quarta-feira, julho 28, 2021

Saab RBS 70NG

Exército Francês inicia nova rotação da ‘Enhanced Forward Presence’ na Estônia

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O navio Roll-on Roll-off britânico MV Eddystone chegou ao porto de Paldiski, Estônia, trazendo o equipamento militar do Armée de Terre como parte da nova rotação francesa em apoio ao Grupo de Batalha de Presença Avançada (EFP) da OTAN na Estônia, em 17 de março de 2021.

A Enhanced Forward Presence (EFP) é uma postura militar avançada de defesa e dissuasão aliada da OTAN na Europa Central – através da Polônia e do Norte da Europa – através da Estónia, Letónia e Lituânia. Ela tem como objetivo proteger e tranquilizar os estados membros da OTAN da Europa Central e do Norte no flanco leste da OTAN.

Após a invasão da Crimeia pela Rússia e sua guerra em Donbass, os estados membros da OTAN concordaram na cúpula de Varsóvia de 2016 em enviar quatro grupos de batalha de batalhões multinacionais para os estados membros da OTAN considerados em maior risco de um possível ataque ou invasão russa.

Os quatro grupos de batalha do batalhão multinacional estão baseados na Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia, e liderados pelo Reino Unido, Canadá, Alemanha e Estados Unidos.

As tropas servindo nos grupos de batalha do batalhão multinacional se revezam a cada seis meses e treinam e operam com os militares de suas nações anfitriãs.

Uma unidade britânica é apoiada por um grupo de batalha misto da 9e Brigade d’Infanterie de Marine do Exército Francês, consistindo de uma companhia de infantaria mecanizada do 2e Régiment d’Infanterie de Marine equipado com veículos de combate de infantaria VBCI, artilharia do 11e Régiment d’Artillerie de Marine equipado com obuseiros autopropulsados CAESAR e engenheiros de combate do 6e Régiment du Génie, com uma companhia de tanques de batalha principais Leclerc do 1º Regimento de Caçadores da 7e Brigade blindée.

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Antoniokings
Antoniokings
4 meses atrás

Estrategicamente, Estônia, Letônia e Lituânia são ‘casos perdidos’ para a OTAN em caso de guerra contra a Rússia.
Estudo polonês concluiu que um ataque vindo do Distrito Militar Ocidental da Rússia cortaria a OTAN em 2 em apenas cinco dias.
A derrota do Exército polonês foi considera mesmo com a utilização dos F-35 ainda não fornecidos efetivamente pelos EUA.

https://nationalinterest.org/blog/buzz/how-poland-just-lost-russia-massive-wargame-and-what-it-means-178578

Bardini
Bardini
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Os únicos que não perdem em simulação feita em computador, são Rússia e China. Engraçado isso, né?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Bardini
4 meses atrás

Foram os próprios poloneses que fizeram a simulação.
E que fique claro para a Polônia, de forma a não repetir erros do passado.
O exemplo também serve para a Ucrânia.
Observemos o que está ocorrendo por lá.

Vinicius Momesso
Vinicius Momesso
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Vão dizer que esse estudo é uma desculpa para conseguir mais investimentos por parte da OTAN no país, iguais aqueles feitos pela RAND a mando do Pentágono. Estudo sério é só quando o inimigo perde.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Vinicius Momesso
4 meses atrás

E pelo jeito que as coisas estão indo, em passo acelerado, vai ficar só no pedido mesmo.

Defensor da liberdade
Defensor da liberdade
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Ele sabe que a Polônia não seguraria um ataque russo, precisa nem de simulação para isso.

Emmanuel
Emmanuel
Reply to  Defensor da liberdade
4 meses atrás

Então, por quê a Rússia já não atacou a Polônia??????
Ataca lá, já que a OTAN não é de nada.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Emmanuel
4 meses atrás

Como Macron disse, a OTAN teve morte cerebral.
Alemanha perdeu o interesse e o RU está caindo tabela abaixo.
Para o RU está muito difícil.

https://militarywatchmagazine.com/article/british-army-cut-to-lowest-levels-in-over-350-years-with-latest-of-many-cuts-service-78-smaller-than-cold-war-years

MMerlin
MMerlin
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Os únicos erros do passado cometidos pela Polônia, em se tratado de Segunda Guerra, foi ter confiado que uma aliança com Inglaterra e França, impediria a invasão sobre seu território. País algum da época, salvo exceção os EUA, teria capacidade bélica para refutar um ataque alemão. Quem dirá um ataque deste somado a um ataque soviético.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MMerlin
4 meses atrás

Considere também erros (ou ‘decepções’) dos poloneses com o relação ao Ocidente, a tentativa de colocar a direita no poder através do Governo polonês no exílio e a total falta de apoio ocidental na frustrada sublevação no Levante de Varsóvia.

nflopes
nflopes
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Os aliados quiseram ajudar, para tanto solicitaram base em poder da Rússia para apoiar o levante de Varsóvia, o que foi negado pelos Russos, que estavam à curta distância de Varsóvia. Na verdade os russos esperaram o exército alemão esmag.
ar a revolta para colocar seus aliados comunistas, poisos revoltosos não eram comunistas

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Ucrânia não é NATO, Polónia é, faz toda a diferença. A Rússia não tem coragem de invadir um país membro da NATO.

Welington S.
Welington S.
Reply to  Bardini
4 meses atrás

Isso que é engraçado, nunca perdem, rs. Os caras são p*ca mesmo.

Pedro Bó
Pedro Bó
Reply to  Bardini
4 meses atrás

O Toninho é um gênio!!!! Sabe mais do que todos os analistas e estrategistas militares do mundo!!!!

O RAND e a Jane’s Defense tão perdendo um “ótimo” profissional!

Flanker
Flanker
Reply to  Bardini
4 meses atrás

Bardini, nem perde teu tempo…..não contraria….o médico dele falou pra deixar assim…não contraria que é pior….

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Bardini
4 meses atrás

A India tambem e devido ao seus respectivos tamanhos e recurso. Toda guerra e uma guerra de desgaste, seja ela de curta ou longa duração e escala.
Portanto, EUA, Rússia, China e India numa perdem em simulações pois as simulações levam em conta o tempo de exaustão de recursos em situação de guerra.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Claro que a Rússia consegue derrotar esses países. Concentra os seus ataques e consegue facilmente. O problema é o que vem a seguir.
E estamos a falar de guerra convencional e não uma guerra de guerrilha, sendo esta a mais provável de acontecer.

MFB
MFB
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Como fala asneiras. Impressionante.

Emmanuel
Emmanuel
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Exato.
Num jogo de pedra, papel e tesoura.
Se a Rússia escolher tesoura e a OTAN papel, tadinha dela, vai perder.
Porque se essa última escolher pedra, vai acabar esmagando a tesourinha da ex-união quebrada soviética.

Gabriel BR
Gabriel BR
4 meses atrás

A França é o hard power da Europa.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Gabriel BR
4 meses atrás

A Alemanha há muito tempo deixou de se interessar pelas questões militares e seus gastos correlatos.
A Inglaterra já não tem capacidade econômico/militar para tal e politicamente se isolou devido à separação da Europa e sua subserviência às políticas erráticas americanas.
Restou a França.
Mas, será que ela terá condições de ‘segurar a marimba’?
Tenho quase certeza que não.

Thiago A.
Thiago A.
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

No obstante as reivindicações russas de ” terceira Roma”, a Rússia está bem longe de ser ou se equiparar ao império romano. Singularmente nenhuma potencia pode obter a hegemonia sobre o continente sem um concerto de alianças fortes e firmes. Podem destrui-lo, mas conquistar e dominar são outros quinhentos. Todos já tentaram: Bonaparte, Hitler, britânicos, austríacos, turcos…Ninguém conseguiu… .
Roma não voltará mais, foi única…

Thiago A.
Thiago A.
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Não é necessário nem levar em consideração os gatos complessivos em defesa da UE, só apenas as primeiras 3/4 economias… E gastam uma porcentagem de PIB bem inferior aos russos, muito mesmo . Se colocar por PPC o resultado não muda …

Top-Defense-Spending-2020-696x642.jpg
Hcosta
Hcosta
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

A diferença nos gastos de defesa da Alemanha em relação à França é enorme….

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Hcosta
4 meses atrás

Pois é.
A Alemanha ficou para trás e não parece muito interessada em mudar a situação.

BBC – 2018

‘Por que a Alemanha, grande potência europeia, tem Exército com equipamentos obsoletos e insuficientes.’
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43992211

Thiago A.
Thiago A.
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

A Alemanha , já faz alguns anos , mostra sinais de querer mais responsabilidades, maior participação e mais protagonismo na defesa europeia, o debate político aponta para essa direção. A atuação desse desejo é atrapalhada por motivos óbvios que todos conhecem. O trauma do nazismo, o sentimento pacifista da população, o medo que qualquer movimento nesse sentido despertar nós arredores … Mesmo limitando seu protagonismo no setor econômico já se levantam acusações de ” colonização alemã” e besteirol do tipo ” o que a Alemanha não fez com a Wehrmacht fez com o euro! “. A Alemanha não é uma… Read more »

MMerlin
MMerlin
Reply to  Thiago A.
4 meses atrás

Este sentimento pacifista alemão não é tão forte assim no país. O que existe é uma divisão de opiniões entre o que as atrocidades que Alemanha fez durante a Segunda Guerra e o que a Alemanha poderia ter sido (ou ser) se tivesse limitado a ambição expansionista. Obviamente, a primeira opinião prevalece, mas a segunda existe entre sua população e, acredite, não são poucos que guardam esta dúvida.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

É de rir, mesmo.

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

A Alemanha está muto mal acostumada com os EUA se responsabilizando pelo maior orçamento entre todos os países da OTAN. Os EUA deram o aviso, cobrando maiores gastos por parte dos europeus, em especial a Alemanha, desde antes da época desse artigo de 2018.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Flanker
4 meses atrás

A Alemanha, na verdade, está pouco se lixando com as pretensões e problemas americanos.
Está muito mais interessada no gás russo e no intercâmbio econômico com a China.
Coisas que os americanos estão detestando.

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

A Alemanha, na realidade, não sabe o que quer. Então, que diga com todas as letras que não quer mais o apoio militar americano e que ela não quer mais saber da OTAN. Ponto!

rui mendes
rui mendes
Reply to  Flanker
4 meses atrás

A Alemanha age em prol dos seus interesses, sendo a Alemanha junto com a França, as líderes da UE, agem de acordo com os interesses dos seus próprios cidadãos e dos cidadãos da UE.
A UE com os meios militares actuais, têm meios ao nível da sua importância, de uma das principais potências mundiais, mas só os meios que estão actualmente em construção e que entrarão ao serviço até 2030, davam para formar umas forças armadas na totalidade,sendo ainda por cima de construção própria, na sua maioria.

Flanker
Flanker
Reply to  rui mendes
4 meses atrás

Concordo, só que na atualidade, a França investe em sua Defesa na mesma proporção do nível de sua importância dentro da UE, ao passo que a Alemanha não investe da mesma maneira. Hoje, e há tempos, a França está muito melhor, em termos militares, do que a Alemanha.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Inventas muito, a NATO está de pedra e cal, a Rússia têm muito menos poder financeiro que os Ingleses, já para não falar da Alemanha.

Pedro
Pedro
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Mesmo com aviso recente de investimentos na ordem de mais de R$130 bilhões de reais?? Inclusive com relatório apontando a Rússia como a maior ameaça ao RU?

Próximas décadas serão de atritos entre as potências médias.

carvalho2008@yahoo.com.br
carvalho2008@yahoo.com.br
4 meses atrás

Atentar que este navio que transportou os blindados, é um projeto desde o inicio visado para emprego civil e militar no transporte. É um classe Point.

João da Lua
João da Lua
4 meses atrás

O governo polonês é louco para por as mãos no exclave de Kalinigrado lhe permitindo extender sua influência na costa do Báltico. Se querer é poder aí já é outra história.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  João da Lua
4 meses atrás

Seria muito factível a Rússia reincorporar os países báltico em vista da exígua população nativa e a forte influência das comunidades russas ali residindo.
Estônia – população total 1.200 mil – 25% russos.
Letônia – 1850 mil. – 25% russos
Lituânia – 2.700 mil – 5%

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

zzzzzzz………

Tutu
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Aproximadamente 6,5% da população do Paraguai são brasileiros, os chamados “brasiguairos”, e esse número aumenta todos os anos, isso nos dá o direito o incorporar o Paraguai?

Flanker
Flanker
Reply to  Tutu
4 meses atrás

Tutu, vc querer explicar isso para esse sujeito aí, é o mesmo que querer dialogar com uma pedra.

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