L3Harris lança iniciativa para soluções de sistemas de defesa antidrone

A L3Harris Technologies anunciou o lançamento de uma nova iniciativa empresarial dedicada a enfrentar a crescente ameaça representada por sistemas não tripulados em operação no ar, em terra e no mar. O programa, batizado de Counter-Unmanned Systems (C-UxS), concentra décadas de expertise da companhia na integração de sistemas e no desenvolvimento de tecnologias autônomas, com o objetivo de oferecer soluções rápidas, acessíveis e confiáveis diante do avanço acelerado dos drones militares e comerciais.

Segundo a empresa, pequenos veículos aéreos autônomos tornaram-se cada vez mais baratos, letais e fáceis de produzir, alimentando riscos de ataques surpresa em enxame. Aliados a tecnologias emergentes como 5G, inteligência artificial e machine learning, esses sistemas estão evoluindo “à velocidade da hora”, desafiando respostas tradicionais da indústria.

“Entregar soluções eficazes contra sistemas não tripulados é prioridade absoluta”, afirmou Jon Rambeau, presidente da divisão Integrated Mission Systems (IMS) da L3Harris. “Soluções que levam anos para serem desenvolvidas não são viáveis quando o software de UAVs amadurece a cada minuto e o hardware muda a cada hora.”

Para liderar a iniciativa, a companhia nomeou Tom Kirkland, vice-presidente e gerente geral do setor de Targeting and Sensor Systems (TSS), veterano do Exército dos EUA. Kirkland coordenará equipes multidisciplinares e reforçou que a estratégia se baseia em três pilares: experiência acumulada na integração de sistemas autônomos, conhecimento direto das necessidades operacionais de clientes que já utilizam soluções da L3Harris em combate e sólidas parcerias com indústrias de defesa e comerciais.

O portfólio de contramedidas já inclui sistemas testados em combate, como VAMPIRE™, CORVUS-RAVEN, Nimble Finch e Drone Guardian. A nova abordagem integrará essas soluções a outras tecnologias-chave, entre elas: sensores eletro-ópticos WESCAM, softwares de gestão de missão Widow®, ferramentas de gerenciamento de enxames AMORPHOUS™, espoletas de proximidade, contramedidas eletromagnéticas e redes de comunicação resilientes.

Um dos exemplos mais notórios é o VAMPIRE, desenvolvido em poucos meses e já comprovado em operações na Europa como uma resposta custo-efetiva e confiável contra drones. O sistema combina o sensor WESCAM MX™ RSTA com estação de armas para engajar rapidamente alvos aéreos e terrestres, empregando foguetes guiados a laser equipados com espoletas de proximidade (Advanced Precision Kill Weapon SystemAPKWS) e integrados ao software Widow.

De acordo com a L3Harris, o próximo passo será o VAMPIRE de nova geração, com sensores aprimorados, capacidades de guerra eletrônica e recursos de inteligência artificial para identificar e neutralizar ameaças a maiores distâncias. Estão previstas também versões adaptadas para emprego em ambientes terrestres, aéreos e marítimos.

“Nosso foco é a segurança dos combatentes e aliados”, destacou Kirkland. “Derrotar essa ameaça assimétrica exige velocidade, criatividade e trabalho conjunto.”■


 

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Heinz
Heinz
Responder para  paulop
4 horas atrás

Mas esse sistema ai não é de defesa AA, é um lançador de foguetes, para dar certo precisa de um foguete AA guiado, e um radar para buscar alvos

Rafael Gustavo de Oliveira
Rafael Gustavo de Oliveira
1 hora atrás

Ótima matéria para esclarecer algo que está entalado aqui na garganta faz um tempo:

Antes de começarem a falar abobrinha das forças armadas brasileiras vou explicar algumas coisas.
Pelo que levantei existem diversos tipos de drones, temos os drones de vigilância que realizam missões IRVA (inteligência, reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos) e os drones de ataque que podem ser sub-divididos em drones de ataque e os drones kamikazes (loitering munition).
Os drones de ataque maiores podemos chama-los de emprego dual, pois tem um pay-load capaz de levar gimbal com sensores sofisticados e hard-point nas asas para levar misseis, bombas, foguetes, etc….
Ainda na categoria de drones de ataque, temos os drones bombardeiros que soltam granadas em queda livre sobre os alvos, esses projeteis variam, desde granadas de infantaria, granadas de morteiros e já há relatos de drones capaz de levar um projetil de artilharia 105/155mm.
Os drones Kamikazes, de modo geral podemos quase compara-los a um “IED de asas”, se destroem junto com o alvo, sendo esse por impacto ou por proximidade, podendo esses inclusive, serem propositalmente construído de modo que o próprio drone se transforme em estilhaços para causar maior dano.
Eu fiz essa intro, pois precisamos entender que não é só o Brasil que está atrasado na guerra moderna contra defesa de drones o resto do mundo também está.
Vou dar um exemplo bem simples do já ocorreu na história, os americanos levavam um baita sistema de defesa antiaérea e radares contrabaterias nas campanhas do Iraque e do Afeganistão, insurgentes entraram no perímetro da base com um pequeno morteiro, dispararam e causaram vários danos tanto material quanto pessoal, se evadiram sem nunca terem conseguido achar os responsáveis, depois de humilhados começaram os conceitos C-RAM, os sensores de sistemas C-Ram além de fornecer alerta, poderiam fornecem informações sobre a ameaça a um outro sistema capaz de engajamento? eu acredito que é exatamente isso que estão vendo na matéria denominada C-UAS.
Exceto a ameaça drone de maior porte que a defesa antiaérea clássica daria conta, tenho uma teoria que um sistema único é insuficiente frente as ameaças que estão surgindo, ou seja, a tecnologia de ataque com drones menores (de pouca assinatura) está caminhando infinitamente mais rápida e barata do que a tecnologia empregada na defesa, independente da superpotência, exemplo claro disso foi a criação de jammers de interferência na frequência de drones que foram rapidamente superadas pelo emprego de novos drones guiados por fibra óptica.
E o brasil? está assistindo o que vai “vingar” dessa novela aí, não tem nada definido ainda.