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MBT Altay: Indústria de Defesa turca se articula para garantir produção em série

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MBT Altay
MBT Altay (clique na imagem para ampliar)

Por Roberto Lopes
Especial para o Forças Terrestres

O Ministério da Defesa da Turquia deu sinal verde para que seja posto em andamento o contrato celebrado, em junho passado, pela sua Subsecretaria das Indústrias de Defesa (SSB) com a fabricante privada de veículos automotores BMC, da cidade turca de Izmir.

Objeto do acordo: a produção, pela empresa, de um motor diesel de 1.500 cavalos apto a ser usado na propulsão do main battle tank Altay – um carro de combate enorme, de 10,3 m de comprimento (medida que inclui o canhão), 3,9 m de largura, 2,6 m de altura e 65 toneladas de peso.

Apenas como elemento de comparação: o programa do carro de combate pesado EE-T1 Osório, da companhia paulista Engesa, previa, na década de 1980, um veículo de 9,99 m de comprimento, 3,26 m de largura, 2,37 m de altura e 38,9 toneladas de peso, cuja propulsão estaria a cargo de um motor diesel MWM de 1.014 cavalos.

Durante uma cerimônia, no último dia 9, o Exército turco encomendou à BMC a fabricação imediata de 40 unidades do blindado Altay.

Ao final da solenidade, o engenheiro aeronáutico Ismail Demir, de 58 anos, Subsecretário do SSB, disse aos jornalistas que os motores de projeto turco da BMC não estarão disponíveis a tempo de serem instalados no primeiro lote de viaturas, o que irá forçar que elas sejam equipadas com propulsores da marca alemã MTU.

As Forças Armadas da Turquia estão, neste momento, empenhadas em reduzir ao máximo a sua dependência de fabricantes de sistemas de armas estrangeiros.

O motivo dessa estratégia são os sucessivos entreveros do governo Tayyip Erdogan com nações da União Europeia e de outras partes do Ocidente, que podem provocar represálias e o descumprimento de acordos de fornecimento para as Instituições Militares turcas.

No caso da compra de motores MTU para os Altay, o Ministério da Defesa da Turquia deixou vazar a informação de que já preparou planos alternativos, caso o governo Angela Merkel não autorize a venda.

O primeiro Altay da leva contratada deverá ser entregue ao cliente no prazo de 18 meses a contar da assinatura da encomenda (09.11).

De acordo com o dono da BMC, Ethem Sancak, depois que essa quantidade for entregue, mais 210 tanques serão construídos.

Mísseis navais – Também estão envolvidos no projeto nomes importantes da Base Industrial de Defesa da Turquia, como Roketsan, Aselsan, Havelsan e MKE.

O protótipo do Altay foi desenvolvido pela Otokar, uma fabricante de veículos militares, mas a produção em série estará a cargo da BMC. O custo total do projeto do tanque não foi revelado.

Sancak revelou apenas que uma companhia estrangeira irá assistir sua empresa no projeto do Altay, mas não deu outros detalhes. A BMC tem uma joint venture com a alemã Rheinmetall.

O tanque leva o nome do general Fahrettin Altay, comandante do 5º Corpo de Cavalaria turco durante a fase final da Guerra de Independência da Turquia, em 1923.

O SSB, de Demir, também supervisiona o investimento da Roketsan na produção de mísseis navais.

No início do mês, o próprio presidente Erdogan aludiu à decisão de seu governo de incentivar a produção de mísseis de Defesa Aérea de longo alcance.

77 COMMENTS

  1. O Brasil bem que poderia ter embarcado num projeto desses, dividindo os custos de desenvolvimento com outras nações, teríamos a melhor força blindada da América Latina, de fazer inveja aos hermanos e aos chilenos.

    • pra quê? uruguai e paraguai não contam. as FFAA argentinas tão sucateadas. bolívia nada oferece de agressivo. chile tá do outro lado da argentina. peru e os outros países, isolados pela amazônia… um gasto dessa monta torna-se desnecessário.

      • João disse uma verdade que muita gente aqui ainda não intuiu. Tudo é custo x benefício x necessidade. O resto é devaneio e perda de tempo divagando sobre sonhos que não ocorrerão.

        A proposito, recomendo que o pessoal vá ao site do C I Blind e leia as publicações disponíveis de doutrina e avaliações. É gratuito e de fácil acesso. Certamente muitos sonhos cairão por terra com mais conhecimento

        • Baixei as edições de Ação de Choque 2018,2017,2016. Já li artigos da revista de 2018,não todos ainda, excelente.
          Realmente nos faz colocar os pés no chão e ver que o EB está totalmente no controle da situação/programação em relação a substituição de seus CC.

          • A vida real é um pouquinho mais complicado…
            – Já no início da década de 80 tínhamos uma indisponibilidade de CC muito alta, por conta da fracassada repotencialização da Bernardini nos M-41;
            – Os Leo A1 fizeram um “estágio” no EB, antes de irem para o desmanche.
            – Por volta de 2005, no 1º RCC, apenas um esquadrão de CC (dos 4 existentes) estava em condições de combate – com os CCs andando, comunicações funcionando e pessoal habilitado, e mesmo assim a maioria sem condições de atirar em movimento, por conta do inoperância dos sistemas de estabilização da torre.
            Sem dúvida que a implantação do CIBld trouxe nova mentalidade para a Cavalaria e , principalmente, o desejo de possuir equipamento atualizado.
            Precisamos ainda de muita coisa.
            Ufanismo e autoengano não nos levam a lugar nenhum

  2. E pensar que os Turcos ofereceram o co desenvolvimento e produção deste MBT para o Brasil em governos anteriores.
    Quando me lembro das ofertas e oportunidades oferecidas ao Brasil e perdidas por alinhamentos políticos e submissões medíocres chego a sentir mal estar.
    Triste nossa realidade viu!

  3. Assim como por aqui se resultou no Tamoyo a experiência adquirida na modernização dos M-41,lá rendeu esta fantástica máquina a experiência adquirida na modernização do Léo 2A4.
    Deveríamos dar uma fuçada da boa nos Léo 1A5 e deixá-los parrudos pra segurarem a onda até nascer um MBT nacional puro sangue de acordo com os requisitos do EB.

    • Apesar de haverem comunas curdos dando a cara a tapa na Síria apresentando certo protagonismo, a causa curda é razoável (apesar de servirem de “proxy”). Do ponto de vista ocidental, o Neo-otomanismo (que flerta com radicais islamistas) de Edorgan é um problema, apesar de que o governo de lá tem feito o dever de casa e tem aproveitado, corretamente, toda oportunidade para crescer política e militarmente em cima do Ocidente, do mundo Árabe e da Rússia (se brincar, até aquela estranha tentativa de “golpe” militar, foi false flag pra Edorgan fazer uma limpa nas FAs). Mas… A mim, zé-ninguém, que fiquem pra lá e longe, mas se me perguntarem, direi que Turquia “boa” é uma onde Constantinopla volte a ser ocidental, marromeno assim: https://qph.fs.quoracdn.net/main-qimg-abbbdd35469100a70f9d16f4ce881bab-c

  4. Parece bom no papel. Mas que tipo de blindagem ele leva? E a municao? Esses sao dois fatores fundamentais e que levam anos e anos para desenvolver.

  5. A logística e a infraestrutura pra deslocar esses monstros por muitos quilômetros necessitam, imagino, serem exemplares. 65 toneladas é coisa pra caramba! Mais pesados e maiores do que Leopard 2, M1 Abrams e o Challenger 2!

  6. Não entendo xongas de blindados. Esse aí valeria a pena pra nós? Custo de aquisição e operação? Poderíamos adquirir licença e fabricar aqui? Por quem? Passa nas nossas pontes com esse peso?

    • O problema do seu peso é que ele perderia a mobilidade estratégica, o que diminui o número de rotas para move-lo, o EB teria ou se contentar com a perda ou fazer o GF gasta e muito com infraestrutura (o tamanho do país faria o gasto ser exorbitante, principalmente levando em conta que seria mais de uma opção para se passar cada obstáculo…) tanto no EB como nas estradas (e principalmente Pontes). Perceba que se não podemos usá-lo de forma mais livre o mesmo irá ocorrer com outros exércitos no país…Ou seja é melhor investir um blindado menor, ágil,peso medio e com uma boa letalidade, o EB atualmente diz que o M60 não tem mobilidade estratégica suficiente mas acho difícil um MBT moderno com menos de 50t.. só tem MBT russo chines e o Type 10 japonês, o resto é IFV/APC metido a MBT…

      Os MBT’s mais provável no nosso T.O. daqui há algumas décadas será T-90,VT-1/VT-4, Leo 2A6 e M1A1/M1A2.

      PS.: Para ser MBT, no meu vê, deverá resistir a tiros de 30mm em qualquer lugar além de resistir a disparos de 105mn no chassi ( arco frontal, com urânio empobrecido @ 2km) e a disparos de 120mm na torre (arco frontal também, munição cinética sem urânio empobrecido @ 2km) além de ter capacidade de abate os MBT’S atuais…

      • O APFSD M829A3 (feito para a versão americana do canhão L/44) tem uma penetração superior a 700 mm (isso com o MBT alvo equipado com ERA Kontakt-5 ou superior.) em distancias superiores a 2km. se for levar em conta que os EUA já aposentou ele e estão usando a versão superior que é o M829A4 fazer um MBT que consiga parar um projetil desse faria o veiculo com certeza passar das 60t

        • A partir da versão A2 é utilizado urânio empobrecido. A utilização do material em munições cinéticas de 105mm tem desempenho superior a primeiras munições cinéticas de 120/125mm.

          Ps.: O “abate” mais longo de tank vs tank foi protagonizado por um Challenger 1 britânico vs um T-55 iraquiano a 4700m na (1°) guerra do golfo, há distância 3x maior que a de um combate normal…

      • O peso, realmente, uma questão importante. A índia encomendou uma enorme quantidade de T-90s por causa do peso dele ser mais adequado ao solo do País.

      • Nao guerra do golfo, a grande maioria dos blindados que chegaram via navios, foram deslocados aos TAAs via caminhoes. Apenas uma minoria infima foi autorizada a se deslocar por seus proprios meios, somente porque o deadline para saida das tropas iraquianas do Kuwait. E ainda assim, tiveram que trafegar pelo meio do deserto em paralelo as estradas para destrui-las.

        Esse papo de tanque leve por que nao pode passar sobre pontes eh papo pra boi dormir. De nada adianta um tanque que passa sobre pontes mas que n ganha batalhas. Para longas distancias, tanque deve ser transportado via caminhao ou trem. As esteiras duram muito menos que pneus.

        • Se não passar por uma ponte terá usar outra ou ter que contornar o relevo, ou terá que criar uma as dua podem demandar tempo e meios especiais. O problema não está nas pontes e sim na Quantidades de pontes habitas a serem usadas lembre que ponte é gargalo e que pontes encurta caminhos se tempo no mundo dos negócios é dinheiro na guerra são vidas. O fato do tanque ser mais leve também ajuda a melhora a mobilidade dos veículos, o que é de suma importante para a sobrevivência da viatura.

      • Meu caro,
        Infelizmente não adianta falar isto, vão vir com o discursinho, o Brasil é a sétima maior economia, tem que pensar grande blá blá blá.

  7. Defensor da liberdade e Foxtrot, não esquecer que os chineses buscaram parceria para porta-aviões. Inicialmente mandariam seus pilotos para treinarem no que tínhamos.
    Qto cavalo encilhado passou por aqui, não montamos e o pingo se foi embora…

  8. 5° foto achri que fosse um Leopard 2. Bixão bonito. Sentí falta de mais detalhes, principalmente qual seria o preço previsto.
    Suponhamos que o preço dele caiba no nosso bolso ( hipoteticamente falando ), suas características seriam boas pro EB?

  9. A Turquia não desenvolveu o projeto desse MBT. Eles foram lá na Korea e acertaram uma parceria, receberam ToT e a partir disso, modificaram a plataforma, alguns sistemas e etc.. Tudo visando favorecer sua indústria local. Pq raios o Brasil tem que ir até os turcos, para ter este mesmo MBT, se pode ir direto nos Koreanos, que são os donos do projeto da criança?
    .
    Além do mais, o Black Panther é menor, o que o torna mais afeito a realidade da infraestrutura brasileira…

    • Só para acrescentar aínda há os projetos do Lerec e do Type 10 japonês e o Ariete Mk2 ambos com peso na casa dos 50t~55t.Ainda teria o T-90 mas acho bem difícil produzi-lo/comprá-lo e manter (seja por causa dos russos seja por causa de sansões).

      De todos, que tem blindagem contra munição cinética conhecidas, os citados os Lerec e T-90 são interessante já que tem uma blindagem intermediária entre o Leo2A4 do Challenger 2 sendo que tem um peso próximo do Leo2A4… E mais outra observação o Aríete é o único com carregamento manual…

  10. Se precisa atualmente de mais que 3 tripulantes em um MBT ? A partir de um habitáculo menor pode se projetar em MBT menor e menos pesado, com limite de 40t de peso, para as necessidades brasileiras.
    Motor já tem, o MWM de 1000cv para o Osório.
    Seria um “Osório II” sob medida para as necessidades brasileiras e de muitos países que poderiam comprar um MBT novo e menos oneroso.

  11. Sinceramente, nao entendo a falta de disposição do EB em produzir um MBT nacional em parceria com empresas especializadas, ja que nos últimos 20 anos nenhum plano/ projeto o EB quis elaborar, nada mesmo, ate o Osório e o tamoio foram abandonados a própria sorte.
    Ficamos na eterna desculpa de peso e na total dependência de contratos milionários para a comprar de carros de combate usados de outros países.
    Se amanha a Alemanha por motivos ideológicos ou comerciais romper relações e cortar a venda de peças do Leopard e Gepard como ficaram nossos blindados.
    Talvez seja o caso do Exercito Brasileiro querer desistir da utilização de MBT e focar na utilização de uma grande quantidade de veículos de combate de infantaria baseados no Guarani

  12. 2 bilhões para desenvolver e fabricar um MBT moderno, o que é isso comparado aos 30 e poucos bilhões do Prosub, 18 bilhões do Gripen, mais de 2 bilhões das CCT,s?
    Sou mais fazermos uma engenharia reversa no Leo-1A5, M60A3TTS, (principalmente seu armamento principal), somado a estudos nos protótipos do Osório.
    Soma-se a isso, os projetos de blindagem composta nacional (Marimba), optrônicos modernos, periscópios para blindados, comunicações etc.
    Simples, rápido e pratico, teremos um MBT nacional moderno e sem muito lero lero de T.O.T, e outras soluções mirabolantes importadas que costumamos a implantar.
    Lógico que para isso, terá que haver participação das faculdades nacionais, centros de P&D das industrias de defesa e centros militares, e compromisso do MD/GF em adquirir no mínimo umas 120 unidades (assim como aconteceu com os Guaranis).
    Mas !!!!

    • O canhão de 105 não tem um bom conjunto de alcance e letalidade para enfrentar MBT moderno. E nesse caso por que não fazer que nem todo mundo compra a licença de fabricação? Os MBT’s K2 coreanos e o próprio Altay usam o Rheinmetall 120mm L55, o M1A1 Abrams e o K1A1 coreano usa o uma derivação do L44 que possua vez é também usado pelos MBT’S japoneses… Outra o EB saber que será difícil manter a fábrica sozinho seria melhor busca parceiros, sobre exportação a competição seria difícil contra a China, Rússia e MBT usados…

      Se cada esquadrão de CC fosse formado por 14 CC teríamos que ter 336 unidades. Hoje são formados por 13 CC nos 4 RCB(2 Esq.) e 14 nos 4 RCC( 4 Esq.) o que resulta em 328 unidades. Fora as outras variantes de levamos em conta o valor de US$12.000.000 por unidade resulta no valor de US$3,936 bi..fora o custo de desenvolvimento….

      • Flávio, cada RCC do EB tem uma dotação de 54 Leopard 1A5. São 13 viaturas para cada um dos 4 esquadrões e mais um carro para o comandante e um para o sub-comandante do Regimento.
        Quanto aos RCB, que sào 3 aqui no RS, equipados com o Leopard 1BE, cada um deles está equipado com apenas 1 esquadrão de 13 carros.

    • Esses bilhões todos wue vc falou são em dólar ou real? O projeto do Gripen é 5,4 bi de dólares…as CCT são 1,8 bi de dólares….o prosub é 7 ou 8 bi de dólares. Portanto, uma VBCCC nacional, se fosse possível, incluindo projeto, desenvolvimento e a construção (e tem que ser, no mínimo, algumas, ou várias, centenas…para ter escala e ser viável) ficaria na faixa de 2 bi de dólares só para a aquisição de umas 300 unidades. Soma os custos de projeto, desenvolvimemto, implantação e tudo mais, passaria fácil de mais uns 2 a 3 bi de dólares….custaria uns 4 a 5 bi de dólares no total. Fácil, fácil na realidade atual do país…….

    • Os meios de defesa ativa tem restrições: limita a proximidade da infantaria, tem pode provocar danos colaterais a civis; a projetos de armas eletrônicas para fritar todos os circuitos elétricos dos MBT’S…antes mesmo da defesa ativa ser muito falada; não proteger de IED; e dificilmente protegerá de uma munição cinética principalmente se ela for de urânio empobrecido (um blindagem era pode até diminuir o poder mas dificilmente vai parar). O primeiro pode implantar o sistema on-off de secção (só didática um lado por exemplo), no segundo o sistema ficará desativado, no terceiro tenha redundância e um sistema elétrico bem resistente, no quarto não adianta vai ter que blindar e pronto (PS não é necessário aguenta kton’s como tem projetista/político que quer) e último é não ser atingido…mas destrua-o sem dá changer de ser alvejado (!)

      Ps.: Leia sobre o M551 é algum bem próximo do Stug

  13. Corre boatos na Coreia que a Turquia está disposta a adquirir o “power pack” que a indústria coreana produziu para o K2 e instalar no Altay.

    O detalhe é que este conjunto teve problemas e o próprio governo coreano não quis adquirir. O motor teve problemas de desempenho pois o exército queria que ele fosse de 0km a 30Km em 7 segundos como o motor alemão faz (tempo necessário para disparar o canhão e evadir do local com segurança para evitar contra ataque) mas o motor coreano fazia de 8 a 9 segundos. Dizem que posteriormente esta falha foi corrigida logo o exército aceitou o motor.

    Mas depois encontraram problemas no câmbio pois encontraram rachaduras em componentes.
    O câmbio produzido pelos alemães dá defeito depois os 9000 km rodados, mas o coreano deu defeito com 7000km, e o exército coreano acha isso inaceitável. Por causa disso o K2 virá equipado com motor coreano e câmbio alemão.

    Ocorre que os turcos acham o power pack satisfatório pois acham que podem fazer uso de um sistema de câmbio que aguenta até os 7000 km rodados. Não é o melhor mas é o que tem disponível por ai e estão dispostos a usar um equipamento de menor qualidade que o alemão.

    Se o fato for verdadeiro tem que ver se será compra pura e simples ou terá transferência de tecnologia também.

  14. Flanker 29 de novembro de 2018 at 8:53
    Esses bilhões todos wue vc falou são em dólar ou real? O projeto do Gripen é 5,4 bi de dólares…as CCT são 1,8 bi de dólares….o prosub é 7 ou 8 bi de dólares. Portanto, uma VBCCC nacional, se fosse possível, incluindo projeto, desenvolvimento e a construção (e tem que ser, no mínimo, algumas, ou várias, centenas…para ter escala e ser viável) ficaria na faixa de 2 bi de dólares só para a aquisição de umas 300 unidades. Soma os custos de projeto, desenvolvimemto, implantação e tudo mais, passaria fácil de mais uns 2 a 3 bi de dólares….custaria uns 4 a 5 bi de dólares no total. Fácil, fácil na realidade atual do país…….

    Delfim 28 de novembro de 2018 at 21:51
    Saiu notícia que se gasta 1,6 bilhões só com veículos oficiais federais.
    Dinheiro não falta.

    Preciso responder Flanker????
    Veremos se o “Mito” mudará isso!
    De quebra a redução de 300 e poucos deputados federais para metade já geraria uma enorme redução de custos da máquina admiministrativa, venda de imóveis públicos em Brasília, corte de benefícios desnecessários etc.
    Com as verbas investidas na defesa, seria obrigado o repasse de 60% para P&D e aquisições, 30% para manutenção de meios e aquisições de oportunidades e 10% para custeio.
    Ai veremos as coisas andarem.
    Mas como diz a música ” Brasil mostra tua cara, quero ver quem paga para a gente ficar assim”!.
    É um enorme medo de desagradar alguma nação estrangeira que nem sonhamos em fabricar algo que foi invetador em 1914 na 1º WW (lógico, com suas devidas proporções).
    Que lástima, ficaremos de comprar sucatas super faturadas mesmo!

    • Um presidente não governa sozinho logo achar que ele vai fazer tudo que de na teia é ilusão.. segundo o ministério de P&D não vai ser do MD e sim o MCTI o máximo é que os outros ministérios iram repassar parte da verba para o projeto…(essa organização é escolha do presidente, mas dificilmente vai começar a ser assim ano que vem já que o orçamento foi votado).

  15. Sempre tenho calafrios ao pensar na narcoguerrilha carioca na posse de RPG’s contra os blindados policiais.
    Estive em operação no Jacarezinho dentro do Maverick, só escutando os “plinks” na blindagem, estava seguro mas não deixava de pensar como seria se eles tivessem algo mais potente à mão.
    Fora que como os blindados tem poucas passagens por onde podem passar em favelas, fácil de se colocar IEDs remotamente acionáveis.

  16. O EB irá continuar operando CC. O CC que irá substituir o Leo 1A5 não será novo. Não tem dinheiro pra comprar um novo e muito menos desenvolver um projeto. Fora o custo de aquisição, ainda tem o custo de operação e manutenção. O aquisição deve levar em conta os opositores e há outras prioridades.

    O sucessor do Leopard 1 será o 2A4, se houver disponíveis; um modelo da mesma época do Leopard 1 mas modernizado e com maior quantidade para peças ( M60 tipo o feito pra Tailândia); ou eventualmente um lote do M1 (menos provável por conta da operação e manutenção). Menos provável ainda, mas possivel, é a aquisição do Leopard A5 pra cima se estiverem disponiveis a bom preço no fim da próxima década. Até lá será o 1A5. Isso é o que está nos estudos do EB. Não sou eu que estou inventando ou dizendo e tudo isso tem embasamento em estudos feito por quem vive a cavalaria blindada.

    Fora disso tudo é elucubração cerebrina que não se realizará.

    Eu cogitaria resultar da aproximação com Israel a remotissima possibilidade de se avaliar o Merkava 3. Mas isso é pura hipótese e não creio que nem de longe tenha sido considerada o que Israel vendesse a preço acessivel.

    E pra finalizar, os Leo 2A7 por ultimo adquiridos, se não me engano pelo Qatar, saiu mais de 20 milhões de dolares a unidade o pacote. O mais barato MBT novo sai 3,5 milhões. Um usado intermediário de 1 a 1,5 milhão e tem pouquíssimos disponíveis.

  17. Andromeda1016 29 de novembro de 2018 at 8:51

    Corre boatos na Coreia que a Turquia está disposta a adquirir o “power pack” que a indústria coreana produziu para o K2 e instalar no Altay.

    Eu ai chegar exatamente ai: Fabricar um motor bi turbo diesel com arquitetura baixa, de 1500 hps, partindo do 0 em tão curto espaço de tempo. Nem a pau, Juvenal. Os Coreanos levaram 30 anos copiando MTU na base da tentativa até chegarem lá.
    Ou, os turcos estão muito otimistas com suas capacidade tecnológica, ou estão blefando.

  18. Flávio Henrique 30 de novembro de 2018 at 0:27
    Um presidente não governa sozinho logo achar que ele vai fazer tudo que de na teia é ilusão.. segundo o ministério de P&D não vai ser do MD e sim o MCTI o máximo é que os outros ministérios iram repassar parte da verba para o projeto…(essa organização é escolha do presidente, mas dificilmente vai começar a ser assim ano que vem já que o orçamento foi votado).

    Mas é essa a impressão que ele passou em sua campanha, que iria fazer e acontecer.
    Agora veremos, para melhor ou pior para o povo que o escolheu.
    E quem disse que falei que o MCTI iria para o MD ??
    Só sugeri que as verbas para defesa recebam um destinamento diferente do que é hoje.
    Hoje para cada real investido em defesa 80% vai para folha de pagamentos e o restante dividido desigualmente entre aquisição de meios, manutenção de meios e P&D .
    Da forma como está não resolverá nada mais investimentos em defesa, pois grande parte irá para o ralo da folha de pagamento de uma força super dimensionada de pessoal e mal gerida.

    • Sim, eu sei que você não falou do MCTI, mas quis destacar que a próxima divisão ficará parecida com a de hoje, pois a conta será “rachada” entre os dois ministérios

  19. Tem um ótimo texto sobre a modernização da tropa blindada do EB (no site DefesaNet), e nele até se menciona que a adoção de um canhão 105mm em VBR 6×6 pode vir a voltar a mesa de discussões e tbm a possibilidade de modernização dos CC em uso pelo EB.
    *(O Autor,MARCELO CARVALHO RIBEIRO, é coronel do Exército, atualmente chefiando a Assessoria de Pessoal do Gabinete do Comandante do Exército. Foi comandante do Centro de Instrução de Blindados, de Dez 2011 a Jan de 2014).

    http://www.defesanet.com.br/leo/noticia/31330/Repensando-a-Tropa-Blindada-do-Brasil/

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