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LUV: o que são e para que servem

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Por Guilherme Poggio

LUV ou ‘Light Utility Vehicles’ são veículos terrestres leves ou relativamente leves, de dois eixos e tração nas quatro rodas, que executam um vasto número de funções militares. Na década passada os LUV passaram por uma verdadeira revolução.

A origem dos LUV pode ser traçada na segunda década do século XX, quando veículos civis adaptados foram empregados como elementos de ligação terrestre, transportando pessoas e materiais leves. Esses veículos substituíram os tradicionais cavalos durante a I Guerra Mundial (1914-1918).

Já ao tempo da II Guerra Mundial, surgiu o representante mais conhecido dessa categoria, o famoso ‘Jeep Willys’. Desde então, esse veículo e seus derivados vêm sendo largamente empregados em diversos teatros de operações por todo o planeta. O Jipe (do inglês ‘jeep’) tornou-se não só uma referência, mas também emprestou seu nome para todo e qualquer LUV semelhante.

Comumente, em conflitos convencionais, os jipes eram empregados atrás das linhas de frente. Esta era a situação ideal de emprego dessa classe de veículos, em situações em que os oponentes envolvidos possuíam forças relativamente equilibradas.

No final da década de 1970, o Exército dos EUA resolveu substituir os jipes e outros veículos leves de propósitos múltiplos pelo HMMWV (High Mobility-Multipurpose Wheeled Vehicle). Desde então o ‘Humvee’, como ficou conhecido, transformou-se num divisor de águas e revolucionou a categoria LUV, inspirando projetos semelhantes por todo o planeta.

Novos desafios

Com o fim da Guerra Fria, houve uma explosão de conflitos assimétricos e de baixa intensidade. Ganhando destaque na década de 1990 e intensificando-se no início do século XXI, esses conflitos deram novos contornos ao campo de batalha: a frente de combate bem definida deixava de existir. A guerra foi até os LUV e estes passaram a executar funções para as quais não foram projetados.

As mudanças impostas pelo campo de batalha moderno aos frágeis LUV transformaram esses veículos em grandes vítimas de armas de fogo de pequeno calibre, granadas autopropelidas (RPG, Rocket-Propelled Grenade), minas terrestres e IED (Improvised Explosive Device – artefatos explosivos improvisados). Da Chechênia à Somália, foram várias as baixas sofridas pelas forças militares regulares. Proporcionalmente, o número de vítimas de IED que se encontravam a bordo de LUV tornou-se incrivelmente alto.
Respostas eram necessárias e, na última década, os LUVs passaram por uma nova revolução, com o propósito de adaptá-los aos desafios impostos pelos conflitos deste início de século.

Origem das principais ameaças aos LUV modernos.

A partir das experiências em combate, algumas soluções foram adotadas. Uma delas foi a adição de blindagem na forma de kits para os LUV existentes. Mas colocar blindagem sobre chassis antigos não era a melhor solução, nem a única. Foi necessário reprojetar os veículos existentes e criar projetos novos que incorporassem, além da blindagem, soluções de engenharia que reduzissem os efeitos das ameaças e, consequentemente, aumentassem a capacidade de sobrevivência das tripulações.

Nessa classe de veículos, há várias formas de mitigar o efeito sofrido, pelas tripulações, por explosões provenientes de minas terrestres ou IED. Uma delas é o aumento da distância do chassi em relação ao solo, de forma a maximizar a dissipação da explosão e orientar parte da sua energia para as laterais, principalmente se essa solução é combinada a uma estrutura em forma de ‘V’.

A detonação de uma mina também costuma deslocar para cima alguns componentes do veículo, localizados logo abaixo dos tripulantes. Um exemplo é a caixa de transmissão, que possui massa considerável. Por esse motivo, alguns projetos recentes de LUV transferiram esse componente para a parte de trás do veículo. Projetos do tanque de combustível também vêm sendo refeitos, para que sejam instalados o mais longe possível da tripulação.

Modernos LUV como o IVECO LMV Lince mostrado acima possuem um habitáculo separado da estrutura do veículo, aumentando a sobrevivência dos seus ocupantes.

Os efeitos residuais ou secundários da detonação sobre a tripulação podem ser absorvidos por assentos aeronáuticos antichoque, muito semelhantes aos empregados em helicópteros. Outras soluções incluem vidros balísticos, cintos de segurança de cinco pontos e proteções laterais para a cabeça.

O uso de equipamentos de guerra eletrônica que detonam explosivos antes da passagem do veículo, ou que embaralham o sinal de rádio de dispositivos remotamente controlados, devem ser somados a essas soluções de engenharia.

Os LUVs evoluíram para unidades táticas de combate complexas e seguras. Boa parte desse avanço foi conseguido às custas de um contínuo aumento do peso: os primeiros Jeep Willys pesavam cerca de meia tonelada. Com o Humvee, esse valor subiu para mais de três toneladas. Hoje, muitos dos novos LUV superam com facilidade sete toneladas, ficando bem próximos da categoria seguinte, dotada de seis rodas: W-APC (“Wheeled Armoured Personnel Carrier” – Veiculo Blindado de Transporte de Pessoal sobre Rodas). O principal responsável pelo incremento de peso é a blindagem.

Evolução

Balancear blindagem e mobilidade será sempre uma questão desafiadora para projetistas de LUV. Ambos os fatores contribuem para a sobrevivência do veículo e de seus ocupantes, bem como para o cumprimento da missão. Os novos projetos estão focados na resistência da estrutura e na capacidade de absorver danos em combate. Por este motivo, os LUV modernos não são mais adaptações de veículos existentes e sim projetos específicos, baseados em requisitos próprios.

Além disso, os LUV do futuro deverão apresentar aspectos furtivos em seus desenhos, com significativa redução de suas assinaturas radar, termal, acústica e visual, além de pintura com materiais absorventes de ondas de radar.

O aumento da sobrevivência desses veículos leves foi acompanhado da explosão dos custos. Dependendo da versão escolhida, o valor unitário de um LUV pode superar um milhão de dólares. Para conseguir o melhor desempenho dos veículos, a informatização dos sistemas e os refinamentos tecnológicos precisam ser acompanhados de tripulações treinadas, o que gera mais custos. Por esse motivo, o emprego de simuladores nessa categoria deverá ser uma regra.

Mas há quem pregue o fim do LUV em ações táticas. Por serem veículos de quatro rodas, os LUVs podem ser totalmente imobilizados se apenas uma delas for inutilizada. Nessa linha de raciocínio, alguns especialistas defendem que somente veículos com seis ou oito rodas sejam adotados em ações táticas, onde a ameaça é sabidamente considerável. De qualquer forma muitas nações continuam investindo em LUV e a tendência é de que esse número cresça.

Amanhã traremos uma matéria sobre os testes que fizemos com o LMV no campo de provas da IVECO em Sete Lagoas (MG)

*A matéria acima é uma adaptação do texto originalmente publicado na revista Forças de Defesa número 2 sob o título “Jipes do futuro”.

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MMerlin
MMerlin
1 ano atrás

Ótimo artigo Poggio.
No caso do Lince, a versão brasileira terá modificações de projeto em relação a versão avaliada.
Você já tem conhecimento quais serão as mudanças e os motivos?

Marcos
Marcos
1 ano atrás

3,2,1

Especialistas afirmando que é um veículo ruim, com pouca blindagem, baixa operacionalidade, que não é feito para o clima tropical, etc.

Bom mesmo deve ser o Humvee, um caixão sobre quatro rodas.

Juarez
Juarez
Reply to  Marcos
1 ano atrás

A proposito, você um ” expert” deveria ler com atenção o relatório do exército Britânico sobre os custos operacionais dele e que levaram a sua desativação.
Caso tu tenhas dificuldade eu desenho e as coloco para você.

Bosco
Bosco
Reply to  Marcos
1 ano atrás

“um caixão sobre quatro rodas.”
Engano seu! Ele é muito bom mas insistem em utilizá-lo onde caberia um IFV. Aí ninguém aguenta.

Salim
Salim
Reply to  Marcos
1 ano atrás

Já viu preço desse bicho, e alto. Contra IED e atg náo adianta nada disso. Alem do que a manutenção e cara e complicada, imagina no campo batalha então. Coloca um pouco mais defesa balística guarani, sai mais barato e teremos algo melhor. Traz uns humwe blindados via FMs, sai barato e da para comprar na quantidade necessária para dimensões Brasil.

Tomcat4.0
Tomcat4.0
1 ano atrás

Parece ser um excelente veículo e pra quem faz a função dele usando Marruás vai ser um salto ornamental . 😉

Juarez
Juarez
Reply to  Tomcat4.0
1 ano atrás

A função dele não e a mesma do Marruá.

Gilson
Gilson
Reply to  Juarez
1 ano atrás

Fazem a mesma função

Juarez
Juarez
Reply to  Gilson
1 ano atrás

Não, o Marruá finge que faz, e um “jeep” de ligação, uma Pick up espartana.

Gilson
Gilson
Reply to  Juarez
1 ano atrás

Mas no EB eles são usados na mesma função.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Tomcat4.0
1 ano atrás

O Marruá é desenvolvido aqui, mesmo que venha o Lince seria bom continuar desenvolvendo novas versões do Marruá.

paulop
paulop
Reply to  Fabio Araujo
1 ano atrás

Concordo plenamente Fábio. O Marrua tem suas virtudes como veiculo leve, mas ja está na hora da Agrale investir em uma versão protegida de seu utilitário. Blindado e com capacidade de sobrevivência suficiente para proteger a guarnição e modularidade de configurações daria um bom caldo pro Marrua, além de fazer a Agrale saltar para um novo nicho de mercado.
Abraço.

Roope
Roope
1 ano atrás

Onde posso encomendar um?

willhorv
willhorv
1 ano atrás

Ótimo veículo. Espero que venham em boas quantidades, para agregar nos batalhões e cias de Guaranis.
Só penso que eles devam possuir torre de defesa coletiva com armas entre 7,62, .50 e lançador de 40mm, de acordo com a operação.

Bardini
Bardini
Reply to  willhorv
1 ano atrás

Provavelmente será a torre manual Platt MR550

Entusiasta Militar
Entusiasta Militar
Reply to  willhorv
1 ano atrás

Eu creio que o ideal é instalar uma torre leve 7,62mm remote control em muitos deles, mas com essa falta de recursos nao creio que nenhuma torre será adicionada e o soldado vai atirar descoberto mesmo …

RENAN
RENAN
1 ano atrás

Linda reportagem parabéns

ELTON R
ELTON R
1 ano atrás

otimo veiculo ,esse sim deveria ser prioridade para aquisição pelo EB para operar em cenarios de conflito de baixa intensidade .

Luiz Floriano Alves
Reply to  ELTON R
1 ano atrás

Alguns exemplares deveriam ser testados com canhão 106 mm. sem recuo. Essa arma é muito usada (e fabricada/vendida) por parte da Argentina. Arma barata e que requer plataforma leve fornecendo poder de fogo para unidades aero transportadas e de esclarecimento.

Bardini
Bardini
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Canhão sem recuo???
De que túnel do tempo tu saiu???

Pedro
Pedro
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Qual o problema desse tipo de arma? Nao entendi, ate pq o RPG-29 e o Carl Gustav são exemplos desse tipo de arma que tem muito sucesso no cenario atual. Agora, se a critica for contra o modelo em si citado pelo colega, concordo.

Bardini
Bardini
Reply to  Pedro
1 ano atrás

Uma coisa é um Carl Gustav, voltado para infantaria e etc… Outra coisa bem diferente é isso montado em um LMV:comment image

Elcimar
Elcimar
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Já atirei com esse museu,numa instrução de artilharia,isso Da um coice que doi até a orelha, o coitado do jeep balançava de um lado pro outro..museu

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Nos conflitos no Yêmem, na Síria, na Líbia tem sido usadas algumas destas armas, são armas antigas, baratas e que dependendo da situação ainda podem ter algum uso. Tá certo que não vão parar um MBT, mas contra blindados leves e em combates urbanos podem ter algum uso! O blindados leves estão tendo problemas para derrotar algumas barricadas nos combates urbanos por conta de falta de poder de fogo dos canhões de 30mm, já estão testando armas de 57mm por conta disso, neste caso um canhão de 106mm num veículo pequeno e altamente móvel deve ser útil!

Bardini
Bardini
Reply to  Fabio Araujo
1 ano atrás

Para apoio de fogo, deveria existir o VBR-MR 8×8 equipado com canhão 105/120mm, que é tão útil e de missão tão abrangente, que poderia até parar o MBT que tu citou…
.
Canhão sem recuo não bate alvo blindado a 4 km, em movimento, a noite, com chuva e vento.

Elcimar
Elcimar
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Concordo Bardini.
Como falei acima num comentário meu..já utilizei esse museu,ele é ruim de alcance,ruim de Mira, instável,sem proteção nenhuma para a guarnição,no seu tempo,para os conflitos da sua época ele tinha sua serventia, hoje em dia não tem mais.
num país sem recurso,uma milícia no desespero,uma querra urbana de baixa intensidade, até poderia,e tem gente que ainda os usa..mas não causa efeito devastador e nem será a diferença que ganhara a batalha,isso se a guarnição conseguir sobreviver.

Bardini
Bardini
Reply to  paulop
1 ano atrás

100%

nonato
nonato
1 ano atrás

Gosto desse tipo de matéria. Descreve bem um tipo de veículo de guerra, conta a história, fala das vantagens e desvantagens, de forma objetiva gerando 100% de atenção. De certo modo, a matéria traz luz a uma questão que abordei na matéria anterior. Mas ainda continuo achando que o custo x benificio talvez não valha a pena. Algo semelhante a um porta aviões. É bom mas não temos como manter. Por que não usar o Guarani na mesma função? Sem precisar gastar mais dinheiro com outros tipos de veículos? Se até os Estados Unidos estão abandonando o Humvee, que sempre… Read more »

Bardini
Bardini
Reply to  nonato
1 ano atrás

“Se até os Estados Unidos estão abandonando o Humvee, que sempre admirei…”
.
Estão abandonando o Humvee por ele ser completamente ultrapassado…
.
Quase 50 mil unidades contratadas paras as FFAA dos EUA, mais milhares de vendas já fechadas pelo mundo.
.
http://cdn.thinglink.me/api/image/693817076615217153/1024/10/scaletowidth#tl-693817076615217153;1043138249

nonato
nonato
Reply to  Bardini
1 ano atrás
Bardini
Bardini
Reply to  nonato
1 ano atrás

“Oshkosh’s JLTVs were also far and away the most reliable of the bunch, averaging 7,051 miles between operational mission failure, defined as a system failure that prevents the vehicle from accomplishing its mission. Up-armored Humvees were surprisingly the second-most reliable of the group, averaging 2,968 miles between failures, followed by the Lockheed Martin JLTV at 1,271 miles between failures, and the AM General BRV-O JLTV, which averaged 526 miles between failures.” . É o que digo: Humvee é um dinossauro. Está ultrapassado. Já tocaram tanta gambiarra nessa plataforma que não tem mais o que fazer… . E é por isso… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Interessante é que usam peças e motor especialmente da Silverado. Como tem de ser. Sem reinventar a roda. No oriente médio usam é Hilux mesmo e dá certo. Quem não tem cão, caça com gato. Há uns três anos, na época do Estado islâmico, vi um vídeo interessante de um “soldado” iraquiano. Morava em Bagdá, tinha casa, família, uma academia de artes marciais. Pegava uma Hilux com blindagem, rádios etc e ia participar da guerra em determinada região tomada pelo EI, a uns 100 km de Bagdá… Passava uns três dias, voltava para casa. Era chamado de Rambo do Iraque… Read more »

nonato
nonato
Reply to  nonato
1 ano atrás
nonato
nonato
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Esse JLVT na faixa de 400 mil dólares…

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Bardini
1 ano atrás

o bicho é bom Bardini….

O problema é a dose do tempero….

Noves fora….lá foram os M-113 tapar o buraco do dente pois o pequenino ai estava fora do contexto e dimensionamento… foi um tal de concretar caixas nas laterais do bicho tamanho o desespero e ausencia de opção na ora do pega pra capa….se um blindado leve toma pau na cidade..estes ai apanhavam em dobro….aquele filme…Falcão Negro em Perigo mostrou bem a falta de mão que tiveram e foram obrigados a mendigar o auxilio de força blindada de outra nação vizinha para evacuar o pessoal…..

Bosco
Bosco
Reply to  nonato
1 ano atrás

Estão abandonando parcialmente o Humvee porque estão adotando o JLTV.

nonato
nonato
Reply to  nonato
1 ano atrás

Não estou por dentro dos detalhes. Mas alguém dez críticas e os Estados Unidos estão adotando outro veículo. Entendi que, talvez, o motivo seja o alto custo, especialmente de manutenção/operação. Mas os Estados Unidos têm outros nível de orçamento e prioridades. Acredito que, assim como na Marinha, precisamos de mais navios de guerra do que navios de apoio. Esse veículo me parece igual. Nem é veículo de guerra nem de transporte. Por isso me parece meio perdido. Até porque só leva 4 soldados além do motorista. Eu compraria no máximo 50 e só para uso em caso de guerra. Não… Read more »

Carvalho
Carvalho
1 ano atrás

É preciso entender que o Guarani e LMV fazem parte de um time de combate. São complementares.
Não adianta termos 400 Guaranis com TORC e Remax e ter que destacar alguns para missões simples de exploração.
O LMV é multiplicador de forças e permite a economia de meios mais pesados, como o Guarani.
Não adianta fazer muxoxos

nonato
nonato
Reply to  Carvalho
1 ano atrás

O problema é o preço.
Reconhecimento de quê?
Não tem condições de ter mil ou dois mil guaranis e mais 500 desses.
Então, acho que quem tem 500, 1.000 ou 2.000 guaranis pode usar alguns para realizar a tarefa desses aí.
Se forem comprar, acho que no máximo 50 atende.
Geralmente não temos guerras.
Se tivermos, não serão jipes que nos farão ganhar.

Bosco
Bosco
Reply to  nonato
1 ano atrás

Nonato, O Exército Americano tem brigadas formadas basicamente por veículos leves sobre 4 rodas. São as brigadas de infantaria. Formada quase que exclusivamente por Humvees . Os que operam em locais “quentes” e na linha de frente serão substituídos pelo JLTV. Há Hunvees armados com mísseis TOW, metralhadoras, canhões de 30 mm, lançadores de granadas 40 mm, reboque de morteiros pesados , de obuseiros leves, etc. Outras brigadas americanas são as mobiliadas com veículos Stryker (armados com metralhadoras, canhões de 30 mm, canhões de 105 mm, morteiro pesado, míssil TOW). Outras ainda são as brigadas blindadas, dotados de veículos sobre… Read more »

Carvalho
Carvalho
1 ano atrás

“a frente de combate bem definida deixava de existir. A guerra foi até os LUV e estes passaram a executar funções para as quais não foram projetados.”

O texto da matéria acima diz tudo.
Já não se combate mais como antigamente.

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Carvalho
1 ano atrás

É um ciclo. Ora guerras convencionais estão em voga, ora contraguerrilha é a bola da vez.

Bardini
Bardini
Reply to  Alfa BR
1 ano atrás

Qual foi a ultima guerra convencional?

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Bardini
1 ano atrás

No conceito clássico (entre forças militares estatais)?

De maior vulto teve:

Guerra Russo-Georgiana (2008).

Um pouco antes teve a Guerra do Kargil (1999) e Eritreia-Etiópia (1998).

Na América do Sul teve a do Cenepa (clássica na selva).

Ocorreram operações limitados como no Kosovo.

A ultima de alta intensidade foi a do Golfo (1991).

Que envolveu confronto entre forças estatais? Alguns, mas em sua maioria descambou para insurgência. Exemplo mais proeminente: Iraque em 2003.

Alfa BR
Alfa BR
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Se você pegar o período entre-guerras verá que foi bem similar ao atual: muita insurgência, guerrilha e escaramuças fronteiriças.

Cidadão
Cidadão
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Desculpe, Sr Bardini. Não entendi bem o conceito de “guerra convencional”. Quais guerras, envolvendo Estados Nacionais, que deixaram de ser convencionais?

FERNANDO
FERNANDO
1 ano atrás

Olha, está show aqui no blog terrestre.
Parabéns.

paulop
paulop
1 ano atrás

Caro Colombelli: não seria mais prático extinguir uma Brigada de Cavalaria Mecanizada e buscar completar os regimentos de cavalaria mecanizada existentes das outras brigadas com o material destas possível brigada desativada. Creio que seja mais interessante ao EB buscar uma estratégia de redução de unidades e completamento das que ficarem, para ter-se núcleos de pronto emprego. Claro que isso iria passar por um crivo dos generais (que no caso não iriam deixar passar). Mas se o lema do governo é cortar gastos, cortemos unidades também. Poder-se-ia converter algumas unidades de cavalaria mecanizada em cavalaria leve, para reduzir a necessidade destes… Read more »

Furagelo
Furagelo
Reply to  paulop
1 ano atrás

Deveria acabar com um monte de Btl e Bda de “infantaria” que nada somam ao EB.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  paulop
1 ano atrás

Correto. Um Guarani leva quase o triplo de pessoal de um veiculo leve destes. Quando voce faz a conta nas missões reais urbanas ou não, nao vale a pena. Ele tem de existir, mas poucas unidades. E sobre a polemica do canhão sem recuo ai de cima, ele ainda tera vida longa e tem grande retornos. Misseis são certeiros, eficientes, leves e ….carissimos…..depois das primeiras horas ja se acabaram e ninguem consegue manter larga escala….é por isto que o monstro do passado do canhão sem recuo volta e aterroriza….pois apos meses e semanas…lá esta ele….. tem seu lugar junto aos… Read more »

Entusiasta Militar
Entusiasta Militar
1 ano atrás

Eu creio que com esses constantes e irresponsáveis contingenciamentos que o MD sofreu nos últimos 04 ou 05 anos haverá sim uma redução significativa do numero final do VBTP Guarani e assim abrir espaço para algumas centenas desses LMV substituindo o marruá em algumas OM especificas.

Mauricio R.
1 ano atrás

Jipinho meia boca no qual estamos gastando nosso parco dinheirinho, qndo deveríamos comprar veículos de verdade.: RG-32 e Foxhound

Pedro
Pedro
1 ano atrás

O veiculo eh bom, a reportagem eh excelente (tirou-me muitas duvidas sobre esse tipo de veiculo) e se esse veiculo for usado apenas como utilitário, perfeito! O problema que alguma alma penada vai querer usar esse tipo de veiculo para reconhecimento ou combate, como os EUA fizeram com o Humvee, e ai começa o problema e a carnificina. Ficaria melhor se esse tipo de veiculo tivesse alguma capacidade, mesmo que limitada, de comportamento anfíbio, ate pela qtda de rios que temos no Brasil seria algo interessante.

Gabriel BR
Gabriel BR
1 ano atrás

Eu como leigo já tinha simpatia pelo LMV. Hoje conhecendo um pouco mais do mesmo por meio desta matéria tenho a certeza de que o EB escolheu o melhor. Entre os palpiteiros da internet e os oficiais brasileiros que estudaram 40 anos e que têm vivência na área, certamente eu confio muito mais nos nossos oficiais. Obs: Com exceção do almirantado da MB, com esses eu sempre tenho um pé atrás.

Juarez
Juarez
Reply to  Gabriel BR
1 ano atrás

Pois é,como leigo, vice devia ler o que alguns “palpiteirosda internet” escrevem, pois ao contrário dos prodigiosos oficias do EB, não temos compromissos com lobbys, não temos as tapar as cag……feitas por antecessores com discursos eufemistas recheados de sonhos, delírios e divagações . Este veículo para o teu saber custa 400 mil dólares pelado, sem rádio, sem armamento e com kit de proteção básico. Para um exercito que não tem grana para o rancho e tem dezenas de prioridades a frente disto. Lembrando que enquanto você fazia xixi mas fraldas alguns destes exeerientes oficiais do EB elegiam aquele imundícia francesa… Read more »

Taso
Taso
Reply to  Juarez
1 ano atrás

Se estiver na faixa de 400k fica no preço do JLVT, como consta em algumas matérias. Seria bom uma comparação.

Salim
Salim
Reply to  Juarez
1 ano atrás

Caro ‘ Juarez, tinha esquecido o JPX, a empresa era do Eike Batista, deve ter rolado algum pichuleco pois o bicho era ruim mesmo.

Rafael G. de Oliveira
Rafael G. de Oliveira
1 ano atrás

Gaz Tigr Anticarro

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Uma versão do LMV seria muito bem vinda

Bardini
Bardini
Reply to  Rafael G. de Oliveira
1 ano atrás

Pra mim, não faz o menor sentido ter um LMV com 8 ATGMs no nosso TO. . A infantaria não tem sequer um sistema ATGM para operar. Tu consegue imaginar o EB colocando milhões encima de um único LMV, com 8 mísseis mais sobressalentes? . Seria muito mais válido comprar 8 sistemas Kornet (que é um baita sistema) e seus sobressalentes e em caso de necessidade, equipar 8 LMV com um sistema cada. . E esses sistemas não dependem do LMV para operar. Podem ser dispersos pelo terreno em ações de insurgência e etc… . O que seria muito bem… Read more »

Rogério A. Vasconcelos ( Recruta Zero)
Rogério A. Vasconcelos ( Recruta Zero)
1 ano atrás

Excelente reportagem..*TOP*