segunda-feira, maio 17, 2021

Saab RBS 70NG

O Binômio de Aço: Infantaria e Cavalaria Blindadas

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

O Exército Brasileiro começa a modernização do seu inventário de blindados e a correspondente atualização da doutrina de emprego da infantaria e da cavalaria com o chamado binômio infantaria blindada e carros de combate com a adoção do carro de combate M41, para a cavalaria blindada, e da viatura blindada de transporte de pessoal M113 para a infantaria blindada, constituindo uma força-tarefa blindada o binômio de aço infantaria.

M41

No final da década de 1950, o Exército Brasileiro contava com uma grande frota de carros blindados que foram recebidos entre 1942 e 1945, dos Estados Unidos. Os carros de combate leves M3 e M3A1 Stuart, sendo complementados por blindados médios M4 Sherman e M3 Lee, todos obsoletos. A solução para este problema seria a aquisição de novos carros de combate, mesmo que em uma pequena quantidade, que possibilitaria assim a modernização da força blindada do Exército Brasileiro.

M-41C preservado no Museu Conde de Linhares no Rio de Janeiro

A escolha recaiu sobre os carros de combate M41 Walker Bulldog de fabricação norte-americana. Os primeiros foram recebidos no Rio de Janeiro, em agosto de 1960, após preparação para operação este lote foi transportado e distribuído aos 1º e 2º Regimento de Reconhecimento Mecanizado, baseados nas cidades de Porto e Alegre e Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, e ao Regimento de Reconhecimento Mecanizado do Rio de Janeiro, então Estado da Guanabara. O M41 integrou o 4º Regimento de Carros de Combate, em Rosário do Sul, além dos 4º e 6º Regimentos de Cavalaria Blindado em São Luiz Gonzaga e Alegrete, respectivamente.

M113

A ideia de um transporte de tropas blindado, capaz de levar soldados em segurança e protegidos, a frente de combate, podendo ainda resgatá-los, remonta a Primeira Guerra Mundial, onde surgiram os primeiros carros de combate blindados, chegando a poder transportar soldados em segurança, atravessando áreas de combate. Nos conflitos posteriores, seu emprego generalizou-se, e seu ápice se deu durante a Segunda Guerra Mundial. A tática e a estratégia se aprimoraram, surgindo assim, dentre outros, os Veículos Blindados Transporte de Pessoal (VBTP).

O M113 é um VBTP que foi desenvolvido como um blindado leve e confiável capaz de ser transportado e lançado por aeronaves de transporte como C-130 e C-141, sendo usado unicamente para transporte de tropas até a linha de frente, 11 soldados totalmente equipados, servindo de escudo até o desembarque dos mesmos, quando daí deveria recuar para a retaguarda, como armamento de defesa contava com uma metralhadora M2 Browning de calibre.50 (12,7 mm) operada pelo comandante.

Concebido para dar mobilidade a infantaria, que podia viajar protegida em seu interior, o M-113 possui características ímpares, como fácil condução, manutenção simplificada e operação econômica.

A primeira experiência do Exército Brasileiro com veículos blindados para transporte de tropas sobre lagartas anfíbio se deu em 1962, com o recebimento de vinte carros VBTP M59 no ano de 1962. Cinco anos depois, o interesse do Comando do Exército Brasileiro em ampliar sua capacidade de transporte de tropas, buscou estudar as possibilidades de aquisição do sucessor natural do M59, o M113 que havia entrado em serviço no Exército Americano no início da mesma década. Esses novos carros foram recebidos a partir de maio de 1965, totalizando 584 veículos em 1972.

Conforme o recebimento gradual, os novos M113 foram distribuídos principalmente aos Batalhões de Infantaria Blindada (BIB) e aos Regimentos de Carros de Combate (RCC), porém equipariam também unidades de artilharia, ensino e comunicações. A chegada do VBTP M113 no Exército promoveu a modernização da infantaria, ganhando maior mobilidade e proteção blindada, sem perder suas características próprias, permitindo realizar, sob quaisquer condições, o combate a pé e a ocupação definitiva do território conquistado.

Outro fator importante é que o novo sistema de blindagem em alumínio do M113 proporcionava um peso reduzido, permitindo maior agilidade e velocidade no campo de batalha, possibilitando, assim, que os mesmos acompanhassem os novos carros de combate M41 Walker Buldog nas missões de treinamento, fato este que era impossível com os M-59 ou M3/M2 half tracks (meia lagarta), em uso até então. A sua capacidade anfíbia trazia ainda uma ampliação da capacidade de deslocamento de tropas do Exército Brasileiro. O M41 e M113 tiveram modernizações na parte de motores e armamentos, até a substituição do M41 pelo Leopard 1A 1 e o M113 permanece em uso até hoje.

Leopard e M113 do EB
Leopard e M113 do EB

DIVULGAÇÃO: 3ª Divisão de Exército

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Foxtrot
Foxtrot
1 mês atrás

O EB precisa modernizar tudo, de material, nomenclatura, brasões etc.
Artilharia divisionária etc, isso era usado na segunda guerra.
Na verdade as FAAs nacionais precisam passar por um Xtreme makeover geral, a FAB com suas “bolachas”, a MB com suas nomenclaturas, até os brasões, ou bolachas e sei lá mais o que precisa de uma modernização.
A USAF modernizou as suas há anos (de todas as unidades).

Henrique
Henrique
Reply to  Foxtrot
1 mês atrás

Sim. As bolachas dos esquadrões da FAB imitando cartoons dos EUA são bem cafonas e anti-brasileiras. Os símbolos deveriam ser mais sóbrios e conectadados com a nossa história, expulsar esse colonialismo cultural. O brasão da infantaria do EB é uma cópia do francês, a única diferença é a cor e a granada (mais feia). Mas os militares são os piores tipos de conservadores que existem, eles rejeitam qualquer mudança de pronto, são insulares e provincianos.

Last edited 1 mês atrás by Henrique
Henrique
Henrique
Reply to  Henrique
1 mês atrás

Pode negativar, o pessoal não gosta de ser criticado, talvez os daqui não sejam muito diferentes de como eu descrevi “nossos” militares.

Ricardo
Ricardo
Reply to  Henrique
1 mês atrás

Nossas forças deveriam passar por uma “reforma”ou mudança tal qual passaram as forças canadenses, mas para isso acontecer precisamos de um congresso que preste, um presidente com coragem e ministros civis no MD, e este realmente estar acima dos comandantes militares.

Dilbert_SC
Dilbert_SC
Reply to  Ricardo
28 dias atrás

Ricardo,
Os políticos que temos são um reflexo do povo.
Eles não caíram em Brasília de paraquedas.
Todos que estão lá foram eleitos.

rdx
rdx
Reply to  Henrique
29 dias atrás

A militância não perdoa.

É exatamente isso… e mais um pouco. Se ofendem com críticas construtivas, com direito a ataques ad hominem.

Flanker
Flanker
Reply to  Henrique
29 dias atrás

As bolachas dos esquadrões da FAB que poderiam se assemelhar a “cartoons” dos EUA, seriam os do Grupo de Caça, o do Pacau, o do 2⁰/5⁰ e o do Pampa…..todos de Unidades Aéreas criadas durante ou logo após a segunda guerra mundial, época em que a FAB teve forte influência dos EUA devido à própria guerra e o recebimento de equipamentos e doutrina daquele país. E como mudar a bolacha do Grupo de Caça, por exemplo, com toda sua história na guerra? Já na maioria das outras bolachas de esquadrões não há essa influência. Penso que bolachas, brasões, cocares, etc….são… Read more »

Glasquis 7
Reply to  Flanker
26 dias atrás

É isso mesmo, vcs estão preocupados com as bolachas de identificação?

José de Souza
José de Souza
Reply to  Flanker
26 dias atrás

Creio que o colega se refere também aos “cocares”, cada equipamento voador do Brasil tem um, capaz se tiver uma guerra se abaterem entre si… Mas esses emblemas, como o “Senta à Púa” tem lá seu contexto histórico. Mas está certíssimo, é absolutamente irracional, em pleno século XXI cada força ter patentes com simbologia e nomenclatura diferentes, farda de gala, coturno polido e fivela dourada, e demais papagaiadas inúteis. Que alguém calcule o h/h de conscritos e soldados passando caol em fivela e engraxando coturno de sargento e oficiais. Armamento então é um absurdo a falta de padrão, de nomenclatura… Read more »

Da Escola
Da Escola
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Concordo em quase tudo, meu caro, exceto quando se fala “os militares são os piores tipos de conservadores que existem, eles rejeitam qualquer mudança de pronto, são insulares e provincianos.”, os Oficiais são isso ai, os praças na maioria das vezes, querem mudanças concretas, os macacões da MB são péssimos, por exemplo, mas o oficialato que fica sentado no banquinho, não usa para “trabalhar” a bordo, então esteticamente eles acham lindos, mas para os praças não servem. Os uniformes deveriam mudar, os países sérios enxergam os uniformes como algo estratégico, aqui ainda estamos com saudosismos sem a mínima aplicabilidade, uniformes… Read more »

Henrique
Henrique
Reply to  Da Escola
29 dias atrás

Sim, eu concordo. Muito disso não é por questões orçamentárias mas pura acomodação. Tem um paroquismo muito grande no oficialato, o filho do oficial também se torna oficial e vivem juntos com outros filhos de oficiais que também são oficiais e que geralmente vem de alguma cidadezinha do interior do RS. Seria preciso arejar o EB com sangue novo.

Flanker
Flanker
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Qual o teu problema com “cidadezinhas do interior do RS”???? A maioria dos oficiais das FFAA vem do interior do RS???? Os oficiais e todos os outros militares são oriundos do país inteiro. Seu comentário é totalmente equivocado e preconceituoso.

Last edited 29 dias atrás by Flanker
Henrique
Henrique
Reply to  Flanker
28 dias atrás

É só um exemplo. No próprio livro do Villas Bôas ele fala dos militares que vem da mesma cidade dele e como eles ficam juntos em vários comandos, não pode-se negar que há um favoritismo, um bairrismo, se percebe no livro quando ele só faz crítica à civis e loas ao EB.

Last edited 28 dias atrás by Henrique
Flanker
Flanker
Reply to  Henrique
28 dias atrás

E o EB se resume ao Villas Boas?? O RS tem grande participação no oficialato das FFAA, mas o Termo “geralmente”, usado por ti, tem uma conotação de maioria e remete à atraso……se nao foi essa a intenção, entao compreendo.

Last edited 28 dias atrás by Flanker
Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Estou fazendo uma crítica construtiva as FAAs nacionais.
E acho que toda crítica construtiva deva ser levada em consideração para mudanças para melhor.
Para mudar algo grande, comece com as pequenas coisas.
Mude o fardamento e padrão de camuflagem, coturnos mais confortáveis, capacetes, coletes, brasões e insígnias, bolachas etc.
Sou a favor da mudança até do hino nacional, pois esse papo de “gigante adormecido, deitado eternamente em berço expendido”, descreve exatamente como foi, é e será o país !

Last edited 29 dias atrás by Foxtrot
Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Pois é caro Henrique, a verdade foi e ofende a quem não gosta de ouvi-lá.
Bem vindo há meu mundo aqui no fórum.
Mas fico feliz em ver que não sou o único !

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Foxtrot
29 dias atrás

A verdade dói.
Maldito corretor de textos.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Eu discordo disso, Henrique. As bolachas podem seguir estilo X, Y ou Z, que pode ser reflexo de qualquer tipo de influência externa, mas são parte da nossa História e mesmo o estilo faz parte disso, mas as criações são Brasileiras. Eu entendo que você está instando às FFAA, e ao Brasil em geral, à procurar algo que tenha mais à ver com o nosso país do que com algum tipo de influência externa. É algo louvável, mas também não é novo. Um bom exemplo disso é a bolacha do Esquadrão Orungan. Mas por exemplo, a bolacha do Primeiro Grupo… Read more »

Henrique
Henrique
Reply to  Leandro Costa
29 dias atrás

Os próprios grupos da USAF que existem hoje e descendem da USAAF não usam mais os símbolos dos originais, vide o 56th fighter group. Falando do 56th, ele foi o grupo com o maior score da 8th Air force e ainda assim a USAF modificou o nome e o emblema.

Last edited 29 dias atrás by Henrique
Flanker
Flanker
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Se eles mudaram, bom pra eles. Eu acho que as bolachas do Grupo de Caça, do Pampa, etc, são históricas e não precisam mudar. E isso não influi em absolutamente nada na situação atual das FFAA. Tem coisas imensamente mais importantes do que isso……discussão improdutiva e inócua ficar se preocupando com bolachas e emblemas……por favor!!!

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Henrique, o emblema do 56º não mudou praticamente nada de lá para cá. Mas se tivesse mudado, o impacto não seria tão grande. As aeronaves do 56th FG não carregavam o símbolo do grupo em suas aeronaves, mas sim nose-arts específicas de cada aeronave, um número de série da USAAF e as marcações identificadoras do grupo/esquadrilha. No caso do 56th listras no nariz, asas e deriva. A bolacha do 56 não estava diretamente conectada às aeronaves, não estava associada à eles, etc. No caso do 1º GAvCa havia uma conexão direta. Todas as aeronaves carregavam a bolacha em combate, todas… Read more »

Glasquis 7
Reply to  Henrique
26 dias atrás

As bolachas são o menor problema do EB. Além disso, é normal que existam vestígios da origem da doutrina empregada.

rdx
rdx
Reply to  Foxtrot
29 dias atrás

Sou contra mudar a estética do EB, mas é indiscutível que ele precisa ser reorganizado. Precisamos de qualidade e não quantidade. Precisamos transferir unidades com urgência do RJ e do NE para a Amazônia e Goiás (Bda Pqdt)…e sobretudo, precisamos de meios modernos – SAM de médio alcance, ATGM, família VANT (suicida, ataque e ISTAR), helicóptero de ataque, Centauro etc.

rdx
rdx
Reply to  rdx
29 dias atrás

A existência de um GAAAe em Sete Lagoas (MG) e de uma artilharia divisionária (3 x GAC M114 155 mm) no RJ (e nenhum na Amazônia) são dois exemplos bizarros da confusão que é a estrutura do EB.

Last edited 29 dias atrás by rdx
Foxtrot
Foxtrot
Reply to  rdx
29 dias atrás

Sim, concordo e sempre defendi isso.
Hoje nossas FAAs possuem bases em grandes centros urbanos, se tornando desnecessárias naquele local.
Sou a favor da transferência destas bases para as fronteiras do país, onde as mesmas são completamente desprovidas de vigilância.
Criação de outra base naval no nordeste do país etc.
Mas para grandes mudanças práticas, precisamos primeiro mudar mentes atrasadas, e para isso o início é em nomenclaturas, brasões, bolachas etc.

Spitfire
Spitfire
Reply to  rdx
29 dias atrás

Parabéns pelo comentário!! Mas vejo problemas a frente… bem pertinho viu… orçamento!!! Ja ta tendo comentarios sobre cortes… inclusive nos programas estratégicos que dira naquelas necessidades que nem começamos… dá vontade de chorar

Spitfire
Spitfire
Reply to  Spitfire
29 dias atrás

E ai vem os projetos de remendos… funilarias em leo1, cascavel, antiaerea com pasmem M985 Bofors L70 de 40mm… aquisicao de sherpas etc etc…e correm com pires na mao para FMS…. ai eu vou chorar.

camargoer
camargoer
Reply to  Foxtrot
29 dias atrás

Olá Fox. As forças armadas brasileiras estão defasadas em equipamentos e estrutura. Infelizmente, o problemas dos emblemas é o menos grave e o mais fácil de resolver. O maior problema continua sendo a falta de coordenação e integração entre as forças (cuja face mais visível é a confusão na nomenclatura das aeronaves…). O Brasil precisa de menos tropa e mais tecnologia.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  camargoer
29 dias atrás

Blindado, já desde a Primeira Guerra Iraquiana, é caixão, não oferece nenhuma proteção contra inimigo com armas e táticas superiores. Meros drones como loitering munitions acabam com blindados, como se viu recentemente. Tanque e blindado é bom pra passar por cima de manifestante portando bandeirola, como na Praça da Paz Celestial… Mas nem sempre os militares foram obtusos como hoje – no que, de resto, estão perfeitamente alinhados com o resto da nação.

rdx
rdx
Reply to  Alex Barreto Cypriano
29 dias atrás

Esse debate é antigo. Os blindados foram massacrados por Drones na recente guerra entre a Armênia e o Azerbaijão, mas muitos estudiosos alegam que isso deveu-se mais à incompetência tática do que à vulnerabilidade da cavalaria blindada, mais precisamente no emprego falho de Armas combinadas.

Os israelenses discordam. Análises recentes apontam que o tank Merkava equipado com Trophy é o meio blindado mais seguro da história da IDF, apesar da evolução das armas anticarro dos inimigos.

Last edited 29 dias atrás by rdx
Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  rdx
29 dias atrás

Retórica vazia. Pro EB, com o que ele tem de blindado, é caixão frente um adversário com armas e táticas superiores. Inútil explicar o que possa querer dizer ‘superior’, certo? Quem aí confia na proteção do M-113 contra dispositivo explosivo improvisado?

Victor Filipe
Victor Filipe
Reply to  Alex Barreto Cypriano
27 dias atrás

Os blindados mais modernos usados no conflito entre Armênia e Azerbaijão eram em sua maioria esmagadora T-72B3 são veículos já mais antigos. e não é considerado o MBT mais capaz no arsenal da Russia. não da pra dizer que outros tanks em situações semelhantes irão ter o mesmo problema, veículos como T-90M e M1A2 SepV3 tem sistemas internos para interferência e sistema APS pra defesa. coisa que o T-72B3 não tem. Sem contar que o suporte que eles terão na linha de frente será bem superior. Já os blindados da MB… digamos que eu me sentira mais seguro andando a… Read more »

Eduardo
Eduardo
Reply to  Alex Barreto Cypriano
24 dias atrás

E qualquer RPG detona um blindado hoje.

Bardini
Bardini
Reply to  Alex Barreto Cypriano
29 dias atrás

Mais um que só viu manchete e/ou vídeo de Loitering Munition e acha que isso tornou os blindados irrelevantes.
.
O Azerbaijão fez amplo emprego de meios blindados em suas progressões…

ALFA BR
ALFA BR
Reply to  Bardini
29 dias atrás

Sem a mobilidade das forças blindadas teríamos uma 1° GM com drones.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  ALFA BR
29 dias atrás

Em guerra mundial blindado não serviria pra nada já desde os tempos do A-10. Só serve mesmo pra conflitinho de periferia onde vicejam os brucutus a pé. Mas nem isso é verdade absoluta: quantos tanques os EUA usaram pra invadir o Afeganistão? Qual a efetividade de blindado sem comando ou comunicações depois de um ataque de decapitação ou guerra eletrônica penetrante?

Teropode
Reply to  Alex Barreto Cypriano
29 dias atrás

Na atualidade os blindados continuam importantes , porém necessitam de uma cobertura aérea importante , isso ficou evidente na primeira guerra do golfo , 1990 .

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Teropode
29 dias atrás

Isso, cobertura que o EB pode se dar, e que a FAB tem pra dar e vender… Continuam versando sobre um ponto cego.

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  camargoer
29 dias atrás

Olá Camargo.
O problema não está nestes itens ditos por você, nem nos dito por mim, mas na mentalidade atrasada por detrás deles.
Se não mudar as mentes não haverá mudanças nos equipamentos, doutrinas etc.
“Mentes e corações” amigo !
Psi Ops.

camargoer
camargoer
Reply to  Foxtrot
29 dias atrás

Olá Fox. Eu concordo com você. A ideia “menos tropa mais tecnoloogia” é consequência de uma mudança mais profunda, que acredito só será possível por uma ação de fora para dentro. As forças armadas jamais se modernizarão por iniciativa própria.

Hcosta
Hcosta
Reply to  camargoer
29 dias atrás

Tem os Sherpa como exemplo.

camargoer
camargoer
Reply to  Hcosta
29 dias atrás

Olá Hcosta. O caso dos Sherpa foi emblemático dos problemas doutrinários e filosóficos que circulam no alto comando das forças armadas, com infeliz destaque, no EB. Apesar que a recente proposta da FAB de comprar dois A330 em plena crise da pandemia mostra que existe um descolamento da realidade em todas as forças.

Spitfire
Spitfire
Reply to  Hcosta
29 dias atrás

Misericordia amigo… tomara que isso nao se concretize!!! As nossas faas precisam de equiptos modernos e não eqtos que de graca são caros!!! E sempre bato nessa tecla, onde mais precisamos não temos nada, absolutamente nada, que é defesa antiaerea de medio e longo alcance… me sobe a pressão cada x que penso nisso… sem isso não adianta nada falar de forca blindada… apenas alvos… um monte de alvos…

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  camargoer
28 dias atrás

Não tem iniciativa modernizante porque não querem vencer ninguém além do inimigo interno. Pra esse, tá de bom tamanho. O USArmy tá pensando seriamente em um substituto pros Abrams, com enfoque na mesma linha da USAF e USN, com tanques e blindados auxiliares não tripulados e conectados em rede inclusive com uavs, satélites e aeronaves.
E nós aqui, cantando loas à obsolescência relativa bem conservada.

Agnelo
Agnelo
Reply to  camargoer
27 dias atrás

Q comentário mais louco…..

Vitor
Vitor
Reply to  Foxtrot
26 dias atrás

Discordo totalmente. Temos que preservar a história e suas influências da época.
Essa mania de querer apagar o passado e reescrever um novo futuro na marra vai ser um enorme Problema do século XXI. Existem tradições e essas histórias devem ser preservadas.
Deixem a criatividade para novas unidades que venham a surgir, se surgirem!

Teropode
29 dias atrás

Caminho natural e lógico : Leopard 2, Centauro , Guarani , Bradley . Na segunda linha os Cascavéis modernizados e M113 para rescaldos em área frias . Se der para montar “toda” tropa com veículos modernos … ótimo . Um grupo aéreo também ajuda muito , Chinnooks e AH 1 , isto tá repetitivo , fuiiiiiiiiiii….

Talisson
Talisson
Reply to  Teropode
29 dias atrás

Pergunta de leigo, o Bradley tem a manutenção “simples” e “barata” como os M113? E existem Bradley usados ou novos que possam ser repassados ao Brasil ou estão todos no osso? O Bradley tá levando pau desde a tempestade no deserto ou antes.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Teropode
29 dias atrás

Eu tiraria os Bradley da equação. De qualquer equação. Para um veículo que foi feito para substituir o M113 em serviço com os EUA, ele não apenas não conseguiu substituir os M113, como ele mesmo deve ser substituído completamente junto com o M113, se não me engano.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Leandro Costa
29 dias atrás

O Bradley tem funções diferentes do M113. É muito melhor blindado e armado. Por isso está na linha da frente enquanto o M113 tem funções de apoio.
O M113 está a ser substituído pelo AMPV, que é baseado no Bradley, e o substituto do Bradley era uma escolha entre um modelo da GD e o Lynx.

Mesmo velho não há assim tantos blindados que sejam superiores.

Last edited 29 dias atrás by Hcosta
rdx
rdx
Reply to  Hcosta
29 dias atrás

O defeito do Bradley sempre foi a incapacidade de transportar um GC completo.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Hcosta
29 dias atrás

A proposta da BAE, e acho que também da GD, é um Bradley atualizado, com poucas diferenças em relação ao atual.
Isso diz qualquer coisa acerca da sua utilidade e valor.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Teropode
29 dias atrás

Normalmente agrupam os blindados pelo tipo de mobilidade, rodas ou lagartas.
Leo/Bradley e Centauro/Guarani assim como unidades de apoio, artilharia, comando, etc.
As brigadas Stryker são um exemplo. A exceção será o Canadá que junta os Leo com os LAV.

Last edited 29 dias atrás by Hcosta
Teropode
Reply to  Hcosta
29 dias atrás

Sim , uma espécie de HI LO só que terrestre , funciona muito bem e racionaliza os custos .

Glasquis 7
Reply to  Teropode
26 dias atrás

Isso é um salto enorme, tanto em tecnologia como em doutrina. Precisa ver se o parque Brasileiro consegue absorver um salto como esse e quanto tempo tomaria criar e treinar esta nova doutrina.

Não é assim tão fácil. Não seria como trocar um fusca por um golf.

Equipamento militar tem uma série de dificuldades desde comunalidade de operação até doutrina empregada.

Comprar é o de menos. O importante é “o que comprar e pra qual finalidade”.

Joli Le Chat
Joli Le Chat
29 dias atrás

Senhores e senhoras, alguém sabe quais são os veículos blindados que estão colocados na frente do 3º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado, no Setor Militar Urbano de Brasília?

Vejam eles aqui no Google Maps:

https://www.google.com/maps/@-15.7647721,-47.9240644,3a,72.6y,300.09h,76.09t/data=!3m6!1e1!3m4!1sdkzYZTuxOu6Q3yCSYadghA!2e0!7i16384!8i8192?hl=pt-BR

rdx
rdx
Reply to  Joli Le Chat
29 dias atrás

M41 e M8 6×6 Greyhound

Joli Le Chat
Joli Le Chat
Reply to  rdx
29 dias atrás

Obrigado!

Teropode
Reply to  Joli Le Chat
29 dias atrás

M41 , tem um em frente ao batalhão do EB na rua Rajagabaglia aqui em BH .

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
29 dias atrás

O segredo da arma blindada para países que requerem grande mobilidade é uma plataforma única como por exemplo o ASCOD (Common Base Platform), ali tu pode extrair praticamente todas as variantes configurando módulos conforme a necessidade da missão.

IFV, APC, MMBT, ARV, Engineer, SPH, etc….

ASCOD 42 – YouTube

O grande problema é que teria que fazer uma grande compra para tornar isso realidade, até lá soluções “tapa buraco” vão sendo licitadas.

pangloss
pangloss
29 dias atrás

O que eu percebo é que qualquer matéria sobre as FFAA brasileiras pode ser resumida em alguns tópicos:
1 – obsolescência;
2 – insuficiência quantitativa de equipamentos;
3 – inchaço do efetivo (embora pequena fração seja de unidades operacionais); e
4 – insuficiência de orçamento (sobretudo por sua má distribuição).
Não pode dar certo.

Henrique
Henrique
Reply to  pangloss
29 dias atrás

Porque são esses os grandes problemas e que se arrastam a DÉCADAS e continuam sem solução.

Wilson Look
Wilson Look
Reply to  Henrique
29 dias atrás

Meu pensamento. Continuam sem solução justamente por tratarem como problemas, em vez de sintomas. A pergunta é simples: O que causa esses sintomas?

Sem combater a raiz, eles voltaram a acontecer.

Marcos Donisete
Marcos Donisete
29 dias atrás

Exército brasileiro não é sério! Esses generais reclamam de falta de verbas, mas na verdade o dinheiro é mal gasto! Existem 3 regimentos de cavalaria de guardas, traduzindo 3 unidades do exército composta exclusivamente por cavalos! Cavalos em pleno século XXI !!!! E sabem o motivo? Para os oficiais ficarem brincando de hipismo! Senhores somente o gasto com ração, água, e com pessoal para limpar baia(limpar merda de cavalo) seria suficiente para manter uma tropa moderna e adestrado! O exército brasileiro não tem armas anti carro, nem míssil, nem canhão sem recuo ou outro meio moderno(meia dúzia para um efetivo… Read more »

Vovozao
Vovozao
Reply to  Marcos Donisete
29 dias atrás

18/04/2021 – domingo, bdia, M Donisete, primeiro parabéns sua postagem; segundo: seria muito bom, se algum(a) pessoa com conhecimento, e capacidade de articulação fizesse parte do nosso grupo, e, pudesse amanha diante do alto comando, durante o descanso apos o almoço, poder colocar tudo isso que voce postou……. entretanto, so podemos….. sonhar…… ja que sonhar não custa nada…. hoje necessitamos de um CAXIAS….. para ….. tentar…. veja… tentar…. mudar a mentalidade dos nossos oficiais generais…. eles so pensam quando e quanto ganharam na reserva…. e… ficam… contando tempo…. e…. preterindo outros com boas intenções… Saudações.

Henrique
Henrique
Reply to  Vovozao
28 dias atrás

Eles sabem disso, só não querem mudar.

José de Souza
José de Souza
Reply to  Marcos Donisete
26 dias atrás

E graxa pra coturno e caol pra fivela dourada? Ônibus pra levar praças pra casa? Banda musical? Segurança em casa de general? Rancho pra oficial (cassino) e HOTRAN?

Tem MUITO penduricalho e excrecência nas FFAA.

Fred
Fred
28 dias atrás

É interessante que entre os saudosistas da ditadura exista um apagão sobre um tema: o EB foi transformado numa enorme força de contra insurgência incapaz de fazer frente a maioria dos exércitos importantes da época. O M41 era um tanque leve claramente insuficiente para enfrentar os tanques mais modernos da sua época. M47, M48, T54, T55, Centurion, e outros, eram muito superiores ao M41. Em alguma medida, a outras forças também estavam equipadas só para ações pontuais. A Marinha só devia ser capaz de localizar / caçar submarinos soviéticos e a força aérea só era equipada com aviões de caça… Read more »

rdx
rdx
Reply to  Fred
28 dias atrás

Era a Guerra Fria. O EB era tratado como um exército auxiliar de última categoria….e estava condenado a receber apenas refugo do US Army (o M41 e o M108 são belos exemplos). Essa realidade perdurou até o regime militar romper com os EUA (em 1977, salvo engano). Os obuseiros M56, os canhões GDF e os SAM Roland 2 são frutos do rompimento. Curiosamente, a “reconstrução” do EB começa a partir de 1991 com o fim da Guerra Fria. Até hoje ele possui sequelas desse nefasto período.

Last edited 28 dias atrás by rdx
Henrique
Henrique
Reply to  Fred
28 dias atrás

Sim, até o exército da África do Sul que sofria embargo por causa do apartheid era mais bem equipado. Eles tiveram um desempenho incrível em Angola e deram uma porrada nos cubanos.

José de Souza
José de Souza
Reply to  Henrique
26 dias atrás

Na verade tomaram uma sova dos cubanos, não? A ponto de implodir o apartheid.

José de Souza
José de Souza
Reply to  Fred
26 dias atrás

A mentalidade ainda é a de um exército imperial, para conter revoltas internas e caçar escravo fugido. A “atualização” veio na paranoia anticomunista da guerra fria e tanques eram usados para amedrontar e intimidar a população civil.

Pedro
Pedro
28 dias atrás

Nossas forças armadas devem parar no mínimo de atuar contra o povo na surdina… vide o aumento de soldo em plena pandemia, indo de encontro ao mundo, e, especialmente a nossa economia, bem como para de comprar picanha e stela artois.

Por fim, podem comprar drones de última geração.

João Girardi
João Girardi
26 dias atrás

Sinceramente, vendo os comentários acima, eu creio que não adianta nada modernizar equipamentos mais pesados enquanto o soldado brasileiro ainda utiliza como equipamento individual o sistema ALICE INCOMPLETO. Eu servi e vi isso de perto: te davam só um cantil, nenhum porta-carregador, tu não recebia bornal, a mochila estava toda cheia de remendos e o sistema de remoção rápida/quick release da minha estava todo cheio de presilhas e não funcionava. Meu fardo aberto era basicamente isso aqui (a faca eu comprei pra tirar serviço): Enquanto o fardo aberto completo do ALICE é isso daqui: O mais ridículo não é nem… Read more »

Alejandro Pérez
Alejandro Pérez
26 dias atrás

Longa vida ao M113!!!!

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