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Forças de elite dos EUA receberão sistema de armas da próxima geração

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Next Generation Squad Weapon

Citando o Program Executive Officer Special Operations Forces Warrior, Joel Babbitt, o site Military.com informou que as forças de operações especiais dos EUA planejam equipar-se com as Next Generation Squad Weapons do Exército dos EUA, ou NGSW.

“Somos partidários entusiasmados das armas de esquadrão de próxima geração de 6,8 mm do exército”, disse recentemente o coronel Joel Babbitt, ao Military.com. “Esperamos que haja armas de esquadrão de próxima geração em nossas formações assim que pudermos recebê-las em campo”.

A NGSW combinará o poder de fogo e o alcance efetivo de uma metralhadora com a precisão e ergonomia de um fuzil, proporcionando melhorias de capacidade em precisão, alcance e letalidade. A arma será leve, disparará munição leve e terá assinatura acústica e de flash reduzida.

O fuzil automático NGSW substituirá a M249 Squad Automatic Weapon e o fuzil NGSW substituirá a carabina M4.

As versões do NGSW devem estar equipadas com tecnologias sofisticadas, como cálculo balístico, recursos inteligentes de direcionamento e rastreamento, comunicação sem fio e recursos avançados baseados em câmera.

O projeto NGSW consolida munição e armas, bem como um trilho de força e dados para integração dos sistemas de controle de tiro da próxima geração.

O sistema geral fornece um cartucho telescópico e leve, com maior letalidade do que as atuais armas automáticas de esquadrão em campo e com um peso muito mais leve do que a M249 Squad Automatic Weapon.

O projétil de 6,8 mm, projetada internamente, oferece maior letalidade e alcance do que as atuais munições de 5,56 mm do Exército dos EUA. Essa tecnologia foi transferida para o Project Manager (PM) for Soldier Lethality (anteriormente Project Manager for Soldier Weapons) dentro do Program Executive Office for Soldier no ano fiscal de 2019.

O objetivo do NGSW é melhorar a letalidade, a mobilidade e a consciência situacional do soldado de infantaria desmontado, do batedor e do engenheiro para superar os adversários de nosso país e vencer no campo de batalha.

FONTE: Defence Blog

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Claudio Moreno
Claudio Moreno
1 mês atrás

Pois é, os caras saindo na frente… Nem 5,56 e nem 7,62mm. Um meio termo interessante. Vejamos na prática o que vai dar.

CM

Ernani
Ernani
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

Sou fã do 5,56mm por ser leve, quase nenhum recuo, permitindo manter o alvo engajado após o disparo mas, como tudo evolui… precisaria testar esse novo calibre para tecer algum comentário válido.

RockShooter
RockShooter
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

O EB já deveria estar testando este calibre 6,8mm Remington, pois já mostrou que possui uma balística muito superior ao 5.56.
O US Army passou mais de uma década pesquisando calibres e armas que cumprissem os parâmetros desejados, o resultado foi o 6,8mm Remington, que é efetivo a mais de 400 metros (melhor que o 5.56), desse modo os esquadrões terão uma arma que irá suprir suas necessidades a distâncias mais longas, disparando projéteis que que chegarão com mais energia ao alvo.

Wilson
Wilson
Reply to  RockShooter
1 mês atrás

Além dos EUA quais outros países da OTAN estão testando esse calibre?
 

Victor Filipe
Victor Filipe
Reply to  Wilson
1 mês atrás

Se ele for introduzido nos EUA ele provavelmente vai se tornar padrão NATO.
 
E eu não espero muita resistência. a questão do 6,8mm Remington é que no momento ele é o “meio termo” perfeito, ele é balisticamente superior ao 5,56 NATO solucionando vários dos problemas do 5,56 sem que se tenha que recorrer ao muito mais pesado 7,62×51. NATO. é bom lembrar que não da pra simplesmente pegar o 7,62 porque ele é muito mais pesado que um 5,56 oque diminui a munição que um soldado pode levar. por isso que o 6,8mm é uma novidade muito bem vinda
 

Wilson
Wilson
Reply to  Victor Filipe
1 mês atrás

Se essa munição se tornar padrão nas FAs dos EUA ai sim ela pode se tornar padrão OTAN.
O problema é que apenas as forças especiais é que vão receber armas nesse calibre e não conheço nenhum projeto para uma arma para substituir os m4 e m16 das forças regulares usando esse calibre.
 
Com certeza que muitos países estão de olho, mas se não houver sinais de que vão padronizar essa munição, nada será feito.

Bernardo Valério
Bernardo Valério
Reply to  Victor Filipe
1 mês atrás

Concordo! Mas lembrando que o calibre 6,8 Rem. não é assim uma NOVIDADE. Comercializado nos EUA e estudos remontam de 2015 ou antes!!
 
 

Arariboia
Arariboia
Reply to  RockShooter
1 mês atrás

É igual os estudos russos pra canhões depois em veículos da classe IFV. Nem o 25mm/30mm padrão em muitos países da Otan… fora a Suécia com seus 40mm. Nem os russos com os, BMP-3 com 30mm/100mm de baixa pressão.

Está entrando um lote de 100/150 BMP-3 com torre remota e armados com um canhão de 57mm mais mísseis Kornet e mini mísseis Bulat.

https://en.topwar.ru/168291-boevoe-otdelenie-jepoha-v-patentah-i-v-metal

Bernardo Valério
Bernardo Valério
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

Já tem algum tempo esta história!
Vamos observar como vai andar todo este esforço para se recriar a roda no tal “calibre intermediário” que os alemães já fizeram com seu 7,92×33 mm (7,92mm Kurtz) do STG44 e os russos com seu 7,62×39 mm do AK47!!
 

Rodrigo Martins Ferreira
Rodrigo Martins Ferreira
1 mês atrás

Já não tinha vencido o conjunto da SIG ?

Ivo
Ivo
1 mês atrás

Diversos meios eletrônicos para ajudar o atirador a melhorar a precisão….. Daí vem a galera das antigas dizer que uma dupla portando uma M-240 (Dona MAG) já é o suficiente para apoiar um GC em progressão no terreno. Por mais que equipamentos eletrônicos possam dar “pipino” e encarecer o uso no dia a dia, eles simplesmente se pagam, seja em mais vidas inimigas tiradas ou vidas amigas salvas.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Ivo
1 mês atrás

Prezado Inimigo Verde Oliva.
A necessidade de precisão em armamentos não exclui a nec de volume de fogos em uma manobra.
Por isso, a função Atirador na esquadra (team) nos EUA continuará e a missão deste será qual? Advinha? Volume de fogos.
Sds

Victor Filipe
Victor Filipe
Reply to  Agnelo
1 mês atrás

A questão é que eles terão um volume de fogo somado a uma precisão muito maior.

Dario Renato
Dario Renato
1 mês atrás

O trecho do artigo “6,8, projetada internamente, … ” refere-se a munição cased telesopic? Pergunto porque alem desta solução da Textron (a foto é do AAI-NGSW-R), a Sig Sauer estava oferecendo o Hybrid Cartridge e a General Dynamics o Composite-cased cartridge.
Alguém sabe se já foi batido o martelo pela solução da Textron para o NGSW?

Dario Renato
Dario Renato
Reply to  Flávio
1 mês atrás

Pois então, Flávio, o que eu acredito é que estes projetos estejam ainda na fase de apreciação e não na de implantação, conforme a matéria deua a entender. Até porque^o próprio cartucho ainda não foi decidido entre as três opções em estudo. De qualquer modo, obrigado pela resposta.

Pedro
Pedro
1 mês atrás

Desde a virada do seculo sempre aparece algum projeto de novas armas de infantaria dos EUA e cada um é mais bizonho que o outro (lembram daquele fuzil e lançador de granada que tinha um mouse ou aquele lança granadas/canhao portatil de 25mm que pareciam terem saídos da industrias Hammer?).
Nao a toa as melhores armas para sua infantaria sao de empresas externas.
 

Diego Tarses Cardoso
Diego Tarses Cardoso
1 mês atrás

Engraçado que os britânicos queriam implantar o calibre .280 na época anterior a adoção do 7.62 (.308), que é muito parecido com esse 6.8.
 
Acho que os americanos erraram naquela vez.
 
https://en.wikipedia.org/wiki/.280_British

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Eu sinceramente não acredito que esse projeto vai vingar, acho que o USARMY vai continuar com suas HK417/6 e mais apetrechos eletrônicos acoplados.

Pedro
Pedro
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

É o mais racional. Pode ser que esse fornecedor desenvolva uma versao para usar esse calibre, e como disse, colocar mais apetrechos na arma. Mas creio que tais projetos muito ousados como esse, va parar no museu apenas.
Nao é apenas nos EUA que acontece isso. Se observar a historia da escolha e o motivo de manter o AK-47 por 40 anos na URSS também terá laces assim.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

É o calibre 5,56mm esta perdendo espaço devido poder de parada e do alcance pequenos!
 

Last edited 1 mês atrás by Fabio Araujo
Heinz Guderian
Heinz Guderian
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Deviamos continuar com o velho e bom 7,62mm, com um carregador de 30 munições

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

poder de parada já é um conceito considerado inválido

Salim
Salim
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

Poder de parada foi uma das justificativas do 5.56, agora estão revendo estes conceitos e o operacional da tropa quer maior poder fogo, distancia efetiva e letalidade. Minha opinião impacto forte desestabiliza oponente e da vantagem na eliminação da ameaça, com menos risco ao atirador. Teóricos tem que ouvir tropa, vamos aguardar.

715 team
715 team
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

poder de parada não existe. recomendo o livro “legitima defesa e armas de fogo a desconstrução de 8 mitos”. estude o tema se atualize.

Salim
Salim
Reply to  715 team
1 mês atrás

Se impacto náo fosse importante na defesa pessoal arma ideal seria .22, pequena e discreta, porem na pratica 9 mm e .40 são as mais utilizadas e recomendadas pois são limite portabilidade baixa e letalidade. Sou adepto deste conceito e vejo tropa recomendando aumento poder fogo. Saliento também, na defesa pessoal, o uso pistola visto ser possível neutralizar agressor com maior NR disparos pela maior capacidade de armazenamento/compacto em detrimento revolver e melhoria da confiabilidade das pistolas.

Hélio
Hélio
Reply to  Salim
1 mês atrás

Mas o calibre .22 é sim adequado para a defesa pessoal, muito pela sua velocidade, o grande problema é a confiabilidade do calibre, por isso existe o 28×5.7. Você só vai ter “poder de parada”, ou seja, uma transferência de energia suficiente para derrubar um homem, acima dos 1300 joules, nem o .40, nem o 9mm, nem o .45 são capazes de alcançar esse poder, o 10mm talvez, o 44Mag com certeza, mas por óbvio, não é muito eficiente usar calibres desse tamanho em armas de porte. A questão dos calibres só é como é hoje porque os calibres atuais… Read more »

Tadeu Mendes
Reply to  715 team
1 mês atrás

Não se mata homen grande, usando calíbre pequeno. Entre a minha 9mm. e uma 22, eu ainda prefiro o maior calíbre para aniquilar um opositôr maior, mais pesado, melhor protegido e bem mais próximo de mim.

Durante a segunda guerra, qual pistola era mais letal? Uma Luger 9mm. ou uma Colt .45 ?

Last edited 1 mês atrás by Tadeu Mendes
Hélio
Hélio
Reply to  Tadeu Mendes
1 mês atrás

Cristo Jesus. 9mm não tem capacidade de parar nem um homem pequeno, quanto mais um homem grande. O que importa é a balística terminal, não o tamanho da bala. No mais, os alemães foram os que mais mataram gente na guerra, então acho que a Luger matou mais.
No mais, Tadeu, você já “aniquilou” quantos para falar com tanta autoridade assim?

Hélio
Hélio
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

E lá vamos nós.

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
1 mês atrás

Gostei desse design de Lego aí.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
1 mês atrás

Quem acompanha o histórico das armas leves sabe que teste com novas tecnologias ocorre de tempos em tempos. O US Amy já testou munição gêmea (um projétil atrás do outro), flechete, diversos tipos de mira, etc etc. E não só eles, os russos também testam novidades (como o AN-94 e o recente AK-107).     Mas no fim das contas muito pouco ou quase nada é aproveitado. A última tentativa, 15 anos atrás com o XM-8 também deu em nada, pois a nova arma não trazia ganhos que justificassem abandonar o modelo existente. Até mesmo o tal teste de confiabilidade… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
1 mês atrás

Putz.
Nosso feioso, mal acabado e muito ruim IA2 está há anos luz disso.
Que falta nos faz uma agência como a DARPA e uma séria e verdadeira política de defesa.
Mais uma vez os americanos estão “iluminado” o caminho para as tecnologias e técnicas para as guerras do futuro.

Wilson
Wilson
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

HK G11 ainda é bem mais futurista que esse ai.
 
Se quer comparar o NGSW então compare com a MAG já que ambas são para apoio de fogo do esquadrão.

Renato Carvalho
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Se for pensar bem da vontade é de chorar, enquanto eles estão testando outra geração de armas, nós ainda estamos no antiquado FAL, o IA2 não vai chegar a todas unidades antes da década de 2050, isso é Brasiiiilllll…

Tadeu Mendes
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Foxtrot,

O que você está vendo na foto é um mock up. É um protótipo, o qual ainda vai passar pôr um ou mais redesigns, antes de sêr avaliada pôr diversas tropas de elite, para possível adoção, rejeição ou redesign.

Rodrigo Martins Ferreira
Rodrigo Martins Ferreira
1 mês atrás

https://www.youtube.com/watch?v=EW-qRddBcBA
 
Os sistemas oferecidos pela SIG SAUER da Suíça, para este programa.
 
Gozado que no fim do vídeo a SIG SAUER diz que a única arma inteiramente projetada por uma empresa americana…
 
Imagina se a SNC diz que o ST é totalmente projetado por americanos a choradeira que ia ser aqui nos fóruns ?

Tomcat
Tomcat
1 mês atrás

Aquele tubo preto entre o tripé e o carregador é um lança granadas?

RAFAEL
RAFAEL
Reply to  Tomcat
1 mês atrás

Parece somente um suporte pra segurar .

Paulotd
Paulotd
1 mês atrás

Japão já usava calibre semelhante na Segunda Guerra Mundial. 6.5x50mm Arisaka, excelente balanceamento entre força, disponibilidade e letalidade. Estavam quase 100 anos na frente do ocidente.

Bernardo Valério
Bernardo Valério
1 mês atrás

Calibre 6,8 mm….já nem é novidade (desde 2015!!).
Já é comercializado ao público civil nos EUA!

Conversão simples das atuais plataformas AR com simples substituição do cano, o ferrolho e o carregador. Mas para facilitar e simplificar o processo de conversão diversos fabricantes dessas partes já vendem o “upper” totalmente montado para receber o calibre 6,8 x 43mm, vendendo em separado apenas as partes principais para a conversão.