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Três anos após o terremoto que deixou mais de 230 mil mortos no Haiti, o Ministério da Defesa (MD) começa gradualmente a reduzir a quantidade de militares enviada para integrar a força de paz naquele país caribenho.

Com a nova troca de contingentes, que deverá ser concluída na primeira semana de junho, o Brasil voltará a contar com um único batalhão na capital Porto Príncipe. Atualmente, 1.910 militares brasileiros atuam no Haiti. Com a extinção do Batalhão de Infantaria da Força de Paz (Brabatt 2), esse efetivo deverá cair para 1.450 militares, o mesmo contingente de antes do terremoto de 2010.

A redução militar naquele país é fruto de entendimento com a Organização das Nações Unidas (ONU). O batalhão único ficará sob o comando do coronel Zenedir da Mota Fontoura, que desembarcará no Haiti com a tropa militar no dia 7 de junho, de acordo com calendário divulgado pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

Na tarde desta quarta-feira, o chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, recebeu o grupo de 30 oficiais que integrarão o 18º contingente brasileiro. Na ocasião, De Nardi explicou que o Brasil retoma o quantitativo militar de antes da tragédia. “Estamos apenas retirando o Brabatt 2, batalhão que era direcionado para o atendimento em função do terremoto”, enfatizou o general.

De Nardi lembrou a importância de os militares se aterem ao fato de estarem representando a Pátria. “Lá, vocês não serão apenas da Marinha, do Exército ou da Força Aérea. Vocês estarão atuando como representantes do Brasil”, contou.

Os oficiais que desembarcarão no Haiti participaram de um curso preparatório no MD, no qual receberam orientações sobre a missão da tropa. A preparação foi organizada pela Subchefia de Logística Operacional do Estado-Maior. As palestras abordaram desde aspectos sanitários do contingente até a temas afetos à política externa brasileira no Haiti.

Ao final, o grupo participou de videoconferência com as lideranças militares que estão na capital haitiana. Nessa reunião, os militares que estão em Porto Príncipe repassaram experiências adquiridas no período em que atuam. O curso foi encerrado com as instruções do MD aos oficiais.

FONTE: Ministério da Defesa

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Vader
11 anos atrás

Já não era sem tempo. A missão no Haiti para o EB acabou faz tempo.

Giordani
Giordani
11 anos atrás

Uma missão que nunca deveria ter sido iniciada. Aquele “jogo de futebol” com a presença espetacular do rei-sol alibabaLULA foi uma síntese dessa Campanha para inglês ver, mas na hora que o caldo entornou, foram os EUA que seguraram a bomba…

E na boa, esses soldados que serviram nesse atoleiro precisam ser absorvidos pelas PMs do brazil, cada um com seu Estado natal. Perder o conhecimento que essa gente adquiriu, da pior maneira possível, é um desserviço a Nação!

Tragam os meninos pra casa!