Home Artilharia ASTROS 2020: Exército assina contrato para terceiro lote de viaturas

ASTROS 2020: Exército assina contrato para terceiro lote de viaturas

16177
28
Astros 2020
Sistema Astros

Brasília (DF) – No dia 28 de novembro, no Comando Militar do Planalto, o Exército Brasileiro, por intermédio do 6º Grupo de Mísseis e Foguetes (6º GMF), assinou, com a Empresa Estratégica de Defesa AVIBRAS, um contrato para a aquisição do terceiro lote com 13 viaturas do Sistema ASTROS, no modelo MK-6, para equipar o 16º Grupo de Mísseis e Foguetes, no escopo do Programa Estratégico do Exército (Prg EE) ASTROS 2020.

O Programa tem como um de seus objetivos mais significativos, contribuir com o objetivo estratégico do Exército de dissuasão extrarregional, em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em 2008.

Esse contrato caracteriza mais uma etapa que irá proporcionar uma nova capacidade de apoio de fogo à Força Terrestre, batendo alvos com maior precisão e à longa distância.

De acordo com o General de Exército Marcos Antonio Amaro dos Santos, Secretário de Economia e Finanças, o Prg EE ASTROS 2020 tem grande importância para o Exército pelo seu poder dissuasório e também pelo sistema que empresta à Força. “O desenvolvimento de mísseis, de até 300 km de alcance, coloca o Exército Brasileiro num patamar diferenciado em termos de capacidade dissuasória”, salientou.

O Programa tem em seu escopo o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro, o desenvolvimento do Foguete Guiado, a modernização das viaturas do 6º GMF e a implantação do Forte Santa Bárbara, em Formosa (GO).

O Chefe do Escritório do Exército, General de Brigada Ivan Ferreira Neiva Filho, afirmou que a assinatura do contrato é importante para o Exército porque desenvolve uma capacidade que a Força Terrestre precisa. Além disso, também é relevante para a indústria de defesa, que conseguiu mostrar sua capacidade de colaborar com a defesa do Brasil.

A AVIBRAS Aeroespacial, empresa estratégica de defesa, genuinamente nacional, sediada em São José dos Campos (SP), constitui-se na principal integradora do Prg EE ASTROS 2020.

Para o Vice-Presidente da empresa, Leandro Villar, o programa fez com que a AVIBRÁS introduzisse em sua produção desenvolvimento de produtos novos, uma nova linha de fabricação do Sistema ASTROS. “A AVIBRAS depois desse programa é uma nova AVIBRÁS, principalmente pelas possibilidades de exportação desse material para mundo a fora, que tem sido muito bem aceito e tudo isso só foi possível graças à introdução desse programa lá atrás”, disse Villar.

Esse contrato representa a aquisição das seguintes viaturas:

  • Viatura Lançadora Múltipla Universal (LMU): sete unidades
  • Viatura Unidade Controladora de Fogo (UCF): duas unidades
  • Viatura Posto de Comando valor Subunidade (PCC): uma unidade
  • Viatura Posto Meteorológico (MET): uma unidade
  • Viatura Oficina Veicular e Eletrônica (OFVE): uma unidade
  • Viatura Posto de Comando valor Unidade (VCC): uma unidade

Além das autoridades supramencionadas, participaram, ainda, da solenidade de assinatura o Comandante Militar do Planalto, General de Divisão Sérgio da Costa Negraes; oficiais-generais da ativa e da reserva envolvidos com o Programa ASTROS 2020; comandantes de organizações militares e convidados.

Astros 2020 lançando o Míssil Tático de Cruzeiro MTC-300

ASTROS 2020: Alcance – Precisão – Poder

Astros 2020
Astros 2020

O Brasil caminha para ser uma importante Nação, com projeção cada vez maior no contexto internacional, seja pela força de sua economia, com fulcro nas dimensões de seu território e na grandeza de suas riquezas, seja por sua natural liderança regional no continente sul-americano. Essas características impõem ao Brasil ter Forças Armadas estruturadas, equipadas, treinadas, adestradas, com grande poder de fogo, alcance e letalidade que lhe possibilitem respaldo as suas decisões soberanas nos foros internacionais.

No Processo de Transformação em desenvolvimento no Exército, foram elencadas onze novas capacidades, destacando-se a dissuasão extra regional, que se define como sendo a capacidade que tem uma Força Armada de “dissuadir a concentração de forças hostis junto à fronteira terrestre e às águas jurisdicionais e a intenção de invadir o espaço aéreo nacional, possuindo produtos de defesa e tropas capazes de contribuir para essa dissuasão e, se for o caso, de neutralizar qualquer possível agressão ou ameaça, antes mesmo que elas aconteçam”. Das várias estratégias para atingir essa capacidade, ressalta-se a que estabelece que a Força Terrestre (F Ter) possua um sistema de apoio de fogo de longo alcance e com elevada precisão.

Para atender a essa estratégia, o Comandante do Exército determinou a elaboração do Programa Estratégico ASTROS 2020, a fim de dotar a F Ter de meios capazes de prestar um apoio de fogo de longo alcance, com elevada precisão e letalidade.

Com início no ano de 2012 e previsão de término em 2023, o Programa ASTROS 2020 contempla, em seu escopo, projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D), de aquisição e de modernização de viaturas do Sistema ASTROS e de construções de instalações de organizações militares.

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 na Avibras

Na área de P&D encontram-se os projetos de desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC) de 300 Km e do Foguete Guiado SS-40G, ambos contratados junto à empresa AVIBRAS e executados em parceria com o Exército Brasileiro (EB), bem como o Sistema Integrado de Simulação ASTROS (SIS-ASTROS), desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O projeto de aquisições de novas viaturas do Sistema ASTROS objetiva a compra de cerca de 50 viaturas, na versão MK-6, das quais 21 já foram adquiridas e entregues. O projeto de modernização contempla as 38 viaturas ASTROS das versões MK-2 e MK-3 do 6º Grupo de Mísseis e Foguetes (6º GMF) e visa colocá-las no mesmo patamar de funcionalidade e operacionalidade das viaturas MK-6. Até o momento, 30 viaturas já foram modernizadas e encontram-se em operação. Ambos projetos de aquisição e modernização são contratados junto à empresa AVIBRAS.

Na área da construção civil, o programa contempla a construção do Forte Santa Bárbara, situado na cidade de Formosa/GO, o qual irá centralizar todas as Organizações Militares relacionadas ao emprego de mísseis e foguetes do Exército Brasileiro.

O Programa Estratégico ASTROS 2020, além de ser indutor de transformação do Exército Brasileiro, participa do desenvolvimento nacional, na medida em que, alinhado com a Política Nacional de Defesa e com a Estratégia Nacional de Defesa, proporciona o fomento da Base Industrial de Defesa, possibilita a geração de mais de 7.000 empregos diretos e indiretos nas áreas de ciência, tecnologia e construção civil, além de inserir o meio acadêmico nos assuntos de defesa.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

28 COMMENTS

  1. Qual é o numero ideal de baterias que o EB deve ter? Na minha opinião de leigo, deveria ter pelo menos duas baterias por região do país…mas enfim, espero pela palavra de quem sabe mais

  2. Parabéns a AVIBRAS, orgulho da Engenharia Nacional e ao Exército Brasileiro! Programa de importância estratégica para a defesa nacional!

    • Não temos nada parecido, infelizmente. Temos apenas sistemas de curto alcance. Trata-se de uma séria lacuna. Uma base como a de Itaguaí, por exemplo, deveria ser protegida por sistemas de médio ou longo alcance. Houve até a tentativa de se comprar o Pantsir S1 recentemente, mas algo não correu bem.

  3. Falando em artilharia, será que sai o Obus SR?
    A meu ver o EB tem algumas possibilidades:
    1- CAESAR produzido , sob autorização da Nexter, pela Avibras;
    2- ATMOS produzido por uma das subsidiárias da Elbit Systens no Brasil: Ares ou Ael Sistemas;
    3- integrar o Artilery Gun Module da KMW com o possível Guarani 8×8;
    4- Archer da Bae Systens, que poderia a vir ser produzido no Brasil;
    5- os sistemas da Denel, para estreitar as relações com a África do Sul;
    6- desenvolver um sistema 100% nacional.
    Deixo aos entendidos maiores considerações.
    Abraço

    • maioria se não totalidade caros demais. Caesar 7 milhões da unidade. Archer quase dez. So Atmos de segunda mão poderia vir. Pelo que se nota das possiveis aquisições ja anunciadas, não está nos planos auto autopropulsado sobre rodas

    • Palavras do sr Agnelo(oficial da ativa do EB) em outro tópico:

      “Agnelo 25 de novembro de 2018 at 9:55
      Prezados
      Já foi publicado, há pouco.
      O projeto será com base no Lince para versão 4×4.
      A versão 6×6 abarcará varios modelos, VBTP, Mrt, Soc, Amb, C2 e, se não me falha a memória, Eng etc.
      (((((((Há previsão concreta para o Obus AP. Não será AR.)))))))
      Finalmente, está previsto uma VBR para substituição do cascavel. o q não indica necessariamente q será 8×8.
      São 4 vertentes então no projeto.”

  4. Pena que faltou 1 veículos se não me engano o de remuniciamento para ser completo.

    Espero que tenhamos uns 27 pacotes destes completos com todos os meios e que todos tenham a capacidade de lançamento do AV TM 300.
    Ou seja 27×7 = 189 veículos lançadores.
    Mais todos os outros operacionais.

    Seria uma barragem muito forte de mísseis.

  5. “O Brasil caminha para ser uma importante Nação, com projeção cada vez maior no contexto internacional, seja pela força de sua economia, com fulcro nas dimensões de seu território e na grandeza de suas riquezas, seja por sua natural liderança regional no continente sul-americano. Essas características impõem ao Brasil ter Forças Armadas estruturadas, equipadas, treinadas, adestradas, com grande poder de fogo, alcance e letalidade que lhe possibilitem respaldo as suas decisões soberanas nos foros internacionais.”
    ÓTIMO! Que assim seja.

  6. Pra mim deveriam fazer o aproveitamento desses veículos e criar uma defesa aérea já com esses veículos a grosso modo só iriam faltar os mísseis e radares , já de entrada estaríamos com uns 50 carros aptos a defesa anti aérea, e com artilharia, ou seja 2 em 1.

    • Acredito que nosso sistema antiaereo de medio alcance JA esteja em desenvolvimento, o radar a ser utilizado poderia ser o SABER M200 e/ou o M60. O missil antiaereo pode ser algum sstema ja existente, modificado por guiagem por radar e na fase final, pelo seeker do proprio missil, do tipo do A-Darter.

  7. “Na área de P&D encontram-se os projetos de desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (MTC) de 300 Km e do Foguete Guiado SS-40G…..”

    Vi uma declaração de um general que esse projeto do MTC de 300 Km é para exportação, mas para o Brasil o míssil chegaria perto dos 1000 Km

    Sobre os Astros parabéns ao Exército, espero que um dia cheguemos perto das 200 unidades

  8. Não faltou a remuniciadota não?
    A final, quantas unidades teremos de cada modelo da MK6 até a modernização e entrega das novas viaturas?
    Serão distribuídas de que maneira?

  9. 38 veículos lançadores, 18 novos de fabrica e os 20 que já tínhamos, modernizados, previsão até 2020. A marinha já tem uma bateria de 6, total de 44.

    Para ter a melhor artilharia só falta trocar os M101 e M114 pelos M119 e M198, e terminar de receber todos M109A5/AP.

    100 mísseis de 300km também já estão acertados, que podem ser convertidos para o dobro deste alcance sem dificuldade.

    A lacuna são artilharia antiaérea de médio e longo alcance e Hélis de ataque , talvez venha o Viper, 8-12 unidades.

  10. Ótima notícia, mas acho que tínhamos que ter no mínimo umas 100 viaturas 2020, uns 400 mísseis MT-300 (4 para cada unidade de lançamento), ART Falcão para aquisição de alvos.
    Aí sim, teremos uma força de respeito.

  11. Gostaria de ver os astros 2020 equipando nossas artilharia divisionárias. Também gostaria de ver recriadas a artilharia de costas, naturalmente adaptando os foguetes e misseis para emprego no mar.

    • Os fuzileiros navais usam o Astros para defesa de costa. Nada impede os do EB de serem deslocados se necessário.

      O problema é que o missel de 300km e o foguete de 40km teleguiados são efetivos contra alvos estáticos. Não temos sistemas para acompanhar uma esquadra em movimento e direcionar o missel para acompanhar.

      O que pode ocorrer é usar munições múltiplas num único missel para atingir uma determinada área em que a esquadra inimiga esteja se locomovendo , talvez possam atingir o alvo. Talvez um submarino nosso possa localizar e transmitir as posições e assim ser calculado a maior probabilidade de onde está a esquadra e então ser atingida.

      O MTC300 tem velocidade de 1000km/h e voa a baixa altitude, sendo mais difícil de ser detectado.

    • E quem fabrica???? E quem integra???? Sem base industrial capacitada, nada sai do papel.
      E isso não é problema das ffaa ou da União, é exclusivamente da indústria.
      Enquanto a BID for protegida da concorrência, será assim.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here