de responsabilidade, a roubalheira na Petrobras , ETC. Sempre o mesmo mimimi patético.

          Lula não sofreu impeachment no mensalão por ser popular. Nenhum presidente popular sofre impeachment, Dilma e o PT são responsáveis e colhem o que plantaram.

  17. Muitos foristas esquecem que a China tem no seu governo comunista, a mola propulsora do domínio global através do marxismo travestido de liberarismo econômico.
    Os Estados Unidos com todos os seus defeitos, ainda consegue oferecer produtos e serviços de primeira, atrelado também aos países europeus como França e Alemanha. E a China !? Serviços descartáveis made in China e produtos Norte Coreanos !? Vamos pensar um pouco !

  18. Enquanto a China compra soja, minério de ferro, carnes e etc. mais de 50% das nossas exportações para os EUA são produtos manufaturados!

    Sempre seremos meros exportadores de commodities para os chineses, enquanto os americanos ainda dá algum valor em nossos produtos de alta tecnologia.

    Se o próximo governo souber negociar com os americanos, na minha opinião, acredito que a médio a longo prazo dá para o Brasil se tornar uma espécie de “mini-China” em produtos de alto valor para eles, já com a China isso JAMAIS acontecerá! Sempre venderemos soja, trigo, café, ferro e etc.

    Então acho que dá pra continuar fazendo negócio com os dois sem afetar a relação, desconfio até que a China tem muito medo que os EUA comecem a investir pesadamente aqui no Brasil, e as fábricas de alto valor tecnológico americanas e europeias comecem a sair de lá e venham pra cá no futuro, mesmo com o Brasil talvez não conseguindo competir com a desvalorização da moeda chinesa em relação ao dólar, mas podemos competir com menos taxação tributária, mais flexibilidade nos encargos trabalhistas (isso já está acontecendo) e principalmente na distância entre os portos brasileiros dos americanos e europeus, isso poderia contribuir bastante no comércio.

    Eu duvido que a China deve estar olhando com bons olhos uma possível parceria estratégica entre Brasil e EUA, mesmo que continuemos exportando commodities para eles, vão ter que oferecer muito mais para nós além de comprar soja, ferro e carnes… ABRE O OLHO CHINA rsrs…

  19. Concordo e acredito que a China corre um grande risco desse país Brasil acordar e passar a produzir para os Estados Unidos e o mundo com seus recursos que hoje são vendidos crus e baratos para a China.

    Somos aqui do lado e só precisamos derrubar dogmas dos anos 40 de um século bem ultrapassado.

    • Exatamente Roberto.

      Por exemplo, os EUA são o maior cliente da Embraer, depois vem a Europa. E a China? A China não quer comprar nada que seja manufarado no exterior, mas quer empurrar suas porcarias para o resto do mundo.

      O que impede a Apple por exemplo, de abrir uma linha de produção no Brasil?

      Porque a Apple está a China e não no Brasil? Posso extrapolar a questão extendendo a pergunta: Porque corporações americanas foram para a China, e não para o Brasil?

      O Brasil e os EUA formando uma parceria industrial/comercial, podem causar um desequilibrio profundo na economia chinesa.

      Eu sou a favor de uma aliança estratégica entre Brasil e EUA. É possível fazer sangrar a China sem disparar um só tiro. Mas se os chineses quiserem partir para o tiroteio, os EUA tem porrete suficiente para decapitar o dragão.

      • Por que a Apple está na China e não no Brasil?
        Porque a China já tem a maior economia do planeta, é disparada a maior potência industrial, tem a maior população, tem um melhores sistemas de educação do mundo, forma o maior número de engenheiros, pesquisadores e cientistas e por aí vai.
        Como exemplo, reportagem de agora do Valor Econômico demonstrando que os chineses estão acelerando as pesquisas em inovação digital deixando para trás o tão propalado Vale do Silício.
        https://www.valor.com.br/brasil/5995683/china-acelera-para-dominar-inovacao

        • Só uma curiosidade: Jeff Bezos, em palestra esse mês, disse provavelmente que a Amazon poderia ir à falência em não muito pouco tempo. Ele disse que apenas as cervejarias não quebram nos EUA e isso dizia muito sobre o seu povo.

        • A Apple instalou-se na China por conta de leis trabalhistas virtualmente inexistentes, baixo custo de instalação, baixo custo de mão de obra e baixo custo de transporte.

          O sistema educacional chinês tem algumas ilhas de excelência que os puxa pra cima nos conceitos mundiais, como Hong Kong, mas no geral está em algum lugar entre americanos e terceiro mundo…

          Detalhe: formar profissionais não significa necessariamente te-los na prática; quer dizer, que sejam realmente de alguma valia… Cuba, por exemplo, está cheia de engenheiros que trabalham de taxistas… O que determina a eficiência de um corpo científico não é a quantidade de profissionais em si, mas a qualidade destes e excelência de seus serviços…

          • Fale isso hoje, porque amanhã a China já estará um pouco mais distante de Brasil e EUA.
            E ainda, ter engenheiros como motoristas de táxis não é exclusividade cubana e o UBER está aí para demonstrar.
            Lembro, ainda, de ter assistido programa onde empresário brasileiro instalado em Cuba elogiava os trabalhadores cubano pela excelente formação acadêmica que refletia em uma produção mais eficiente, visto que eles tinham facilidade em operar qualquer máquina da empresa.

  20. Até o presente momento observei que a maioria senão todos os comentaristas possuem pontos de convergência em relação ao artigo escrito por Willian Waack . Todos possuem pontos de vista corretos. Relações comerciais com a China, com EUA, Rússia em geral de preferência com a maioria dos países em que possamos nos beneficiar economicamente. Agora, com nossa indústria e comércio nacional em morosa recuperação, pode ficar complicado. não tomar uma posição imediata se faz necessário. “Prudência e caldo de galinha não fazem mal algum”. Abraços a todos.

  21. é melhor o jair “se acostumando” com a idéia de que não tem cacife para peitar nenhum dos dois. no futuro governo do disse-desdisse, a china mostrou delicadamente que um boicote acarretará provável restringimento internacional.

    afinal de contas, os EUA não comprarão os bilhões de commodities que vendemos aos “vermelhos”, tampouco israel ou mesmo a europa, se sairmos do clube da paris.

    talvez a saída fosse misturar as políticas externas do barão de mauá com juracy magalhães. continuamos alinhados ideologicamente aos EUA e vendemos soja et alli aos “perigosos comunistas” que praticam as mesmas leis de mercado que o mundo respeita.

  22. Arruma a mala aê! Comunas.Aproveita negócio bom assim ninguém nuca viu, tem voo 0800 para Cuba.Nós escolhemos ser Brasil, e negociar com todos.Sem viés ideológico.

  23. Na boa, se tiver que rolar um lado, todos já sabem que estamos EUAmente alinhados com o geito ocidental de ser. China somente comércio.
    Somos pacifistas,mas já passou da hora de nos impormos como nação,com opinião e assumir uma direção.

  24. Seja quem for o seu dono você será escravo dele!…existe em nossa sociedade pessoas mal intencionadas em doutrinar nas nossas mentes e corações que este pais tenha dono!…Usando teses e falácias dizendo que aquele dono é pior que este dono que é melhor!…Temos que lutar contra isso se quisermos uma nação forte, independente e soberana...

    Interesse estadunidense ou chinês?…nós temos mesmo que escolher a quem obedecer?…porque essa gente toda não se unem pelo interesse brasileiro?…

  25. “_RR_ 24 de novembro de 2018 at 13:15

    A Apple instalou-se na China por conta de leis trabalhistas virtualmente inexistentes, baixo custo de instalação, baixo custo de mão de obra e baixo custo de transporte.”

    A apple está lá porque a China é a fabrica do mundo…o que os eua produz?…Nada!!!…eles importam da China!..Ou seja, o braziu compra hoje pelo o dobro do preço dos eua o que os eua compra pela metade do preço na China “Comunista”…Ao invés de negociar com a fabrica…ele vai comprar dos revendedores pelo dobro…Varias indústrias estadunidenses como automotivas, de comunicações e de ALTA TECNOLOGIA dependem de componentes importados da China…

    • Não, prezado… Trata-se de custo/benefício… Empresas se instalaram na China porque o custo de faze-lo compensa. Simples assim… E olhe que já não está mais compensando…

      A ascensão chinesa também está cobrando sua conta no custo de mão de obra e transporte. E some a isso as tarifas impostas por Washington nos últimos tempos… Daí que nos últimos 5 anos, tudo o que se viu na China foi um verdadeiro êxodo de empresas em busca de novos mercados, como Vietnam, Indonésia e Índia… Até mesmo multinacionais chinesas estão deixando a China pra tentar escapar de custos em alta!

    • O que um tênis nike e um ipad tem em comum?….Resposta: China….Os produtos chineses estão em toda parte…a maioria das etiquetas e adesivos exibem a legenda “Made in China”….

      As exportações chinesas cresceram 50% na primeira metade de 2002 …são um elo fundamental na rede de abastecimento das multinacionais…

      Os baixos salários, a abundante mão-de-obra, investimentos em capacitação tecnológica e economia em escala, além da disciplina social da comunidade chinesa, vêm desbancando as poucas vantagens competitivas dos países ocidentais nos últimos anos.

      A China abriga aproximadamente 1. 35 bilhões de pessoas…o que o torna o país mais populoso que existe…o enorme grupo de mão-de-obra na China ajuda a produzir em massa, acomodar qualquer exigência sazonal da indústria e até mesmo atender a aumentos repentinos no cronograma de demanda….

      A produção industrial não ocorre isoladamente, mas sim depende de redes de fornecedores, fabricantes de componentes, distribuidores, agências governamentais e clientes que estão todos envolvidos no processo de produção através de concorrência e cooperação…

      Empresas estadunidenses como apple se aproveitam da eficiência da cadeia de suprimentos no continente para manter os custos baixos e as margens altas….a Foxconn(principal empresa que fabrica produtos de apple) tem múltiplos fornecedores e fabrica componentes que estão em locais próximos, e seria economicamente inviável levar os componentes ao eua para montar o produto final…

      Os produtos exportados estão sujeitos a um imposto sobre o valor agregado(IVA) de zero por cento, o que significa que eles gozam de uma política de isenção de IVA ou de desconto…os produtos de consumo da China estão isentos de quaisquer impostos de importação..o que ajuda a manter o custo de produção baixo…

      A China se transformou de um país agrário em uma nação com parque industrial bastante diversificado e altamente produtivo…durante esse processo de industrialização e de integração de empresas multinacionais ,principalmente estadunidenses e asiáticas, observou-se uma rápida transformação na estrutura produtiva doméstica e principalmente na pauta de exportações chinesas…como resultado dessas transformações tais exportações tem se concentrado em setores de alta intensidade tecnológica com nível de valor agregado cada vez maior e bastante dinâmicos nos mercados internacionais….

  26. Se o Bolsonaro vive dizendo “Brasil acima de tudo”, então o alinhamento deve ser com o País.
    Vamos aproveitar o ensinamento do chinês Sun Tzu e nos “aliarmos” aos dois, até estarmos fortes o suficiente para impormos nossas próprias regras.
    Será custoso. Será demorado. Exigirá sacrifício (isso o brasileiro já está acostumado desde o Descobrimento). Entreguistas de ambos os lados tentarão de todas as formas sabotar a iniciativa. Talvez uma guerra civil seja necessária.
    Mas se der certo, os resultados compensarão.
    A outra alternativa é sermos uma eterna colônia exportadora de produtos agrícolas e minérios. Ah, e também de jogadores de futebol.

      • Caro Ricardo Bigliazzi
        Não estou subestimando o novo governo. Estou bastante otimista.
        Mas o que me preocupa é um alinhamento automático com os EUA, que o Bolsonaro deu a entender.
        Nem tudo que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil. Idem com relação à China. O Brasil precisa buscar definitivamente sua independência. Exigirá sangue, suor e lágrimas. Talvez uma guerra civil seja o caminho mais curto.
        Enfim, ou vai ou racha. Isto se quisermos mesmo ir.
        Abraços

    • esse movimento de buscar países de menor custo produtivo tem efeito limitado. chegará a época que vietnam, bangladesh et alli terão aumento nos salários, onde a hora trabalhada subirá de FP$ 1,00 para FP$ 2,00 (FP – fruta-pão, medida de remuneração de trabalhadores no 3° mundo).

      hardware é a parte menos valorizada, já que um processador – por exemplo – é criado nos EUA mas fabricado na china de forma automática, em maquinetas que fazem o tic-tic-toc-tac e montam a engenhoca na outra ponta da linha de produção.

      o software/firmwares não saem das fronteiras nacionais, os códigos-fonte sãp guardado a sete chaves e o acesso é limitado e pequenas partes, para que os trabalhos evoluam sem perda da propriedade intelectual.

      pode-se mudar de país a vontade, que não altera nada no final das contas. o custo de produção dilui-se na produtividade e portugal paga o pior salário da UE. só não sei quantos FP$.

  27. “Antoniokings 24 de novembro de 2018 at 11:39

    Por que a Apple está na China e não no Brasil?
    Porque a China já tem a maior economia do planeta, é disparada a maior potência industrial, tem a maior população, tem um melhores sistemas de educação do mundo, forma o maior número de engenheiros, pesquisadores e cientistas e por aí vai.
    Como exemplo, reportagem de agora do Valor Econômico demonstrando que os chineses estão acelerando as pesquisas em inovação digital deixando para trás o tão propalado Vale do Silício.”

    A China é a maior parceira econômica dos eua…a segunda maior de exportação e a primeira de importação…a quebra da economia Chinesa significa a quebra dos eua e vice-versa….!!!…..

    A economia da República Popular da China já é a segunda maior do mundo…seu produto interno bruto é estimado em 7,3 trilhões de dólares (dados de 2011) enquanto seu poder de compra foi calculado em pouco mais de 11,3 trilhões de dólares.

    Este robusto crescimento econômico combinado com excelentes fatores internos como estabilidade política, grandes reservas em moeda estrangeira(a maior do mundo, com 818,9 bilhões de dólares) e mercado interno com grande potencial de crescimento faz com que a China seja atualmente um dos melhores locais do mundo para investimentos estrangeiros com uma avaliação de risco (Moody’s) A2 índice considerado excelente. A China é o segundo maior consumidor mundial de bens de luxo, com 27,5% da quota global, atrás do Japão. O mercado de varejo da China cresceu 16,8% ao ano.

    Com reformas econômicas iniciados em 1978, a China cresceu 90 vezes, se tornando a economia de maior crescimento mundial nos últimos 25 anos, com crescimento do PIB em torno de 10% por ano. Atualmente a China é a segunda potência comercial do mundo, atrás dos eua e a frente do Japão. Suas reservas internacionais de moedas estrangeiras atingiram 2,4 trilhões de dólares, os maiores do mundo. A China possui cerca de 1,6 trilhão de dólares de títulos financeiros dos eua. A China detém 801,5 bilhões de dólares em títulos do Tesouro estadunidense, tornando-se o maior credor estrangeiro da dívida pública estadunidense. O investimento da China no mercado internacional está crescendo rapidamente. Em 2008 era o sexto maior investidor no mercado internacional.

    O sucesso comercial da China tem sido devido principalmente ao seu baixo custo de produção. São atribuídos uma combinação de fatores como mão-de-obra de baixo custo, boa infraestrutura, bom nível de tecnologia, alta produtividade, em alguns casos, o não pagamento de licenças comerciais, a política governamental favorável e uma moeda muito desvalorizada. Não faz mais sentido empresas investirem em europa e eua quando os salários na ásia é muito menor e onde há maior flexibilização das leis trabalhistas e menos sindicatos.

    Segundo projeções…em pouco mais de 30 anos a China vai ter uma economia duas vezes e meia maior do que a estadunidenses e a produção per capita do país vai ser 70% maior do que vemos hoje em dia nos eua…..

    • Cavalo do Cão.
      China e EUA não são parceiros. Pelo contrário. Estão desenvolvendo uma verdadeira guerra comercial, estimulada pelos EUA, com resultados que afetarão o Mundo todo. Eles apenas fazem comércio porque ganham com isso. Parceria pressupõe sacrifícios e tenho certeza que isso não está na pauta das relações comerciais deles.
      Além do mais, a China já é a maior economia do mundo por paridade do poder de compra (US$ 23,1 tri da China contra US$ 19,49 tri dos EUA), é a maior exportadora e a segunda maior importadora do mundo.

    • “Antoniokings 24 de novembro de 2018 at 17:48

      Cavalo do Cão.
      China e EUA não são parceiros. Pelo contrário. Estão desenvolvendo uma verdadeira guerra comercial, estimulada pelos EUA”

      UMA COISA…É UMA COISA…JÁ OUTRA COISA…É OUTRA COISA…TOTALMENTE DIFERENTE…Em terra de saci calça jeans dá pra dois…

  28. O jogo de xadrex do cenário mundial esta comecando a desenhar um cenário para chegar ao seu grande final…..e não se enganem….para os tampos que virão não existira neutralidade….as duas superpotências irao cobrar o alinhamento….e seguirão a cartilha….se nao esta comigo entao esta com meu inimigo…..

    a grande questão, qual lado escolher…..pois nao se enganem….tanto EUA como China vao cobrar o preco desse aliança…..e vai ser não importa qual…o preco vai ser caro….

  29. O que penso dos chineses? ja disse aqui Hostis humani generis. É igual uma praga de gafanhotos. Qualquer parceria com eles a médio e longo prazo se revela negativa para qualquer um, menos pra eles.
    E também ja alertei o obvio: a classe média chinesa logo explodirá o regime, e a China sem o regime se fragmentará ou perderá drasticamente sua competitividade. É um barco fazendo água.

      • 100 nick- elã que moral voce tem pra falar apoiador de bandidos? Tua postura revela bem o teu caráter ou a falta dele. Quem lambe botas são voces dos cubanos e venezuelanos. E a eleição deixou bem claro quem é a minoria. te liga elemento

    • Pois, estão dizendo que os EUA é que estão se dividindo e de maneira irreconciliável. Uma parte da população mais esclarecida (tipo Califórnia, Nova York, Washington) votando nos Democratas e a plebe ignara votando nos Republicanos. Plebe essa chamada lá de ‘redneck’ ou ‘white trash’. Americano do interior, normalmente iletrado, conservador nos costumes e passando por dificuldades financeiras.
      Em tempo. Nas últimas eleições os Republicanos levaram uma surra e começaram a aparecer muitos eleitos de tendência mais à esquerda. Vários são até socialistas.

      • Srs. Esquerdistas, tomem o exemplo nativo: sejam trabalhistas e vão por uma ótica nacionalista, flertem com o Integralismo, se for o caso. Mas este besteirol trotskista de virar o bumbum para os Chinas só por ranço terceiromundista contra o Imperialismo yankee é muito besteirol adolescente. Querer jogar o destino de milhões de vidas de compatriotas com inegável histórico cultural ocidental e “filo-americano” baseado só em raivinha oriunda da literatura anti-imperialista vermelha, é tosco. OK, insistam que devemos nos fortalecer, optar pelo BR – nisso creio que boa parte dos que frequentam este espaço de comentários concordarão. O que muitos dizem aqui é que, enquanto não pudermos optar pelo BR à sério, teremos que, feliz ou infelizmente, nos escorar nos EUA, e só. Nem todo mundo que aponta a proximidade com os EUA o faz por ser um vendido-zé-roela-lambe-bota-de-americanu (que tem, muitos morrem de raiva por terem nascido no BR, gostariam de ter nascido nos EUA ou em Israel). Agora claro, não se pode ser tolo e crer que os EUA nos olharão como “iguais”… Nem a pau, e creio que, se o pessoal do EB tiver feito o dever de casa, percebeu isto bem, ainda na época do Regime Militar.

        Quanto a divisão nos EUA, qualquer sociedade democrática, neste momento, caminha para tal. A tendência será um racha entre um Globalismo-Progressista x Nacionalismo-Conservador em cada país democrático e “aberto”. Até uma sociedade fechada como a China, como apontaram bem, com a ascenção da classe média e do acesso dessa ao mundo “exterior” (Ocidental) tenderá a trazer problemas. A Rússia tem escapado mais ou menos a sua maneira, por ter feito a opção “nacionalista-conservadora” (neoeurasiana) com o Putin faz tempo. Assim como os outros países, precisamos primeiro resolver o front interno, e nisto temos vantagem em relação aos EUA, pois este último está imerso em tanto caos externo num front global, que precisa lidar com os 2 ao mesmo tempo; nós, precisamos só diminuir a influência e atuação dos mecanismos de guerra híbrida interno (PT, MST, setores da mídia, ONGs pilantras, “infiltrados” nas FAs, etc.), resolver nossas históricas pendências de infra-estrutura e indústria nacional q o resto vai caminhar em termos de projeção de poder.

    • vai te informar incauto o que eles fizeram na áfrica e estão fazendo aqui na AL. Alienação e doutrinação conduzem a este tipo de pensamento inocente. por sorte voces foram defenestrados do poder

  30. Se alguém acha que os chineses não vão vir aqui causar problemas e temos que ficar neutros…

    Esta semana barco de pesca chinês em águas internacionais mais ou menos na altura do RN, tentaram afundar concorrentes de bandeira brasileira e segundo os pescadores brasileiros isto nem foi a primeira vez.

    Se fosse um barco de pesca americano fazendo igual a choradeira na internet brasileira ia estar insuportável, mas como foram os chineses amados da nossa imprensa só saiu em jornal do RN.

    http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/barco-pesqueiro-do-rn-a-alvo-de-ataque-china-s-em-alto-mar/430967

    Não da para analisar esta questão sob o ponto de vista da SGM, o mundo é outro…

    O Bolsonaro e nem o próximo presidente, já que isto tende a demorar muito ainda não pode ficar neutro.

    Segurar a China é uma missão Global e o Brasil ao lado da Índia, junto com os americanos terão papel primordial nisto.

    Só teremos que sermos hábeis e explorarmos o máximo isto em benefício da nação.

        • Se um chinês entrar em atrito com um brasileiro e trocarem socos, o que isso tem a ver com as políticas de governo? não confunda brigas entre dois barcos pesqueiros com brigas entre governos, povos ou civilizações. Estou nem aí para briga de pescadores, como estou nem aí para briga de trânsito. Os envolvidos que procurem a justiça.

          E o Antônio falou certíssimo: se quer morrer pelos EUA, faça você ou alguém da sua família, não nos inclua nessa sua ideologia cega e insana.

          • O incidente entre os barcos pesqueiros está bem além duma simples briga no trânsito. Mas, como ocorreu a 333 NM da costa, além da ZEE, está fora da nossa jurisdição.

          • A questão não é de política de Governo…

            É de respeito entre os povos..

            Vocês acusam constantemente as nações Ocidentais de virem aqui e fazerem o que querem..

            E que os Chineses e Russos, são bonzinhos e apenas querem fazer comércio com o Brasil..

            Não é assim..

            Eles vem aqui e nos agridem sem a menor cerimonia. Se fossem os americanos que tivessem feito isto você estava dando chilique aqui.

  31. Brasil tem que buscar o seu próprio caminho. Nada de ficar lambendo a bota dos outros ou importando os inimigos dos outros países que nunca foram nossos inimigos.
    Inimigos dos Estados Unidos ou de Israel não são nossos inimigos.

  32. Srs
    A China foi um império por muito tempo e, desde a década de 80 do século passado, trabalha para reassumir tal posição.
    Para tanto seguia uma estratégia de progressão gradativa de aumento de seu poder econômico e militar de forma a alcançar e superar o Tio Sam aí pelos anos 2030 ou 2040.
    Esta estratégia se coadunava com a tendência americana em abandonar o papel de xerife do mundo e se “isolar” dos problemas dos outros países.
    Aparentemente, por razões ainda pouco claras, tal estratégia está sendo acelerada e o confronto aberto com o Tio Sam (que seria inevitável) está acontecendo antes da época esperada.
    O problema para os americanos é que tal situação coloca o Tio Sam num conflito entre seu desejo de se isolar das encrencas do mundo e a necessidade de atuar, de novo, como no período da Guerra Fria, onde era a principal força de um bloco de oposição a antiga URSS.
    No que se refere ao Brasil, cabe lembrar que na estratégia chinesa, a Africa e América do Sul são importantes como fonte de matérias-primas e alimentos (lembrem-se: a China beira a i,5 bilhões de habitantes de bocas a alimentar). Para tanto é que a China vem atuando para influir e controlar países de tais continentes, investindo inclusive, em infraestrutura, de forma a permitir a produção e transporte dos insumos que precisa. Dentro deste contexto, também, há a criação de bases no Índico e no Atlântico Sul, nada diferente, aliás, das ações coloniais dos europeus no século XIX.
    Assim, indiferente do que os brasileiros pensam ou desejam, o script já foi estabelecido pela China: o Brasil deverá ser uma fonte de alimentos para os chineses e matérias-primas para sua indústria e um consumidor de seus produtos manufaturados. Aliás, isto já acontece, vide a pauta de nosso comércio com eles, onde exportamos minérios e alimentos in natura e importamos produtos industriais.
    E, conforme o poder econômico e militar chinês cresce, menos o Brasil tem margem de manobra para se insubordinar a tal script.
    Cabe lembrar que, hoje, a China representa um pouco mais de 25% de nossas exportações que, por sua vez, correspondem a cerca de 10% de nossa economia. Portanto, menos de 3% de nosso PIB.
    Ou seja, no presente, a perda do mercado chinês não seria tão terrível como entendem alguns, até porque, alimentos todo o mundo precisa.
    Porém, mantendo-se a tendência e a China dominando cada vez nossa produção agrícola via tradings, estrutura de transporte e até terras, acabaremos totalmente controlados.
    O problema é que, para fugir ao papel reservado pelos chineses, o Brasil precisaria mudar drasticamente de atitude, revertendo o processo de desindustrialização por que passa e estabelecendo um poder militar com capacidade dissuasória crível. E tal possibilidade é extremamente improvável.
    Quanto a sermos obrigados a escolher um lado, tal questão está um pouco fora de nossas mãos. Depende mais da posição real dos americanos. Hoje, ela está mais na retórica do que na prática. Se eles abandonarem sua tendência ao isolacionismo e resolverem reassumir o papel que tiveram na Guerra Fria, acabaremos sendo levados de roldão, seja por um lado, seja por outro.
    É certo que poderemos aproveitar o momento e escapar da sina de ser uma fonte de produtos básicos para a China, buscando substituir esta como fonte de produtos industriais de consumo para o Tio Sam. E, naturalmente, estabelecendo um poder militar crível.
    É óbvio que tal atitude implica em uma transformação radical em nossa visão do mundo e da posição de nosso país nele, pois precisaríamos repensar, não apenas a nossa política externa, mas nossa atitude frente ao mundo e a nossa responsabilidade para com ele. Enfim, precisaríamos mudar nossa cultura.
    Isto parece muito difícil de acontecer, mas não é impossível de ser feito, vide a transformação da China em menos de 4 décadas.
    Sds

    • A China ainda é um império em que a figura representativa da nação não é mais o monarca, mas sim o PC chinês, e isso se mostra pela educação do país em que o povo deve obediência aos comunistas, principalmente ao líder supremo Xi Jiping. O que os comunistas querem é reaver a posição chinesa perante ao mundo, aquele período de nostalgia em que os chineses eram a nação mais próspera do mundo, porém devido a instabilidade e problemas econômicos deixaram de ser a potência dominante, passando a ser representado por potências ocidentais, como Holanda, França, Portugal, Inglaterra e agora os EUA.

      Trump chegou a presidência dos EUA prometendo mudar basicamente tudo em relação à administração anterior, a diplomacia do governo antecessor se mostrou antecipadamente fracassada e gerou frutos para os países rivais, enfraqueceu os aliados e motivou os inimigos, isso é incontestável do ponto de vista estratégico, Trump prometeu reaver isso e a diplomacia teve lugar a força militar e econômica. Trump não pode ser culpado pelo declínio relativo da América; na verdade, ele até pode travá-lo. Por mais imprevisível que Trump possa ser, vários dos seus principais movimentos ao nível da política externa sugerem que o seu governo está a perseguir uma grande estratégia destinada a reavivar o poder global dos EUA.

      O declínio relativo da América foi um tema quente muito antes de Trump ter tomado posse. O processo começou quando os Estados Unidos, encorajados pela sua emergência da Guerra Fria como a única superpotência mundial, começaram a exceder-se significativamente, ampliando a sua capacidade militar e aumentando os seus compromissos econômicos e de segurança globais. O “alcance imperial” dos EUA foi identificado pela primeira vez durante o governo do presidente Ronald Reagan, responsável por um crescimento frenético dos gastos militares. Atingiu níveis de crise com a invasão e subsequente ocupação do Iraque, em 2003, sob a liderança do presidente George W. Bush – um momento decisivo que causou danos irreparáveis à posição internacional dos EUA.

      Ainda na presidência de Bush, a crise de 2008 se tornou uma preocupação mundial em que foram perdidos trilhões de dólares em pensões, poupança, valores mobiliários, economias quebraram, famílias despejadas de suas casas, e isso se refletiu no governo da época em que deu lugar à um candidato democrata que prometia acabar com as guerras do antecessor, o que ocorreria simbolicamente, mais apenas em um fronte, no Iraque. Este democrata abriu outro fronte na Líbia, gerando o desastre geopolítica do Oriente Médio atual, com o Irã fortalecido e o Iraque despedaçado, fraco e militarmente incapaz de se defender contra os insurgentes. O intervencionismo exagerado da administração Bush se tornou no governo sucessor a política da diplomacia em que tudo é feito com base em negociações, mesmo que tais conflitos viole direitos em que os americanos considerem invioláveis, isso se mostrou um completo desastre. O EI tomou forma e uma proporção global, rivais ridicularizaram os americanos e os aliados se sentiam enfraquecidos perante a aliança com o governo dos EUA, tudo isso com uma China ascendente tanto economicamente quanto militarmente, e uma Rússia ressurgente em poderio militar e influência global. Isso deu combustível ao pré-candidato Trump, que seria posto no cargo máximo da nação dos EUA, a presidência do país.

      Trump em seu livro, foi perguntado quando a América tinha se tornado á altura de sua excelência, e Trump respondeu: “durante a administração Reagan”. Reagan era um adepto da estratégia diplomática “paz através da força”, entendia que seus inimigos só irão respeitá-lo se por detrás da diplomacia haver um poderio militar grandioso, baseando-se nisso Reagan começou a investir pesadamente nas forças armadas dos EUA, gastos que extrapolaram em 40% o aumento de recursos para os militares, isso em apenas 8 anos, foi nessa época em que várias das tecnologias modernas atuais foram desenvolvidas, e parte da força militar dos EUA atual foram construídas no exercício de Reagan.

      Pois bem, a política de contenção citado pelo jornalista William Waack foi desenvolvido por George Kennan durante a Guerra Fria e que se tornou parte da estratégia americana para com a URSS, esta política se tornou a primazia de governo para governo, de Truman até George Bush pai. A partir dos anos 70 é que a Guerra Fria começará a dar o ponto final na disputa pela hegemonia ideológica, e a política de contenção pelos americanos começará a dar um um outro reflexo de política de governo, isto porque foi nessa década que a URSS conseguiu a paridade tecnológica e militar com os EUA, sob a supervisão de Leonid Brejnev. A política de contenção dos EUA continha em “cercar” a URSS para não haver vácuo de poder em que a potência soviética não dominasse esse espaço, por isso desde a Segunda Guerra Mundial, a política externa dos soviéticos foi puramente defensivo, pois sabiam que não podiam entrar em choque diretamente com os americanos, já que sua economia sairá destruída da guerra e milhares de mortos, enquanto os americanos saíram praticamente ilesos do conflito e muito mais forte economicamente e militarmente que a União Soviética, detinham quase 3/4 das reservas de ouro do mundo, sua marinha tinha mais navios que todas as outras marinhas juntas e sua economia era basicamente a metade do PIB mundial, isso se destacou na política exterior dois dois países na qual os soviéticos eram puramente defensivo, enquanto os americanos eram agressivos buscando enfraquecer o crescente poderio soviético cercando-o para não haver acúmulo de poder em países tanto aliados quanto não-aliados aos americanos, como na Guerra da Coreia e no Vietnã(aliados dos EUA recusaram a enviar tropas ao país), com isso os planejadores soviéticos sabiam que ficariam por um longo tempo sob a hegemonia americana. Em suma os EUA se preocupavam com o perigo de uma possível supremacia mundial soviética num dado momento futuro, Moscou se preocupava com a hegemonia de fato dos EUA, então exercida sobre todas as partes do mundo não ocupadas pelo Exército Vermelho, com isso em mente, formularam a política de contenção, prevendo isso antes de acabar a SGM, Patton queria lutar contra os soviéticos, porém não foi ouvido,, embora tais suposições fossem defendidos por vários do comando militar dos EUA como o secretário da marinha de Truman, James Forrestal, clinicamente louco o bastante para suicidar-se porque via os russos chagando de sua janela do hospital, morreu em 1949.

      Porém com Trump, certas circunstâncias pesam contra o presidente americano, depois da SGM, os EUA era a potência dominante incontestável, durante a administração Reagan, o país era o maior credor do mundo, os papéis agora inverteram, o maior credor do mundo é a China, os EUA super-endividados pelos orçamentos anuais do presidente Trump chegará a bater US$1 trilhão por ano durante 8 anos(se for reeleito), a marinha dos EUA ainda é a maior do mundo, porém a diferença absoluta diminui a cada ano perante a chinesa, aliados estão mais sintonizados entre si do que com os americanos, parte em culpa das políticas comerciais do governo americano e seu “isolacionismo”, parte porque aliados não cumprem o seu papel que é contribuir com a contenção dos inimigos, nem mesmo gastam o necessário com a defesa, será que nessas condições será possível aplicar a política de contenção? Sinceramente, não sei.

      Há quem diga que funcione, até mesmo de fontes da própria China como o analista Yan Xuetong, um dos mais influentes e conhecidos pensadores de política externa da China, na qual ele mesmo acredita no mundo bipolar, não naquela baboseira de mundo multipolar.

  33. Os EUA só se meteram nos duas guerras mundiais com 2 anos de atraso e venceram e se tornaram a potência hegemônica.
    Que façamos o mesmo. Que EUA e China se peguem e fiquemos com os espólios.

    • Prezados,

      Os aspectos bons e ruins devem ser analisados de modo a fazer uma síntese.

      Os fatos estão aí. Ponto. E basta um olhar cuidadoso na história para se perceber que há transformações drásticas ocorrendo no Oriente como um todo, que está lentamente pendendo para uma ocidentalização.

      E eis o fato que concretizar-se-á mais dia ou menos dia: a falência do regime chinês, que poderá desencadear a fratura da própria China…

      A ascensão chinesa trás em si um germe que pode ser a sua própria destruição. A composição social chinesa está lentamente se transformando, com a ascensão também de uma nova classe média, com cada vez mais poderes aquisitivos, o que abre consideráveis possibilidades, tais como novas organizações políticas… As novas gerações, que já nasceram dentro de um ambiente de pleno desenvolvimento, estão incorporando um modo de vida cada vez mais similar ao ocidental, e já pendem para uma mentalidade mais “globalizadora”… Ora… Quanto tempo até clamarem pelos seus “direitos”…? Aliás, já está acontecendo…

      https://en.wikipedia.org/wiki/Protest_and_dissent_in_China

      Já são milhares de surtos por ano… É questão de tempo até isso se converter em uma massa única, com um propósito único, que será garantir a substituição dos poderes vigentes por outra forma de poder popular. Isso pode levar décadas para ocorrer, mas acontecerá… Os chineses de hoje já não são como os de ontem, assim como os de amanhã não serão sequer sombra dos seus antepassados que aderiram a Mao… E a história seguirá seu curso…

  34. Caríssimos,

    Não se trata de “se devemos” escolher um lado ou outro ou de aproveitar uma certa neutralidade para ganhar nas duas pontas. Essa fase já passou!

    Em breve o presidente Bolsonaro terá sim que escolher um lado, porque os outros países estão escolhendo de quem querem ser “amigos”. EUA e China já passaram da fase das conversas e das bravatas, estamos na fase inicial do que vai ser o grande conflito deste século: a potência hegemônica ameaçada por um rival aparentemente à altura (não se trata só e economia, mas de um conjunto de fatores!).

    Eu bem que gostaria de acreditar que nos será possível ficar na beirada do ringue, mas acho que não vai dar não….. Tomara esteja eu errado.

  35. O Brasil deve ser neutro, com boas relações com ambos os países, mas principalmente com os americanos, pois somos um país ocidental e democrático. A Suécia, a Índia, a Finlândia, a Suiça, a Áustria, fazem muito bem esse jogo. Temos que ser pragmáticos, mas nunca esquecendo que fazemos parte da civilização ocidental, capitalista e cristã-judaica.

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